Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2020 | 03h00

Gastos públicos

Peso do funcionalismo

O salário dos servidores públicos federais, estaduais e municipais consome 3,5 vezes o gasto com saúde e o dobro com a educação, informa o Estado (10/8, A1). Isso tem de ser debatido e mostrado à sociedade o porquê de lhe faltar saúde, educação, etc. O Estado brasileiro emprega para atender a interesses políticos. Há necessidade de tanta gente? Grande parte não faz nada, nem aparece na repartição. Essa é a norma há anos, pelo menos desde que o PT passou a aparelhar a máquina pública, dando emprego à vontade a filiados, dentro de seu projeto de poder. Isso torna qualquer governo inviável! Mas como mudar, se uma casta no topo da pirâmide dita todas as regras?

PANAYOTIS POULIS

PPOULIS46@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Disparidades

Como diria um oriundi meu conhecido, dá vergonha saber que o custo da folha do funcionalismo público do País é 3,5 vezes maior do que o gasto em saúde. Falta vergonha na cara dos que permitem tal absurdo.

ITAMAR C. TREVISANI

ITAMARTREVISANI@GMAIL.COM

JABOTICABAL

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Pandemia e desgoverno

Por quem os sinos silenciam

“Quando morre um ser humano, morremos todos, porque somos parte da humanidade”, escreveu John Donne, autor inglês, no poema em que pergunta “por quem os sinos dobram”, que Ernest Hemingway usou como título para seu livro sobre episódio da Guerra Civil Espanhola, de que participou, ao lado dos republicanos, contra os falangistas de Francisco Franco, ditador fascista da Espanha de 1939 a 1975. A resposta, “os sinos dobram por você”. Os sinos dobram por nós todos, seres humanos, como Donne deixa claro em seu triste poema. Hoje os sinos no Brasil dobram por mais de 100 mil mortos. Morremos todos, brasileiros que se importam com a vida dos seus semelhantes. Só deixam de sentir empatia pelas dores e tragédias alheias os que já morreram em vida, ou que nunca viveram de verdade, vítimas do embrutecimento da alma. Os perversos de coração, que vivem na solidão da pobreza de espírito. Por esses os sinos silenciam.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Abominação

Depois de mais de 100 mil mortos, o presidente Jair Bolsonaro ainda acha que a covid-19 não passa de uma gripezinha, como lamentavelmente declarou?

LAERT PINTO BARBOSA

LAERT_BARBOSA@GLOBO.COM

SÃO PAULO

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E daí?

No Brasil, mais de 100 mil famílias choram seus mortos. E o que S. Exa. e asseclas fizeram para evitar ou reduzir esse número? Nada, além de tentar empurrar a culpa para os governadores e a imprensa. Não só nada foi feito, como ele felicitou o interino pelo trabalho bem feito. Só se o trabalho foi incrementar o número de brasileiros mortos. Triste país o nosso.

SYDNEY BRATT

SYDNEYBRATT@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desplante

É muita cara de pau Bolsonaro tentar defender-se de sua conhecida irresponsabilidade com as seguinte palavras: “Temos a consciência tranquila. Com os meios que temos, podemos realmente dizer que fizemos o possível e o impossível para salvar vidas”. A quem quer enganar? Só se for aos 30% de fanáticos cegos habituais.

HELEO POHLMANN BRAGA

HELEO.BRAGA@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Chefe predador

O Brasil tem um. É aquele que para permanecer na posição alcançado procura anular ou dominar qualquer indivíduo ou órgão que enxergue como oponente, para isso usando até recursos antiéticos. É generoso com órgãos de força e segurança, procurando obter maior apoio deles. Frequentemente se rebela contra regulamentos estabelecidos pela sociedade e não protege da destruição as pessoas e o meio ambiente sobre os quais tem comando. Delega a outros as decisões e ações que, embora essenciais e necessárias, sejam ásperas para a vida de todos. E sempre põe os interesses de sua família e de seus amigos acima de todos e acima de tudo.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Sem educação

Esta pandemia incorporou às angustiantes mais de 100 mil mortes uma triste realidade no tocante ao imenso desnivelamento social na área da educação. Temos 50 milhões de crianças e adolescentes em nossas escolas públicas que enfrentam há anos, e agora se escancara, essa terrível desigualdade. Aulas pela internet, programas digitais, chamados de “novos métodos”, excluem os mais pobres, que nem acesso a computador têm. E assim, como diz J. T. Guzzo (9/8, A7), o fosso só aumenta. Uma calamidade. Como dever de cidadania, temos de eliminar urgentemente essas aberrações da vida brasileira.

CLAUDIO BAPTISTA

CLABAP45@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Meio ambiente

Idade Média

Definitivamente, o Brasil entrou numa máquina do tempo e regrediu à Idade Média. A inexistência de uma política ambiental, no intuito de combater o que chamam de “ambientalismo ideológico”, é a confirmação dessa viagem ao passado. Mas o que poderíamos esperar de um governo que nega a ciência? Para nossa sorte, empresas e investidores que vivem nos tempos modernos (que deveriam ser o nosso tempo atual) sabem da importância da preservação do meio ambiente e pressionam o Brasil, sob a ameaça de retirada de investimentos. E enquanto nada é feito por aqui, a Colômbia surge como opção para receber investimentos ambientais. Como bem dito na análise de Thomas L. Friedman (10/8, A8), “quando tudo é política, significa que tudo se trata apenas de poder”.

LUCAS DIAS

LUCAS_SANDIAS@HOTMAIL.COM

RIO VERDE (GO)

100 MIL MOTIVOS PARA RECOMEÇAR


O comportamento do presidente da República diante das 100 mil mortes por covid-19 é um recado claro do que vem por aí: “Não faremos nada!”. Ele não está e não estará interessado neste assunto. Mais que criticar Bolsonaro hoje, é preciso cobrá-lo do futuro, da tragédia que já está evidente que produzirá “dobrando a aposta em si mesmo”, em sua “casca dura”. Já não dá para brincarmos de esperar que o dia amanhecerá apesar dele e de sua trupe subserviente contagiada pelo senso de missão de salvar não o povo, não o País, mas o presidente. O combate à covid-19 no Brasil precisa começar deixando de fora, em todos os espaços e níveis, aqueles que se sentaram nas cadeiras para tirar foto e fingir que atuam. Chega de faz de conta! E deve começar pela volta ao começo, quando sonhávamos com uma ação coordenada do setor público para segurar o rojão. É preciso planejar e cobrar responsabilidade de quem tem de tê-la. Está claro que esperar é desistir e se curvar à morte. É preciso retomar o problema e dar algum rumo. E contaminar, mas com vida, outros povos que sofrem dos mesmos problemas: biológico, político, moral, mental. A questão que se coloca agora é transparente e simples: enquanto sociedade, estamos à altura do desafio ou temos a altura do presidente? E para a pergunta “o que fazer?” só há uma resposta: arregacemos as mangas da inteligência, da responsabilidade, da solidariedade e utilizemos as rodas já inventadas. E criemos novas, por nós e pelo mundo.


Antonio Alberto Trindade antonio.alberto.trindade@gmail.com

Santo André


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100 MIL


Mais de 100 mil vítimas da covid-19 sem compaixão governamental. 100 mil mortos sem nenhum lamento oficial. 100 mil exéquias sem o devido respeito presidencial. 100 mil vidas cessadas sem receber do soberano a devida honraria. 100 mil histórias findas sem mais possibilidades de alegria. 100 mil biografias sem mais capítulos, já que tudo silencia. 100 mil que incitam os vivos a abandonar o niilismo. 100 mil que nos conclamam a lutar contra o fascismo. 100 mil que nos desafiam a derrotar o bolsonarismo.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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ESPERANÇA?


Interessante, pessoas que se dizem ou que querem parecer autênticas para se contrapor a um sistema que se acredita hipócrita às vezes ultrapassam o limite do razoável. Assim é o presidente Bolsonaro. Morrem mais de 100 mil pessoas de covid-19 e ele adota cara de paisagem. Melhor comemorar a vitória do Palmeiras. Nada, nenhuma homenagem a pessoas que podem ter sido inclusive seus eleitores para a Presidência. O brasileiro é um povo afetivo, portanto ele, Bolsonaro, se torna um ponto fora da curva ao assumir esta postura distante, fria, que denota total falta de consideração pelo ser humano. Lamento que existam pessoas como ele. Não está sozinho nessa. O ex-presidente Lula também vê a morte e comemora o fracasso ao combate como se fosse razão suficiente para a supremacia ideológica. Se um tem dificuldade de liderar, de arregimentar pessoas positivamente em prol de um esforço comum, o outro falhou em ensinar a massa pobre que representava a pescar. Não privilegiou ensino, não melhorou o atendimento médico a padrões que hoje nos beneficiariam no combate à pandemia nem melhorou consistentemente o poder econômico de quem jurava defender. Pobre País, onde o cidadão morre sem ter esperança.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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IGNORÂNCIA


Decaímos a um número abominável de 100 mil mortos porque o governo não soube ver e ler a história contemporânea e sua diária evolução. Evolução é a “consciência das eras” (ou dos momentos) (Padre Pierre Teilhard de Chardin). Podemos afirmar que a ignorância de tudo é a causa crucial das mortes prematuras. O mesmo se digna de grande parte da população, guiada cegamente por seus próceres. Episódio como este é de uma história mundial e a intercomunicação entre todos os povos só é desprezada por homens viventes num ambiente de infracultura. Preferimos o tosco, os trancos e barracos, o “deixar correr para ver como é que fica”.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


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CONDUTA CAÓTICA


O presidente Bolsonaro tratou a pandemia como uma gripezinha; andou sem máscaras; provocou aglomerações; tratou-nos com cinismo e a ciência, com deboche; no Ministério da Saúde, trocou especialistas por um general intendente e interino permanente; fabricou e distribuiu a hidroxicloroquina, sem qualquer comprovação de efetividade e com sérios riscos de fortes efeitos colaterais. A pandemia do coronavírus é mundial, mas a marca dos 100 mil mortos – até aqui, pois nada indica que, infelizmente, não iremos bem mais longe – ficará como uma das marcas de sua passagem pela Presidência. Nem tanto pela doença ter acontecido na vigência do seu mandato, muito mais por sua irresponsável e caótica conduta.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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UM MINUTO DE SILÊNCIO


Um minuto de silêncio em respeito aos 100 mil óbitos e às famílias enlutadas, que foram acintosamente desrespeitadas pelo negacionista e obscurantista desgoverno Bolsonaro.


J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo


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AGRADECIMENTO


Com 3 milhões de infectados e 100 mil mortos, as famílias agradecem a Jair Bolsonaro.


José C. de Carvalho Carneiro jcdecarvalhocarneiro@hotmail.com

Rio Claro


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NÃO POSSO CRER


Inacreditável que possam acusar o presidente Jair Bolsonaro como sendo o responsável pela morte de 100 mil pessoas no Brasil pelo novo coronavírus! Que críticas por suas atitudes, que podem parecer inconsequentes e pueris, sejam feitas, vá lá, mas culpá-lo, inclusive pedindo sua “cabeça”, e mandá-lo para o calabouço, vai uma distância da compreensão do que é ter consciência diante de um fenômeno que ninguém, nem médico, nem cientista, nem vidente, nem ninguém pode explicar, e a realidade, que ninguém controla.


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista


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CNPJ X CPF


O presidente Jair Bolsonaro, que sempre está na contramão dos anseios dos brasileiros, ainda não percebeu que os CNPJs não votam na eleição presidencial de 2022, já os CPFs são os únicos com que ele, eventualmente, poderia contar. Mas, pelo andar da carruagem, levando em conta os mais de 100 mil óbitos pela sua desastrada política contra a covid-19, somados às famílias enlutadas, dificilmente conseguirá atingir seu projeto de reeleição. E não foi por falta de aviso, não é mesmo, presidente turrão?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A ATITUDE CORRETA


Ao criticar a presidência desastrosa de Jair Bolsonaro e seu desgoverno, a pessoa recebe manifestações diversas. Os bolsonaristas falam em antipatriotismo e em petismo disfarçado. Já os petistas fazem pergunta retórica: não foram vocês que votarem nele? Qualquer crítica é contra o desempenho do presidente, não contra o Brasil. A História julgará a decisão de Fernando Haddad nas últimas eleições presidenciais, de não “se descolar da imagem de Lula”, apesar do mensalão, do petrolão, do sítio de Atibaia, do triplex do Guarujá e de outros processos na Justiça. Infelizmente, as duas atitudes não levam a absolutamente nada! Se bem que os bolsonaristas poderiam pressionar o presidente para começar a resolver os graves problemas atuais do Brasil: covid-19, que matou mais de 100 mil pessoas; desemprego recorde, que está em 13,8%; queimadas na Amazônia, que aumentaram em 28% em julho; e por aí vai. A oposição, por sua vez, deve apresentar um candidato autêntico, e não um plano B para um outro. Não precisamos mais de “mitos” ou “caudilhos” para resolver os nossos problemas. Precisamos, este sim, de um estadista sóbrio que acredita que o progresso começa pela melhoria da educação, saúde, segurança e respeito ao meio ambiente. Um que incentiva uma política externa equilibrada, sem desprezar a parceria com o Mercosul e a Unidade Europeia. Um que não usa linguagem provocativa e tosca, pois “aquele País” é quem vai nos fornecer a vacina contra a covid-19. Aquele outro país “que mata baleia e explora petróleo”, além de tentar nos ajudar em salvar a nossa Amazônia, está no topo do ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (2019) e na posição 23 do teste Pisa de educação (2018), enquanto o Brasil ocupa as posições 23 e 79, respectivamente.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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ESQUECIMENTO


Os brasileiros se esquecem de tudo. O mundo se esquece de tudo. Daqui a pouco, estaremos elegendo Bolsonaro ou, quem sabe, talvez, Lula. Um populista miliciano, outro corrupto. Estes mais de 100 mil mortos já estarão esquecidos. Assim como a explosão em Beirute já está sendo esquecida. Vocês se lembram do 11 de Setembro ou da barragem em Brumadinho? A vida é assim!


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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BOLSONARO, O BOM SAMARITANO


Li no Estadão de domingo (9/8), mais outro “pois é” do mitoajuda humanitária para o Líbano ou, o que é mais próximo da verdade, outra tentativa de “parecer” civilizado. Aliás, para quem tem olhos de ver e cérebro para pensar, parece evidente marketing político, do tipo de quem espanca a mulher em casa e faz mesuras para as vizinhas. Não combina com ele ser bem educado e muito menos cortês com desgraças alheias, características de pessoas que têm empatia natural por outras pessoas; Bolsonaro é o Rei do ‘e daí?’. Por óbvio, a catástrofe em Beirute foi uma das mais inesperadas e impressionantes ocorridas numa capital de país; como se um gigantesco raio houvesse circulado o planeta e o mundo todo ficasse pasmo ao mesmo tempo. Bem. Razoável cogitar que alguém (ou algum assessor) tenha pensado “eureca, taí uma oportunidade de alavancar a imagem do messias...!”. Afinal, se o presidente diz “e daí?” para uma gripezinha que apenas vai homeopaticamente mantando seres humanos (aos muitos!) e pergunta o que ele pode fazer, pois “um dia todo mundo morre, todo mundo tem de morrer, paciência...”, tá certo? (Talvez não.) Ah, então vamos aproveitar o momento planetário e anunciar nessa conferência com líderes mundiais que Bolsonaro ajudará o Líbano. É uma boa ideia, não é mesmo? Acho que não devo – nem precisaria – estender mais essa percepção, pois talvez seja apenas uma interpretação equivocada (ou até mesmo preconceituosa) a respeito do presidente Bolsonaro. Nota: afinal, no Brasil passou de 100 mil o n.º de mortos pela covid-10; em Beirute foram mais de 100 mortes e de 2.700 feridos.


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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MISSÃO


Bolsonaro deu uma dentro convidando o ex-presidente Michel Temer, descendente de árabes, para presidir delegação que irá ao Líbano em missão humanitária.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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GOL


Depois de tantas bolas fora, presidente Bolsonaro marca um gol convidando Michel Temer para uma ação humanitária no Líbano. É assim que queremos ver iniciar o Brasileirão do Governo Federal.


Carlos Gaspar  carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ACERTO


A volta de Temer ao palco da política é uma grata surpresa aos cidadãos que admiram a postura culta e inteligente de um ex-presidente. O Português castiço e elegante de um representante brasileiro mostra ao exterior que o País não tem somente pessoas públicas de formação tosca e grosseira, mas sim um verdadeiro gentleman. A atitude humanitária do governo em enviar ao Líbano uma missão de auxílio às vítimas da tragédia no porto de Beirute sensibilizou todos aqueles que prezam a vida e a harmonia entre os países. Desta vez o presidente acertou e marcou um gol de placa.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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TEMER


A ideia de o presidente enviar ajuda humanitária ao Líbano é louvável, agora, enviar Temer como representante do Brasil é sacanagem. Um país destroçado por guerras e pela corrupção e chega lá outro corrupto do Brasil, enviado por este governo que se diz anticorrupção. Acorde, Alice (Bolsonaro)! Você não está no país das maravilhas, não!


Frederick Moura frederickmoura@gmail.com

Goiânia


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LÍBANO


O Líbano passou por uma guerra civil (1975-1990) que provocou a morte de mais de 100 mil pessoas. Desde então, o sistema político estruturado baseou-se em interesses na repartição de poder nas figuras do presidente da República, do presidente do parlamento e do primeiro-ministro entre cristãos, sunitas e xiitas. A recorrente instabilidade política resultou no carro bomba que provocou a violenta morte do ex-primeiro-ministro Rafic Hariri, em 2005. Seu filho Saad Hariri foi eleito primeiro-ministro em duas ocasiões, de 2009 a 2011 e de 2016 a 2020. O movimento xiita Hezbollah, que conta com apoio da Síria e do Irã, se alternou no poder com os membros da família Hariri. As manifestações de rua contra a cobrança de impostos de mensagens de WhatsApp, no fim do ano passado, influenciaram na recente mudança de governo. Agora, a explosão no porto de Beirute e as novas manifestações de rua, com a tentativa de invasão do Parlamento, são os mais recentes eventos da crise política, econômica e social que assola este pequeno país, em meio às potências regionais do Oriente Médio.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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TRISTES TRÓPICOS


No Líbano, mesmo com uma triste história recente de guerra civil, em face de um desastre por negligência, demitem-se os ministros, ainda que não sejam os responsáveis diretos pela explosão. Aqui, com toda a comprovação de inépcia, leva-se o ex-ministro da Educação a ocupar cargo no Banco Mundial, troca-se outro de função, mesmo confessando crime eleitoral, e outro ainda renega a ciência que deveria defender, pois é a Pasta que ocupa. Tristes tópicos, parodiando o filósofo.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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QUARENTENA NO IBIRAPUERA


Eram 11 horas da manhã de domingo, dia ensolarado, Dia dos Pais. Passeando pela Avenida República do Líbano, junto ao Parque do Ibirapuera, vejo uma porção de pais, mães e filhos pedalando pela avenida em trecho sem faixa privativa, enquanto a pista interna do parque, paralela a essa avenida, está às moscas, não se visualizando nem funcionários de manutenção. Onde está a lógica coronavírica?


Sebastião A. Tartuci Aun sebastiao.aun@uol.com.br

São Paulo


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CIDADANIA


“Nas nações modernas, todo indivíduo nasce um cidadão. Mas só alguns se tornam bons cidadãos.” A série de editoriais sobre cidadania – O poder da cidadania (7/8); Os dilemas da cidadania (8/8); e A construção da cidadania (9/8) – é uma ferramenta para a construção de bons cidadãos. No mundo das séries, nada melhor do que uma trinca de editoriais que nos engrandece. Se o direito de ir e vir é constitucional, por que a pergunta ultrajante da Polícia Militar: “Está indo para onde e está vindo da onde?” Felizmente ou infelizmente, noções de cidadania, direitos e garantias são muito bem abordadas em editoriais como estes, mas não em escolas públicas. Sem noção exata de cidadania, sobretudo nas periferias, o que nos resta são o medo de enquadros e as drogas. Tudo faz parte de um todo, e a pandemia escancara essa ligação. Ou melhora para todos ou tudo fica seriamente comprometido. Oxalá as periferias do Brasil possam ter noções de cidadania nas escolas públicas, para saberem que elas fazem parte da República. Sem essa noção cívica, pública, política e social, estaremos sempre com os bolsos cheios de pino. Liberdade de expressão, saúde, trabalho, educação e dignidade, aspirar por uma cidadania, ser útil para a sociedade, é tudo o que queremos. Séries como esta (cidadania) só fortalecem o cidadão brasileiro que vive à margem da democracia, nas quebradas deste Brasil, rodeado de bocas de fumo. Em países de Terceiro Mundo, a imprensa tem um papel fundamental na educação, por abordar temas muitas vezes negados aos pobres. As periferias já estão na Universidade de São Paulo, e assinam jornal, buscando um ideal.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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‘ A CONSTRUÇÃO DA CIDADANIA’


Quero parabenizar o jornal pelo melhor editorial dos últimos tempos, A construção da cidadania (9/8, A3). Ao mostrar que todos os indivíduos nascem “cidadãos”, mas que “bons cidadãos” precisam ser construídos pela família e pelo Estado, descreve também qual é o papel principal de um líder: dar bons exemplos. Nossos governantes, infelizmente, são meros “cidadãos”, a quem certamente faltaram bons exemplos, por tibieza da família ou do Estado. E isso se reproduz, de geração em geração.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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BRASIL CAMPEÃO MUNDIAL


No 19.º Congresso realizado pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, disse que “o Brasil tem todas as condições para ser o campeão mundial tanto na agricultura quanto ambiental”. O Brasil já esteve perto de ser Primeiro Mundo, não fosse a corrupção que grassa em todos os setores. Basta ver o retrocesso na educação, na saúde, na segurança, nos esportes, etc. Por mais otimistas que tentamos ser, vemos o Brasil dar um passo à frente e dez para trás. Atualmente, a taça que resta ao Brasil é de campeão mundial da corrupção, do desalento e da injustiça.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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5G NO BRASIL


Ao ler a entrevista do Estadão com Cristiano Amon no domingo (‘Atraso no 5G pode gerar exclusão econômica global’, diz presidente da Qualcomm, 9/8, B9), ficou mais uma vez claro que a tecnologia 5G só encanta três públicos: quem só entende de tecnologia e nada de negócios de telefonia móvel; quem não entende nada de tecnologia e telefonia móvel; e fabricantes de equipamento de telefonia móvel. Ao contrário do que disse Amon, o que vem causando o constante aumento do atraso econômico do Brasil já deixou de ser o acesso a tecnologias do século 21, e sim uma legislação fiscal e trabalhista do século 19.


Oscar Thompson

 

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