Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de junho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

O cerco se fecha

Enquanto o ministro da Justiça faz as vezes de advogado de Jair Bolsonaro ao pedir investigação por uma charge, o cerco contra os absurdos do presidente e de sua militância vai se fechando. Começou semanas atrás com a operação contra propagadores de fake news. Anteontem, a extremista Sara Giromini, que ameaça ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), foi presa. Abraham Weintraub, que é a personificação do governo – sem educação e despreparado –, está por um fio e deve sair em breve, mesmo a contragosto do presidente, que só vai exonerá-lo para tentar apaziguar a relação com o STF. Bolsonaro está tentando ser bombeiro para combater o fogo que ele próprio ateou. Resta saber se o incêndio será controlado ou se mostrará devastador.

LUCAS DIAS

LUCAS_SANDIAS@HOTMAIL.COM

RIO VERDE (GO)

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Manifestações bolsonaristas

Em todas as imagens transmitidas pela mídia, o que vemos é sempre meia dúzia de gatos-pingados. Já vimos que “os 300 do Brasil” são meros 30. Nas manifestações em frente ao Planalto não havia mais de cem pessoas. São esses desordeiros que ameaçam a nossa democracia? Um presidente que só fala bobagens para despertar atritos que competência tem? É só Alexandre de Moraes pôr na cadeia a turma do gabinete do ódio e resolvemos essa questão.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Lei neles

O presidente Bolsonaro está há 18 meses no poder e tem ainda dois anos e meio para terminar o mandato. Se governasse bem, poderia até ser reeleito. Por que, então, parcela de seus apoiadores fica por aí mandando fechar STF e Congresso, pedindo intervenção militar com Bolsonaro no poder? Estou com dificuldade para entender essa turma. Não é falta do que fazer? Essas aberrações já estão enchendo a paciência dos amantes da paz e da liberdade. Os responsáveis pela aplicação da lei precisam dar um basta nesses transgressores antes que o circo pegue fogo. Lei neles! Chega de refresco, ninguém está acima da lei. Não se pode deixar que o desrespeito a tudo e a todos tome conta do País. Há quem pense que pode tudo, não é bem assim. Chega de jogar pedras para criar inimigos.

JEOVAH FERREIRA

JEOVAHBF@YAHOO.COM.BR

BRASÍLIA

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Corda esticada

Será que o secretário de Governo, general Luiz Eduardo Ramos, na verdade queria dizer “não estica a corda porque a lona deste circo pode cair”...?

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Garrote

No esticar da corda, vão acabar enforcando a democracia. De tabela, o povo...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Munição de Weintraub

O ministro da Educação ainda não caiu porque tem muita bala na agulha a respeito da família Bolsonaro. Ele sabe tudo! Só sai se lhe oferecerem algo que o satisfaça, inclusive politicamente. Por sua vez, Mansueto Almeida está saindo para salvar sua biografia, pois sabe que não vamos sair do ponto morto.

CECILIA CENTURION

CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Saída honrosa

Na iminente demissão do titular da Educação, para evitar de alguma forma arranhar mais a sua biografia e acalmar sua base de apoio, a saída seria Bolsonaro nomeá-lo adido cultural da Embaixada do Brasil na Coreia do Norte, para divulgar por lá seus postulados olavistas.

JORGE SPUNBERG

JSPUNBERG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pandemia

Leão 2020

Faltam menos de duas semanas para o prazo de entrega das declarações de Imposto de Renda de 2020, ano-base 2019, se esgotar e cerca de metade dos contribuintes está em débito. Possivelmente eles estão com receio de sair atrás de documentos num momento em que há o risco concreto de contágio – o que em caso extremo pode corresponder a uma dispensa definitiva desse dever cívico... Quando a data-limite foi estabelecida em 30 de junho, imaginava-se que a curva de contágio estivesse apontando para baixo. Mas hoje ela aponta para cima e o número impensável de 1 milhão de casos é questão de dias, infelizmente. Adiar mais uma vez parece-me ideia construtiva.

ALEXANDRU SOLOMON

ALEX101243@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Urbanização de favelas

Dois textos recentes do EstadoNa periferia, famílias adoecem juntas (14/6, A13) e As favelas no pós-pandemia (12/6, A3), e a crise sanitária atual expõem o desleixo dos poderes municipal e estadual na questão de levar saneamento básico às comunidades carentes. O Executivo e o Legislativo municipais só pensam em projetos de intervenção urbana – instrumentos gentrificadores e com foco no mercado imobiliário –, os quais precisam ser adiados em benefício do saneamento básico onde ainda não chegou. A urbanização de favelas, incluindo sistemas de coleta de esgotos e de distribuição de água, é imprescindível e urgente. Venho enviando a diversas secretarias da Prefeitura pedidos de informação de suas ações de apoio ao confinamento, ao distanciamento social e ao acesso a água corrente de comunidades carentes, mas só houve evasivas até hoje. Os poderes públicos têm uma dívida enorme em matéria de saneamento básico, crucial para todas as comunidades precárias a fim de se atingir o objetivo de cidade e área metropolitana saudáveis. Por isso precisamos conhecer as prioridades dos políticos atuais e de todos os candidatos a cargos na cidade e no Estado quanto a universalizar o saneamento básico. E a imprensa tem papel decisivo nessa necessária informação ao eleitor.

SUELY MANDELBAUM, urbanista

SUELY.M@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


A DEMISSÃO DE MANSUETO


Será o desmonte da equipe econômica? A demissão confirmada do competente Mansueto Almeida, responsável pela chave do cofre do Tesouro, fragiliza ainda mais a capacidade da equipe econômica e leva apreensão ao mercado e aos investidores externos. Mesmo porque o ministro Paulo Guedes, que já não está confortável no cargo, fala muito e pouco entrega, até pela falta de apoio do presidente da República. Por exemplo: o projeto de reforma administrativa anunciado desde o início desta gestão fez água, como outros. E, em meio a este caos da pandemia de covid-19, com queda brutal da atividade econômica e perspectiva de um déficit público recorde e histórico, a saída de Mansueto leva a uma tempestade perfeita.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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‘O TAMANHO DO TOMBO’


Excelente análise publicada no Estado de segunda-feira O tamanho do tombo (15/6, B2). Vale a leitura e a conclusão sobre o futuro da economia brasileira, a qual transcrevo: “Mas, infelizmente, a notória falta de envergadura de Bolsonaro para o cargo que ocupa não dá lugar para cenários otimistas”.


Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo


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NEÓFITO OU SAFO


O presidente Jair Bolsonaro vociferou: “Como darei um golpe, se sou presidente da República e chefe supremo das Forças Armadas?”. Ora, aí que mora o perigo. Afinal, Bolsonaro é realmente um neófito ou um safo sobre este assunto? Me engana que eu gosto.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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‘COMO VOU DAR GOLPE, SE SOU PRESIDENTE?’


Mas Jair Bolsonaro ainda é presidente compartilhando ações governamentais com os demais Poderes. Não seria o seu íntimo desejo governar só e sob a sua batuta exclusiva, ditatorialmente, com exclusão do Legislativo e do Judiciário? Pensaram no que poderia fazer com a imprensa e com aqueles que são contrários às suas ações e a seus erros? Ser presidente ditatorial não serviria melhor a seus propósitos? O tempo dirá.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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BASTA!


Aparentemente, os Poderes Legislativo e Judiciário ouviram os 70% da população que pediram “Basta!” aos avanços do Poder Executivo em implantar, ou consolidar, um regime ditatorial no País. São várias mostras de que impedem esse avanço: inquérito das fake news, o aproveitamento das provas desse inquérito no julgamento que pode cassar a chapa Bolsonaro-Mourão no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o indeferimento do habeas corpus impetrado pelo ministro (?) da Justiça em favor de Abraham Weintraub e a devolução, pelo Congresso Nacional, da medida provisória que aniquilava a autonomia das instituições federais de ensino. Que continuemos firmes na luta pela democracia.


Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)


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CRUZANDO O RUBICÃO


Não dá para afirmar que Jair Bolsonaro foi eleito graças às fake news. O que pode ser dito sem contestação é que ele é a própria fake news. O personagem de discurso moralizador encenado na campanha via internet – guerra à corrupção, fim da reeleição presidencial, ministério enxuto, ministros nomeados pela capacidade técnica – deu lugar a outro com práticas ao avesso das que pregava, tão logo assumiu a Presidência. Dotado de personalidade histriônica, autoritária, passou a reagir às críticas mais fortes com insinuações de quebra da ordem institucional. O Supremo Tribunal Federal assustou-se – Celso de Mello fez um pedido de socorro patético – e veio daí a mais real e iminente ameaça à democracia no País, desde o fim dos governos militares em 1985. Com o objetivo desnudado de alcançar alguma eventual prova de irregularidade na eleição da chapa Bolsonaro e Mourão, o STF, em completo desacordo com a legislação vigente, prepara-se para validar em plenário o inquérito das fake news. A se confirmar esse resultado, o STF terá definitivamente cruzado o Rubicão e instaurado no Brasil uma desprezível e abjeta ditadura do Judiciário.


Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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PANDEMIA TAMBÉM DE AMEAÇAS


Até quando a demência de bolsominions e seu capitão prosperará? Ainda falta o quê? Atearem fogo no Supremo Tribunal Federal (STF)? No Congresso Nacional? Em boates LGBT? Em creches? Em hospitais que não utilizam cloroquina? Em quem comercializa máscaras ou álcool-gel? Em empresas jornalísticas? Em todos os que não acreditarem que a Terra é plana? Em crianças que não andam nas ruas usando camisetas com imagem do messias ou de Hitler? A situação está cada vez mais surreal e parece que, além do fala-fala, todos os órgãos competentes dão a impressão de apenas assistir a um filme de terror crescente (num outro país). Enquanto isso, honrados militares vão afundando como patos alvejados e sem qualquer reação à crescente dilapidação do patrimônio moral duramente reconquistado ao longo dos anos pós-redemocratização. Estamos numa guerra interna não apenas contra uma pandemia devastadora (em andamento acelerado) e a racionalidade, mas especialmente contra a própria população que vive neste inferno dantesco. Cadê a coragem derivada da honradez? Pois estamos mesmo sob o domínio de loucos com registro em carteirinha de manicômio, não é apenas uma apresentação circense. Alguém poderia tocar a corneta da hora de acordar? Inacreditável tudo isso; até que realmente aconteça.


Nelson M. de Abreu Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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E DAÍ?


O que será que acontecerá quando o presidente Bolsonaro deixar de ouvir a turma do “deixa disso”?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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‘TROCAR O SISTEMA’


Corretas as reflexões do conceituado jornalista J. R. Guzzo (Estadão, 14/6, A10), sobre a metade do eleitorado brasileiro, que não consegue entender um texto em Português nem as operações básicas da Matemática. Pesquisas apontam que 1 em cada 4 brasileiros com idade entre 15 e 64 anos pode ser classificado como analfabeto funcional – assim definida a pessoa que, mesmo sabendo ler algo simples, não tem conhecimento de leitura, escrita e cálculo suficiente para atender às necessidades do dia a dia, tanto na vida pessoal quanto na profissional. Ademais, entre os brasileiros, apenas 8% dominam de fato o vernáculo; são lidos, em média, dois livros por ano e os estudantes leem 1,2 livro ao ano.


Luiz Gonzaga Bertelli, presidente da Academia Paulista de História (APH) lgbertelli@uol.com.br

São Paulo


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CONSENSO IMPOSSÍVEL


A respeito da coluna de J. R. Guzzo de domingo (14/6) Mudar o sistema, ou seja, de presidencialismo para parlamentarismo, como fazê-lo com mais de 30 partidos políticos? A escolha do primeiro-ministro levará alguns anos até chegarem a um consenso.


Victor Raposo victor-raposo@uol.com.br

São Paulo


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MARCHA DA INSENSATEZ


Estão contabilizando o número de mortos por covid-19 como se fora um campeonato, agora somos vice-líderes, vamos chegar aos 50 mil, vibram os insensatos. Bolsonaro vai cair, vai cair... Meu Deus, a que ponto chegamos, quanta estupidez! Estou envergonhado do que nos tornamos como seres humanos. O covil está aberto, e as feras que aí estão se alimentam da pandemia. As lições que adviriam da peste passam longe desses maus brasileiros, cegos por cobiça e poder. Para não ofendê-los, vou usar uma palavrinha bem barata para defini-los: podres!


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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IPTU JUSTO


Em 2013 o prefeito Fernando Haddad reajustou o IPTU de forma abusiva e, agora, com a perda de renda e do emprego, os contribuintes estão com medo de perder sua casa, pois não conseguem pagar esse imposto. Existe na Câmara dos Vereadores o PL 515-18, que trata do IPTU justo, mas está engavetado porque não interessa aos partidos nem ao prefeito colocá-lo em votação. Se nem durante uma pandemia os direitos dos cidadãos são colocados em votação, podemos afirmar que o que está na Constituição são meras palavras soltas ao vento. Até quando vamos permitir e aceitar é a questão.


José Carlos Costa policaio@gmail.com

São Paulo


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RACISMO


Li no domingo matéria mostrando que o negro norte-americano tem mais risco (2,9 vezes) de ser morto por um policial do que um branco. Acrescento que, enquanto os negros nos EUA representam 10% da população total, nas penitenciárias eles somam 40% dentre os detentos. Então a polícia, além de estar matando mais negros, também estaria prendendo-os mais que os brancos, e com anuência da Justiça americana que os condena? Nos saques que se seguem mostrados pela mídia, vê-se que a maioria dos participantes é negra, e, neste caso, o que fazer, fechar os olhos ou prender os infratores e aguardar a fúria dos movimentos antirracistas? E por aqui, no Brasil, negros e pardos, que somam mais de 50% da população brasileira, têm 2,3 vezes mais probabilidade de ser mortos que a população branca. Pela explicação presume-se que a polícia prefere atacar bandidos negros a bandidos brancos e que esta mesma polícia, que é formada em sua maioria por negros ou pardos, é racista, então? Abuso policial deve ser punido na mesma maneira que o saqueador e ponto final. Ambos são infratores e devem ser levados à barra da lei, sem qualquer outra conotação. Repito, quem transgride deve ser punido, não importa a cor de sua pele,  mas infelizmente o que se vê é que o termo racismo está sendo corrompido e levado a ter a conotação de que é somente válida para a população negra. Perguntem a um israelense, por exemplo, o que ele acha do termo racismo e como isso o atinge. Racismo é hediondo e deve ser combatido, e não deve ser usado como bandeira para outros fins.


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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ENXERGAR É VER


Lilia Moritz Schwarcz, de forma maestral, caracteriza o racismo estrutural brasileiro denunciando sua gênese histórica, patriarcal e dominante (Estado, 14/6). É preciso falar em Histórias Plurais em tempos de colapsos da democracia, dar vozes aos marginalizados pela História e, principalmente, apoiar o direito à liberdade. Lutemos.


Lucas da Silva Luiz lucao.ufu@gmail.com

Guaratinguetá


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REESCREVENDO A HISTÓRIA


No Estadão de domingo houve três manifestações sobre derrubada de estátuas pelo mundo a fora. Na entrevista que deu ao repórter Daniel Fernandes, a prestigiada e competente historiadora Lilia Schwarcz ficou muito mais numa brilhante explanação sobre preconceito racial do que na derrubada das estátuas. Sobre o assunto, permaneceu em cima do muro. “Nesse sentido eu sou contra e a favor”, disse. Achou também a pergunta do repórter equivocada. Disse que “recuperar esses espaços simbólicos é muito significativo (...) Não é o caso de destruir apenas (...) Eu faria, por exemplo, um memorial crítico da escravidão (...) da colonização”. Fiquei sem entender. Já a articulista Mônica Nobrega disse que “tende a apoiar o remanejamento desses monumentos para museus ou parques temáticos”. Fico imaginando remanejar o gigante Borba Gato para um museu. Acho o referido um monstrengo, mas tenho de concordar que se trata de manifestação de uma arte kitsch, admito que tem gente que aprecia. Quanto ao personagem que representa, faz parte da História. Vamos reescrever a História? Mas tenho de confessar que, das manifestações no Estadão de domingo, gostei mais, mesmo, da carta do leitor sr. Carlos A. M. Ciscato: “Essa gente quer reescrever a história expurgando dela os fatos que incomodam. Já que é assim, que tal demolir as pirâmides do Egito? Afinal os faraós se consideravam deuses, tinham muitos escravos, viviam num luxo absurdo”. Amei! Podia acrescentar que deveríamos também demolir o magnífico Monumento às Bandeiras, de Brecheret, obra de arte que homenageia os bandeirantes, gente danada, que matava e aprisionava índios, comia com as mãos, tinha escravos e só queria saber de ouro e pedras preciosas (e f... muito com o mulherio pelado). Vamos fazer isso?


Regina Helena de Paiva Ramos reginahpaiva@uol.com.br

São Paulo


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MARACANÃ, 70 ANOS


Desde a sua inauguração, em 1950, o Maracanã – o maior e mais belo estádio do mundo, título que não perdeu apesar das inúmeras construções futurologistas que se ergueram depois dele – passou por momentos de profunda decepção, como a perda da Copa do Mundo no mesmo ano, a poucos minutos da conquista. Mas também passou por momentos de glória, como a comemoração dos mil gols de Pelé, o eterno maior jogador do mundo, e a emocionante conquista da classificação para a Copa do Mundo em 1993, diante do mesmo Uruguai de 1950, uma verdadeira assombração. Ontem, 16 de junho, quando completou a histórica marca de 70 anos, o Maracanã não teve torcedores, seu maior motivo de existir, mas sim pacientes que, fora de campo, no hospital de campanha lá erguido, disputam com a maior pandemia da nossa história o troféu da vida.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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Pelo que já foi o maior estádio do mundo, o Maracanã, passaram os melhores jogadores que o mundo viu jogar. Lá vimos o milésimo gol do maior jogador de todos os tempos, Pelé, sem dizer as diabruras de Garrincha, o Flamengo campeão do mundo de Zico. Lá cantou o maior cantor de todos os tempos, Frank Sinatra. Mas um evento marcou o estádio: a derrota para o Uruguai na Copa de 1950, e principalmente a condenação ad eternum do goleiro preto Barbosa, que nunca deixou a escravidão do maracanasso.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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Assisti ao primeiro jogo no Maracanã: São Paulo e Rio de Janeiro. O jogo foi entre a seleção de novos de São Paulo e Rio – todos jogadores novatos, não poderiam ter participado de nenhuma seleção. Terminou com vitória do time paulista. O importante foi o autor do primeiro gol no estádio. Era o jogador do Madureira Waldir Pereira. Havia uma placa no Maracanã fazendo referência a esse gol, mas na obra do novo estádio ela sumiu... O autor desse gol ficou famoso como Didi, o homem do gol de “folha seca”. Pena que não seja mencionado esse fato nas celebrações do aniversário do Maracanã.


Marcos Pougy marcoslaly@gmail.com

São Paulo


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Interessante ou proposital, pois lembro que em junho de 1951 o Palmeiras foi campeão mundial no Maracanã com mais de 100 mil pessoas. Meus tios lá gritavam “Brasil, Brasil”... Fomos à forra após derrota para o Uruguai. Apenas recordação ao nosso Estadão.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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A HORA DE AJUDAR É AGORA


Temperaturas despencam. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), as baixas temperaturas devem ser constantes nos próximos dias. O inverno nem começou e já estamos sofrendo com esta semana gelada em vários Estados do Brasil. Nós, que somos privilegiados, não podemos nos esquecer dos moradores de rua. A hora de ajudar é agora. Todos nós temos algum agasalho ou cobertor que não usamos em casa. Vamos doar, porque o frio está muito intenso e muita gente está nas ruas precisando.


José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília


 

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