Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2020 | 03h00

Reforma tributária

Urgência

Em que pese a complexidade da reforma tributária, vimos na semana passada que os governos estaduais apoiam a inclusão do ICMS, conforme consta tanto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 45, da Câmara dos Deputados, como na PEC 110, do Senado. Como os municípios estão resistentes à inclusão do ISS, por que não deixar esse imposto para uma segunda discussão e aprovar logo uma PEC sem ele? Vimos recentemente que o Congresso Nacional consegue aprovar uma PEC em apenas uma semana, portanto, adiar até o próximo ano uma reforma tão urgente é, a meu ver, inadmissível.

RADOICO CÂMARA GUIMARÃES

RADOICO@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Seis por meia dúzia

O objetivo da reforma tributária deveria ser, no meu entender, a redução da alta carga de impostos que recai sobre nós. Em vez disso, o que se viu até agora na proposta do governo é apenas a mudança de nome de alguns impostos e a unificação de outros, sem redução de alíquotas. E dane-se o povo.

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS

SEPASSOS@YAHOO.COM.BR

PORTO FELIZ

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Prioridade número um

Nenhuma reforma tributária terá efeito sem antes se fazer uma reforma administrativa que corrija o grande gasto de recursos pela enorme máquina pública brasileira.

ALROGER LUIZ GOMES

ALROGER-GOMES@UOL.COM.BR

COTIA

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Pandemia

‘Irresponsabilidade’

Do editorial Irresponsabilidade (26/7, A3) destaco dois tópicos: o presidente faz o papel de garoto-propaganda das cloroquinas e desdenha do uso da máscara. Atos irresponsáveis compatíveis com quem perdeu a noção do supremo bem comum da humanidade: a saúde. A respeito da droga, o rigor da ciência comprova sua ineficácia na covid-19. Mas, a meu ver, como médico e ex-professor de Farmacologia, seu principal efeito colateral é a razão fundamental para sua contraindicação: arritmia cardíaca. Como se sabe, o maior porcentual de mortos é de cardíacos. Logo, se usada, pode agravar o desempenho do coração, já muito prejudicado pela diminuição da oxigenação do sangue decorrente de pulmão inflamado. Daí a importância da respiração mecânica. Quanto à máscara, que o presidente ora usa, ora não usa, até enquanto infectado em conversa com um gari, é a nossa maior proteção para uma imprevista contaminação pela única via de propagação de um vírus que necessita do ser humano para se multiplicar. Logo, evitar sua entrada no organismo pelo uso da máscara é fundamental, obviamente complementado pelo isolamento social. Com esses recursos interrompemos o ciclo vital da covid-19. Desobedecidos, não teremos o arrefecimento desta pandemia e, como consequência, a economia não poderá recuperar-se. Será que não nos bastam os exemplos de outros países, como a China e a Nova Zelândia?

ANTONIO CARLOS GOMES DA SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Carga de vírus e adoecimento

Foi relatada no Estadão interessante conclusão de estudo suíço em que fica evidenciado o papel da carga viral no adoecimento por Sars-Cov 2. Nesse estudo, parte de um grupo de militares que conviviam proximamente adoeceu, mas outros que permaneceram mais distanciados nos contatos diários, apesar de se terem infectado, apenas adquiriram imunidade, sem adoecer. Havia já a suspeita deste fato: quanto maior a quantidade de vírus adquirida por uma pessoa, maior a tendência ao adoecimento, o que é favorecido pela proximidade. Isso era observado em nosso meio quando várias pessoas do mesmo grupo familiar adoeciam após frequentar serviços de urgência onde havia doentes com covid-19, que disseminam importantes cargas virais em ambientes fechados e com pouca ventilação. O que era intuitivo e recomendado desde o início da pandemia – afastar-se dos portadores e doentes, enfim, manter o distanciamento social – está mais fortemente respaldado. O raciocínio simplista de uma pessoa ser simplesmente imune ou não ao vírus está incorreto, depende da quantidade de vírus que a atinge. Portanto, mantenham-se o distanciamento social e as precauções inerentes.

BERNARDO EJZENBERG, médico

BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Relaxamento trágico

É assustador verificar como a flexibilização do isolamento social está levando ao aumento exponencial do número de infectados e mortos pelo novo coronavírus. Mais triste é verificar que essa trágica realidade em muito se deve ao relaxamento da própria população, que está indo às ruas sem os cuidados básicos, como evitar aglomerações. Se tal tendência continuar, poderemos ser obrigados a voltar a restrições mais rígidas de isolamento, como única forma de preservar a saúde e a vida da nossa gente.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA

JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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Saneamento

Manter os vetos

É imprescindível a manutenção dos vetos à lei do novo marco do saneamento. Precisamos de concorrência já, as estatais que não tiverem competência deixem o caminho livre para quem quer trabalhar. A iniciativa privada poderá fazer muito mais, com metas viáveis, mas consistentes, custos menores e criação de muitos empregos. Se permitirem renovações por mais 30 anos com essas estatais, meros cabides de empregos remunerados em excesso, nada vai mudar e a população mais vulnerável continuará sem água tratada e com esgoto a céu aberto. E essa chaga social multissecular se perpetuará. Com essa politicalha que envenena o nosso país, tudo de ruim é possível. O mesmo vale para o item resíduos sólidos. O novo regulador, ANA, tem de atuar pesado para impor as metas dentro de um cronograma que transpassará os governos de hoje e das próximas décadas. Que assim seja!

ORLANDO LUIZ SEMENSATO

OSEMENSA@TERRA.COM.BR

CAMPINAS

NA GAVETA

 

Desanimador ler que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, engavetou o projeto de emenda constitucional que trata sobre o foro privilegiado (Insulto declarado, J. R. Guzzo, 26/7, A12). Como é possível não termos entre os 513 deputados uma maioria a favor da extinção dessa excrescência? Que recado os senhores querem dar à sociedade, que são deuses inatingíveis e que cabe somente ao cidadão comum cumprir leis e pagar tributos? Já não basta sabermos que para cada candidato eleito pelo voto do eleitor são eleitos 14 candidatos pelo voto do partido? Cada dia mais percebemos que de nada adianta cobrar e indignar-se com este fisiologismo tão escancarado. Ver  sujeitos fazendo caras e bocas em defesa da democracia é um deboche.  Qual democracia, a de Maquiavel, que diz “aos amigos os favores, aos inimigos a lei”?

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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UM ACENO

 

Em Insulto declarado, J. R. Guzzo nos revela um grave fato antidemocrático no Brasil: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, enfiou o projeto de lei do foro privilegiado numa gaveta. E lá se vão três anos que não o coloca em votação, pois, em caso de aprovação – do que eu francamente duvido –, retiraria este privilégio vergonhoso segundo o qual tudo podem, o que não ocorre no mundo real com o cidadão comum. Conforme o articulista nos revela, já existem contra ele acusações por atos ilícitos. Até quando estes fatos não serão colocados para discussões entre nós, pobres mortais? Coragem, Rodrigo Maia, ponha o projeto em pauta, pois como sempre e corretamente o sr. defende nossa democracia, em tempos atuais tão perturbados, seria um aceno favorável.

 

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

 

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‘INSULTO DECLARADO’

 

Parabéns ao colunista J. R. Guzzo pelo artigo de 26/7, pois falou tudo o que a grande maioria dos brasileiros sente em relação a esta interminável e vergonhosa procrastinação da decisão sobre o foro privilegiado. Afinal, ali está bem delineado como a casta dominante em todos seus níveis, mutuamente, se protege.

 

Carlos Ayrton Biasetto carlos.biasetto@gmail.com

São Paulo

 

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O BRASIL PRECISA AGIR

 

Está na hora de o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, dar andamento aos tantos pedidos de impeachment contra Jair Bolsonaro. A gestão da pandemia no Brasil está sendo conduzida de forma catastrófica por Jair Bolsonaro. O presidente da República demitiu dois médicos do comando do Ministério da Saúde porque eles se recusaram a obedecer às suas sandices. Bolsonaro nomeou um ajudante de ordens leigo para comandar a pasta da Saúde durante a pior crise de saúde pública da História, com o objetivo de poder fazer o que ele bem entendesse, inclusive receitar remédios ilegalmente, desrespeitar todas as regras de isolamento social e uso da máscara, negar toda ajuda necessária aos povos indígenas e dificultar ajuda para os Estados governados por seus adversários políticos. A vergonha sem precedentes do Brasil será um pouco menor se Bolsonaro já tiver sido apeado do poder quando a Justiça internacional o alcançar.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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JAIR E SUA MOTO

 

Fiquei sinceramente contente por ver o capitão desfilando garbosamente em sua moto demonstrando saúde. Como perguntar não ofende, será que ele está fazendo delivery de cloroquina?

 

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

 

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NÃO COMPROVADO

 

Hidroxicloroquina não tem benefício médico comprovado, mas todos a usam, de Uip a Bruno Covas, Bolsonaro e milhares de outras pessoas.

 

Dylan Rees dylan@drmg.com.br

São Paulo

 

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A RECUPERAÇÃO DE BOLSONARO

 

Uma pessoa que foi infectada por carga viral baixa da covid-19 se recupera em 14 dias tomando erva cidreira, ou em duas semanas tomando coquetel de hidroxicloroquina, antiparasitário e antibiótico, fazendo eletrocardiograma duas vezes ao dia. Felizmente, foi isso o que aconteceu com o presidente Jair Bolsonaro, e não que ele seja super-herói ou que a doença seja uma gripezinha, ou, ainda, que o referido coquetel tenha qualquer efeito comprovado. Até as emas no jardim do Palácio da Alvorada sabem disso!

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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MÉDICOS PRESSIONADOS

 

Mais um grave e triste legado de Jair Bolsonaro, que continua desprezando a ciência, é que, conforme matéria do Estadão, pesquisa da Associação Paulista de Medicina apontou que 48,9% de quase 2 mil médicos entrevistados pelo País disseram que pacientes ou seus parentes fizeram pressão para prescrever medicamentos sem comprovação científica, como, por exemplo, a cloroquina para a covid-19. Até ameaças de mortes contra profissionais houve, infelizmente. Uma intensivista de um hospital da zona norte de São Paulo, por exemplo, foi chamada de assassina, e, apavorada, pediu demissão. Na realidade, Bolsonaro, sem pudor algum, age como um charlatão receitando a cloroquina, como fez seu guru Donald Trump, presidente dos EUA. Parte destes 2,4 milhões de infectados e quase 90 mil mortes no Brasil devem ser colocados na conta desta irresponsabilidade de Jair Bolsonaro. Desde o início da pandemia, além de dizer que se tratava de uma “gripezinha”, ou “e daí?” diante das mortes e “eu não sou coveiro”, insiste também em dar um fim ao distanciamento social. Mais grave ainda é quando recomenda o uso da cloroquina, que é ineficaz e pode ter graves efeitos colaterais, como constatam estudos pelo mundo. Neste caso, justo seria um julgamento do presidente por crime contra humanidade.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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OS MÉDICOS E AS EVIDÊNCIAS

 

Se as pressões e até ameaças a médicos, tanto através das redes sociais como por parte de parentes de pacientes acometidos de covid-19, com o intuito de forçá-los a prescrever cloroquina, já são por demais chocantes, mais chocante ainda é a constatação de que boa parte dessas pressões provém justamente de profissionais da área. Mais que lamentável, é inadmissível que médicos que aprenderam (ou deveriam ter aprendido) desde a faculdade a exercer a Medicina baseada em evidências científicas, e não no mero achismo, insistam no uso da cloroquina para tratamento da covid-19, mesmo perante as robustas evidências apresentadas em trabalhos sérios realizados em várias partes do mundo, no Brasil inclusive, demonstrando a ineficácia e os riscos da droga. A argumentação de que experimentos realizados em laboratório mostraram que a cloroquina destrói o vírus não justifica seu uso, pois o que importa, em última análise, é a ação in vivo, ou seja, em seres humanos. Pacientes e seus familiares têm todo o direito de sanar dúvidas com o médico, desde que dentro dos limites da urbanidade, sem pressões ou ameaças. Quanto aos profissionais que continuam obcecados pela cloroquina, ou o fazem por razões escusas e misteriosas, precisam urgentemente rever seus conceitos científicos mais básicos.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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CORIZA

 

Quarentena relaxada. Em algumas unidades de saúde pública há falta de insumos para o devido atendimento de infectados. No estoque o que não falta é cloroquina e derivados. Mais: médicos são pressionados para que a receitem. O governo dá a palavra final. Bolsonaro assina embaixo! Com essa profilaxia, a continuidade da pandemia está garantida. Mas que ninguém se preocupe, é só uma “gripezinha”...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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OS ESCULÁPIOS

 

“Sem intervenção, esgotamos UTIs, os picos vão aumentar descontroladamente, levando insegurança à população, que vai se recolher mesmo com tudo funcionando, o que geraria um desgaste maior ou igual ao isolamento na economia.” Texto relativo à propagação do coronavírus, originário do Comitê de Operações de Emergência do Ministério da Saúde, constante de ata de reunião do órgão. Ora, vamos combinar que tal afirmação deveria estar baseada em conclusões advindas de dados estatísticos relacionados, ainda não consolidados em virtude da volatilidade das ocorrências num país tão extenso e diversificado. É prematura, beirando a irresponsabilidade, a insinuação estampada em alguns veículos da imprensa de que o ministro interino da Saúde foi negligente ao ignorar aquelas sugestões e submisso ao prestar obediência cega aos desejos do presidente, o que não é comprovado. Quanto ao fato de não ser ele médico, muito mencionado ultimamente, seria interessante atentar para o fato de que os mais graves acontecimentos relacionados a atos de corrupção durante a pandemia localizam-se na área da saúde, até agora dirigida por ilustres esculápios.

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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REABERTURA DO COMÉRCIO

 

Pergunto-me de onde saiu a brilhante ideia de que reabrir o comércio só por reabrir seria a solução salvadora da economia? Seria esse o plano A para salvar os CNPJs? Se o A foi assim, como vai ser o plano B? O governo vai pôr o Exército nas ruas e obrigar as pessoas a saírem de casa?

 

Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra

 

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HORÁRIOS

 

Se você adoça uma xícara de café com 1 colher de açúcar  e depois adoça 1 copo de café com a mesma colher de açúcar, com certeza a xícara de café vai ficar mais doce e, obviamente, mais concentrada. Traduzindo para a flexibilização: o comércio deveria ter o número de horas aumentado das 7h às 19h, porque a concentração de pessoas seria menor e o contato, obviamente, também, claro que com as mesmas regras (máscaras, álcool gel, sabão, sabonete, detergente, luva, óculos, gorro, escafandro, etc.).

 

Carlos Roberto Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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TRAGÉDIA SEM FIM

 

Qual será o número de mortos necessários para provocar uma sinergia entre os líderes deste País para estancar esta tragédia incomensurável provocada pelo covid-19? O Brasil está à deriva!

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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A SUPERAÇÃO DE NOSSA CRISE BIFRONTE

 

Levado às cordas sob crise dupla, a sanitária, envolvente do mundo, é suscetível, a médio prazo, dos medicamentos e da vacina, ainda que perfure nossas almas a memória dos que se foram; mas a política e cultural exige um recivilização do Brasil, que extirpe o patriarcalismo plutocrático formado na longa história da escravidão, cujos fortes resquícios ainda perduram, como preleciona o antropólogo Roberto DaMatta e como se vê da conduta infeliz de um desembargador vindo de família latifundiária paulista no episódio de Santos. No entanto, por ora, essa mudança de costumes culturais encontra seu antípoda na governança de extrema-direita pedestre que nos comanda de Brasília.

 

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

 

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CONTAS BLOQUEADAS

 

Em um país com plena democracia, é discutível se o bloqueio de contas de blogueiros, como aconteceu na ação determinada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, fere o direito à liberdade de manifestação do pensamento e expressão, assegurado em nossa Constituição, e pode ser contestado pelos atingidos em caráter privado. Mas quando o presidente da Nação e a Advocacia-Geral da União (AGU), em caráter público, assumem a tarefa de propor ação direta de inconstitucionalidade no STF, deixam claro que há interesses nesses conteúdos que devem ser analisados. Mas o mais grave é que fica claro para a sociedade que Jair Bolsonaro não faz a menor ideia dos limites de ação de um presidente, que não podem ser sobrepostos pelos seus interesses particulares.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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LUDIBRIA-ME QUE EU GOSTO

 

Jair Bolsonaro ludibria seus seguidores desatentos em vários assuntos. Hoje, comento o caso das fake news. Ele quer de toda forma desbloquear os perfis dos “aliados” nas redes sociais, e para tanto alega a liberdade de expressão, mas ao mesmo tempo ameaça canais de TV com a não renovação de concessão e jornais e revistas de corte de verba publicitária. Também confunde os crédulos/puxa-sacos misturando liberdade de expressão com agressão, calúnia, difamação, etc. contra quem pensa diferente da forma doente dele, ou seja, egoísta, narcisista e paranoica.

 

Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

 

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INSEGURANÇA JURÍDICA

 

Tendo em vista que o Brasil é um dos únicos países do mundo com quatro instâncias de julgamento, fica claro entender a nossa insegurança jurídica, como mostrou o editorial O TJSP e os tribunais superiores (Estado, 27/7, A3). Sem contar que o que realmente vale para o cumprimento da decisão é o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) e o festival de recursos! Acrescentem a isso decisões difíceis de entender, como as registradas nas notícias Colombo é absolvido em ação de caixa dois e Noronha manda soltar diretor de vara federal (25/7, A12). Além disso, o entendimento de que nota fiscal fria não parece ser prova de crime, como consta das notícias Pimentel é absolvido em ação de caixa 2 (24/7, A10) e Juiz manda soltar fundador da Qualicorp (25/7, A12). A nossa Justiça necessita, mesmo, é de uma profunda reforma. Afinal, é na Justiça realmente que se acha a maior componente do chamado custo Brasil.

 

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

 

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5G E A ESPIONAGEM

 

Espionagem não é privilégio da Huawei. Qualquer empresa que atue na infraestrutura da internet pode, se quiser, auscultar qualquer um de nós. Isso vale pra Google, Facebook, Cisco, Apple e tantas outras gigantes da internet. Espionagem é um argumento trampista nacionalista e xenofóbico que esconde o óbvio: as empresas americanas ainda não dispõem na prateleira de equipamentos de infraestrutura para instalação do 5G e, por causa disso, podem virar coadjuvantes no 5G e deixar o Brasil na rabeira mais uma vez.

 

Artur Mendes artmendes@gmail.com

Campinas

 

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PERDAS NA POUPANÇA

 

Em dezembro de 2017, representantes dos bancos (Febraban) e de aplicadores que tiveram perdas na caderneta de poupança (Idec) por ocasião dos Planos Bresser (1987), Verão (1989) e Collor II (1991) chegaram a um acordo pelo qual aqueles que quisessem seriam ressarcidos parcialmente pelos bancos, o que poria fim à pendência no Judiciário. Em março de 2018 o Supremo Tribunal Federal (STF) homologou o acordo. Quanto aos outros bancos não sei, mas o Banco do Brasil, que é o meu caso, até hoje, passados mais de dois anos, não pagou um tostão do que me deve. Será que é porque a gente mora no Brasil?

 

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

 
 
 
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