Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2020 | 03h00

Pandemia

Quem procura acha

E Jair Bolsonaro achou. Tanto fez que acabou se contaminando e testou positivo para a covid-19. Em atitudes irresponsáveis e inconsequentes, afrontando a ciência, o bom senso, a racionalidade, o presidente da República do Brasil deu péssimos exemplos a toda a Nação com aparições públicas e midiáticas, expondo-se ele mesmo e suas plateias. Nem máscara usava em lugares públicos, sem noção do perigo. Bolsonaro faz a apologia da ignorância, sempre relativizando a gravidade da doença, causada por um vírus altamente letal. Sem empatia com a dor alheia, e desrespeitoso com as famílias que perderam seus filhos, pais, mães, que o mandatário faça uma reflexão sobre a gravidade do momento que estamos vivendo. Agora vai sentir na carne que não se trata apenas de uma “gripezinha”, nem de “chuva passageira”. Oxalá ele aprenda e saia dessa mais consciente e responsável.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

LUIZ.THADEU@UOL.COM.BR

SÃO LUÍS (MA)

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Indiferença assustadora

Enquanto no dia 4 de julho, por aqui, o número de mortos pela covid-19 chegava a mais de 63 mil, Bolsonaro, sorridente, feliz e sem máscara, postava foto comemorando a independência dos EUA. Ele sempre conseguiu assustar, com sua indiferença, a maioria silenciosa do povo brasileiro, consternada por tantos milhares de famílias enlutadas.

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO

ENIMARTIN@UOL.COM.BR

BOTUCATU

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‘Fake news’

Eu vou para padarias, como cachorro quente, participo de comícios, ando a cavalo, de jet ski, de helicóptero, aperto a mão de meus seguidores e não uso máscara. Meu teste deu positivo. E daí? Vou me curar tomando cloroquina. Eu não falei que era uma gripezinha? Ah, sou atleta!

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Mudança de atitude

O teste comprovando a contaminação do presidente leva a algumas ponderações. A primeira é a de que ele se cuide, para isso conta com equipe médica de alto nível. Depois, seu afastamento pode até influir positivamente para desanuviar o clima na área política. E mais, que mude seu comportamento e passe a incentivar o respeito às determinações dos especialistas da saúde, aceitando o isolamento social, as máscaras e a supressão de aglomerações.

URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS

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Desgoverno Bolsonaro

Lições do mito

A desastrosa gestão do governo Bolsonaro, aliada a um comportamento desencontrado e agravada pela covid-19, está nos deixando lições. Materializar fantasias míticas no mundo político-partidário é uma delas. A política brasileira é muito bem representada como um amontoado de raízes, com as mais grossas fixadas no meio e as mais finas, externamente, aguardando a vez de também engrossarem. Outra lição é a do uso da internet, que pode até eleger um desconhecido, um mito, mas desconhecendo seu passado há o risco de deparamos com um medíocre, desprovido do mínimo de preparo para o exercício da função, como agora se verifica. Aprendeu-se também que os movimentos ditos de direita, esquerda e centro são denominações que nada constroem para nós, muito ao contrário. Seus integrantes nos manipulam para sair às ruas, porém permanecem agarrados firmemente ao solo brasileiro, exaurindo-o, juntamente com o nosso futuro. Última lição: o mito revelou-se um apólogo do avesso.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Ministério recusado

Parabéns a Renato Feder, seria uma pena manchar seu brilhante currículo trabalhando para um governo tão instável e sem foco na Educação. Antagonistas que nem o conhecem, como os filhos do Jair, o guru e seu grupo, jogaram pedras sem se preocupar com o futuro do Brasil, mas tão somente com sua ingerência e seu poder de veto. Feder ainda chegará lá quando tivermos um governo decente.

SYDNEY BRATT

SYDNEYBRATT@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Jetons para o primeiro escalão

Os adicionais (jetons) que certos ministros vão receber podem chegar a R$ 40 mil! E os pobres, desempregados e miseráveis como ficam? Que país é este? Vergonha! Não é à toa que quem pode está deixando o Brasil. Até quando?

KÁROLY J. GOMBERT

KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO

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Ressentidos

Não pensar

Parabéns a Nicolau Cavalcanti, pelo artigo As certezas do ressentimento (4/7, A2), que analisa as complexidades do mundo e o cantinho seguro das ideias simples que povoam a mente dos que não questionam as pseudoverdades que recebem pelas redes. Sim, bem-aventurados os pobres de espírito... Só discordo quando diz que “sempre foi possível levar a vida distante do convívio e do diálogo com quem pensa de forma diferente”. O distanciamento, ao menos da minha parte, não é com quem pensa diferente, mas com quem insiste em não pensar!

GILBERTO DIB

GILBERTO@DIB.COM.BR

SÃO PAULO

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Museu Nacional

Será que aprendemos?

Como noticiado pelo Estado (7/7), foi concluída a investigação da Polícia Federal sobre o incêndio do Museu Nacional, que completou 202 anos de existência. Independentemente das conclusões, fica a pergunta: será que aprendemos algo? É fundamental que a sociedade brasileira se dê conta de que precisamos fazer muito mais para proteger o patrimônio científico e cultural do País. Nós, do Museu Nacional, estamos trabalhando para recuperar o quanto antes essa que é a primeira instituição científica brasileira, estabelecendo suas necessidades de manutenção pós-abertura para que uma tragédia como essa não se repita.

ALEXANDER KELLNER, diretor

KELLNER@MN.UFRJ.BR

RIO DE JANEIRO


PARA REPENSAR


O nosso “atleta” pegou a “gripezinha”. Vai tomar hidroxicloroquina e comer alho? Vai continuar sem máscara e infectar sua claque e todos no Palácio da Alvorada? Vai se tratar no Hospital das Forças Armadas? Por que não no SUS, sob orientação do ministro da Saúde Eduardo Pazuello, onde todos os brasileiros se tratam, quando conseguem? Sr. presidente, desejo-lhe boa sorte para que o sr. se safe da “gripezinha” e possa repensar todas as m... que fez. Quem sabe se convença de que tem de governar para todos os brasileiros, e não só para seus asseclas.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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E AÍ?


E aí, quem vai ser responsável pelas centenas de pessoas que o presidente Bolsonaro deve ter infectado? Será que não soube usar a cloroquina? Melhor perguntar para seu ministro da Saúde.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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MILITARES NO GOVERNO


A entrevista do cientista político Octavio Amorim Neto (‘Presença de militares no governo torna política menos transparente’, diz analista, 7/7) evidencia um erro primário cometido pelo entrevistado ao confundir a presença de ex-militares no governo com as Forças Armadas governando. No mundo real em que vivemos, não existe qualquer ambiguidade alegada e nem o Alto Comando do Exército se ocupa ou se manifesta sobre decisões do STF e do Congresso. O entrevistado mostra desconhecer inteiramente o pensamento da cúpula militar, que entende perfeitamente o papel constitucional das Forças Armadas de instituições permanentes de Estado, não integrantes de qualquer ocasional governo, e verbaliza um forte preconceito contra a presença de ex-militares na administração, não importando quão capacitados possam ser para os cargos e os mistura indevidamente com as Forças Armadas. Erro primário e preconceito inaceitável.


Marco Antonio Bompet magbompet@outlook.com

Rio de Janeiro


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REPRESENTAÇÃO


O “cientista político” Octávio Amorim, ao afirmar que “a presença de militares no governo torna a política menos transparente”, foi uma tentativa de eufemismo não feliz, pois se, gostemos ou não, num país que vive um momento democrático quem deveria se envergonhar seriam as nossas pseudoelites intelectuais, que não conseguem sensibilizar a sociedade civil para se apresentarem para representar seu povo.


Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo


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FORÇAS ARMADAS


Merece destaque a mais que oportuna entrevista do cientista político Octavio Amorim Neto, da Fundação Getúlio Vargas (7/7, A5), sobre o importante papel das Forças Armadas num governo civil, cujos trechos são reproduzidos a seguir: “Minha preocupação diz respeito ao fato de a presença massiva de militares no governo não ser boa nem para a democracia nem para as Forças Armadas. Não é boa para a democracia porque erode o controle civil sobre os militares. É preciso que os militares tenham seu poder político circunscrito à sua área de atuação profissional, isto é, à defesa nacional. Quando o poder dos militares se expande para além dessa área, a capacidade que os civis têm de controlar os militares se reduz. E colocar os militares no centro da arena política significa colocar representantes de uma instituição opaca e radicalmente vertical no centro de um regime político que se fundamenta no oposto, isto é, na transparência e em relações horizontais, que são características essenciais do Legislativo e dos partidos políticos. Faz sentido que, num regime democrático, as opiniões do Alto Comando do Exército a respeito de decisões do Supremo e do Congresso sejam um fator-chave da dinâmica política do país? Não. Estabeleceu-se uma ambiguidade enorme em relação ao lugar das Forças Armadas na ordem política que enfraquece o controle civil sobre os militares e torna muito menos transparente a política de um regime democrático.Com a ascensão de Bolsonaro à Presidência e o retorno dos militares ao centro da vida política, é fundamental que se discuta intensamente o papel das Forças Armadas. Queremos Forças Armadas voltadas para seu métier profissional e que sejam um instrumento vital da defesa nacional ou queremos uma mistura de gendarmaria com guarda pretoriana? Sim. Seu objetivo é associar as Forças ao seu governo, de modo a dissuadir o Congresso de destituí-lo, ter quadros leais à sua liderança e beneficiar-se da boa imagem que as Forças Armadas têm aos olhos da opinião pública. Do ponto de vista de um presidente radical em minoria no Congresso e que governa para minorias, esse esforço de Bolsonaro faz sentido. Porém, é péssimo para a democracia e para as Forças Armadas”. Com efeito, suas palavras e ponderações não poderiam soar mais apropriadas nestes tempos estranhos que o País vive sob o desgoverno autoritário, reacionário e antidemocrático de Bolsonaro. O Brasil só deve bater continência ao Estado Democrático de Direito, a tão duras penas reconquistado após os anos de chumbo do regime de exceção da ditadura militar, de lamentável memória. Governo verde-amarelo, sim, verde-oliva-amarelo nunca mais. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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APOSENTADORIA MILITAR


A matéria Aposentadoria militar tem o maior déficit per capita, publicada em 6/7, é um excelente exemplo de jornalismo investigativo, pois convida a população a exigir imediatamente ao atual governo claras prestações de contas dos fundamentos para as vergonhosas regalias desses absurdos subsídios de aposentadorias dos militares em 2019 – da ordem de R$ 10 mil por mês por militar. É totalmente injustificável que esse subsídio seja 17 vezes maior que o que é concedido aos aposentados do setor privado.


Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro


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SURPRESO


Dias atrás, com muita surpresa, recebi duas mensagens estranhas através da internet, uma com termos de ameaça e outra com palavras ofensivas, tachando-me de petista. Ambas se referiam aos meus comentários no Fórum dos Leitores do Estadão. Logo percebi que se tratava de bolsonaristas fanáticos, pelo teor da escrita. Não respondi, porém achei que eles precisavam saber quem sou, a minha origem e minhas lutas para chegar até aqui, em poucas palavras: sou filho de imigrantes, nasci em Londrina, antes da Segunda Guerra, no meio da mata virgem, distante 5 km da cidade que acabava de ser fundada. Trabalhei na lavoura, fiz o primário e ginasial na cidade. Para poder prosseguir no estudo, com 16 anos, fui morar na pensão em São Paulo. Com muito sacrifício, fiz curso técnico e engenharia, dando aula e fazendo estágio em Santo André. Andei muito de ônibus, bonde e trem. Desde 1980 moro em Piracicaba. Trabalhei na indústria, viajei ao exterior, falo várias línguas, fui secretário municipal, escrevo desde 1987 para vários jornais, publiquei mais de 1.400 artigos, no Fórum dos Leitores escrevo desde 1988. Politicamente (não como atuante), fui UDN, Arena, PFL, DEM e PSDB. Nunca votei em PT, pois nunca fui esquerdista. Em tempo, sou cronista porque li muitos livros e jornais. Hoje, sou aposentado e escrevo por diletantismo, e ainda leio muito.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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DESPRESTÍGIO À LAVA JATO


Em entrevista ao Estado, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sergio Moro deu seu parecer a respeito das intenções do procurador-geral da República, Augusto Aras, que questiona a necessidade de haver núcleos dedicados a investigação específica, como também questionou o que chamou de “revisionismo” contra a Lava Jato, operação que representou uma grande vitória contra a corrupção implantada, enraizada e disseminada no Brasil – e ainda ativa. Augusto Aras propôs a criação da Unidade Nacional Anticorrupção no Ministério Público Federal (MPF), que centralizaria em Brasília o controle geral de operações. No mínimo, é um desprestígio à Operação Lava Jato de Curitiba, como se a mesma não tivesse representado algo positivo. Qual seria a real intenção, na atual conjuntura?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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MORO


Moro, em sua entrevista ao Estadão, foi singularmente independente respondendo ao jornalista Fausto Macedo, não colocou óbices para um eventual café com Bolsonaro, sem entretanto se afastar de suas convicções sobre o atual momento do governo federal.


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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MORO X ARAS


Moro não é mais juiz da Lava Jato, não é mais ministro da Justiça e Segurança Pública, mas quer continuar a direcionar a força-tarefa da Lava Jato como se ainda o fosse. Pensasse antes de fazer a besteira que fez. Agora é tarde, a fila anda, e cada um tem uma cabeça, não vá querer Moro que todos pensem como ele. Agora é o momento de Augusto Aras.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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MORO E A LAVA JATO


Sergio Moro ficou famoso com os resultados que ofereceu como juiz no combate à corrupção numa quadra da história brasileira. Com o tempo, percebeu que muita das denúncias que já existiam na época estão se comprovando, como as colaborações oficiosas e ilegais com órgãos estrangeiros em detrimento dos interesses nacionais. Outro efeito colateral foi a destruição da nossa indústria de óleo e gás. Estima-se que 1 milhão de empregos foram extintos, como extinto foi também um salto econômico. É claro que não podemos culpá-lo por todas as mazelas, mas daí a não revisar os erros, os excessos, as arbitrariedades tem uma distância enorme. De mais a mais, o que está a se questionar são os métodos dos procuradores da força-tarefa, e não os dele, ou será que está passando o recibo de não era só o juiz do caso, mas sim o chefe da investigação, como indicam as conversas vazadas?


Ricardo Romanelli Filho romanelli@terra.com.br

Pinhais (PR)


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DESMONTE DA LAVA JATO


Com a saída de Moro da Pasta da Justiça, os interesses corporativos, e não legislativos do Congresso, e a vinda da pandemia com a soltura de milhares de presos a pretexto da contaminação, a Operação Lava Jato, dia a dia, vai perdendo substrato e dinâmica. A mais recente prova de tudo isso é camuflar a verdadeira razão de o procurador-geral ter enviado emissária para cata de dados e rastreamento das informações em Curitiba. Se não acabarmos tal qual a Itália, que desenhou uma legislação a favor da impunidade, pelo menos o sonho de pôr fim à corrupção se torna cada vez mais distante. E a sociedade que fique atenta para não passar do sonho a um grande pesadelo nas próximas eleições.


Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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OPERAÇÃO MATA MORO


Foi criado no meio político e da Justiça um movimento que age até mesmo às claras, porque sai da PGR (ou PGB, porque parece mais uma Procuradoria-Geral de Bolsonaro), propondo mudar a forma de atuação da Polícia Federal, que pode ser apelidado de Operação Mata Moro. A proposta é achar meios de anular processos oriundos da Operação Lava Jato e outras que apresentem ilegalidades em seu trabalho. A intenção não é simplesmente livrar a bandidagem ali processada e condenada, mas tem um objetivo maior, que é a busca de qualquer trucagem jurídica ilegal que possa ter cometido o ex-juiz Sergio Moro em seu trabalho nessas operações e possa condená-lo, algo que evitaria sua candidatura à Presidência da República nas próximas eleições, como apregoam. Seria um alívio para Bolsonaro e seus filhos, do medo de concorrer com Moro, por saber que o ex-juiz poderia levar vantagem nesse confronto, mas todo este “trabalho” pode acabar em nada, se a Justiça amanhã criar um problema gigantesco ao pai do clã, que seria responder sobre sua responsabilidade pelo número de mortes provocadas pela pandemia aqui instalada do coronavírus, que ele, apoiado no seu conhecimento em Medicina, apelidou de “gripezinha”.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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2022


Não precisa ser vidente nem ter bola de cristal para perceber que Sergio Moro será o futuro presidente do Brasil, caso seja candidato.


Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo


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SERGIO MORO NO GOVERNO BOLSONARO


Rosangela Moro diz que está escrevendo um livro sobre a saída de seu marido do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Não irá precisar mais de uma página: um dos piores ministros da Justiça que tivemos, subserviente com todos os desmandos do seu chefe e que hoje, após deixar o governo, tenta fazer política com sua saída para se candidatar em 2022.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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PÁGINA VIRADA


Salvo melhor juízo, Sergio Moro está mais para página virada e nota de rodapé do que para uma livro. O ex-ex tinha potencial para aquém de biografia, mas absorvido pelos holofotes da vaidade e certo de que a capa preta era do super homem, se perdeu pelos excessos. A bússola política precisa ser calibrada, pois ora morde e assopra o PT, outra abraça e cospe no projeto do “mito” e, agora, elogia Luciano Huck e João Doria, que logo ficará tão desfigurado e/ou transfigurado com seus admiradores como outrora as decisões judiciais tortas e açodadamente proferidas.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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NADA MUDARÁ


Estado (Notas & Informações, 5/7, A3) analisou o atual sistema de escolha dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) cotejando com diversas propostas de alteração que visam a preservar o tribunal contra “a indicação de ministros medíocres e servis”, concluindo que o “sistema em vigor funciona bem desde que o Senado compreenda que as sabatinas não são protocolares nem devem ser feitas em clima de camaradagem”. Isso, entretanto, jamais acontecerá. Um terço dos senadores é alvo de investigação criminal, entre eles seu atual presidente, Davi Alcolumbre, que engaveta todos os pedidos de impeachment de ministros do Supremo que chegam às suas mãos. Alguns dos ministros do Supremo, por sua vez, descumprem a Constituição e – entre benesses como a da preservação dos direitos políticos na decretação do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff – formam uma ação entre amigos para manter incólume o status atual.


Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo


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‘O SENADO E O SUPREMO’


Reporto-me aos editoriais A escolha dos ministros do STF (5/7, A3) e O Senado e o Supremo (6/7, A3). Ambos trazem uma lúcida análise das possibilidades de escolha/nomeação de ministros do STF e sugere a manutenção do atual critério em que candidatos são sabatinados pelo Senado, desde que o sejam com o devido rigor. É o momento em que o substituto do ministro Celso de Mello irá deixar a Suprema Corte por aposentadoria compulsória. Num verdadeiro regime republicano (proclamado em 1889, mas não implementado de fato até hoje), todos os representantes do povo (legítimo empregador) ocupantes de órgãos públicos seriam seus empregados prestando serviços de qualidade, sujeitos a demissão por justa causa. Esse é o mundo real das empresas e instituições idôneas em que prevalece uma sadia administração. Lamentavelmente, o método de nomeação vigente tem mostrado enormes inconvenientes, pois tem permitido que o mandatário do Poder Executivo “encaixe” na Suprema Corte amigos e correligionários que atuarão com inaceitável parcialidade, retribuindo o favor recebido. Como o nomeador goza do foro privilegiado, em que sua condenação em segunda instância não prevalece, cabe ao STF decidir se ela será definitiva, com o benefício da prescrição (muitos políticos já gozaram dessa excrecência). Todos conhecem o ministro que deu uma monumental “pisada na bola” ao homologar o impeachment da mentecapta Dilma Rousseff preservando seus direitos políticos contrariamente aos ditames da Constituição, que ele deveria defender acima de tudo. Ele acabou por introduzir uma reforma ortográfica em que a preposição “com” passou a ter o mesmo significado de “ou”. Não creio que a comunidade lusófona tenha concordado com isso, porque tal absurdo, aparentemente, não transpôs as fronteiras nacionais. São muito preocupantes as ações deste ministro e de dois de seus pares: aquele que não passou duas vezes em concurso para juiz e, mesmo assim, foi nomeado para defender os interesses do lulopetismo no STF, e o outro que, bondosamente, tem aliviado penas de infratores amigos. Os demais membros da Corte Suprema aquiesceram obsequiosamente com esse disparate, revelando um deplorável corporativismo. Entendo que nossa Constituição carece de “filtro”, dispositivo bloqueador de pretensos candidatos sem qualificação mínima a cargos de qualquer esfera de governo, já que este não passa de entidade jurídica subordinada ao povo, cuja existência precípua é trabalhar exclusivamente em benefício do mesmo, prestando contas das ações ou eventuais omissões (Constituição de 1988 – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS – Art. 1.º - Parágrafo único: “Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”). Essa exigência nada mais é do que buscar uma eficiente e eficaz administração. Não permitir que mal intencionados, incompetentes e improváveis supostos salvadores da pátria (enganadores) ocupem cargos públicos não fere a democracia, mas a aprimora. Quanto mais elevado o cargo, maior deve ser a capacitação e idoneidade do candidato. Lulas, Dilmas, Tiriricas, nunca mais.


Paulo Eduardo Grimaldi pgrimaldi@uol.com.br

Cotia


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SUPREMO E O APARELHAMENTO DO ESTADO


Importante e oportunos os sucessivos editoriais mostrando a experiência dos países desenvolvidos na madeira de moldar suas cortes supremas de forma que o interesse do Estado – sempre – se sobreponha ao do governante. O editorial O Senado e o Supremo (6/7, A3) mostra como os EUA, França, Itália e Alemanha tratam o tema, num verdadeiro estudo de “direito comparado”. Na mesma edição, o Estado apresentou uma elucidativa reportagem (A4) sobre o emprego dos chamados “jetons” como reforço salarial aos profissionais gabaritados que deseja atrair aos seus quadros. Nessa leva, repetindo práticas anteriores, traz para o conselho de suas estatais (197 empresas federais) indicados políticos que nada têm a ver com os interesses e objetivos dessas empresas, lembrando que são exatamente essas pessoas, os membros dos Conselheiros de Administração, que detêm o poder legal de eleger suas diretorias executivas e os grandes destinos dessas empresas. A compra da refinaria de Pasadena, pela Petrobrás, é apenas um exemplo do poder que se coloca nas mãos dessas pessoas. Essa é outra questão que merecia também do Estado um outro estudo de “direito comparado”, ou seja, um levantamento das práticas dos países que integram a OCDE, Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, o “clube dos ricos”, com relação a essa questão.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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ESPERAR PELO SENADO?


O editorial O Senado e o Supremo referencia os cuidados que o Senado deve ter na próxima designação de ministro para o Supremo e alude que no passado isso ocorria. Aparentemente, há falha de memória. Nem vou me perder analisando um a um, mas só o caso de Lewandowski já é demonstrativo que notório saber é letra morta. No parágrafo único, artigo 52 de nossa Constituição temos: “Os casos previstos nos incisos I e II, funcionará como Presidente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabilitação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis. Pois bem, diante disso Lewandowski perpetrou ignomínia, mostrando que nem mesmo o idioma ele conhece, pois através de sua intervenção foram mantidos os direitos políticos de Dilma Rousseff. Não bastando a própria Constituição, a Lei 135/10, associada com a Lei 64/90, prevê a mesma perda de direito políticos, ainda assim esse ministro abriu o perigoso e danoso precedente contra a democracia. Como entender que os atuais ministros têm notório saber? É evidente que, além dessa dúvida, resta uma certeza, o Senado não cumpre o seu papel, tanto quanto o STF. Portanto o editorial tentar justificar a necessidade de correção atual e futura colide com o que tem vigido. Por que o Estado não deflagrou essa campanha antes?


Abel Cabral abelcabral@uol.com.br

Campinas


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A COMPOSIÇÃO DO STF


Há tempos a composição do STF vem incomodando pela forma como as indicações se processam. Todos esperam que um ministro que chega à Suprema Corte tenha saber jurídico e reputação ilibada. De fato, muitos advogados e juízes são competentes para assumir essa vaga, mas na era PT as indicações passaram facilmente e assistimos à chegada de candidatos alinhados com a ideologia do presidente que os indicava como um sinal claro de serventia. Como sabido, muitos senadores, além de não terem conhecimentos jurídicos, nem sequer sabem perguntar, apenas aprovam os nomes. Também o que se sabe é que o candidato visita cada senador para uma “conversinha” a portas fechadas. Um mandato de dez anos, excelente, pois permite e estimula aqueles que estudam e se aperfeiçoam. A indicação feita pelo presidente não deveria incomodar, desde que fosse exigido conhecimento e respeito à Constituição. Como leiga, a impressão que fica é de que a composição do STF segue uma cor, quando na verdade deveria prevalecer o saber. De 2003 até agora, cerca de 20 PECs nunca chegaram a ser votadas. São 17 anos protelando mudanças. Se não é corporativismo, é o quê?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CONTRIBUIÇÃO À CORRUPÇÃO


Estadão de 5/7 fala na escolha dos ministros pelo STF, acrescentando que o “sistema em vigor funciona bem desde que o Senado compreenda que as sabatinas não são protocolares nem devem ser feitas em clima de camaradagem”. Acrescento que é justamente o que tem acontecido: mais a segunda assertiva, camaradagem, que a primeira. Só falta servirem rapapés. A questão merece atenção e até indagação. Por que o Senado aprovar o indicado para o cargo de ministro do STF? Ah, é porque está na Constituição. Esta Constituição, recheada de emendas e que torna o País ingovernável, já dito pelo ex-presidente Sarney. E é verdade. Mas deixemos isso de lado. O que quero colocar é: por que o cargo de ministro do STJ e/ou STF não é indicado por um colegiado ou conselho da magistratura? O cargo tem de ser ocupado por juízes togados e/ou desembargadores, do quadro da magistratura. Não poderia ser extra-quadro. E não seria uma lista tríplice para o presidente da República escolher. Seria um o escolhido. O presidente da República apenas assinaria o ato de nomeação. Todo o processo de escolha seria dentro da magistratura. O atual sistema cria o chamado “rabo preso” e a cumplicidade. Ou alguém acha que o escolhido na sabatina do Senado não tem compromisso com os senadores? Alguém acredita em Papai Noel? O próprio sistema estabelecido na Constituição contribui para a corrupção no País. Convoque-se uma nova Assembleia Nacional Constituinte para uma nova Constituição. O mundo mudou muito de 1988 para cá. E esta Constituição tem um agravante: foi feita com o país recém-saído dos governos militares, e o ranço contra os militares foi todo colocado na Constituição. Exageraram nos direitos do cidadão e esqueceram as obrigações e deveres. Se compararmos um e outro capítulo, veremos que as obrigações parecem piada. E ainda por cima alteraram o artigo que dizia que “todo o poder emana do povo e em nome dele será exercido”. Passou a ser “todo o poder emana do povo e em nome dele será exercido pelos seus representantes”. Há uma diferença sutil nessa alteração. Ao colocar pelos seus representantes foi tolhido em parte o direito de protesto do povo. Mas há outros interesses que impedem que sejam feitas mudanças. O status quo vai continuar prevalecendo. Os do topo na pirâmide da estratificação da sociedade não querem mexer nisso. E a base, que é o povo, que se dane. Vejam as mazelas do nosso sistema e do País que esta pandemia expôs. Alguém está preocupado com a miséria? Vai passar a pandemia e esquecerão tudo.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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NOS AUTOS


Independentemente da forma de escolha dos ministros do STF, algo que tem de se levar em conta é a imparcialidade do indicado, o que é praticamente impossível. Assim como no futebol, cada ministro tem a sua preferência, e na hora de votar pesa sua predileção. O artigo 101 da Constituição deveria ter o acréscimo da proibição do ministro se manifestar publicamente fora dos autos, como comumente acontece com Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Luis Roberto Barroso, que recentemente até compartilhou no Twitter crítica ao atual governo.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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MARTHA ROCHA


O Brasil está de luto. A nossa maravilhosa baiana miss Brasil Martha Rocha, que, injustiçada pelo segundo lugar, para nós, brasileiros, foi a Miss Universo 1954. Martha Rocha faleceu em Niterói no dia 5 julho.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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POR DUAS POLEGADAS


O concurso que elege a mais bela miss entre os países concorrentes, em 1954, cometeu uma injustiça, cobrada por brasileiros e por grande parte da crítica internacional, ao não eleger nosso símbolo maior de beleza, ainda hoje, a monumental Martha Rocha. Se for verdade a história, que virou lenda, Martha perdeu por duas polegadas nos quadris, inspirando uma famosa marchinha de carnaval. Seis anos depois, o Sistema Internacional de medidas, padronizou como unidade de medida da grandeza comprimento o metro. Se for verdade o boato e o sistema já tivesse válido, seria mais palpável avaliar o defeito encontrado e ficaríamos com mais raiva ainda dos americanos, pois 0,06m a mais de quadris, distribuídos em perto de 1 metro de circunferência, não é nada, em comparação com tanta beleza.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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MUSA


Martha Rocha, a nossa musa, virou estrela no céu. O Brasil está menos bonito. Chocados com essa notícia, que nos pegou lamentavelmente de surpresa.


José Ribamar Pinheiro Filho pinheirinhosb@gmail.com

Brasília


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ELEGIA A MARTHA ROCHA


“As pessoas não morrem, ficam encantadas” (Guimarães Rosa)

Ela é tão bela

Como abrir a janela num dia de sol

Ela enrubesce e a flor no jardim dirá ciumenta

Sou bonita assim?

Ao ser retratada numa tela audaz, o faria também, Gioconda corar.

Se a presença de Deus , há alguém que duvide

Ao olhar para ela, dirá

Sim, ela existe!

Será verdadeira ou bela miragem?

Ela dá mais beleza à paisagem.


Alcyr Ramos da Silva alcyrjr@hotmail.com

São Paulo


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ENNIO MORRICONE


A Itália sempre nos deu grandes compositores, dos clássicos aos contemporâneos. Destes últimos, Ennio Morricone talvez seja o principal nome, em minha opinião, com certeza! Suas composições são repletas de sentimentos, que permeiam cada acorde, cada nota. Consta que Sérgio Leone pedia que ele criasse os temas antes de rodar seus filmes. Dizem que a música afeta as pessoas. Leone queria afetar seu elenco, e usava da música de Morricone para isso. Assim, a suas composições também compunham os personagens, lhes dando ainda mais brilho, embora quase todas trouxessem um viés dramático ou denso, como os filmes de Leone. Tanto nas músicas como na película, o humor de um banjo ou as caretas e malandragens de Eli Wallach eram um alívio cômico para histórias obscuras, quase sempre com finais tristes. Mas Morricone teve outros parceiros, entre eles Giuseppe Tornatore. Cinema Paradiso (Itália/França, 1988) foi fruto dessa parceria, tendo ganhado os principais prêmios cinematográficos de então. Nele, Morricone mudou um pouco o tom, compondo melodias doce-amargas, plenas de singela poesia. E Tornatore, num filme sem nenhum efeito especial notável, daqueles que o roteiro e a performance dos atores os dispensa absolutamente, afetou, sim, a quem o assistiu, gerando outro tipo de efeito especial: emoção! O filme foi consagrado mundialmente! Mas o simples fato de tê-lo visto foi um inestimável prêmio para mim, pois eu fui o menino do filme! Não! Não me chamo Salvatore nem Marco Leonardi, nem meu pai se chamava Alfredo ou Philippe Noiret. Mas Manoel era, entre outras coisas, projecionista de cinema nas noites e fins de semana, o que fazia para complementar o orçamento familiar. E Adilson era o menino, filho mais novo, que o acompanhava para assistir a filmes livres, ou levava a marmita cuidadosamente preparada por Hilda, quando de filmes censurados para menores. Mas eu sempre dava uma espiadela... A cabine de projeção era uma espécie de santuário. Nela, meu pai rebobinava os rolos de filmes, cortava trechos danificados, colava a película de forma que os 24 quadros/minuto não deixassem notar aos olhares menos treinados. Sempre que ele permitia, era eu que escolhia o disco a ser colocado antes do início da projeção. Eu adorava um do Demônios da Garoa, que tinha a música Chun-Chin-Chun, de Adoniran Barbosa, um clássico! (rs). O caminho de casa ao cinema não era muito longo e eu o fazia a pé, num tempo em que crianças podiam andar na rua sem maiores preocupações. Também era eu quem levava o dinheiro para pagar as parcelas de nossa casa, então com 11 anos! Graças a meu pai, eu, munido de balas e jujubas – mais tarde, meu dentista agradeceu –, assisti do “pullman” (mezanino que a maioria dos cinemas tinha): Fantasia, O Dragão de Sete Cabeças, filmes dos Beatles... Se aprendi a gostar de música com minha mãe, foi graças a meu pai que fui encantado pelo cinema. Hoje, sem ambos, ao saber da morte de Morricone, resolvi ouvir algumas de suas obras. Foi quando, ao ouvir os temas de Cinema Paradiso, as lágrimas vieram, lembranças de um tempo de inocência, fantasia e esperança que ficou registrado na película da memória, eterno vencedor do prêmio de melhor filme da academia da saudade. Grazie Mille per tutto, Maestro Ennio Morricone! Obrigado, pais, por minhas paixões!


Adilson Luiz Gonçalves adilson@unisanta.br

São Paulo


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O mundo fica diferente depois que assistimos a Cinema Paradiso. E para melhor! Ao visitar e revisitar tantas vezes sua película, reafirmamos nossos gostos pela simplicidade que permanece. Profunda e singela, sua música encanta qualquer dia que podemos sentar e assistir aos filmes. Ouvir a beleza da música de Ennio Morricone assistindo a Cinema Paradiso nos faz revisitarmos nossa infância, passearmos pelas nossas ruas, brincarmos com nossos amigos, cheios de incertezas em relação ao amanhã, mas felizes pela intensidade de emoções e sentimentos que a infância nos propõe. Parece que tudo congela. Ao ouvir uma música tão intensa, pensamos em nos querermos melhor ainda, em olharmos para nossos amigos, para a delicadeza de uma amizade que transborda muros, transborda gerações. Toca o nosso coração, nos define como indivíduos. É a vida que ninguém vê, difícil de descrever, mas intensa ao nosso mundo mental. Sua música não tem medo, tempo nem idade. Serve a todos os gostos. Realiza uma transformação enigmática em como podemos nos diferenciar enquanto apreciadores leigos de sua intensidade. Sem muitas vezes termos conhecimento específico, ela é capaz de dar sentido profundo ao tema de Cinema Paradiso. Ennio Morricone trilhou vários filmes como Três Homens em ConflitoCinema Paradiso e A Missão. Em 2016, venceu o primeiro Oscar, pela trilha sonora do filme Os Oito Odiados, de Quentin Tarantino. Esta é a beleza da música. Dar eternidade a quem a compôs, transbordar os sentimentos e nos atualizarmos que sem música não podemos viver. Em tempo, este texto foi escrito ao som da música Cinema Paradiso, de Ennio Morricone.


Claudia Zogheib www.claudiazogheib.com.br

São Paulo

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