Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de agosto de 2020 | 03h00

Corrupção

Os explosivos R$ 89 mil

Com todo o respeito, gostaria que o presidente Jair Bolsonaro me respondesse por que motivo Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil, em cheques, na conta de sua esposa, Michelle. Eu, e creio que todo o povo brasileiro, estou muito interessada em saber. E não é pela quantia em si, mas pelo que poderá sinalizar caso o sr. presidente não tenha uma boa explicação a dar, como, por exemplo, as tais rachadinhas. Ameaçar um jornalista não vai tirar esse peso de suas costas, Queiroz é um fantasma que incorporou no presidente e não o libertará enquanto a verdade não for revelada. E não haverá exorcista que dê jeito. Fico no aguardo, pois, de sua explicação, que com certeza virá, levando em consideração que o presidente demonstrado ser tão educado e gentil...

ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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A verdade liberta

Fale, Michelle, o que fez com o $$$ do Queiroz na sua conta?

CECILIA CENTURION

CECILIACENTURION.G@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Amigos de fé

O “empréstimo” foi de R$ 40 mil e o “pagamento”, cujo prazo não se sabe, de R$ 89 mil. Temos aí 122,5% de juros. Realmente, um empréstimo entre grandes amigos há décadas.

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Resposta

Sobre o editorial A pergunta que aborrece o presidente (25/8, A3), entendo que, quando as gerações futuras nos perguntarem por que o Brasil não se desenvolveu e por que perdemos a batalha pela soberania da Amazônia, o fato de termos tido um presidente inepto que deu prioridade, a todo custo, à sua reeleição e à defesa da sua família por causa de escândalos, em detrimento do interesse nacional, e que seduziu militares da ativa para participarem do seu governo em cargos não afetos à área militar (servindo assim a dois senhores: ao País e ao “jogo político”), provavelmente será uma boa resposta.

FERNANDO T. H. F. MACHADO

FTHFMACHADO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Arremedo de ditador

Bolsonaro maltrata a democracia e os cidadãos ao xingar e ameaçar jornalistas. Nem na ditadura um líder teve a audácia de dizer que queria dar um soco na cara de uma jornalista, como fez Jair Bolsonaro. O jornalista apenas perguntou o que o Brasil inteiro quer saber sobre o motivo de a primeira-dama ter recebido uma pequena fortuna em depósitos do ex-assessor. E, pior, no dia seguinte à agressão teve a audácia de declarar que jornalista “bundão” tem menos chance de sobreviver ao coronavírus do que ele próprio. Lamentável termos um líder eleito por voto popular se comportando como um desequilibrado ditador, incapaz de controlar seus instintos, manter decência política e administrativa. Espero que os jornalistas o ignorem e nossas instituições abandonem a subserviência e façam valer as leis. Incompreensível suportarem esse arremedo de ditador sem sequer um mínimo de compostura e educação.

DANIEL MARQUES

DANIELMARQUESVGP@GMAIL.COM

VIRGINÓPOLIS (MG)

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Ataques

Não são apenas os jornalistas que Bolsonaro ataca há 30 anos, desde que entrou na política, ele fez isso contra negros, mulheres, gays, índios, etc. E, principalmente, contra a democracia, que detesta, como fã declarado da ditadura militar, da tortura, das armas, e por aí vai. Isso sem falar na corrupção que vem sendo revelada e na ligação com as milícias cariocas.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Culpa coletiva

O atual presidente desta República é o resultado histórico da nossa sociedade. Sua permanência ainda no cargo também só pode ser entendida pelo nosso fracasso histórico de construir uma nação minimamente civilizada. Parodiando Lévi-Strauss, “triste trópicos”...

AMILTON MORENO

SAILOR1908@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Profecia

“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.” À medida que os fatos são revelados – e há novidades todos os dias! –, mais nos aproximamos do impeachment libertador.

CÉSAR GARCIA

CFMGARCIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Imagens aéreas

Segurança nacional?

Mais uma estatal, agora dentro do Ministério da Defesa. O vice-presidente da República informou que esse ministério gastará R$ 145 milhões na compra de um microssatélite que fará imageamento por radar da Amazônia. Informa que as imagens, a serem interpretadas pelo ministério, também estarão disponíveis para o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), do Ministério da Ciência e Tecnologia, setor que tem ótima estrutura para coleta e interpretação de imagens convencionais de satélite. Sem dúvida, o imageamento por radar é uma boa medida, pois permite obter imagens contínuas do terreno independentemente de haver ou não cobertura de nuvens, as quais não perturbam a qualidade das imagens. Espera-se que com essas imagens sejam eliminadas as dificuldades encontradas pelo Inpe, que somente pode fazer seu trabalho interpretativo em imagens sem nuvens, o que na Amazônia acontece com baixa frequência. A questão que exige questionamento é por que esse serviço será instalado em ministério militar, onde deverá ser criado um novo corpo técnico para administração, coleta e interpretação dessas imagens, duplicando o trabalho hoje feito pelo Inpe. E, também, o porquê de esse trabalho ser qualificado como de segurança nacional, conforme expressou o vice-presidente. Qual o risco de essas imagens serem acessíveis ao grande público, como são hoje as obtidas pelo Inpe? Estamos em transformação para novo tipo de governo militar?

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA


‘BUNDÕES’


No evento ‘vencendo a covid-19’, Bolsonaro não cita 115 mil vítimas e chama jornalistas de ‘bundões’ (Estado, 24/8). “Quando pega num bundão de vocês, a chance de sobreviver é bem menor”, disse Bolsonaro. Presidente, do que o senhor está chamando os mais de 110 mil mortos? Tenha um pouco de vergonha na sua cara.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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INSENSÍVEL


Sobre o artigo 115 mil ‘bundões’?, de Eliane Cantanhêde (Estado, 25/8, A8), nunca vi um cara tão insensível quanto este Jair Messias Bolsonaro! Brasileiros, prestem atenção nisso...


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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LÓGICA PRESIDENCIAL


115 mil “bundões” morreram porque não foram atletas das Forças Armadas.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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GROSSERIA


Pelo palavreado que o presidente Bolsonaro utiliza quando se dirige à imprensa, dá para ter uma ideia de quem está governando nosso país.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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NA CARA


Tem coisas que são interpretativas, por exemplo, as leis, em que uma série de variáveis são aplicadas para assim chegar a um veredito. Outras coisas são implícitas, ou seja, querem dizer algo, mas não de maneira direta. E, por fim, tem coisas que são explícitas, ditas na cara, sem dó nem piedade, como os 115 mil “bundões” para sr. presidente...


Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra


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PAPEL


Que os brasileiros esclarecidos se conformem: a boca e as nádegas (ou “bundão”) de Bolsonaro têm o mesmo papel.


Marco Dulgheroff Novais marcodnovais@hotmail.com

São Paulo


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GOVERNO BUNDÃO


Com efeito, merece ser chamado de “bundão” o governo que desrespeita e faz pouco da morte de mais de 115 mil brasileiros vitimados pela tenebrosa pandemia da covid-19, chamados de “bundões” pelo presidente Bolsonaro. A que ponto chegamos!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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VERGONHOSO


Tendo um presidente da República chulo, sem o mínimo de compostura e zero de diplomacia, sendo, inclusive, achincalhado em vários outros países, sinto vergonha de ser brasileiro!


Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo


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O DESTEMPERO DO ‘HOME’


Um ditador se mantém pelo apoio do povo e das Forças Armadas. É evidente que Bolsonaro é um ditador investido de poder, mas o problema é que as Forças Armadas estão entre dois males, um ditador maritaca ou o comunismo predador. O ruim é que a promessa de acabar com o comunismo ainda está longe de ser cumprida.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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PESADELO PRESIDENCIAL


“Argh! Laranja azeda não! Nem chocolate amargo! Capital da Dinamarca? Sei lá! Pergunte ao Flávio! O que é isso? Rachadinhas nas colunas do palácio? Tudo vai desmoronar! Por favor, Centrão, leve minha alma, mas deixe meu mandato! As emas! Bicada não! Socorro! Seguranças! Ahhhhh! Multidões de mortos me perseguem! Cloroquina! Cadê minha cloroquina? Cheques? Que cheques? Eu vou arrebentar a cara de todo mundo! Eu prendo e arrebento!” Sacudido pela primeira-dama, Bolsonaro acorda, empapuçado de suor.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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PERGUNTA INCÔMODA


Muitos já se expressaram sobre o comportamento do presidente Bolsonaro diante de uma pergunta de um jornalista. Todavia, o que me surpreende é a falta de um presidente da República saber como pelo menos manipular uma pergunta aparentemente incômoda, mas verdadeira. Trata-se de um fato: depósitos bancários em favor de sua mulher feitos por indivíduo aparentemente desqualificado. Tivesse ficado em silêncio, Bolsonaro não estaria se submetendo a renúncia de expressão, significando abandono do pensamento-resposta, independente, em prol de tudo o que reflita a meta de um governo sério e educado.

Presidente, permita uma sugestão: não brigue com jornalistas, pois suas chances de ser derrotado é imensa e o País só perde com isso. A História é testemunha.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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DÁ PARA EXPLICAR?


Mesmo após duas semanas, o presidente Bolsonaro ainda não conseguiu montar uma história convincente para justificar os valores depositados na conta da primeira-dama Michelle Bolsonaro por Fabrício Queiroz. O assunto vai ficando insustentável.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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PRESIDENTE ABORRECIDO


Seria pitoresco o comportamento de Jair Bolsonaro, se não fosse criminoso. A pergunta que aborrece o presidente, como bem retrata o editorial de 25/8 (A3), é uma das pontas soltas de sua carreira deletéria ao interesse público da nação brasileira. No entanto, enquanto a imprensa tratar crime como caso estranho, continuaremos com esses ataques ininterruptos à liberdade de expressão e à democracia. Elementos para a imediata remoção do ogro que habita o Palácio do Planalto não faltam. Falta a coragem para revidar, não com uma “porrada”, mas com um bom e sonoro impeachment.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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A RESPOSTA


Com o retorno de Jair Bolsonaro à sua condição de Bolsonaro Raiz, após fazer breve estágio no estilo paz e amor, a imprensa noticia sobre “a pergunta que aborrece o presidente”. Discordo. O que realmente aborrece o presidente é a resposta que deveria dar, como presidente, e que sua família não o deixa responder, aí fica a tergiversar...


Hélzio Mascarenhas helzio@helzio.com.br

Rio de Janeiro


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PERGUNTA SEM RESPOSTA


A pergunta que o Brasil precisa fazer é: por que Jair Bolsonaro ainda está na Presidência da República? Existe uma acachapante enxurrada de provas de peculato envolvendo sua família. Como justificar o envolvimento de seu advogado pessoal com o procurador-geral da República para tratar de assuntos de terceiros, no caso a empresa JBS, notória pagadora de propina? Qual a justificativa para o ordenamento de um relatório contra seus adversários políticos, feito de forma totalmente ilegal pelo advogado-geral da União? O Brasil espera que Jair Bolsonaro seja banido da vida pública para começar a reverter os resultados nefastos de sua gestão, principalmente na pasta do Meio Ambiente.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DESGOVERNO BOLSONARO


A carta do leitor, de título Hierarquia, publicada no Fórum dos Leitores de 24/8 (A3), só é assertiva pelo fato de que o “comandante” atentou contra hierarquia e disciplina, no passado. O status passado do eleito é hoje apenas simbólico, relativamente ao cargo que ocupa. Mas que é estranho é.


Paulo Araujo pmbapb@gmail.com

Rio de Janeiro


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PERGUNTAS A JAQUES WAGNER


Não sou bolsonarista nem lulista, pessoas de modos extremos. Mas, sobretudo, não tolero hipocrisia. Já que Jaques Wagner, ex-governador da Bahia, repetiu, de pirraça, a pergunta feita maldosamente por um jornalista a Bolsonaro, como a dizer, “venha me dar porrada”, pergunto ao senador: Celso Daniel e Toninho do PT foram mortos pelo mesmo assassino? Sim, porque quem mandou matar a gente sabe! Qual o custo do prédio da Petrobrás na Bahia e quem usufruiu o valor superfaturado? O senhor mora na Vitória, onde os imóveis vão acima dos R$ 6 milhões? Sua família de Cascadura, pobre subúrbio carioca, é rica? Sua mulher fez concurso público? Já se aposentou? Perguntas simples, feitas educadamente, mas seguem sem respostas e sem jornalistas que as busquem.


Roberto Maciel rovisa681@gmail.com

Salvador


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O MALVADO E O BONZINHO


As inverossímeis histórias se repetem. De um lado, um personagem malvado, no caso Paulo Guedes, e do outro, um personagem bonzinho, no caso Jair Bolsonaro. O ministro malvado querendo dar singelos R$ 247 aos futuros beneficiários do programa Renda Brasil. Aí chega o presidente bonzinho e discorda do valor, pretendendo aumentar o benefício. Ora, na verdade essa história do “malvado e do bonzinho” se eterniza. A intenção é levar a erro os mais incautos em acreditar no personagem bonzinho, como se fosse o salvador da Pátria. E, assim, o projeto de reeleição se fortalece. Todos nós já vimos esse filme!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DEDUÇÕES NO IR


Concordo plenamente com o ministro Paulo Guedes em propor acabar com deduções de gastos com saúde e educação no Imposto de Renda (IR). Quem pode pagar plano de saúde e educação pode também pagar mais IR. Eu, por exemplo, não tenho plano de saúde e meus filhos estudam em escola pública, porém pago IR por não correção da tabela de desconto na fonte. Pode isso?


Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos


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DUQUE DE CAXIAS


Ontem, dia 25 de agosto, foi o Dia do Soldado, o dia de celebrar o Duque de Caxias. De família militar e fluminense, muito cedo se dedica ao Exército. Esteve presente em vários movimentos na juventude e liderou o combate de tantos outros na maturidade. Sua simples presença era motivo de respeito. Veio a São Paulo para combater a Revolta Liberal. Venceu sem humilhar os insurgentes e sem provocar baixas humanas. Liderou a Guerra do Paraguai num momento de dúvidas de liderança, sua estratégia aplicada foi vencedora e abriu mão do comando do conflito para dá-la ao conde D’Eu, genro do imperador. Exerceu a política. Foi o cidadão merecedor do maior título nobiliárquico dado durante o império, ao contrário de muitos que compraram títulos. Ele certamente é figura no Panteão da memória brasileira como exemplo maior de brasilidade. Exemplo que deve servir de reflexão ao nosso Exército neste dia comemorativo. O Exército exerce múltiplas atividades afora as armas: de engenharia, de atendimento à saúde na aviação. Pode ser pacífico com eficácia e deve ser combativo se o elemento externo nos ameaçar. Esta é razão de ter o Duque de Caxias como seu maior expoente até hoje. Este é o Exército de que a população se orgulha!


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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EMBALAGENS


Aproveitando que a atenção do povo e da mídia está voltada para o problema da covid-19, os fabricantes de aveia e pão de forma ressuscitaram o método do papel higiênico. Num movimento que me parece coordenado, eles vão diminuindo a quantidade do produto, só que a embalagem continua do mesmo tamanho. A caixa das aveias continham 250g, abaixaram (todas) para 200g, depois para 170g e, agora, chegaram a 165g. Temo que no futuro as caixas sejam vendidas com 0g – sim, eu disse zero grama. E você tenha de comprar a aveia separadamente. No caso do pão de forma, o pacote tinha 500g, diminuíram para 450g e, agora, para 400g. O preço?! Claro que é o mesmo, quando não maior. Espero que os Procons voltem logo a trabalhar e fiscalizar mais este descalabro.


José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

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