Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

05 de setembro de 2020 | 03h00

Reforma administrativa

Placebo

Determina a Constituição da República que “todos são iguais perante a lei”. Todavia a reforma administrativa proposta pelo governo federal, seguindo o modelo venezuelano de Nicolás Maduro, exclui das mudanças o Poder Legislativo, o Judiciário e os militares, justamente as categorias de servidores públicos mais favorecidas! Se a proposta assim permanecer no Congresso Nacional, essa reforma será somente um placebo, uma vez que isenta as castas do funcionalismo mais privilegiado e cheias de penduricalhos. Numa reforma objetiva, honesta, visando a amenizar as contas públicas e destravar o Brasil, a abrangência tem de ser geral – única exceção, a área educacional.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES)

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Patriótico silêncio

O sr. Messias posa de pitbull latindo com ferocidade para a imprensa, especialmente diante de seus fanáticos seguidores, mas, contrariando a vociferação exibida durante a campanha eleitoral de 2018, está agindo como cachorrinho de madame em sua pífia reforma administrativa, pois não teve coragem de atacar, nem de leve, os altos salários do serviço público. Talvez não queira ferir os sentimentos de ex-colegas de caserna que recebem, em patriótico silêncio, acima do limite legal.

LAURO BECKER

BYBECKER@GMAIL.COM

INDAIATUBA

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Filme velho

Nenhum político é “homem” – como se diz popularmente – para propor o corte imediato de penduricalhos e privilégios do funcionalismo, excrescências paridas e mantidas pelos interesses políticos ao longo de décadas. E assim o Brasil se repete, se repete...

SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Para completar

O projeto de reforma administrativa enviado ao Congresso, regulamentando apenas os futuros funcionários públicos, tem de ser apenas a primeira, e de mais fácil aprovação, etapa do processo. Sugiro ao menos mais cinco etapas, envolvendo os funcionários atuais: 1) demissão imediata, por justa causa, de todos os funcionários que obtiveram ou tentaram obter ilegalmente o auxílio emergencial, assim como de qualquer outro que cometa atos ilícitos; 2) drástica redução dos cargos de confiança, de livre indicação; 3) realocação de funcionários concursados para cobrir postos essenciais vagos pelas providências anteriores; 4) análise detalhada dos privilégios inaceitáveis de funcionários de alto escalão e de seus assessores, principalmente do Judiciário e do Legislativo, com as medidas cabíveis para sua eliminação; e 5) uso de parte da economia produzida para valorização e melhor remuneração dos funcionários que efetivamente prestam serviços essenciais, principalmente na educação, segurança e saúde. O Brasil será um país melhor e menos injusto.

CÉSAR GARCIA

CFMGARCIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Nota de R$ 200

Serventia

Se não tiver outra utilidade, a nova nota de R$ 200 reais facilitará a vida da família Bolsonaro. Como é de domínio público, os Bolsonaros lançam mão de dinheiro vivo em suas transações imobiliárias. Com o novo valor carregarão menos peso.

MARIZE CARVALHO VILELA

MARIZECARVALHOVILELA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia

Efeitos da pandemia

Políticas de recuperação da economia devem visar não somente a criação de postos de trabalho, mas também protegê-los do vírus causador da moléstia chamada desemprego. Nesse diapasão, é recomendável pôr na balança benefícios versus prejuízos do trabalho remoto – teletrabalho ou home office, como queiram. Além de ocasionar desestruturação de uma gama de atividades que gravitam em torno dos centros de negócios em quase todas as cidades do País, a desinstalação de prédios e escritórios provoca depreciação do mercado de imóveis, diminui rendimentos, reduz poder de compra e abate o consumo, que, por seu turno, desestimula investimentos. E assim gira a roda, de frente para trás, aprofundando o buraco da recessão.

PATRICIA PORTO DA SILVA

PORTODASILVA@TERRA.COM.BR

RIO DE JANEIRO

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Sustentabilidade

Pauta verde

A vida moderna sustentável deve necessariamente ter a chamada pauta verde como linha condutora principal. As candidaturas às prefeituras em todo o País deveriam ter isso como premissa básica, associada ao próprio conceito de democracia e cidadania. O editorial A ‘pauta verde’ sai do nicho (4/9, A3) reforça essa questão e mostra a importância dada pelas pré-candidaturas paulistanas ao tema. Infelizmente, em relação ao meio ambiente, vivemos um total descaso governamental na esfera federal, o que dificulta as ações de coordenação de políticas públicas.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Eleição nos EUA

Indefinição

A dois meses da eleição presidencial nos EUA, o cenário ainda é incerto. As pesquisas apontam vantagem do democrata Joe Biden sobre o republicano Donald Trump. Mas como a eleição é indireta, pelo colégio eleitoral, não se pode descartar a possibilidade de uma surpresa, como em 2016, quando o eleito teve menos votos populares que a chapa derrotada. O plano de reeleição do presidente já está traçado: atacar a idade avançada do opositor e suas posições legislativas como senador; criticar a indicação da vice-presidente quanto a gênero e raça; radicalizar o conflito contra as ideais da ala progressista democrata; estimular confrontos polarizados nas redes sociais, para manter a divisão social; e apelar à maioria silenciosa em defesa da lei e da ordem, gente que quer a segurança do passado diante dos distúrbios de rua do presente e teme as ameaças de caos no futuro.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS

FALTOU CORAGEM

 

O Planalto embromou por 12 meses, e, quando entrega a inadiável e muito esperada reforma administrativa ao Congresso Nacional, apresenta poucos avanços, aplicáveis somente aos novos servidores públicos, e não inclui na proposta Estados e municípios. Porém, e infelizmente, como se existissem dois Brasis, no caso de juízes, promotores, deputados federais e senadores, são mantidos todos os privilégios, como férias maiores de 30 dias, licença-prêmio e adicional por tempo de serviços e outros penduricalhos excrescentes que milhões de trabalhadores da iniciativa privada não têm. Até as Forças Armadas ficaram de fora desta reforma. Jair Bolsonaro apenas administrou sua falta de coragem, esta prometida na sua campanha eleitoral, de fazer o que é melhor para o Brasil. Simplesmente porque tem medo de perder votos para sua tão sonhada reeleição em 2022. Portanto, vamos continuar sem perspectiva de ver um dia esta nação desenvolvida.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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‘BUNDÃO’

 

“Bundão” (citando o primeiro mandatário da Nação) é quem não tem a coragem de propor uma reforma administrativa com a diminuição de nenhum centavo do seu próprio salário nem de toda a casta da alta privilegiatura com seus salários acima do teto, penduricalhos, férias em dobro dos demais trabalhadores e todas as benesses que se autoatribuem. “Bundão” é quem aprova legislação para “manter empregos” em que o empregador pode chegar a suspender o salário do funcionário na iniciativa privada enquanto, no setor público, mantêm-se os salários intactos e até se aprovam alguns aumentos, enquanto o País não cresce, o Tesouro sangra, o déficit e o desemprego aumentam, o País patina e os pobres ficam cada vez mais pobres, apesar da ajuda temporária extra. “Bundão” é quem não permite a privatização de estatais que, já aprendemos, continuam sendo fontes de corrupção, vide Correios, Petrobrás, fundos de pensão no passado cujas diretorias são disputadas a unha pelos partidos políticos em troca de apoio ao governo. Possivelmente, são também os responsáveis da Secom que publicam, gastando dinheiro público, mais uma pérola: “Ninguém pode obrigar ninguém a tomar vacina” – enquanto o número de infectados pela “gripezinha” já passa de 4 milhões e o de óbitos chega a quase 125 mil.

 

Arrigo Terni arrigot@gmail.com

São Paulo

 

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EM CAUSA PRÓPRIA

 

Em relação à reforma administrativa, não estariam os deputados votando em causa própria, uma vez que, juntamente com juízes, promotores e parlamentares, todos foram poupados?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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NOBRES X PLEBEUS

 

No país em que alguns são mais iguais perante a lei do que outros, contrariando um dos princípios basilares do regime republicano, a tão aguardada, prometida e necessária reforma administrativa demonstra que alguns continuarão sendo mais iguais do que outros. Com efeito, enquanto a privilegiatura mantiver as incontáveis e incabíveis benesses do chamado direito adquirido, o País seguirá à deriva mantendo as castas da sociedade divididas entre nobres aristocratas de sangue azul e reles plebeus de sangue vermelho em plena República. Muda, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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A FACA E O QUEIJO

 

É uma falácia esta reforma administrativa sem atingir o cerne da questão, que é o gasto excessivo e imoral daqueles que pouco ou nada produzem. Como dizia meu avô, “eles têm a faca e o queijo na mão, cortam como e quando quiserem”. Nós, enquanto sociedade organizada e produtiva, temos a obrigação de tirar este queijo deles.

 

Amilton Moreno sailor1908@gmail.com

São Paulo

 

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OS DE SEMPRE

 

A nova, mas nada eficiente, reforma administrativa deixa de fora uma das categorias mais beneficiada por benesses, vergonhas, penduricalhos e auxílios de todas as matizes, de paletó a aluguel, sendo que é um dos piores e mais caro do mundo. O Judiciário brasileiro é uma grande vergonha, ainda assim, ninguém consegue ou tem coragem de mexer com as nobres excelências.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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PRIVILÉGIOS

 

Não adianta se sofismar sobre a reforma administrativa que tramita no Congresso. Esta é uma questão de atraso histórico que de alguma forma mexe com posturas nascidas num Estado prosaico em sua estrutura de privilégios de alguns poucos!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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JUDICIALIZAÇÃO À VISTA

 

A coluna de Ana Carla Abrão Como Pôncio Pilatos, na edição de 4/9 do Estado, aponta para o risco de judicialização “que poderá surgir com a coexistência de dois modelos de serviço público, extremos e anacrônicos, mas que estarão regendo servidores com atividades iguais”. Cumpre ainda dizer que, se o governo decidisse incluir no projeto da reforma administrativa também os servidores públicos já concursados e em exercício, ele criaria um risco de judicialização ainda maior. Não é possível que o servidor aceite sem reagir juridicamente a uma reforma que corrompa seus direitos (que não são privilégios, afinal de contas, mas conquistas de quem fez concurso e carreira pública), ainda que seja sob a prerrogativa de organizar as contas públicas (cujo rombo sabemos bem de onde vem). Quem entrou no serviço público o fez contando com o que o sistema oferece e sob regras legais, deixando de fazer carreira na iniciativa privada. As mudanças são bem-vindas, mas justas apenas se forem regras novas para quem for entrar. A reforma da Previdência, aliás, deveria ter sido feita também com a mesma prerrogativa. Criarem reformas que atinjam servidores públicos em sua maioria, mas poupem altas carreiras do Judiciário ou do Legislativo, ou dos militares, por exemplo, como fizeram com a Previdência, é outro risco de judicialização à vista. 

 

Geder Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

 

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NÃO AO IMPEACHMENT

 

O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, teve sucesso na Câmara de Vereadores. Prevaleceu a política do tomar lá, da cá. Em Brasília, o governo federal já está com o Centrão. Sendo assim, o processo de impeachment não vai passar.

 

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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LOCUPLETEMO-NOS TODOS

 

Os vereadores cariocas barraram o processo de impeachment do prefeito Marcelo Crivella, aberto por causa do evento dos “guardiões”. Mas qual a razão de ser dos vereadores, já que a fiscalização dos interesses dos cidadãos cariocas não é? Política é isto mesmo, isto a que temos assistido diariamente em nossa cidade, em nosso Estado e em nosso país? Pois, se for isso, mesmo, então que locupletemo-nos todos, com os bilhões do Fundo Partidário e com todos os jeitinhos e penduricalhos que ornam os Poderes da República brasileira, repleta de absurdos legais e amplamente justificáveis pelas ideologias políticas de plantão.

 

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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‘GUARDIÕES DO CRIVELLA’

 

Descobriu-se a existência de tais “guardiões do Crivella”, funcionários da prefeitura do Rio de Janeiro, pagos pelo contribuinte, com salários entre R$ 2,8 mil a R$ 10,5 mil. Função deles? Fazer plantão na porta de hospitais para impedir que a imprensa noticie as reclamações das pessoas do serviço público de saúde no Rio de Janeiro. Talvez o prefeito Marcello Crivella esteja tentando coloca em prática, a seu modo, o brasão do Rio Recte Rempublicam Gerere ou gerir a coisa pública com retidão? Ah, Cidade Maravilhosa!

 

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

 

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VIOLÊNCIA CONTRA A LIBERDADE DE EXPRESSÃO

 

A reportagem da TV Globo mostrando que o prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, usa funcionários pagos pela prefeitura da capital fluminense para impedir que jornalistas exerçam o seu papel de fiscalizar e denunciar os malfeitos do poder público evidencia, de forma inquestionável, o quão danosa pode ser a mistura entre ideologia e Estado. O poder público, por princípio, é laico. Aliás, não sou eu quem faz essa exigência. Ela está descrita no artigo 19 do texto constitucional. A mesma Constituição, inclusive, garante no artigo 220 que “a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição”. Portanto, em qualquer democracia séria e em países cujos princípios da legalidade, da lisura e da moralidade são devidamente observados, o agente público, entre eles prefeitos, governadores, ministros de Estado ou mesmo um presidente da República, estaria apto a sofrer sanções ou mesmo renunciar. Usar o poder público como patrimônio privado é incompatível, inclusive, com qualquer passagem bíblica. É no mínimo contraditório que um bispo evangélico aja de forma absolutamente imprópria para o cargo que exerce.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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RUI BARBOSA, DE NOVO

 

A ação dos chamados “guardiões do Crivella”, designação do grupo de servidores contratados pela prefeitura do Rio de Janeiro para monitorar as declarações de populares que denunciam deficiências nos serviços dos hospitais municipais, interferiu no trabalho de repórteres de determinada rede de televisão. O esquema gerou, com razão, protestos da emissora, que o denunciou como séria ameaça à liberdade de expressão, o que é verdade. Em consequência, a Câmara de Vereadores se mobiliza para examinar um pedido impeachment do alcaide por suposto crime de responsabilidade. Este, por outro lado, se justifica, ao afirmar que seus funcionários tinham o objetivo de melhor orientar o público. Além disso, classifica a referida rede de TV como um partido de oposição política ao seu governo, com a geração, segundo ele, de notícias falsas. Ora, todos sabemos que a instituição imprensa, enquanto empresa que precisa sobreviver, não é santa e, ao prestigiar seus apoios, às vezes cria, sim, notícias tendenciosas contra as quais quase sempre nada há a fazer. Será que se aplica para este caso também a visão de Rui Barbosa quando ele afirmou que a pior ditadura é a do Judiciário, pois contra ela não há a quem recorrer?

 

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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INTEMPESTIVO

 

Este pedido de impeachment do prefeito Crivella, do Rio de Janeiro, por causa dos chamados “guardiões do Crivella”, é intempestivo. Há uma apuração no âmbito policial e outra na Câmara dos Vereadores. Não seria razoável aguardar a conclusão dessas apurações? A administração Crivella deixa muito a desejar, mas também não é assim.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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EM NOVEMBRO

 

Os trombadinhas do prefeito Crivella e o próprio prefeito serão finalmente enxotados pelos cariocas nas eleições de novembro. Quem trabalha contra os interesses da população merece desprezo e indignação.

 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmailcom

Brasília

 

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CIÊNCIA E POLÍTICA

 

Existem oito projetos avançados de vacinas contra o coronavírus em andamento no mundo. Ainda levará um bom tempo para que se comprove a real eficácia delas e de outras que advirão. O que é absolutamente condenável é a atitude tendenciosa, francamente enganosa de certos líderes mundiais em “apressar” resultados por interesses outros que não exatamente o científico. O presidente norte-americano Donald Trump, afoito em se reeleger, promete atabalhoadamente a vacina para este ano, enquanto Vladimir Putin, da Rússia, para amenizar a suspeita que recai sobre seu governo como responsável pelo envenenamento do líder oposicionista Alexei Navalny, propagandeia aos quatro ventos a vacina Sputnik V, sendo que nem na fase 3, a mais importante da pesquisa de eficácia, ela se encontra. O uso da ciência para fins políticos é, por si só, imoral, e o risco político propriamente é altíssimo.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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MÃOZINHA DE PUTIN

 

A prestigiosa revista The Lancet publicou artigo confirmando que a vacina russa funciona. Desta vez, Vladimir Putin vai ajudar a eleger Trump legalmente.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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TEM TROCO?

 

Não há troco para notas de R$ 50 nos comércios de bairros, notas de R$ 100 é melhor você nem sacar – se houver um bom relacionamento, marca aí, paga-se depois. A nota de R$ 200, então, será uma ofensa, falta grave ao pequeno comerciante. Se é para preservar os comércios de bairros (pandemia), por que este desrespeito com uma nota de valor tão agregado? Se o mundo nas periferias está em sintonia com o universo digital, por que esse valor em espécie? Fazer o cidadão gastar mais implica uma odisseia por troco, no que toca a grande maioria de brasileiros. A nota de R$ 100 era um limite razoável, mas a de R$ 200 é fora da realidade brasileira, ao menos nos bairros pobres. O melhor, mesmo, é não aderir ao velho mundo, usar e abusar das novas ferramentas, que já chegaram até mesmo às periferias. Um passo à frente ainda é melhor do que andar para trás. Guardar dinheiro no colchão é uma péssima ideia, ou o lobo-guará é para inglês ver? Ver, e não entender nada. Alguém troca 200 contos aí?

 

Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos

 
 
 
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