Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de julho de 2020 | 03h00

Educação

Preço a pagar

Após cada escândalo de seu governo, Jair Bolsonaro recorria à ala militar e a seus apoiadores para marcharem “em favor do Brasil”. O que ele não esperava era que tanto olavistas quanto os militares pudessem impedir suas tomadas de decisão. O fato de Renato Feder declinar do convite para ser ministro da Educação por ter percebido a rejeição dos apoiadores do presidente nas redes sociais deixa claro que o governo brasileiro está à deriva e sem ninguém para guiá-lo. É a conta das manifestações pró-Bolsonaro chegando ao Planalto.

LUCAS DIAS

LUCAS_SANDIAS@HOTMAIL.COM

RIO VERDE (GO)

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Tempo perdido

Se o Brasil precisa de educação para avançar, o que podemos esperar depois de um ano e meio e três ministros? Esse desgoverno está sem rumo e vamos perder mais quatro anos.

MANUEL PIRES MONTEIRO

MANUEL.PIRES1954@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Covid-19

Veto às máscaras

Bolsonaro excluiu da obrigatoriedade o uso de máscaras em igrejas e no comércio. Ou seja, ignorou que em tais aglomerados de pessoas a covid-19 pode se expandir livremente. Peço, então, licença para reproduzir aqui o que está destacado do excelente artigo dos eméritos advogados Antonio Claudio Mariz de Oliveira e Sebastião Botto de Barros Tojal publicado no Estado de 1.º/7 (A2): “Pelo menos finja que nós, brasileiros, importamos, senhor presidente. A hipocrisia às vezes é necessária”.

HUGO JOSE POLICASTRO

HJPOLICASTRO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Corona amigo

Sempre que deparo com atos do nosso presidente favoráveis à pandemia me vem à lembrança o personagem “O Amigo da Onça”, criado pelo cartunista Péricles para a antiga revista O Cruzeiro. Bolsonaro vetou itens da lei que obriga ao uso de máscaras em lugares públicos fechados, onde o perigo de contaminação é muito grande, embora tenha aprovado seu uso em ambientes abertos, como ruas e praças, onde o risco de contaminação é bem menor. Isso é mesmo ignorância sobre o assunto ou birra? Não houve ninguém no Ministério da Saúde que o orientasse a evitar ação tão esdrúxula? Por essa e outras, merece ser alcunhado de “O Amigo do Corona”.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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A nova normalidade

Como faz bem ler um artigo tão lúcido como Os valores e a nova normalidade (6/7, A2), de Denis Lerrer Rosenfield. Com muita sensibilidade ele capta e revela as profundezas do nosso inconsciente. Para os mais afortunados que têm bom contato com suas emoções o texto é um bálsamo; para aqueles que ainda não se aprofundaram em si mesmos, o texto é uma das melhores advertências que já li sobre o dito novo normal.

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Urgência pós-pandemia

Existem três aspectos que são fundamentais para nossa vida pós-pandemia e podem trazer imediatos benefícios ao País e à população. São eles: 1) Melhorar a eficiência produtiva e o combate ao desperdício de alimentos, visto que hoje perdemos cerca de 30% do que produzimos. 2) Prover água potável e rede de saneamento. Atualmente cerca de 50% da população não é atendida por rede de esgoto e ainda milhões de pessoas não têm acesso a água potável. Isso pode levar a uma condição muito melhor de saúde pública, evitando doenças e lotação dos sistemas de saúde. E 3) descentralização da geração e distribuição de energia elétrica, com o aumento do consumo residencial e de pequenos comércios. É possível descrever cada uma dessas possibilidades com ricos detalhes, mas é facilmente perceptível que assim teremos uma grande e imediata geração e empregos e melhoria da qualidade de vida em geral. Necessitamos que governos (federal, estaduais e municipais) e iniciativa privada trabalhem com urgência na facilitação dos investimentos e regras para obtenção de recursos e locais de atuação, prazos e qualidade técnica. Diversas categorias profissionais podem ser envolvidas se usarmos tecnologia própria, sem necessidade de importarmos mão de obra e produtos.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

ARCOUTI@UOL.COM.BR

CAMPINAS

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STF

Escolha dos ministros

Concordo inteiramente com a conclusão do editorial de 5/7 (A3) sobre a escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Se está longe de ser perfeita, a forma atual ainda é muito melhor do que as propostas que têm sido feitas. O texto denuncia onde se esconde o verdadeiro defeito do modelo: a omissão do Senado Federal em exercer a sua função de sabatinar adequadamente e rejeitar, se for o caso, as indicações dos presidentes da República. E o exemplo mais impressionante do descaso do Senado nem são os diversos ministros da Justiça e advogados-gerais da União integrados à Corte. É, sem dúvida, o caso do ex-ministro Francisco Rezek, que se exonerou para ser ministro das Relações Exteriores de Fernando Collor e, não muito tempo depois, demitido desse cargo, foi reconduzido ao STF. Na prática, licenciou-se do Supremo para integrar o Poder Executivo, voltando em seguida, com as bênçãos e os salamaleques do Senado.

PAULO REALI NUNES, procurador de Justiça

PAULOREALINUNES@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Memória

‘Advertência’

Em momento tão conturbado da nossa política, nada como recordarmos o poeta Paulo Bomfim, na data de um ano de sua morte: “Ai daqueles que brincam com a esperança de um povo!/ Ai daqueles que são fúteis numa hora grave, indiferentes num momento definitivo!” (extraído do seu poema Advertência).

PEDRO PAULO PENNA TRINDADE

PENNATRINDADE@GMAIL.COM

SÃO PAULO

 

PERSPECTIVAS SOMBRIAS

 

A excelente matéria do Estado demonstrando que 12 de 18 capitais tiveram recrudescimento do contágio do coronavírus após a flexibilização da quarentena é preocupante. E não é para menos. As imagens veiculadas amplamente pela mídia mostrando praias do litoral sul de São Paulo e do Rio de Janeiro apinhadas de gente, e calçadas do baixo Leblon atulhadas de pessoas sem máscaras e desrespeitando não só o necessário distanciamento social, mas também fiscais da prefeitura e jornalistas, são alguns dos exemplos que comprovam como a flexibilização precipitada e o mau comportamento de boa parte da população cobram um preço que não é pequeno. A capital paulista dá início nesta semana à reabertura de bares, restaurantes e salões de beleza, com restrições. Infelizmente, é altamente provável que este mesmo recrudescimento ocorra em São Paulo, o que será percebido dentro de 15 a 20 dias. Ao que tudo indica, o sistema de saúde conseguirá absorver o aumento da demanda, mas o que mais importa é que haverá com certeza novos casos graves e, consequentemente, novas mortes, que poderiam ser evitadas. A esperança é sempre necessária e bem-vinda, mas as perspectivas para São Paulo são realmente sombrias. 

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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SITUAÇÃO CRÍTICA

 

Com certeza, este horário de fechamento dos restaurantes até às 17h vai falir muitos que ainda não faliram. Uma triste realidade. Até quando conseguiremos superar triste realidade?

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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OS INOCENTES DO LEBLON

 

São motivo de revolta e perplexidade as cenas do Leblon, no Rio de Janeiro, com bares lotados e aglomeração de pessoas em plena pandemia. É o cúmulo da irresponsabilidade, egoísmo, burrice e inconsequência. Mais de 60 mil mortos, mais de 1 milhão de infectados e, mesmo assim, em plena quarentena, milhares de cariocas da classe média para cima fazem um papelão ridículo e criminoso, que depõe contra a inteligência e a boa-fé do povo carioca. Não surpreende que figuras lamentáveis como o clã Bolsonaro, Witzel, Crivella, Queiroz e cia. sejam todos do Rio. Se o Brasil é um país subdesenvolvido e de Terceiro Mundo, hoje o Rio é o Quarto Mundo e motivo de vergonha nacional.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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AGRESSÃO

 

Ao ver as cenas da agressão de um casal ao agente da Vigilância Sanitária na outrora Cidade Maravilhosa, entendi o porquê da eleição de Cunha, Moreira, Pezão, Cabral e Garotinhos. Estes, que se acham superiores, são os eleitores.

 

José Roberto Palma palmajoseroberto@yahoo.com.br

São Paulo

 

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IRRESPONSÁVEIS

 

Não é só no Leblon que existem inocentes. Os bares por quase toda a cidade continuam a mostrar sua irresponsabilidade permitindo aglomerações, desafiando o sossego dos vizinhos e o vírus mortal que anda solto por aí. Não são somente os clientes que, no arroubo da juventude, incitam a morte como num jogo de roleta com apostas altas; também os proprietários de bares colaboram com a orgia e só veem rechear seus bolsos à custa da população que, consciente, sofre com o medo da doença iminente. Só mesmo revogando a lei da palmada para dar um jeito nestes jovens e, por que não, nos marmanjos donos das espeluncas.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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AS SEREIAS DO LEBLON

 

O envolvente canto das sereias do Leblon, além de entorpecer o temor do vírus, fazendo com que os destemidos homines leblonensis percam a noção de perigo e desafiem destemidamente a covid-19 usando apenas suas tulipas de chopp. De tão sonoro, chega até Laranjeiras, fazendo com que nossos impolutos governadores, seguindo a tradição desde os tempos de Cabral, se deixem tomar por essa envolvente sedução e apoderem-se do vil metal dos inocentes que votaram nele.

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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PANDEMIA

 

Enquanto profissionais da saúde arriscam seriamente sua vida num trabalho abnegado e heroico de salvar vidas, vítimas do coronavírus, multidões deleitam-se em noitadas diárias, em lugares públicos, totalmente descompromissadas das regras mínimas e básicas de prevenção contra a doença. Ainda teremos por muito tempo entre nós a presença deste vírus avassalador.

 

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

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FIM DA PANDEMIA?

 

A cena de bares lotados no Rio de Janeiro, milhares de pessoas aglomeraras, sem qualquer cuidado, todo mundo sem máscara, sugere que a pandemia acabou ou que teremos uma explosão de novos casos de covid-19 no Rio? Saberemos em duas semanas.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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E DAÍ?

 

Pelo que se viu na quinta-feira à noite, nos bares e restaurantes do Rio de Janeiro, parece que agora liberou geral. Não seria mais justo e coerente, para que este pessoal pudesse recuperar o tempo perdido na quarentena, que as festas de fim de ano e o carnaval fossem antecipados para o próximo mês de agosto? E, se alguém questionar que isso seria um absurdo, uma irresponsabilidade, simplesmente responda, como os sábios de plantão: “E daí? Quem morrer, que morra!”.

 

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

 

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LIBEROU GERAL

 

Fica claro que a abertura em pleno crescimento da covid-19 foi provocada pela pressão social com ajuda do presidente Bolsonaro. Fica a célebre frase: “Quem tiver de morrer vai morrer”. Estranhos tempos vivemos.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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JOGADA PERIGOSA

 

No Brasil, mesmo tendo atingido as desastrosas marcas de 65 mil mortes e 1,6 milhão de infectados pela covid-19 – e, pior, continuamos com um índice médio de 1.200 óbitos diários pelo mesmo motivo –, o presidente e os governadores resolveram liberar o funcionamento de shoppings, restaurantes, bares, templos religiosos, barbearias, cabeleireiros, etc. Literalmente, estão querendo enfrentar a covid-19 como se estivessem sentados numa mesa jogando poker, desprezando a força do adversário e querendo blefar com um par de sete. Ou seja, vão pagar para ver, mesmo sabendo que esta jogada pode se tornar muito cara.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AUTORIDADES DESCABEÇADAS

 

Somando os casos confirmados de covid-19 na Alemanha, Áustria, Espanha, França, Itália, Polônia, Portugal, Reino Unido e Turquia, encontramos o total de 1.487.542. Somente o Brasil totalizou até agora 1.543.341 casos. Os países europeus já passaram pelo pior momento da pandemia e vivem uma situação de retomada das atividades normais no comércio, nas empresas de serviços e nas indústrias. O Brasil ainda não alcançou o pico da curva que registra os casos e várias cidades já estão querendo o fim do confinamento. Os bares do Rio de Janeiro estão superlotados, com jovens sem máscaras. Os automóveis estão circulando dentro de alguns shoppings de São Paulo. A negligência das autoridades não tem limite, quando decidem flexibilizar a quarentena, observamos o pior momento de contaminação e falecimento em nosso país. Se continuarmos nesse ritmo desenfreado, então teremos o pior mês de julho da nossa História.

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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EFEITO MANADA

 

Deve existir um equilíbrio e um alinhamento entre a razão e a emoção, ou intuição, ou num sentido figurado, entre o cérebro e o coração, ou o estômago. Dizem os sábios que o coração e o estômago são bons conselheiros, até para um desempate em caso de conflito com a razão. Estamos beirando 1,5 milhão de contaminados e 60 mil mortos. Cada vez mais confuso, vejo decisões na gestão pública que o senso crítico, embora não seja médico, alerta, com aquele aperto no coração. Desmontam e fecham hospitais de campanha, enquanto o número de casos aumenta; após a reabertura em 12 das 18 capitais os casos aumentam; os níveis de ocupação hospitalar estão em limites perigosos; abertura de escolas, bares, shoppings, etc. Em relação aos gestores públicos, ninguém quer problemas em seu colo, entre outras decisões conflitantes. Enfim, tudo parece decisão na base de tentativa e erro, quando não se sabe exatamente o que fazer, com desconhecimento do inimigo e suas estratégias e variantes. Não vemos nada de concreto a sustentar as decisões de reabertura e flexibilização que estão sendo tomadas. A impaciência, a pressão social, empresarial e política muito forte pelo retorno, em parte atendida, talvez expliquem. Entretanto, com efeito de estouro de boiada no desrespeito às normas básicas de cuidados. O que devemos fazer? Dado o cenário, respeitando quem vê diferentemente, até que vejamos consistência na queda de casos, por um tempo razoável, e sintamos mais segurança na racionalidade da reabertura e das flexibilizações, seguimos nossa intuição. Somos e seremos responsáveis, cada um com suas particularidades, problemas e dificuldades, por nossos cuidados e de familiares, evitando aglomerações, saindo o mínimo possível, retornando o mais rápido possível, tomando todos os cuidados exaustivamente divulgados, com respeito a nós mesmos e ao próximo, decidindo o tempo e a velocidade de retorno e a flexibilização. O resto que os poderes decidirem e fizerem é suposição, politicagem e egolatria. Neste caso, ficamos com o coração e o estômago.

 

Luiz A. Bernardi  luizbernardi51@gmail.com

São Paulo

 

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BOLSONARO E AS MÁSCARAS

 

Com o seu poder de veto, Bolsonaro possibilitou o não uso de máscaras em igrejas, comércio e escolas. Não satisfeito, agora mais extensivamente, possibilita o não uso de máscaras em presídios e em unidades de cumprimento de medidas socioeducativas. Parece que ele ainda não se convenceu de que a pandemia é grave e não se trata de uma simples “gripezinha”. Assim é Bolsonaro: receita a cloroquina, coloca um militar no comando do Ministério da Saúde, sai pelas ruas e pelo comércio local sem máscara, incentivando o não uso delas. Enfim, passa por médico, exercendo ilegalmente a profissão. Será que o conselho superior de Medicina ainda não pensou em processo por exercício ilegal da profissão?

 

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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VÍRUS CHINÊS

 

Cansados dos ataques de membros do nosso governo, a China começa a impedir a importação de carnes e de produtos (carne suína) brasileiros. Agora os bolsominions vão conhecer o verdadeiro vírus chinês.

 

Maurício Lima leopoldolima7@gmail.com

São Paulo

 

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DIVISOR DE ÁGUAS

 

Apesar de, infelizmente, ter antecipado o fim da vida de 64,9 mil brasileiros, estar por levar milhares de outras e prejudicar muitos na saúde ou na economia (ou em ambos), o coronavírus pode ser considerado um novo divisor de águas na sociedade. Por causa de sua letalidade, passamos a utilizar mais o comércio eletrônico e outros recursos que a internet nos proporciona. Aulas, vendas eletrônicas, internet banking, lives e trabalho em home-office dão o tom do momento. Mesmo quando o coronavírus estiver dominado e a pandemia extinta, as coisas não serão como antes. Os recursos tecnológicos permanecerão na maioria dos setores. A pandemia deve ter adiantado a roda de uso da tecnologia em cinco ou mais anos e todos temos de nos adaptar ao novo tempo, que chega abruptamente. As smart TVs representam o primeiro aparelho massificado no conceito da “internet das coisas”. Logo teremos geladeira, ar-condicionado, forno, chuveiro, iluminação, alarme e tudo o que se utiliza dentro de uma casa ou empresa monitorado remotamente, e com eles interagiremos pelo telefone celular, que, por certo, será mais avançado que os hoje disponíveis. A pandemia poderá restar para a História como o evento que, mesmo desastroso, fez o mundo avançar.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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DESCASO COM A EDUCAÇÃO

 

É inacreditável que não se encontre uma pessoa que esteja à altura do cargo para ser ministra da Educação. Quantos milhões os governos financiaram para cursos aqui e fora do País, e não há ninguém qualificado? Nos últimos anos tivemos filósofos, engenheiros, advogados, economistas, e o País não avançou na área da educação. Todos fizeram caras e bocas, nada entregaram. A educação só piorou. Os números mostram o péssimo desempenho do Brasil. Esta pandemia expõe ainda mais o descaso, com crianças sem aulas e sem a menor preocupação dos nossos governantes. Até quando irá esse descaso?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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CANDIDATO

 

Ainda bem que Renato Feder recusou o convite. Senão Bolsonaro ia fazer outra “burrada”. E o MEC, como fica? A sugestão é chamar, por exemplo, Lula: currículo ele não tem, educação menos ainda, só que ele é doutor honoris causa numa porção de universidades. Quer mais? Esquerda, direita e centrão, “tudo junto e misturado”.

 

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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PROCURA-SE UM MINISTRO

 

O resultado do último teste Pisa, no qual na América Latina o Brasil ganhou somente do Panamá e a República Dominicana, mostra como a educação é assunto caro para este governo (e os anteriores também). Depois do trauma de ter Abraham Weintraub como ministro, e Carlos Alberto Decotelli como quase-ministro, não dá mais para cochilar. O novo candidato da Pasta deve ter: alguma formação militar e currículo livre de “inconsistências”. Além de ser terraplanista, deve estar em sintonia com as ideias da ministra Damares Alves sobre as cores das roupas de meninos e meninas; deve agradar tanto os olavistas como os políticos do Centrão. Ter alguma experiência no ensino é desejável, embora não seja requisito essencial. Desejamos boa sorte ao presidente Jair Bolsonaro nesta missão impossível.

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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DESACREDITADO

 

O governo do presidente Jair Bolsonaro está tão desacreditado, que nem consegue colocar no cargo um ministro competente da Educação. Afinal, ser subserviente a Bolsonaro e acatar todos os seus caprichos depõem contra o pretendente à vaga ministerial, sem comprometer seu currículo no futuro. Afinal, Renato Feder não é igual ao ex-futuro ministro da pasta Carlos Alberto Decotelli – aquele do currículo falso, que já inseriu no seu currículo sua passagem pelo ministério, sem nunca ter sido ministro!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 
 
 

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