Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de julho de 2020 | 03h00

Estadistas e populistas

Líderes exemplares

Angela Merkel, chanceler da Alemanha, e Jacinda Ardern, primeira-ministra da Nova Zelândia, destacaram-se nestes primeiros sete meses do terrível ano de 2020 como as melhores, se não únicas, líderes mundiais, que souberam liderar suas respectivas nações com grande competência, bom senso e notável talento político. Brasil e EUA lideram a outra ponta do espectro da administração pública mundial, neste ano de pandemia na saúde e pandemônio na economia e na política. Jair Bolsonaro e Donald Trump são os exemplos mais notórios de incompetência e mau-caratismo na condução de seus grandes e maltratados países. O Brasil, que não consegue escolher bem suas lideranças políticas, precisa encontrar uma personalidade do quilate de Angela e Jacinda para eleger o próximo presidente da República, em 2022. Os nomes que aparecem em pesquisas precoces e precipitadas são de uma mediocridade assustadora. Cabe às lideranças partidárias, à grande mídia nacional e às melhores cabeças pensantes da Nação convencer os eleitores da necessidade de colocarmos na cadeira presidencial do Brasil um estadista. Um homem ou mulher que pense nos interesses maiores da Nação para dar ao nosso país um futuro realmente bom para todos. Ou fazemos uma escolha sábia, ou nos destroçamos como nação.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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O que fazer?

Estamos vivendo um ano sombrio, em que a pandemia expõe a situação administrativa do País em seu âmago. Um presidente alheio, um Legislativo composto em grande parte por implicados em processos relativos a ilícitos, um Judiciário imperial, em que integrantes interpretam leis explícitas como se fossem metáforas, supremas decisões monocráticas se fazem constantes, pessoas altamente duvidosas são libertadas sem haver contrapesos. Vivemos inseguros, seja por insegurança jurídica ou física. Nunca antes o cidadão se sentiu tão frustrado ante a imutabilidade de um sistema social e político que favorece uma sociedade de castas: uns têm mais "direitos" que outros, de forma legalizada. Era isso que o dr. Ulysses preconizava com a Constituição cidadã? Esse sistema é capaz de fazer um país evoluir? Teremos eleições proximamente. Mas as chances de mudar o atual cenário são mínimas, porque o Legislativo (que deveria representar-nos) impede qualquer alteração. O que fazer?

SERGIO HOLL LARA

JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Déjà vu

Em Anatomia de um fiasco (26/7, A2), Bolívar Lamounier refere-se ao nosso "inexorável retorno" ao modelo estatizante, que alguns defendem e parece estar em curso na guinada do governo Bolsonaro rumo ao mais do mesmo que, no fundo, sempre foi. Bolívar pergunta: "Como, então, ressuscitar nosso antigo modelo de crescimento, torcendo mais uma vez o nariz para o capital privado?". Respondo: turbinando a inflação, única alternativa restante no regime de falta de opções do afunilamento bolsonariano. Sem querer ser futurólogo, e guardadas as devidas proporções de época, tecnologia e status da democracia brasileira, a pandemia de covid-19, associada ao bolsonarismo, pode vir a ter papel semelhante ao da construção de Brasília, e associado ao regime militar, na arquitetura da hiperinflação, só superada após uma década da redemocratização com o brilhante Plano Real.

JORGE MANUEL DE OLIVEIRA

JMOLIV11@HOTMAIL.COM

GUARULHOS

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Governo de mentiras

O editorial O Bolsonaro imaginário e o real (25/7, A3) faz um balanço preciso da fragilidade do governo e de sua tentativa ininterrupta de subverter a realidade dos fatos, criando uma narrativa inexistente. Nunca houve proposta de "nova política" e os que com isso se iludiram são hoje os pseudoarrependidos. A nefasta combinação de teocracia com nepotismo, associada descaradamente à "hipocracia", vai nos levar mais rapidamente ainda à desconstrução do País.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Dois pesos e duas medidas

O presidente pediu o desbloqueio dos perfis de aliados nas redes sociais, para assegurar a liberdade de pensamento. Mas quando esses pensamentos são contrários aos interesses de Jair Bolsonaro, ele ameaça as emissoras de televisão com o corte de sinal e os jornais e revistas com a suspensão de verbas publicitárias do governo.

MÁRIO RUBIAL MONTEIRO

MARIO.RUBIAL@GLOBO.COM

SÃO PAULO

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Nós e ele

Como é bom estar curado da covid-19, sair do palácio acompanhado por um comboio de seguranças e passear de moto, livre, leve e solto. Como é ruim ser brasileiro comum, pagador de impostos e de mordomias de terceiros, com mais doentes e mortos próximos de nossas casas. Aliás, o presidente deveria divulgar o tratamento que o curou, que médicos o acompanharam e, principalmente, qual o custo total envolvido em exames, remédios e consultas. Talvez isso ajude os contaminados.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Flexibilização descambou

Sábado à noite circulei em meu carro pela periferia de São Paulo e fiquei estarrecido com o que vi: bares abertos normalmente em comunidades, com vários clientes bebendo, dançando e conversando sem máscaras ou distanciamento; festas em casas de família e reuniões em varandas e lajes; pessoas saindo às ruas sem máscaras e se aglomerando sem a menor cerimônia! O que faz o povo agir assim? As pessoas não têm medo de se contaminar, de contagiar familiares, amigos, etc.? O brasileiro só se educa com multas, mesmo! Cadê os fiscais e policiais para coibir essa falta de bom senso, de educação e de consciência social?

EDILSON GALVANI

EDILSONGALVANI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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NOVOS HOSPITAIS EM SP

O prefeito Bruno Covas merece minha consideração, mas não entendi sua afirmação no artigo Lições da pandemia em São Paulo (25/7, A2) de que a cidade ganhou seis novos hospitais definitivos em razão da covid-19. Que eu saiba, o hospital em Parelheiros já existia e demorou muitos anos mais do que o razoável para começar a funcionar. Em Capela do Socorro não existe nenhum hospital. Poderia ter sido reativado o antigo Hospital Nacional, um enorme prédio circular abandonado na Rua Frederico René de Jaegher, o que infelizmente não ocorreu. Dos outros quatro mencionados, nada posso dizer, por não conhecê-los. Sugiro que o jornal se inteire mais do assunto.

Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo

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EM BUSCA DE ATITUDE

"No início da pandemia fui morar na Prefeitura (...)" No início da pandemia, o Estado já reportava a crise na primeira página, ou seja: com nenhuma morte, o responsável já se fazia presente, emitia sinais, dava o exemplo, levava a cama para o gabinete. O que antes era desacreditado (prefeito) passou a ser creditado, outros supercreditados (presidente) passaram a ser desacreditados. A pandemia trouxe o que há de pior e o que há de melhor nas pessoas. Foi com essa atitude, mesmo com erros e acertos (talvez até com mais erros), que Bruno Covas ganhou a confiança de muita gente. Escrever um artigo é relativamente fácil, o papel aceita tudo, porém o agente que lê (leitor) só aceita uma coisa: atitude. Artigos e editoriais podem ser escritos por populistas e democráticos, mas sem atitudes se perdem com o vento. Com atitudes e respeito, artigos e editoriais entram para a História - vide Estadão. As eleições estão aí, batem em nossas portas, cabe ao leitor buscar atitudes.

Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

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'LIÇÕES DA PANDEMIA EM SP'

Já há semanas tenho comentado com meus filhos e netos que neste terrível momento de pandemia tenho muito orgulho de ser paulistana: o comprometimento das pessoas, dos agentes de saúde, cientistas e da prefeitura no enfrentamento desta tragédia merecem agradecimento e aplausos. Bruno Covas (25/7, A2), com sensibilidade e realismo, faz um resumo das principais ações municipais. O prefeito e sua equipe têm a minha gratidão.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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GUERRA SEM ARMAS

O número de mortes por milhão de habitantes no Estado do Rio de Janeiro dobrou nos últimos 50 dias. Em São Paulo, dobrou em 41 dias e em Minas Gerais dobrou em apenas 21 dias. A covid-19 já fez um estrago de grandes proporções nesses três Estados, matando mais de 36 mil pessoas. Até parece que não vimos o que ocorreu nos países da Europa há poucos meses. As medidas adotadas por lá pareciam muito drásticas para o nosso Brasil. As nossas autoridades estão desorientadas e agindo com finalidades políticas e nada científicas. Lamentavelmente, estamos acompanhando o crescimento acelerado dos óbitos por esta pandemia. Estamos numa guerra sem armas contra um inimigo invisível.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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VACINA COVID-19

Sobre a matéria Mulheres lideram pesquisa da vacina de Oxford no Brasil (Estado, 24/7), elas estão à frente nas pesquisas da vacina contra a covid-19. Parabéns a elas!

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte 

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NOVO NORMAL

O mundo mudou, a pandemia forçou a mudança de hábitos no homo sapiens, que até outrora cruzava a cidade dentro de seu carro, até o trabalho, hoje ele levanta da cama e abre o notebook. O ser humano precisa se reinventar, se adaptar ao "novo normal", e com isso quero dizer: o comércio precisa se reinventar. Não adianta o presidente dizer que "é só uma gripezinha" e tá tudo bem. Não está! Aquele que tem uma profissão que lhe permita trabalhar de casa vai ficar em casa. Quem tem um mínimo de condições (e de inteligência) não vai sair de casa. As grandes lojas já estão se adaptando a este novo normal, modelos de entrega com menor prazo que o convencional, venda de produtos que até então não eram vendidos como alimentos, etc. Tirando a periferia, que tem Estado próprio, os centros já estão se adaptando a esse novo modelo. Precisamos acordar, despertar para esta nova realidade, senão todos nós sucumbiremos.

Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra

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PLANOS DE SAÚDE COLETIVOS

Estamos sendo compelidos ao suicídio, pela aplicação de regras adotadas pelos planos de saúde coletivos, devido à omissão do governo com a aplicação de regimes diferenciados de cobrança com o plano individual, este regulamentado pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). Não tem cabimento essa distinção, tendo em vista que os custos dos serviços do usuário é o mesmo. Não dá para entender que a ANS complementar não adote o mesmo reajuste para ambos os planos, existir a perfeita igualdade do custo pela operadora do plano de saúde. Criou-se uma distinção que está arruinado as finanças dos participantes coletivos, compelindo-os a cancelar os contratos e sobrecarregar o SUS. Isso é uma concessão de serviço de interesse público e deveria ter regras iguais. Isso é uma desigualdade que afronta o direito e a democracia. Todos são iguais em direitos e deveres. Não imagino quantas pessoas estão vivendo com este problema, e particularmente os aposentados, que não têm a ajuda de uma empresa. Vamos corrigir isso urgentemente, pois se trata de justiça. Não podemos admitir que os donos dos planos de saúde dominem essa área em detrimento do povo.

José Orlando Passos Nunes jpassosn@gmail.com

Rio de Janeiro

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PENSIONISTAS DE SP

Quero me solidarizar com a carta do leitor sr. José A. Müller, no Fórum dos Leitores online de sábado, quanto às críticas feitas ao governador de São Paulo, João Doria, e à nossa Assembleia Legislativa, que juntos têm a coragem de cobrar alíquotas entre 11% e 16% de servidores públicos e pensionistas do Estado de São Paulo que há anos continuam com seus holerites minguados, sob a alegação de cobrir gastos previdenciários. Esta é uma marca do PSDB: não valorizar seus funcionários, ignorá-los e asfixiá- los. O que se espera é que esta classe tão espoliada saiba cobrar de seus deputados e governador na hora do voto, por suas malfadadas decisões. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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VAI SAIR TAMBÉM?

O presidente do Banco do Brasil (BB) Rubem Novaes entregou sua carta de demissão ao presidente Jair Bolsonaro - certamente cansado de pressões e interferências em suas funções. Na verdade, a pergunta que não quer calar é: será que Antonio Mourão, filho do vice-presidente Hamilton Mourão, que foi guindado nos primeiros dias do governo para assessorar o presidente do banco, também vai entregar o cargo, ou vai se manter no bem-bom das tetas do governo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SÓ RENUNCIA QUEM LÁ ESTEVE

A imprensa tem anunciado que o presidente do Banco do Brasil renunciou ao cargo. Não é verdade. Rubem de Freitas Novaes nunca lá esteve de fato. Frequentava mais as páginas de fake news do que o gabinete presidencial no banco. Sua passagem no comando de uma das mais tradicionais instituições brasileiras era um peso para seu frágil espírito. Não tinha nenhuma identidade com o BB, não tinha nenhuma empatia com o funcionalismo e demonstrava que pouco ou nada conhece da história do Banco do Brasil. Este mesmo BB que sobreviveu a todos os regimes, desde a monarquia aos anos de ditadura, a governos neoliberais, populistas ou democráticos, às vezes atacado, às vezes defendido, mas sempre à frente das principais transformações econômicas do País. O BB foi a primeira instituição bancária a operar no País. Em mais de 200 anos de existência, acumula experiências, é inovador, participa decididamente da vida da nação, coleciona inovações e sua marca se confunde com a própria história do Brasil. Pesquisas indicam que sua marca é uma das mais conhecidas e valorizadas pelo povo brasileiro, que reconhece no BB atributos como solidez, confiança, credibilidade, segurança e modernidade. Por meio de atuação bastante competitiva nos mercados em que atua, o Banco do Brasil é uma companhia lucrativa alinhada a valores sociais. É inegável a vocação do BB para políticas públicas com foco no desenvolvimento sustentável do País e no interesse comunitário, sendo um importante instrumento de governo (qualquer governo) para a solidez do sistema bancário brasileiro. Rubem Novaes não sabe nada disso. Assumiu a presidência só de araque. A contragosto, meio como aquele que recebe uma sentença prisional. Por diversas vezes entidades ligadas ao funcionalismo do BB tentavam chamá-lo a assumir o comando do BB. Em vão. Postava-se como expectador, inerte, de má vontade, como a carregar um fardo. Não é esse o perfil que se espera de um presidente do Banco do Brasil. Novaes desde o momento em que cruzou as portas do BB tudo fez para diminuí-lo. Atitude impensável de alguém que deveria responder pelo controlador, o governo. Ora, o controlador tem o dever de agregar valor à empresa, jamais desmoralizá-la, jamais diminuí-la. Agora é a oportunidade de o presidente da República colocar à frente de nosso maior e mais importante banco alguém que o compreenda, respeite e defenda. Há centenas de funcionários de carreira no banco com perfil para isso. Felizmente, o BB que sobreviveu a todo tipo de campanha para seu desmonte e privatização sobrevive a Rubem de Freitas Novaes. Aquele que foi sem nunca ter sido. E não renunciou, pois jamais lá esteve.

Isa Musa de Noronha, presidente da União Nacional dos Acionistas Minoritários do Banco do Brasil musadenoronha@icloud.com

São Paulo

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BANCOS ESTATAIS EM CRISE

A saída do presidente do Banco do Brasil demonstra a atual crise no sistema bancário estatal brasileiro, alvo inclusive de severas críticas de desmandos de ética nas tratativas financeiras de tais entidades. Tal realidade certamente será esclarecida oportunamente, posto que nesta era digital que vivemos nada mais se apaga definitivamente, como no passado ocorria nos eventos corruptivos, quando bastava destruir as provas de documentos em papel para que tais ilícitos ficassem impunes eternamente.

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

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BANCO DO BRASIL

Novaes pediu demissão do BB e Marcel Campos, da XP Investimentos, diz que esta segunda-feira será negativa para as ações do BB. Se isso acontecer, será um bom momento de compra. O BB é sólido, lucrativo, sempre foi e será vetor importante no desenvolvimento brasileiro.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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BRASIL EM TRANSE

Somente o interesse e a ganância do capital nacional e estrangeiro na liquidação das estatais, que o tal "Posto Ipiranga" quer porque quer fazer mesmo em meio à pandemia, com o real e os ativos nacionais desvalorizados como nunca, explicam a tolerância com este desgoverno e o atual presidente, que ombreia com Dilma Rousseff e Fernando Collor a disputa pelo título de Maria louca do Planalto. Apontar caixa de cloroquina para as emas do Palácio da Alvorada foi demais. Se pesquisas que colocam esse esquizofrênico como favorito em 2022 forem verdadeiras, mesmo que feitas via celulares em meio a uma pandemia, então o Brasil está em transe. A propósito, o Conselho Federal de Medicina também aderiu ao terraplanismo?

Sandro Ferreira sandroferreira94@hotmail.com

Ponta Grossa (PR)

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O PIOR DE TODOS

O Brasil nunca teve um grande presidente, muitos se envolveram em corrupção, outros fizeram péssimas gestões, mas nunca houve um presidente tão ruim como Jair Bolsonaro. Todos os presidentes brasileiros tinham carinho pelo povo, cada um a seu modo. Sarney, Collor, FHC, Lula e Dilma, nenhum deles foi grande, todos tinham problemas e limitações, mas nenhum deles queria o mal do Brasil ou do povo brasileiro. Bolsonaro considera os 150 milhões de brasileiros que não votaram nele seus inimigos pessoais, inimigos que têm de ser derrotados a qualquer custo. Os danos que a gestão Bolsonaro já causou ao Brasil são enormes e irreversíveis, na gestão do meio ambiente, da saúde, da educação, da cultura, tudo um lixo. O Brasil caminha para a destruição e o caos. O Brasil precisa se livrar de Jair Bolsonaro sem dó e sem olhar para trás.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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ALIADOS FORA DA INTERNET

Mais uma dura punição aos aliados de Jair Bolsonaro que, ligados ao gabinete do ódio, têm suas contas nas redes sociais suspensas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ao todo, são 16 pessoas punidas, entre empresários, influenciadores e políticos que já estão sendo investigados no inquérito das fake news. Entre eles, o ex-presidiário e condenado pelo mensalão do PT Roberto Jefferson, o dono da Havan Luciano Hang, Sara Giromini, etc. O ministro Moraes disse que este bloqueio é necessário para "interromper discursos criminosos de ódio". Esse comportamento odioso de aliados do Planalto é reflexo das atitudes antirrepublicanas do presidente Bolsonaro.  Já que, se tivesse respeito pelas nossas instituições e pelo cargo que ocupa, jamais teria instalado dentro do Planalto este indigerível gabinete ou central do ódio, comandado por seus filhos. Conforme investigação da Polícia Federal, eles cometem atos de calúnia, difamação, injúria e, como uma associação criminosa, agem contra a segurança nacional. Não por outra razão que em 8 de julho o Facebook derrubou contas e perfis falsos de pessoas ligadas ao gabinete do presidente.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ROBERTO JEFFERSON

Pode-se afirmar que o combate à grande corrupção no Brasil se iniciou com a descoberta do chamado mensalão do PT, denunciado, em 2005, pelo então deputado Roberto Jefferson, atualmente exercendo a presidência do PTB. O esquema consistia na compra de votos de parlamentares pelo governo federal no sentido de favorecer a aprovação de projetos de seu interesse. Pode ser considerado como ponto de partida para o início de investigações sérias posteriores ligadas aos subterrâneos ilícitos dos bastidores da política. É sempre bom relembrar que, graças à sua eclosão, muitos crimes subsequentes vieram à superfície, o que serviu para transformar o ambiente de negociações então vigente e escrever um período da história do Brasil que se caracterizou por uma guinada nas práticas ilícitas. Em que pesem, portanto, todas as acusações que recaíram depois sobre a conduta nem sempre elogiável do denunciante, deve-se reconhecer sua importância no surgimento de um raio de esperança numa ética mais aceitável nas relações oficiais.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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'FAKE NEWS'

Os envolvidos em fake news, com todo direito do jus sperneandi, alegam censura. Eu não acho que máquinas montadas politicamente, usando calúnia, difamação e infâmia com o único intuito de destruir a reputação de adversários políticos podem ser consideradas dentro da lei. Isso não pode!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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CONTAS SUSPENSAS

Quando a inquestionável e inegociável liberdade de expressão é confundida com a condenável e abominável agressão, a melhor punição é a suspensão das contas. Fora fake news! Basta!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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INTERNET BLOQUEADA

Li à página A16 da edição de sábado do Estadão que o presidente turco mandou ao Parlamento do país projeto de lei que permitirá ao governo bloquear sites como Facebook, Twitter e Youtube. O presidente turco anda incomodado com as redes sociais que teriam insultado seus familiares. A oposição vê como censura. Aqui, no Brasil, num inquérito de objeto indefinido e sem prazo para acabar, o ministro relator e, ao mesmo tempo, vítima manda prender pessoas sem a menor capacidade de influir em nada, numa inegável forma de ameaça a quem ousar criticar os desmanados da Corte Suprema. Lembram que andaram cogitando da CPI da Lava Toga? Estão achando que é só contra bolsonaristas? Por isso que a grande imprensa se cala? Aguardem!

Ana Lúcia Amaral anamaral@uol.com.br

São Paulo

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'O INTRÉPIDO QUE RASGOU A MULTA'

Quando cliquei no texto de Ignácio de Loyola Brandão da edição eletrônica do Estadão de 24 de julho (O intrépido que rasgou a multa), tinha 26 curtidas e 3 leitores que "descurtiram" a crônica. Fiquei imaginando quem seriam. Colegas de trabalho do desembargador da carteirada, objeto do texto? Duvido, não passariam recibo. Não importa, a crônica emociona. Obrigado.

Evaldo Valente Guimarães evaldovg@hotmail.com

São Paulo

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O VALENTÃO DE SANTOS

O homem, o mais evoluído dos primatas, de vez em vez regride a estágio primitivo no qual tenta se impor pela força àqueles que considera inferiores. Assim agiu o desembargador que em Santos destratou um guarda municipal que cumpria o dever legal.  Urbanidade é o mínimo que se espera de um magistrado, mas assim não agem uns tantos. Juiz posudo ou soberbo é redundância. Por alguma e desconhecida razão, criaturas togadas do Supremo Tribunal Federal parecem em surto de onipotência vã: Gilmar Mendes ignora o sentido da palavra genocídio e o aplica à pandemia, sempre no intuito de buscar holofotes e manchetes. Celso de Mello não lê ou não sabe interpretar a História: compara o governo de Jair Bolsonaro ao regime nazista, por visível, deliberada má-fé. No nazismo, Gilmar e Celso certamente estariam presos ou mortos. O valentão de Santos não passa de simulacro de magistrado que desonra, difama, depõe contra o Poder Judiciário.

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

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JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Desembargador que teve 40 processos administrativos ajuizados e é desembargador ainda. Só no Brasil, mesmo.

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

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