Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2020 | 03h00

Pandemia

Lições

O editorial Lições de uma tragédia (21/6, A2) traz a sugestão para termos um lugar melhor para viver e uma forma de honrar as 50 mil mortes causadas pelo vírus fatal: transformar o Brasil num país menos desigual e mais fraterno. Para isso, afirma, a sociedade deve aumentar o grau de exigência na escolha de seus governantes. Isso seria exequível? Com as excelências de todos os níveis se engalfinhando e sem abdicar de mordomias, trabalhando para seus interesses escusos, e um povo só interessado em levar a melhor ou propenso a uma farra – depoimento de amigas, presas pela pandemia no sertão da Bahia: o pessoal está usando o auxílio para fazer festa com bebida e churrasco –, é de ter esperança?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

APARECIDAGAZIOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

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Aprendizado

O exemplo vem de cima e, no momento atual, no Brasil ele é o pior possível, qualquer que seja o objeto da ação. O editorial clama para que aprendamos Lições de uma tragédia (21/6, A3), e isso acontecerá, mas pelo trauma vivido, não pela esperança que poderia ser a mensagem do governo federal. Ainda não atingimos o pico de mortes pela covid-19, e o presidente Jair Bolsonaro só se dedica a tentar justificar falcatruas envolvendo seu desgoverno. Difícil buscar um país mais fraterno e menos desigual nessas condições.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Agosto

Mais de 1 milhão de casos de covid-19 e 50 mil mortos são uma tragédia, em junho. Mais de 2 milhões de casos e 100 mil mortos serão uma catástrofe, em agosto. O País não consegue encontrar o caminho para o fim do horror.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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Corrupção

Refilmagem ruim

Lulla dizia que não comprou o triplex na praia, que o sítio em Atibaia não era dele, que não sabia de nada. Agora temos a releitura da mesmo roteiro. O advogado diz que não sabia onde estava o Queiroz, que o Queiroz não estava se escondendo, que o presidente e o filho não têm nada que ver com tudo isso. Pois é, passa ano, entra ano, e o filme, pra lá de ruim, é sempre o mesmo, à exceção de uma coisa: os atores estão cada vez mais canastrões. Pior para o Brasil é que desavisados continuam a dar-lhes bilheteria.

A FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Projeto político

O projeto político do governo Bolsonaro fica mais claro na medida em que se escancara a preocupação dos seus ministros e do próprio presidente em provocar a destruição das conquistas sociais do povo brasileiro. Principalmente as conquistas das minorias políticas, como negros, indígenas, mulheres e pessoas com alguma deficiência física. É o que evidencia a revogação da portaria de 2016 que tratou da inserção das cotas na Pós-Graduação. Um ato de pura vingança feita aos 45 do segundo tempo pelo, até então, ministro da Educação Abraham Weintraub. O governo não nos surpreende mais. Racistas desmantelam a Fundação Palmares. Ignorantes desconstroem políticas públicas inclusivas para os historicamente excluídos do ensino público superior. É um governo de surpresas, tão chocante como um gol contra quando o juiz está correndo para o centro do gramado no segundo tempo. Quem perde não é o time do Planalto. Somos nós, brasileiros.

EDUARDO BARBOSA, sociólogo formado por cota de aluno de escola pública

EDUARDO.BARBOSA.CSO@GMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Celso Lafer

‘Ódio’

Com o artigo Ódio (21/6, 2) o professor Celso Lafer ratificou sua brilhante e transparente entrevista de 25/5 no Roda Viva. Ao citar Bobbio e falar dos requisitos exigidos pela democracia, Lafer fala da confiança recíproca que deve haver entre os cidadãos e da confiança dos cidadãos nas instituições. Esses fatores exigem pré-requisitos. Para nós, brasileiros, este país não é o nosso. Aqui a Justiça é para poucos, o Legislativo cria leis e mecanismos de autoproteção e transparência não é o adjetivo preferido pelo Executivo.

JOÃO ISRAEL NEIVA

JNEIVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Resistência democrática

Copa 1970 na USP

Ao ler a coluna de Ugo Giorgetti no domingo, uma homenagem aos 50 anos da conquista da Copa de 1970, veio-me uma lembrança. Naquele ano, era estudante da Geologia da USP. Um colega meu, Ronaldo Queiroz, era presidente do DCE da USP e tentava organizar atos e manifestações contra a ditadura, sem sucesso. O movimento estudantil se dividia em relação à Copa: a liderança queria incitar a luta contra o governo e fazer de conta que não havia jogos; mas boa parte da militância e a maioria dos estudantes sentia a simpatia pelo time crescer. O jogo contra o Uruguai, que Ugo Giorgetti cita como uma data marcante para os torcedores brasileiros, também foi um marco na USP. Com apoio de parte da direção do DCE, um grupo de estudantes, de que eu fazia parte, organizou um grande evento no vão do prédio da Geografia-História para assistir ao jogo Brasil x Uruguai. A divulgação, feita boca a boca e com cartazes, dizia que teríamos 20 aparelhos de TV, chope e cachaça à vontade. Só conseguimos instalar duas TVs, uns dez barris de chope e algumas garrafas de batidas. O local teve lotação inesperada, acho que uns 500 ou mais estudantes, funcionários e alguns professores. A festa foi maravilhosa e dali em diante ninguém ficou com vergonha de cantar o hino da Copa e de comemorar. E, ao mesmo tempo, lutar contra a ditadura. Foi o primeiro grande evento pós AI-5 na USP. Promovido pelo futebol.

JOÃO JERONIMO MONTICELLI

JOAOJERONIMO@TERRA.COM.BR

PARATY

 

BURACO SEM FUNDO

 

Frederick Wassef não é mais o advogado de Flávio Bolsonaro. Jair Bolsonaro não conversa mais com apoiadores e jornalistas na porta do Palácio da Alvorada. Parece que a prisão de Fabrício Queiroz abalou as fracas estruturas da família Bolsonaro, ou é apenas uma coincidência? A empresa da ex-mulher de Wassef recebeu R$ 41 milhões do governo federal, por serviços prestados, durante a gestão de Jair Bolsonaro. Seria muito simples se o presidente e seu filho pudessem esclarecer para todos os brasileiros essa bizarra situação. Diante do silêncio de todos os envolvidos, podemos concluir que eles querem esconder a verdade e confundir a opinião pública. Esse comportamento indecoroso está condizente com eventuais lambanças realizadas com dinheiro público. O Brasil não consegue sair deste pântano escuro, pois o Código Penal e a Constituição resguardam os criminosos.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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VINDO À LUZ

 

Por causa da prisão de Fabrício Queiroz apareceu o “Anjo” Wassef, e por causa dele apareceu a empresa GloboWeb, cuja sócia é a própria ex-mulher (Cristina Boner) do advogado, que só no governo de Bolsonaro recebeu R$ 41.600.000,00. É dinheiro ou não é?

 

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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À FRANCESA

 

Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) nos surpreendeu com uma famosa “saída à francesa” quando descreveu uma parábola ao anunciar no domingo (21/6), pelo Twitter, que Frederick Wassef deixou de ser seu advogado no caso das rachadinhas na Assembleia Legislativa do Rio. Ele disse: “A lealdade e competência do advogado Frederick Wassef são impares e insubstituíveis. Contudo, por decisão dele e contra a minha vontade, acreditando que está sendo usado para prejudicar a mim a ao presidente Bolsonaro, deixa a causa mesmo ciente de que nada fez de errado”. O fato se mostrou um pouco estranho ou, no mínimo, curioso, pois simultaneamente Flávio Bolsonaro contratou o ex-advogado do ex-governador Sérgio Cabral, Rodrigo Roca. E daí?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ADVOGADO

 

O ex-advogado de Sérgio Cabral agora é o novo defensor de Flávio Bolsonaro. Pode parecer apenas uma coincidência, mas o fim de Cabral poderá ser o mesmo de Flávio, em Bangu.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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SILÊNCIO DO INOCENTE

 

Por que Flávio Bolsonaro não contratou os advogados do ex-presidente Lula para defendê-lo? Eles são bem experientes na defesa de inocente e mostram ter bom trânsito no STF. Devem cobrar caro, mas o dinheiro não parece ser problema também neste caso.

 

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

 

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NO CATIVEIRO

 

Há fortes indícios de que Fabrício Queiroz estava sendo mantido em cativeiro, sob grave ameaça, pelo advogado do presidente Bolsonaro, com o objetivo de impedir que ele prestasse depoimento à Polícia Federal sobre o caso de corrupção envolvendo o filho do presidente. O que está acontecendo no Brasil é inacreditável, e mais inacreditável ainda é o fato de Jair Bolsonaro continuar na Presidência da República.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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SUCESSÃO

 

A cognição intimista dos bolsonaristas vem diminuindo. Será que, além das eleições no âmbito municipal, teremos também sucessão presidencial por via constitucional este ano?

 

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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DELAÇÃOZINHA PREMIADA

 

Perguntar não ofende: por seu histórico de atleta, a covid-19 seria apenas uma “gripezinha” ou “resfriadinho”, declarou o presidente Jair Bolsonaro. Essa saúde ajudaria quando Fabrício Queiroz, Frederick Wassef ou Solveig Sonnenburg (se for localizada) resolvem fazer delaçõeszinhas premiadas?

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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JUSTIÇA?

 

O pobre Fabrício Queiroz, bola da vez, é um peixinho miúdo quando comparado aos tubarões PC Farias, de Collor, e João Vaccari Neto, do PT, que por sinal está livre, leve e solto.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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DETALHES & DESTAQUES

 

Neste “imbróglio Queiroz”, o melhor são as “explicações” dos envolvidos. Os fatos são os de sempre, recorrentes por aqui...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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PETISMO E BOLSONARISMO

 

A sórdida e corrupta gestão lulopetista roubava descarada e sistematicamente o erário do País. O tenebroso e reacionário desgoverno Bolsonaro quer roubar a verdade e a liberdade. Pobre Brasil.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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IMPUNIDADES

 

Tenho memória curta como quase todos os brasileiros, mas em qual gaveta está “adormecida” a explosiva delação premiada de Antônio Palocci?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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QUEM COM INTERNET FERE COM INTERNET SERÁ FERIDO

 

Donald Trump, que usou e abusou das redes sociais e de hackers russos para minar sua adversária democrata nas eleições presidenciais, recebeu o troco agora, em seu primeiro comício em Tulsa, Oklahoma, ao ver sua audiência esvaziada por iniciativa de adolescentes da rede Tik-Tok e fãs do K-Pop (música pop coreana) que se inscreveram por telefone, para não comparecerem, como noticiou a edição de 22/6/2020 do Estado. Seguiram o princípio bíblico do “quem com ferro fere, com ferro será ferido”, em sua versão atual: quem com redes sociais fere com redes antissociais será ferido. Se a moda pega no Brasil, 2022 promete UFC digital político nas eleições presidenciais, cabendo aos adolescentes a preocupação com um futuro melhor.

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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COPA 1970

 

Desejo cumprimentar o Estadão (21/6) pela lembrança da conquista dos 50 anos do tricampeonato de futebol, pela melhor seleção que já tivemos. Felizes também os comentários de integrantes de nossa equipe de então. Não podemos nos esquecer do último gol daquela Copa, marcado por Carlos Alberto, após um genial passe de Pelé, sempre reexibido à exaustão pelas nossas redes televisivas. Bons tempos aqueles, quando tantos de nossos craques geniais brilhavam.

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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COVID-19

 

Brasil 1970: tricampeão mundial. Brasil 2020: covid-19, 50 mil mortes, 1 milhão de infectados. Era feliz, e não sabia.

 

Guenji Yamazoe guenji@yamazoe.com.br

São Paulo

 

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‘LIÇÕES DE UMA TRAGÉDIA’

 

Muito bonito o editorial (21/6, A3), mas dificilmente seus desejos de mais equanimidade na renda e mais investimento na saúde pública, principalmente com mais recursos para o SUS, se tornarão realidade sustentável. Temos visto os inumeráveis casos de assaltos aos cofres públicos, aproveitando a urgência no combate à pandemia, por políticos, notadamente governadores de Estados e seus asseclas de sempre, com nenhuma consideração pelas vidas perdidas, provavelmente muitas delas em decorrência desses atos de desumanidade e bandidagem. Como esperar que os políticos, passada a pandemia, terão a mínima disposição para abandonar negociatas, privilégios legalizados, rendas absurdas, posição social, para se empenharem em mudar coisa alguma? E tudo depende dos políticos, os mesmos que jamais permitiram a reforma que poderia levar o povo a um grau maior de civilidade e aprender a votar.

 

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

 

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VAMOS EM FRENTE!

 

O editorial Lições de uma tragédia (21/6, A3) narra o cenário triste que o País atravessa com a marca de 50 mil mortos por covid-19. Infelizmente, são milhares de pais, mães, filhos, avós e netos mergulhados em profunda tristeza. Por outro lado, os brasileiros que não sofreram com a perda de entes queridos têm a esperança de que tudo volte à normalidade no setor empresarial, comercial, de saúde, transportes e educacional. Que o Brasil é um país com enorme desigualdade social ninguém tem dúvidas, e o progresso econômico é a base fundamental para que o Brasil seja mais fraterno e um melhor lugar para viver. E mais, a sociedade deverá ser mais exigente na escolha de seus governantes, senão...

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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SILÊNCIO

 

Temos muito o que escrever sobre política. Mas hoje, com a triste marca de mais de 50 mil brasileiros mortos pelo coronavírus, vale o silêncio em homenagem a todas essas vítimas e suas famílias.

 

Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)

 

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O INIMIGO CONTINUA FORTE

 

Nesta quadra penosa, sombria e preocupante de pandemia, é saudável e estimulante saber também que milhares enfrentaram e venceram, com galhardia e fé em Deus, a covid-19. São animadoras e emocionantes as imagens de homens e mulheres, idosos e jovens deixando o hospital com sorriso aliviado e vitorioso. Sob aplausos, canções e cartazes de médicos, bombeiros, paramédicos, motoristas de ambulâncias, enfermeiros e faxineiros. Todos eles devidamente reconhecidos como anjos defensores de vidas. A corrente iluminada de amor a si mesmo e aos outros precisa continuar atuante. Conscientizando e ganhando mais adeptos. Os números de mortos e infectados mostram que ainda requer muito trabalho e esforços para finalmente derrotar o inimigo. É urgente e necessário convencer imprudentes e irresponsáveis para os riscos eminentes do não uso da máscara e da importância do isolamento social.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília 

 
 
 

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