Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

09 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Terra arrasada

O governo de Jair Bolsonaro está destruindo tudo à sua volta. Destruiu o sonho anticorrupção de Sergio Moro comendo tanto pelas bordas que lhe tirou o chão e provocou sua demissão. A Lava Jato foi-se em seguida. Tinha indicações de gente qualificada para o Ministério da Educação, mas preferiu alguém que se dedicou a destruir o que encontrou. A pandemia, que já infectou quase 5 milhões de brasileiros e está levando perto de 150 mil, não despertou maior preocupação e ele nomeou um especialista em logística que não lhe desse trabalho. Nossa diplomacia, renomada por sua tradição de qualidade, tornou-se admiradora de um mau elemento que foi eleito presidente dos EUA. Dedicou-se com afinco à destruição do meio ambiente, com tanto sucesso que está batendo vários recordes. Finalmente, entusiasmado em sua campanha eleitoral, prepara-se para jogar às urtigas o teto de gastos, adotando o “depois de mim, que venha o dilúvio”.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Dois senhores

Acerca do artigo Defesa – uma questão de segurança nacional (8/9, A2), entendo que, infelizmente, as Forças Armadas brasileiras, ao permitirem que integrantes do serviço ativo sejam lotados no governo em cargos de livre nomeação não afetos à área militar, causam profunda divisão no cerne da própria atividade militar, pois se permite que esses profissionais sirvam a dois senhores: o jogo político e a Nação. Isso é sempre fatal para qualquer estratégia de defesa da soberania nacional, pois a sociedade não saberá se os seus interlocutores na área militar estão realmente empenhados em defender o País ou mais interessados em cargos, verbas e votos. Tristes trópicos...

FERNANDO T. H. F. MACHADO

FTHFMACHADO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Corrupção

Metamorfose

A corrupção governamental continua a todo vapor, em todos os níveis, porém, como acontece com outros fenômenos, ela também está em fase de mudanças operacionais. Porque a corrupção é o controle abusivo do poder e dos recursos do governo visando a tirar proveito pessoal ou partidário, em eleições. Aliás, o mea culpa de FHC no artigo Reeleição e crises (6/9, A2) expõe de forma cristalina essa situação. A corrupção é uma forma particular de exercer influências: ilícitas, ilegais e ilegítimas. Como as que têm sido usadas e abusadas nos últimos tempos, em pleno caos sanitário da covid-19, com milhares de mortes e milhões de contágios, por governantes que se desviam das obrigações do cargo público em benefício pessoal, familiar ou de grupos específicos. E violentando os princípios constitucionais do País em defesa da democracia, ao investirem contra as liberdades individuais e coletivas, contra a liberdade da imprensa e contra a defesa da Amazônia, entre outras aleivosias, com narrativas mentirosas. Aliás, por que os políticos mentem tanto? Por tudo isso cresce o sentimento de que os políticos não nos representam. Portanto, enganam-se ou são inocentes úteis aqueles que acham que a corrupção acabou no governo.

WALTER AMORAS

WWAMORAS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

O roto e o esfarrapado

Bastou a imprensa noticiar que uma serpente caiu de uma cachoeira e picou uma turista que a verdadeira jararaca reapareceu, afirmando que o governo Bolsonaro transformou o coronavírus em arma de destruição em massa e se pondo à disposição do Brasil para sanar os problemas, ignorando que o mensalão e o petrolão foram as maiores tragédias nacionais. É o roto criticando o esfarrapado.

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ

*

Lava Jato

Tudo leva a crer que, com o fim da Operação Lava Jato ela será sucedida pela Operação Seca Jato, uma forma de sumir com as provas que a anterior juntou.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

O negócio da fé

Perdão do bilhão

É muito cinismo do Congresso Nacional propor perdão de dívidas tributárias e multas das igrejas. Claro, vão alegar que quem decide é o presidente Bolsonaro, que depende muito do apoio da bancada evangélica, portanto, apenas recomendaram. Poderiam ter recomendado que esse quase R$ 1 bilhão fosse descontado dos salários de todos os congressistas, ou cortar 20% de todos os comissionados da União.

HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

HEITOR.PORTUGAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Terrivelmente evangélico

R$ 1 bilhão de perdão fiscal para igrejas? O Brasil tornou-se “terrivelmente evangélico”. Enquanto isso, o Estado laico preconizado na Constituição federal não passa de letra morta.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

*

Mal-afamadas

Qualquer simples contribuinte que caia na malha fina da Receita Federal por míseros trocados não tem perdão e é autuado. Por que isso não valeria para igrejas, algumas até de muito má fama? Essa manobra de deputados membros dessas igrejas é imoral e indecente.

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

JWILSONLENCOIS@HOTMAIL.COM

LENÇÓIS PAULISTA

*

Imposto de Renda

Inadmissível a generosidade do Congresso e de “São Bolsonaro” de perdoar as dívidas tributárias das “lojinhas” que servem para arrecadar em nome de Deus, sem nenhuma prestação de contas. Enquanto isso, nós, trabalhadores, somos assaltados pela tributação em folha do Imposto de Renda, cuja tabela não é corrigida, embora a correção tenha sido promessa de campanha eleitoral desse presidente populista, medíocre e mentiroso. E pensar que acreditei, dando-lhe o meu voto...

LUIZ ANTONIO AMARO DA SILVA

ZULLOAMARO@HOTMAIL.COM

GUARULHOS


FÉ NO CONGRESSO


Um projeto aprovado pelo Congresso Nacional, que pode anular dívidas tributárias de igrejas de quase R$ 1 bilhão, aguarda a sanção do presidente Jair Bolsonaro. Realmente estranho, para não dizer assustador, o fato de o Congresso Nacional, que deveria zelar e primar pela defesa dos interesses da população brasileira, estar muito mais apegado à defesa dos interesses dos empresários das religiões – estes homens santos que possuem passaportes diplomáticos, aviões caríssimos, resorts encimando templos fabulosos, fazendas pagas com doações, além de uma fé inabalável no poder das coisas de Deus e de César. E o tal do Estado laico fica para depois, já que, para já, o que importa é a fezinha na patota do Congresso, mesmo.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


*

PERDÃO


A Receita Federal autuou templos pelo não recolhimento de tributos. Esses templos não pagaram os valores devidos, cerca de R$ 1 bilhão, mas distribuíram dividendos a seus dirigentes, que estão vivendo com tudo o que há de bom a consumir. Se fossem contribuintes “normais”, recorreriam administrativamente ou em juízo. Como são amigos de Bolsonaro, optaram por um caminho melhor, o perdão das dívidas. Em nosso país, a Constituição federal que diz que todos são iguais perante a lei já virou piada. O que vale, agora, é o atual Messias...


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

INCONSTITUCIONAL IMUNIDADE TRIBUTÁRIA


Ao ler a notícia do Estado segundo a qual o Congresso perdoa dívidas de R$ 1 bilhão de igrejas, contextualizada, inclusive, sobre fatos notórios do passado recente, cumpre indagar se vivemos sob um Estado de Direito, tal como o enuncia a Carta Magna, posto que tal Estado é um Estado constitucionalizado e as disposições da Constituição federal são fielmente cumpridas, sem juramentos falsos. O artigo 150, inciso VI, alínea b do diploma fundamental criou imunidade tributária sobre templos de qualquer culto, e a restringiu aos impostos, de modo que a regra não incide sobre as contribuições, como a Contribuição Sobre o Lucro Líquido (CSLL) e a contribuição previdenciária. Resta saber quem provocará a jurisdição do excelso Supremo Tribunal Federal, tão logo sancionado o projeto pelo presidente Jair Bolsonaro: se o procurador-geral da República, hipótese inesperável, ou algum partido político com representação congressual e ainda digno de seu papel de representação popular.


Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo


*

ERRO HISTÓRICO


Fernando Henrique Cardoso (FHC), em seu artigo Reeleição e crises (6/9, A2), se arrepende por ter capitaneado o instituto da reeleição e nega a compra de votos para a aprovação correspondente no Congresso, sugerindo que as maiorias dos parlamentares e do povo eram, então, favoráveis à sua recondução – será verdade? O mea culpa respingou também sobre o principal ministro do governo atual, Paulo Guedes, afirmando que ele pagará um preço por ter “trombado com a crise”. O texto foi classificado por alguns analistas como gesto nobre, na medida em que não é sempre que um ex-presidente admite ter cometido erro histórico. É bom lembrar, no entanto, que homens públicos como ele, calejados nas lides de poder, não se arrependem propriamente, apenas emitem conceitos políticos com determinados objetivos. No caso presente, um destes consiste em engrossar o coro dos insatisfeitos com a atuação do atual presidente e insinuar uma futura redução de mandato para enigmáticos cinco anos, número arrancado da sua cartola, de onde já extraiu outros coelhos que ainda repercutem na vida nacional, como, por exemplo, a interferência no sentido de aliviar a responsabilidade do sr. Lula da Silva no mensalão, o que impediu a correspondente cassação do corrupto à época, um acerto histórico que certamente teria repercussões até hoje.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


*

FOCO


Em Reeleição e crises, Fernando Henrique Cardoso tem o mérito de confessar que entende os problemas do atual governo e a falta de “fortuna” nos primeiros dois anos. Assim, estabelece uma base objetiva para julgamentos. Mas os problemas não se resolvem com modificações de processos eleitorais. Todos são imperfeitos. Não há o que culpar ou desculpar. É preciso ter foco nos comportamentos e nos desempenhos, inclusive nos de seus correligionários no PSDB. Critique as votações, por favor.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

SONHO DE PRESIDENTE


O sonho de todo e qualquer presidente de primeiro mandato em qualquer República do mundo é a reeleição. Bolsonaro não é nem poderia ser diferente dos outros nesse sentido. Mas ele poderia fazer uma forcinha para pensar um bocadinho mais em 2022 e menos em 2020. Os movimentos almejados pela equipe econômica do governo não têm resultado tão rápido quanto ceder a exigências de um Legislativo sem adjetivos positivos, mas oferecem o caminho de um crescimento econômico robusto e de longo prazo, que é exatamente o que o Legislativo não deseja porque sabe que, se assim for, Bolsonaro não só se reelege, como também faz seu sucessor. Fica Guedes!


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


*

RENOVAÇÃO POLÍTICA?


Emendando o artigo de FHC de domingo (6/9) com o de Carlos Pereira, na segunda-feira (A Justiça como arma política, 7/9, A5), observo que reeleições ad infinitum de partidos controlando o Executivo têm sido obstaculizadas por operações judiciárias. Cito aquelas com as quais tive vivência próxima: no Amapá, a operação mãos limpas, que levou à prisão o paraense então licenciado governador e candidato ao Senado, Valdez Góes (PDT), e seu vice Pedro Paulo; o PT afogado pela Lava Jato em nível nacional; em Goiás, a prisão de Marconi Perillo (PSDB), igual ao caso do Amapá, candidato licenciado ao Senado; e, posteriormente, seu pupilo Alexandre Baldy, agora com o PSDB paulista. Dada a truculência com que nos três casos a máquina do Estado foi usada, sou uma testemunha viva de quão salutar foram essas operações. Todavia, pelo total impedimento à renovação política pelas quais as máquinas partidárias estão contaminadas, o fenômeno não levou a nenhuma renovação política. A não ser que você considere o paraense João Capiberibe e familiares, no Amapá; a família Caiado, em Goiás; e a família Bolsonaro, em Brasília, como renovação. Neste caso, eu paro de ler sobre política, pois eu devo sofrer de alguma alienação mental que me impede a compreensão do fenômeno.


Márcio Costa Rodrigues marciocr.go@hotmail.com

Macapá


*

‘A REFUNDAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO’


Os economistas Ana Carla Abrão e Paulo Hartung foram precisos e claros em sua análise (A refundação do Estado brasileiro, 6/9, A2). “Ao longo dos séculos, a máquina pública brasileira garantiu privilégios a classes específicas, desviando-nos do caminho da igualdade de oportunidades, da inclusão social e do desenvolvimento econômico de forma sustentável. Baseado num modelo operacional arcaico e voltado para sua autoperpetuação, construímos uma engrenagem de reforço de desigualdades que agora chegou ao limite. Exauriu-se e que hoje se vê incapaz de servir à população.” O texto todo retrata o que ocorre em nosso país e, certamente, é o pensamento da maioria dos brasileiros que infelizmente carece de representantes efetivos e que não pensem só em se locupletar. Parabéns aos autores por tocar nos pontos essenciais que poucos dos nossos políticos conseguem enxergar.


Marcos A. de Menezes Freitas mmenezesfreitas@uol.com.br

São Paulo


*

2022


Será um ano interessante, principalmente para o presidente Bolsonaro. Sua reeleição será impossível, jamais irá conseguir se reeleger. Primeiro, porque terá de enfrentar os debates, a menos que leve outra facada. Segundo, e não menos importante, porque terá concorrentes fortes, o “e daí?” e outros fatos relevantes serão extensamente explorados. Respostas ao desprezo pela Amazônia e ao dinheiro na conta corrente da esposa serão solicitadas. Em resumo: somando tudo, serão aproximadamente 20 a 30 milhões de votos perdidos. Nada mal, hein?


Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

São Paulo


*

RACHADINHAS


Juíza diz que ‘exposição indevida de documento sigiloso’ pode prejudicar ‘imagem’ de Flávio Bolsonaro (Estado, 5/9). Mas que imagem? Faz muito tempo que este sujeito vive se esquivando com ajuda das autoridades.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


*

O BRASIL QUER SABER


O encalacrado senador Flávio Bolsonaro revelou que está curado do covid-19. E eu com isso? Os brasileiros querem saber é quando o pai dele vai esclarecer por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta da primeira-dama.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


*

AINDA SEM RESPOSTA


Conforme foi noticiado na ocasião, o presidente Bolsonaro sorriu ao saber que o então governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, fora afastado do cargo pelo Superior Tribunal de Justiça naquela sexta-feira, dia 28 de agosto. Porém, até o presente momento, não temos nenhuma notícia sobre o presidente Bolsonaro ter prestado algum esclarecimento a respeito dos R$ 89.000,00 depositados por Fabrício Queiroz na conta da primeira dama, Michelle Bolsonaro.


Hugo Jose Policastro hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos


*

7 DE SETEMBRO


O presidente Bolsonaro desfila em carro aberto, cheio de crianças, ninguém usando máscaras. Que belo exemplo de falta de responsabilidade. A que ponto chegamos. Cabe a indagação: ele é multado em tais procedimentos?


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

IRRESPONSABILIDADE


Num país com mais de 4,1 milhões de contaminados – o 2.º do mundo (!) – e quase 130 mil óbitos causados pela covid-19, causam espécie e revolta as imagens das praias lotadas de norte a sul do Brasil no feriadão, quando a maioria não usava máscaras, como se a pandemia já fosse coisa do passado. Quem vê a massa de banhistas totalmente à vontade e despreocupada curtindo o calorão de inverno acaba pensando que todos já foram vacinados e imunizados. Neste Brasil em que o presidente da República despreza a máscara e faz pouco do vírus, não poderia ser diferente. Um absurdo!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

O CONTRAPONTO DO PRESIDENTE


Nosso presidente Jair Bolsonaro não cresce nas pesquisas apenas devido ao auxílio emergencial. Eu trabalho numa empresa multinacional e posso afirmar com bastante certeza que entre meus colegas de trabalho não há nenhum que receba o auxílio emergencial do governo. Apesar disso, é difícil de encontrar quem não esteja do lado do presidente quando ele questiona o isolamento social imposto pelos governos estaduais e municipais. A dignidade de uma pessoa não supõe apenas não morrer, mas ela quer saber também o que está acontecendo com nossas crianças sem escola, e muitas delas trancadas em casa e convivendo com pessoas transtornadas e transformadas pelos efeitos da pandemia (desemprego ou salário reduzido, violência doméstica, moradia inadequada...). Eu louvo a Suécia pela coragem de não seguir o caminho mais simples sugerido unilateralmente pelos epidemiologistas. Por lá foram consultados também psicólogos, psiquiatras, pedagogos, líderes comunitários e pais e mães de família. Crianças abaixo de 16 anos não deixaram de ir à escola (presencialmente) nem de ter atividades físicas ao ar livre. O Brasil, graças ao contraponto do nosso presidente, não se deixou radicalizar pela opinião dos epidemiologistas. Somente daqui a alguns anos vamos ter dados suficientes para saber quem realmente gerenciou bem a situação durante esta pandemia.


Rogério Ribeiro rogerio.ribeiro@daad-alumni.de

São Paulo


*

CULPA DO CAPITÃO


Pesquisa do Ibope apurou que 33% dos brasileiros avaliam que a população é a responsável pela situação da pandemia no Brasil, enquanto 38% avaliam que a culpa é do presidente. Como a grande maioria do porcentual atribuído à população é resultado da influência do presidente, pode-se afirmar que a culpa é mais de 70% do capitão. Se tivéssemos no Ministério da Saúde um ministro comprometido com a ciência médica e com apoio do presidente, com certeza os números seriam bem diferentes.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


*

BUNDÕES & OTÁRIOS


Vítimas da covid-19 e heróis americanos são os destinatários das duas referências acima, dadas pelos presidentes Bolsonaro e Trump, ambos em campanha à reeleição. Bundões e otários serão os eleitores que, depois desta, ainda consigam depositar seu voto nesses psicopatas!


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


*

VOLTA ÀS AULAS


Foi muito feliz a especialista em Educação Priscila Cruz, ao afirmar em entrevista ao Estado que “País pagará por abrir bares antes da escola”. Não somente as aglomerações observadas em bares Brasil afora – com direito a desrespeito e ofensas contra fiscais –, mas também o apinhamento de pessoas, muitas delas sem máscara, que se viu nas praias do Rio de Janeiro e de São Paulo nos últimos dias derrubam qualquer tese que tenta incriminar estudantes do ensino fundamental e médio como vetores principais do coronavírus. Os governos locais precisam decidir: ou voltam a fechar praias e bares ou autorizam o retorno às aulas nas escolas, cujo controle em relação ao uso de máscaras e distanciamento será certamente mais eficaz do que em locais sem controle nenhum. Incoerência tem limite.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


*

‘CIDADE LIMPA EM RISCO’


Concordo que aquele visual deprimente de excesso de placas, tabuletas, faixas e outros vários tipos de anúncios colocados aleatoriamente nos lugares menos apropriados, obedecendo apenas aos interesses de seus donos, teria mesmo de ser regulamentado, mas como moradora e cidadã de uma metrópole como São Paulo, creio que o uso responsável de anúncios luminosos ajudaria muito a iluminá-la, já que basta sair à noite para notar que é uma cidade carente de iluminação pública. Basta ver Nova York, Tóquio e outras metrópoles para notar que nossa cidade, que não dorme, vive no escuro. Quanto ao projeto de autorizar outdoors no topo dos prédios, seria interessante saber antes a quem serviria.


Vera Augusta Vailati Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo


*

ZOO


Que pena não termos mais o Simba Safari. Esse Zoo Safari é, apenas, uma imitação barata, feita por funcionários públicos que não têm noção do que é a vida selvagem. Não é por menos que só geram prejuízo para o Estado.


Charles Alexander Forbes charles@saving.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.