Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2020 | 20h59

Comércio internacional

A China e o vírus

Não sei se rio ou se choro diante da matéria China detecta coronavírus em frango nacional, mas setor descarta embargo (Estado, 14/8). A notícia refere-se ao “suposto” encontro, pelas autoridades chinesas, de “traços” de coronavírus em embalagem de frango produzido em Santa Catarina. Interessante que o vírus originário de Wuhan, segundo especialistas, não transita pelos produtos cárneos. E se realmente foi encontrado na embalagem, a lógica leva à óbvia dedução de que só pode ter chegado lá por mãos chinesas. Lembro que quando um brasileiro questionou a origem do novo coronavírus o embaixador da China exigiu um pedido de desculpas “ao povo chinês”. Também lembro que numa safra anterior autoridades chinesas levantaram suspeição sobre a sanidade da soja brasileira, que não foi confirmada, mas tudo indica ter servido ardilosamente para baixar o preço do produto...

Sérgio Becker sergiojosebecker@gmail.com

Porto Alegre

Desgoverno Bolsonaro

Nada de novo

Estamos assistindo a um governo que demole os alicerces que sustentaram sua campanha eleitoral e o fizeram liderar o pleito para a Presidência. Um a um, vai minguando a qualidade, em detrimento do pragmatismo. Seus eleitores dizem que ele é um coitado que sofre nas mãos dos demais Poderes, por isso não tem como implementar seus projetos. Na verdade, o único projeto que realmente vingou foi o bolsa família turbinado. Essa ajuda emergencial melhorou o resultado ruim previsto para a economia e deu um refresco na sua popularidade, que caía sem parar. Eureka! Descobriu-se a pólvora: por que toda a mão de obra para fazer tanta coisa, se o seu objetivo principal, a reeleição, pode ser alcançado com algo tão fácil? Afinal, o de sempre: é dando que se recebe. Há por trás desse plano, porém, uma realidade perversa: quem vai pagar essa conta somos eu, você, todos os trabalhadores. Como? Simples: com a nova CPMF. Que com a cooperação dos demais Poderes não tardará a ser implementada. E assim, fagueiramente, andeja nosso presidente de Beirute a Calicute, distribuindo benesses que lhe angariarão votos. Nada de novo. Tudo dentro do previsto. Afinal, vivemos no Brasil.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Tocadores de bumbo

“Vamos furar o teto, mas só um pouquinho”, virou estribilho entoado por vozes patrióticas. É verdade, novos investimentos podem catalisar o aumento de empregos, dando início a um círculo possivelmente virtuoso. A nova modalidade de “bolsa”, em montante superior ao da Bolsa Família, é uma arma eficiente no combate à miséria. Ambas as medidas parecem aptas a pavimentar o caminho rumo à reeleição. Mas mal nenhum faria aos defensores dessas teses imediatistas – populistas, segundo alguns – não perder de vista que a eleição presidencial é só em 2022. Com essas medidas será possível aumentar a popularidade do presidente. Porém, como sempre há um preço a pagar, o descontrole fiscal futuro terá dimensão impossível de avaliar agora. A desarrumação das finanças em 2022 será inevitável, justo no ano da eleição. Em suma, será um tiro que sairá pela culatra depois de dois anos. Nunca é demais lembrar a frase: “É a economia, estúpido!”.

Alexandru Solomon alex_sol@terra.com.br

São Paulo

Reformas

Administrativa antes da tributária

Somente depois de o governo cortar na própria carne a sociedade estará mais leve para se recuperar e prosperar. Enquanto isso não for feito, carregaremos o enorme peso de impostos dos mais elevados do mundo. E não para serviços suficientes e de qualidade para a sociedade, como deveriam ser, dada a receita trilionária dos nossos impostos, mas para alimentar as ineficiências de um Estado enxundioso, ineficaz e caro. O bom senso diz que primeiro se deve arrumar a casa, cortar desperdícios e melhorar processos, para maior economia, eficiência e qualidade nos serviços prestados pelo Estado, e só depois dedicar-se à reforma tributária, simplificando impostos e reduzindo a carta tributária, o que é essencial para a retomada do crescimento.

Silvia R. P. Almeida silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

Exército de aspones

Espero que a reforma administrativa federal, que o Congresso quer tanto aprovar, comece pela eliminação dos famigerados assessores comissionados dos srs. deputados e senadores.

Nelson L. Braghittoni braghitt@usp.br

São Paulo

Corrupção

Rachadinha

A reportagem sobre os saques de R$ 7,2 milhões em dinheiro vivo por assessores de Flávio Bolsonaro ao tempo em que era deputado estadual no Rio (14/8, A5) é um excelente exemplo da enorme importância do jornalismo investigativo. Os pagamentos de valores elevados pelos membros do clã (quadrilha?) Bolsonaro em papel-moeda são evidências incontestes de que se trata de recursos de origem escusa, caso das rachadinhas e do emprego de funcionários fantasmas. Cabe à opinião pública brasileira sair da inércia e cobrar a objetiva prestação de contas da fonte dessa dinheirama em espécie.

Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

Felicitações

Quero cumprimentar o ministro Félix Fischer, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pelo brilhante parecer sobre a necessidade da volta à prisão de Fabrício Queiroz e sua mulher, Márcia Aguiar. O Brasil precisa de mais ministros como ele.

Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo


Farinha do mesmo saco

O caso Queiroz, enfim, harmonizou o governo e a oposição!

Marcelo Gomes Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


PRIORIDADE VIL

Tribunal de Justiça de São Paulo quer ampliar gastos em R$ 6,8 bilhões (Estado, 12/8). Confesso que, quando diziam que Charles De Gaulle, líder francês nos anos 1960, dissera que o Brasil não era um país sério, eu ficava contrariado com essa declaração, achando que era intenção dele nos ofender. Hoje compreendo que sua intenção era nos alertar, e não ofender. Como pode um país pobre, onde faltam verbas para educação, saúde, segurança e saneamento, direcionar dinheiro público de forma tão vil? Que prioridade social é esta? Sem contar outras muitas anomalias amparadas por leis imorais. Por exemplo: R$ 3 bilhões de Fundo Partidário aprovados por todos os partidos (para isso não há polarização ideológica, não é?), distribuídos aos correligionários e parentes a fim de se regalarem. Pobre Brasil.

Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos

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CHOCOLATE COM PIMENTA

Conforme publicado pelo Estado de 14/8, Cristiano Correia Souza e Silva, empresário que vendeu ao senador Flávio Bolsonaro uma loja de chocolates da franquia Kopenhagen, afirmou, em depoimento ao Ministério Público do Rio (MP-RJ), que sofreu ameaças ao tentar denunciar que a unidade do filho do presidente Jair Bolsonaro fraudava notas fiscais. A informação foi revelada na quinta-feira (13/8), pelo Jornal Nacional, que teve acesso ao documento. De acordo com o depoimento de Cristiano, a unidade da franquia pertencente a Flávio Bolsonaro vendeu produtos por um valor menor do que o preço tabelado pela marca. Cristiano denunciou a prática à matriz, que realizou um procedimento de fiscalização, no qual constatou que as notas fiscais eram emitidas com o preço cheio, mas o cliente pagava um valor menor do que o registrado. Quem sabe era o preço cheio de dinheiro lavado.

Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

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FORO PRIVILEGIADO

Que pena, os procuradores são tão corretos, profissionais, honestos, mas perderam o prazo para recorrer em processo de Flávio Bolsonaro. E somos nós que pagamos este pessoal para nos defender da corrupção e da criminalidade, e vemos que podem estar trabalhando para o outro lado.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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BOLSONARO$

As notícias vão se sucedendo acerca das falcatruas da famiglia Bolsonaro, dinheiro de rachadinhas, inexplicáveis, um modo de operação e pagamentos de imóveis em dinheiro vivo, saques em números absurdos. Não se trata apenas de fãs obcecados pela ditadura militar e por torturadores; são corruptos, inclusive.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com


Casa Branca


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IMÓVEIS EM DINHEIRO VIVO


Flávio Bolsonaro diz que “não se recorda” de pagamento de imóveis em dinheiro vivo. Coitado, tão jovem e com problemas sérios de memória.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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VÍCIOS DE JULGAMENTO


Jair Bolsonaro está com vontade de voltar para o PSL. Pergunta-se: estava ele certo quando saiu ou agora, quando deseja voltar? Será bom muitos erros de julgamento?


José C. de Carvalho Carneiro jcdecarvalhocarneiro@hotmail.com

Rio Claro


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MUITO ESTRANHO


Com todo poder político que o presidente Bolsonaro diz ter, ele não consegue um partido seu e quer voltar ao PSL, depois de tudo o que aconteceu? Aí tem!


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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A RAZÃO


A recente pesquisa Datafolha demonstrou que, no Brasil de hoje, o bolso está pesando mais do que a cabeça. A razão é simples: o saber é caro e a ignorância é grátis. E a única saída democrática é dar mais peso ao saber.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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AVALIAÇÃO DO PRESIDENTE


Bolsonaro está sendo bem avaliado, segundo Datafolha. Isso se deve a quê? Ao fracasso de governadores e prefeitos que submeteram o povo ao pânico e ao desespero. O Estado de São Paulo, o mais rico do Brasil, não consegue nem ao menos testar sua população. Cadê o dinheiro?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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COVID, ESTUPIDEZ E EGOÍSMO


Já tínhamos as duas outras pragas antes da covid-19. Uma parte dos votantes no mito já as tinha. Os trambiqueiros, acéfalos e perversos. Só acharam um espelho. A covid-19 empaca suas metas: esconder crimes, especular na Bolsa com nossa falência e reeleição. Omisso néscio homicida com a medicina, provocou isolamentos bagunçados por todo o País, atiçou curandeirismos, aglomerações, contágios e, até agora, mais de 100 mil mortes. Que o Código Penal e a Constituição nos salvem.


João Bosco Egas Carlucho boscocarlucho@gmail.com

Garibaldi (RS)


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BRASIL SOB BOLSONARO


Plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro. Três coisas que cada pessoa deve fazer durante sua vida (José Martí). Fico imaginando esse pensamento nos dias de hoje: derrubar uma árvore, ter uma arma e queimar um livro. Três coisas que cada pessoa deve fazer durante sua vida...


Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra


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MUDANÇAS CLIMÁTICAS


O Brasil enfrenta hoje seca histórica no Pantanal, furacão e estiagem no Sul, calorão em pleno inverno no Sudeste, o pesadelo previsto está se tornando o novo normal. Claro que nada disso fará o governo Bolsonaro mudar sua política ambiental suicida. No íntimo, Bolsonaro comemora cada novo incêndio, cada nova mina clandestina, cada boiada que passa. Resta ao Brasil e ao mundo civilizado esperar que as instituições acordem e cumpram logo o seu dever, afastando Jair Bolsonaro do poder, e que o novo governo brasileiro mude o rumo e comece a se afastar do caminho da destruição.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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MENTIRAS BOLSONARISTAS SINCERAS


A Amazônia não pega fogo, não há um quarto de hectare desmatado, a covid-19 não passa de uma gripezinha, apesar de a avó da primeira-dama ter sucumbido à doença, e os mais de 100 mil mortos são um exagero. Mentiras sinceras...


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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PINÓQUIO


Que saudades do Jornal da Tarde, quando publicava o Pinóquio com o nariz crescendo a cada mentira/bravata que o dr. Paulo Maluf esbravejava. Acho que hoje o jornal não teria mais página para o nariz do atual mandatário maior de nosso país.


Márcio M. Pascholati marcio.pascholati@gmail.com

São Paulo


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QUE VENHAM AS VACINAS


A Rússia surpreendeu o mundo, na terça-feira (11/8), anunciando já dispor da primeira vacina contra a covid-19. No dia seguinte, o governador do Paraná, Ratinho Jr., e o embaixador russo no Brasil, Sergei Akopov, firmaram acordo para o Tecpar (Instituto de Tecnologia do Paraná) produzir a vacina russa, desde que aprovada pela Anvisa. Também temos as parcerias para a produção de vacinas do Instituto Butantã (São Paulo) com a farmacêutica chinesa Sinovac, e da Fundação Oswaldo Cruz (Rio de Janeiro) com a Universidade Oxford de Londres. Embora sem a velocidade que desejamos, parece que a pandemia começa a baixar. Como não existem vacinas nem remédios cientificamente provados para o mal, mas temos muitos acometidos, a alternativa lógica é tratá-los com o que estiver disponível, mesmo sem os certificados científicos. O tratamento nessas condições pode até se revelar ineficaz, mas é pior não tratar porque dessa forma a morte seria praticamente certa. A pandemia não espera o tempo que os pesquisadores necessitam para testar as drogas. Que venham as vacinas de onde vier, sem qualquer viés político ou ideológico. Questão humanitária.

            

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     


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GARANTIA


Ao contrário da bolso-cloroquina, ao esperançoso e bem crédulo usuário, a vacina russa, a tal Sputnik-5, pelo menos no nome já garante o céu...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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VOLTA ÀS AULAS


Absolutamente incompreensível a teimosia de reiniciarem aulas em qualquer nível de Educação, em todos os países. Esqueçam 2020. Melhor perder um ano de escolaridade do que colocar em risco vidas por pura ansiedade de uma sociedade neurótica.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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PRUDÊNCIA


Prudente e louvável a decisão do desembargador do Rio de Janeiro, Peterson Barroso Simão, ao determinar a suspensão do Decreto Municipal n.º 47.688, de 22 de julho, que autorizava o retorno dos alunos às escolas da rede privada do município. Ao se justificar, a Prefeitura expediu esclarecimento em que alega “não ter determinado a volta às aulas, apenas autorizou o retorno pela Vigilância Sanitária”, lembrando que “cabe aos colégios decidir se reabrem, ou não, as portas”. Esclarecimento que, com a máxima devida vênia, nos remete à justificativa que ficou conhecida como “lavar as mãos à moda Pôncio Pilatos”.


Gary Bon-Ali garybonali@globo.com

São Paulo


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PLANOS ECONÔMICOS


Todos estamos vivendo um momento difícil de desemprego e no trabalho, em virtude da necessidade de dinheiro também, perdemos o poder de compra, mas até agora ninguém se manifestou a respeito do julgamento de mérito que está pendente no Supremo Tribunal Federal, e não vimos nenhuma manifestação que se pronuncie para a liberação dos nossos míseros trocados, que até as instituições financeira já desistiram da ação, e esse dinheiro viria num momento propício para todos os poupadores.


José Carlos Gonçalves da Cunha jccunhag8@gmail.com

São Paulo


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ACORDO HISTÓRICO


Descontado o calculado e simbólico gesto político de Donald Trump às vésperas das eleições de novembro nos EUA, merece registro e cumprimentos o histórico acordo de normalização de relações estabelecido entre Israel e os Emirados Árabes Unidos. Que seja seguido por outras nações árabes do Oriente Médio em nome da necessária pacificação da região altamente inflamável. Paz, shalom, salam. Viva!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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