Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

13 de julho de 2020 | 03h00

Educação

Milton Ribeiro no MEC

Um novo ministro da Educação foi indicado e todos nós, brasileiros, aguardamos com expectativa as ações que virão. Gostei muito do li no Estado (11/7, A22): que em mensagem a amigos, após ser anunciado, ele disse acreditar ser a hora de dar atenção especial à educação fundamental e ao ensino profissionalizante, incrementar o ensino superior e a pesquisa científica. Acrescentou que faria um pacto com os Estados e municípios e com toda a sociedade. Muito bem! Só espero que não se esqueça de que é na educação infantil que está o problema básico da aprendizagem. Assim sendo, presumo que teremos grandes mudanças na educação nacional. O ensino superior será a consequência de um bom trabalho na educação básica. Mas nada será viável se não valorizarmos os profissionais da educação. A valorização do professor não é so salário digno, mas também uma melhor estrutura da carreira. Desejo ao dr. Milton Ribeiro sucesso na nova empreitada. Não será fácil, mas se chamar todos os segmentos da sociedade e puser às claras os seus projetos, tudo dará certo. É bom lter em mente que a escola pública foi esquecida desde os anos 1970 e precisa de um trabalho de médio e longo prazos. É preciso acreditar na educação como um plano de Estado, não só de governo. Os nossos jovens estão ansiosos por um futuro promissor. Precisamos de mudanças para melhor!

ELISIÁRIO DOS SANTOS FILHO

ELISANTOSFILHO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Sem mágica

O novo ministro da Educação tem um bom currículo, mas não é o Aladim com sua lâmpada maravilhosa. E uma andorinha só não faz verão. É preciso apoio maciço, recursos financeiros e valorizar os mestres – tudo o que, infelizmente, o Brasil não tem feito. Educação não é prioridade. É preciso plantar hoje a semente da educação para colhermos o fruto adiante.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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Estado laico

Ao pastor Milton Ribeiro desejo boa sorte na senda do Ministério da Educação. Porém, nestes tempos bicudos, temos sempre de lembrar o óbvio: o Estado brasileiro é laico.

LEANDRO FERREIRA

SILVAALEANDRO619@GMAIL.COM

GUARULHOS

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Universidades públicas

Pertinente e presente o editorial A Universidade pública está viva (11/7, A3), que mostra ao governo o que ele jamais verá: a qualidade e a seriedade com que se conduz a gestão da coisa pública. Além das estaduais paulistas, é de ressaltar que algumas universidades federais conseguem se manter no ranking das melhores da América Latina, mesmo com todo o desmonte e o sucateamento ininterruptamente conduzidos pelo Ministério da Educação (MEC), que continuarão, haja vista quem foi escolhido para ocupar essa pasta. Em São Paulo os reitores souberam usar o desafio da perversa CPI para mostrar com maestria o que somos. Pena não ser possível situação semelhante para as congêneres ligadas ao MEC.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES, pesquisador da Unesp

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Meio Ambiente

Entre o inferno e o paraíso

Entre o Inferno Verde descrito por Alberto Rangel em 1908, prefaciado pelo amigo Euclides da Cunha, e a realidade da Floresta Amazônica um século depois, 112 anos de perversos maus tratos da parte dos pais da Pátria, que não sabem amar seu verde paraíso. O editorial O inferno são os outros (11/7, A3) remete-nos à visão equivocada que o pior padrasto governamental que a Amazônia já suportou tem de sua maior riqueza natural. Subestimando a inteligência do mundo civilizado, os atuais administradores de nosso paraíso tropical mentem descaradamente sobre o tratamento infernal que estão dando ao “planeta amazônico”. A História não perdoará o crime que está matando o nosso último Jardim do Eden.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Catástrofe

Choro ao ver árvores centenárias derrubadas na nossa Amazônia. Pergunto e apelo ao Ministério Público Federal, órgão em que confio: a quem pertencem os caminhões que transportam as toras? Para onde vão as árvores tão cruelmente abatidas? Não são brasileiras? Por que não apreender os caminhões e, se for o caso, leiloar as árvores criminosamente derrubadas? Quem está ganhando com essa vergonhosa catástrofe? Ninguém pode fazer nada?

VIVIANA GEMMA TONI

GIANNA.TONI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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TSE

Árvore das patacas

Informa o Estado de 11/7 que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não consegue comprar novas urnas eletrônicas e por isso as seções de votação vão ter mais eleitores. A licitação do TSE para compra de 180 mil urnas vai custar R$ 775 milhões. Fazendo uma conta rápida, isso dá R$ 4.305,55 por urna. Como é que é? Numa consulta rápida pela internet, um notebook básico não sai por mais de R$ 1.700. Será que a tecnologia dessas urnas eletrônicas é muito mais avançada que a de um notebook?

DOUGLAS M. DEL NERO

DOUGLAS@CONSTRUIRVILAOLIMPIA.COM.BR

SÃO PAULO

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Segurança pública

Investigação criminal

A par das constatações lamentáveis, porém verdadeiras, da Brazil Forum UK 2020 sobre a segurança pública no Brasil, faltou dizer do descaso com que alguns governadores de Estado, principalmente o de São Paulo, vêm tratando tão delicado assunto. Uma pena não ter sido relatado que no Brasil se pagam alguns dos piores salários aos policiais entre os países do seu nível e, por causa da absurda defasagem dos efetivos, em especial nas Polícias Civis, quase não existe mais investigação de crimes.

JARIM LOPES ROSEIRA

IPA.SAOPAULO@IPA-BRASIL.ORG.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

SEMELHANÇAS

É incrível a semelhança entre as andanças de Jair Bolsonaro e do condenado Lula da Silva. O condenado Lula protestou contra o Power Point de Deltan Dallagnol que mostrava sua participação em falcatruas. Agora é a vez de Bolsonaro reclamar do Power Point do Estadão (11/7, A4) mostrando a rede de contas e perfis falsos bloqueados pelo Facebook e Instagram. Afinal, é incrível tanta semelhança entre aquele que furtou e aquele que propaga fake news pelo País. Resta a total frustração para os eleitores que acreditaram em suas propostas.

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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INDIGNAÇÃO DIÁRIA

Desmontado o tal “gabinete do ódio”, que conforme o Estadão informou atingia cerca de 2 milhões de pessoas disseminando “ódio e fake news”, parece que se acredita que comentários negativos, críticas e até críticas mais contundentes sobre políticos, partidos políticos, tribunais superiores, Congresso Nacional e outras instituições vão se reduzir ou até acabar. Bem, admitindo que a chamada “grande imprensa” só publique verdades, os brasileiros continuarão tendo uma infinidade de razões para continuar criticando decisões e atitudes. Como claro exemplo disso, tome-se a decisão, noticiada no dia 10/7 pelo próprio Estadão, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio de seu presidente, de conceder prisão domiciliar ao ex-assessor Fabrício Queiroz e, pasmem, a sua esposa, que nem presa ainda foi, está foragida. Fica impossível, para qualquer pagador dos nossos infames impostos, não se indignar com isso. Querem outra? A decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) de determinar o compartilhamento das investigações das forças-tarefas da Operação Lava Jato com a Procuradoria-Geral da República (PGR) a título de consolidação das operações. Fica claro, até mesmo para um néscio, que haverá vazamentos, que investigados terão tempo para destruir pistas, etc., etc., o que representará um enorme retrocesso para a Lava Jato. Eu poderia citar uma dezena de descalabros a serem criticados lendo apenas os grandes jornais de um dia. Claro que não haveria espaço na seção do Fórum, que acredito nem publicará esta minha carta.

Joao Paulo de Oliveira Lepper jp@seculovinteum.com.br

Rio de Janeiro

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NÃO HÁ ESCAPATÓRIA

Após cerco a gabinete do ódio, Carlos Bolsonaro avalia se mudar para EUA ou Brasília (Estadão, 11/7). Para se mudar para os EUA, primeiro ele tem de conseguir um visto, e Donald Trump proibiu dar vistos a quase qualquer estrangeiro. Mesmo se conseguisse o visto, ele seria colocado na lista da Interpol ou um pedido de extradição seria feito aos EUA, quando o STF emitisse um mandado de prisão desse vereador. E agora, Carluxo? 

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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CASO QUEIROZ

O sr. Frederick Wassef, ex-advogado do presidente Jair Bolsonaro e do senador Flávio Bolsonaro, afirmou que abrigou Fabrício Queiroz em sua casa em Atibaia por uma questão humanitária, já que Queiroz estaria sendo ameaçado de morte por um grupo muito poderoso, que pretendia matá-lo e, assim, incriminar o presidente Jair Bolsonaro. Ao contrario de Wassef, o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), juiz João Otavio de Noronha, ao conceder prisão domiciliar a Queiroz, entregou ao tal grupo o novo endereço onde a partir de agora encontrarão Queiroz. De duas, uma: ou Wassef é um grande mentiroso ou o juiz Noronha é um irresponsável ao colocar a vida de Queiroz em risco. Ou talvez sejam as duas coisas!

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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NOTÁVEL SABER

Uma coisa ficou clara, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, possui “notável saber político”. Já pode assumir uma cadeira no STF.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PERDA DE TEMPO

Seria recomendável que os estudantes de Advocacia eliminassem leituras da Constituição e de livros de advogados renomados, e focassem exclusivamente no aprendizado sobre as decisões dos Tribunais Superiores e registrados com espanto em jornais escritos e falados. Não percam tempo e dinheiro. Não estudem por anos como Sergio Moro, que corre o risco de ser preso por obstrução de Justiça.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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ESTRANHA DECISÃO

Jair Bolsonaro disse que “ama o presidente do STJ”, João Otávio Noronha. E este magistrado, que sonha ocupar a vaga do decano Celso de Mello, que se aposenta em novembro próximo, assim, como um mimo ao Planalto, tomou uma decisão estranha: conceder prisão domiciliar a Fabrício Queiroz e também a sua mulher, que está foragida da Justiça! Repito: que está foragida. Pode? Só faltou ao presidente do STJ afirmar em sua decisão que também tomaria cloroquina, se infectado fosse pela covid-19. Não é por outra razão que muitos magistrados ficaram chocados com essa decisão de Noronha e a classificaram como “absurda”, “teratológica”, “uma vergonha” e “disparate”. Enquanto isso, o Planalto, aliviado, comemora.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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QUE JUSTIÇA É ESTA?

Que Justiça é esta, em que uma decisão judicial dada pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), João Otávio de Noronha, foi contestada por outros ministros do STJ, que classificaram tal decisão como absurda, teratológica, uma vergonha, muito rara? Que Justiça é esta, em que o presidente do STJ concedeu prisão domiciliar a Queiroz, amigo da família Bolsonaro, sob o pretexto de que ele se enquadra no grupo de risco, enquanto já havia negado o mesmo benefício a outros presidiários, tais como idosos e gestantes? Até quando uma decisão judicial será baseada na seletividade, e não na lei? Até quando vamos ver apenas os três pês (pobres, pretos e prostitutas) sendo condenados e presos? Até quando vamos assistir a tantas injustiças no nosso país? Eu tenho vergonha de ser brasileira e não confio nas nossas instituições.

Maria Carmen Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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TRIBUNAIS ‘SUPERIORES’

Os Judiciários, principalmente os “supremos”, não saem do foco das mídias e das opiniões dos leitores nos jornais, pelas estranhas decisões que tomam e são duramente criticadas. Acho que deveriam ser tomadas duas medidas: 1) acabar com sua escolha por políticos – Executivo e Legislativo; e 2) nomeação por mérito, e não por QI.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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OS ANJOS DE QUEIROZ

Fabrício Queiroz tem um novo Anjo, com a ajuda de quem ele poderá desfrutar da companhia da sua esposa, no conforto do seu lar, uma situação muito melhor que viver escondido. PC Farias, o Queiroz do Collor, estaria vivo até hoje se tivesse Anjos da guarda tão bonzinhos como os Anjos do Queiroz.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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A LAVA JATO NA PGR

Os únicos exultantes com a decisão do sr. Dias Tofolli em relação à Operação Lava Jato são ele, a Procuradoria-Geral da República (PGR), criminalistas, deputados e empresas encrencados nas operações. Quero saber quem será responsabilizado se alguém tomar ciência do conteúdo de uma ação sigilosa da Lava Jato e os dados da pessoa investigada escaparem. Pode até haver extorsões sobre quem for o acusado. É preferível punir excessos da Lava Jato a permitir a impunidade, com os prejuízos que já conhecemos à saúde, educação, segurança.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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A PROPÓSITO

Gostaria de saber como vai ficar o assunto da delação de Marcelo Odebrecht envolvendo o atual presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) ao procurador-geral da República no período 2007 a 2009, em que este era acusado de receber dinheiro para ser enviado ao então presidente Lula... Alguma notícia a respeito?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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CONHECIMENTO

Uma possível verdadeira democracia exigiria um amplo, completo e suficiente conhecimento de causa, pelos eleitores, sobre os candidatos, antes das eleições, e sobre os eleitos depois dela. Porém, no Brasil, o que mais temos são os contínuos e constantes estelionatos eleitorais, e tudo na base da Lei do Gérson, que manda se levar vantagem em tudo. Mas Política não deveria ser isso nem deveria ser assim, no entanto, continuamos ainda com aquela interminável constatação de que ainda é o que temos para hoje. E, assim sendo, não seria mesmo tolerável, impunemente, todo esse sucesso de realizações que a Operação Lava Jato conseguiu até hoje.

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SAUDADE DA LAVAJATO

Quando a Operação Lava Jato estava em plena atividade no Brasil, a força-tarefa de Curitiba, composta de juízes, procuradores e policiais federais, coordenados por um juiz até então desconhecido, chamado Sérgio Moro, chamou a atenção da população. Para o espanto do povo, eles conseguiram prender pesos pesados da política brasileira, entre os quais um ex-presidente da República, ex-presidente da Câmara, ex-ministro de Estado, ex-deputado federal, ex-diretores de grandes empresas, todos eles acusados de corrupção, criando um clima de esperança e alegria da população. Além das prisões dos infratores, o dinheiro proveniente da corrupção (centenas de milhões de reais) começou a voltar aos cofres da Nação. Pouco tempo depois, fatos novos surgidos na política, como a eleição do presidente Bolsonaro, a ida de Sergio Moro para o Ministério de Bolsonaro, a nomeação de Augusto Aras para a Procuradoria-Geral da República, entre outros, a Lava Jato começou a sofrer pressão de vários setores do governo. Para espanto da população, em plena pandemia, a corrupção em órgãos públicos voltou à plena atividade, ignorando a Lava Jato, em fase de “mudanças internas”, caindo gradativamente em descrédito do povo, que apostou todas as fichas num “salvador da Pátria”. O “órgão público” de maior credibilidade da população até pouco tempo atrás pode sumir do mapa, e ficar apenas na saudade, se nada for feito para manter a força-tarefa em plena atividade, mantendo as características originais, salvo algumas alterações de ordem administrativa sem quebrar a coluna mestra, o segredo do sucesso da Lava Jato.

Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba

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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

O Capitão Cloroquina demonstra mais uma vez sua enorme fé no celestial. Ao fazer ministro um especialista em religião, entrega a Educação pra Deus...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PALMATÓRIA À VISTA

O recém-nomeado novo ministro da Educação, o pastor presbiteriano Milton Ribeiro, advogado, teólogo, estudioso da religião, especialista em calvinismo e no Antigo Testamento, publicou há quatro anos vídeo pela Igreja Presbiteriana Jardim da Oração em que fala da “vara da disciplina para crianças”:  “A correção é necessária para a cura. Não vai ser obtido por meios justos e métodos suaves. Deve haver rigor, severidade. E vou dar um passo a mais, talvez algumas mães até fiquem com raiva de mim: deve sentir dor”. Como se vê, no reacionário, obscurantista e negacionista desgoverno Bolsonaro, o novo nome (o 4.º!) a chefiar a importantíssima pasta da Educação é um ardoroso defensor da volta da palmatória às salas de aula. Acredite se quiser.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DIAS DIFÍCEIS PELA FRENTE

Como a fabricação de veículos caiu 50,5% no primeiro semestre de 2020, em comparação com 2019, “num semestre, cai à metade a produção de autos”, apesar da previsão para uma melhora no segundo semestre, conforme a associação das montadoras (Anfavea), passando para uma queda de 45%, inferior à do ano 2019, o cenário industrial continuará desalentador, pois o setor automobilístico é a grande locomotiva da indústria brasileira. Pelo andar da carruagem, o ano de 2021 não será nada fácil, infelizmente!

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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INCONSEQUENTES

Meia dúzia de municípios do Brasil totalizam 42% dos óbitos por covid-19: São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Fortaleza, Manaus e Salvador. Essas seis capitais brasileiras já enterraram quase 30 mil pessoas vítimas do coronavírus. Mesmo diante desses números alarmantes, os insensatos prefeitos estudam a flexibilização da quarentena, de forma inconsequente. Os nossos políticos se mostram inúteis diante de uma pandemia, pois estão pensando somente nas próximas eleições.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CORONAVÍRUS

Por que é tão difícil para os humanos se unirem? Assim manifestou-se, entre lamento e choro, o diretor da Organização Mundial da Saúde (OMS) ao se referir ao fraco espírito coletivo nosso no enfrentamento da pandemia. Pura verdade, quando constatamos, recentemente, estupefatos, mau exemplo de vereador de Jataí (GO) dançando quadrilha e dando viva ao coronavírus numa festa junina realizada fora das regras de proteção contra a doença. A humanidade, com todo avanço tecnológico e científico, tem muito de aprender sobre solidariedade com a lição dos gansos selvagens.

Marcelo de Lima Araújo marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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CLOROQUINA NA CESTA BÁSICA

Como é que o presidente Bolsonaro vai desovar toda a cloroquina que fez o Brasil produzir, somada à doação de Donald Trump? Minha aposta é de que vai baixar um decreto para que a medicação faça parte da cesta básica e do Bolsa Família...

Eliana Pace pacecon@uol.com.br

São Paulo

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