Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de junho de 2020 | 03h00

O Brasil sob Bolsonaro

Vazio político

Os 147 milhões de eleitores brasileiros aguardam, perplexos, como será preenchido o colossal vazio político do País. Onde anda a tão prometida quanto aguardada reforma política, que todos reconhecem ser essencial para fazer o País funcionar? Um bom começo seria reduzir o número de partidos para algo como um de esquerda e um de direita, um socialista e um conservador, no meio um liberal e um social-democrata. É necessário que os melhores homens e mulheres do Brasil voltem a militar na política. Precisamos eleger não só um estadista altamente qualificado para a Presidência da República, mas também nomes notáveis para os demais cargos eletivos, que saibam defender os interesses mais elevados da Nação. Mas a grande reforma de que o Brasil precisa, mesmo, é da mentalidade de políticos, governantes de um povo tão mal tratado, carente de boa educação, saúde de qualidade para todos e saneamento básico. Ou mudamos tudo ou morreremos abraçados às nossas vãs esperanças.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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País sem estadistas

Podem chamar de saudosismo, mas considero que no catálogo de nossos governantes a estrela máxima foi dom Pedro II. Não há espaço aqui para dimensionar a projeção do Brasil alcançada no governo sereno e sábio desse estadista. Veio a República e, expulso sem reação para evitar derramamento de sangue, diz dele Coelho Neto: "Foi-se e viveu como pobre no exílio, sofreu saudades, viu cair a companheira, teve horas de angústia acerba, ferido à distância pela ingratidão. A velhice que já o encanecera, começando a amortalhá-lo, entrou-lhe pelo coração... e começou a morrer como sábio estoico: sobre os livros, sem uma queixa". Apenas levando de sua querida pátria um punhado de terra brasileira para sobre ela reclinar a cabeça para o sono eterno. Depois dele, desde Deodoro da Fonseca, o primeiro presidente do Brasil, até o militar de hoje, salvo raríssimas exceções, todos os demais, enlouquecidos pelo poder, trocaram os pés pelas mãos. Olhemos para hoje: o povo brasileiro está sendo guilhotinado pelo coronavírus e pelo desgoverno de quem assumiu o poder com a proposta de "anticorrupção", estando ele e a prole mergulhados nela até ao pescoço. Nem se sabe qual dos dois é mais prejudicial. Onde estão os estadistas, os homens de brio desta terra? Essa, penso eu, é nossa maior pobreza. O reiterado desgoverno é que atira o povo para a miséria e os crentes para a descrença.

ANTONIO BONIVAL CAMARGO

BONIVAL@CAMARGOECAMARGO.ADV.BR

SÃO PAULO

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Ovo da serpente

O ovo da serpente está sendo chocado no Brasil, sob a indiferença da sociedade. Exagero meu? Sugiro estudar o que aconteceu na Europa nos anos 1920-1930 e relembrar que a História tem o péssimo hábito de se repetir. Ou a releitura de 1984, de George Orwell, com óculos de 2020. Espero estar exagerando, mas temo que não.

GERSON AZAMBUJA NEVES FILHO

GERSONAZAMBUJA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Prazo de validade

O artigo Trump e Bolsonaro, não há mal que sempre dure, de Sergio Fausto (28/6, A2), é um afago na alma. Espero que tal mal só dure quatro anos, ou menos, pois esses enlatados já foram vendidos com prazo de validade vencido. Infelizmente, não dá pra cantar vantagem antes da hora, pois esses fake, se são dotados de alguma capacidade, é a de incorporar verniz a novo personagem e arrebanhar votos de alienados que ainda acreditam em Papai Noel.

MARCO DULGHEROFF NOVAIS

MARCODNOVAIS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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O de sempre...

A revolta nacional contra Lula e seus petistas criou o embrião gerador desse horror patético que são o 01, o 02, o 03 e o pai deles. A mais recente "obra" foi a nomeação de Carlos Decotelli. O "coiso que manda em tudo sem saber de nada" repetiu suas façanhas de sempre, amparadas pela inata indigência mental (e pelos bolsominions). Rolf Kuntz (28/6, A2) relembra uma das falas dele: "Brasileiro pula no esgoto, sai, mergulha e nada acontece com ele". É o que temos de antepasto na taberna do messias. Enquanto isso, há um conceituado filósofo escondido nas terras de Trump, quietinho em seu papel de eminência parda, a fabular sabe-se lá que disparates - a Terra é plana, todos descendemos de Adão & Eva... Nós, brasileiros, estamos bem arranjados.

NELSON M. DE ABREU SAMPAIO JR.

N.SAMPAIO@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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Que sina!

Depois do sapo barbudo, o sapo escanhoado.

ALBINO BONOMI

ACBONOMI@YAHOO.COM.BR

RIBEIRÃO PRETO

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Desmonte

Será que a investida de Augusto Aras, procurador-geral da República, nos processos em andamento na Lava Jato, incluídos os sigilosos, faz parte do acordo de Bolsonaro com o Centrão?

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Currículos maquiados

No meu entender, não deveria restar outra saída ao ministro da Educação, Carlos Decotelli, senão a renúncia. O falso doutorado descoberto, que deve ter ajudado bastante na sua ascensão profissional, será agora seu algoz nessa função de extrema exposição e crítica para o desenvolvimento do Brasil. Ao pessoal da esquerda, que comemora efusivamente a descoberta desse deslize do ministro, quero lembrar que quem tem telhado de vidro... Expoente da esquerda, Dilma também colocou em seu currículo um falso doutorado. E Lula certamente só não o fez porque não tem currículo, tem folha corrida. Mas o Brasil tolera tudo e com mentiras e maquiagens nos currículos tivemos "uma presidenta", que foi eleita e reeleita. Nesse quesito não evoluímos nada. Continuamos amadores.

LUCIANA LINS

LUCIANAVLINS@GMAIL.COM

CAMPINAS

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O CENTRÃO E O VÍRUS

A notícia de que o famigerado Centrão quer impedir o adiamento das eleições não me surpreende, pois, aliando-se mais uma vez ao presidente de plantão, assume o seu DNA, no caso, sob o princípio do "vamos aproveitar a pandemia para passar a nossa boiada e aumentar nossos lucros". Adotaram o lema "vão morrer alguns do vírus? Sim, vão morrer. Vai acontecer, lamentamos". O brocardo popular de que "Deus é brasileiro" já não tem mais sentido. O vírus veio para nos mostrar o quanto somos insignificantes na Terra, como também para nos alertar que a nossa civilização não pode alterar toda a harmonia do planeta a seu bel-prazer. E nós, brasileiros, estamos sendo duplamente castigados, por não saber escolher os nossos líderes. Não é segredo para ninguém que o Brasil foi privilegiado em sua localização no planeta. Nossa Floresta Amazônica é de tal grandeza e importância que influi nas condições climáticas de todo o mundo. Estamos há tanto tempo maltratando o nosso meio ambiente que, além do vírus, temos agora de conviver com um presidente como Jair Bolsonaro, agora aliado a deputados que vêm sugando o erário da Nação há anos. Não podemos continuar nessa situação por muito mais tempo. A sociedade precisa tomar providências para que esses péssimos brasileiros sejam banidos dos cargos de decisão em todo o País, antes que o Brasil perca parte significativa da população, graças ao vírus e os seus asseclas. Os eleitores erraram feio desta vez, ao escolher Bolsonaro para presidente da República. Contudo, não podemos pagar com a vida de um estratosférico número de brasileiros, apenas sob o argumento de que é complicado destituir um presidente. Na vida particular de cada um de nós, quando um funcionário, ou prestador de serviço, não se mostra competente, nós o demitimos. Não há por que ser diferente com o presidente da República e os nossos congressistas.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÕES MUNICIPAIS

O Brasil não é parlamentarista e, portanto, não pode escolher ou mudar data de eleição. Os eleitores votaram no presidencialismo no plebiscito de 1993. Portanto, escolheram um sistema de governo em que há chapa (com vice), mandato fixo e calendário eleitoral fixo. A única alteração ocorrida, nos últimos 25 anos, foi a emenda da reeleição que aproveitou para reduzir o tempo entre os dois turnos de votação porque a introdução do voto eletrônico diminuiu o tempo de apuração dos votos. Portanto, as eleições municipais de 2020 devem ser realizadas em 4 de outubro do corrente ano. Não é uma eleição nacional, mas 5.570 eleições municipais que ocorrem simultaneamente em todas as cidades do País. Em mais de 5.470 cidades (98%) haverá turno único. Em menos de uma centena de cidades (2%) ocorrerão dois turnos de votação. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), informado por algum TRE da completa impossibilidade de realizar alguma eleição municipal, poderia marcar eleições suplementares. Fato seria novidade por adiar a data prevista pela Constituição federal e provocaria o surgimento de uma jurisprudência para este tipo de situação anômala e não prevista na Carta Magna.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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BOLSONARO NO SÃO FRANCISCO

As obras de transposição das águas do Rio São Francisco devem ser creditadas ao ex-presidente Lula. As obras tiveram enormes problemas de superfaturamento, desvio de dinheiro público, problemas técnicos, mas também são extremamente importantes para beneficiar uma das regiões mais carentes do País. Jair Bolsonaro deveria ter tido a elegância de convidar o ex-presidente Lula para participar da inauguração, mas preferiu assumir o papel ridículo de se apresentar como dono da obra. O povo brasileiro não é bobo e sabe enxergar o que é fato e o que é palhaçada na inauguração das obras do Rio São Francisco.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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INFRAESTRUTURA

A pergunta que não quer se calar: com quantos paus se fez a canoa para completar a transposição do Rio São Francisco no Ceará?

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

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SUBIU NO TELHADO

Em decisão da 3.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, o polêmico, famigerado e interminável imbróglio da "rachadinha" do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) acaba de deixar a 27.ª Vara Criminal (RJ) para a Segunda Instância, em razão do foro privilegiado do então deputado estadual (RJ). Em linguagem coloquial, o inquérito, ao subir para a Segunda Instância, subiu no telhado... Vergonha!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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MÁSCARA 

Após a prisão de Fabricio Queiroz, o presidente Bolsonaro passou a aparecer devidamente mascarado em público, não por causa da covid-19, que ele não teme, mas para se proteger do fedor, que se tornou insuportável. Com ironia, por favor!

José Marques esoj.seuqram@gmail.com

São Paulo

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INCÓGNITA

A dúvida que não quer calar é: quem está escondendo Márcia Aguiar e Nathalia, esposa e filha de Fabrício Queiroz, que, pelo visto, sabem demais sobre as falcatruas de Flávio Bolsonaro? Será que ambas estão escondidas pelo "anjo", por seu ex ou atual advogados, pelo investigado Flávio, o zero 1, por milicianos na ativa ou por todos juntos, com a colaboração até mesmo do próprio presidente Bolsonaro? Afinal, quem tem tem medo!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CADÊ A MÁRCIA?

Agora, que o Queiroz apareceu, cadê a Márcia?

Carlos Faria sherifffaria@hormail.com

São Paulo

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LINGUAJAR

O que chamou a minha atenção nas conversas entre as parentes de Fabrício Queiroz foi, sem dúvida, o linguajar chulo que até mesmo num homem pouco educado ficaria mal. Por outro lado, a opinião expressada por sua filha de forma insistente chamando o próprio pai de "burro" deixa no ar uma dúvida: burro por ter sido encontrado ou por ter se envolvido com políticos?

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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FREDERICK WASSEFF

Frederick Wassef agora admite que escondeu Queiroz ‘jurado de morte’ (Estado, 27/6). Está na hora de a PF chamar Wassef para uma conversinha? Está na hora de colocá-lo na parede, isso sim!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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XADREZ VERDE E AMARELO

E este grande tabuleiro de xadrez chamado Brasil segue movimentado. De um lado, Jair Bolsonaro com receio de ter perdido o controle de Queiroz e procurando meios de atacar o adversário e inflamar seus aliados. Do outro lado, o Supremo Tribunal Federal (STF) já movimenta suas peças na tentativa de impedir que as Forças Armadas entrem no jogo em favor dos interesses bolsonaristas. A posição de Jair Bolsonaro não é das melhores e, como um enxadrista não profissional, pode ser que, no desespero, o rei fique desprotegido.

Lucas Dias lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)

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OS TENTÁCULOS DA MILÍCIA

Jair Bolsonaro está tentando invadir várias entidades públicas com o objetivo de conseguir vantagens para si ou para seus parceiros. Na Receita Federal, tentou beneficiar igrejas; na Polícia Federal, preferiu perder seu ministro da Justiça para se apoderar da diretoria e da superintendência do Rio de Janeiro, onde seus filhos são investigados; no Ministério Público de Curitiba, uma procuradora bolsonarista ligada a Augusto Aras procurou verificar que informações haveria contra vários governadores, certamente para que Bolsonaro possa pressioná-los no momento oportuno. Estamos a caminho das 100 mil mortes, mas o que interessa são os interesses da milícia que tenta controlar nosso país. É importante que nossas instituições saibam resistir a esses bandidos.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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IMPEACHMENT

No caso dos quase 50 pedidos de impeachment contra o presidente Bolsonaro, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, peca por pusilanimidade. Quem sabe a discussão daquela avalanche de pedidos contenha o presidente Bolsonaro, já que ele precisa ser constantemente instigado para diminuir o ritmo de suas travessuras.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim 

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INSISTINDO NUM BRASIL MELHOR

Não pedimos a volta dos militares, como temem as excelências privilegiadas de Brasília, mas também não queremos esta "democracia" injusta que não nos protege, que, ao contrário, nos explora e humilha obrigando-nos a pagar tantos impostos sem termos o devido retorno, inúmeros e imorais privilégios ao poder público e, mais que isso, consente que bandidos cruéis nos matem sem podermos nos defender. Temos de aceitar tudo e continuar calados? Explodem bancos, atacam delegacias, queimam ônibus, nos assaltam, roubam, sequestram, estupram e matam sem serem devidamente punidos. Leis absurdas os protegem mais que a nós, cidadãos comuns pagadores de impostos. No Brasil de hoje as imoralidades prevalecem sobre a decência e a justiça. Suplantam o bem promovendo o mal, que prolifera no País inteiro. A cláusula pétrea da Constituição não permitindo a execução de assassinos reincidentes, por mais cruéis que sejam, foi aprovada por pessoas que morreram há muitos anos e que não imaginavam o Brasil de hoje, com criminosos covardes e desalmados que sem motivo nem piedade nos matam por mero prazer. Estou farto de ouvir das autoridades "não reaja e entregue tudo o que tem". Que país é este? Aqui existe, sim, pena de morte e todo dia há execuções, mas apenas nós, cidadãos comuns, somos executados. Sempre acreditando em dias melhores que nunca chegam, para os atuais legisladores não passamos de ferramentas de trabalho sem vida ou sentimentos. Existimos para produzir, pagar impostos, seus privilégios e sermos procurados em época de eleições quando querem nosso voto obrigatório. Isso não é democracia! Muda, Brasil!

Nilson Martins Altran nilson.altran@hotmail.com

São Caetano do Sul

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DINAMARCA

Acabo de assistir a um vídeo sobre a Dinamarca, um dos países mais felizes do mundo, segundo a ONU. Nele, vários aspectos do comportamento daquela sociedade exibidos deixariam qualquer brasileiro com forte sentimento de inveja, na certeza de que dificilmente se poderá, por aqui, num futuro visível, atingir um estágio tão avançado de civilidade e educação como o existente entre os dinamarqueses. Uma das passagens do filme me chamou a atenção: o fato de determinado cidadão, durante entrevista, se declarar espantado ao repórter brasileiro quando tomou conhecimento de que seus parlamentares representantes, que dividem transporte público com a população, cujos filhos frequentam escolas públicas e que contam com somente um assessor para atendê-lo e a mais quatro de seus pares, servem de exemplo aos correspondentes brasileiros, pois, segundo ele, os de lá são vistos por boa parte da sociedade como uma classe que desfruta de alguns injustificados privilégios, como, por exemplo, o de dispor de um passe de utilização gratuita do metrô, inacessível ao cidadão comum. Tirem suas conclusões. 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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O STF E O SALÁRIO DOS SERVIDORES

 

Embora com atraso - a matéria tramitava na Corte há 20 anos -, ao impedir que governadores e prefeitos possam reduzir o salário do funcionalismo, o Supremo Tribunal Federal (STF) toma uma decisão da mais alta importância e promotora de segurança jurídica. Reconhece a especificidade do servidor público, sua indemissibilidade e irredutibilidade salarial. Diferente do trabalhador privado, o servidor não tem grande oferta de oportunidades, e quando muda de carreira deixa tudo para começar uma nova trajetória. Desde que a Lei de Responsabilidade Fiscal entrou em vigor, no ano 2000, governantes são obrigados a obedecer com mais rigor os limites de gastos com a folha do funcionalismo. Mas isso não evitou a contratação sem concurso de milhares de indicados políticos. Em 2018, 12 Estados gastaram mais do que podiam e agora pretendiam reequilibrar suas contas reduzindo jornada e salário. Com o pronunciamento STF, cessam os rumores de que o governador reduziria a jornada e cortaria salários do funcionalismo, inclusive dos policiais militares de ativa e até dos inativos. Uma decisão dessa ordem demonstra a importância de uma corte de Justiça independente e moduladora das leis, especialmente do contido na Constituição.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

   

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ESTADOS E MUNICÍPIOS EM CRISE

Após 20 anos de discussão e em plena pandemia, quando a maioria preocupa-se com a própria saúde, os "mais brasileiros" são aquinhoados com a estabilidade de emprego e de seus rendimentos. Enquanto 11,5 milhões de trabalhadores comuns tiveram até 70% de redução em seus salários, o funcionalismo não pode, porque a Constituição tem validade de acordo com os interesses corporativos desta casta diferenciada. Até quando teremos de suportar tal desigualdade? Possivelmente, este dinheiro será retirado de outros setores, como saúde, educação, segurança, e nunca dos "mais brasileiros". Até quando?

 

Adilson Pelegrino adilsonpelegrino2020@gmail.com

São Paulo

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SUPREMO

Como se não bastasse o STF tirar do governo federal e passar para os governos estaduais e municipais o controle e a administração da epidemia do coronavírus, agora proíbe Estados e municípios de cortar salários e a jornada de trabalho de servidores, mesmo em caso de grave crise financeira. Será que não passou a hora de a Suprema Corte começar a cumprir o seu papel, que é julgar, ao invés de legislar?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.comn.br

São Paulo

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CARGOS COMISSIONADOS

Foi muito comentado aqui, na minha cidade de Pirassununga (SP), nos meios de comunicação, a decisão do ministro Dias Toffoli (STF) de cassar a liminar que mantinha 468 funcionários comissionados - cargos de confiança e apadrinhados políticos - na Prefeitura de Campinas (15/6). Como o País passa por uma crise econômica, desta vez em razão da pandemia do coronavírus, com impacto econômico sem precedente sobre a população, será que essa prática de cargos comissionados no setor público - o Brasil gasta 10% do PIB para pagar os salários e benefícios de servidores públicos - também não é seguida nos 5.570 municípios brasileiros mais o Distrito Federal? 

Márcio Rosário mrmarcio_rosario@hotmail.com

Pirassununga 

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COTAS NA PÓS-GRADUAÇÃO

A questão das cotas em nosso meio foi sempre impregnada de motivações políticas, interesses eleitorais e injustiças. Afinal, os candidatos que de fato foram eliminados dos bancos universitários para a criação dessas vagas não foram alunos de famílias abastadas, mais bem preparados, mas aqueles que ocuparam as últimas vagas do vestibular e que naturalmente são menos preparados; ou seja, alunos de origem mais humilde. Em outras palavras, quem paga a conta por aqui é sempre o mais pobre. Ainda bem que em 2022 esse privilégio das cotas volta a ser discutido de maneira mais ampla, e essa será a oportunidade de reparar essa injustiça para com os alunos hoje excluídos. Não é justo promover inclusão social com exclusão de outros igualmente pobres.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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