Fórum dos Leitores

Cartas enviadas para a edição impressa e portal

Notas e Informações, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2020 | 03h00

Atos inconstitucionais

Lei sobre responsabilidades


A Lei de Responsabilidade Fiscal é um marco que divide a história da gestão pública brasileira entre um passado de mentiras deslavadas e os novos tempos em que uma contabilidade criativa com pedaladas pode significar impeachment. Impensável revogá-la, seria a volta à barbárie. Contudo é vergonhoso que tenhamos necessitado de uma lei para enfatizar que a gestão tem de ser responsável fiscalmente. Da mesma forma estamos, vergonhosamente, carentes de outra lei, a enfatizar a responsabilidade por palavras e atos de gestores. Estimular seguidores a promoverem ações e estes serem levados à prisão por essas mesmas ações não pode resultar na total isenção de quem os estimulou. A cegueira e o desconhecimento das implicações legais desses seguidores foi explorada por um gestor que, do palanque que o cargo público lhe propicia, estimulou ilegalidades. O País carece de gestores responsáveis e consequentes. Agora seguidores flagrados em irregularidades e perseguidos pela Justiça pedem decretos para reformar as regras vigentes que eles violaram, para poderem voltar à legalidade. Melhor seria se responsabilizassem quem os estimulou e com ele dividissem a pena a pagar. Para viver em sociedade há que ser sob o Estado de Direito. Sempre, sempre, com responsabilidade.


JOSÉ SIMÕES NETO

JSMANTRAREG@GMAIL.COM

SÃO PAULO


*

Corrupção

Rachadinha


Sempre se disse que no Brasil se rouba desde o tempo do onça. A festança com o dinheiro público é uma grandiosidade e a punição deixa a desejar. Agora voltou à tona a questão da rachadinha envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o seu fiel escudeiro Fabrício Queiroz. Durante o governo petista tivemos o “rachadão”, com o mensalão do Lula e o Mais Médicos da Dilma. Enquanto isso, milhões de desempregados formam filas intermináveis para receber míseros R$ 600.


J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ


*

Patranhas


Frederick Wassef, o ex-advogado de Flávio Bolsonaro, acusou – sem provas – a polícia de ter plantado provas na sua casa que abrigava Fabrício Queiroz. Tudo, porém, foi acompanhado por membros da OAB e filmado, ao vivo. Flávio e o próprio Wassef nos últimos meses negaram diante das câmeras ter qualquer conhecimento do paradeiro do paladino Queiroz. Qual bela razão teríamos para acreditar que agora estariam falando a verdade?


FELIPE MENDES DOS SANTOS

FELP.MENDS@GMAIL.COM

SÃO PAULO


*

Discurso em velório

Grande amigo?!


Bolsonaro não para de mentir. O general Leônidas Pires, então ministro do Exército (governo Sarney), queria a sua expulsão do Exército depois que a revista Veja publicou evidências de sua participação nos planos de bombas nos quartéis. O livro O Cadete e o Capitão, de Luiz Maklouf Carvalho, tem mais detalhes sobre o apreço do “grande amigo” general Leônidas ao ex-capitão.


PEDRO PAULO GOMES DA COSTA

PEDRO_PAULOCOSTA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


*

Pandemia

Lições da tragédia


Cumprimento o Estadão pela homenagem prestada no domingo às famílias das mais de 50 mil vítimas desta pandemia, cujo desfecho ainda é desconhecido. Mas sabe-se com clareza que não é uma “gripezinha” e também que ainda não existe nenhum remédio que impeça a progressão desse número fúnebre, no qual se incluem profissionais da área da saúde que perderam a vida buscando minorar o apavorante sofrimento das vítimas da covid-19. E as perspectivas são as piores, pois, como mostra o editorial Lições de uma tragédia (21/6, A3), não temos um líder nacional para comandar as indispensáveis ações coordenadas para minimizar a evolução, ainda vigente, desta tragédia. O que está aí não se cansa de demonstrar em público seu desapreço pelas recomendações para evitar o contágio de pessoa para pessoa, nem apoiou o único meio disponível para diminuí-lo: o isolamento social. Tentou privilegiar a economia, mas, também se sabe, mortos não recuperam economia alguma.


ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


*

Saneamento básico

Como ficará?


O Congresso Nacional está votando uma lei que facilita e incentiva o capital privado a investir em saneamento básico, não somente em obras, mas também para assumir os serviços que compõem esse item nas cidades que assim o desejarem. Não é segredo que o Brasil não dispõe para grande parte de sua população, principalmente no Norte-Nordeste, dos serviços de saneamento básico. Não sabemos como ficará a redação final da lei, mas esperamos que ela incentive e facilite, sim, o ingresso do capital privado no setor, mas de preferência nas cidades e regiões onde o saneamento básico é de Terceiro Mundo ou nem existe, a fim de evitar que esse capital se interesse apenas em investir na aquisição de empresas estatais como, por exemplo, a paulista Sabesp, que tem contrato com quase 400 municípios e gerencia seus recursos de forma que os superávits advindos dos municípios lucrativos sejam investidos em melhorias nos deficitários, como os assumidos recentemente e onde é necessário maior conjunto de obras. Na década de 1970 a estatal paulista construiu o Sistema Cantareira, composto por cinco barragens interligadas por sete túneis e uma elevatória, que trazem a água bruta de uma distância de quase cem quilômetros da capital. A água é elevada até uma estação de tratamento que a torna potável e a distribui à população paulistana, graças uma obra gigantesca que produz 33 mil litros/segundo. Entendo que tudo isso não pode ser dado de mão beijada ao capital privado.


LAÉRCIO ZANNINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


___________________________________

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



ALIMENTANDO-SE DE CAOS


Impressiona o apetite da família Bolsonaro por caos. Não bastasse todo o ocorrido na semana passada, sobretudo a prisão de Fabrício Queiroz, já começaram possíveis novos problemas. A troca de um advogado que gosta de aparecer na TV e, às vezes, é contraditório em suas entrevistas pode ter sido mais um tiro no pé dos Bolsonaro. Já sabemos que Jair Bolsonaro bate de frente e até desautoriza seus ministros que ganham os holofotes. No entanto, com o advogado também será assim? É inteligente causar mal- estar naquele que, aparentemente, sabe muito sobre o caso Queiroz? De caos em caos, o presidente vai autodestruindo o governo.


Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)


*

SANTA INGENUIDADE


Esta tal rachadinha que está levando Flávio Bolsonaro ao desespero, é público e notório, faz parte da rotina entre parlamentares e seus assessores, raras exceções. Entretanto, no Rio de Janeiro estamos assistido desde há muito tempo a uma corrupção desenfreada em todos os governos. Fim de mandato Temer, “alguém” no Coaf foi espiar a vida financeira de Flávio Bolsonaro e, diante das inconsistências, Fabrício Queiroz surgiu na malha fina daquele órgão por ser assessor de Flávio. Nesse momento, Flávio Bolsonaro, com sua total inexperiência e com certeza mal orientado, começou a fazer de tudo para que a investigação não prosperasse – foram nove recursos, até o momento. Por outro lado, Queiroz,  na mesma condição de Flávio Bolsonaro, porém experiente, complicou de todas as formas seu comparecimento ao Ministério Público, numa tentativa inútil de protelar as investigações acreditando num milagre. É claro que a polícia, quando se sente frustrada, trabalha com muito mais afinco para resolver a questão. Podemos acrescentar o fato de o governador Wilson Witzel ter problemas políticos com o presidente Bolsonaro – certamente esse fato pode ter dado uma acelerada nas investigações. Dentro desse contexto, Queiroz, que se encontrava em “local incerto e não sabido” pela polícia, a qual necessitava formalizar suas declarações, fez o básico de uma investigação policial e cumpriu o mandado de prisão expedido há 30 dias. O surpreendente é a ingenuidade de Queiroz em se alojar numa casa do advogado de Flávio Bolsonaro. A pergunta que fica é como podem ser tão mal orientados e agir de forma tão insensata, vivendo dentro de um Estado Democrático de Direito, cuja legislação permite uma ampla defesa e, com a negação sobre prisão em segunda instância, mesmo condenado, com certeza seu crime seria prescrito.


Edson R. P. Silva Roberto.inv@hotmail.com

Jaú


*

RACHADINHAS


Creio que não haja, exceto os que a praticam e dela se beneficiam, quem defenda esta prática odioso da rachadinha, que quase com certeza deve ocorrer na grande maioria dos Legislativos por este Brasil afora. Desde o início deste governo, achei que os “zeros” mais atrapalham do que ajudam, começando com a vergonhosa presença do 03 sentado no carro oficial no dia da posse. Agora vamos aos contrapontos: gostaria que o Ministério Público do Rio de Janeiro fosse tão rigoroso quanto está sendo agora, com o filho do presidente, com os deputados que constam de uma lista veiculada sobre os montantes das rachadinhas na Alerj. Muitos outros deputados estão no topo da lista em termos de prováveis rachadinhas, mas não vi nenhuma operação para pegá-los. Outra coisa me que chama a atenção é a rachadinha oficial elaborada pelo PT em relação aos filiados indicados aos cargos públicos. Quanto a isso, não existe nenhuma ilegalidade?


Fernão Dias de Lima fernaodiaslima@gmail.com

São Paulo


*

NO ESTATUTO


Se eu sou o advogado de Flávio Bolsonaro, eu pegaria o estatuto do PT, art. 184, em que diz que “filiados e filiadas ocupantes de cargos comissionados, eletivos, dirigentes partidários e parlamentares deverão efetuar contribuição mensal ao partido, correspondente a um porcentual do total líquido”, e o usaria na defesa de Flávio. Ou seja, trata-se de uma rachadinha com outro nome: dízimo, ou mensalidade, ou mesada. Isso existe nas Câmaras de Vereadores de A a Z e também nas Assembleias e quiçá no Senado. Como disse Jesus, quem não tiver pecado, que atire a primeira pedra. Nota: não concordo com rachadinha, dízimo, mensalidade ou seja lá o que for. “Todos são iguais perante a lei”, direitos, deveres, obrigações, responsabilidades, multas, e só a prisão só pode ser após a última instância, segundo o STF.


Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


*

PARA LEMBRAR


Falando em rachadinhas, que tal a mídia lembrar o que viraram os rachadões denunciados por Palocci, como bem lembrou o leitor sr. Luiz Frid, no Fórum dos Leitores online de ontem (23/6)?


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


*

CADÊ OS OUTROS?


De maneira alguma vou defender Flávio Bolsonaro das acusações da rachadinha, até porque não defendo safado (ao contrário de muitos outros). Mas a cobertura do caso na imprensa me lembra o personagem de um antigo programa humorístico que, quando preso, perguntava: “Mas sou só eu? Cadê os outros?”. Na Assembleia do Rio, são 27 deputados acusados do mesmo crime, de diversos partidos, incluindo PT, PSOL, PDT, DEM, SD, PSBD, etc. E só um completo ingênuo acreditaria que isso não ocorre em todos os outros Estados e nas Câmaras de Vereadores das mais de 5.500 cidades brasileiras. Se pegarem apenas o filho do presidente e deixarem os outros livres para voar, vai estar claro se tratar de perseguição.


Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)


*

ULTRAJE


Ao viajar com passaporte diplomático e entrar nos EUA como ministro, mesmo respondendo a inquérito sobre fake news em curso no STF e sobre participando ativa em atos antidemocráticos, Weintraub dá uma banana à Justiça brasileira e a todos os cidadãos. Sinto-me ultrajada!


Maria Ísis M. M. de Barros misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro


*

BURLA


Weintraub foi exonerado do cargo de ministro só depois de entrar nos EUA. Para entender: o governo brasileiro burlou oficialmente as regras americanas para beneficiar o semianalfabeto?


Fernando Pirró fpirro@uol.com.br

São Paulo


*

HORA DE ESTUDAR


O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub já está nos Estados Unidos... Acaba de ganhar uma bolsa de estudos...


Nivaldo Ribeiro Santos nivasan1928@gmail.com

São Paulo


*

NA LÍNGUA DE SHAKESPEARE


Antes que o fugido e demitido ministro da Educação (?!) Abraham Weintraub cometa novo atentado ao idioma, agora na língua de Shakespeare, convém informá-lo de que Washington se escreve com W e que impressionante (e não imprecionante) também leva dois esses. O.k.?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

SOB A PROTEÇÃO PRESIDENCIAL


Tomara o Banco Mundial reprove o nome do ex-ministro Abraham Weintraub para uma de suas diretorias, o que Jair Bolsonaro propôs unicamente para abrigar e premiar este tipo que não deixará saudades no Ministério da Educação brasileiro. Foi tamanho o cuidado em preservar a personagem que o presidente não hesitou em publicar sua demissão só depois de ele desembarcar nos EUA, onde entrou como membro de governo com tratamento diferenciado. Protegeu o cupincha e deu um tapa na cara do STF e dos brasileiros que não idolatram o “mito”.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


*

À MODA DILMA-LULA


Weintraub foge do Brasil antes de entregar o Ministério da Educação. Motivo: entrar com visto governamental nos EUA. Ganha passaporte diplomático brasileiro na ONU. Motivo: imunidade diplomática o protege de prisão. Isso cheira ao que Dilma fez para Lula, a fim de salvá-lo da prisão. Quanta sujeira, hein, presidente Bolsonaro?


Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz


*

FUGA NO MORRO


A saída de Abraham Weintraub do Brasil lembra a fuga dos bandidos quando a Polícia sobe o morro. A sua exoneração só foi publicada depois de ele ter escapado, para evitar que ações propondo a cassação de seu passaporte pudessem ser aplicadas. O governo do presidente Bolsonaro não se acanha de chafurdar na lama e agir como uma quadrilha criminosa. Resta saber como vai reagir o Supremo Tribunal Federal a mais essa afronta.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


*

HIPOCRISIA


Nunca, no Brasil, um militar morto em treinamento (acidente de trabalho) foi objeto de uma cerimônia como a que se viu no Rio de Janeiro, até com participação do presidente da República. É um desrespeito ao povo brasileiro, porque Bolsonaro mostra que, para ele, um militar vale mais do que mais de 50 mil mortos pela pandemia, incluindo aqueles que cuidavam dos outros doentes, sobre os quais ele jamais dirigiu uma palavra de reconhecimento e de conforto aos familiares enlutados. Fazer média com os militares e tentar dizer ao povo que tem sentimentos é simplesmente nojento.


Luiz L. Castello Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo


*

1 X 50 MIL


O presidente viaja ao Rio de Janeiro para o enterro de um militar. Será que o custo envolvido justifica a homenagem tão especial?  Em contrapartida, nenhuma homenagem aos 50 mil brasileiros mortos pela covid-19, que poderia ser feita no cercadinho do Planalto, a custo zero.


Carios Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


*

O PESO DA MORTE


Jair Bolsonaro participou de velório de soldado que faleceu no sábado durante um treinamento. Discursou, chorou, lamentou a morte do militar em velório cheio de familiares e militares. Pena que não tenha a mesma atitude nem mesmo fique comovido com a morte de mais de 50 mil brasileiros por covid-19. Os familiares das vítimas da pandemia não puderam fazer velório, homenagear nem se despedir de seus entes queridos. Vimos nosso presidente emocionado no velório do militar e não vimos nem uma lágrima, nem uma palavra de conforto e muito menos decretação de luto oficial pelos brasileiros mortos – provavelmente, muitos seus eleitores. Será que a vida de um militar vale mais do que a de milhares de brasileiros comuns? Será que esses brasileiros morreram de propósito visando a prejudicar Bolsonaro? Parece que é assim que o presidente pensa, diante de seu comportamento em relação à pandemia que afeta e mata, cada vez mais. Aquela afirmação de ser presidente de todos os brasileiros parece ser uma grande mentira. Alguns são mais caros a ele do que a maioria. Sua presença no velório do soldado, enaltecida por seus seguidores,  foi um verdadeiro tapa na cara dos familiares das vítimas do coronavírus. Mostra respeito à família do militar, ali reunida para o espetáculo de solidariedade de Bolsonaro, mas, ao mesmo tempo, mostra desprezo por milhares de familiares que não puderam velar seus mortos. Parabéns, presidente, parabéns por mostrar sua verdadeira e egoísta face.


Elisabete Darim Parisotto beteparisotto@gmail.com

São Paulo


*

EMOCIONADO


O presidente Jair Bolsonaro, com lágrimas nos olhos, prestou homenagem ao paraquedista do Exército que morreu em treinamento. Discursou dizendo que “nenhuma mãe, nenhum pai, nenhum parente está preparado para receber uma notícia tão trágica como esta”. Como já dizia o condenado Lula, “nunca antes na história deste país”, Bolsonaro jamais moveu uma palha de consternação em relação aos mais de 51 mil mortos pela covid-19. Afinal, Bolsonaro não convenceu ninguém com sua cara de bebê chorão emocionado.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


*

CAUTELA COM IMPEACHMENT


Como sempre afirmou e reafirmou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, impeachment é sempre um processo traumático, pois deixa marcas. Além disso, manifestações massivas de rua são pré-requisito fundamental para que um impedimento presidencial ocorra, tal como aconteceu com Fernando Collor e Dilma Rousseff. Que a imensa maioria dos 48 pedidos de abertura de impeachment contra Jair Bolsonaro no Congresso está bem fundamentada, como bem apontado no editorial Os pedidos de impeachment, não há dúvida alguma. Entretanto, em plena pandemia, com mais de 50 mil mortos e uma crise econômica sombria sem precedentes, acerta o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, ao manter cautela sobre o tema. Não é o momento para arroubos irrefletidos e atabalhoados que podem piorar o que já está ruim.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

‘BYE BYE DEMOCRACIA’


Primoroso o artigo publicado na seção Espaço Aberto de ontem (Bye bye democracia, 23/6, A2). O primeiro parágrafo sintetiza tudo: “O povo vem sempre em último lugar”. O autor bota o dedo na ferida ou, como se diz popularmente, mata a cobra e mostra o pau.


Tabir Pirajá de Macedo avmacedo@uol.com.br

Cotia


*

CAPA PROMOCIONAL


Relativamente ao Médium mais famoso do Brasil – capa promocional do Estado de 23/6/2020 –, cumpre-me lembrar que mediunidade é uma característica orgânica, em diversos níveis de manifestação. Não é específica de nenhuma religião, ambiente ou conduta, haja vista inúmeros relatos e experiências documentados por estudiosos e cientistas de várias partes do mundo. Não é, portanto, exclusiva de homens como Francisco Cândido Xavier, este, sim, reconhecido como o médium mais famoso do Brasil, por sua excepcional sensibilidade mediúnica, conduta irrepreensível e ser de humanidade incontestável.


Claudio Lopes claudioarlopes@gmail.com

São Paulo


*

LUZ NEGRA – BREU ENEL


São contas de luz ou de escuridão? Além da pandemia, querem ainda nos deixar no escuro? Quem conseguirá pagar o que está sendo cobrado? Reclamar? Para quem? Para o bispo? Ninguém lhe atende! Nem telefone, nem e-mail, nada! A única luz no fim do túnel é o trem da Enel em sentido contrário. Para lhe atropelar! No Brasil, o absurdo não encontra explicações. Nem responsáveis...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo







 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.