Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

08 de agosto de 2020 | 03h00

Amazônia em perigo

Litania bolsonarista

Antes podia-se dividir este governo em três grupos: o ideológico, dos que agem movidos pelo ocultismo; o militar, dos que imolam incondicionalmente o histórico profissional para atender aos desejos do chefe; e o normal, dos que emprestam sua competência para realizar honestamente programas de governo. Passados 20 meses, podemos agregar mais um grupo, composto pelos dispostos a agradar ao chefe a qualquer preço. O ministro Paulo Guedes vem de migrar para este último, ora para sofismar sobre questões tributárias, ora assumindo pusilânimes argumentos para justificar erros atuais com os cometidos por outros países em séculos passados, sob outra realidade, como o genocídio dos índios americanos ou a devastação de florestas. É lastimável que um profissional que se orgulha da própria formação repita argumentos tão primários de quem não a possui.

ALBERTO MAC DOWELL

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Preservação das florestas

Paulo Guedes disse que os EUA devastaram florestas e mataram seus índios. Sim, isso é fato, e inegável. O que não pode é usar esse discurso como pretexto para fazermos o mesmo aqui, em nome do progresso. Outro ponto pertinente é que não adianta bater no peito e dizer que a Amazônia é do Brasil e depois chorar por dinheiro de fundo internacional para proteção das nossas florestas.

RODRIGO IBRAIM

RODRIGOIBRAIM@GMAIL.COM

TABOÃO DA SERRA

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Patrimônio planetário

Em oposição ao que diz o ministro Paulo Guedes, ressalte-se que os erros dos outros países não justificam os nossos. Vale lembrar aos doutos senhores da Economia que a Amazônia é patrimônio climático e ambiental do planeta, o que os demais países nunca foram.

HERMANN GRINFELD

HERMANN.GRINFELD@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Memoriol

O ministro Paulo Guedes, antes de criticar, lembre-se, adaptando Edmund Burke: um povo (ou ministro) que desconhece sua História (de desmatamentos) está fadado a repeti-la. Será que os estrangeiros não queriam alertá-lo sobre isso?

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desgoverno Bolsonaro

Bobagens presidenciais

Parece que os caras que governam o nosso país têm propensão irresistível a falar bobagens. Quinta-feira novamente o sr. Jair voltou com a anedota da transfusão de água de coco, por falta de sangue. Melhor continuar com os ornitorrincos da Amazônia. Mas muito pior do que eles falam é haver pessoas que acreditam. Aí ensacam vento, tsunami vira marolinha, os bagrinhos de Belo Monte...

SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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Corrupção

Bomba palaciana

A denúncia é grave, confirmada pelo Estado: Fabrício Queiroz, entre outubro de 2011 e dezembro de 2016, depositou 21 cheques, no total de R$ 72 mil, na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. A informação foi colhida pela Polícia Federal por meio da quebra de sigilo bancário de Queiroz. A suspeita maior é de que se trate de recursos amealhados de forma ilícita, como resultado da atuação de Queiroz como assessor do então deputado estadual (RJ) Flávio Bolsonaro, que operava as chamadas rachadinhas, em que assessores de gabinete eram obrigados a devolver parte dos seus salários ao parlamentar. Pelo mesmo e excrescente motivo, vários políticos até já foram presos. Cumpre frisar que a Polícia Federal, nessas investigações, não encontrou nenhum documento que comprovasse dívidas de Queiroz com Jair Bolsonaro, como o presidente chegou a alegar, ou com dona Michelle, que justificassem esses depósitos repetidos na conta da primeira-dama. Com a ajuda do pai, o hoje senador Flávio Bolsonaro tem feito o diabo para não se tornar réu. E agora, com essas revelações, o que fará o presidente, vendo sua esposa publicamente implicada nessa arapuca das rachadinhas? Não é por outra razão que querem acabar com a Lava Jato.

PAULO PANOSSIAN

PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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O cerco se fecha

Agora que foi revelada mais uma da família Bolsonaro, a de que a primeira-dama, Michelle, teria recebido de Fabrício Queiroz não apenas aquele cheque de R$ 24 mil anteriormente divulgado, mas vários outros, o cerco está se fechando e o discurso de Jair Bolsonaro contra a corrupção só engana os mais desavisados e os inocentes.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Fiat Elba

Comprovados os depósitos de origem ilícita em contas de membros da família Bolsonaro, vem à lembrança o impeachment do antigo caçador de marajás por causa de uma Fiat Elba. E aí temos de indagar ao Congresso Nacional se haverá motivação para o mesmo desfecho ou se pau que dá em Chico nem sempre dá em Francisco.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Ainda há senadores em Brasília

O manifesto do grupo Muda Senado em apoio à Lava jato e contra o compartilhamento de dados proposto por Augusto Aras, da Procuradoria-Geral da República, foi lançado e assinado por apenas 16 parlamentares, pouco mais de 19% dos senadores. Apesar da baixa adesão, vemos que ainda temos alguns parlamentares que lutam contra a corrupção.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Pandemia

Dia D

São 100 mil mortos e 3 milhões de infectados no País. E daí? Se tivessem tomado cloroquina... Paciência, vamos tocar a vida, todo mundo vai morrer um dia!

SYLVIO DI PINO

SPINO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

VAGA NO OLIMPO


O ministro da Justiça, André Mendonça, negou ao STF que exista uma investigação de pessoas ligadas a movimentos antifascistas, mas disse, com outras palavras de mesmo sentido, que quem poderia fazer isso, o seu serviço de inteligência, não precisa falar, pois tem o direito de não contar nada. Em linguagem familiar ao seu chefe imediato, que lhe prometeu uma cadeira que irá vagar no olimpo do Supremo Tribunal Federal, seria mais ou menos assim: “Não houve tortura nos porões da ditadura, mas os torturadores tinham o direito de não contar o que acontecia com quem para lá fosse levado”.


Abel Pires Rodrigues ablrod@terra.com.br

Rio de Janeiro


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UNGIDO POR DEUS?


O ministro da Justiça, André Mendonça, ainda não conseguiu explicar o tal dossiê, que não é dossiê. Instado a se explicar pela ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 48 horas, negou que o Ministério da Justiça produza dossiês, mas relatórios necessários à manutenção da segurança do Estado e dos cidadãos. Se assim o é, não é possível entender a demissão do diretor da Seopi, mencionada como aquela que produziu o tal “dossiê”, que não existe. E somente os “antifascistas”, ou antibolsonaristas, são monitorados ou aqueles que já soltaram fogos em direção ao STF, os manifestantes que pediam o retorno do AI-5 e de intervenção militar também o foram? É necessário, também, explicar a reformulação da Abin pelo presidente, pois a conclusão que se leva é de formação de uma polícia política, prática existente durante os governos militares. Todos os cidadãos exigem uma investigação, especialmente por ser o ministro André Mendonça um nome possível a ser indicado ao STF. E lembrar que, em entrevista recente, quando questionado, afirmou com todas as letras ser conduzido pela Constituição e por Deus, que, se desejar, o levará ao STF. Ser ungido por Deus para ministro é de uma grande presunção.


Lucia Helena Flaquer lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo


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PELA CARTILHA DE BOLSONARO


O ministro da Justiça, André Mendonça, “resolveu”, respeitando a cartilha de Jair Bolsonaro, não cumprir com a determinação da ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia. Alegando uma “suposta” preservação das informações dos quase 600 servidores públicos contrários às “caneladas” do presidente, que considerou “incrivelmente sigilosas” as informações, como diz seu chefe. Na verdade, é mais uma trombada do governo Bolsonaro para descumprir decisões do Judiciário. Depois, não adianta reclamar, viu, Bolsonaro!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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O ÔNUS DA PROVA


Antigos postulados jurídicos vêm sendo abandonados por magistrados pró-ativos, particularmente os que se julgam supremos juízes, para dizer o mínimo. Um deles é que o ônus da prova recai sobre o acusador. Então a Rede acusa o Ministério da Justiça de fabricar dossiês, e dona Cármen Lúcia, que marcou ausência no recente caso Palloci-Lula, manda perguntar ao ministro da Pasta se é verdade. Se tem indícios consistentes, leve-os à Polícia Federal, se não, mande processar o acusador. Por outro lado, supor que os órgãos de inteligência não fazem a coleta de informações disponíveis nos meios de comunicação e os coleciona, sobre pessoas que lhes interessam, é muita inocência. Há uma diferença entre coleta e busca, esta última indicada quando há crime ou fortes indícios.


Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador


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SABUJOS


Augusto Aras e André Mendonça disputam, ardorosamente, quem mais bajula e comove Jair Bolsonaro, para vir a ser indicado para o STF.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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PGU NÃO SABE


Conforme notícias divulgadas pelos jornais, Augusto Aras tem dito que pretende compartilhar dados com o grupo de lavajatos, especialmente de Curitiba. Para que finalidade não sei, mas o procedimento que ele adota para obter resultados não parece ser compartilhamento. Que eu saiba, compartilhar e trocar informações de modo amigável, sem nenhuma pressão, sem vasculhar documentos secretos, sem métodos policialescos, ou seja, “na boa”, como se diz popularmente, para melhor entendimento. “Na marra” não é compartilhar, e não vai conseguir...


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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BADERNA


Figurões da política e do empresariado foram punidos exemplarmente pela Operação Lava Jato, que desbaratou o maior esquema criminoso da história brasileira. Alguns ministros do STF e o procurador-geral da República parecem não dar crédito a tal operação e, aos poucos, vão encontrando caminhos para desacreditá-la. O bate-boca virtual entre quatro integrantes do conselho superior do Ministério Público Federal e Augusto Aras, o PGR, demonstra bem essa situação. Os quatro procuradores alegam que as atrapalhadas intervenções de Aras em Curitiba, no Rio, em São Paulo e no DF alimentam suspeitas e dúvidas sobre a atuação do MPF. Aras, por sua vez, se sente perseguido por ter sido nomeado fora da lista tríplice e, portanto, sem apoio dos procuradores.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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AUTORITARISMO


O presidente Bolsonaro quer fazer da Justiça brasileira um “puxadinho” do Palácio do Planalto. Nem o ex-presidente Lula chegou a tanto...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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VIVA O PUDÊ! DANE-SE QUEM NÃO O TEM!


A Justiça no Brasil é uma piada! Ela só atende a quem pode pagar advogados milionários e de poucos escrúpulos que usam todas as falhas e recursos infindáveis da legislação para tirar o c... da reta dos seus pagantes, também milionários à custa de corrupção e uso de foro privilegiado. Enquanto isso, pobres, morrendo de fome, são presos e esquecidos nas masmorras por roubar um pedaço de pão. No Brasil a Justiça só ajuda os graúdos como o sr. Flávio Bolsonaro, escroque mor das rachadinhas. Tem algo muito errado neste triste Brasil de Pedro Álvares Cabral e, infelizmente, ninguém vai mudar isso porque os genes dos nossos dirigentes são egoístas e corruptos por natureza. O Brasil nunca vai melhorar porque esta cambada que está no poder (Legislativo, Executivo, Judiciário) jamais vai deixar.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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INACEITÁVEL


Flávio Bolsonaro pede ao MP que troque promotores do Caso Queiroz (Estado, 6/8). Os promotores que encaminham as investigações sobres “rachadinhas” praticadas pelo atual senador Flávio Bolsonaro em seu mandato na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro não podem ser trocados a pedido do parlamentar. Se isso vier a acontecer, como será a repercussão em relação a quem for indicado? Mais uma atitude inaceitável de um dos membros da família do presidente da República.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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O PAGADOR DE CONTAS


Flávio Bolsonaro admite que Fabrício Queiroz pagou contas por ele (Estadão, 5/8). Questionado sobre o pagamento de despesas pessoais suas por Queiroz, como plano de saúde e mensalidades escolares das filhas, Flávio afirmou que podia ser que o Queiroz pagou contas dele. “Eu pego dinheiro meu, dou para ele, ele vai ao banco e paga para mim. Querer vincular isso a alguma espécie de esquema que eu tenha com o Queiroz é como criminalizar qualquer secretário que vá pagar a conta de um patrão no banco. Não posso mandar ninguém pagar uma conta para mim no banco?”, disse o senador. Coisinha mais linda! Queria ter um filho assim!, como diria o professor Raimundo, da Escolinha.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomkoschella.net

São Paulo


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FERTILIZANTE DE ÓDIO


Um fascista (fertilizante de ódio) vale seu peso em nitrato de amônio. Milhões de fascistas representam milhões de toneladas desse potencial explosivo que arrasou Beirute. A despótica perseguição governamental aos “antifascistas”, como ocorre no Brasil, com dossiês espúrios, pode reduzir a pó a democracia e os direitos humanos, numa aterradora explosão odienta. O Exército, pilar do governo, a quem cabe controlar o nitrato de amônio, não parece preocupado com esse perigo, fazendo vista grossa.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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EXPLOSÃO EM BEIRUTE


O porto em Beirute é feudo administrado pelo pessoal do Hezbollah, que sempre coloca os objetivos bélicos de sua organização em primeiro lugar. Além dos prejuízos impagáveis em mortos, feridos e sofrimento, o valor dos prejuízos diretos aos libaneses decorrentes da explosão no porto é estimado em US$ 15 bilhões. Seria o caso de o Hezbollah pagar este valor ao Líbano, cuja situação financeira já era deplorável antes do evento.


Jorge A. Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo


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A PRISÃO DE ALEXANDRE BALDY


A decretação da prisão temporária de Alexandre Baldy, secretário de Transportes Metropolitanos de São Paulo, pela Polícia Federal foi motivo de festa para aqueles que endeusam o atual ocupante do Planalto. Também, para os menos atentos, ao ler algumas manchetes na imprensa, podem ser levados à desinformação (por ignorância ou má-fé). A prisão decretada se deve a possíveis irregularidades ou malfeitos da época em que Baldy era ministro das Cidades no governo Temer, e não do período em que ocupa (ocupou) secretaria no governo estadual de João Doria. Registre-se ainda que Baldy já foi exonerado, enquanto a continuidade da investigação ficará restrita ao período em que esteve no governo federal.


Éllis A. Oliveira elliscnh@hotmail.com

Cunha


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CURRÍCULO


Segundo Doria, a prisão de Alexandre Baldy nada tem que ver com seu governo. Muito cedo para saber, pois segundo o juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, Baldy adotou a “prática habitual de cometimento de vários ilícitos penais ao longo dos seguidos cargos públicos que ocupou”.  Se o cidadão em questão está sendo acusado no período de 2014 a 2018 durante o tempo em que foi, além de deputado, ministro das Cidades e secretário do governo de Goiânia, boa coisa não deve ter feito. Com certeza, caso algo ilícito esteja sendo praticado, só virá à tona daqui a cinco, seis anos. O que surpreende é como uma pessoa que já tem essas manchas no currículo pode ser novamente convidada a fazer parte do governo Doria, ocupando a Secretaria de Transportes. Se fosse na iniciativa privada, um currículo assim jamais teria chances. Mas, em se tratando de política, tudo pode e acabará em pizza.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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CANTILENA


Estranha esta mesma e antiga cantilena dos acólitos de novos slogans, como este de agora que diz que bandido bom é bandido solto; pois estes que assim dizem também alegam que a detenção de Alexandre Baldy é desnecessária e constrangedora, porque os fatos investigados são antigos, e o cidadão Baldy tem endereço fixo, tem família, tem emprego, etc. Completa inversão de valores! Pois é justamente por ter uma vida estruturada que este senhor criminoso deveria permanecer preso para ser exemplo, e não justo o contrário, pois, do modo tão natural como são afirmadas determinadas excrescências, é que os maus exemplos fazem se perpetuarem as corrupções e os descaminhos. Claro que o paraíso dos advogados de plantão, de suas mansões aos palácios das cortes, irá lutar para que esta inversão de valores se mantenha tão natural como vem sendo há tempos, porém, que tal pararmos só um pouquinho, aproveitando esta atual pandemia e suas quarentenas, para indagarmos a nós mesmos do porquê de jamais sairmos do mesmo lugar quando se trata das corrupções arraigadas em nossos meios de mando e poder?


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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PUNIÇÃO OU PREMIAÇÃO


A mídia lembrou-nos daquele desembargador que circulava em Santos sem usar a máscara obrigatória e que humilhou os guardas municipais que o alertaram para essa falha e o multaram. Ele rasgou o papel e jogou-o no chão, desafiando-os. A situação filmada registrou uma situação de abuso de poder que correu o País de norte a sul, e a obrigação de seu patrão, o Estado – porque é quem paga seus salários –, tomar uma atitude punitiva. Fosse numa empresa privada, seria demitido, mas, como é julgado por seus iguais, ele pode ser punido com o afastamento de suas funções. Daí a pergunta: afastado por quanto tempo e sem receber salários? Se ocorrer afastamento, mas recebendo salários, não é punição, e sim premiação! Parece piada, mas é sério e explica por que este imenso país está classificado desde sempre como de Terceiro Mundo.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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VOLTA ÀS AULAS


Professores da rede pública fazem carreatas para não voltar às aulas. Com estabilidade garantida, o que temer? Estão pensando de fato nas crianças? Pela saúde de toda a comunidade escolar, escolas privadas adotaram protocolos para receber os alunos. Já se sabe que na rede pública nada estará pronto para receber os alunos, como nunca esteve. Professores de escolas privadas fazem carreatas? Eles têm medo de perder seu emprego, já a pelegada está tranquila. Pobres crianças, muitas ficando doentes por estarem presas e outras nas ruas brincando tranquilamente. É de fato a saúde das pessoas que está em jogo? Por que não fazer a testagem, já que os testes foram barateados? Ir para as escolas pode fazê-los pegar covid-19, frequentar bares, restaurantes, o transporte público e shopping, não?


Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas


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PLANO DE SAÚDE


O meu plano de saúde, da SulAmérica, operado pela Qualicorp, mesma empresa onde o ex-presidente foi preso dias atrás, teve este mês aumento de 16% (reajuste anual). Absurdo para uma inflação em torno de 2%. Em anos anteriores os reajustes foram de mesma monta. Quando alguém vai olhar para este problema, que as operadoras aumentam o que querem? Acho que estamos perdidos, pois a classe política, com seus planos pagos por nós, não está nem aí. Mais um aposentado indo para o SUS.


Sylvio Ferreira sylvioferreira@hotmail.com

São Paulo

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