Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de julho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Morticínio

Em acentuada curva ascendente, chegamos aos 80 mil mortos pelo novo coronavírus e, pelo que vem demonstrando, não há interesse do governo federal em interromper esse quadro. Sem titular no Ministério da Saúde há mais de 60 dias, e nada preocupado, o presidente da República continua a agir de modo inconsequente e irresponsável. Tomando por base o que disse João Gabriel de Lima no Estado de 18/7, com o recente ressurgimento de movimentos em defesa da democracia é chegado o momento de aprofundar, com a maior urgência, o debate sobre uma saída para o impasse na Saúde. Afinal, vidas importam! Além do mais, não haverá recuperação econômica efetiva antes de resolvido o problema sanitário.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA

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É brincadeira?!

No momento em que o Brasil completa cinco semanas com mais de mil mortos diários na pandemia, causa a maior repulsa a visão brincalhona do presidente fake, mais uma vez bancando o garoto-propaganda de fármaco comprovadamente ineficaz no tratamento dos infectados pelo coronavírus. Continuando a brincadeira, e mostrando sua ignorância dos dispositivos institucionais de que dispomos, declara infantilmente que o “voto de 2018 vai valer até 2022”. Será preciso alguém soprar-lhe no ouvido as palavras impeachment ou afastamento por insanidade mental?

NELSON PENTEADO DE CASTRO

PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Troca certa

Com referência à frase do sr. presidente “quer trocar, troca em 22”, tenho-lhe que trocaremos, sim, não tenha dúvidas. Só um detalhe: para concorrer em 2022 é preciso chegar até lá. E pelo andar da carruagem...

JOSÉ CLAUDIO BERTONCELLO

JCBERTON10@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Voto de cabresto

O “coronel” Chico Heráclito (1885-1974), de Limoeiro (PE), dava remédio para comprar votos. Lula da Silva dava Bolsa Família para comprar votos. E Jair Bolsonaro descobriu que R$ 600 dão muito prestígio. Por isso quer tirar do Fundeb para turbinar o futuro Renda Brasil, um novo Bolsa Família para chamar de seu. Para que porta de saída?

ALBERTO FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Juiz sem máscara

Sabe com quem tá falando?

Tenho absoluta convicção de que o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) vai punir exemplarmente o desembargador Eduardo Siqueira por “suspeita” de desobedecer ao decreto de uso obrigatório de máscara, ofender o guarda civil que queria aplicar-lhe multa, rasgá-la e jogá-la no chão, depois de chamá-lo de analfabeto e ameaçá-lo com o velho “você sabe com quem está falando?”. Deverá ser afastado imediatamente das funções, enquanto investigam. Ou seja, será posto em licença remunerada, com vencimento integral e todos os demais benefícios. O tipo de punição que todos os brasileiros desejariam sofrer, mas só alguns privilegiados conseguem. E no futuro poderá até ser nomeado para o Supremo... Essa é a Justiça brasileira. Provavelmente, se fosse num país menos democrático, como Canadá ou Suíça, esse juiz teria recebido outra multa por emporcalhar a cidade, seria preso no ato por desacato à autoridade e processado por injúria e difamação, com base apenas no vídeo gravado.

ELY WEINSTEIN

ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Debaixo de vara

O acontecimento com o desembargador em Santos é corriqueiro. Não foi o primeiro nem será o último. O guarda poderia ter-lhe dado voz de prisão, pois os magistrados, como os promotores, só estão investidos de autoridade no exercício de suas funções. Fora disso são cidadãos como outro qualquer. Cerca de 40 anos atrás tive de dizer a um juiz que a única autoridade dentro do prédio era o síndico. Sem argumentos, enfiou o rabo entre as pernas e se calou.

PAULO HENRIQUE C. DE OLIVEIRA

PH.COIMBRAOLIVEIRA@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Império da lei

Não importa quão alto você esteja, a lei sempre estará acima de você! O império da lei coordena e define parâmetros de observância obrigatória e geral. Qualquer que seja a relevantíssima posição que você ocupe, ou seja qual for a quantidade de títulos acadêmicos que você detenha, as normas valerão de igual forma e as punições devem ser aplicadas. Parabéns aos guardas municipais de Santos pela aplicação da lei. Ao senhor que tentou intimidá-los cabe a aplicação das sanções legais e o lamento pela soberba autoritária, que diz mais de sua pequena e limitada pessoa e envergonha seus pares do TJSP.

RENATO MENDES DO NASCIMENTO

LAW@RENATONASCIMENTOLAW.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Inversão de valores

Como sempre, aqui não vai acontecer nada com esse desembargador. A Justiça no Brasil é baseada no poder, a corda sempre arrebenta do lado mais fraco. Veja-se o fiscal do Ibama que multou o presidente há alguns anos. Foi punido!

VITAL ROMANELI PENHA

VITALROMANELI@GMAIL.COM

JACAREÍ

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Carteiradas

O desembargador Eduardo Siqueira representa tudo o que o povo brasileiro já deixou claro não suportar mais: a autoridade pública que constantemente distribui carteiradas para blindar comportamentos ilegais, até diante das câmeras, sem o menor constrangimento. A pergunta que fica é: o que impede um juiz “carteirador” de também ajudar os amigos quando agem de forma incorreta? Essas atitudes vêm da certeza da impunidade, já que as corregedorias não punem magistrados sem condição ética de ocupar um cargo público. Como ser um país desenvolvido sem um sistema de Justiça impecável?

OSCAR THOMPSON

OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA

INTOLERÁVEL


Chocantes as imagens divulgadas por uma grande rede de TV no fim de semana sobre as ofensas e agressões públicas do desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), contra agentes da Guarda Civil Metropolitana de Santos que lhes cobravam o uso da máscara na praia. Eu, inocente que sou, pensava que a época das carteiradas e do “você sabe com quem está falando?” já estava no passado. Como cidadão pagador de (altos) impostos, com zero de retorno, quero saber da nossa, por assim dizer, “Justiça” e da sua Corregedoria se este (também por assim dizer) “desembargador” vai ser demitido, e não somente afastado. Parabéns aos agentes pela correição e absoluto cumprimento do dever! Ainda não estamos numa ditadura e, portanto, o autoritarismo tanto de Estado quanto da Justiça é intolerável.              


Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo


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A CARTEIRADA DE SIQUEIRA


O desembargador do TJ-SP Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira foi multado por caminhar pelas ruas de Santos sem utilizar a máscara de segurança. Siqueira rasgou a multa que recebeu e jogou os pedaços de papel no chão, na frente dos guardas municipais. Enquanto o guarda preenchia o formulário da multa, Siqueira usou o telefone celular para entrar em contato com o secretário de Segurança de Santos, Sérgio Del Bel, e relatou que estava conversando com um “analfabeto”. Considero a conduta de Siqueira inaceitável, pois ele deveria ser um exemplo para os cidadãos, ao invés de ridicularizar os funcionários municipais. Siqueira sabe que ninguém está acima da lei, que deve ser respeitada por todos, sem distinção.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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DEMISSÃO


O patrão da mulher que agrediu verbalmente um fiscal sanitário no Rio de Janeiro, há alguns dias, agiu rápido e exemplarmente, demitindo-a, pois não queria sua firma atrelada a este tipo de gente. Então, espero que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ)/TJ-SP cumpra o seu dever de punir severamente o desembargador Eduardo Siqueira, pois, com certeza, os paulistas pagadores dos impostos – que pagam seu salário – não querem este tipo de gente decidindo sentenças.


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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SABE COM QUEM ESTÁ FALANDO?


Dois casos de pessoas que, cobradas por não estarem usando máscaras protetivas contra a pandemia, reagiram de forma tão sem sentido e viraram notícia como se fosse algo inusitado aqui, mas sabemos que isso ocorre diariamente, só que agora é registrado em celulares, como este do fim de semana, em Santos. Um guarda municipal, fiscalizador, cobrou uma pessoa por não estar usando a máscara, e ela reagiu indignada e de cara já declarou ser um desembargador, xingou o guarda municipal de “analfabeto”, foi multado,  reagiu, rasgou o papel e jogou-o no chão, mesmo sabendo estar sendo filmado por outro agente fiscalizador, como se soubesse que nada lhe aconteceria, porque será protegido pela classe à qual pertence. Não duvido de que, mesmo que lhe aconteça alguma punição, afinal é um desembargador, talvez até venha com alguma desculpa como estar tomando algum medicamento que às vezes o faz perder a razão. Bem, e se o fiscal ofendido pelo xingamento soltasse uma porrada merecida na cara dele? Tomaria um processo daqueles e provavelmente passaria algum tempo na cadeia, afinal um desembargador, mesmo mal educado, é especial, acima de nós, cidadãos comuns. O País começará a melhorar quando, diante de uma ocorrência envolvendo um agente da Justiça ofensor como este, ele for demitido de imediato e obrigado a indenizar o ofendido.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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CARTEIRADA DESEMBARGATÓRIA


Estivesse usando máscara, o ilustre desembargador talvez escondesse em parte sua indesculpável falta de civilidade, compostura, decência, educação, respeito e urbanidade. Ao rasgar o comprovante da multa e atirá-lo ao chão, deveria também ser multado por emporcalhar a cidade. Somando tudo, pela tentativa da “carteirada” abjeta, o que lhe falta mesmo é vergonha na cara. E isso, convenhamos, nenhuma máscara esconde...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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EXEMPLO


O desembargador do TJ-SP Eduardo Siqueira, ao ser abordado sem máscara, chamou o guarda civil metropolitano de “analfabeto” e deu a famosa carteirada, muito aplicada no Brasil. É com esses exemplos que a alta sociedade, classe A, destrói os direitos e garantias inscritos na Constituição federal de que todos são iguais perante a lei, porém alguns são mais iguais, dando assim voz aos que matam negros, homossexuais, LGBTS+, agridem jornalistas, professores, etc. É preciso lembrar, no entanto, que o nobre desembargador ficará impune, mesmo tendo sido aberta uma investigação – trata-se apenas de formalidade para dar uma suposta resposta à sociedade.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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CIDADÃO INDIGNO


Em Santos tivemos mais uma demonstração do típico cidadão indigno, cujo nome e cargo não vou repetir, porque não merece. Este senhor representa com seu desrespeito às instituições e às pessoas tudo o que uma boa parte de nossa população mais velha, ainda pesarosa com a Lei Áurea, mas querendo continuar a espezinhar outros cidadãos porque atingiram um cargo alto e certamente não merecido pela mentalidade tacanha e arbitrária que demonstrou. Esperemos que as gerações mais jovens não só respeitem os mais humildes, mas lutem pela equiparação de todos os brasileiros.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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DECRETO E LEI


O desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao ser multado por estar sem máscara, disse entre outras coisas que decreto não é lei. Na linha do perguntar não ofende: se não é lei, cabe multa? Portanto, se a multa não vale para ele, não vale para ninguém, certo?


Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas


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‘ATO NÃO É LEI’


O desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira rasga multa e atribui ao fiscal municipal de Santos a pecha de analfabeto, “porque ato não é lei”. Mas é. Ato administrativo, de caráter geral e abstrato, oponível erga omnes, compõe o princípio constitucional da legalidade (“ninguém é obrigado a fazer ou deixar de fazer algo senão em virtude de lei”) e sujeito, inclusive, ao controle direto e abstrato de inconstitucionalidade ante o excelso Supremo Tribunal Federal.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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INDIGNAÇÃO GERAL


Muitos ficaram indignados porque o desembargador não usava máscara, embora estivesse sozinho e só pudesse infectar a areia da praia. Não importa, bradam “é o que afirma a lei”. Então vamos discutir a tal da lei. Lulla, cidadão comum, teria, pela lei, de cumprir pena dividindo uma cela com mais quatro presos. E o que se viu? Um quarto com TV a cabo, frigobar, esteira para manter a forma, visitas de advogados todos os dias... até namorada arranjou. Por outro lado, Renan Calheiros foi indiciado dez vezes no STF e o processo não andou um centímetro. Paulinho da Força deve ter uns 20 indiciamento, Aécio Neves e outros foram indiciados e seguem tranquilos, leves e soltos. Pela lei. E ninguém se indignou tanto. País comédia.


Carlos Coelho ccoelho1@uol.com.br

São Paulo


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HUMILHAÇÃO GERAL


Tenho certeza de que o jornal O Estado de S.Paulo, este importante defensor do Estado de Direito e da democracia desde sua fundação, e que tantas importantes reportagens realizou sobre os desvios de nosso Poder Judiciário, não nos faltará na devida cobertura jornalística neste momento em que um desembargador do TJ-SP que não mereceria jamais integrar este tribunal e humilha a todos nós, cidadãos que acreditamos ser a lei o instrumento pelo qual uma sociedade pode se considerar civilizada, o que equivale a Estado de Direito, vide Estado Democrático de Direito. É preciso que os desdobramentos deste caso no âmbito do TJ sejam muito bem registrados por esta importante equipe.


Rui Tavares Maluf rtmaluf@uol.com.br

São Paulo


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RECICLAGEM JÁ


Estarrecido, revoltado, agredido. Assim me senti ao saber (Estado, 20/7, A28) da atitude do ilustríssimo desembargador (não vou mencionar o nome dessa criatura) em Santos, ao ser multado por não usar máscara. O magistrado rasgou a multa, mesmo gravado em vídeo, desdenhou e ofendeu o guarda municipal, que cumpria ordens. Está aí um cidadão de primeira classe, servidor público, que precisa ser reciclado, pois não tem compostura, educação e respeito.


Jose Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André


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NEGACIONISMO


Há um ponto em comum entre o desembargador arrogante de Santos que rasgou a multa que recebeu por não concordar com usar a máscara e líderes religiosos que proferem curas milagrosas e teorias conspiratórias aos seu fiéis: o acintoso e deplorável negacionismo. Menosprezam a ciência e a pandemia e desrespeitam os quase 80 mil mortos e suas famílias. Não há dúvida de que o presidente Jair Bolsonaro colabora para isso com atitudes patéticas, inclusive em relação à sua própria doença. A função precípua de um desembargador é promover a justiça e a ordem e a de um líder religioso, de dar tranquilidade e conforto espiritual. Com tamanho negacionismo, não há como perfazer as funções para as quais supostamente se prepararam. Melhor mudarem de profissão. 


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O PERSEGUIDO


A Procuradoria-Geral da República (PGR) trabalha para manchar a imagem da Lava Jato e do maior símbolo da operação, Sergio Moro, que encarcerou empresários e políticos ligados ao petrolão. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), quem diria, enciumada, quer impedir Sergio Moro de advogar. Tudo isso é dor de cotovelo porque o desconhecido juiz federal de Curitiba conseguiu protagonismo e conquistou a opinião pública com trabalho sério. Moro é o verdadeiro inocente que está sendo perseguido por petistas, bolsonaristas, PGR e OAB.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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NÃO PUXEM OS CABELOS


A politicalha do Centrão, o presidente Jair Bolsonaro e seus seguidores e a OAB não precisam “puxar os cabelos de raiva”. Na verdade, se Sergio Moro demonstrar um mínimo cacoete para concorrer às eleições de 2022 para a Presidência, terá uma acachapante vitória e, por outo lado, o Brasil agradecerá. Chega de promessas e mentiras, bandeira das ultimas eleições.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O DESTINO DAS UTIs DEPOIS DA COVID-19


A pandemia da covid-19 ainda não acabou, mas os operadores da Saúde já se preocupam com o que fazer dos 10 mil leitos de UTI comprados nos últimos meses (Estadão, 20/7, A22). Antes da pandemia, os hospitais já estavam em crise, com falta de vagas para internação de pacientes graves. Muitos morreram sem atendimento. Agora, pensa-se em aproveitar o material comprado na emergência para resolver os atendimentos do dia-a-dia. Mas a preocupação está na falta de verbas para manutenção. O mais indicado é destinar esse equipamento aos hospitais públicos, e os que ainda sobrarem às Santas Casas e hospitais filantrópicos. Se, mesmo depois disso, ainda restarem conjuntos ociosos, destiná-los a hospitais particulares, no sistema de parceria público-privada, em que os estabelecimentos se comprometam a instalar e manter em funcionamento para sua clientela e a atender sem ônus os pacientes que a rede pública não conseguir absorver. Ainda poderão ser feitos convênios com prefeituras para que tais UTIs funcionem estrategicamente no interior, podendo ser a salvação de pacientes graves, que hoje morrem no transporte para as unidades hospitalares dos centros maiores. O que não pode é encaixotar e, principalmente, desviar esses respiradores, monitores, raios-x e máquinas de hemodiálise comprados com o dinheiro do povo. 


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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MORTES POR COVID-19


Com dados atualizados até o dia 19/7 e considerando as 20 maiores populações do mundo, todas com mais de 70 milhões de habitantes, ou ainda 66% da população do planeta, encontramos os Estados Unidos com o indicador de 433 mortes por milhão de habitante; é o líder desse trágico ranking. É seguido pelo Brasil, com 374 mortes/milhão; e em terceiro lugar o México, com 301 mortes/milhão. Estes números, vistos de outra forma, nos dizem que nos Estados Unidos a covid-19 levou a óbito uma pessoa entre cada 2.312 habitantes; no Brasil, uma em cada 2.675, e no México uma dentre 3.317 pessoas. Nas últimas três semanas, o Brasil lidera o incremento dessas taxas de mortalidade inferidas sobre a proporcionalidade da população de qualquer país no mundo. Constata-se que os três países são presididos por negacionistas. Pois bem, se não se pode nominar essa óbvia constatação como genocídio, qual será o termo correto? Tamanha incidência de óbitos nestes países não é fruto do destino ou da fatalidade, mas sim, e em parte significativa, diretamente proporcionada pelo negacionismo que pode ser definido pela “arrogância da ignorância” dos três mandatários destes países. A história tratará disso, tal qual enfatizará os seguidores dessa barbárie, seja por ação e, principalmente, por omissão. Onde estão os demais Poderes republicanos? O silêncio revela a omissão; revela covardia; e retrata a nulidade moral no exercício à proteção da vida predisposta na Constituição e cujo presidente do Brasil se nega a seguir.


Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo


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TIC-TAC


Além de óperas, Rossini também era um hábil musicista e cozinheiro, nem tanto amador. Além de óperas, é famoso pelo “filet à Rossini”. Na ópera em questão, deu vida a Dulcamara, um charlatão curandeiro para o exercício da pr especilista em vender poções para mocinhas e incautos que pagavam algumas moedas por um líquido inespecífico para todos os males da humanidade. Nosso presidente, além de lhe faltarem dotes artísticos, que aliás nem são necessários aos rumos do País, dedica-se à propaganda das famigeradas cloroquina e hidroxicloroquina, já os atributos necessários ao exercício da presidência... A História o julgará, a nós resta orar e sofrer. A diversão, esta já era. Deixou de ser risível há muito tempo! É preocupante, sem ser habilitado, fazer propaganda de remédio discutível e descartado pela comunidade médica e pela OMS, não pode dar certo... Melhor começar a governar, pois o relógio está fazendo “tic-tac”, e até agora...


Jacques G. Lerner jaxxtheone@gmail.com

São Paulo


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VANGUARDA DO ATRASO


Enquanto o Brasil se perde em discussões inúteis sobre o uso de medicamentos de eficácia duvidosa no combate à covid-19, o Reino Unido fecha contrato de compra de 90 milhões de doses de vacinas de vários laboratórios para imunizar sua população.


Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo


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QUEDA


Vendo o fim das manifestações de rua em seu apoio e com a queda vertiginosa de apoiadores em frente ao Palácio do Planalto aos domingos, Jair Bolsonaro foi cumprimentar os gatos pingados no último domingo e deixou de lado aquela imagem de “bonzinho” que vinha apresentando nas últimas semanas. Para seus apoiadores, exibiu a hidroxicloroquina como um troféu. Já nas redes sociais e para o público em geral, chegou a dizer, na semana passada, que não a recomendava. Ele é isto que vimos no domingo: um cidadão que não é médico receitando remédio sem eficácia comprovada e que afronta a Constituição ao dizer que a Presidência só será mudada nas urnas. Ora, e o impeachment? Não foi ele que apoiou o último que tivemos no País? É tanta desfaçatez que não consigo acreditar em quem crê na versão paz e amor do presidente.


Lucas Dias  lucas_sandias@hotmail.com

Rio Verde (GO)


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ELEIÇÃO NOS EUA


Donald Trump ameaça não reconhecer o resultado eleitoral em novembro. A eleição nos Estados Unidos é indireta. Não importa quem teve mais votos populares, mas sim quem tem mais votos no Colégio Eleitoral (maioria absoluta de 270 votos do total de 538 delegados). O impasse na apuração da Flórida no ano 2000, no embate George W. Bush versus Al Gore, pode se repetir numa escala ainda muito maior, agora em 2020. Quanto mais Estados indefinidos, maior a incerteza da vitória e da legitimidade do resultado. Num hipotético cenário distópico, haveria votos populares enviados pelo correio não sendo contados a tempo, levando à impugnação do resultado com decisão cabendo à Suprema Corte. Uma tumultuada apuração e uma enorme pressão sobre o Colégio Eleitoral poderia levar delegados dissidentes a mudar o voto, anular a cédula ou mesmo deixá-la em branco. Neste caso, os candidatos republicano e democrata poderiam não conseguir a vitória por não atingir os 270 votos. Assim, a eleição para presidente seria indireta pela Câmara dos Representantes, cenário que não ocorre desde o longínquo ano de 1824.


Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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PROMISCUIDADE NAS AGÊNCIAS REGULADORAS


Que vergonha a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) tirar dos pagadores de convênios o direito à cobertura do exame do PCR. Com 5 diretores, bastando o voto de apenas 3, eles decidem contra os interesses da sociedade, que é quem de fato paga os seus salários. Por que o Senado não resolve essa excrescência? Como podem essas agências criadas para proteger o cidadão proteger as empresas? O Ministério Público e a Polícia Federal deveriam investigar as relações promíscuas entre essas agências reguladoras e as empresas que deveriam regular.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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