Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

01 de setembro de 2020 | 03h00

Pandemia

Praias lotadas

Fiquei estarrecida com as aglomerações nas praias do Rio no último fim de semana. A pandemia ainda não acabou! Aliás, por atitudes como essas é que a contaminação está progredindo e as mortes, aumentando. Infelizmente, ninguém respeita a proibição de permanência nas areias nem o distanciamento social. É por essas incoerências, que nosso país nunca será de Primeiro Mundo. Muita falta de respeito da população com os familiares das vítimas que tiveram a vida ceifada por essa doença. Com essa reincidente desobediência, o vírus não vai embora, a economia não progride e o desemprego só aumenta. É muito fácil culpar e criticar os governantes quando existe superlotação e falta de UTIs na rede pública de saúde. Mas na hora de burlar as proibições impostas por eles, ninguém respeita as determinações de governo nenhum. O vírus é invisível, a estupidez, não!

DEBORAH FARAH

DEBORAH.FARAH@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Aglomerações

A pandemia continua a fazer vítimas. Em países que retomaram as atividades normais, voltaram as contaminações. No Brasil, infelizmente, parte da população não entendeu a importância das medidas determinadas pelos especialistas e no fim de semana as aglomerações em locais públicos foi surpreendente. Assim a covid-19 seguirá por longo tempo entre nós.

URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Corrupção

Os mesmos de sempre

Nada mudou desde Cabral, a corrupção continua imperando no Rio de Janeiro e no Brasil. Mas, no meu entender, o governador Wilson Witzel caiu não por ser corrupto, mas por ter peitado Jair Bolsonaro. O Brasil precisa de uma revolução completa na sua governança, os mesmos esquemas de desvio de dinheiro público desbaratados pela Operação Lava Jato voltaram, as empreiteiras de sempre, os mesmos partidos políticos. O combate à corrupção está sendo atacado por organizações criminosas disfarçadas de instituições políticas. O próximo sumidouro de dinheiro público será o saneamento básico. Copa do Mundo, Olimpíada e o canal do Rio São Francisco serão brincadeira de criança diante do que será desviado do saneamento básico. Quem viver verá: trilhões vão sumir e o esgoto continuará a ser lançado nos rios e mares do Brasil.

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

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Poder do eleitor

O Rio de Janeiro é um Estado que deveria ser estudado, tudo de ruim acontece lá. Visto de cima é lindo, mas quando se desce vem a realidade. A população honesta está acuada em casa porque a bandidagem tomou conta. Quando o Rio terá políticos que realmente se interessem pelo Estado? A eleição está aí. Penso que se os fluminenses não tiverem candidatos sérios, honestos, em que possam confiar, não devem nem votar. Não votar em bandidos é crucial.

JOSÉ CLAUDIO CANATO

JCCANATO@YAHOO.COM.BR

PORTO FERREIRA

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Think tank

Defesa em discussão

Felicito os srs. Rubens Barbosa e Raul Jungmann pela iniciativa de debater a defesa com a sociedade civil e a academia. Como cidadão conhecedor do nosso vasto interior, gostaria de oferecer algumas sugestões para o debate. 1) Aprendi no Exército que “em tempo de paz o dever do militar deve ser ensinar, porque o pior inimigo de uma nação é a ignorância”. Filosofia que diz tudo, sob medida para o Brasil, que deve ser intensificada. 2) Tínhamos também o Correio Aéreo Nacional (CAN), que prestava precioso serviço às comunidades indígenas e aos povoados isolados, bem como treinava nossos oficiais – pilotos da FAB – no conhecimento topográfico do território nacional, nas técnicas de pouso e decolagem em condições precárias e no exercício constante de vigilância sobre as regiões remotas do País. Infelizmente, o CAN foi desativado no governo Collor, mas merece ser ressuscitado. 3) O que o Brasil necessita é, talvez, de uma observação mais intensa de nossa imensa costa marítima, em vista de sua fragilidade, exposta pelo recente episódio do misterioso aparecimento de óleo. 4) E tratar com respeito todos os demais países e seus cidadãos, sem nos alinharmos com ninguém, como era norma da nossa diplomacia antes do atual governo.

JOHN CONINGHAM NETTO

MARIA.CONINGHAM@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Pegada verde

Startups pela Amazônia

Há poucas décadas o agronegócio se dizia altamente necessitado de benesses do governo. Argumentava-se que os riscos climáticos e a importância estratégica da segurança alimentar tudo justificava. As incompetências sistemáticas dos governos empurrou-o para adquirir mais independência e hoje é essa potência econômica. Também o setor de energia elétrica, antes predominantemente estatal, deixou de ser um grande gargalo do desenvolvimento. Telefonia, idem. Daí por que a notícia de startups biotecnológicas serem um grande alento para a Amazônia parece encaminhar a solução da região nesse mesmo sentido. É genial. Afinal, se esse bioma é um tesouro, vamos cautelosamente explorar. Tal como o Todos pela Educação, uma preocupação da sociedade, independe de governo, poderemos vir a enxergar luz no fim do túnel. Mais que os políticos, precisamos assumir o protagonismo desse movimento. Vivemos numa sociedade democrática, leis, políticos eleitos e governos são necessários, mas somos nós que devemos assumir a transformação. Parar de aguardar que ela brote da escassa excelência de políticos eleitos. Vamos trazer a ação política individual para além do voto bissexto, atuando na comunidade.

JOSÉ SIMÕES NETO

JSMANTRAREG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Correção

No editorial O SUS sob pressão (28/8, A3), o estudo referido foi realizado pela Confederação Nacional de Saúde, e não pelo Conselho Nacional de Saúde.


EDUCAÇÃO À DISTÂNCIA, LEGADO DA PANDEMIA


Quatro milhões de jovens e adolescentes que deixaram de ir às aulas em razão da pandemia da covid-19 não conseguiram continuar os estudos por falta de acesso à internet ou tê-lo de forma precária. A revelação é do Unicef – Fundo das Nações Unidas para a Criança e o Adolescente (Estado, 31/8, A12). Os próprios estudantes e seus pais estão preocupados com o futuro da formação. Precisamos encontrar os meios de manter as escolas no pós-pandemia. Mas não podemos perder a lição aprendida. As aulas à distância vieram para ficar e hoje podem ser acessadas até de instituições internacionais. Com uma boa produção, os professores têm seus trabalhos valorizados e os alunos podem, através dos recursos de download e gravação, dispor do material para assistir e tirar dúvidas quantas vezes for necessário. Autoridades do governo, no entanto, têm de criar as condições tanto para as escolas produzirem o material quanto para os alunos o receberem. O sinal de internet de boa qualidade e a compra de smartphones, computadores e assemelhados têm de fazer parte dos pacotes sociais, pois, diferente do passado, quando eram encarados como instrumentos de lazer, hoje são ferramentas de trabalho, educação, segurança e bem-estar. Façamos do limão representado pela covid-19 uma suculenta limonada. Isso fará bem a todos.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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PRAIAS LOTADAS


As imagens das praias apinhadas de gente no Rio de Janeiro e no litoral paulista – a imensa maioria sem máscara e sem guardar o devido distanciamento social – são lamentáveis, para não dizer chocantes. É incabível que só porque a média móvel de mortes pelo coronavírus no País caiu 10% nas últimas duas semanas estas milhares de pessoas acreditem realmente que a doença esteja sob controle. 875 mortes diárias continuam sendo um número altíssimo. Além disso, vários países europeus estão mostrando aumento dos casos após a flexibilização da quarentena, e por aqui não será diferente. Aliás, a própria capital fluminense já mais que dobrou o número de casos desde o dia 9 de agosto. Negacionismo, crença de que o coronavírus nunca atingirá o indivíduo nem sua família e displicência são apenas algumas das razões que explicam tamanho desrespeito e irresponsabilidade. Que o sistema de saúde absorverá estes novos casos não há dúvida alguma. Só que é trágico constatar que muitas das mortes que certamente acontecerão em consequência direta ou indireta destas aglomerações praieiras poderiam ser evitadas se houvesse o mínimo de conscientização.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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‘É O BRASIL DESCENDO A LADEIRA’


Por que a população do município do Rio de Janeiro e do respectivo Estado insiste, sempre que lhe é conveniente, em desobedecer às determinações do prefeito e do governador relativas às restrições de comportamento que visam a conter o avanço da pandemia de coronavírus? Simplesmente porque tais agentes públicos não são dignos de crédito e, portanto, não inspiram confiança a respeito dos bons propósitos de suas atitudes e intenções. Haja vista, por exemplo, as recentes ações de corrupção que acabam de culminar com o afastamento do sr. Wilson Witzel, governador do Rio de Janeiro. Tudo parece indicar, também, que atitudes semelhantes se reproduzem por várias unidades da Federação, por motivos semelhantes. Como já cantava o saudoso Moraes Moreira, porém em outro contexto, “é Brasil descendo a ladeira”.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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RIO DE JANEIRO


O Rio de Janeiro nos últimos 20 anos teve Sergio Cabral, Garotinho, Rosinha, Moreira Franco. Todos foram afastados ou presos, por corrupção, agora chegou a vez, talvez, do pior deles, pois além de estar envolvido em corrupção, é um fã incondicional das armas, do “só vou mirar na cabecinha”, etc. O Rio de Janeiro precisa urgentemente ser mais bem tratado, e sempre haverá comparação com São Paulo, mas São Paulo, onde o governo está nas mãos dos tucanos faz 20 anos, tem um ministério público para chamar de seu.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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O RJ É PENTA


Tivemos agora o quinto governador do Rio investigado, e já afastado, por corrupção. E, com as medidas tomadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) recentemente, o Rio, agora, ficou à mercê das gangues e traficantes. Será que não existe alguém para governar aquele Estado, que não seja corrupto?


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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OPERAÇÃO TRIS IN IDEM


No Rio de Janeiro, além de parte do Estado há décadas ser dominada por milícias e organizações criminosas, também tem seu sistema político altamente corrupto. Não é por outra razão que o governador Wilson Witzel foi afastado do cargo por 180 dias, por decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves. Investigado pela força-tarefa da Operação Lava Jato, na Operação Tris in Idem, Witzel projetava durante seu mandato arrecadar até R$ 400 milhões em propina. Lógico que o governador não está sozinho nesta roubalheira. Sua mulher, Helena Witzel, também é parte integrante deste suposto grupo criminoso, que sofreu buscas e apreensão em sua residência, como também outras 72 pessoas. E o Pastor Everaldo, o mesmo que batizou Jair Bolsonaro, foi preso junto com o secretário de Witzel, um ex-prefeito de Volta Redonda, e mais outras 15 pessoas suspeitas de desvio de recursos da saúde. Um alerta! Ocorre que, mesmo com esse eficiente trabalho no combate à corrupção, desde 2014, com a atuação destacada do ex-juiz Sergio Moro, infelizmente estamos assistindo a uma estranha força-tarefa “paralela”, dentro das nossas instituições, que entre outros tem ajuda do atual procurador-geral da República, Augusto Aras, e anuência de Jair Bolsonaro, que visam a acabar com, ou enfraquecer, a Lava Jato – para alívio e orgia dos corruptos, que não são poucos nesta terra tupiniquim.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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MERGULHO FATAL


Presumo que aqueles que assistiram ao Pastor Everaldo batizando Jair Bolsonaro nas águas do Rio Jordão, em Israel, jamais poderia imaginar que quatro anos após aquele batismo o mesmo pastor estaria mergulhando no xadrez – só que desta feita não no Rio Jordão, e sim no presídio do Rio de Janeiro. Durma com um barulho desse, se conseguir, é claro.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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MÁS COMPANHIAS


“Diga-me com quem tu andas e te direi quem és”, ou “não se deixem enganar: as más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:20), que o digam o Pastor Everaldo, Fabrício Queiroz, o governador Wilson Witzel, o capitão Adriano, Dr. Frederick Wassef, Sara Giromini, Donald Trump e outros que tais. Impressionantes as coincidências!


Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo


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JOGO SUJO


O governo Bolsonaro faz jogo sujo com o País. Ora, congela recursos da internet e para o combate à pandemia e, também, recursos para obter uma vacina contra a covid-19. Agora, a famiglia Bolsonaro quer no Ministério Público carioca alguém com o perfil de Augusto Aras, que cumpre religiosamente a cartilha do presidente, como já faz o empossado ao governo do Rio de Janeiro Cláudio Castro. O Brasil está, sim, enfrentando um jogo sujo da famiglia, e não merece isso!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DEPARTAMENTO EXECUTIVO


Justiça que se submete a pressões dos demais Poderes da República deixa de ser Poder e perde o nome de Justiça, para adquirir o de departamento executivo.


José C. de Carvalho Carneiro jcdecarvalhocarneiro@hotmail.com

Rio Claro


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AUTOCRACIAS CORRUPTAS


Concordo com o leitor sr. Filippo Pardini (Fórum dos Leitores, 29/8): “(...) Neste nosso país parece não ter um político que se salve. Isso não é mais uma democracia, é um conjunto de autocracias corruptas, imorais a antiéticas. Não há compromisso nenhum com o povo, cujo voto é comprado com promessas vãs!”


Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo


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MINISTÉRIO DE FLORDELIS


A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza, líder da Igreja Ministério de Flordelis, após cinco tentativas de matar o marido Pastor Anderson do Carmo com cianureto, conseguiu descartá-lo com 30 tiros, disparados por 2 de seus filhos, em 16 de junho de 2019. A disputa pela fortuna amealhada pela sua igreja foi o motivo do crime. Seus crentes deixaram o casal riquíssimo e a elegeram deputada federal, em São Gonçalo, onde milicianos, pastores e políticos locais elegem até presidentes da República. Faltam um Nelson Rodrigues e um Antonio Maria para transformar esta tragédia em peça de teatro ou crônica, como só acontece no planeta Rio de Janeiro.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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ESPINHOS


No revelado até agora, pelos atos, Flordelis é só um nome. Poderia ser maria-sem-vergonha. Não é flor que se cheire...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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FLORDELIS 2.ª TEMPORADA


Notícias dão conta de que os atores Reynaldo Gianechini, Bruna Marquezine, Fernanda Lima, Rodrigo Hilbert, Déborah Secco e Sérgio Marrone estão constrangidos por terem participado do filme Flor-de-lis, basta uma palavra para mudar, e inclusive os atores relataram que abriram mão do cachê. Para que não paire nenhum mal-estar, sugiro fazer a 2.ª temporada, com o título Flordelis “basta uma palavra para matar”, também sem cobrança de cachê. Que tal, Netflix?


Luciana Lins lucianavlins@gmail.com

Campinas


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O FIM DO FORO PRIVILEGIADO


Acerca do fim do foro privilegiado para políticos em plenos mandatos, não quero crer que o presidente da Câmara federal, deputado Rodrigo Maia, não está encaminhando para a análise pelos pares a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) de autoria do senador Álvaro Dias como meio de usá-la em eventuais barganhas políticas no famoso toma lá, dá cá com os partidos políticos e seus deputados. O Brasil agradece se Maia encaminhá-la em tempo de valer para o próximo período eleitoral de 2020, afinal ficha limpa e o abominável foro privilegiado não se coadunam numa verdadeira República lastreada no Estado Democrático de Direito, cuja Constituição federal determina que todos os cidadãos são iguais perante a lei. O bom exemplo vem de cima e uma maneira de acabar com os “representantes” do povo eleitos e bandidos parece ser a adoção do sistema de voto distrital puro, no qual nós, o povo, possamos exercer nossa cidadania virtuosa republicana, retomando o poder dos eleitos que forem incompetentes ou bandidos.


Herbert Sílvio Augusto Pinho Halbsgut h.halbsgut@hotmail.com

Rio Claro


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IGUAIS?


No Brasil instituiu-se o foro privilegiado, que beneficia parlamentares dos Poderes Legislativo e autoridades do Judiciário e do Executivo, que têm direito a julgamento especial por crimes cometidos durante seus mandatos. Conforme sabemos, os crimes de corrupção, especialmente nos últimos tempos, são protagonizados por ocupantes de cargos públicos que têm direito ao foro privilegiado e serão julgados pelos tribunais especiais. Então, pergunto: não somos todos iguais perante a lei?


Cláudio Moschella arquiteto@claudiomoschella.net

São Paulo

  

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PACIFICAR A QUESTÃO


O Supremo Tribunal Federal precisa urgentemente pacificar o entendimento sobre o foro privilegiado, não é possível que cada vez que um político se envolve em um processo essa questão seja tratada como uma incógnita. O foro privilegiado é completamente inconstitucional, basta ler o que está claramente escrito na Constituição federal: Art. 5.º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes. O STF parece ser completamente incapaz de chegar a uma conclusão sobre esse assunto, o foro privilegiado deveria ser sumariamente extinto, os políticos que se sentirem perseguidos politicamente, aí sim, poderiam buscar ajuda e proteção junto ao STF. O filho do presidente da República parece disposto a arrastar a discussão sobre se ele tem ou não foro privilegiado no caso das rachadinhas até o dia do Juízo Final, e o STF parece absolutamente encantado em jogar esse jogo. Até quando o Brasil será refém do seu péssimo sistema judiciário?


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ALGO DE PODRE


O desembargador aposentado Walter Maierovitch, em entrevista, e a respeito das constantes e últimas decisões monocráticas dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, disse que o exame de qualificação e admissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deveria ser extinto, pois, no lugar do “direito posto” por julgamentos de instâncias inferiores, o STF coloca os “interesses em jogo” da Suprema Corte como a base do nosso atual Direito. E, indo além, disse ser o procurador Augusto Aras um defensor da família Bolsonaro. Logo, de duas uma, ou há algo de poder na República do Brasil, ou tudo está podre mesmo, sem ressalvas quaisquer.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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ROGER ABDELMASSIH


O ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 173 anos de reclusão pelo estupro de pacientes, voltou para o Presídio de Tremembé, no interior de São Paulo (SP), de onde não deveria ter saído, após quatro meses em prisão domiciliar. Considerando a amizade íntima do condenado com alguns membros do Supremo Tribunal Federal, conforme demonstram fotos veiculadas nas redes sociais, creio que, por lealdade e cumplicidade, chamando a si, a disputa vai ser grande entre os supremos para ordenar o retorno do amigo ao conforto de seu lar. E que se dane a 3.ª Vara de Execuções Criminais de São Paulo, que expediu o novo mandado de prisão do condenado, por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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CORREIOS EM GREVE


Há décadas que o Correio deixou de ser uma empresa eficiente. A prestação de serviço é sofrível e há filas durante o ano todo! Em fevereiro, postei uma carta com aviso de recebimento (AR), e só tive o retorno da carta em agosto. Um descaso com os clientes! Os Correios estão em greve novamente, e eles reivindicam melhorias, acordos trabalhistas, etc. Eu, como cidadão e usuário dos serviços dos Correios, creio que a privatização não é a melhor coisa a fazer com a empresa, mas a única! E os funcionários que se tornaram vítimas desta empresa recebam pelos justos direitos. Enfim: o governo federal, como os Estados e municípios não devem gerir empresas, pois o si$tema político adicionado da contagiante inércia provoca “inchaços diversos”. 


Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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