Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br de segunda-feira, 6/7/2020

Fórum dos leitores, O Estado de S.Paulo

06 de julho de 2020 | 03h00

Covid-19

Aumento nas capitais

A maioria das capitais, como informa o Estado, está reabrindo as atividades comerciais e essas cidades tiveram aumento no número de casos diários de covid-19. O que era previsível. Em cada local os governantes devem observar se o sistema de saúde está preparado para esse incremento da incidência e, a partir daí, continuar a promover maior abertura comercial, manter ou rever o processo. Isso está sendo feito, conforme publicado. Já os cidadãos têm a possibilidade de circular ou não, ampliando ou reduzindo seu risco pessoal e familiar. Não há uma receita para todos os lugares e esta é a grande conclusão de tudo o que observamos na atual pandemia: há países e mesmo cidades próximas em diferentes estágios de evolução, com incidência muito diversa, assim como indicadores de letalidade inexplicáveis e mesmo recrudescência de surtos que pareciam decrescentes. Locais mais pobres, por vezes, tiveram muito menor incidência e mortalidade do que outros onde as condições socioeconômicas e de saúde pública são melhores. Por enquanto, o novo coronavírus está ganhando da humanidade, o número de casos cresce diariamente e as mortes, também. Todavia o vírus não acomete todos da mesma forma e isso provavelmente decorre de imunidade prévia por infecções por outros coronavírus. Por enquanto, resta-nos ficar na defensiva, tentando trabalhar e nos mantermos vivos, com o uso das máscaras e distanciamento social. 

Bernardo Ejzenberg, médico

bernardoejzenberg@yahoo.com

São Paulo

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Máscaras

Por um lado, Bolsonaro libera o uso de máscaras em ambientes fechados, como templos, estabelecimentos de ensino, comerciais e industriais, com base numa “possível violação de domicílio por abarcar conceito abrangente de locais não abertos ao público”. Medida polêmica. Medida incompreensível foi a adotada pelo prefeito de São Paulo, Bruno Covas, que liberou a abertura de bares, restaurantes, lanchonetes, salões de beleza, barbearias... Vamos ter de usar máscaras enquanto comemos e bebemos? Na verdade, não entendi nem uma decisão nem a outra. O bom senso me diz que devo usar máscara sempre que sair de casa, até para ir à missa, e não devo ainda frequentar restaurantes. Essa é uma norma fácil de ser entendida.

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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Famílias jogadas na rua

Parabéns ao fotógrafo Tiago Queiroz pelas fotos das páginas A1 e A17 do Estado de domingo. Essas fotos dispensam qualquer texto, pois dizem tudo sobre a “gripezinha” do Jair.

Mario P. V. Siqueira

mariosiqueira2@gmail.com

São Paulo

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Dúvida pós-pandemia

Fala-se muito sobre o futuro do Brasil pós-pandemia. Há várias suposições sobre economia, comportamento do povo e mudanças na política, entre outras. Todos os países já pensam nessas questões. No Brasil, a dúvida do povo é quanto à capacidade do atual presidente de comandar a equipe para as reformas necessárias. A preocupação geral é com a fragilidade de Bolsonaro: o presidente tem a credibilidade necessária para liderar seus comandados na tomada das decisões certas na situação de caos econômico e social? O mínimo que se exige de um presidente nessas condições é habilidade, conhecimento, paciência, flexibilidade e visão de estadista. Ninguém consegue enxergar essas virtude nele, mesmo com uma grande dose de boa vontade. Então, qual é a solução? Alguém sabe?

Toshio Icizuca

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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MEC

Imperdoável

O que este (des)governo vem fazendo com a educação do Brasil não tem perdão. Ele ficará marcado como a pior administração em termos de política educacional que já tivemos.

Maria Isis M. M. De Barros

misismb@hotmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

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Meio Ambiente x agro

Ministra Tereza Cristina

“O agronegócio não precisa da Amazônia” (5/7, A1). E vice-versa. A Amazônia precisa de conservação incessante e o agro, de estímulo que não sacrifique somente o produtor.

Marco Dulgheroff Novais

marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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Forças Armadas

Esclarecimento

A reportagem Após beneficiar oficiais, governo abre negociação com militares de baixa patente, publicada no Estado deste sábado (4/7), contém equívocos, que conduzem o leitor à desinformação. Está incorreta a informação, contida no título da reportagem, de que o governo teria beneficiado oficiais em detrimento das praças. A reestruturação da carreira dos militares das Forças Armadas, aprovada pelo Congresso Nacional, após amplo debate, resultou na Lei n.º 13.954/19, que estabelece contrapartidas no Sistema de Proteção Social, como elevação de alíquotas de contribuição, aumento do tempo de serviço e redução de rol de dependentes, o que tornou a reestruturação das carreiras autossustentável e superavitária. Ao contrário do que diz o texto da reportagem, a lei não beneficiou “principalmente os oficiais”. Todos os militares, oficiais ou praças, foram tratados de forma absolutamente equivalente, inclusive em termos de adicionais de habilitação, valorizando a experiência e a meritocracia, como fica claro no texto da lei e de seus anexos. A reunião mencionada na matéria teve como foco principal um reduzido grupo de militares (inferior a 3%) que não realizaram os cursos de carreira necessários aos adicionais de habilitação. Ressalta-se, ainda, que as associações referidas não representam as praças, sendo até mesmo proibidas por lei de ter atuação política. As Forças Armadas têm como princípio os pilares da hierarquia e disciplina. As iniciativas que podem desestabilizar esse princípio não fazem bem ao País.

Carlos Chagas Vianna Braga, vice-almirante (fn), porta-voz do Ministério da Defesa

Brasília

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REAJUSTE NA CRISE

É absolutamente insano dar reajuste de proventos a servidores públicos em meio a esta pandemia. Mas Jair Bolsonaro, que preside esta nação, anda na contramão da racionalidade e dá reajuste de 73% na bonificação do militares das Forças Armadas. Se neste ano isso já vai custar aos contribuintes R$ 1,3 bilhão, em cinco anos o custo será de R$ 26 bilhões. O Ministério Público pede que o Tribunal de Contas da União (TCU) barre esse reajuste, já que não se trata de brasileiros sem renda ou que correm o risco de perder o emprego, nem estão entre aqueles que precisam do auxílio emergencial de R$ 600. Ora, por que o presidente, de forma escancarada e exclusiva, protege os militares? Lembre-se que ele exigiu reajustes cavalares aos militares do Distrito Federal, uma despesa de R$ 500 milhões, e na reforma da Previdência lutou também para privilegiar essa categoria. Estranho, não é verdade? E, ainda, nesta pandemia o presidente só compareceu a um funeral, de um militar morto em treinamento. Já para os mais de 60 mil que faleceram no Brasil em razão da covid-19 resta zombar com o excrescente “e daí?”. Está mais do que na hora de Jair Bolsonaro respeitar os 212 milhões de brasileiros. Porque, como faz desde que assumiu o poder, só andando na contramão da estrada republicana, está sujeito a cair no precipício do impeachment.

Paulo Panossian 

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ERA HORA?

O adicional conferido aos militares – reajuste de até 73% na bonificação salarial das Forças Armadas que fazem cursos ao longo da carreira – custará R$ 26,54 bilhões em cinco anos. O “adicional de habilitação” será incorporado à folha de pagamento deste mês, que ocasionará um impacto de R$ 1,3 bilhão em 2020, devendo crescer ano a ano. Não questionamos, muito menos colocamos em dúvida, o merecimento destes militares para tal, porém cabe, sim, uma pergunta: em plena pandemia de covid-19, alarmante, catastrófica e ainda galopante, com o número de brasileiros desempregados ultrapassando o de empregados – ou seja, 87,7 milhões sem trabalho e 85,9 milhões trabalhando – este seria o momento ideal e correto para uma medida deste porte?

Angelo Tonelli 

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CHAPÉU ALHEIO

O presidente Jair Bolsonaro, percebendo que suas chances de se reeleger são mínimas, resolveu “dar bom dia com o chapéu alheio”. Por causa da pandemia, autorizou vários programas para ajudar os mais necessitados, o que é louvável. Mas, aproveitando “a boiada” passando – como disse seu ministro do Meio Ambiente –, resolveu abrir as porteiras com bilhões de reais para o Centrão para obter apoio contra o seu impeachment e outros tantos aos militares, para ter apoio às suas estapafúrdias ideias. Afinal, pensando com a cabeça de Bolsonaro, “para que respeitar o buraco em que estou colocando o País, se dificilmente vou continuar no poder?”. Ora, é isso o que passa na cabeça de um grande estadista?  

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A COVID-19 E O DESEMPREGO

Temos hoje no Brasil mais desempregados do que empregados. Essa triste e inédita realidade, em meio à pandemia da covid-19, mostra a gravidade da situação da economia brasileira, que precisa de novos e também inéditos conceitos para solucionar tão grave situação, rumo a um futuro equilibrado à nossa frente.

José de A. Nobre de Almeida

josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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DESEMPREGADOS

Já há mais de 12 milhões de desempregados no setor privado, mas não foi publicada nenhuma informação sobre quantos perderam o emprego nos setores federal, estaduais e municipais. Os desempregados pagam os salários dos pregados.

Mário A. Dente 

eticototal@gmail.com

São Paulo

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SOBREVIVÊNCIA

É complicado, mas compreensível, a situação em que nos encontramos, talvez um pouco mais que em outros países. No nosso caso, o desemprego acentua a ponto de o número de pessoas com idade de trabalhar superar o de empregados nas mesmas condições. E não fica por aí. Também não é a hora de discutir políticas públicas e previsão de crescimento ou déficit, sem prejuízo da preocupação com o tamanho do buraco e a trajetória da dívida – aliás, preocupação que acompanha economias mais sólidas que a nossa. Claro que confiamos na votação das reformas almejadas, mas atentos estamos aos caminhos que o governo deverá buscar para a dívida voltada ao social, não obstante ser obrigação constitucional a transferência de renda, para a saúde, alimentação e educação, notadamente para crianças e famílias de baixa condição social. Não adianta procurar culpados, se a responsabilidade é de todos nós. Não tem saída, até a pandemia deixar de ser o que está sendo, os governos federal, estaduais e municipais têm o dever cívico de dedicar-se à manutenção de vidas, enquanto a economia fica para depois, mesmo sabendo que não será fácil enfrentar as ocorrências com o desemprego, as contas públicas, entre outras, como a arrecadação em baixa, a queda brutal no PIB, somadas ao encolhimento da renda. Sem dúvida, são problemas graves a serem enfrentados, desta vez em doses maiores, todavia lembrando que já passamos por eles em décadas passadas e sobrevivemos.

Mario Cobucci Junior

maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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SINAL DE EMPOBRECIMENTO

O sinal de empobrecimento da população brasileira começou a ser notado a partir da época em que Lula foi eleito presidente pela primeira vez. A partir de então, o número de eleitores do Bolsa Família começou a pesar na decisão do pleito presidencial. Desde então, a cada ano o número de dependentes de bolsa vem aumentando, e a eleição presidencial passou a ser decidida da mesma forma, até a segunda eleição de Dilma Rousseff. Em 2018, depois da sucessão de desgovernos do PT, Jair Bolsonaro quebrou a hegemonia da esquerda elegendo-se presidente, apesar do peso considerável de votos vindos do Bolsa Família. A pandemia que o Brasil está vivendo neste ano empobreceu ainda mais a população. O presidente Bolsonaro, percebendo a situação, além de criar o auxílio emergencial aos pobres e desempregados, vai aumentar significativamente o Bolsa Família, com outro nome, Renda Brasil. Estima-se que na próxima eleição presidencial os votos dos pobres devam chegar próximo de 50% do total. Isso significa que quem conseguir captar estes votos será o eleito, com certeza. Lamentavelmente, isso significa empobrecimento do País, quando o Brasil tem tudo para ser um país rico e diminuir o índice de pobreza que nos envergonha.

Toshio Icizuca  

toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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PROFESSOR APOSENTADO NO FUNDEB

A PEC 15/15 (novo Fundeb), em tramitação na Câmara dos Deputados, deve ser votada em plenário neste mês de julho. A proposta principal do texto é fundamental para a educação pública: tornar o Fundeb permanente na Constituição, bem como um maior aporte de recursos por parte da União. Porém, o relatório a ser votado comete um grande equívoco ao impedir o uso de recursos do Fundeb para pagamento de professores aposentados. A economia já está sentindo o impacto da queda na arrecadação por causa da pandemia. Num futuro próximo, teremos déficit nos orçamentos de Estados e municípios. Prefeitos e governadores vão ter dificuldades para honrar compromissos obrigatórios e terão de retirar recursos de outros setores da administração pública para arcar com os pagamentos dos aposentados. O Fundeb traz um fôlego porque é um recurso que garante o mínimo para a Educação. Portanto, é ideal que os recursos do Fundeb, quando houver necessidade, também possam ser utilizados para complementar o pagamento de aposentadorias e pensões, afinal, professores não deixaram de ser educadores apenas porque se aposentaram. Professores aposentados, que dedicaram décadas de vida nas salas de aula e deveriam ter o merecido descanso, estão sendo obrigados, em muitos casos, a viver em condições penosas. Os salários estão cada vez mais achatados em relação aos profissionais da ativa. Se o professor da ativa ganha menos do que deveria, imagine a gravidade da situação do professor aposentado no nosso país. Se um dos objetivos do Fundeb é reduzir as disparidades, não cabe uma postura excludente e discriminatória.

Walneide Romano 

walneide.maria@hotmail.com

São Paulo

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JULGAMENTO MARCADO

O Conselho Nacional do Ministério Público, presidido por Augusto Aras, da Procuradoria-Geral da República (PGR), julgará nesta semana representação do ex-presidente Lula contra os procuradores da Operação Lava Jato de Curitiba pela apresentação de Power Point, em 2016, que colocava o mais inocente dos brasileiros na chefia da quadrilha do PT. Quando se imagina que finalmente conseguimos nos livrar da figura de Lula da Silva, a assombração reaparece.

José A. Muller 

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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ILEGAL

Cooperação do FBI com a Lava Jato é ilegal, diz advogado de Lula. Para Zanin, tudo que é contra o seu cliente é ilegal.

Robert Haller 

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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PGR X PGR

A briga de Augusto Aras com os lava-jatistas de Curitiba ocorre porque o procurador-geral da República se queda indignado com a audácia da “sua” gente do Paraná e declara: “Sou o chefe deles, tenho direito de saber o andamento dos inquéritos!”. Alexandre de Moraes, muito mais audacioso, escolhe na Polícia Federal os delegados que farão os seus inquéritos, sem que seja chefe e declarando, tacitamente, que uns são confiáveis e outros não, elegendo a si próprio como juiz acima de todas as suspeitas. Jair Bolsonaro quer fazer as escolhas na sua Polícia Federal e quer acompanhar de perto alguns trabalhos. Não, ele, que ganhou no voto, e não na amizade, ele não pode! Muitos pesos para as mesmas medidas. Vergonha!

Roberto Maciel  

rovisa681@gmail.com

Salvador

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AINDA A SEGUNDA INSTÂNCIA

Atenção, poderes investigativos da República! Atenção aos nomes de todos os deputados que propõem afrouxar a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) da prisão após condenação em 2.ª instância! Investiguem-nos a fundo!

Marcelo G. Jorge Feres 

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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CASO SERRA

A Lava Jato chegando aos tucanos, é mais fácil encontrarmos a vacina da covid-19 do que um tucano ser condenado pela Justiça.

Marcos Barbosa 

micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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LAMENTÁVEL

O atual senador José Serra está sendo investigado pela Operação Lava Jato, por indicações de manipulação de verbas públicas quando ocupava o cargo de governador de São Paulo. Os valores chegam a mais de R$ 27 milhões e envolvem a Odebrecht. Uma situação lamentável para quem é destaque na política brasileira. Espera-se, agora, que ele seja submetido a julgamento e sofra as consequências de seus procedimentos.

Uriel Villas Boas 

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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ATÉ TU, SERRA?

Como eleitor de José Serra para prefeito, governador e senador, preocupa-me ser incluído na sua formação de quadrilha e encontrarem minhas digitais no dinheiro que paguei os impostos cobrados.

Carlos Gaspar 

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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A ROUBALHEIRA DE SEMPRE

O Rodoanel é o equivalente à Copa do Mundo para os tucanos, uma obra gigantesca, com vasto potencial para desvios de dinheiro público. O esquema é o mesmo de sempre, superfaturamento, licitações fraudadas, dinheiro desviado para os partidos e os políticos envolvidos, em parceria com as mesmas empreiteiras de sempre, as mesmas que vêm lesando o País há décadas, um jogo que o Brasil não se cansa de perde de goleada. A história está prestes a se repetir com as gigantescas obras do novo marco do saneamento básico, obras pelo País inteiro, orçamento que vai chegar facilmente aos trilhões de reais, um presidente da República acuado, sem partido, refém do Congresso, quem vai fazer a festa desta vez serão o centrão. O PT de Lula e os tucanos como José Serra ficarão chupando o dedo. Em algumas décadas, quando acabar o dinheiro e nada tiver sido feito, teremos a CPI do saneamento básico, os desvios serão investigados com todo rigor, blá blá blá.

Mário Barilá Filho 

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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POLÍTICA ÀS AVESSAS

Há anos as páginas da seção política tornaram-se de cunho criminal. Triste realidade.

Flavio Arbex Ascar 

flavioarbex@yahoo.com.br

São Paulo

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MEDO DA POLÍCIA

Nestes tempos estranhos e violentos que vivemos, cabe reproduzir frase de Andreza, tia do adolescente Guilherme Silva Guedes, de 15 anos, sequestrado e assassinado com dois tiros na cabeça na madrugada de 14 deste mês, na Vila Clara, zona sul de São Paulo, em que os principais suspeitos são um sargento da Polícia Militar e outro que foi expulso da corporação após fuga da prisão em 2015 por outro crime: “Andamos com medo na rua. Antigamente nós tínhamos medo de bandidos. Hoje, temos medo dos policiais”.

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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ZOOLÓGICO FECHADO

Fiquei movido pela notícia veiculada pelo Estadão na sexta-feira que informou que os animais do zoológico estão comendo melhor com a ausência de visitantes. Claro! Menos stress! Num país onde a punição de maus tratos contra animais domésticos é muitas vezes mais severa que a punição contra agressão entre humanos, até quando vamos apoiar esta barbárie com os animais selvagens chamada zoológico?

Oscar Thompson 

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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FÓRMULA 1

Finalmente a temporada da Fórmula 1 começou agora, em julho. A categoria máxima do automobilismo está fazendo campanhas contra o racismo e a descriminação, lutando contra a desigualdade no mundo com a inclusão das cores da bandeira LGBT. Ajoelhar-se pela morte de George Floyd, pintar o carro de preto, usar macacão e capacete da mesma cor são atitudes também louváveis por parte da equipe Mercedes. Entretanto, o ambiente continua misógino nas pistas. Em 70 temporadas, apenas duas mulheres conseguiram disputar corridas e uma delas marcou pontos. Estimular a participação feminina é importante. Em 2019, houve a criação da W Series com 20 mulheres disputando 6 corridas na Europa. Primeiro passo importante ao estímulo na participação feminina internacional. Pena que a temporada de 2020 tenha sido cancelada, por causa da pandemia do novo coronavírus, e há um completo silêncio sobre o assunto.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

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