Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2020 | 03h00

Pandemia

Trágica liderança

Com dados da OMS e considerando os países com as 20 maiores populações do mundo, com mais de 70 milhões de pessoas, que correspondem a 66% da humanidade, temos o Brasil como trágico líder de mortes pela covid-19 em proporção da população: são 516 óbitos por milhão de habitantes, 111 mil vidas perdidas. Superou os EUA, com 515 óbitos/milhão A curva de infectados e óbitos parece indicar a estabilização num patamar – aliás, trágico patamar – em que em média morreram, desde o registro do primeiro óbito em 17/3, cerca de 720 pessoas por dia – mais que o dobro das vítimas de Brumadinho e Mariana juntas, diariamente, nos últimos 156 dias. Diz o governo federal que temos 2,7 milhões de “recuperados”, sem definir melhor o que seja isso. Provavelmente contagiados que escaparam da morte. Mas todos sem sequelas? Quem afirma isso é um militar especialista em logística que pouco ou nada entende de saúde pública. A mediocridade transformou o Ministério da Saúde num conjunto vazio, que escancara a desfaçatez do governo federal para com a saúde pública no Brasil. Não podemos deixar-nos anestesiar por essa ignomínia encabeçada pelo negacionismo, misturado com espírito caudilhesco, que provém do Palácio do Planalto. A constatação desse rebaixamento invade a nossa consciência, dada a incúria dos demais Poderes da República Tamanho massacre não é fruto do destino, nem fatalidade, mas sim, em parte significativa, diretamente imposto pela irracionalidade, pela “arrogância da ignorância” de quem se endeusa como líder supremo do Brasil e lá é incensado pela mais baixa política do País e adulado por militares que não honram as raízes das Forças Armadas. Onde estão os demais Poderes republicanos? O silêncio revela a omissão e retrata a nulidade moral no exercício da proteção à vida, consignada na Constituição federal e que o presidente do Brasil se nega a seguir.

OSWALDO COLOMBO FILHO

COLOMBOCOMSULT@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Diminuição da transmissão

Destaca o Estado a redução da transmissão do novo coronavírus no Brasil, uma boa notícia, especialmente diante de maior circulação e contato entre as pessoas em todo o País. Isso indica que o vírus atingiu seu máximo potencial de contágio nas atuais condições de uso de medidas preventivas individuais e coletivas. Ante algumas previsões iniciais de acometimento de 60% a 70% da população, com milhões de óbitos, não deixa de ser um alívio. Porém ainda estamos com milhares de casos novos e cerca de mil mortes diárias pela covid-19, mesmo com máscaras e distanciamento social. A velocidade do decréscimo da epidemia ainda é uma incógnita, a ser esclarecida nas próximas semanas, quiçá meses, como destacado no Estado. Se não quisermos ser atingidos nesta fase de declínio da epidemia, os cuidados devem ser mantidos por todos, em especial por pessoas com maior risco individual.

BERNARDO EJZENBERG

BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Vacinas avançam

A Anvisa autorizou a Johnson & Johnson a realizar – como já tem feito em outros ensaios clínicos – o teste da sua vacina no Brasil, na tentativa de repelir o contágio do coronavírus. Pelo último levantamento, cerca de 60 mil voluntários no País vão compor pequenos/médios grupos de pessoas em cinco Estados a fim de ajudarem nos testes. A ideia é organizar em conjunto um “mutirão da saúde” em que todos possam dar respostas positivas ao trabalho, que “não tem hora para acabar”. A Anvisa afirma em nota (18/8) que os dados contidos no seu modelo de atuação seguem à risca informações colhidas nos estudos não clínicos (recentes) com base nas vacinas anteriores que se igualam, em termos de procedimento, ao caminho sugerido pelos órgãos sanitários. Desde julho a Jansen-Cilag – EUA e Bélgica – vem estudando a matéria na busca de soluções rápidas que tenham vantagens sob o avanço do vírus no planeta. Empresas de nome como a AstraZeneca, e a Universidade de Oxford, no Reino Unido, deram o pontapé inicial, seguido da vacina recém-criada pela chinesa Sinovac Biotech, em parceria ulterior com o Brasil via Instituto Butantan. Mais adiante, temos as vacinas fabricadas pela BioNTech, da Alemanha, e pela Wyeth/Pfizer, dos EUA. Enfim, a vacina desenvolvida pela Jansen-Cilag tem alta combinação de cura, do tipo 26 (Ad26), que retrai a covid-19.

THIAGO VALERIANO BRAGA

VALERIANOTHIAGO@YAHOO.COM

GUARULHOS

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Sputnik-5

O anúncio da vacina russa, tão rapidamente pronta e liberada logo mais, lembrou-me Winston Churchill, que, referindo-se à lentidão dos ingleses e à rapidez dos alemães, afirmou que nas democracias as ações demoram quatro anos mais. Referia-se à preparação, para ele evidente, da guerra.

MÁRCIO DA CRUZ LEITE

MARCIO.LEITE@TERRA.COM.BR

ITU

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Prudência na volta às aulas

Concordo plenamente com prefeito Bruno Covas que este ano não deveria ter a volta das aulas. Enquanto não houver a vacina, é muito alto o risco de contaminação e expansão do vírus dentro das famílias, matando os idosos, pois muitos convivem em casa com os avós.

LEE LIUNG

LEETIAP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Eleições 2022

Futuro

Irônico... A maior crise sanitária, milhares de vidas que se foram, a economia em frangalhos, governo sem projeto e o presidente da República em campanha para a reeleição! Para onde caminhamos?

LUIZ FRID

LUIZ.FRID@GLOBOMAIL.COM

SÃO PAULO

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Lulopetismo

Lula da Silva: “É plenamente possível que o PT não tenha candidato à Presidência”– nas eleições de 2022. PT nunca mais!

ROBERT HALLER

ROBELISA1@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

 

AJUSTE FISCAL DE SÃO PAULO

 

Enquanto Jair Bolsonaro dá trela à gastança irresponsável e flerta para que se burle o teto dos gastos, o governo do Estado de São Paulo, em face da queda de arrecadação e de gastos emergenciais em razão da pandemia, faz a lição de casa ao enviar à Assembleia Legislativa um ousado pacote de medidas que, se aprovado, acaba com dez fundações, institutos e empresas estaduais, entre outras medidas. Esses ativos a serem vendidos receberam em 2019 R$ 993,8 milhões e juntos têm 4,133 funcionários. Como é previsto um rombo de R$ 10,4 bilhões, o objetivo da gestão João Doria é economizar com esse duro e necessário ajuste em 2021 R$ 8,8 bilhões, ou 9,5% do rombo previsto para o próximo ano. É lógico que a gritaria será grande, das universidade, das estatais, etc., que têm lá suas justificativas para não perder recursos no próximo ano. Mas, em meio a esta pandemia e à queda brusca de arrecadação, não existe almoço grátis. Ou seja, a hora é de colaboração e criatividade para suplantar as dificuldades à frente. Oxalá o governo Bolsonaro crie juízo, evite gastos que prejudiquem a busca pelo equilíbrio fiscal, deixe de lado sua já campanha pela reeleição e passe a governar com dignidade o País.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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ILEGÍTIMO

 

O governo paulista encaminhou a peça orçamentária do ano que vem com propostas absurdas. Além de impactarem diretamente a vida de servidores públicos do Estado, o governador parece não estar disposto a discutir com a profundidade e a seriedade necessárias a extinção ou venda de empresas públicas, autarquias e fundações. Parece-me no mínimo irresponsável que o Palácio dos Bandeirantes culpe a pandemia do novo coronavírus pelas ideias extremamente liberais de Doria. É legítimo que o gestor em exercício sugira aos deputados a privatização de empresas sob controle do Estado; o que é ilegítimo é enviar tudo isso numa única peça, sem se aprofundar e sem se dispor aos esclarecimentos necessários. A coisa pública exige debate público. Não é como no privado, em que a voz do dono é hegemônica. O governador não é proprietário dos bens de São Paulo, ele é, no máximo, um servidor, pago para cuidar e ouvir os patrões, que, neste caso, são todos os paulistas.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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ECONOMIA

 

Considero louvável a iniciativa do governador de vender órgãos e afins para diminuir o tamanho do “elefante branco” do Estado. Duas sugestões: privatizar a Sabesp, aproveitando o marco regulatório do saneamento, e dar outro destino ao suntuoso Palácio dos Bandeirantes. Uma manutenção caríssima. O governador, pode morar perfeitamente no Horto Florestal ou na sua própria residência.

 

José Ricardo Bueno adv.zapa@gmail.com

Bragança Paulista

 

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A CRISE DA CIÊNCIA NO ESTADO DE SP

 

A covid-19 é, sem sombra de dúvida, a maior demonstração da importância de ciências para o Brasil. Tramita-se, entretanto, em caráter de urgência na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo o Projeto de Lei n.º 529. Este estabelece que o “superávit financeiro” das universidades paulistas e das fundações como a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de SP (Fapesp) seja transferido ao final de cada exercício ao Tesouro Estadual. Não se trata de “superávit”, mas sim de necessárias reservas para financiar bolsas de estudo, além de projetos estratégicos de longo alcance e duração. São justamente estes projetos que têm conferido à Fapesp e às universidades um trunfo para alavancar pesquisas de alto nível e desenvolvimentos tecnológicos de grande alcance social e econômico. Nas suas coletivas sobre a covid-19, o discurso do governador João Doria sempre foi de que seu governo toma decisões “pautadas pela ciência”. Era conversa de político? Ou se faz ciência de nível sem investimento?

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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MENTIRA

 

Afinal, o que há de mais em acreditar numa mentirinha? Nossa infância é repleta de algumas: “a cegonha trouxe você”; “o homem do saco vai te pegar”; “prometo te levar ao parque no domingo”; e “não vou comprar porque não tenho dinheiro”. Algumas pessoas carregam consigo a mentira pelo resto da vida. A política é um campo fértil para os mentirosos que agem por maledicência, desvio de caráter e até mesmo em decorrência de doença compulsiva. Quem em sã consciência é capaz de acreditar em qualquer pronunciamento do sr. João Doria? Ele prometeu cumprir seu mandato de prefeito até o fim, mas deixou o cargo no meio do caminho para, com o slogan Bolsodoria, ser eleito governador e, em sequência, tornar-se oposição a Bolsonaro. Como acreditar em qualquer coisa por ele dita? Na boca de um mentiroso, até a verdade é suspeita.

 

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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NÃO É FAKE NEWS

 

Estamos em crise. Receitas em baixa, despesas e desemprego em alta, mas a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou o acréscimo de R$ 381 milhões para remuneração dos servidores do Tribunal de Justiça de São Paulo. Parece mentira, mas é verdade.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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O DÓCIL AUGUSTO ARAS

 

No inquérito que corre no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o dossiê, que não é dossiê, segundo o ministro da Justiça, o voto do procurador-geral da República, Augusto Aras, foi mais defensivo que o da própria Advocacia-Geral da União (AGU). Deve querer mostrar-se dócil para não perder a possibilidade da vaga acenada para o STF. Defender a confecção do tal dossiê como se fosse uma busca na internet não deixa de ferir os direitos que estão na Constituição. A ministra Cármen Lúcia foi incisiva e destruiu a argumentação fabricada por ele. Mais uma vez, ele mostra não ter peso para o cargo que ocupa.

 

Lucia Helena Flaquer lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

 

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FESTANÇA

 

Com mais de 111 mil vítimas do coronavírus, o Brasil, mesmo assim, vai ter de importar rojões e fogos de artifício. O estoque atual não vai ser suficiente para a festança que se aproxima: o afastamento, por questões de saúde, do ministro Celso de Mello do STF num momento crucial vai empatar o julgamento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro e beneficiar Lula da Silva, que finalmente vai ganhar o título de cidadão “mais honesto deste país”. Assim, estará provado que o crime compensa.

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

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A PRISÃO DE STEVE BANNON

 

Steve Bannon, ex-assessor de Donald Trump, foi acusado de fraude e é réu em processo nos Estados Unidos. Será que foram as más companhias?

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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GURU DA EXTREMA-DIREITA

 

Excelente notícia a prisão de Steve Bannon nos EUA. Demorou. O guru da extrema-direita fundamentalista, de Donald Trump e do clã Bolsonaro, não passa de um escroque e ladrão de marca maior. Felizmente, ao que tudo indica, Trump não será reeleito e os EUA sairão do período de trevas e fascismo que passaram nos últimos quatro anos. E aqui, no Brasil, nada? Até quando iremos tolerar que esta quadrilha destrua nosso país impunemente? O clã Bolsonaro só tem ao seu lado gente da pior espécie, como Bannon, Queiroz, o “veio da Havan” e outros da mesma laia. Basta!

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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EXTREMISMO

 

A prisão do extremista norte-americano Steve Bannon, acusado de embolsar dinheiro oriundo de doações para construir o muro entre os EUA e o México, é de um significado que vai além do fato em si. A imensa maioria dos extremistas, seja de esquerda ou de direita, tem como regra comportamental se arrogar o direito de transgredir princípios legais e morais, pois se considera acima de tudo e de todos. A família Bolsonaro, simpatizante de Bannon, é um destes exemplos: Flávio Bolsonaro e as rachadinhas, Eduardo e suas falas sobre o fechamento do STF e o AI-5, o próprio presidente menosprezando os médicos e a ciência, com direito a propagandear cloroquina para todos. Extremistas podem, inicialmente, conquistar a opinião pública ingênua com discursos e oratórias populistas, mas, cedo ou tarde, a casa despenca.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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VIGARICE

 

Conforme noticiado, o ultradireitista Steve Bannon, ex-estrategista-chefe e mentor da campanha de Trump, em 2016, bem como ídolo e consultor da famiglia Bolsonaro, foi preso sob a acusação de fraude milionária na arrecadação das doações de pelo menos US$ 25 milhões para a construção do muro na fronteira com o México, usados para o pagamento de despesas pessoais. Diante da condenável vigarice cometida contra ingênuos, cabe supor que a origem dos US$ 5 milhões pagos de fiança para sair da cadeia é no mínimo suspeita, pois não?

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO

 

Steve Bannon, ex-assessor estrategista do presidente Donald Trump, foi preso, acusado de manipulação de verbas públicas. Ou seja, também nos Estados Unidos a corrupção está presente inclusive em organismos do governo. E ele tinha contatos com membros da família Bolsonaro... que coincidência.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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DISCÍPULOS

 

Nos Estados Unidos, prenderam o guru da família Bolsonaro, Steve Bannon. Não vejo a hora em que se vai começar a prender, aqui no Brasil, esses discípulos brilhantes... Tenho fé & esperança.

 

Sérgio C. Rosa  sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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INSENSIBILIDADE

 

Os grandes bancos não aceitam, de maneira nenhuma, repassar às micro e pequenas empresas o programa Pronampe – no qual o governo garante 85% dos inadimplentes, se houver. Apesar da insistência do governo, mesmo que tardia, o programa não chega aos empresários necessitados. Ora, os bancos vilões preferem que as empresas quebrem e demitam do que participar dessa benesse governamental. Na verdade, quem se sujeitar às escorchantes taxas de mercado talvez consiga esses recursos, se quiser. Essa é a insensibilidade daqueles que estão acostumados a ter lucro líquido de bilhões de reais por trimestre. Isso é o que temos para hoje!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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O PULO DO GATO

 

Chegam a ser surpreendentes e, ao mesmo tempo, impactantes as cenas recentemente divulgadas na imprensa mostrando intensa aglomeração em Wuhan, na China, origem da pandemia que ainda angustia boa parte da humanidade. São milhares de pessoas em contato praticamente físico, divertindo-se em piscinas, animadas por festa popular, dando a impressão de que o vírus por lá está completamente debelado. Não há como contemplar tais flagrantes sem que venham à mente algumas reflexões intrigantes. Como se deu repentina transformação numa cidade de mais de 11 milhões de habitantes, a ponto de permitir, pouco tempo após ter sido flagelada pela terrível pandemia lá germinada, que boa parte da população se dê ao luxo de um lazer ainda proibido a muita gente mundo afora? Mesmo que a razão do sucesso para que tal quadro fosse atingido seja justificado pelo completo lockdown da cidade em relação ao restante do território chinês, são de conhecimento geral as constantes advertências oriundas da Organização Mundial da Saúde (OMS) dando conta de que eventos que impliquem proximidade total, como os mostrados em Wuhan, dificilmente poderiam ser promovidos tão pouco tempo após a eclosão do vírus, sob pena do surgimento de novas ondas de contágio. O mundo gostaria de conhecer também tal pulo do gato. 

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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A OMS E A FESTA CHINESA

 

Seria normal a Organização Mundial da Saúde (OMS) se abster em opinar sobre a festa em Wuhan, agora, manifestar-se favoravelmente é no mínimo intrigante, ou este vírus tem a capacidade de inverter valores morais e éticos?!

 

Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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A CREDIBILIDADE DA OMS

 

A OMS, sempre ela, agora sancionou o comportamento irresponsável das autoridades chinesas que autorizaram megafestas em, acreditem, Wuhan. E ainda tem gente que acredita que todas as posições da OMS têm embasamento científico e que são apolíticos. Certo.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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AS INCERTEZAS CAUSADAS PELA COVID-19

 

Parece que a pandemia da covid-19 veio para não deixar pedra sobre pedra. Ao lado da boa notícia vinda do Imperial College da Inglaterra, que aponta estarmos no primeiro momento de concreta baixa da infestação no Brasil, temos o alerta da pesquisa da Universidade Harvard que aponta as crianças como portadoras de alta carga viral e maiores disseminadoras do que os adultos (Estado, 21/8, A12). Isso deve levar o prefeito Bruno Covas (PSDB) a desistir da reabertura das escolas de São Paulo em outubro. As escolas particulares reagem e prometem ir à Justiça pelo seu direito de trabalhar conforme o alvará que possuem. Muitas escolas não têm como dar aulas à distância, crianças que deviam estar na escola impedem seus pais de trabalhar, outras sofrem porque tinham na merenda escolar a sua principal refeição do dia. É preciso encontrar uma solução para tudo isso e, ainda, ter a segurança de que reunir os alunos não vai reaquecer a infestação. Não há mais lugar para o radicalismo do “fecha tudo” nem para o “libera geral”. As autoridades têm de agir com bom senso e a população precisa cumprir regras. Até porque, se os quadros de contaminação voltarem a subir, será preciso endurecer as restrições. Temos de adotar todos os cuidados para evitar a recaída.

             

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

        

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ABUSO DE CRIANÇAS

 

Excelente o artigo redigido pelo médico sanitarista Gonzalo Vecina sob o título Direito à vida e ao aborto (21/8, A14).

 

Dr. Affonso Renato Meira, professor emérito da Faculdade de Medicina da USP armeira@usp.br

São Paulo

 
 
 
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