Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de julho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Queimadas

Estão queimando as matas, principalmente na Amazônia brasileira, e, podemos dizer, com consentimento do governo, que, a meu ver, faz vista grossa por achar que aquela região deve ser ocupada rapidamente senão outros países se apoderarão dela. Engana-se, tal como os dirigentes anteriores que também assim procederam. O que se está permitindo vai influir no clima do planeta. As Regiões Sul e Sudeste do Brasil – como comprovado por estudiosos do mundo todo – sofrerão prejuízos incalculáveis, tanto na qualidade de vida como na agricultura, pela mudança do regime de chuvas. O governo chegou a anunciar cuidados redobrados para coibir o desmatamento, até incumbiu o vice-presidente de montar aparato específico para combater os absurdos na área. Penso que o ilustre general Mourão ainda não deve ter instalado sua equipe, uma vez que garimpeiros e agricultores gananciosos seguem promovendo escandalosa destruição florestal. Como, pelo visto, não temos capacidade de cuidar do que é nosso, os maiores fundos de investimentos já deixaram claro: ou preservamos a Amazônia ou eles retiram seus vastíssimos recursos da nossa economia

ITAMAR C. TREVISANI

ITAMARTREVISANI@GMAIL.COM

JABOTICABAL

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Rainha Incendiária

Jair Bolsonaro não quer ser uma rainha da Inglaterra, quer mandar, como já disse. Portanto, no seu governo, só pau-mandado, como Ricardo Salles. Com ele, sem essa de participação da sociedade civil, como ONGs, todas comunistas, algumas estrangeiras. Além de desmontar órgãos como o Ibama, acusados de serem aparelhados, cheios de comunas, e detestar os “povos indígenas”. Desse modo, a preservação da Amazônia foi entregue a desmatadores e garimpeiros destruidores do nosso patrimônio, tendo como resultado o dobro da destruição apontada pelo Inpe e por seu destituído presidente. O general Mourão, com sua política de ação transversal, alega que as ações de preservação estão sendo feitas pelo Exército, como se intervenções episódicas substituíssem o trabalho de formiguinha permanente realizado pelos citados excluídos. Pobres de nós.

ALBERTO FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Fascistas x comunistas

Em Os vilões (3/7, B4), Elena Landau interpreta perfeitamente o que pensa a maioria do povo brasileiro, que se vê desesperançada entre petistas e bolsonaristas, que se veem como fascistas e comunistas. Nesse mundo de óticas tão distintas, sem nada no meio, a conversa fica mesmo cada vez mais difícil, afastando-se as possibilidades de enriquecimento mútuo. A renovação nas próximas eleições é a única esperança de uma política construtiva, sem ódios e dogmas.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

NOO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Banalidade do mal

O Brasil ultrapassa a casa de 1,5 milhão de casos de contágio e 61 mil mortes por covid-19 (o Uruguai teve 17 óbitos). E Bolsonaro diz que o auxílio emergencial aumenta a dívida pública – os mais frágeis que se lasquem. E daí? – e insiste na reabertura do País. No meu entender, trata-se de crime imprescritível de lesa-humanidade, de competência da Corte Internacional de Haia, onde se sentam no banco dos réus os ditadores da banalidade do mal.

AMADEU ROBERTO GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Falando em gastos...

A pergunta que não quer calar: em que o Bolsonaro tem gasto uma média de R$ 700 mil mensais com o cartão corporativo, desde a sua posse?

OSWALDO BAPTISTA PEREIRA FILHO

OSWALDOCPS@TERRA.COM.BR

CAMPINAS

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Veto a máscaras

É inacreditável que o presidente tenha vetado o uso obrigatório de máscaras em igrejas, escolas e outros locais públicos sujeitos a grandes aglomerações. Bolsonaro, de fato, ainda não foi capaz de entender a gravidade da pandemia. Quando for julgado pelos crimes cometidos na sua gestão durante a pior crise de saúde pública da História, seus advogados vão alegar o quê? Que ele é um incapaz, inimputável...?

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Matadouro

O presidente Bolsonaro parece criança mimada que gosta fazer de muita birra. Os vetos dele ao projeto das máscaras foram a coisa mais ridícula que um presidente de República já fez no mundo. Entre suas obrigações, é bom lembrar, está a de proteger a população, e não mandá-la para o matadouro.

MAURÍCIO LIMA

MAPELI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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‘Voz do Brasil’ internacional

Enquanto isso, o governo pretende criar a TV Brasil Internacional, na tentativa de melhorar a imagem do País no exterior. Um canal que só passe boas notícias... Voltamos a 64?

RODRIGO IBRAIM

RODRIGOIBRAIM@GMAIL.COM

TABOÃO DA SERRA

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Em São Paulo

Imposto esfolador

Que o Brasil é o país dos impostos todo mundo sabe, mas tem alguns que chegam às raias do absurdo. O Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) é um deles. Se você quiser transferir um imóvel com valor de R$ 500 mil, por exemplo, que é de médio padrão para baixo, terá de pagar incríveis R$ 15 mil de ITBI em São Paulo, sem contar algumas outras taxas embutidas na negociação. Isso assusta todo mundo quando se fala em transações imobiliárias. Nossos governantes acham que quem mora por aqui é rico e pode arcar com essa despesa astronômica. Acho que já passou da hora de rever isso e usar o bom senso, porque a vida está muito difícil e um imposto com esse porcentual é totalmente descabido.

ELIAS SKAF

ESKAF@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


A FUGITIVA QUE TINHA O CELULAR DO PRESIDENTE


Muito grave uma foragida da Justiça (Márcia Oliveira de Aguiar, mulher de Fabrício Queiroz) ter em sua agenda telefones do presidente da República, de seu filho Flávio, de Michelle, esposa de Jair Bolsonaro, e de várias outras pessoas ligadas à família Bolsonaro, como noticiou o Estado em 3/7. A agenda foi apreendida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro em dezembro de 2019. Segundo os investigadores, provavelmente a anotação foi feita depois da eleição, quando nem mesmo as pessoas mais ilustres deste país deveriam possuir este dado vinculado à vida pessoal do chefe do Executivo federal. O presidente não é investigado, por força de seu foro especial por prerrogativa de função, mas a política tem suas regras implacáveis.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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OS BOLSONAROS


O senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, investigado por suposto esquema de rachadinha em seu gabinete à época em que era deputado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, divulgou nota no sábado (20 de junho) em que se dizia “vítima de um grupo político” e em que reafirmava sua inocência. Na quinta-feira (25 de junho), Flávio Bolsonaro conseguiu na Justiça o direito de ter a investigação sobre ele transferida da 1.ª instância da Justiça do Rio para o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado. Por outro lado, o deputado federal Eduardo Bolsonaro declarou que cogita a necessidade de adoção de “medida enérgica” pelo pai, o presidente da República Jair Bolsonaro. A fala do deputado é de 27 de maio. Na ocasião, ele falou ainda em “momento de ruptura” e disse que a questão não é de “se”, mas de “quando” isso vai ocorrer. Por fim, Carlos Bolsonaro perdeu o direito ao foro especial. O anúncio foi feito na noite de terça-feira (30 de junho), pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, que seguirá a decisão do Supremo Tribunal Federal sobre a ausência de foro especial para vereadores fluminenses. Com isso, o filho do presidente Jair Bolsonaro será alvo de duas investigações sobre a possibilidade de ele ter empregado funcionários fantasmas e sobre esquema de rachadinhas em seu gabinete na Câmara do Rio. Parodiando o professor Raimundo, da Escolinha, eu não queria ter filhos assim.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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DESENCONTRO


O governo Bolsonaro, com impulsos matricidas, atenta fortemente contra a vida daquela que lhe embalou os primeiros passos, a Operação Lava Jato. Talvez, com olhares de simpatias para a purificação de raças e seguidores, Bolsonaro pretenda que lhe reste apenas a companhia daqueles que, além de qualquer dúvida ou de toda e qualquer razão, fiquem ao seu lado mesmo se estiver errado e mesmo sendo tosco e traindo a própria palavra dada, aquela pela qual milhões de eleitores, assim como eu mesmo, votaram em seu nome como se fosse a legenda da própria Lava Jato. Mas, afinal, o Brasil sempre esteve mesmo desencontrado dos seus verdadeiros heróis e idealistas.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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LAVA JATO


Aos poucos, a Operação Lava Jato, principal grupo brasileiro no combate à corrupção, enfraquece. O primeiro a sair foi Sergio Moro, para o Ministério da Justiça. Agora, insatisfeitos com a solicitação de dados sigilosos pela subprocuradora Lindôra Araújo, braço direito do procurador-geral da República, Augusto Aras, pediram demissão Hebert Reis Mesquita, Luana Vargas de Macedo e Victor Riccely Lins Santos. Pena que a Lava Jato, exemplo no combate à corrupção, aos poucos se desfaz, ao invés de crescer, quando os brasileiros do bem vislumbravam ser o início no sério combate ao arraigado crime organizado.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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DESMONTE


Para quem pensava que não haveria um desmonte da Lava Jato, aí está a Procuradoria-Geral da República querendo estranhas informações sigilosas da Operação, fazendo vários procuradores pedirem demissão.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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PASSANDO A BOIADA


Dois leitores do Estadão falaram por muitos brasileiros em 30/6/2020 e em 1/7/2020. Há quem queira, sim, aproveitar este momento dramático que vive o País para “deixar passar a boiada”. Desqualificar a Operação Lava Jato e silenciar qualquer iniciativa que siga o mesmo caminho que levou os brasileiros a se orgulharem de seu país.


Lilia Hoffmann liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo


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DEMOROU


O presidente Jair Bolsonaro resolveu, tardiamente, tomar uma atitude contra a debandada de investimentos externos por causa do desmatamento da Amazônia Legal, na ordem de singelos US$ 3,7 trilhões em ativos de fundos internacionais. Na verdade, se Bolsonaro quiser mesmo elaborar um pacote para conter este problema, de início, precisa ter coragem e demitir os ministros do Meio Ambiente (o da “boiada”) e o das Relações Exteriores (o do “comunavírus”), pois estes são os principais entraves para que os países voltem a acreditar no Brasil. A bola está com Bolsonaro, só falta fazer o gol. Ou é um perna de pau?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A BOIADA E O CORRENTÃO ESTÃO PASSANDO


As determinações do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, estão sendo atendidas, estão passando a boiada e o correntão no Cerrado. Passar o correntão é uma prática de desmatamento proibida que consiste em prender uma corrente grossa em dois tratores e avançar, derrubando tudo o que houver pela frente. O desmatamento desenfreado avança sobre áreas nativas e protegidas na região da Chapada dos Veadeiros, e o objetivo é o plantio de soja e a criação de gado. O Brasil deveria receber uma punição exemplar pela destruição que está promovendo na natureza, todos os países deveriam proibir a compra de soja e carne brasileira até que este governo criminoso seja apeado do poder. Jair Bolsonaro e Ricardo Salles deveriam responder pelos crimes de lesa-humanidade que estão praticando reiteradamente.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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CICLONE-BOMBA


Será que Jair Bolsonaro soltou o vento estocado por Dilma Rousseff, para espantar os gafanhotos, e causou o ciclone no Sul do País? Tem gente comentando.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS


Mulher condenada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e com sentença confirmada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) por furtar um pedaço de picanha, três tabletes de caldo e uma peça de queijo – bens avaliados em R$ 135 – foi absolvida pelo ministro Gilmar Mendes, que alegou o princípio da insignificância. Rosa Weber rejeitou pedido de liminar de um homem reincidente, em São Paulo, detido por subtrair dois shampoos avaliados em R$ 20. Para a ministra Rosa, o réu não sabe viver em sociedade. Enquanto essas decisões polêmicas são tomadas, inúmeras pessoas envolvidas na Operação Lava Jato vivem muito bem em sociedade com os bilhões desviados ilegalmente.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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DIFERENTES PRESOS


O ministro Gilmar Mendes solta os ladrões de milhões de reais. A ministra Rosa Weber mantém preso um jovem acusado de furtar dois shampoos de R$ 10 cada. Dá para entender?


Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas


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A JUSTICEIRA WEBER


Se o jovem que roubou dois shampoos tivesse roubado dois pacotes de bolachas ou contratado vários advogados, seria condenado por Rosa Weber? Quanto será que nos custa um processo dessa importância envolvendo um ministro do STF que precisa descansar em julho?


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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JOSÉ SERRA


Demorou, mas a Polícia Federal chegou. Os crimes pelos quais o senador José Serra deve responder são vários. Passados dez anos, ficamos sabendo que o advogado do senador tentou por dois anos impedir que a Justiça tivesse acesso às suas contas na Suíça. Segundo publicado, são cerca de R$ 198 milhões. Mais um Maluf. Nem vou me dar ao trabalho de festejar, pois, se preso, receberá habeas corpus e até que seus crimes sejam julgados virá a prescrição. Infelizmente, a Justiça socorre aos que têm dinheiro. 


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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ABUSO


O ministro Edson Fachin, esquerdista roxo disfarçado de condutor da Lava Jato, iniciou uma discussão interessante no Tribunal Superior Eleitoral (TSE): o abuso de poder religioso durante o processo eleitoral. É evidente que o seu alvo são as igrejas evangélicas, que há décadas têm atuação política aberta, notadamente de orientação de direita. Como o Estadão bem apontou, a propaganda política é proibida em bens de uso comum, como igrejas e clubes. Ora, como igreja e clubes se diferenciam dos sindicatos? Aliás, o que sempre fez a Igreja Católica em franco apoio da esquerda? Francamente, na minha opinião, não existe coisa mais refratária do que a união entre religião e política. Mas não é papel do Estado regular o relacionamento político como sugerido por Fachin. Se refutarmos toda influência da religião na politica e nas leis, o que fazer com o mandamento “não matarás”? É óbvio que este é só mais um movimento do STF, encharcado por ideias de esquerda e de proteção da esquerda, contra todo e qualquer movimento da direita. O que os honrados ministros do STF não se deram conta ainda é de que eles não vivem numa ilha e que tudo isso pode ser um tiro no próprio pé.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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O TSE E O ABUSO DE PODER RELIGIOSO


Não entendo por que tanta reação diante da possibilidade de se concretizar uma medida punitiva para o abuso de poder religioso, já que numa democracia qualquer forma de abuso de poder, religioso ou não, pressupõe uma ilegalidade, já que o regime democrático por definição prega igualdade de direitos e deveres.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


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GOVERNO BOLSONARO


Punir abuso de poder religioso tem muito sentido, afinal vivemos num país laico, mas que no atual governo, se não for “terrivelmente evangélico”, você praticamente é um alien.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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BRASIL É ESTADO LAICO


Com muita inteligência o senhor ministro do STF Edson Fachin colocou o assunto, já não chega os militares dando pitaco na política? Já não chega miliciano dando pitaco no governo? Agora igrejas, também? Mas o Estado brasileiro não é laico? Vamos respeitar a nossa Constituição, oras!


José Portes josepccesar@gmail.com

São Paulo


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A DEMOCRACIA DO CENTRÃO


Sob o título A ‘beleza da democracia’, o editorial do Estadão de 1/7 (A3) repete a fala do deputado Marcos Pereira (SP), presidente dos Republicanos, um dos protagonistas do bloco dos partidos a que se convencionou chamar de Centrão. Completa o editorial que o deputado, “até agora um dos principais opositores da ideia de adiar as eleições deste ano em razão da pandemia de covid-19”, foi subitamente convencido a mudar, ante a oferta do governo de um reforço de R$ 5 bilhões aos caixas das prefeituras, ajudando a reeleger os atuais prefeitos. Como brinde, articula-se a volta da propaganda dos partidos no rádio e na TV, através de projeto pronto para ser votado no Senado. Eis o que o deputado entende por “a beleza da democracia”. Em plena pandemia, com o governo encontrando dificuldades imensas para adquirir respiradores e outros materiais para a Saúde, somete a proposta já mereceria uma penalidade rigorosa. Cumpre destacarmos quais são os partidos que compõem o famigerado Centrão. Atualmente, segundo publicação do G1, esses partidos são o PP, o Republicanos, o Solidariedade, o PSD, o MDB, o Avante e o Patriota. Em votações específicas, tem ainda o DEM e o PSDB. Caberá a nós, responsáveis pelas eleições de nossos representantes nas Casas Legislativas dos três níveis de governo, prestarmos atenção nas eleições deste ano, para não elegermos os representantes desses partidos que formam o Centrão, pois todos os seus parlamentares só funcionam na base da obtenção de verba pública para atender aos seus interesses, dificilmente aos interesses da população. Recusemos de pronto os candidatos desses partidos. Não devemos pensar em amizade pessoal, ou no fato de o candidato ser o líder religioso da nossa igreja, um artista de sucesso como Tiririca, um craque do futebol ou de outro partido político de nossa preferência – nenhum atributo que não seja a honestidade e a capacidade intelectual para exercer o seu mandato pensando somente no bem comum da população. Nas eleições deste ano, para os municípios, teremos a oportunidade de alijar das prefeituras e Câmaras Municipais os representantes dos partidos do Centrão, para começar a colocar a casa em ordem. Com a mesma atitude, nas próximas eleições gerais em 2022, eliminaremos o restante dos sugadores de verbas públicas. Os impostos que pagamos devem ser utilizados exclusivamente em nosso favor. Basta de verbas para os partidos.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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MOVIMENTO NEGRO


O presidente da Fundação Palmares, um negro nomeado por Jair Bolsonaro, pergunta: “Se minha raça é humana, por que o movimento é negro?”. Porque, Sérgio Camargo, os antepassados dos negros brasileiros, embora pertencentes à raça humana, não tiveram a oportunidade de construir um futuro melhor para os seus descendentes. Atrapalhou-os a escravidão por quase 400 anos. Os negros têm hoje problemas seríssimos enquanto comunidade. É triste ter de explicar-lhe isso.


Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos


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MUSEU DO IPIRANGA


São Paulo dá o exemplo de como se deve tratar a história do País. O trabalho de reabertura do Museu do Ipiranga resgata partes de nossa história por meio do seu acervo disponibilizado ao público de forma moderna e respeitosa aos conceitos, hoje inaceitáveis, de xenofobia e racismo, gravados em estátuas e objetos polêmicos, porém que foram realidade da época e que não podem ser desprezados. Assim como é implementado o trabalho no Museu Paulista (nome oficial do museu), demais espaços culturais que existem no Rio de Janeiro, Petrópolis, Salvador, Belém e demais cidades brasileiras esperam em berço esplêndido a modernização dos bens que devem enaltecer o passado, bom ou mau, para as futuras gerações guiarem o seu futuro.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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EDIFÍCIO-MONUMENTO


A respeito da matéria sobre o Museu Paulista, vulgo “do Ipiranga” (27/6, H6), a ser reaberto em 2022, por ocasião do bicentenário da Independência, cabe dizer que o que há de mais importante e valioso certamente é o próprio edifício-monumento, de autoria do arquiteto italiano Tommaso Gaudenzio Bezzi, inaugurado em 7 de setembro de 1895. Trata-se de uma verdadeira obra-prima em amarelo ouro, superior em beleza e imponência ao majestoso e cinzento Palácio de Buckingham. Se o Brasil ainda fosse um império, o museu deveria ser a residência oficial do imperador de Orleans e Bragança, de causar inveja à rainha Elizabeth II, da Grã-Bretanha.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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