Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

18 de agosto de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Educação x Defesa

Esta semana começou muito mal, com a notícia desalentadora de que a Defesa deve ter mais verba do que a Educação em 2021, refletindo declaração de destacado apoiador de Jair Bolsonaro e general da reserva, deputado pelo PSL-SP. Disse ele: “Tenho a plena convicção de que o fator mais importante é a educação. Agora, ser o mais importante e ter o maior orçamento são análises distintas” (17/8, A4). A meu ver, essa premissa está completamente furada (mais do que será o teto de gastos). O fator mais importante desse desgoverno é a reeleição presidencial. E assim o País caminha para a última colocação do Pisa.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

PENTECAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Preparo para a guerra

Muito triste acordar e ler que o Ministério da Defesa terá mais recursos em 2021 que o da Educação. Só mesmo o governo de um quixotesco se prepararia para lutar contra os moinhos de vento de sua obscura realidade.

JORGE DE JESUS LONGATO

FINANCEIRO@CESTADECOMPRAS.COM.BR

MOGI MIRIM

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Oposição já

Não são poucas as lideranças políticas que consideram cedo demais para discutir as eleições presidenciais de 2022. Enquanto isso, o esperto presidente Jair Bolsonaro, sem perda de tempo, encontra-se em plena campanha visando à sua reeleição, feliz e motivado pelo belo presente que ganhou do Datafolha: recorde de 37% de apoio popular, além de outros 47% que o “absolveram” da responsabilidade pelos mais de 100 mil mortos pelo coronavírus. Com a possibilidade cada vez mais remota de impeachment, está na hora de a oposição começar a se mexer, pois Bolsonaro já abriu distância.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Os 37%

Muito simpatizantes desse governo nefasto comemoram os 37% de apoio verificado em recente pesquisa nacional. Porém os outros 63% ainda são maioria. E como tal têm a obrigação moral e cívica de impedir que o descalabro federal continue.

AMILTON MORENO

SAILOR1908@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ferrovias

Capital privado

Uma boa notícia em época de pandemia: Capital privado assume novas ferrovias (17/9, B4). Sempre reclamei da falta de trens para o transporte de carga e passageiros. Lembro-me da minha infância, quando era hábito viajarmos pelos trilhos. Agora a iniciativa privada está trabalhando em três grandes trechos ferroviários: 383 km entre Mato Grosso e Goiás; na Bahia, mais 537 km; e 933 km entre Mato grosso e Pará. São R$ 13,140 bilhões de investimento 100% privado. Acabaram as ideias megalomaníacas de cruzar o Mato Grosso rumo a Machu Picchu com dinheiro público. Os políticos caíram fora desse barco, graças a Deus.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

MARIONEGRAO.BORGONOVI@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Nos trilhos

Excelente e muito oportuna a reportagem de André Borges, ontem, no Estado. Temas como esse nos trazem alento ao espírito e esperança no nosso futuro. Basta a “burrocracia” deixar a iniciativa privada fazer a sua parte que o Brasil vai entrar nos trilhos, literalmente. E desta vez é para ficar. Bem lembrou o autor que uma lei de 2017, promulgada no governo Temer, fundamentou essa retomada dos projetos ferroviários.

ORLANDO LUIZ SEMENSATO

OSEMENSA@TERRA.COM.BR

CAMPINAS

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Planos de saúde

Debandada da clientela

Muito oportuna a coluna de Celso Ming no Estado de domingo (B2). Muito poucos abordam esse assunto. Mais de 400 mil usuários já abandonaram seus planos de saúde, ou porque perderam o benefício que tinham da empresa por terem sido demitidos, ou porque os reajustes tornaram as mensalidades insuportáveis. Nos últimos quatro anos os reajustes anuais dos planos por adesão ou particulares foram, no mínimo, de 15% ao ano (75% no período), para uma inflação ao redor de 4,5% (19,25% acumulada). Um absurdo, insustentável.

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

HEITOR.PORTUGAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção

Cegueira

A Polícia Federal concluiu que a delação de Antônio Palocci contra o honesto Lula da Silva não tem provas. Deltan Dallagnol, chefe da força-tarefa que desvendou o maior esquema criminoso da História, vai ser julgado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Parece que tudo conspira para Lula se tornar ficha-limpa e crucificar Dallagnol. A justiça é mais cega do que imaginávamos.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

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Em São Paulo

Trágicas consequências

Chamo a atenção para o Projeto de Lei n.º 529, apresentado pelo governo João Doria e tramitando em caráter de urgência na Assembleia Legislativa. Esse projeto, no Capítulo V, artigo 14, prevê que “o superávit financeiro apurado em balanço patrimonial das autarquias, inclusive as de regime especial, e das fundações, será transferido ao final de cada exercício à Conta Única do Tesouro Estadual”. No parágrafo 1.º, esse projeto adiciona que “fica dispensada a deliberação dos órgãos colegiados das entidades de que trata o caput deste artigo, caso existam, relativamente à transferência determinada por este artigo”, intervindo diretamente na governança dessas entidades. A aprovação desse projeto, na sua forma atual, terá consequências trágicas para o ensino superior nas universidades estaduais paulistas, afetará irreversivelmente a pesquisa e inovação disruptiva de São Paulo financiada pela Fapesp e ainda pode pôr em risco o essencial papel da Fundação Butantan na fabricação da vacina contra a Covid-19.

HERNAN CHAIMOVICH, professor emérito do Instituto de Química da USP, ex-presidente do CNPq

HCHAIMO@GMAIL.COM

SÃO PAULO


EDUCAÇÃO, A MELHOR DEFESA


Defesa terá mais dinheiro do que Educação em 2021 (Estado, 17/8, A4). Bom, se a Defesa não nos defende das drogas (cocaína) que entram em nossos bairros, e só a educação nos livra do caminho das drogas, por que teria de ter uma verba maior, não é mesmo? O melhor é investir em caças, submarinos e, claro, platina no nariz.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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PRIORIDADE


No primeiro aperto do Orçamento, o Congresso sacrifica a verba da Educação. Fundo eleitoral, nem pensar...


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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FORÇAS ARMADAS


Dois excelentes artigos recentes publicados no Estado discutem o papel das Forças Armadas e convidam a sociedade a refletir sobre a Política Nacional de Defesa (PND) e as novas revisões entregues pelo Ministério da Defesa ao Congresso Nacional para debate e aprovação. Nesse sentido, seria de bom alvitre lembrar o disposto no artigo 142 da Constituição federal de 1988, que determina que as Forças Armadas, constituídas pela Marinha, Exército e pela Aeronáutica, são instituições que se destinam precipuamente à defesa da Pátria entre suas outras funções. Com 8.500.000 de quilômetros quadrados de território nacional, mais a Zona Econômica Exclusiva e a zona do Atlântico até o meridiano 10, as Forças Armadas têm sob sua tutela um total de 22 milhões de quilômetros quadrados (a famosa Dimensão 22)! Diante da vastidão do território brasileiro e dos enormes desafios tecnológicos e institucionais enfrentados pelas Forças Armadas, é fácil esquecer que para cumprir de forma eficiente esta sua missão básica, necessita-se sempre de capacitação e de equipamentos adequados não só para atender às grandes responsabilidades assumidas para a defesa nacional, mas também para manter as Forças Armadas profissionalmente modernas e em sintonia com os desejos e anseios da pátria amada.


John Ferençz McNaughton john@mcnaughton.com.br

São Paulo


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GASTOS COM EDUCAÇÃO


Conforme noticiado pelo Estadão de 13/8, governo diz que descontar gastos com educação do Imposto de Renda (IR) favorece mais ricos e sugere rever benefício. O Ministério da Economia defende a revisão da política de deduções de gastos educacionais e a realocação desses recursos no financiamento do ensino público. Escuta aqui, ministro Paulo Guedes, os mais “ricos” pagam mais IR do que os mais pobres e o limite de dedução de gastos com educação no IR é igual para as duas classes. E assim deve ser, porque os mais “ricos” estudam nas escolas particulares porque o ensino nas escolas públicas é deficiente. E não é por falta de dinheiro do governo, e sim pela incapacidade administrativa deste mesmo governo.


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo


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IDENTIFICADOS COM BOLSONARO


Em seu texto O escravo da enciclopédia, de 16/8 (H3), Leandro Karnal mostra que por trás de toda celebridade existe uma equipe de apoio. Concordo. Por trás de Jair Bolsonaro há 37%, ou seja, 54,9 milhões de brasileiros maiores de 18 anos, que são verdadeiros jairzinhos, ou seja, o aprovam e trabalham por ele, defendendo-o, por terem seus mesmos padrões morais, éticos, cognitivos e emocionais. Eu não acredito que 50 milhões o defendam por causa dos R$ 600 que receberam como auxílio emergencial na pandemia. Afinal, esse dinheiro veio do “bolso” deles mesmos, não veio do “Bolso”. Quem o defende está identificado com as práticas bolsonaristas e não há nada a fazer: caráter é praticamente imutável. Uma coisa é ter votado nele para defenestrar a petralhada do poder, outra coisa é estar identificado com ele agora, que não há mais o perigo do PT à vista.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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MITOS E MICOS


Em que pesem todos os graves malfeitos cometidos até agora – e não foram poucos –, Jair Bolsonaro chega a 37% de aprovação dos brasileiros na mais recente pesquisa Datafolha. Pois é, cada país tem os mitos e micos que merece: Getúlio Vargas, Lula e Bolsonaro. Pobre Brasil.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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EM DEFESA DO PLANALTO


Com todo respeito, não é de hoje que o articulista do Estadão J. R. Guzzo demonstra empatia com o desgoverno de Jair Bolsonaro. No artigo publicado no jornal com o título Arquibancada (16/8, A8), o jornalista louva o crescimento da popularidade do presidente, mesmo com as duras críticas (e pelo seu entender injustas) que vem recebendo de seus opositores. É lógico que, lamentavelmente, evita dizer que entre esses ditos opositores deste governo, que gritam das arquibancadas deste Brasil, com fatos concretos, está nossa laboriosa imprensa, especialistas em contas públicas, da educação, da saúde, em meio ambiente, etc. E grande parte da nossa população que acompanha o noticiário (não as fake news que se criam dentro do gabinete do ódio do Planalto) está decepcionada com o atual chefe de Estado, que não respeita as nossas instituições e, entre outras barbaridades, transformou o Brasil num pária no que se refere ao meio ambiente. Também como lembra o editorial do Estadão Torpor moral (15/8, A3), Bolsonaro destruiu o Ministério da Educação e o da Saúde. Guzzo, porém, reconhece que o resultado da recente pesquisa Datafolha que demonstra crescimento da popularidade do presidente, de 32% em junho para 37% de aprovação como “bom” e “ótimo” em agosto, se deve, exclusivamente – e graças ao Congresso, que o aprovou – ao auxílio emergencial de R$ 600 pago a mais de 60 milhões de brasileiros. O presidente, mesmo, insistia em dar somente R$ 200... Muitos destes brasileiros que vivem ao relento tampouco tinham renda mensal de R$ 600 antes da pandemia. Ou seja, ser diferente não significa distorcer a realidade, J. R. Guzzo.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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‘TORPOR MORAL’


Torpor se tem com a fome. Quando temos milhões de desempregados, subempregados, recebedores do auxílio emergencial, se entende o porquê do pragmatismo em aceitar quem traz algum benefício pecuniário que poderá se transformar na única forma de alimentar a família. É dando que se recebe. Um pragmatismo de resultados. Afinal, não é o que fazem nossos privilegiados na outra ponta? Lamentável é ver que pouco se faz para mudar o andar desta carruagem, que desemboca sempre no populismo. Se de direita ou esquerda, quem neste nível entende de ideologia? Sai Lula, entra Bolsonaro, e assim vamos indo em frente, sem perspectivas reais de evolução. Poderia ser diferente. Não querem. Preferem o País entorpecido. E mais previsível.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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A POPULARIDADE DO PRESIDENTE


Mesmo com a pandemia, pesquisa de aprovação ao presidente Bolsonaro pode indicar que muitos brasileiros estão com dinheiro no bolso e as máscaras colocadas nos olhos.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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AUXÍLIO EMERGENCIAL


Com relação ao auxílio emergencial, de R$ 600, oferecido aos trabalhadores, ele gerou polêmica com relação a outras intenções, eleitoreiras fundamentalmente. Na minha opinião, porém, a ajuda se justifica, pois temos duas crises: econômica e  sanitária. Minha sugestão é conceder o auxílio e compensá-lo com trabalhos para o governo ou o setor privado. Lembremos que nos EUA foi elaborado o New Deal.


Osmar Malouf osmarep@bol.com.br

Guarujá


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CENÁRIO IMPOSSÍVEL


Qualquer ser que respire, ande e pense um pouco (bolsonaristas extremistas estão fora) não cairá naquela ligeira melhora de Bolsonaro apontada pela pesquisa da semana passada. Impossível, mesmo com tanta gente recebendo auxílio emergencial, 37% dos entrevistados considerarem sua atuação ótima ou boa, já que ele e seu governo têm atravessado a maior crise sanitária – possivelmente, social, financeira e institucional – cometendo tantos erros, entre eles a troca de ministros importantes durante a pandemia (Justiça, Educação e Saúde), demissões, aumento do desemprego, milhares de mortos e milhões de infectados pela covid-19, além das muitas acusações que pairam sobre a família do presidente. Impossível, também, que cidadãos que não se deixam levar pelas fake news e ataques contra a imprensa – vindos, principalmente, dos bolsonaristas extremistas – e outros segmentos sérios, justos e nacionalistas representem “apenas” 34% de ruim ou péssimo. Mais impossível, ainda, é a classe política continuar ignorando tudo isso e não tomar atitudes baseadas no que reza a Constituição.


João Di Renna joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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FORA DA REALIDADE


Alguns analistas políticos manifestaram com veemência exagerada seu inconformismo diante do resultado de recente pesquisa de opinião que revelou um aumento no índice de popularidade do presidente Jair Bolsonaro. Além de pródigos em interpretações dos números apurados, o que é natural esperar, em face da natureza de suas atividades, expressam-se até com certa agressividade, o que surpreende, quando criticam a tendência manifestada e ressaltam o fato de que a população aparenta estar fora da realidade, numa atitude eivada de arrogância, digna de mestres-escola antigos, portando palmatória punitiva. Alguns até responsabilizam abertamente os representantes da esquerda, certamente por estarem com ela identificados, pela fragilidade das respectivas atuações no sentido de construir uma oposição capaz de obstaculizar com eficiência as realizações do governo. Na sua indignação, esquecem-se de exibir uma atitude sensata que deveria ser caracterizada por opiniões de colunistas isentos, desvinculados de partidos políticos. Senhores, sejamos mais profissionais e menos apaixonados.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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JOGO DOS PODERES


O jogo dos Poderes é a versão brasileira do sucesso americano Game of Thrones. Com os dragões voadores substituídos por fake news, e mantendo o vale-tudo para conseguir poder, já conseguiu 37% de audiência.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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A RESPONSABILIDADE DA EUROPA


Celso Lafer (Meio ambiente e desenvolvimento sustentável, 16/8, A2) expõe com clareza os princípios que exigem a participação nacional e internacional na preservação ambiental. Porém, o que é conceitualmente claro é ao mesmo tempo extremamente complexo em termos de realização prática. Em relação à Amazônia, misturam-se no mesmo caldeirão ambientalismos radicais, protecionismos xenófobos e negacionismo irresponsável, que distorcem a realidade e dificultam soluções técnicas e de bom senso. É fundamental uma cooperação internacional, transparente e apoiada em dados reais, para ir construindo as soluções. Se é infantil a argumentação de que “vocês destruíram as suas florestas” como desculpa para destruirmos as nossas, não deixa de ser verdade que a comunidade internacional, principalmente os países europeus, têm sim que assumir sua responsabilidade e os altos custos da preservação. Sua colonização destrutiva, principalmente nas Américas e na África, está nas raízes da nossa injustiça social. Mataram os povos nativos, roubaram o ouro, lotearam o poder. Se há desmatadores criminosos a serem combatidos, não é razoável pretender que comunidades pobres, indígenas ou não, assentadas sobre minas de ouro e áreas férteis, permaneçam pobres e mantenham intacta a vegetação, para que o mundo possa respirar melhor e o futuro seja menos dramático. Se assim é preciso, que todos paguem por isso!


César Garcia cfmgarcia@gmail.com

São Paulo


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MADEIRAS DA AMAZÔNIA


Nas últimas décadas, todos os anos o governo se declara surpreendido com o aparecimento de novas áreas de desmate da Floresta Amazônica, as quais pouco a pouco se expandem lateralmente formando grandes vazios. Considerando que esses desmates são feitos essencialmente para abater e comercializar troncos de árvores nobres, seu controle pode ser iniciado com a proibição de instalação de novas serrarias e madeireiras e com a proibição de que as existentes obtenham troncos fora de áreas com autorização governamental para desmate. Ninguém vai abater floresta se não houver madeireira para comprar os troncos abatidos. Solicita-se que essa informação seja passada ao general Mourão.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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OS BANCOS E A AMAZÔNIA


Os bancos estão com boa vontade, mas podem mais atrapalhar que ajudar. Pretendem apoiar regularização das ocupações frustradas dos anos 70, a tal do mote “integrar para não entregar”, quando dominava a ideia de que índios e ribeirinhos eram indolentes, volúveis e entreguistas. Não sabem que o plantio de grãos e o gado só se viabilizam em grandes escalas e muita infraestrutura pública (que não existe)? Vão financiar a abertura de estradas? Fiscalizar, contratar polícia privada, denunciar à Justiça seus clientes que desmatarem? Por que não se limitam a apoiar as pessoas que nasceram e vivem lá? Por que não apoiar o governo com doações como fazem as fundações internacionais, para que possamos dispensá-las? O turismo? Enfim, ações mais neutras? Indenizar ocupantes antigos e dar-lhes outra oportunidade não seria mais barato e seguro? Serão capazes de impedir que, uma vez regularizadas, as terras não serão vendidas aos frigoríficos, atraindo novos grileiros, continuando a pressão? Quem assumirá esse risco?


Emilio Borsari Assirati assirati42@gmail.com

São Paulo


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EXTINÇÃO DAS ARARAS AZUIS


Os incêndios sem precedentes no Pantanal destruíram o habitat das araras azuis, espécie ameaçada de extinção. Muitos animais morreram nos incêndios, os filhotes não têm qualquer chance de escapar do fogo. Áreas de mata virgem foram destruídas, o que certamente vai abrir caminho para a passagem de novas boiadas. O Brasil precisa de um programa nacional de recuperação de áreas degradadas e de proteção aos animais, especialmente às tantas espécies ameaçadas de extinção. Não se ouve falar em nada nesse sentido sendo feito pelo governo, a iniciativa privada faz um grande trabalho, mas a ajuda e a participação efetiva do governo seriam fundamentais para alcançar melhores resultados.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PEDÓFILO


Enquanto não houver uma solução drástica para inutilizar a arma de estupradores e pedófilos, vamos ver meninas como esta que precisou se submeter a um aborto depois de muito se desesperar. Segundo um entrevistado em Pernambuco, ocorre um caso deste por semana.


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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VACINA CHINESA


Se o nosso governador, João Doria, tomou a vacina chinesa em teste, por que ele pegou covid-19?


Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas


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CRÔNICAS DE SP


Minha segunda-feira ficou melhor depois de ler a coluna Crônicas de SP de ontem (Linguagem e a covid, 17/8, H6). Inteligente, crítica, irônica, sutil. Valeu!


Ricardo Nassif Hussni hussni@ig.com.br

São Paulo

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