Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de agosto de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

E a bandeira anticorrupção?

Para se eleger presidente da República Jair Bolsonaro levantou a bandeira anticorrupção e trouxe Sergio Moro para seu governo. E agora, depois de empurrar o ex-juiz para longe, viaja com Ciro Nogueira, senador réu no Supremo Tribunal Federal, denunciado por organização criminosa, e inaugura obras nos grotões nordestinos. “Fim da Lava Jato!”, gritava a claque de Ciro Nogueira para Bolsonaro. Parece que, ajudado pela Procuradoria-Geral da República, é isso mesmo que Bolsonaro pretende fazer. Mas e a bandeira anticorrupção? Ah, havia muita gente conhecida escondida por trás dela.

ENI MARIA MARTIN DE CARVALHO

ENIMARTIN@UOL.COM.BR

BOTUCATU

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Rei morto, rei posto

Quem diria que viveríamos para ver Bolsonaro ser recebido em reduto do PT por centenas de piauienses aos gritos de “mito!” e pedindo em coro o fim da Lava Jato?! Será que esse povo aclamava o “mito” ansiando de verdade pelo fim da operação que levou Moro a ser escolhido ministro da Justiça, o que garantiu a vitória do novo “pai dos pobres”? Ou foi apenas encenação para seus idólatras poderem guardar na memória a imagem dele num cavalo branco em meio ao “delírio” do povo? Claro que para tanto foi necessário afastar a máscara do rosto, provocar aglomeração e sorrir muito, esquecendo a pandemia. E daí se no mesmo dia já passavam de 90 mil as mortes pelo coronavírus? Essa cena deve se repetir ad nauseam daqui por diante, com o Renda Brasil substituindo o Bolsa Família de Lula e sua já velha e cansada figura. Afinal, rei morto, rei posto. Vivas ao novo rei, mesmo que esteja nu. Mas isso nunca poderá ser-lhe dito, nem a seus humildes súditos, pois o “mito” precisa se reeleger – porque é narcísico e também porque é o jeito que ele tem de fugir a toda e qualquer possível investigação ligada a desvios de dinheiro público e às milícias.

ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Breve balanço de perdas

Perdas pela pandemia: 91.377 vidas, 1,2 milhão de empregos, 700 mil empresas. Perdas por má-fé – promessas de campanha não cumpridas pelo governo Bolsonaro: o combate à corrupção, o fim da “velha política” e do nepotismo, a reforma tributária para desafogar o empresariado, as privatizações para melhorar a entrega de serviços ao pagador de impostos. Perdas por incompetência do governo Bolsonaro: maltrato do conhecimento científico; equívoco total sobre o que significa a educação; falha na implementação do Código Florestal, com a consequente falta de controle do desmatamento, lançando o Brasil à condição de pária internacional; adiamento da recuperação da confiança nacional nas Forças Armadas; um “gabinete do ódio”. Algum ganho concreto em 2020? Estou procurando com lupa. Alguns acham que o home office é um ganho. Será mesmo ou depende da personalidade do indivíduo?

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Destruição

O governo Bolsonaro destruiu toda a estrutura de proteção do meio ambiente, a cultura foi para plano secundário, a educação penou nas mãos de alguém cujo único interesse era criar problemas e dominar as universidades federais. Estamos alcançando 100 mil óbitos por covid e agora se iniciou uma guerra contra a Operação Lava Jato para obter as informações de seis anos de investigações, que podem servir para chantagear adversários. O gabinete do ódio completa o quadro de destruição. Nada mau para quem tem, exatamente, esse objetivo.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nota de R$ 200

Benefício da dúvida

Ao longo da nossa História, vimos vários governos lançarem cédulas de valor maior do que as então em circulação. Hoje temos a nota de R$ 100 no topo e muitas vezes trocá-la não é fácil. Nos EUA, a de US$ 100 prevalece há décadas. Notas de valor mais alto acabam sendo interpretadas como alta de inflação. Agora o governo pretende lançar a de R$ 200. Para quê? Não temos necessidade. Mas isso ajudará a transportar valores mais altos em menores volumes de cédulas – em cuecas, por exemplo, ou em malas. Em tempo: vamos presumir que não seja essa a real intenção do atual governo.

CARLOS EDUARDO BARROS RODRIGUES

CEB.RODRIGUES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Facilidade para lobos maus

Com o lançamento da cédula de R$ 200, as montanhas de dinheiro em apartamentos também vão ter tamanho menor.

CARLOS RENATO NAPOLEONE

CRCALEIDOS@GMAIL.COM

AGUDOS

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Maior dureza

O Brasil enfrentando a maior crise sanitária e a prioridade é inventar uma nota de R$ 200? Ora, se já está difícil comprar um pastel na feira, imagina ter um lobo-guará no bolso...

RODRIGO IBRAIM

RODRIGOIBRAIM@GMAIL.COM

TABOÃO DA SERRA

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Em São Paulo

Aumento de 100%!

O governo paulista, aproveitando-se da pandemia, também fez passar a sua boiada e dobrar o imposto sobre heranças e doações (ITCMD)! Isso vai tornar proibitivo o custo das escrituras. E acabará tornando inviável o mercado imobiliário. Socorro!

RONALDO ROSSI

RONALDO.ROSSI1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Esfolando os pobres

Ao me aprofundar na lei – aprovada na surdina, com o apoio do PT e do PSDB na Assembleia Legislativa – que aumenta o ITCMD no Estado de São Paulo, recordei-me da indignação da época quando foi aumentado de 2% para 4%. O que acontecia? Os ricos e poderosos faziam ofertas de compra de bens de famílias em dificuldades e impunham a divisão dos tributos. Quem essa lei vai beneficiar? Os ricos e poderosos. Esse fato me fez definir em quem eu jamais votarei em eleições.

JOSE RUBENS DE MACEDO SOARES

JOSERUBENSMS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

‘A IMPORTÂNCIA DO SUS’


O Sistema Único de Saúde (SUS) é, literalmente, único no mundo pelas diversas razões que o editorial A importância do SUS (31/7, A3) muito bem apontou. Entretanto, quem trabalha ou já trabalhou na medicina pública sabe bem o quanto heterogêneo é o sistema. Desde locais excepcionais, onde se pratica medicina de Primeiro Mundo, até outros deficitários em hotelaria, médicos, equipamentos, etc. E a razão é fácil de entender: se, por um lado, basta vontade política para que o sistema funcione, de outro, a atenção básica à saúde não dá voto. Portanto, para que o SUS receba “das autoridades uma atenção proporcional à sua importância para a vida de milhões de brasileiros”, como conclui o editorial, será preciso pressão contínua da opinião pública, o que seria um dos grandes legados benéficos desta trágica pandemia.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O SUS PÓS-PANDEMIA


O nosso SUS foi criado em 22/9/1988 como um sistema inserido em nossa Constituição para a inclusão de toda a população ao acesso integral, universal e gratuito ao seu atendimento à saúde. Antes, havia o Instituto Nacional de Assistência Médica e Previdência Social (Inamps), muito falho. O editorial do Estadão Teto de gastos e saúde pública (30/7, A3), de forma brilhante, expôs a entrevista do economista Marcos Mendes de que a PEC do teto de gastos não diminui o aporte financeiro à saúde e, ao contrário, até o aumentou em cerca de R$ 9,3 bilhões entre 2017 e 2019. A sua não observância poderá acarretar consequências danosas como inflação, aumento das taxas de juros e desemprego. O fato histórico é que nunca se investiu no SUS ao longo destes mais de 20 anos e o sistema esteve sempre “de pires na mão”, mendigando por mais recursos. Milhares de vidas se perderam. A covid-19 mostrou o quanto este sistema foi importante para o combate a esta terrível pandemia. Imaginem se governos sérios em todos os níveis investissem como deveriam tê-lo feito ao longo de décadas. As nossas Santas Casas são o maior exemplo deste descaso, somente lembradas durante campanhas políticas. “Vamos valorizar o SUS”, dizem. Balela! Os nichos de excelência somente existem pelo denodo esforço dos profissionais de saúde que nele militam. Mais uma vez, nossos políticos vão se debruçar sobre o tema para sua melhora. Portanto, é louvável a comissão que se instalará na Câmara federal na tentativa de obrigação de investir no SUS em todos os seus níveis de necessidade, e que não se perca, como ocorreu com tantas. Vamos torcer.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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AMEAÇA DE APAGÃO


A manchete do Estadão de 31/7 informa que garimpeiros ilegais estão colocando em risco o linhão de Belo Monte, que tem mais de 2 mil quilômetros e é sustentada por torres, podendo ocasionar um apagão de nível nacional. Avisadas as autoridades competentes, o presidente Jair Bolsonaro acionou seu ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, para as devidas providências. Prontamente, foi enviada meia dúzia de extintores de incêndio portáteis, para ninguém dizer que o governo federal é omisso!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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ILEGAL


O termo aparece rotineiramente: desflorestamento ilegal, extrativismo ilegal de madeira, pesca ilegal, garimpo ilegal. Quando se sabe, por que não há intervenção? O ilegal é tolerado pelos administradores do patrimônio público? Aliás, quem são os administradores? Onde se pode reclamar? Quem é responsabilizado e punido por falta de atuação? Parece que nem autoridades estabelecidas temos neste país do faz de conta. Até querem liquidar a Operação Lava Jato, que surgiu “fora do previsto, do programa”. O certo é incômodo. Politicamente correto é não incomodar. É o que se percebe na “desconversa” sobre os danos causados ao País e ao mundo pela destruição da Floresta Amazônica e do Cerrado. É isso que você deseja, contribuinte, eleitor e cidadão? Continuará tolerando os tolerantes? Você continuará omisso? Aturará a vergonha da falta de responsabilidade? Esteja certo: a constatação de ilegalidade é uma piada aos olhos dos conterrâneos infratores. Eles se limitam a um verdadeiro “E daí?”. Mobilize-se. Então, verá que este pesadelo terminará como num passe de mágica.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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‘REDUÇÃO DE DANOS’


Infelizmente, será difícil a Redução de danos (editorial de 31/7, A3), pois a boiada de Ricardo Salles já passou e as ações do Legislativo são paliativas ou, no máximo, para coibir a continuidade da destruição. Floresta queimada é patrimônio já perdido. Essa é a tônica do governo, que não respeita o patrimônio de todos os brasileiros, tanto os naturais como os materiais e culturais.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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O PRESIDENTE NO NORDESTE


Com viagem ao Nordeste, Bolsonaro confirmou a importância e a continuidade do auxílio emergencial, já conhecido como auxílio presidencial. O auxílio CPMF virá para garantir a popularidade e as despesas da campanha que se iniciou.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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CAMPANHA FORA DE ÉPOCA


Enquanto o carnaval fora de época está suspenso por causa da covid-19, o bloquinho de Brasília está a todo vapor, o bloco da campanha fora de época. Pois é, no dia em que a primeira-dama foi diagnosticada com a “gripezinha”, seu marido, não contente com pouco mais de 90 mil cadáveres, parece fazer de tudo para aumentar esses números. Andanças a cavalo, aglomeração e – o mais importante – sem máscara. Às vezes, acho que a covid-19 é parte do plano de governo, viu.


Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra


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O QUE MAIS?


Apesar de eleito, o presidente Bolsonaro não consegue deixar de fazer campanha eleitoral. O que mais ele sabe fazer?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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VAQUEIRO


Com o Brasil se aproximando de 100 mil óbitos por causa do coronavírus, será que o presidente Bolsonaro está ciente disso? Vendo ele no Piauí, usando chapéu de vaqueiro, temos a impressão de que não.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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EM PLENA PANDEMIA


O clima de campanha eleitoral esteve presente na recente viagem do “mito” Bolsonaro ao Piauí. E ele teve o desplante de tirar a máscara, montou a cavalo e participou de aglomerações públicas. Para completar o quadro, manifestantes gritavam “fim da Lava Jato”. A que ponto chegamos! Onde o Brasil vai parar?


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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O CANGACEIRO


Com efeito, não poderia haver imagem mais fake (e manjada) do que o presidente Jair Bolsonaro usando um chapéu de cangaceiro em confraternização de rua no Piauí. Sem ter descido de vez do palanque da campanha que o elegeu em 2018, empreende viagem Brasil afora de olho na reeleição de 2022, certo de que conseguirá completar seu mandato até lá. A conferir...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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COVID-19: INDIFERENÇA ÀS MORTES


Um avião com 300 passageiros cai hoje, outro, somente daqui a 1 ou 2 anos. A notícia, felizmente, é esporádica. Porém, passar 100 dias vendo, todos os dias, a mídia divulgando quantidade de mortos acaba banalizando a morte. Além disso, um avião não é feito para cair, enquanto o vírus vive do seu hospedeiro. Não é surpresa um vírus matar. Surpreendente seria o vírus fazer bem. Há uma questão talvez filosófica: os que creem em Deus acreditam na vida eterna, portanto não devem temer a morte. Os verdadeiramente ateus acreditam que nada existe após a morte e, se nada existe após a morte, não sofrerão saudades ou qualquer outra angústia, portanto também não deveriam temer a morte. Enfim, o melhor que podemos fazer para adiar a morte é viver com muita alegria e gratidão, mesmo que insistam em nos lembrar diariamente que “a morte está sempre a esperar num canto qualquer desta vida”, como cantava Toquinho.


Celso Francisco Álvares Leite celso@celsoleite.com.br

Limeira


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QUEM ENTENDE?


Continuo sem entender. As notícias que leio sobre a pandemia só indicam o aumento das infecções e dos óbitos. Não sei de onde algumas autoridades se informam indicando redução ou estabilização, se esta respeita intervalo de 15% das ocorrências para considerar estável. Parece-me um absurdo, não importando de onde venha a medição, afinal esse porcentual é significativo no alto nível em que nos encontramos, não raro representa o número de óbitos de uma comunidade e, como estamos próximos para efeito de contágio, o risco é maior. Assim continuando, não será tão cedo que a covid-19 nos deixará, infecções não faltarão e o mesmo em relação a óbitos, até que a tão esperada vacina mostre aparição e efeitos. Se não, falar menos e mais cuidado até com flexibilizações.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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APROVEITADORES


Nossos governantes, do Planalto e do governo de São Paulo, aproveitam da pandemia para nos onerar. Vejamos, o ministro Paulo Guedes quer criar imposto sobre quaisquer transações por internet, pois muitas pessoas que não podem/devem sair de casa passaram a fazer transações eletrônicas. O governador João Doria (SP) teve a brilhante ideia, por meio do PL 250/2020, de aumentar em 100% o ITCMD, o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos, de 4% para 8%. Atenção: em São Paulo já morreram 23.102 pessoas, grande parte de idosos, que devem ter algum bem. Ainda não foi votado e você, paulista, deve pressionar seu deputado estadual. Nós não merecemos estes tipos de governantes!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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GRANDE OPORTUNIDADE PARA O BRASIL


À medida que as informações sobre a manipulação do vírus pela China e de suas faltas deliberadas de cuidado e de divulgação com relação ao mesmo vão se tornando públicas, as relações com a China vão azedando. Se antes da pandemia o seu domínio ditatorial de sua população, seu papel de dominância nas cadeias de suprimento industrial do mundo e sua tendência a se tornar a primeira economia e potência do planeta eram vistos com displicência, as coisas agora mudaram. E, se não bastasse tudo isso, afloraram conflitos territoriais e questões militares gravíssimas entre China e Japão, China e Índia, China e Austrália, China e seus vizinhos asiáticos, China e Rússia, entre outros. Como consequência, grandes grupos (principalmente os do Japão) já estão reposicionando sua produção a ritmo acelerado para substituir a China por alternativas. Assim, a possibilidade de uma guerra comercial entre estes países e a China aumenta a cada dia. Ocorre que um dos principais fatores estratégicos que se encontram na mão dos chineses são os metais de terras raras que produz e que são essenciais para a fabricação de muitos produtos como computadores, telefones celulares, baterias recarregáveis, conversores catalíticos, ímãs, luzes fluorescentes, entre outros dispositivos eletrônicos, peças automotivas e todas as tecnologias eletrônicas avançadas usadas pelos militares. Mais de 80% das exportações vem deles. E as preocupações a respeito de aumentos significativos de preço e restrições de fornecimento tornaram-se reais e prementes. Se, por um lado, a China possui cerca de 40% das reservas mundiais de metais de terras raras, o Brasil é o segundo colocado, com 18%, e a Rússia é o terceiro, com 15%. E as economias desenvolvidas não gostariam de aumentar sua dependência da Rússia. Em resumo: se o Brasil acordar, não nos faltarão investimentos imediatos de grande monta para desenvolver este setor tão estratégico para o mundo e especialmente para nós.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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LA CASSEROLE


Não tenho sintonia de pensamento com muitas reflexões do sr. Eros Grau, porém o artigo dele La Casserole também para sempre!, no Espaço Aberto do dia 31/7 no Estado, foi emocionante. Parabéns.


Cesar Eduardo Jacob Cesared30@gmail.com

São Paulo


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ALENTO


Gostaria de dar os parabéns ao ministro Eros Grau pelo primoroso texto em homenagem ao La Casserole, publicado no Espaço Aberto de 30 de julho. Não só foi um alento diante de temas mais áridos que frequentam o espaço, como tocou a sensibilidade de todos aqueles que, assim como o ministro, têm um “restaurante do coração” e dele se viram afastados em razão da pandemia. Além disso, serviu de encorajamento aos inúmeros proprietários e funcionários de restaurantes Brasil afora para que aguentem firme e superem este período difícil, que nós clientes estamos ansiosos para reencontrá-los e voltar a frequentar os estabelecimentos que nos trazem tantas boas memórias.


Eric Tedesco eric.tedesco@gmail.com

Americana


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LA CASSEROLE


Em momentos especiais o primeiro nome de restaurante que me vem à mente é o La Casserole, com excelente comida, em ambiente acolhedor, em frente ao mercado das flores e envolvido pelo espaço mágico do Largo do Arouche. No início de uma noite, a Elizabeth e eu fomos lá jantar. Recebidos amigavelmente pelo maitre, ele sugeriu que escolhêssemos a mesa. Ato reflexo, entre várias outras, apontei para uma mesa no canto direito ao fundo do salão. Constrangido e educadamente, me pediu que escolhesse outra – aquela era a mesa da proprietária do La Casserole, madame Touna, a francesa Fortunée Henry. Antes que pudéssemos reagir, eis que madame Touna interveio e nos disse que ficaria muito feliz que utilizássemos a sua mesa. Parabéns ao artigo de Eros Grau de 31/7 em que homenageia o La Casserole e os seus amigos de vida. Nos momentos que vivemos, é importante celebrar a generosidade, no caso com acento francês, traço marcante da sociedade brasileira, mas tão esgarçado nos tempos atuais.


João Cyro André Joaocyro.andre@gmail.com

Barueri


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‘DESIGUALDADES LEGAIS’


artigo do professor José Pastore, publicado ontem no caderno de Economia do Estadão, já machuca no título e nos faz lembrar que ainda em 1789 os inconfidentes gritavam contra as desigualdades, sonhando com um País livre de Portugal e justo. Foram condenados e, meses depois, na França, os inconformados com a desigualdade e a miséria iniciaram uma revolução violenta, em que milhares de cabeças rolaram, e criou-se o fantástico texto da Declaração dos Direitos dos Homens, algo realmente maravilhoso, se não ficasse unicamente no papel. Os pobres sempre foram e continuam sendo explorados e oprimidos democraticamente, tudo absolutamente dentro da lei e da ordem. Alguns pequenos detalhes como “todos são iguais perante a lei” ou, talvez, todos são iguais perante a lei?


Waldyr Sanchez waldyrsanchez@gmail.com

São Paulo


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GILLES LAPOUGE


Estamos tristes em casa pelo falecimento de Gilles Lapouge. Na invejável condição de assíduo leitor de suas matérias, desde a infância, transmiti este prazer e aprendizado às minhas filhas. O heroico jornalista manteve a acuidade política e o talento de escritor em idade avançada. Esta perda seria sentida em qualquer momento, mas é acentuada pelos tempos infecundos pelos quais passamos. Pesarosos, agradecemos ao Estadão por nos ter propiciado esta inteligente companhia, por tantas décadas.


Celso A. Coccaro Filho ccoccar@gmail.com

São Paulo

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