Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

29 de agosto de 2020 | 03h00

Corrupção

Operação Tris in Idem

Eu diria Omnis in Idem. Triste Brasil, parece não ter um político que se salve. Isto não é mais democracia, é um conjunto de autocracias corruptas, imorais e antiéticas. Não há compromisso nenhum com o povo, cujo voto é comprado com subterfúgios e promessas vãs.

FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

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Babilônia

Nesta semana aconteceram três fatos marcantes no Rio de Janeiro: a polícia desvendou o esquema macabro do assassinato do pastor Anderson do Carmo, arquitetado por sua esposa, a deputada federal Flordelis (que só não está presa em razão da absurda imunidade parlamentar); facções rivais de traficantes de drogas, que não deveriam nem existir, se digladiaram, invadindo casas e prédios, fazendo reféns, ferindo e matando inocentes; e o governador Wilson Witzel, eleito por uma maioria que acreditou que um juiz estaria acima de qualquer suspeita, foi afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) sob acusação de envolvimento em esquemas de desvios da Saúde do Estado. Será que um dia a Cidade Maravilhosa, retratada em 1982 em filme de Neville d’Almeida com o título sui generis de Rio Babilônia, deixará de ser Babilônia?

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Ambição desmedida

A impressionante continuidade de ilícitos nos governos do Estado do Rio de Janeiro, nos últimos tempos, agora se materializa mais uma vez com o afastamento do atual governador. Percebe-se que uma das razões para isso é a ambição desmedida de enriquecimento de tais personalidades, que ainda não perceberam que todas as transações financeiras atuais são impossíveis de apagar. O rastreamento de ilicitudes pela Justiça pode demorar, mas fatalmente atingirá os responsáveis.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA

JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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Xingamentos presidenciais

Xinga jornalista um dia, em outro e mais um. Agora, explicação sobre os R$ 89 mil na conta de Michelle, que é bom, nada!

M. DO CARMO ZAFFALON LEME CARDOSO

ZAFFALON@UOL.COM.BR

BAURU

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Ainda sem resposta

E por que a OI/Telemar pagou R$ 132 milhões ao Lulinha?

MOYSES CHEID JUNIOR

JR.CHEID@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Sustentabilidade

Projeto Retomada Verde

Em nome do setor de árvores cultivadas, que reúne as indústrias de celulose, papéis, painéis de madeira, pisos laminados e carvão vegetal, com representação institucional pela Indústria Brasileira de Árvores (Ibá), uma das experiências brasileiras bem-sucedidas na área da bioeconomia, felicitamos o Estado pelo projeto de cobertura multiplataforma sobre Retomada Verde, em especial pela manchete Startups da floresta dão fôlego à bioeconomia na Amazônia (23/8). Em meio a uma das mais graves crises que esta geração viu, com pandemia, morte de mais de 115 mil brasileiros e recessão econômica, temos de enfrentar a grave situação ambiental do Brasil, notadamente na Amazônia, que prejudica um dos nossos grandes potenciais do presente e do nosso futuro e a reputação do País. A imagem arranhada afeta o acesso ao comércio mundial e ao crédito internacional, fundamentais em qualquer momento, mas cruciais para uma nação no pós-pandemia, quando será necessária tração para a retomada. Por isso a proposta do Estado de discutir a retomada verde é mais que oportuna para todos os brasileiros interessados em preservar esse ativo que é a Amazônia e cuidar dos quase 25 milhões de irmãos e irmãs que vivem na região, muitos abaixo da linha de pobreza, com dificuldades de infraestrutura, como comunicação e saneamento básico. Não se pode encarar esse desafio como pauta deste ou daquele governo, mas como questão de Estado. Entre as novas tendências está o papel mais atuante da sociedade civil e, com essa cobertura, o jornal está ajudando a dar corpo ao debate para que se fortaleça como uma agenda da sociedade e para que não retroceda. Temos a oportunidade de envolver todos os interessados em discutir o melhor para o futuro do País, como acadêmicos, ambientalistas, setor privado, poder público e, em especial, os moradores da região. Ao trazer o olhar de pessoas que conhecem a Amazônia, aliado a pessoas que querem o futuro do País, o Estado cria um espaço de debate realista de caminhos que podem tornar a Amazônia um polo bioindustrial de fato, com melhor logística, infraestrutura, etc. Parabéns aos repórteres Giovana Girardi, Mônica Scaramuzzo e Fernando Scheller e a toda a equipe envolvida, que em suas áreas tem agregado muito nessa cobertura multiplataforma, com ótimos webinars, matérias e agora com o podcast.

PAULO HARTUNG

PRESIDENCIA@IBA.ORG

SÃO PAULO

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Desmatamento e punição

Estado de anteontem trouxe a discussão sobre o agronegócio brasileiro e o desmatamento da Amazônia. Nela se sugere que o que Estado brasileiro precisa de mais fiscalização para combater o desmatamento ilegal. Fiscalizar mais é fácil. O problema é fiscalizar de forma efetiva. Fiscalizar a Amazônia de forma efetiva por terra é fantasia. A Amazônia é imensa. Mas há esperança. As fotos de satélite da região disponíveis para o governo são de acurácia impressionante. Corte-se uma única árvore em São Paulo, por exemplo, e a implacável força estatal age rapidamente. Então, não entendo a dificuldade estatal de agir na Amazônia. Não há falta de mecanismos de identificação precisa de onde estão e da extensão dos danos, nem há dificuldade de identificar os proprietários das terras. Se eles frequentemente violam a lei, não pode haver dúvida de que se sentem confortáveis na ação e seguros de não serem punidos. Logo, o problema não é falta de fiscalização, mas de punição.

OSCAR THOMPSON

OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA


SNIPER


O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves afastou do cargo o governador Wilson Witzel, do Rio de Janeiro, por 180 dias, por suspeitas de irregularidades na saúde. Calma, não é hora de comemoração. Quando o Supremo Tribunal Federal (STF) acordar, veremos que foi apenas um sniper que passou perto do governador.


Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas


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GUERRA DE QUADRILHAS


A queda do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, é apenas mais um lance na guerra entre as quadrilhas criminosas que almejam controlar o morro chamado Brasil. A sentença de morte de Witzel foi dada por ele mesmo, quando peitou Jair Bolsonaro e se posicionou como candidato à Presidência da República. Bolsonaro não tem partido, não tem uma quadrilha para chamar de sua, mas já deixou claro que vai usar o farto arsenal à disposição da Presidência da República para atacar e destruir qualquer um que se atreva a desafiá-lo. O sistema judiciário brasileiro é patético, inoperante, a Justiça brasileira passa a maior parte do tempo discutindo questões internas, se fulano tem ou não foro privilegiado, etc. Diante da inoperância judiciária, o mais perto que o Brasil tem de justiça é quando uma quadrilha resolve atacar a outra. Este é o caso do governador do Rio. Quem sabe Witzel consegue um contragolpe para derrubar Jair Bolsonaro. Nessa guerra de quadrilhas, o Brasil só ganha se os dois lados se aniquilarem.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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PRISÃO


O pastor Everaldo, presidente nacional do PSC, foi preso ontem. Será que não deveria prender os afilhados dele, o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (ex-PSL ou PSL), & o governador afastado Wilson Witzel (PSC-RJ)? Esse é um sonho, espero que vire realidade.


Sérgio C Rosa  sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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FRANQUIAS


O Rio de Janeiro está tão contaminado com a corrupção, que sai um governador corrupto, ladrão, e entra outro no mesmo esquema, usando o escritório da primeira-dama. A “sorte” dos cariocas é que este foi pego logo no início da gestão!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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GUERRA DE FACÇÕES


Não importa se estamos em meio a uma pandemia, o crime organizado não para, age. E, como sempre, de forma cruel, como no tiroteio entre facções que durou quase 24 horas no Morro de São Carlos, no Rio de Janeiro, apavorando toda a população. Famílias foram feitas reféns uma mãe que tentava proteger seu filho de 3 anos foi morte. Pois o que tem a dizer o Supremo Tribunal Federal (STF) sobre esse fato? Em recente decisão deplorável, a Corte proibiu que a polícia do Rio de Janeiro faça operações nas favelas durante a pandemia de covid-19 – um salvo-conduto para a bandidagem. Se a polícia do Rio não dá conta da tamanha bandidagem e das milícias que se propagaram e infernizam as favelas nos últimos quase 40 anos, pior ainda é quando se proíbe a mesma polícia de cumprir sua obrigação e oferecer segurança a este sofrido povo.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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STF NO RIO


O Supremo instituiu novo governo no Rio de Janeiro, e começaram as mortes de inocentes por bandidos. Quem irá resolver os problemas das guerras entre facções? Com a palavra, os senhores da Corte.


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


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‘SOBREVIVENDO NO INFERNO’


Vai pela boca de Primo Preto: “A cada 4 pessoas mortas pela polícia, 3 são negras” (Racionais MCs, 1997). Há 23 anos, muitas coisas mudaram nessas duas décadas, o jornal impresso, por exemplo, hoje é digital. Com efeito, as manchetes de outrora não mudaram em relação aos cidadãos negros: Assassinatos de negros cresce 11,5%A cada 4 pessoas mortas pela polícia, 3 são negras (Estado, 28/8, A11). Logo, há 23 anos que a polícia mata mais negros, numa proporção assustadora. A cada 4 pessoas numa universidade pública, por exemplo, certamente 3 não são negras. A cada 4 pessoas inseridas no funcionalismo público, 3 não são negras. Por que o sistema muda no caso de morte? Por que tem drogas em todas as esquinas periféricas, se não plantamos coca? Por que o governo libera até 4 armas por pessoas, se o pobre mal consegue comer? Por que a educação não anda salvando os nossos jovens negros? Por que o nosso presidente tem como símbolo uma arma de fogo, sendo ele um aliado das Forças Armadas? Se somos todos uma miscigenação e não podemos fugir de nossa etnia, por que persiste esse racismo estrutural escrachado? Aqui, em São Paulo, dependendo da hora, o enquadro é: mão na cabeça, levanta a camiseta e vira de costa. Como diria esse disco dos Racionais ao qual me refiro no texto (Sobrevivendo no inferno): “Efeito colateral que o seu sistema fez”.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


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A VIOLÊNCIA NO RIO DE JANEIRO


Há 56 anos, ainda universitário, fui participar de um seminário de estudos políticos no Rio de Janeiro. O evento se realizou no Retiro dos Jesuítas, onde nos hospedamos. Estava situado em posição estratégica, de onde se permitia vislumbrar a praia de São Conrado de cima do morro. No terceiro dia de nossa estadia, ao acordarmos pela manhã, alguns participantes deram pela falta de seus bens e dinheiro, o que suscitou indagações a respeito do ladrão. Como o casarão possuía janelões situados a 2 metros de altura do chão, foram encontradas no andar térreo marcas de pés na parede, o que nos fez suspeitar terem sido escalados pelo ladrão. A descoberta levou a indagarmos como teria sido possível passar pelos enormes cães que ficavam soltos, propiciando a segurança noturna. Uma das explicações aventada foi de que o ladrão deveria estar nu, pois os cães não atacariam quem estivesse desnudo. Até hoje, passado tanto tempo, não sei se tal explicação é plausível, mas representou meu primeiro contato com a violência daquela cidade. À época, em 1964, o Rio era governado por Carlos Lacerda e o presidente da República era João Goulart, seu adversário político, que havia atraído os policiais cariocas para Brasília, oferecendo-lhes melhores salários. Também não sei se isso era factível ou não, mas o que é indiscutível é que o banditismo no Rio de Janeiro só fez crescer desde então e atemorizar ainda mais a população, enquanto as autoridades de todas as esferas de governo nunca foram capazes de lutar contra a violência, apenas acirrá-la, transformando a vida na cidade em aventura perigosa para qualquer cidadão de bem.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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PÃO E CIRCO


Relatório do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontou que em 2019 o “gasto com Judiciário cresceu 2,6% e atingiu R$ 100,2 bilhões. Despesas com salários, auxílios, benefícios e aposentadorias consumiram 90,6% desse valor”. Será que a diferença foi aplicada na degustação das lagostas, camarões e vinhos premiados no perdulário e obeso STF? Persistindo o “autismo constitucional” de seus supremos “imperadores”, que estão a decidir até sobre brigas de condomínio e de torcidas de futebol, entre tantas aberrações nada afetas à sua competência, passo a crer que em futuro bem próximo, não havendo um freio de arrumação, a Praça dos Três Poderes se chamará Praça do Poder, com CEP exclusivo. Como prêmio, a quem não acertar que Poder será esse, uma visita aos negócios do semideus Gilmar Mendes, em Portugal. Aguardemos as arbitrárias alterações à Constituição que os ministros legisladores (?) da Segunda Turma, à revelia do Congresso e do povo, investidos como o He-Man, do Castelo de Grayskull, ad referendum do plenário, promoverão, visando a alavancar a sua força e dar eco aos seus gritos inconstitucionais. Às instâncias inferiores de Justiça, pão e circo. Com a palavra, o Parlamento!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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O CUSTO DO JUDICIÁRIO


Não acho o custo de R$ 479,20 do Judiciário por habitante alto. O problema não é o custo, mas o benefício. Assim, uma moto é mais cara que uma bicicleta, por sua vez um caminhão é mais caro que uma caminhonete em valores absolutos. Resido em Macapá e possuo uma propriedade rural no Tocantins, adquirida antes de assumir vaga em concurso público aqui. A mesma está envolvida numa disputa judicial, aquele problema fundiário a que se refere o vice-presidente Hamilton Mourão na Amazônia Legal. Pois bem, entre pagar R$ 479,20 para comprar alguma arma, se é que existe uma tão barata assim, e uma solução judicial, fico com a última. Todavia, é necessário que a Justiça funcione, e nesse quesito já vi inúmeros relatos da “eficiência” da bala em questões fundiárias, todavia os custos monetários e humanísticos são bem maiores.


Márcio Costa Rodrigues marciocr.go@hotmail.com

Macapá


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O DESEMBARGADOR PREMIADO


O desembargador Eduardo Almeida Prado Rocha Siqueira passeava na praia de Santos sem a máscara protetora do coronavírus, quando então foi chamado à atenção e multado porque ia contra uma lei municipal. O desembargador ficou indignado pela ousadia do guarda municipal quando o penalizou com a multa de R$ 100,00. Ao receber a cópia da multa, xingou o guarda de “analfabeto” e a rasgou, atirando os rasgos na areia da praia, cometendo mais uma infração ao sujar a praia. Indignado, o magistrado ligou para o secretário de Segurança Pública de Santos para reclamar da ousadia do guarda municipal. Enfim, deu uma “carteirada”. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ), então, decidiu afastar do cargo o desembargador. Afastado do cargo, sem trabalhar, o desembargador vai ser premiado recebendo o salário mensal, de R$ 35.400,00, mais gratificações. Caso soubesse que poderia ser cortado seu salário e suas gratificações, ele talvez pensaria duas vezes antes de fazer uma besteira.


José Carlos de Castro Rios castroriosjosecarlos@gmail.com

São Paulo


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INACREDITÁVEL


Realmente, que mordomia! Este desembargador humilhou tanto o guarda municipal e, como recompensa, ainda vai receber as férias remuneradas. Inacreditável!


Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo


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APITO FINAL


Além do “Mineirão”, o “Noronhão”. Como consolo, agora há motivo mais que suficiente para xingar a mãe do juiz, o juiz, o..., enfim, xingar toda a corriola que não se envergonha nem um pouco de parir uma estrovenga desse naipe...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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FLOR-DE-LIS


A flor-de-lis planta é símbolo de poder, soberania, honra e lealdade, assim como de pureza de corpo e alma. Deve estar em plena luz ou meia-sombra. A Flordelis deputada federal (PSD-RJ), ao contrário, é símbolo de ganância, maldade e deslealdade. Aproveita o famigerado foro privilegiado para ainda não estar plantada num ambiente escuro de um jardim penitenciário.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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CRIMES


Com o caso Flordelis, já são mais de 50 membros do Congresso Nacional respondendo pela prática dos mais variados crimes. Preocupados com sua imagem, os membros do Congresso correm para cassar a deputada. Embora cruel, o crime da deputada provocou uma única vítima, enquanto a maioria dos demais casos é de crimes de desvios de recursos públicos, que na saúde e na segurança pública provocaram a morte de milhares de brasileiros. 


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim


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FORO PRIVILEGIADO


A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria do senador Álvaro Dias sobre a extinção do foro privilegiado, já aprovada no Senado, adormece numa gaveta do sr. Rodrigo Maia desde 2018. Esse absurdo privilégio, atualmente beneficiando mais de 50 mil pessoas, é a razão pela qual a deputada Flordelis, denunciada como mandante do assassinato do marido, permanece em liberdade. Já era tempo desse privilégio ter sido extinto. Sr. Rodrigo Maia, o que V.Exª ainda está esperando?


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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FÓRMULA MÁGICA


Existiria alguma fórmula jurídica mágica que transformasse foro privilegiado em algo diferente de impunidade ou, antes disso, teríamos de transformar nosso sistema político em algo diferente do que é?            


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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IMPUNIDADE


Alguém do Supremo Tribunal Federal pode me informar por que o foro privilegiado significa impunidade?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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CORAÇÃO HUMANO


Pastora Flordelis, deputada federal acusada de ser a mandante da morte do marido. Padre Robson de Oliveira, reitor acusado de desviar donativos de fiéis. Pastor Everaldo, líder partidário preso por desviar recursos públicos na área da saúde. Pelo visto, a corrupção do coração humano é ecumênica e laboriosa no escarnecimento do nome de Deus.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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TELHADO DE VIDRO


Fernando Haddad, língua de aluguel e poste de Lula, criticou a união entre religião e política após comentar os casos da deputada Flordelis (PSD), suspeita de ser a mandante do assassinato do próprio marido, e do pastor Everaldo (PSC), preso em razão de fraudes na saúde. Não foi Fernando Haddad que durante a campanha a presidente da República, em outubro de 2018, se reuniu com o secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, para pedir o apoio da principal entidade católica do País? Em abril de 2019, o PT promoveu o 1.º Encontro de Evangélicos e Evangélicas, uma das iniciativas para tentar criar conexão com esse grupo.  Naquele momento, religião e política podia se unir, agora não? Além da falta de coerência, o telhado de vidro é grande, portanto, não jogue pedras em quem um dia você pode precisar. A história tem mostrado isso muito bem.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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