Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

04 de agosto de 2020 | 03h00

Reforma tributária

CPMF com novo nome

O presidente Jair Bolsonaro deu aval para o ministro Paulo Guedes discutir com o Congresso a criação da nova CPMF. Por mais que o ministro da Economia diga não se tratar do mesmo imposto, não deixa de ser. Há anos que a maioria das transações são realizadas forma eletrônica, bancos já não aceitam pagamentos básicos nos caixas, teme-se sair com dinheiro vivo para uso diário, e muitos estabelecimentos deixaram de aceitar pagamentos em cheque, pela possibilidade de fraudes. O que facilitaria a vida de todos trará acúmulo de imposto, sim. A defesa desse tributo vem em nome da desoneração da folha de pagamento das empresas e da criação de um programa social, com intuito eleitoreiro. O presidente viu como o auxílio emergencial aumentou a sua popularidade e quer onerar todos com vista à sua campanha de reeleição, já em curso. Fala-se em reduzir alíquotas do Imposto de Renda, acabando com as deduções de saúde e educação. Num país onde não existe o menor compromisso de fornecer nem uma nem a outra, tornando mais que necessário ter plano de saúde e buscar escolas privadas, o que oferece esse governo? Em vez de desinchar a máquina pública, fazendo a prometida reforma administrativa, ele nos faz pagar sempre cada vez mais. Mas não adianta aumentar impostos se é contínuo o mau uso do dinheiro público.

LUCIA HELENA FLAQUER

LUCIA.FLAQUER@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

A revolta do imposto

Mais do mesmo. Muito tempo desperdiçado com conversas inúteis apenas para disfarçar o óbvio: faltou competência para ajustar as finanças do País, então, vamos usar a velha fórmula. Talvez a mudança do nome torne o processo mais palatável, mas o guarda-chuva não faz chover e para tomar essa medida tão “inteligente” seriam totalmente dispensáveis os currículos plenos de doutorados e pós-doutorados.

VERA BERTOLUCCI

VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Pega na mentira

Jogando no lixo mais uma de suas promessas de campanha, o novo Messias dá aval a seu “encosto” Ipiranga para discutir a nova CPMF. Para validar esse novo e original saque no bolso do já explorado povo brasileiro, conta mais uma mentira ao dizer que a reforma tributária vai reduzir ou acabar com outros impostos. E pensar que, diante de tanta cegueira ideológica que permeia a nossa sociedade, esse traste é capaz de ser reeleito para desgovernar o País por mais quatro longos anos. Não sem razão se diz que cada povo tem o governante que merece.

RENATO OTTO ORTLEPP

RENATOTTO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Mitomania

Pelas previsões da atual equipe econômica, capitaneada pelo ministro Paulo Guedes, a reforma da Previdência geraria 8 milhões de empregos. Com o desacreditado Programa Verde Amarelo, seriam 4 milhões de empregos. Com a Medida Provisória da Liberdade Econômica, outros 3,7 milhões de postos de trabalho. Agora, com a proposta da desoneração da folha de pagamentos no intuito de ressuscitar a CPMF, o discurso é de criação de 20 milhões novos empregos! Dá para acreditar?

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI MIRIM

*

Embuste

Guedes, Bolsonaro e a nova CPMF: quanta falsidade!

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA

ALICEARRUDA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

De ofício

No editorial intitulado O custo da gestão tributária (3/8, A3) é mencionado o tempo incrível que se gasta para calcular e pagar os impostos e taxas, bem como a insegurança em que as empresas sempre ficam com receio de terem cometido algum erro. A meu ver, ficou faltando mencionar a solução, que é os impostos deixarem de ser declaratórios para serem de ofício. No imposto de ofício as pessoas e as empresas recebem o informe do imposto que devem pagar e, cumprindo o pagamento, não podem ser penalizadas depois. Há muitos anos se fala dessa mudança, que países como o Chile, por exemplo, já praticam. Essa medida poderia trazer uma enorme economia para as pessoas e as empresas.

MARTINHO ISNARD R. DE ALMEIDA

MARTINHO@USP.BR

SÃO PAULO

*

Só nós? E eles?

Os projetos de reforma tributária já estão em discussão no Congresso Nacional e ainda temos de conviver com a excrescência da defesa, feita por alguns, da volta da CPMF, agora travestida com outra roupagem e alcunha para nos engodar. Só não ouvimos uma única palavra sobre corte de despesas, de benesses, de cartões corporativos, etc., em todos os Poderes.

CARLOS FERNANDO BRAGA

CAFEBRAGA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

*

Pandemia e economia

Sacrificados x privilegiados

Padrão de vida brasileiro pode ter queda recorde na pandemia (Estado, 3/8, A1). Mais ainda? Os brasileiros comuns já pagam o equivalente a cinco meses de sua renda – isso quando a têm – no ano para sustentar a obesa máquina do Estado, sem terem a devida contrapartida em serviços obrigatórios: saúde, infraestrutura, educação. O momento exige sacrifícios, mas tudo indica que o sacrificado, mesmo, será tão somente o povo, porque as excelências de todos os níveis jamais largarão os úberes que as saciam. Pergunta que não quer calar: o padrão de vida das excelências foi ou será afetado? E como?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

APARECIDAGAZIOLLA@GMAIL.COM

SÃO CAETANO DO SUL

*

Nota de R$ 200

Pelo andar da carruagem, doravante será mais fácil eu ver um lobo-guará no quintal da minha casa que dentro da minha algibeira. Aliás, com a crise econômica que o nosso país atravessa, presumo que dificilmente encontraremos um pequeno comerciante que tenha troco para uma cédula de lobo-guará.

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

MMPASSONI@GMAIL.COM

JANDAIA DO SUL (PR)

‘A IMPORTÂNCIA DO SUS’

 

Em três décadas de Sistema Único de Saúde (SUS), nada melhor do que três editoriais para jogar luz neste que é, inegavelmente, uma das maiores conquistas sociais do Brasil: A importância do SUS (31/7); O SUS precisa ser cuidado (1/8) e O futuro do SUS (2/8), nos quais se disse que a trajetória da pandemia seria outra não fosse a existência do SUS, refúgio para 7 em cada 10 brasileiros; que é difícil de imaginar o País sem o SUS; que o SUS há muito é subfinanciado, o que tem consequência direta na qualidade do serviço que presta à  população, entre outros pontos. A distância mais curta entre dois pontos é a pandemia, afinal é com ela que o tema SUS ganha força e orgulho da Nação. Sem ele, tudo seria pior, porém, segundo os editoriais, o sistema carece de muita atenção. Os editoriais reforçam a importância e fazem a crítica sobre a falta de um olhar mais sério dos agentes públicos. Em três editoriais, o Estado certamente não encerra o assunto, mas dá ao leitor um material de estudo. É imperativo melhorar aquilo que visivelmente deu certo para o povo. Perder o emprego e o plano de saúde era um pesadelo para os pobres, mas é possível sonhar com dias melhores, começando por algo imprescindível: a saúde. Por aqui, eu só posso, mesmo, é chover no molhado: é na página A3 que o SUS é destrinchado. Recomendo.

 

Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

 

*

MÁ GESTÃO

 

A respeito do editorial O SUS precisa ser cuidado, nunca foi tão óbvia a constatação da má gestão no trato com órgãos públicos. Criado para dar um bom atendimento à população, o SUS tornou-se um joguete nas mãos dos governantes. Não é com mais verbas que vai mostrar eficiência, mas sim com gestão responsável, transparente e eficiente. Com seu sucateamento, os convênios se aproveitaram para cobrar daqueles que ainda podem pagar. Não faz o menor sentido o pagamento de R$ 20,00 para uma ultrassonografia de abdômen, tão pouco faz sentido a consulta paga aos médicos de convênios, cujo valor é bem parecido. A maioria dos médicos atende particularmente e quem não pode pagar fica na fila aguardando exames que demoram até um ano para ser realizados, sem contar que falta tudo. Esta pandemia serviu para expor ainda mais a falência do sistema, mandando as pessoas ficarem em casa, pois não havia leitos nem respiradores. Sem contar que ainda hoje há postos onde falta o básico, desde máscaras, álcool gel, etc. Hospitais que quebram também é por gestão incompetente, falta de fiscalização e controle dos insumos. E, para agravar a situação, os governos compram sem licitação. A senha para o roubo foi dada pelo Congresso. O povo fica no SUS (Seu Último Suspiro).

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

COBREMOS

 

Cumprimento o Estadão, que em três editoriais seguidos abordou o assunto SUS. Em comunicação prévia, já havia me expressado a este Fórum com as mesmas preocupações quanto ao futuro deste sistema. Nos três textos, o jornal se baseou em argumentos importantes e ressaltou o valor do SUS. Necessitamos do engajamento e da cobrança pela população para que nossos governantes realmente olhem o SUS como uma prioridade, e, assim o fazendo, seria uma vacina eterna, salvando vidas.

 

Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo

 

*

NOSSA REVERÊNCIA AO SUS

 

Brilhante e oportuno o editorial do Estadão A importância do SUS. O povo brasileiro, cuja maioria infelizmente ainda em 2020 não é servida por saneamento básico, pelo menos há 30 anos tem no Sistema Único de Saúde (SUS), como diz o editorial, “seguramente uma das maiores conquistas civilizatórias da sociedade no século passado”. Temos de nos orgulhar e reverenciar os serviços prestados pelo SUS. Imagine, caro leitor, se, sob o comando deste desgoverno desumano de Jair Bolsonaro, que despreza a ciência, e diante desta pandemia de covid-19, não tivéssemos os serviços prestados pelo SUS. Como diz o jornal, hoje estaríamos assistindo a “pilhas de corpos nas ruas e nas portas dos hospitais de pacientes sucumbiriam por falta de atendimento médico por não terem condições de arcar com custos”. E o presidente se gaba de um Ministério da Saúde que há quase 90 dias não tem corpo de especialistas para comandar, como deveria, junto com Estados e municípios, o enfrentamento da pandemia. Jair Bolsonaro nos afronta chamando a covid-19 de “gripezinha”, e, como charlatão, receita a cloroquina, medicamento cujo efeito contra a covid-19 não tem comprovação científica. Não satisfeito, profetizou que as vítimas fatais da covid-19 no Brasil seriam apenas 791, tal qual as vítimas anuais de H₁N₁. Mas, infelizmente, já são quase 100 mil mortes. Enquanto isso, o jornal lembra bem que o SUS realiza gratuitamente 96% dos transplantes de órgãos no País e leva a cabo o maior programa de imunização do mundo, aplicando 300 milhões de doses no programa nacional de vacinação. Isso além da distribuição de drogas para 900 mil portadores do HIV, etc. É lógico que nem tudo são flores. Há muito que fazer, desde melhorar a gestão dos recursos, os equipamentos nos hospitais e as condições do atendimento dos pacientes, principalmente no interior do País.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

*

PESADELO

 

Sobre o editorial O futuro do SUS, ele é claro, bem escrito e otimista, mas muito aquém da realidade no longo prazo. Nas questões ambulatoriais nem se fala o pesadelo.

 

Diogo Molina Gois dmolinagois@gmail.com

Itajubá (MG)

 

*

BOLSONARO EM CAMPANHA

 

Se eu fosse amigo de Jair Bolsonaro no Twitter, eu diria a ele para passar máquina zero no cabelo ou fazer um corte militar, pois, segundo reportagem, “o cabelo” é de quem está “em campanha”. Fontes me revelaram que para ficar ainda mais parecido com Lula, Bolsonaro vai cortar o dedo mindinho no torno e ser preso em Curitiba por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo Tânia Monteiro e Jussara Soares, o presidente na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Sul “repetiu mais uma vez o ex-presidente Lula”. Neste caso, vou esperar um segundo mandato de Jair Bolsonaro só para ver ele repetir bem, mesmo, o presidente Lula.

 

Waldomiro Tarcísio P. de Oliveira  daniel.comleoes@hotmail.com

Curitiba

 

*

AS VIAGENS DE BOLSONARO

 

Bolsonaro ainda não desceu do palanque!

 

Maria do C. Zaffalon Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

 

*

REELEIÇÃO E GOVERNO

 

Quem governa o País enquanto Bolsonaro está em flagrante campanha eleitoral? E mais surreal ainda: o que entregou aos brasileiros que compense ser reeleito?

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

 

*

O MITO

 

Por capricho do destino e egoísmo dos candidatos que não abriram mão da candidatura, apesar de perceber o desastre iminente, o candidato Jair Bolsonaro ganhou as eleições fazendo monólogos nas redes sociais, sem participar de um único debate político. Além de não se engajar no combate ao desemprego e na melhoria das condições de vida dos brasileiros, optou-se pelo confronto com o Legislativo, o Judiciário e a comunidade internacional (na questão da Amazônia). Limitou-se a criticar a ação dos governadores (alguns foram chamados de “Paraíbas”) e prefeitos no combate da “gripezinha” da covid-19. Por entender que a hidroxicloroquina resolve, está deixando o Brasil sem ministro de Saúde por 76 dias. Seu conselho para os preocupados com a morte de 93.563 pessoas: “Quase todos vão pegar um dia. Tem medo do quê?” Pena que o Tribunal Penal Internacional de Haia não tem jurisdição para salvar o Brasil desta insanidade.

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

*

NO LIMITE DO ARREPENDIMENTO

 

Para nós, que estamos tentando engolir a votação que fizemos com a qual (para evitar o PT) consagramos o senhor capitão (oficial subalterno ou intermediário) Bolsonaro, temos de fazer algumas considerações sobre a qualidade das ordens que um subalterno pode exarar que são quase que só operacionais. É conveniente lembrar que sua posição hierárquica (capitão) só estava afeita profissionalmente a dar ordens simples e seus inúmeros desacertos podem em parte ser creditados a este noviciado no universo de dar ordens acima de sua categoria. A nomeação do chanceler subserviente aos americanos é um bom exemplo disso, e agora que voltou a escancarar a sua ligação com o “centrão” ficamos no limite do arrependimento. Força, Bolsonaro, ainda temos alguma esperança em você.

 

Tarcisio de B. Bandeira tbb@osite.com.br

São Paulo

 

*

ESQUERDA PERDIDA

 

Jair Bolsonaro nunca desceu do palanque, no primeiro dia após eleito seus discursos eram de ódio, homofobia, armamentos, contra índios, gays, negros, pela tortura, pela ditadura militar, etc., a mesma retórica. Ainda assim e apesar da grande rejeição, que vem aumentando, sua reeleição não está descartada justamente por causa da fragmentação da esquerda absolutamente perdida.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

*

PIOR

 

Bolsonaro só foi eleito para tirar um “populista”, Lula, do poder. Mas em mais de um ano de governo ele virou “populista” também, virou o “Pai dos Pobres” (versão 2). Como pode? Com apenas R$ 600 (o coronavoucher) por mês, ele conseguiu conquistar este povo? Em 2022 teremos dois populistas para escolher. Como será? Ficou pior do que já era...

 

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

PRETENSÃO

 

O condenado e ficha suja Lula da Silva disse que gostaria de enfrentar o ex-juiz Sergio Moro nas urnas de 2022. A pretensão, além de repugnante, parece que dentro da cadeia elle não poderá sair para fazer uma singela campanha. Na verdade, seria muito interessante o povo de bem acabar, de vez, em enterrar o demiurgo de Garanhuns e sua tigrada.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

LULA QUER VOLTAR

 

Difícil de entender por que a mídia ainda dá espaço ao Lula, um político que deveria agradecer a um STF generoso com os malditos, que o colocou em liberdade, e, em vez de ficar por aí discursando para os ignorantes que o elegeram presidente, deveria calar-se para sempre, para nos esquecermos de que existiu. O que espanta é deixarem cuspir tanta idiotice nessas entrevistas, sem cobrar dele a única resposta que deveria sair de sua boca: como ele justifica nos mais de 13 anos de governo petista ter ocorrido um programa de corrupção que roubou do País bilhões de reais, cujo total até agora não foi possível aferir, pode chegar a centenas. Posso admitir dessa gigantesca corrupção ele não ter ganhado um centavo qualquer, como também nada ter levado da Presidência, mas inadmissível é este indivíduo pensar novamente em ocupar a Presidência, quando se mostrou incapaz de gerir sequer um boteco de ponta de vila. Mas não duvido de que possa voltar, porque, além de poder explorar este desgoverno bolsonariano, conta com a colaboração do STF, que propõe a indecorosa quarentena de oito anos para juízes e procuradores, após deixarem a toga, poderem participar de eleições. Querem criar uma lei que seria apelidada de Lei Quarentena Moro, porque qualquer analfabeto sabe que o objetivo político é evitar Sergio Moro concorrer a presidente da República nas próximas eleições.

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

 

*

AS ESCOLHAS DE BOLSONARO

 

Cumprimento o colunista J. R. Guzzo! Perfeita a sua análise sobre o procurador-geral da República, Augusto Aras (Mistura grossa, 2/8, A7). Complementaria o artigo afirmando que fazem parte do nosso presidente escolhas assim: cloroquina para o combate à covid-19 e Augusto Aras para o combate à corrupção.

 

José Eduardo Zambon Elias zambonelias@hotmail.com

Marília

 

*

‘MISTURA GROSSA’

 

Guzzo, parabéns! Vou recortar e enquadrar.

 

Élio Domingos Morando eliomorando666@gmail.com

São Paulo

 

*

OS INTERESSES DO ‘FAVELÃO NACIONAL’

 

Perfeito o artigo de J. R. Guzzo, simplesmente perfeito. Não sei como eu poderia me informar de maneira adequada sem ter a oportunidade de ler jornalistas lúcidos como Guzzo e Fernão Lara Mesquita. Aguardo, com ansiedade, o dia de domingo e o dia de terça-feira quando posso ter a chance de, no Estadão, ler os maiores colunistas da imprensa nacional. Nas suas respectivas colunas temos a chance de dissecar os interesses que antagonizam a privilegiatura contra os interesses – interesses? – do favelão nacional.

 

Valdy Fernandes da Silva labariri@gmail.com

São Paulo

 

*

A BANDEIRA DA CORRUPÇÃO

 

A pedra de toque na campanha presidencial de Bolsonaro foi o combate à corrupção, tanto que trouxe Sergio Moro, ex-magistrado e expoente da Lava Jato, para ser seu ministro da Justiça e Segurança Pública. Aos poucos, conseguiu livrar-se dele, passando a ser o combate à corrupção um verdadeiro entrave e obstáculo às novas pretensões governamentais, inclusive a união com o Centrão, em cuja composição muitos parlamentares têm suas dívidas com a Lava Jato. E, em sequência, temos o PGR, Augusto Aras, que não quer só mudanças de rumo na Lava Jato, mas conseguir uma vistosa sepultura para ela. Como os tempos mudam, não?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

 

*

A VOLTA DO LEVA-VANTAGISMO

 

Acaba o “lavajatismo” e volta o “leva-vantagismo”. Presidente do STF, Dias Toffoli, e o procurador-geral da República, Augusto Aras, tentam acabar com a Lava Jato e com a candidatura de Sergio Moro à Presidência em 2022, para alegria e satisfação de Bolsonaro e de Lula. Direita e esquerda se equilibrando para manterem a gangorra funcionando e ambos se alternando no governo. Interesses comuns acima de tudo e de todos.

                            

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

*

BÚSSOLA

 

Corrigir os rumos da Operação Lava Jato é o objetivo de Augusto Aras e, para tanto, é necessário um GPS, pois parece que a bússola do procurador-geral da República está desnorteada.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

*

MITOMANIA

 

Mitomania é o nome dado à patologia de contar mentiras e inventar histórias compulsivamente. Um mitômano pode criar e acreditar nas próprias histórias como uma forma de se sentir melhor consigo mesmo. Para descobrir se alguém é um mentiroso compulsivo, basta observar seu comportamento. Vejam a última entrevista de Augusto Aras com os advogados de criminosos e a live com seus colegas. Para mim, perdeu a compostura e a moral.

 

Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

*

FORA DO AR

 

Aras, faça como seu chefe, saia do ar, que melhora sua aceitação. E procure se posicionar com o presidente do STF (apoiar sua proposta de cumprir um prazo, tempo que seria exigido de ocupantes de altos cargos públicos para postular ou ser indicado para outras funções). Infelizmente, sua excelência não poderia ir para o STF quando da saída compulsória do decano daquela corte.

 

Itamar Trevisani itamartrevisani@gmail.com

São Paulo

 

*

INCONSISTÊNCIAS JUDICIÁRIAS

 

As férias forenses se tornaram um risco para a qualidade e a consistência de decisões judiciais. Decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) relativa à transferência de arquivos da Operação Lava Jato para o procurador-geral da República foi cassada de imediato na volta do titular do processo. No Superior Tribunal de Justiça (STJ), o plantonista presidente do tribunal livrou Fabrício Queiroz da prisão e a mulher dele da “foragição”, decisão esta que será cassada na volta dos titulares. No caso do STJ, Queiroz ficou vários dias preso sem que seu advogado entrasse com recurso. Oh, que surpresa, no primeiro dia das férias forenses entrou o recurso que demorou tanto. Os membros honestos do Judiciário ficam muito embaraçados com estas “inconsistências”.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

*

GILLES LAPOUGE

 

Notícia triste na sexta-feira passada: Gilles Lapouge nos deixou. Foi com grande tristeza que soubemos do desaparecimento deste grande jornalista, correspondente em Paris, que nos deleitou por longos anos com seus textos analíticos sobre política, cultura, história e sociedade. Uma perda irreparável para seus leitores e para o Estadão. Com sua falta, a cultura fica mais pobre.

 

Marco Antônio R. Nunes nunesmarcelao@hotmail.com

Pindamonhangaba

 

*

Possivelmente desde os tempos do Jornal da Tarde acostumei a ler os temas de cultura e humanidades no Estadão. Li, sempre com muito gosto, o que aquele jornalista francês sempre trazia com muita veracidade. “O que foi escrito por Lapouge no calor de uma cobertura jornalística é hoje consenso entre historiadores, sociólogos, cientistas políticos e outros” (cf Liz Batista, Edmundo Leite, na edição do Estado de 1/8/2020), para compreender o passado. De forma chocante, porém, em Valor dos Idosos, artig

...

[Mensagem cortada]   Exibir toda a mensagem

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.