Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Chance perdida

A ideia, no início do mandato do atual presidente, de que seria possível ter um corpo de ministros competentes e com autonomia, mais apoio da população e de empresários, até uma base política, embora limitada, acabou se desmaterializando ao longo dos meses, num autoflagelo de difícil compreensão. Infelizmente, uma chance que estava recheada de bons ingredientes foi perdida e não temos mais, no curto prazo, a possibilidade de criar um Brasil melhor.

LUCA GRILLO

LUCAGRILLO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Gerência

Infelizmente, nosso presidente não tem capacidade de gerir nem um barzinho, quanto mais ministérios. Estamos perdidos!

CLARICE KIERTSMAN

CKIERTSMAN@ICLOUD.COM

SÃO PAULO

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A tragédia da Educação

Ricardo Vélez Rodríguez incentivou a denúncia de professores contrários ao governo e propôs o revisionismo histórico do golpe de 1964. Abraham Weintraub escreveu “imprecionante”, chamou Kafka de kafta e de “vagabundos” os ministros do Supremo Tribunal. Carlos Decotelli, pelo visto, plagiou sua dissertação de mestrado, a tese de doutorado não foi aprovada e mentiu sobre o pós-doutorado. O País, que já teve educadores que figuram entre os mais referenciados no mundo, como Paulo Freire, Anísio Teixeira e Darcy Ribeiro, padece de vergonha.

VALTER VICENTE SALES FILHO

VALTERSAOPAULO@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Javanês

Carlos Alberto Decotelli adaptou para si o conto de Lima Barreto O homem que sabia javanês, de 1911. Não fosse a “intromissão” da imprensa, o País teria caído direitinho nesse conto.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Carroça

Esperar que um novo ministro da Educação possa realmente fazer algo numa área tão importante e estratégica para o futuro de qualquer nação que se preze, em nossa atual circunstância, é querer pôr um motor Ferrari numa carroça. Precisamos trocar de veículo, urgente!

AMILTON MORENO

SAILOR1908@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Aumentos na pandemia

Enel

Num dos piores momentos que o Brasil já enfrentou, quando temos milhões de pessoas que perderam o emprego, ficaram sem teto por não poderem pagar o aluguel e têm sérias dificuldades para conseguir um prato de comida, ou perderam o plano de saúde por terem interrompido os pagamentos e a escola para os filhos por não poderem pagar as mensalidades, ou estão inadimplentes nas contas de luz, água, telefone, etc., somos apanhados de surpresa pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que aprovou e autorizou reajuste médio de 4,23% nas tarifas da Enel São Paulo (antiga Eletropaulo). Como pode?!

ANGELO TONELLI

ANGELOTONELLI@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Plano de saúde

O tema é cansativo e já beira o desespero. As operadoras de saúde aplicaram aumento superior a 15% no preço de seus planos, em plena pandemia. A inflação está negativa, o desemprego em alta, os salários reduzidos ou congelados e a economia em franca recessão. Neste quadrimestre de isolamento social cessaram ou foram sensivelmente reduzidos os gastos com consultas, tratamentos, cirurgias eletivas e exames. O grande peso da covid-19 recai sobre o SUS. Como justificar que aumento nesse patamar? Essas empresas atuam num vácuo legislativo conquistado em governos anteriores e não preenchido no atual. Há manifesto crime contra a economia popular, assumido impulso à recessão e à quebra do sistema de saúde. Mas perdemos tempo e dissipamos energia com ministros exóticos e outros entes cômicos do cenário político, cuja existência deve ser propositadamente diversionista.

CELSO A. COCCARO FILHO

CCOCCAR@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Enquanto isso...

...Bolsonaro reajusta bônus para atender militares (29/6, A4). Ao beneficiar as corporações, a Bolsonaro não importa se estamos em pandemia. Prestigiar os pares em época inoportuna tem significado de insensibilidade com a situação dos brasileiros que perdem o emprego, mas não perdem as contas a pagar, que a cada dia crescem mais.

ANÍZIO MENUCHI

AMENUCHI@UOL.COM.BR

PRAIA GRANDE

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Penduricalhos

Inadmissível! Essa é a exclamação que todo brasileiro comum deve estar fazendo ao ler que foi sancionado pelo presidente o reajuste na bonificação salarial para os militares que fazem curso ao longo da carreira. Tal bofetada na nossa cara, e o assalto ao nosso bolso, custará em cinco anos a bagatela de R$ 26,5 bilhões! Isso enquanto o governo estende o auxílio emergencial de R$ 600 por dois meses, mas em mais parcelas, porque o Tesouro não tem dinheiro para isso. Durma-se com essa... E assim vamos, todos pelo bem do Brasil. Mas, como diz o ditado popular, farinha pouca, meu pirão primeiro.

ADEMIR ALONSO RODRIGUES

RODRIGUESALONSO49@GMAIL.COM

SANTOS

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Licenciamento virtual

Desserviço

A Deliberação n.º 180 do Conselho Nacional de Trânsito comete uma maldade contra os proprietários de veículos, pois, após quitar o Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV) anual, este não mais será impresso nem enviado pelos Correios (postagem paga pelos interessados!), mas baixado da internet. Ora, nem todos têm computador ou celular e para os Ministérios da Justiça e da Infraestrutura o CRLV é de porte obrigatório. Essa deliberação, nociva para grande parte da população, tem de ser extinta, em benefício coletivo.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)


NO HOSPITAL, SEM MÁSCARA


Na ala teoricamente sem covid-19 do Hospital Geral do Grajaú os médicos e enfermeiros trabalham sem máscara! Quem disse a eles, e principalmente ao diretor deste hospital, que nestes tempos de pandemia é possível separar os casos de covid-19 com facilidade, esquecendo-se dos assintomáticos e dos que ainda não desenvolveram a doença e estão transmitindo a todos? Que protocolo é esse? Pessoas de idade, doentes com outras doenças, podem ser contaminados quando estão mais vulneráveis. Será que a mídia só dá notícias dos setores para o tratamento da covid-19?

É preciso tomar sérias providências já!


Lila Esther D’Alessandro lilaesther@gmail.com

São Paulo


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MÁSCARA CIDADÃ


Não sabemos se de fato e em que circunstâncias a multa para quem não estiver usando máscara em local público, no Estado de São Paulo, será aplicada. Vale lembrar que há muito tempo existe lei que prevê multa para pessoas que atravessam a rua fora da faixa de pedestres, e não há notícia até o momento de que alguma tenha sido aplicada. De qualquer forma, é inadmissível que ainda haja cidadãos que não entenderam que, enquanto a pandemia estiver fora de controle, o uso da máscara é fundamental na medida em que a forma principal de contágio do novo coronavírus se dá pela via respiratória. A máscara protege quem a usa de ser contaminado e também impede alguém que estiver com a infeção, com ou sem sintomas, de contaminar outras pessoas. Portanto, o uso da máscara, neste momento, é muito mais uma questão de cidadania do que de obrigação.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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MULTA


Governador de São Paulo lança uma multa de R$ 500,00 para quem estiver sem máscara, mas, se a pessoa estiver sem emprego, sem dinheiro para comprar máscara, com fome, e está procurando emprego, essa pessoa também terá de pagar a multa?


Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com

São Paulo


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BOM SENSO


No Brasil, o número de óbitos causados por covid-19 por milhão de habitantes dobrou nos últimos 30 dias e triplicou nos últimos 40 dias. O número de casos confirmados por milhão de habitantes dobrou nos últimos 22 dias e triplicou nos últimos 33 dias. O País ainda está longe de atingir o pico e de ter um número decrescente de pessoas contaminadas e vítimas fatais do novo coronavírus. É importante seguir as orientações de médicos experientes e deixar de lado as informações desencontradas que circulam nas redes sociais. Os políticos e os seus seguidores estão se aproveitando de uma pandemia para ganharem créditos para as próximas eleições. Bom senso e higiene são boas práticas a serem cultivadas.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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PARAISÓPOLIS


A comunidade de Paraisópolis deu um belíssimo exemplo de organização durante a pandemia e conseguiu preservar seus habitantes. Com esse desempenho, seria de perguntar se suas lideranças não deveriam ser aproveitadas na administração de nossa cidade com o objetivo de ajudar todas as comunidades.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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NOSSO COMBATE TUPINIQUIM


Na sua didática análise no Estadão sobre o combate da covid-19, o professor Fernando Reinach expõe a falta básica da nossa política tupiniquim diante da pandemia: não aplicamos o único protocolo efetivo, testar/isolar/investigar. A população que não poderia trabalhar em casa deveria ter sido testada usando a reação em cadeia da polimerase, de preferência com resultado em tempo real (RT-PCR). A pessoa que testa positivo é isolada, e investigam-se seus contatos, o ciclo é repetido. Só assim teria sido possível evitar a disseminação da doença, por causa de pessoas assintomáticas, mas que têm o vírus. O teste RT-PCR está sendo oferecido por R$ 300, um custo que poderia ser reduzido pela metade se fossem abolidas todas as taxas e impostos sobre os processos de importação e comercialização dos insumos, e realização do teste. O custo poderia ser menor ainda se os muitos laboratórios nas universidades estaduais e federias usassem seus técnicos e equipamentos a serviço do combate. A pergunta que não quer calar: por que não houve esforço concentrado nisso, sendo que a Organização Mundial da Saúde vem insistindo nisso? Deixando de lado o governo federal, chefiado pelo superman Jair Bolsonaro, o Estado de São Paulo não poderia ter colocado em prática o discurso de que sua política está sempre “pautada na ciência”? 


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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DISTRITO FEDERAL


Com quase 50 mil infectados pela covid-19 e mais de 600 óbitos, o irresponsável e inconsequente governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), fiel seguidor do presidente Bolsonaro e de suas boçalidades, declarou sem qualquer constrangimento no dia em que decretou estado de calamidade pública no Estado que vai reabrir até o começo de agosto bares, restaurantes, escolas e outras atividades, porque “restrições já não servem para nada, pois se esgotou o limite da população. A pandemia vai ser tratada como gripe, como isso deveria ter sido tratado desde o início. O limite do isolamento já chegou. Ninguém fica em casa mais”. Diante do descalabro de sua declaração, cabe, por óbvio, lembrar que Brasília, capital do Distrito Federal, é a sede dos Poderes da República Federativa do Brasil.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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O PIOR ESTÁ POR VIR


A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que “a pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2) está longe de terminar e o pior momento está por vir”. A declaração foi dada pelo diretor-geral Tedros Adhanom Ghebreyesus, em coletiva após a confirmação de o mundo ter ultrapassado a marca de 10 milhões de casos confirmados e 500 mil óbitos provocados pela doença, segundo apurado pela Universidade Johns Hopkins, centro de excelência nos EUA. Diante do exposto, como ficamos diante de flexibilizações como a reabertura de shoppings, lojas de rua e bares e restaurantes em São Paulo? Será que a limitação na frequência desses locais será suficiente para a contenção da pandemia, ou estamos otimistas demais, desconsiderando os fatos apresentados pela OMS, que, sabemos – exceto Trump e o presidente Bolsonaro –, se trata de uma organização mundial séria, que procura o bem-estar das sociedades, ao que tudo indica sem interesse ideológico, notadamente da esquerda, como se apregoou em nosso país. Portanto, vamos correr o risco da maior incidência ou o retrocesso nas flexibilizações em São Paulo se fará presente?


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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DESESPERO DE CAUSA


O isolamento social já está trazendo transtornos mentais. Não se aguenta mais ficar em casa. O ambiente familiar está virando barril de pólvora. Dificuldades banais de relacionamento estão se tornando sérios conflitos, como agressões e separações. Usa-se a rua como fuga dos problemas domésticos. A flexibilização da quarentena, com todo respeito à Ciência, é feita também em desespero de causa. Enquanto isso, o sr. presidente em suas andanças não faz o mínimo exigido, que é usar máscara.


Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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V,W OU L?


A verdade é que os infectologistas do mundo inteiro ainda não conseguiram determinar a dinâmica evolutiva do coronavírus, limitando-se, então, a recomendar tão somente o isolamento social como defesa, pela impossibilidade até o momento de apresentarem uma vacina eficaz ou medicamento capaz de combater efetivamente a doença. De forma mais ou menos análoga encontram-se os economistas diante do possível cenário pós-covid-19, restritos a formular nada além de ilações a respeito do que se pode esperar dos desdobramentos das economias, após a passagem da pandemia. Muitos, otimistas, apostam em retomadas tipo V, com a segunda perna da letra mais longa e inclinada para a esquerda, pensando numa recuperação rápida e positiva; outros imaginam a evolução em W, supondo a ocorrência de futuras ondas de contágio. E há até os mais pessimistas que projetam uma configuração em L, significando ausência de retomada por longo tempo. É evidente que seriam mais úteis, no entanto, se, num esforço de conceituação de realidade atingível, fossem capazes de criar modelos matemáticos os mais próximos possíveis das efetivas  potencialidades dos seus países e recomendassem aos respectivos governantes a criação de condições políticas que permitam uma garantia mínima de crescimento consistente, depois dessa terrível travessia sanitária.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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PESSIMISMO OTIMISTA


Ainda que fortemente realista, o editorial Um rombo como herança (1/7, A3) abandona a postura realista até aqui da necessidade do impeachment de Jair Bolsonaro, ao fixar 2023 como o ano para uma nova Presidência. Lembremos que ainda há chances de a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão vingar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ou que a Câmara federal abra um entre as dezenas de pedidos de processo por crime de responsabilidade contra o presidente.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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‘UM ROMBO COMO HERANÇA’


A devastação causada pela pandemia na economia está sendo algo imprevisível e inescapável, milhões de pessoas perderam o emprego, empresas indo à falência, setores inteiros desaparecendo. Ninguém sabe onde isso tudo vai parar, ainda é difícil saber como será o mundo e a economia pós-pandemia, se é que a pandemia vai passar completamente um dia. A devastação causada pelo governo Bolsonaro no meio ambiente, ao contrário da pandemia, é algo previsível e evitável. Bolsonaro prometeu acabar, literalmente, com o meio ambiente, que não visão tacanha dele é apenas um obstáculo para o desenvolvimento do País. A Floresta Amazônica, o Pantanal, o Cerrado, a Mata Atlântica, se dependesse da vontade de Bolsonaro, seriam simplesmente eliminados para abrir caminho para o plantio de soja. A recuperação dos biomas brasileiros, quando o catastrófico governo Bolsonaro tiver acabado, será muito mais lenta e difícil do que a recuperação da economia depois do fim da pandemia.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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NÃO VENDA SUA EMPRESA


Diante de uma forte recessão, inúmeras pequenas e médias empresas brasileiras se desidrataram e foram compradas a preço simbólico ou decretaram falência. A pandemia da covid-19 gerou uma crise mundial e a realidade é desesperadora para dezenas de setores que sabem que o processo de recuperação será longo. Nessas situações, percebemos movimentações para consolidação de mercados, porque empresas com grandes dívidas perdem valor de mercado. Quem não sofreu tanto com a quarentena aproveita para comprar fornecedores, concorrentes e outros negócios da cadeia para aumentar a sinergia operacional, comercial e financeira, por exemplo. E aqui desejo fazer um alerta: não é o momento de vender sua empresa. De fato, o empresariado, de modo geral, tem uma profunda e negativa resistência em buscar ajuda antes de se ver sem saída. Esse é um tipo de perfil de gestores, principalmente, verificado em empresas familiares. São empresas que estão na primeira e segunda gerações sendo comandadas por executivos de sucesso e que deram a volta por cima diante de várias crises. Conseguiram retomadas importantes, mas diante de um novo cenário, em que não há crédito, em que as alternativas utilizadas, muitas vezes, já não funcionam mais, é preciso reestruturar por completo o negócio para evitar uma venda precipitada. Avaliando os relatórios mensais da Serasa Experian desde janeiro de 2018 até abril deste ano, temos atualmente 1.439 empresas em recuperação judicial. De lá para cá, 3.172 tentaram o recurso da RJ, mas não conseguiram, dentre elas 489 são grandes empresas, seguida das médias, com 648. Um total de 2.047 tiveram o pedido de falência concedido, desde 2018. De acordo com a WPC (PricewaterhouseCoopers), este ano iniciou com 89 transações de fusões e aquisições anunciadas em janeiro. Um volume 68% superior à média do mês nos últimos 5 anos (53 transações), seguindo a tendência de crescimento do mercado de M&A para 2020 e próximo ano. O que me chama a atenção é o crescimento das transações envolvendo investidores nacionais, correspondendo a 76% das aquisições e compras minoritárias. As movimentações de fusão e aquisição parcial são uma ótima alternativa para empresas endividadas e sem perspectivas. Uma venda total precipitada põe uma história corporativa água abaixo. Vejo empresários com negócios incríveis e atualmente engessados. Herdeiros que não desejam assumir a gestão, uma descapitalização de patrimônio para bancar a empresa e um cenário que caminha para uma redução drástica da operação. De fato, não há crédito fácil disponível, mas uma operação a custo zero não é justo com a história do negócio. A crise é temporária, perder valor é sinal de oportunidade de melhoria da gestão de seu negócio. É necessário reestruturar a empresa para não perder valor, desenvolver uma avaliação e buscar uma opção de venda parcial ou até total, se for interessante. O Brasil não está à venda, não venda seu sonho sem o devido preparo. Busque ajuda.


Frank Koji Migiyama thais.volkweis@agenciaov.com.br

São Paulo


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APOSENTADOS


Revoltante como é tratado (esquecido) o aposentado neste país. Adiantaram o 13.º, que vai fazer falta no fim de ano, mas o que seria um paliativo estão enrolando: por que não suspender as parcelas do consignado? Enquanto isso nós, que trabalhamos mais que uma vida, vemos safadeza atrás de safadeza dos ditos nossos representantes. Até quando?


José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo


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FOMOS ESQUECIDOS


Decorridos 30 anos, os milhões de poupadores que reclamam o pagamento da diferença na correção das cadernetas de poupança, em razão dos Planos Bresser, Verão e Color, continuam aguardando o pagamento. Por pressão da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o Judiciário determinou o sobrestamento dos processos em andamento, para a realização  de acordos, a maioria não efetivada, diante da mesquinhez das propostas, em torno de 1% a 10% dos débitos. Os bancos se esqueceram da gente! 


Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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PROJETO DAS FAKE NEWS


O presidente da República é contra e afirma que não vai vingar. Deu a lógica, seria o mesmo que a cabra ser a favor de proteger a horta.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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VIDA PROTEGIDA


O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, defende o projeto das fake news alegando que a nova lei protege a vida dos cidadãos. Quais cidadãos? Aqueles que têm o “rabo preso” e seus nomes estão ligados à corrupção? Por que os poderes não podem ser criticados? O que diz a Constituição federal está sendo ignorado?  Observando a lista de senadores (44) que votaram a favor dessa mordaça, passam de 20 aqueles que têm dívidas com a Justiça conhecidas por meio da imprensa. A Câmara ainda não votou, mas, se a linha for se autoproteger, então está clara a censura. Se o Congresso está preocupado com a vida dos brasileiros, por que não votou o pacote anticrime? Os senhores andam nas ruas? Com certeza, não, pois entenderiam o que são a violência, a agressão e as ameaças que os cidadãos sofrem.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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‘PELO MENOS FINJA...’


No artigo Pelo menos finja... (1/7, A2), Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Sebastião Botto de Barros Tojal perderam a oportunidade de citar outros abnegados heróis, que a exemplo dos profissionais de saúde, também lutam pela vida. Cito a Polícia Federal, a Lava Jato e o ex-ministro da Justiça Sérgio Moro, que no combate à criminalidade conseguiu livrar do luto mais de 10 mil famílias em 2019. Contra fatos não há argumento nem fingimento.


Márcio Camargo Ferreira da Silva cfsmarcio@gmail.com

São Paulo


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‘AVE, BOLSONARUS! MORITURI TE SALUTANT!’


Solidarizo-me com Mariz de Oliveira e Botto de Barros Pujol, em Pelo menos finja... Nada a acrescentar, só a lamentar. En passant, adiro à tese de Vera Magalhães, até o cachorro era fake. O que dizer mais das baixas? Brasileiro, forte acima de “todos”, não morre, baixa (à cova, certamente).

O que dizer de um (des)governo em que filhos mandam mais do que o pai, (pseudo)filósofo emplaca ministros, só que não, a “logística” é inexistente, o ex-futuro ministro não pode assumir e quem tem capacidade é fuzilado para não fazer sombra (?) ao capitão? Fatos são negados com a mesma displicência com que as leis são agredidas e pisoteadas. Curandeiro para socós e vivandeira de políticos e outros presidentes tão estultos quanto ele... Triste destino de uma nação que já nos deu tantos estadistas, chanceleres, ministros que (sempre) foram mais capazes que seus chefes, coisa e tal. O que de melhor houve neste governo? O discurso de dona Michelle. O resto... (só) pão embolorado. Só não afirmo e não desconfio, a culpa é nossa, não é? Aliás, quem nasce para Timex não chega a Rolex! Isso dito, perdão a Clinton, que honrou o Timex que usava...


Jacques G. Lerner jglerner@gmail.com

São Paulo


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TRISTEZA NO ESPORTE


Duas notícias lamentáveis para aqueles que, como eu, amam o esporte, no caderno de Esportes do Estadão de ontem (1/7, páginas A13 e A14). A primeira, que antecipa a aproximação do Rio de Janeiro para albergar a Fórmula 1, a partir de 2021, por parcos US$ 65 milhões anuais, em autódromo nem sequer  construído, fato que também representa, indubitavelmente, uma derrota por goleada para o Estado de São Paulo, ao revés do que sempre garantiu nosso governador. A segunda notícia, e mais triste para mim, é o encerramento das atividades da escola de futebol de Rivellino, que meu neto frequentou durante anos a fio e eu o acompanhava em todas as atividades. Força, Riva, meu ídolo, você é grande demais e obrigadíssimo por todas as alegrias que nos proporcionou. E, assim, caminhamos na contramão da história. Lastimável.


José Roberto Cersosimo jrcersosimo@uol.com.br

São Paulo


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BREQUE DOS MOTOBOYS


Apoio a paralisação dos motoboys de aplicativo realizada ontem, pois uma boa parte de restaurantes que fazem uso dos seus serviços nem pensa se eles estão alimentados após horas de trabalho. Carregam algumas encomendas que passam de sua arrecadação diária ou semanal. A dona de uma lanchonete que uso me disse que outro dia o sanduíche encomendado, embora entregue ao carregador, não chegou ao seu destino. Ou seja, a fome foi mais forte. E este é apenas um dos problemas deles. Estão nas ruas correndo riscos, pois não têm escolhas, enquanto estamos em nossa casa, confortavelmente. Como diz o ditado, “ninguém faz filosofia (entregas) de barriga vazia”. Eu alimento, eu tenho fome!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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COMPRAS PELA INTERNET


Neste momento de covid-19, em que nós, idosos, sob risco de vida, precisamos ficar em casa e necessitando repor produtos importantes para o nosso dia a dia, o governo deveria pautar normas rígidas no sentido de controlar a entrega das compras pela internet. Há produtos que chegam em 4 dias, enquanto outros, mesmo comprados na mesma loja, demoram até 40 dias. Pior ainda, quando compramos produtos grandes, como televisores, e eles vêm com defeito, somos obrigados a levá-los aos Correios para a devida troca. O importante e grave é que o pagamento é feito na hora, o que faz com que a loja “se lixe” para o problema. Deveríamos, isso sim, pagar de imediato apenas o frete e o resto, já na nossa casa, inclusive com possibilidade de observar defeitos e devolver na hora, evidentemente sem pagamento algum.


Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis

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