Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de julho de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Só pensa naquilo

Um presidente deve governar pensando, em primeiro lugar, no seu país. O restante virá em consequência. Mas Jair Bolsonaro só pensa em se reeleger em 2022. Todos os atos desse pífio governante visam à conquista de eleitores, apenas isso. Senão, vejamos: “graças” à covid-19 virou garoto-propaganda da cloroquina; está pagando a 60 milhões de pessoas o “coronavoucher”, que será transformado em Renda Brasil, em substituição à Bolsa Família; deu aumento aos policiais militares de Brasília, “burlando” a lei; contratou cerca de 4 mil militares da ativa, concedendo-lhes bônus além do soldo; e agora pretende desviar parte da verba do Fundeb para ajudar famílias com crianças até 3 anos que vivem na pobreza. Isso para citar só algumas das artimanhas para conquistar votos com vista à reeleição. Infelizmente, o povo está sendo enganado por um presidente que se vale da miséria da população, em vez de proporcionar bem-estar ao povo brasileiro em geral.

TOSHIO ICIZUCA

TOSHIOICIZUCA@TERRA.COM.BR

PIRACICABA

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Mais penduricalhos

É lamentável ver, em meio à crise sanitária mundial, as mortes no Brasil crescendo e o “alecrim dourado que nasceu no campo sem ser semeado” do presidente da República oferecendo pacotes de benefícios pecuniários a militares (Governo propõe ampliar ‘penduricalhos’ a militares, 21/07), não bastasse o grande afago feito a eles na reforma da Previdência. Enquanto alguns milhares vão ganhar seis vezes o salário mínimo, milhões nem chegaram perto do auxílio emergencial de R$ 600 (dinheiro que não é do governo!). O Brasil precisa ser reinventado urgentemente, de preferência antes de 2022.

CARLOS HENRIQUE OLIVEIRA DIAS

CHDIAS.CHDIAS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Os invisíveis

O povo está morrendo de fome – 52,5 milhões de pessoas vivem com menos de R$ 420 por mês e, destas, 13,5 milhões vivem só com até R$ 145 mensais. O IBGE destaca que o Brasil tem mais miseráveis do que a soma de todos os habitantes de países como Portugal, Bélgica, Cuba e Grécia. Enquanto isso o capitão atleta com “gripezinha” cria cargos no Poder Executivo a serem ocupados exclusivamente por militares, elevando sua remuneração a até R$ 7 mil. Já não bastava o STF proibir a diminuição do salário dos servidores públicos, mas autorizando a redução salarial dos empregados em empresas privadas (artigo 5.º da Constituição às favas), agora nosso #PresidenteMorte atropela o artigo 6.º da nossa Carta Magna – “São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o transporte, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição” –, criando mais desigualdade entre brasileiros. E pior, no meio da pandemia de covid-19. Este é o Brasil do “pudê”! Os três Poderes da República fazem o que querem, do jeito que querem, e dane-se o povão, que somente interessa em época de eleições. Democracia de faz de conta!

FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

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Bolsobolivarianismo

A tática de Bolsonaro de colocar militares em todas as áreas do Executivo repete o que Chávez e Maduro fizeram na Venezuela, que dá à sua ditadura a força que mantém o pobre país em estado de total destruição. Se não soubermos impedir o avanço de Bolsonaro, acabaremos nas mesmas condições.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Abominação

Fala-se bastante no ressurgimento da CPMF, a abominação que na forma original ou com algumas modificações parece fascinar o ministro da Economia, Paulo Guedes. Fato estranho, neste vasto mundo fiscalmente devastado pela pandemia da covid-19: nenhum governo menciona aventurar-se nessa senda. Somos tão melhores?

ALEXANDRU SOLOMON

ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Reforma tributária

Por que não é feita uma reforma administrativa primeiro, cortando todas as benesses escandalosas, como puxa-cadeiras, cabeleireiros, vinhos caríssimos, auxílio-paletó, livros, vários motoristas, etc. e tal? Depois disso, a reforma tributária seria muito mais fácil e indolor.

MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Reconstrução nacional

Desatando os nós

Parabéns ao Estado pelos impecáveis editoriais de 20/7 (A3) com destaque para O óbvio nem sempre é óbvio, que pode ser considerado como um mapa, uma trilha para a solução dos grandes problemas brasileiros, se os modernos “vendilhões do templo” que habitam o Congresso Nacional atenderem aos três pontos básicos nele apontados. São eles: respeitar e, mais do que isso, fazer respeitar o teto de gastos públicos, o que vai garantir o absolutamente necessário equilíbrio fiscal; aprovar sem demora uma reforma tributária que acabe com a miríade de impostos que sufocam a produção, a distribuição, a comercialização e demais atividades econômicas, diminuindo a carga tributária; e, principalmente, uma reforma do Estado que dê fim às “regras que cristalizam privilégios mesmo em situações calamitosas, como a atual”. As soluções estão postas, a bola está com os congressistas.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

JCMRIZZO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Incivilidade

Desembargador grosseiro

O desembargador Siqueira, de Santos, ao dar sua carteirada, xingou o guarda civil de analfabeto. Como pode ser analfabeto, se estava escrevendo a multa? Analfabetos não leem nem escrevem Acho que o desembargador, sim, é analfabeto. E mal-educado. Muitos analfabetos que conheço têm educação.

IGNÁCIO DE LOYOLA BRANDÃO

LOYOLABRANDAO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


O MUNDO PRÓXIMO DA VACINA


Segunda-feira (20 de julho) auspiciosa! O mundo pode estar próximo de uma vacina contra o novo coronavírus. Como anunciado, a vacina para covid-19 da AstraZenica, desenvolvida pela Universidade de Oxford, da Inglaterra, demonstrou nos testes realizados na 1.ª e 2.ª fases que é segura e induz resposta imune, sem que apresente efeitos colaterais, afirmam cientistas. E a 3.ª fase, em curso, está testando 50 mil pessoas, inclusive 5 mil no Brasil. A Organização Mundial da Saúde (OMS) comemorou, como também devemos comemorar essa notícia, já que, segundo afirmam especialistas, a possibilidade é grande de estar à disposição para imunizar a população mundial a partir de meados de 2021. Também o Brasil poderá ser autorizado a produzir a tão esperada vacina contra o coronavírus. E, nesta corrida contra o tempo para a produção de uma vacina para a covid-19, bem avançada também está a da chinesa Sinovac Biotech, que começou a ser testada também no Brasil na segunda-feira. Na espera desta vacina, o mundo agoniza com seus já 14,5 milhões de infectados e 606 mil mortos. E o Brasil, literalmente órfão, pelo desprezo do presidente Jair Bolsonaro pelos graves e devastadores efeitos da pandemia, já contabiliza mais de 2,1 milhões de infectados e acima de 80 mil óbitos (14% do total mundial).


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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VACINA À VISTA


“Não há bem que sempre dure nem mal que nunca se acabe.” Vacina à vista. Fora, vírus! Viva a vida!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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O PERIGO DA POLITIZAÇÃO


As vacinas contra a covid-19 em teste no Brasil já começam, como era de esperar, a ficar marcadas por certa politização. A elaborada por farmacêutica chinesa, em colaboração com o Instituto Butantan, vem sendo qualificada como mais eficiente pelas autoridades paulistas que a desenvolvida pela Universidade de Oxford em parceria com a Fiocruz, com sede no Rio de Janeiro, e que se encontra em fase mais adiantada, segundo a Organização Mundial da Saúde, e é provável, então, que seja avaliada como a mais certeira pelas autoridades fluminenses e talvez pelo governo federal, vindo a ser futuramente distribuída à população pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Estima-se que, no momento, existam cerca de 141 delas sendo testadas mundo afora. Oxalá, os respectivos laboratórios não se instalem por aqui. Caso contrário, ingressaremos numa confusão sanitária maior que a barafunda partidária já reinante, com as 31 agremiações lutando por espaço político.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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OLIMPÍADA DAS VACINAS


Olimpíada das Vacinas 2020 é a grande competição do ano, já que os Jogos de Tóquio foram transferidos para 2021. Nesta Olimpíada multinacional, o Brasil participa em duas equipes. A favorita para a medalha de ouro é a britânica Oxford-AstraZeneca-Fiocruz e a Universidade Federal Paulista nos testes. Será a primeira a chegar ao Brasil. Concorre com a chinesa SinoVac Biotech, em parceria com o Instituto Butantan nos testes e a americana Pfizer- BioNTech, que só sairá dos Estados Unidos após vacinar a America First. A russa, da Universidade Sechenov-Instituto Gamelei, corre por fora. Outras menos cotadas podem surpreender, como a alemã do Laboratório CureVac ou a francesa do Laboratório Sanofi. Em meio à competição, hackers invadem laboratórios em busca da fórmula do Santo Graal 2020. Finalmente podemos apostar numa competição realmente útil, que nos libertará da maior quarentena da História.

            

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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HISTÓRIA URBANA


“Modelo de desenvolvimento baseado no investimento em educação de qualidade, saúde preventiva, emprego digno, saneamento, sustentabilidade, etc., com foco no cidadão”, sugere José Carlos Martins (17/7, B6). Os editoriais do Estadão de 18/7 e 19/7 (A3) analisando políticos atuais, complementam a questão e recomendam participação dos cidadãos durante os mandatos. Martins aponta as desigualdades escancaradas pela covid-19, que nossos governantes na cidade e no Estado, com suas políticas inexequíveis para muitos, fazem de conta que não existem. Ainda pior, maus políticos sem foco no cidadão estão renascendo como fênix das cinzas da Lava Jato, como o ex-prefeito Gilberto Kassab, que no início da década passada tentou doar 45 quadras do centro, que não lhe pertencem, a seu único foco enviesado, o mercado imobiliário – isentando-o ainda de atualizar as antigas redes de esgoto e de drenagem. É nossa obrigação acompanhar os mandatos e relembrar a história urbana às novas gerações, para que nos apoiem em impedir o retorno de quaisquer fênix nefastas e em eleger novos políticos que enfim tenham foco no cidadão.


Suely Mandelbaum, urbanista suely.m@terra.com.br

São Paulo


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EXERCÍCIO DE CIDANADIA


A importância das eleições municipais (17/7); A política e os municípios (18/7); A urna e o mandato (19/7). Três editoriais que agregam, e muito, ao cidadão brasileiro na hora de votar, publicados na página A3 do Estadão, haja vista que não moramos em Brasília, moramos nos municípios, nos bairros da cidade. Vale a pena ler e reler, votar errado traz grandes consequências, sobretudo diante dos imprevistos da vida, não é mesmo? Os editoriais são esclarecedores, dignos de nota e moldura. Foram três seguidos abordando a importância do voto municipal (prefeito/vereador). Neles a importância de se ter um projeto de governo e renovação da vida pública é exposta de maneira esclarecedora. Temos o péssimo exemplo do vereador pelo Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro, que trabalha em Brasília, em detrimento de seu município. Votar certo é, antes de tudo, buscar por informação através de leituras como a destes editoriais. Recomendo. E, claro, não votar num vereador que atua bem longe de onde deveria.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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ELEIÇÕES À VISTA


O tempo passou rápido e, novamente, teremos eleições municipais, o que propiciará testar os eleitores paulistanos e o governador do Estado, João Doria, que, além de tomar medidas que vêm desagradando os paulistas, largou a Prefeitura da cidade nas mãos de inexperientes. Espero que a população de São Paulo confirme nas urnas seu descontentamento e vote em candidatos a prefeitos e vereadores realmente comprometidos com os anseios dos munícipes.


José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo


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‘A URNA E O MANDATO’


O primeiro problema para votar no melhor candidato a vereador e a prefeito não é de responsabilidade do eleitor, mas sim do partido político. A este cabe filiar e apresentar o cidadão que vai nos representar por quatro anos e vai dirigir os destinos do município. Muitos partidos têm seus “donos”, velhos ou novos caciques que dominam a cena política. Se as candidaturas avulsas fossem possíveis ou pelo menos pudesse haver um recall após metade do mandato, quem sabe não melhoraríamos a nossa representação?


Marco Antonio Esteves Balbi balbi393@gmail.com

Rio de Janeiro


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INFORMAÇÃO


Para saber se os candidatos a prefeitos e vereadores são honestos, seria necessário que os candidatos divulgassem, compulsoriamente ou voluntariamente, cópias de suas propriedades móveis e imóveis, cópias de seus atestados de antecedentes civil e criminal, bem como cópia da declaração do Imposto de Renda, que darão a dimensão exata da vida pregressa, se vivem estritamente de seus ganhos oficiais e devidamente declarados. Essas medidas seriam muito boas para os candidatos honestos e bem intencionados. E os candidatos que não divulgarem essas informações serão considerados candidatos de honestidade duvidosa. É uma maneira simples de tentar separar o joio do trigo.


Arcangelo Sforcin Filho despachante2121@gmail.com

São Paulo


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‘A POLÍTICA E OS MUNICÍPIOS’


Ufa! Finalmente se abriu um canal para discutir a distorção do poder dos partidos políticos, “uma cidadela do coronelismo”. Aqui, no Brasil, partidos têm “donos” e seus interesses, na maioria das vezes, são totalmente divergentes daqueles dos cidadãos. Os candidatos a eventuais cargos eletivos estão sujeitos à aprovação dos presidentes (“donos”) das agremiações, sem a qual será preterido até por candidatos com conceito ruim, idoneidade duvidosa. Cabe ao “dono”, quer dizer, ao presidente do partido, decidir quem será o candidato. E quem são esses “donos” com tanto poder? É só realizar uma rápida pesquisa na internet e logo se descobre quem são e quantos deles estão implicados em atividades nada legais, mas que teimam em não ser julgados pela nossa lenta, direcionada, (in)justiça. Chega-se ao ponto de aventar a possibilidade de proteção cruzada! Então, se não houver mudança no modelo, estaremos fadados à vontade destes senhores, lamentavelmente!


José Luiz Barbosa joluba@bol.com.br

São Paulo


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INELEGIBILIDADE


Em breve teremos eleições municipais. Em São Paulo, maior cidade da América Latina, os eleitores ainda não sabem quem de fato serão os candidatos. E, pelo que se avizinha, os pretendentes ao cargo são nomes conhecidos, mas não têm um trabalho que possa convencer os paulistanos de que serão eficientes para gerir esta cidade. O eleitor não tem poder de quase nada, a não ser a obrigatoriedade do voto. Por que não fazer uma lei segundo a qual o eleito que não cumprir o que promete nunca mais poderá ser candidato? Garanto que essa medida resolveria muito a vontade de querer e o ter de fazer. Simples assim. Uma democracia em que diz que o poder emana do povo só pode ser piada.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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‘PONTO ZERO’


Parabéns ao articulista J. R. Guzzo (Ponto zeroEstado, 18/7), indo, como sempre, contra a corrente. Uma sugestão, para ajudar em suas próximas argumentações: a Prefeitura de Ribeirão Preto não reajustou, em 2019, nem o fará em 2020 e 2021, os salários de seus funcionários; além disso, aumentou a alíquota do IPM de 11% para 14%, o que vai significar um queda no rendimento de seus funcionários de cerca de 12%-13%. Sugiro que se faça a mesma coisa com o restante do funcionalismo público, mas principalmente do Judiciário, até que esses últimos atinjam o que ganham os professores. Assim não se infringirá a nova Constituição, outorgada pelo inimputável STF. Ah, sim, sou funcionário da prefeitura.


Albino Bonomi acbonomi@yahoo.com.br

Ribeirão Preto


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VIOLAÇÃO DO ARTIGO 5.º


Excelente o artigo do jornalista José Roberto Guzzo Ponto zero (Estadão, 18/7). Realmente, “só dá para chegar a uma conclusão: o artigo 5.º da Constituição é inconstitucional”. Reitero aqui carta minha ao Fórum do Estadão de 27/6/2020: “IGUALDADE – O artigo 5.º da Constituição federal declara que ‘todos são iguais perante a lei’, porém o STF não concorda e estabelece tratamento desigual para trabalhadores em empresas privadas e em serviço público no meio do combate à pandemia da covid-19, que atinge a todos, prejudicando os mais desvalidos e mantendo as regalias dos mais iguais com o argumento de que, no caso dos mais iguais, isso fere a Constituição (belo conceito de igualdade!). Parabéns ao nosso Pretório Excelso por esse desserviço!” Eu me pergunto: por que não houve nenhuma reação do Judiciário, nem dos participantes do plenário do STF, a essa decisão inconstitucional? Não seria uma decisão em benefício próprio?


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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NO SENADO NÃO


Ontem, a Polícia Federal esteve lá no gabinete do senador José Serra (PSDB-SP). Não entrou! Como é possível que o juiz de primeira instância não soubesse que o Supremo Tribunal Federal (STF) tinha de ter dado autorização? O desembargador, outro dia, era uma “porteira”, este deve ser, no mínimo, uma “toupeira”.


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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MUDAR O FOCO


O combate ao crime organizado político deveria se antecipar aos acontecimentos, olhar para aonde a bola vai, e não para onde ela estava. Foi muito rápido o combate aos desvios de dinheiro feitos durante a pandemia, o próximo passo é desbaratar os desvios de dinheiro que certamente irão ocorrer nas obras do saneamento básico e prender os envolvidos, de preferência em flagrante delito. Uma boa ideia seria a Polícia Federal acompanhar cada detalhe do processo licitatório em tempo real. Para combater a corrupção passada pode-se criar uma estrutura especial, voltada a prender os corruptos de pijamas, aposentados, como José Serra e tantos outros, que não representam mais risco mas, mesmo assim, devem ser punidos.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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OAB DE SANTO ANDRÉ


Acho que a pandemia está afetando também o bom censo e a moral das ditas autoridades. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santo André saiu na frente na vergonha nunca antes vista, dando moral ao desembargador Eduardo Siqueira, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que, além de ofender o guarda civil municipal em Santos, ainda emporcalhou a praia com a multa rasgada por ele e jogada no chão. Se a OAB acha isso legal, pelo amor de Deus, o Brasil precisa acabar ontem. Aliás, o Brasil não existe mais. A OAB, neste caso, é uma vergonha.


Marieta Barugo mbarugo@bol.com.br

São Paulo


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O SISTEMA DA CARTEIRADA


Enquanto tivermos tipos da laia do desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha de Siqueira, dificilmente este país vai para a frente!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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JUGE CÉLÈBRE


O desembargador Eduardo Siqueira deveria parar de caminhar no alto escalão da Justiça, rasgar seu diploma e jogar no chão, ligar para seu amigo secretário de Segurança e falar “pardon, je me suis emporté”. E, após colocar uma máscara para não ser reconhecido e preservar a saúde dos próximos, dar um “au revoir” para seu cargo.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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DESEMBARGADOR O QUÊ?


Este cidadão que se diz desembargador, faturando ilegal e injustamente R$ 57 mil por mês (dados da mídia), a única justiça a ser feita pelo seu comportamento deveria ser sua demissão por justa causa e a cassação do seu registro na OAB. Além de pagar danos morais ao guarda, deveriam colocá-lo num uniforme da guarda civil e obrigá-lo a ser guarda por dois anos, pelo menos. Tenho certeza de que, mesmo assim, iria envergonhar seu novo uniforme.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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TROFÉU


O grotesco desembargador merece ser condecorado pelo Judiciário com o troféu Equestre: metade cavalo, a outra metade, também.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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‘O PESO ÉTICO DO TERMO ‘LEVIANO’’


Quem acompanha o Estadão há muito tempo tem vivenciado o privilégio do estímulo à reflexão oriundo das crônicas do sr. Roberto Romano. A impressão arrebanhada nessa travessia dá conta de que se trata de um dos mais cultos e éticos professores doutores da nacionalidade. Suas Razões de Estado e outros estados da razão são uma confirmação dessa assertiva. Entretanto, ao analisar, no artigo O peso ético do termo ‘leviano’ (Estadão, 19/7, A2), a nota expedida pelos comandantes militares sobre o sr. Gilmar Mendes, entre outros aspectos, o sr. Romano formulou uma severa reprimenda à utilização da expressão leviana no texto oriundo do meio castrense. Será que houve um momento de disrupção cognitiva que levou o sr. Romano a esquecer e ignorar o emprego criminoso da palavra genocídio pelo ministro Mendes, em relação à ação das Forças Armadas no combate à pandemia do coronavírus? E a ignorar os erros cometidos pelo então ministro Henrique Mandetta no início de sua atuação (no viés das graves acusações que contra ele pesam na Justiça de Mato Grosso do Sul)? E a esquecer que o governo Bolsonaro decretou os perigos da pandemia no início de fevereiro, portanto antes do carnaval, o que foi ignorado sobretudo em São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Manaus? Será que houve um apagão ético que o levou a se esquecer de que o ministro Joaquim Barbosa afirmou em sessão plenária do STF que o sr. Mendes estava “destruindo a credibilidade do Judiciário brasileiro” e que o ministro Roberto Barroso asseverou também naquela egrégia Corte que o sr. Mendes “(...) é uma pessoa horrível. Uma mistura do mal com atraso e pitadas de psicopatia. (...) [Vossa Excelência] é uma desonra para o Tribunal; (...) sozinho desmoraliza o Tribunal”? Será que para o sr. Romano vale a asserção de Brecht de que certos humanos “têm de poder lutar e não lutar; dizer a verdade e não dizer a verdade; prestar serviços e negar serviços; manter a palavra e não cumprir a palavra; enfrentar o perigo e evitar o perigo; identificar-se e não identificar-se”? E acrescento: ser ético e não ser ético; ser culto e empregar a cultura para fins não nobres? 


Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília


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ERROS NA PANDEMIA


A coluna do professor Roberto Romano O peso ético do termo ‘leviano’ é um ode à escrita, mas sua erudição ocupa toda a sua coluna, não sobrando espaço para a imparcialidade.  Todos, com boa ou má-fé e com os mais distintos interesses, erram e erraram muito nesta pandemia.


Guilherme Bourganos bourganos@uol.com.br

Atibaia


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VOLTA ÀS AULAS


Ainda dá tempo: as escolas públicas que fecharam em meados de março provavelmente ficaram sem limpeza e manutenção até agora e podem ter se tornado antros imundos, invadidos por ratos e insetos, sem papel higiênico – se é que ainda há água nos banheiros. Quantas terão sido invadidas por ladrões em busca do que roubar ou por moradores de rua em busca de um teto? A covid-19 será o menor dos perigos que aguardam nossas crianças, se os governadores e prefeitos não cuidarem das nossas escolas.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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UNIVERSIDADES BRASILEIRAS


Referente ao texto O valor de um currículo acadêmico, dos professores Alcir Pécora e Marcelo Knobel, da Unicamp, gostaria de emitir algumas ponderações que não foram assinaladas pelos autores e que poucos professores da Universidade de São Paulo (USP) de atrevem a questionar em público ou nas comissões universitárias para não prejudicar sua carreira ou por outros motivos. Quando os autores assinalam que “para avançar na carreira cada passo é submetido a bancas de arguição e a avaliação de méritos”, isso é verdade na teoria, porém a realidade muitas vezes é outra. O mérito acadêmico, sem dúvida, deve ser o único fator na avaliação dos candidatos. Porém sabemos que na USP isso não é bem assim. Muitas vezes, especificamente no concurso para professor titular, o mérito acadêmico não é levado em conta – o mais importante desse processo passa a ser a indicação da banca examinadora. Essas bancas são autônomas, soberanas e se comportam de maneira imperial quando indicam o vencedor. Essa indicação é, quase sempre, de alguém leal 100% ao grupo que domina o departamento ou ao chefe que manda em tudo. Isso, sem dúvida, desestimula a competitividade e favorece aos interesses de grupo e a mediocridade. Essa distorção está no Regimento Geral da USP no artigo 159, que permite isso e assinala que, ao término da apreciação das provas, cada examinador atribuirá a cada candidato nota final, que será a média ponderada das notas por ele conferidas. Parágrafo único – Cada examinador fará a classificação, segundo as notas finais por ele conferidas, e indicará o candidato para preenchimento da vaga existente. As bancas erram muitas vezes, intencionalmente ou não, e sua decisão é soberana, não prestam conta a ninguém e indicam o candidato que foi escolhido para ser o novo professor titular. Esse processo é muito injusto, o edital não é por pontuação e ninguém pode processar a banca, que, pelo Regimento da USP, é autônoma para indicar o vencedor. Infelizmente, não vejo interesse em mudar o regimento e tudo continuará igual. Isso me lembra o faz de conta, tão característico da vida brasileira e denunciado por pesquisadores da área de ciências sociais, pela mídia, Ministério Público e até por ministros do STF. Lembro concretamente de um pesquisador da área de educação do MEC, observando os péssimos resultados dos estudantes brasileiros nos exames do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), que sentenciou “aqui no Brasil os professores fazem de conta que ensinam e os estudantes fazem de conta que aprendem e todos ficam felizes e contentes”. Desejo que as universidades estaduais paulistas continuem progredindo nos ranking de avaliação e possam atingir um lugar entre as dez maiores do mundo, de acordo com a importância econômica do País. No entanto, o concurso para professor titular deve ser mais transparente, imparcial, justo e com critérios de avaliação previamente estipulados por escrito no edital correspondente.


Prof. Dr. Julio Tirapegui tirapegu@usp.br

São Paulo

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