Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2020 | 03h00

Economia

Do couro sai a correia

Sou pecuarista e agricultor há mais de 35 anos e tenho visto a grita, com razão, pelo alto custo da alimentação. A expressão “do couro sai a correia”, como dizem no meio rural, tem a mesma força de “não há almoço grátis”, ou seja, nada brota do chão sem esforço. Não vejo ninguém reclamar dos insumos (adubos, farelos, medicamentos, manutenção, etc.) para produzir arroz, feijão, leite, carne e outros, que subiram, alguns, mais de 100% na pandemia, sempre com justificativa de alta do dólar, falta de produto no mercado, etc. Se sobe o preço dos insumos básicos da agropecuária, sobe o preço final dos alimentos. Simples assim.

LUIZ FRANCISCO A. SALGADO

SALGADO@GRUPOLSALGADO.COM.BR

SÃO PAULO

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De volta ao passado

Para o presidente da República, a alta de preços é falta de patriotismo dos donos de supermercados. Depois dessa só falta chamar os fiscais do Sarney.

ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Corrupção

Vai, mas volta

Quem gosta de bater deve saber apanhar. Na sequência de um dia após o outro, pau que dá em Sergio Moro e Deltan Dallagnol também bate em Frederick Wassef, Cristiano Zanin... Aliás, da vergonhosa eleição do presidente do Senado nada se apurou. Houve fraude, mais votos que eleitores. Continuam ocultos os fraudadores. No interesse de quem? Todos sabem, ninguém quer saber. Mas julgaram e puniram Dallagnol. E pode ainda ser processado por danos morais! Dá uma vergonha de ser brasileiro...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Foro privilegiado

A Lava Jato já fez muito, mas enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) não julgar os políticos com foro privilegiado, essa operação não terá conseguido seu maior objetivo, que é fazer que o crime não compense e os criminosos tenham medo da Justiça.

ALROGER LUIZ GOMES

ALROGER-GOMES@UOL.COM.BR

COTIA

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Poder Judiciário

Novo presidente do STF

Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe, certo, ministro Luiz Fux?

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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O negócio da fé

Isenção às igrejas

Mesmo o Brasil sendo um país constitucionalmente laico, seus legisladores pretendem a imunidade tributária para as igrejas, incluídas as contribuições previdenciárias, sociais e taxas municipais. Isso significa que a previdência de seus funcionários, o suporte social e o custo urbano de seus imóveis somos nós que teremos de pagar, independentemente de nossa crença religiosa, ou ausência dela. E nós – coagidos – teremos de acrescentar aos custos dos Fundos Partidário e eleitoral, às cotas parlamentares, à vida nababesca dos congressistas, e outros iguais, também o custeio da pregação dita cristã, embora esta se preste prioritariamente a transformar em milionários algumas dezenas de espertalhões e manter na miséria a quase totalidade dos fiéis. É uma indecência constatar que a boa-fé do brasileiro, além de explorada financeiramente, há algum tempo vem sendo também aviltada politicamente em falsos templos, com essas organizações – salvo raras e históricas exceções – cada vez mais se espelhando nos desacreditados partidos políticos. Hipocritamente, oficializa-se uma nova forma de exploração da boa-fé.

HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Injustiça na casa do Senhor

A anistia de R$ 1 bilhão em débitos tributários que o Congresso quer dar às igrejas inclui a contribuição previdenciária, ou seja, não pagar ao INSS, que não é autossuficiente justamente por não receber créditos de pessoas jurídicas – sim, porque o trabalhador assalariado não tem como sonegar o que lhe é garfado do seu holerite. Se existe um motivo para deixar de crer em Deus, esse motivo está dentro das igrejas.

FRANZ JOSEF HILDINGER

FRZJSF@YAHOO.COM.BR

PRAIA GRANDE

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Farra fiscal

Nós, o povo brasileiro, queremos saber dos nobres parlamentares qual a justificativa para a aprovação do projeto que perdoa a dívida tributária de igrejas e templos religiosos, no valor de R$ 1 bilhão. Por questão de justiça, queremos que os nobres parlamentares também aprovem para o restante da população o perdão de todas as suas dívidas tributárias, assim ampliando farra fiscal. A brincadeira está indo longe demais e pode custar-lhes muito caro. Precatem-se!

MARIO MIGUEL

MMLIMPEZA@TERRA.COM.BR

JUNDIAÍ

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Flordelis

Perguntinha básica: a igreja da deputada Flordelis também vai ter suas dívidas perdoadas?

REGINA HELENA DE PAIVA RAMOS

REGINAHPAIVA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Imposto de Renda

‘Mea culpa’ de FHC

Gostei do artigo Reeleição e crises (8/9, A2), do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em quem votei para prefeito (1985), senador (1986) e presidente (1994 e 1998). Nesse artigo ele faz um mea culpa por ter aceitado a reeleição. Como seu eleitor, gostaria que ele fizesse também um mea culpa por ter congelado a Tabela do Imposto de Renda, em 1996, especialmente no que tange aos valores dos imóveis. Infelizmente, essa tabela continuou congelada com Lula, Dilma e Bolsonaro. E o atual governo não só mantém o congelamento, como ainda quer retirar as deduções de educação e saúde! Tenho saudades do grande homem público Waldir Pires, que foi um grande batalhador dos contribuintes brasileiros, em especial dos de classe média.

JOÃO FARAH

JF@CITYCON.COM.BR

SÃO PAULO


O RABO E O CACHORRO


O Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) decidiu aplicar pena de censura ao procurador da República Deltan Dallagnol, em razão de publicações feitas pelo ex-chefe da força-tarefa da Lava Jato no Paraná com relação à eleição da presidência do Senado em 2019, por entender que Dallagnol violou o dever funcional de guardar o decoro ao interferir no pleito e ainda mobilizar a opinião pública contra o senador Renan Calheiros. Como, no Brasil, o rabo é que abana o cachorro, temos, como sempre, as vítimas transformando-se em autores dos desvios de conduta. Ora, dever funcional de qualquer autoridade pública é denunciar, e aos berros, se possível, todo aquele que representa perigo para o bem da sociedade, caso dos corruptos e péssimos administradores, e não respeitar, como autômato, este princípio, da chamada divisão de poderes, quando os poderes não se dão ao respeito. No Brasil, existe um péssimo hábito de a legalidade aniquilar toda e qualquer legitimidade, das letras das leis amordaçarem todos os espíritos das leis, das autoridades se sobreporem, inexoravelmente, a todo cidadão de bem que ousa lhes cobrar probidade e moralidade públicas, e ficando tudo assim mesmo e por isso mesmo. Parabéns, Deltan Dallagnol. Parabéns, por não se contentar em repartir a mesma mediocridade de todos aqueles que labutam pelo atraso do Brasil, estes que obram pelas supremacias políticas de falsos moralistas, e ainda de tantos poderosos que carregam em si a pecha dos interesseiros de sempre.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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RENAN CALHEIROS


Conselhão' aplica censura a Deltan por 'pregação política' contra Renan no Twitter (Estado, 8/9). Quem é Renan Calheiros, além de bandido e réu em inúmeros processos, para ser beneficiado por uma decisão deste “Conselhão”?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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ESCOLHA ERRADA


Entre Deltan Dallagnol e Renan Calheiros, o CNMP optou pelo senador nordestino, suspeito de corrupção e lavagem de dinheiro. Por 9 votos a 1, Deltan foi punido com censura por ter interferido contra Renan na eleição da presidência do Senado. Entre o mocinho e o bandido, optou-se pelo pior. Realmente, este não é um país sério.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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SÃO RENAN


Em entrevista sobre a sanção de censura aplicada pelo Conselho Nacional do Ministério Público ao procurador Deltan Dallagnol, o venerável e imaculado (?) senador Renan Calheiros (MDB-AL) destacou, entre outros autoelogios, que 2/3 das ações que tramitam no STF contra ele foram arquivadas. Nada disse sobre o peso do outro terço e quantas das ações arquivadas prescreveram pela morosidade e cumplicidade dos supremos amigos. Sei lá, nos dias atuais, tornar-se idôneo sob a pena de ministros do STF não é de bom agouro. Só faz sujar mais ainda o prontuário policial dos marginais com foro especial. E, por falar em terço, diante da extusiante retórica defensiva, abordando as perseguições políticas sofridas na carreira, por “mérito”, encaminhem-se os correspondentes papiros litúrgicos ao Vaticano para fins de canonização ex tunc do mártir de Alagoas. Ocorrendo a renúncia do Santo Padre Francisco, na linha de Bento XVI, São Renan Calheiros é o nome certo para o papado.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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A REVANCHE DOS BANDIDOS


Lula processa Sergio Moro e depois, certamente, irá processar os tribunais superiores que confirmaram a sua condenação. Renan Calheiros processa Dallagnol. Beira-Mar, Marcola e outros grandes da bandidagem estão pensando em fazer o mesmo. Sérgio Cabral segue na onda e quer de volta todo o patrimônio que lhe usurparam. Tudo sob a proteção da Constituição de gaveta dos seus supremos patronos, todos já com a vida arrumada no exterior.


Maria Coelho maricotinha63@gmail.com

Salvador


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OPERAÇÃO LAVA JATO


O que começou bem deve acabar bem, isto é, com as devidas alterações na legislação brasileira que foram propostas pelos procuradores da República integrantes das operações. Aí, sim, a Operação Lava Jato deixa um legado próspero para a nação brasileira. Infelizmente, nossas leis não são iguais para todos os brasileiros. A Lava Jato nos deixou isso muito claro. Os grandes responsáveis por crimes de corrupção não recebem penas proporcionais ao estrago que fazem à nossa nação. Nosso Judiciário permite recursos infindáveis. Isso precisa mudar a fim de que possamos dizer um dia a nossos filhos e netos o que foi a Lava Jato para o Brasil.


Marcos Ribeiro Jacob marcosrjacob@hotmail.com

São Paulo


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O BRASIL PERDEU A GUERRA


O Brasil segue perdendo a guerra contra a corrupção, as vitórias da Operação Lava Jato são apenas algumas exceções que não se repetirão nunca mais, a regra é a vitória da corrupção, sempre. O Brasil vai premiar os criminosos da floresta, vamos destruir a Amazônia e o que sobrou da Mata Atlântica, do Pantanal e do Cerrado. Os corruptos incomodados pela Operação Lava Jato serão perdoados e indenizados. O projeto de saneamento básico será a maior roubalheira de dinheiro público da história da humanidade, os mesmos políticos corruptos de sempre, de mãos dadas com as mesmas empreiteiras corruptas de sempre, vão roubar como sempre, as obras, como sempre, não serão feitas, mas os trilhões de reais vão evaporar, como sempre. O Brasil deveria parar de lutar contra a corrupção, deveria se render à realidade dos fatos, permitir que os corruptos usem o dinheiro roubado livremente, isso iria aquecer muito a economia, os políticos e funcionários públicos poderiam ostentar a riqueza roubada, todos passariam a ir trabalhar de helicóptero e jatinho particular, o dinheiro do crime circulando livremente seria uma maravilha para a economia. É hora de o Brasil reconhecer a derrota, a corrupção ganhou, é o que todos querem, as raríssimas exceções que se mudem.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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OFERECIDO


Só faltava esta: Lula se oferecendo para assumir o País e tirá-lo do difícil momento – aliás, iniciado pelos governos petistas. Imagino que ele pretenda reviver a nova matriz econômica, a corrupção na Petrobrás, as doações para ditaduras de esquerda e recriar universidades péssimas, para alunos vagabundos que não gostam de estudar, sob comando de professores pregadores de ideologias de esquerda, enquanto procura baixar o nível das melhores escolas que querem criar conhecimento inventando cotas para jovens sem talento que deveriam iniciar-se no ensino profissionalizante e técnico de onde vem a mão de obra. Enfim, não adianta. Ele, Lula, quer porque quer. Ainda não entendeu que já era e, à exceção de seu partido e de alguns do PSOL, ninguém o leva mais a sério. Palestrante, ao preço de US$ 200 mil por palestra, deixou de ser. Por quê?


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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PRESIDENTE IRRESPONSÁVEL


As comemorações de 7 de Setembro foram canceladas para evitar aglomerações, mas o irresponsável Bolsonaro, sem máscara ou qualquer distanciamento social, arregimentou várias crianças para desfilar no carro presidencial e, logicamente, sem nenhuma proteção. Desceu do veículo e, como um superpopulista, abraçou muitos seguidores. Já os que fazem sua segurança são obrigados a tirar a máscara para não serem chamados de “bundões” pelo presidente indisciplinado. Ao mesmo tempo, o Ibope indicou que o brasileiro atribui a Jair Bolsonaro 33% de responsabilidade pelo caos da pandemia em nosso país. Este é o presidente que quer ser reeleito!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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A PROPAGANDA DO GOVERNO


Pela Proposta da Lei Orçamentária apresentada ao Congresso no final de agosto, os Ministérios deverão sofrer uma expressiva redução de nada menos que R$ 81,8 bilhões em 2021, entre os quais se destacam o do Desenvolvimento Regional (programas de mobilidade urbana, defesa civil, saneamento e habitação), de 62,2%; Meio Ambiente, de 34,8%; Educação, 28,7%; Agricultura, 21,6%; Justiça e Segurança Pública, de 20,3%; e Infraestrutura, de 17,4%. Diante do quadro desolador, causa espécie a descabida pretensão do governo federal de reivindicar um espantoso aumento de nada menos que 300% – quatro vezes mais (!) – da verba publicitária para o exercício de 2021, saltando dos atuais R$ 124,5 milhões para exorbitantes R$ 495,5 milhões. Como se vê, a propaganda é a alma do negócio do projeto de reeleição de Bolsonaro para 2022. Pobre Brasil...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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LEI PARA TODOS


É inacreditável a falta de respeito, pudor, educação e até mesmo de vergonha que o PR demonstra ao não usar máscara e manter o distanciamento. E o que dizer dos pais que entregam suas crianças, também sem máscaras, para serem carregadas por ele? Será que nenhuma autoridade tem moral, coragem e princípios para multá-lo ou processá-lo? Quais são as leis que ele desafia a cada passeio? Ou será que sou eu o único a me sentir um otário?


Heleo Polhmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto


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FIM DO ISOLAMENTO


Jair Bolsonaro disse em 22/4 (8/9, A4) que, se as pessoas estivessem armadas, poderiam se insurgir contra o isolamento social imposto pelas medidas sanitárias contra a pandemia. Não lhe falta imaginação! Este feriado foi a prova de que a maior arma de uma pessoa é sua própria mente: milhares decretaram o fim do isolamento e lotaram bares, praias e até mesmo os jardins do Alvorada: Cada cabeça, uma sentença, de vida ou de morte, é o dito popular.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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DESOBEDIÊNCIA E IRREVERÊNCIA


Restrita indignação ocorreu diante da desobediência e rebeldia do irreverente cidadão que lotou as nossas praias, rios, lagoas e cachoeiras no feriadão, à revelia das limitações preventivas ordenadas pelas autoridades públicas. Comércio reabrindo, isolamento acabando, escolas, shoppings e restaurantes funcionando a meia-boca, nas redes sociais está a pergunta: alguém sabe informar quando os 30.500 condenados soltos pelo STF, em razão da pandemia, voltarão para a cadeia? Quantos foram à praia? Ninguém sabe, ninguém viu, nem o STF.


Bruno P. David de Oliveira brunopdavid@gmail.com

Rio de Janeiro


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FERIADO IRRESPONSÁVEL


As praias ficaram lotadas neste feriado, com centenas de pessoas curtindo o calor, sem máscaras. O distanciamento recomendado também não foi respeitado. Por outro lado, os médicos e demais profissionais da saúde continuam lutando contra a pandemia, arriscando sua própria vida e a de seus familiares dentro dos hospitais e CTIs. Esta foi uma clara demonstração das prioridades de cada um. Enquanto os frequentadores das praias pensam em curtir o sol, sem se preocuparem com a saúde de todos, inclusive a sua, os funcionários dos hospitais enfrentam uma batalha real, contra um inimigo invisível e mortal. Enquanto não tivermos as vacinas disponíveis para todos e a irresponsabilidade continuar reinando, os números de casos e óbitos por covid-19 só aumentarão. Veremos uma explosão das estatísticas nos próximos dias.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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TORCIDA DESENFREADA IRRESPONSÁVEL


O governo federal mais uma vez demonstra descontrole no manejo da pandemia ao considerar a suspensão temporária dos testes da vacina de Oxford um “balde de água fria”. Erra qualquer governo do mundo ao planejar vacinação em massa contra o coronavírus no curto prazo e o eterno ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, chutou feio ao prever a vacinação da população brasileira para janeiro próximo. Já que isso não vai acontecer, o governo entra em pânico, pois deposita todas as suas fichas na vacina e não tem, como nunca teve, plano A nem B. A cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS), Soumya Swaminathan, muito oportunamente já alertou que não espera que vacinas contra a covid-19 estejam disponíveis para a população em geral antes de 2022, e, portanto, “as pessoas devem continuar respeitando os protocolos sanitários e de higiene, como o distanciamento social, a utilização de máscaras e a higienização das mãos”. É o que o governo federal deveria fazer, ao invés de torcer de forma afoita e desenfreada pelo surgimento de uma vacina a qualquer momento.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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REABERTURA DAS ESCOLAS


Fica difícil de entender a visão um tanto catastrofista da sra. Priscila Cruz no Estadão do dia 6/9 (‘País pagará por abrir bar antes da escola’). No momento, não está em jogo a aquisição de conhecimentos e seus efeitos no futuro do País, mas sim a possibilidade da morte, ainda que seja apenas de um jovem, pai, mãe ou professora, decorrente de contaminação no ambiente escolar. O bem mais valioso de um país são os seus jovens, que não são e não devem ser parte de equações econômicas. Assim como na guerra, enquanto o inimigo não for derrotado vamos proteger os jovens em primeiro lugar. O vírus será derrotado pela vacina, o mesmo não acontecerá com o vírus do analfabetismo funcional, presente nos jovens egressos de escolas públicas Brasil afora.


Pedro Luiz Bicudo plbicudo@gmail.com

Piracicaba


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VÍRUS


Fomos procurados em nosso condomínio por um funcionário da Secretaria da Saúde do governo Doria, sobre o recente falecimento de minha filha. Pasmem: apesar de a certidão de óbito assinada por dois médicos da Beneficência Portuguesa atestar que não se tratou de nenhum vírus de origem chinesa, o questionário conduzia para tal. Ou seja, neste país “vergonha pouca é bobagem”!


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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PERDÃO DE R$ 1 BILHÃO


A primeira pergunta a ser feita é: em que mundo vive este pessoal do Congresso Nacional que perdoa uma pequena dívida de R$ 1 bilhão de igrejas que repassam a contribuição recebidas de fiéis aos seus pastores? A segunda pergunta: o que fará o presidente da República, que já havia passado esta batata quente ao Ministério da Economia tempos atrás? Parece que agora terá de tomar uma decisão que, esperamos, seja a favor da nação brasileira, e não na busca de apoio parlamentar, porque, enquanto isso, uma grande parcela da população está vivendo à míngua, à base de R$ 300,00 mensais.


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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INCRÍVEL!


“Congresso perdoa dívidas de R$ 1 bilhão de igrejas.” “As igrejas são alvos de autuações milionárias por driblarem a legislação e distribuírem lucros e outras remunerações a seus principais dirigentes e lideranças sem efetuar o devido recolhimento de tributos” (Estadão, 7/9). Mas a farra dos que mais podem continua, “fazer justiça com os pastores, com os padres, nessa questão tributária”, diz nosso Messias.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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REFORMA TRIBUTÁRIA


Jair Bolsonaro não quer que se tributem as igrejas, mas, se quiser tributar livros, pode ser; livro não serve para nada mesmo...


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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OS VEREADORES DE SÃO PAULO


Excelente e oportuna, em vista das próximas eleições municipais, a série de reportagens iniciada esta semana pelo Estadão informando onde foram investidos os recursos da nossa prefeitura, com base nas indicações dos vereadores. Já na primeira, somos surpreendidos por um descaramento inimaginável que merece de imediato a atenção do Ministério Público para as providências judiciais. Segundo a reportagem, cerca de40% das verbas de emendas parlamentares foram usadas para promover festas, shows e eventos culturais. Uma única entidade da zona leste recebeu ao menos 24 repasses para a promoção de eventos, como aniversários de bairros, festas natalinas e festivais de pipas. Tudo sem licitação. Somente as que instituíram datadas e eventos comemorativos representaram 36/% do total de leis aprovadas nesta legislatura. A reportagem nos mostrou agora qual o motivo dessas leis. Servem para justificar o aporte de verbas para tais “eventos”. Como, por exemplo, a Lei n.º 17.128/19, que instituiu o Dia do Opaleiro, ou a Lei n.º 71,394/20, que instruiu o Dia dos Volvistas. O primeiro dedicado àqueles que admiram o automóvel Opala, da Chevrolet e o segundo para aqueles que curtem o veículo da Volvo. Acompanho há anos os projetos de leis aprovados pelos vereadores de São Paulo e posso dizer que a maioria implica gastos do orçamento público totalmente inúteis. Muitos afrontam a nossa inteligência e nos ofendem pelo cinismo dos seus autores. Na atual legislatura, até esta data, foram aprovadas 828 leis, sendo 66 leis propostas pelo Executivo, ou 8%, e 762 pelo Legislativo, ou 92%, do total. Entretanto, daquelas aprovadas decorrentes de projetos dos vereadores tivemos 18,72% delas voltadas para os interesses mais diversos da cidade; o restante se situa em leis destinadas a eventos e datas comemorativas, denominações de logradouros e equipamentos públicos e até a de cidades-irmãs, um programa instituído pela ONU.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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‘A REVITALIZAÇÃO DA AGENDA URBANA’


A revitalização da agenda urbana (Estado, 8/9, A3) só vira quando houver o interesse da sociedade brasileira em viver coletivamente. Podemos chamar de coletivo viver junto, desconhecendo e temendo até o vizinho de porta, protegendo-se em meio a grades, muros, fortalezas e seguranças particulares, sempre olhando cuidadosamente para interesses próprios? Existe cidade onde “o que é público não é de ninguém”? Há muito vivemos o nós e eles, em que a civilidade foi substituída por particularidades bem particulares, o que vem refletindo diretamente na vida e no desenvolvimento de nossas cidades. Para revitalizar nossas cidades, precisamos entender no que a transformamos. Jorge Wilheim, em seu livro Projeto São Paulo, propostas para a melhoria da vida urbana, de 1982, e que em boa parte fez parte do Projeto de Governo Franco Montoro para o Estado de São Paulo (1983-1987), em linhas gerais já propunha o que é agora reapresentado pelo manifesto lançado pelo CAU/BR – Eleições municipais: entidades de Arquitetura e Urbanismo lançam Carta aos Candidatos. Pouco saiu do papel. Por quê? As cinco diretrizes do manifesto: 1) Arquitetura e Saúde: O papel dos arquitetos e urbanistas como promotores da saúde pública nas cidades; 2) Cidades Sustentáveis: Urbanismo e meio ambiente: como reinventar as cidades no pós-pandemia?; 3) Governança e Financiamento: Cidades não se fazem de improviso. Como torná-las menos desiguais?; 4) Paisagem e Patrimônio: Qualidade de vida nas cidades: paisagens e história; e 5) Mobilidade e Inclusão: Circulando pela cidade: novas dimensões da mobilidade urbana; são questões que já foram apresentadas inúmeras vezes e que deveriam estar minimamente resolvidas nas cidades brasileiras. Por que pouco ou nada se fez? Por que chegamos a esta bagunça? Sem ter respostas honestas nada mudará. Fora o pós-pandemia são temas praticamente obsoletos no Hemisfério Norte do planeta. Das 51 propostas chama atenção a citação da preservação da memória urbana, que nestas últimas décadas foi estraçalhada em nome de propagandas baratas e enganosas. Sem memória, sem olhar para trás, não há futuro.


Arturo Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo


 

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