Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2020 | 03h00

Economia

Carestia à mesa

A moda da semana é reclamar do aumento de preços nos supermercados e exigir providências do governo para impedir a alta, incluindo controle de preços e pressão sobre os supermercadistas. Em primeiro lugar, é preciso dizer que o setor supermercadista é extremamente competitivo, suas margens unitárias são baixas e ganha quem vende rapidamente o seu estoque. Em segundo lugar, a larga maioria dos alimentos tem cotação em dólar. Então, com a violenta desvalorização do real não há como segurar o preço da matéria-prima. Finalmente, houve aumento de demanda por produtos da cesta básica em razão dos programas assistenciais do governo. Assim, a única coisa que talvez faça sentido é liberar a importação, mas isso desincentiva o aumento da produção local. Em suma, resolve um problema de curto prazo e cria um de longo. Portanto, intervenção estatal nos mercados é sempre burra, mas a tentação populista é irresistível para os despreparados.

OSCAR THOMPSON

OSCARTHOMPSON@HOTMAIL.COM

SANTANA DE PARNAÍBA

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Importação de alimentos

Importar alimentos a que preços, comparativamente aos nossos exportados? Adicionando impostos altos de importação, por se tratar de produtos similares aos nacionais, a que preços eles chegarão ao mercado? Quanto de inflação isso promoverá? Perguntas básicas. Exportação de produtos brasileiros é pule premiada estando nossa moeda tão desvalorizada. Tudo é banalizado neste governo: preços da alimentação básica, saúde, corrupção, decisões de gastos em causa própria, desemprego. Brincam de administrar o País. Pouca supervisão, pouco controle, projetos superficiais de efeito de longo prazo. Falta sinceridade e seriedade.

SERGIO HOLL LARA

JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Sumiço

Nos últimos dez dias algumas palavras sumiram e estão fazendo falta: estoque regulador, preço mínimo e Conab.

SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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‘A indústria na contramão’

Reforçando o editorial com o título acima (10/9, A3), a indústria brasileira perdeu sua chance de desenvolvimento na década de 1990, deixando de implementar saltos de produtividade, ancorada em falta de foco em políticas de desenvolvimento e barreiras de acesso a novas tecnologias, tendo como consequência uma base não competitiva do ponto de vista global. Enfim, se pudéssemos resumir numa frase estes últimos 30 anos, não se desenvolve um país com muralhas, e sim com política de portas abertas.

LUCA GRILLO

LUCAGRILLO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Contas públicas

Sensibilidade

Em Evidências (8/9), Ana Carla Abrão sustenta que devemos contar com a sensibilização do Judiciário para resgatar o conteúdo original da reforma administrativa, de forma que contemple esse Poder. Bem, se dependermos da sensibilidade de quem não vê nada de errado em receber acima – em diversos casos, muito acima – do teto constitucional, ter 60 dias de férias e quase 20 dias de recesso por ano, além de gozar o feriado de Sexta-Feira Santa a partir de quarta-feira, podemos tirar o cavalinho da chuva.

ZANDOR FERREIRA

ZANDORFERREIRA@BOL.COM.BR

GOIÂNIA

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Pobrezinhos...

O ministro Paulo Guedes deve ter delirado quando disse que os salários de topo de carreira do funcionalismo público estão baixos. E os fringe benefits, ou seja, assistência médica e dentária, carros, motoristas, ajudantes e demais benefícios, além dos penduricalhos e outras benesses, não contam?

KÁROLY J. GOMBERT

KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO

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Pandemia

Problema com vacina inglesa

Preocupante a notícia da ocorrência de mielite transversa em mulher vacinada na Inglaterra contra a covid-19, embora o fato não seja por si uma precoce condenação do imunizante, pois a doença verificada pode ter outras causas – infecciosas, autoimunes e degenerativas. A investigação desse caso vai levar tempo e pode até resultar inconclusiva, o que levaria à condenação parcial ou total da vacina. A projeção de um caso de mielite a cada 30 mil vacinados, como verificado nesta fase 3 da pesquisa, é certamente assustadora, caso se confirme, num país que precisa produzir 100 milhões dessas vacinas. No mínimo, um forte atraso no cronograma de liberação do imunizante se afigura e abre espaço para as outras vacinas em desenvolvimento, que são de diversa composição. Nestes tempos de decisões emocionais contra e a favor das vacinas, cabem algumas ponderações. A doença já ceifou 130 mil vidas no Brasil e, ao que parece, continuará sua trajetória macabra em ciclos, pois ao mesmo tempo que as taxas diárias de morte caem entre nós, que estamos entrando na primavera do Hemisfério Sul, começam a ter novo incremento no outono europeu. Portanto, vamos precisar de uma prevenção, uma vacina, de preferência antes do nosso outono de 2021, pois este ano foi a partir de maio que tivemos forte avanço da covid-19.

BERNARDO EJZENBERG, médico

BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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É preciso cautela

A esperança exultante do governador João Doria depositada na Coronavac é compreensível e procedente, pois não só o Brasil, mas o mundo todo anseia por uma vacina segura e eficaz contra o coronavírus. Entretanto, enquanto a fase 3 de testes não for concluída, é temerário desenhar prognósticos e estratégias, a interrupção temporária da vacina da AstraZeneca é prova disso. O entusiasmo de Doria tangencia o perigoso território da propaganda, à semelhança do que o presidente Jair Bolsonaro faz com a cloroquina.

LUCIANO HARARY

LHARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


OPERAÇÃO E$QUEMA S


O Ministério Público Federal informou que entre 2012 e 2018 o Sesc, o Senac e a Fecomércio do Rio teriam destinado mais de 50% do seu orçamento anual a contratos com escritórios de advocacia. A denúncia já aceita pela Justiça Federal aponta que, de tal montante, ao menos R$ 151 milhões foram desviados em esquema supostamente liderado por vários advogados de renome, que costumam visitar as páginas dos noticiários por sua defesa de pessoas de destaque, principalmente políticos acusados de corrupções diversas. Entre os investigados estão Frederick Wassef, que já defendeu o senador Flávio Bolsonaro, e os advogados de Lula, Cristiano Zanin, e de Wilson Witzel, Ana Teresa Basilio. Não é de estranhar, portanto, que a classe dos advogados, geralmente aqueles os mais abastados e mais bem pagos, sempre se posicione contra medidas de saneamento moral do Estado brasileiro, como sempre se observa, embora as justificativas de tais posicionamentos, como de praxe, se situem nos campos ilusórios dos pusilânimes e esquivos princípios da legalidade formal de um suposto Direito que, esdrúxulo, defenderia os interesses de todos. Mas no Brasil, parece, falta a firmeza de caráter necessária aos responsáveis pela manutenção das históricas hipocrisias tanto na área jurídica quanto na legislativa e na administrativa. O que é preciso para o “sistema” mudar? Um grande cataclismo? Uma grande revolta popular? Outras pandemias piores do que esta atual que vivemos? Com a palavra, os senhores que responderão pelo que vier a ocorrer de ruim neste Brasil, abençoado por Deus, mas não assim por seus responsáveis e dirigentes.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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O JOIO E O JOIO?


Embora cada profissão tenha os honestos, competentes, incompetentes e delinquentes, espera-se algo diferenciado daqueles que representam e defendem a lei e a justiça, os juízes, promotores públicos e advogados. Não é o que as últimas investigações mostraram, dentro do âmbito da Operação Lava Jato e operações semelhantes. Foram acusados de crimes de colarinho branco Wilson Witzel (que foi juiz) e os advogados Frederick Wassef (que representou a família Bolsonaro), Ana Tereza Basílio (que defende Witzel), Cristiano Zanin e Roberto Teixeira (representantes do ex-presidente Lula – quem diria), além da Helena Witzel, que também é advogada. Ou seja, não há ideologia quando se trata de corrupção. E a turma ficou escandalizada com a declaração corajosa da ministra Eliana Calmon quando afirmou que há “bandidos atrás da toga”. Pelo jeito há, sim, senhor!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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LADRÕES DE ALTO PADRÃO


O Brasil inova sempre. Em nova operação da Lava Jato, sabemos nomes de advogados ladrões que defendem ladrões famosos, todos residentes em condomínios de alto luxo que gastam fortunas para se defender dos ladrões que estão do lado de fora.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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MÁ COMPANHIA


Advogados de Lula da Silva – o mais honesto brasileiro – lideravam esquema de desvio de dinheiro do Sistema S. Diz o ditado popular: diga-me com quem andas, e te direi quem és.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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OVOS DE OURO


Comércio era a galinha dos ovos de ouro de Teixeira, Zanin e seus amigos advogados. São todos bandidos, só que fantasiados de advogados. Faz me rir, para não chorar.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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HONESTIDADE DUVIDOSA


Parece que a Operação Lava Jato reage diante dos ataques dos interessados em seu fim e mostra mais uma vez as entranhas da corrupção e de seus defensores. Escritórios de advocacia ligados às altas Cortes do País, incluído o gabinete do defensor de Lula, são suspeitos de estar envolvidos em dinheiro sujo para influenciar nas sentenças prolatadas naquelas cortes. Diante deste fato, não me admira que a liberdade do ex-presidente, bem como a preparação para livrá-lo da ficha-suja que o impede de se candidatar tenham sido engendradas pelas maracutaias jurídicas destes advogados de honestidade duvidosa. Quem quiser se livrar da cadeia, basta ter dinheiro e comprar sua liberdade: que país é este?


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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LAVANDERIAS


Fosse o Brasil um país minimamente sério, duas das maiores lavanderias de dinheiro existentes já teriam sido desativadas: a Justiça Eleitoral, que chancela e aprova todas as contas dos políticos; e as grandes bancas advocatícias que dão caráter legal a todos os sem caráter que as contratam.


Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo


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STJ


As investigações da Lava Jato mostram uma situação lamentável. Como entender que o filho do atual presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) tenha recebido mais de R$ 80 milhões para a manipulação de decisões desse Judiciário? É uma situação que exige a manifestação dos integrantes não apenas deste organismo, mas de magistrados em geral. O fato concorre para a queda do conceito de uma área que é essencial para este Poder.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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CUIDADO


Cuidado, juiz dr. Marcelo Bretas e procurador dr. Alessandro Fernandes de Oliveira, estão mexendo com gente graúda. Talvez recebam o mesmo tratamento dado ao juiz Sergio Moro e ao procurador Deltan Dallagnol. Esta prorrogação enganosa prêmio de consolação, “tirar o bode da casa”, é mais um passo para a impunidade de políticos e empresários corruptos.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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INVERSÃO DE VALORES

                                                  

Perdoem-me por recorrer a uma velha imagem. Mas, se um ET desembarcasse hoje em Brasília, certamente teria muita dificuldade em reconhecer o lugar onde aportou. Estranharia a conduta, os valores e os princípios dos habitantes do lugar. Refiro-me à punição, uma censura, aplicada pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) ao procurador Deltan Dallagnol, que até há pouco tempo foi coordenador da Lava Jato no Paraná. A punição originou-se em processo aberto pelo notório senador Renan Calheiros (PMDB-AL), porque Dallagnol afirmou, durante a campanha pela presidência do Senado em 2019, que se o senador por Alagoas vencesse a corrupção voltaria a reinar. José Renan Vasconcelos Calheiros, que desceu de Murici, das Alagoas, para Brasília para fazer a campanha eleitoral do ex-presidente cassado e hoje senador Collor de Melo (PTB), é senador desde 1995 e em 2016 presidia o Senado Federal quando estourou o escândalo da pensão paga por empreiteira a um filho natural do senador, e ele renunciou à presidência do Senado para não perder o mandato de senador. Consta que nas gavetas do STF repousam mais de uma dezena de processos contra Renan, principalmente por desvio de recursos públicos. Em 2016, milhares de brasileiros foram às ruas pedir o seu afastamento. Mas, meu prezado ET, aqui, no Brasil, é assim: o correto, autêntico e verdadeiro é punido e o criminoso é liberto e, muitas vezes, até homenageado.


Sérgio Becker sergiojosebecker@gmail.com

Porto Alegre


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NOVA PRESIDÊNCIA DO STF


Com sua posse na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), esperamos do ministro Luiz Fux apenas o que estabelece a Constituição federal: imparcialidade e independência como julgador.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim


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CARE$TIA


Com o preço do quilo do arroz, que disparou de R$ 15,00 para mais de R$ 40,00 (!), e de outros itens da cesta básica nas alturas, o alarme disparou no estômago da população brasileira. Nesta toada, não há auxílio emergencial que dê conta nem popularidade do governo que se sustente. Abaixo a carestia. Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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MAIS UM CIRCO DO PLANALTO


Quando somos informados pela imprensa de que o Ministério da Justiça notifica e deseja uma resposta urgente dos supermercados do País pela alta nos preços dos alimentos, espero estar errado, mas vejo como uma jogada rasteira do Planalto, para evidenciar que o presidente está preocupado com o povo. E não está! Se realmente estivesse, em 2019 teria evitado graves crises institucionais e alavancado o crescimento do PIB, que foi de medíocre 1,1% – e idem quanto à criação de empregos. Por outro lado, fica evidente que é um governo que não respeita o mercado. Se respeitasse, não estaria utilizando o Ministério da Justiça para falar com os representantes dos supermercados. Esta ação do presidente é intimidatória, um circo de quem se recusa a dialogar. Se não fosse para intimidar os supermercadistas, teria a resposta desta alta dos preços com sua eficiente ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Ela já declarou que não faltarão alimentos no Brasil, porque estamos batendo recordes de produção. O que ocorre é que a China, com a economia em alta, está estocando alimentos, e as nossas exportações, felizmente, crescem. Porém, no lugar de uma ação autoritária, sensato seria o governo ver pontualmente (como já deveria ter visto) quais são os produtos em alta, como, por exemplo, a carne, o arroz, etc., e, sem atropelo, buscar soluções, que existem, para minorar o problema momentâneo de abastecimento e melhorar os preços para os consumidores. É bom enaltecer: se a inflação no País, felizmente, é baixa, é porque, dentro das regras de mercado, os empresários, incluindo os dos supermercados, estão respeitando. Porém, com a foice e o martelo não, Bolsonaro.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DEJÀ VU


Desde quando Sarney mandou laçar os bois no pasto para resolver a falta da comida no Plano Cruzado até Jair Bolsonaro reduzindo o imposto de importação do arroz, já vimos muitos populistas tentando cobrir o sol com a peneira sem resolver o problema. O atual é mais um que não sabe e, cá entre nós, nem liga.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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OFERTA X PROCURA


Certas leis os homens não conseguem revogar e muito menos proibir sua influência na economia. A alta do dólar e a necessidade do mercado mundial pelos produtos da cesta básica elevaram os preços lá fora e, consequentemente, também aqui no mercado interno. Fruto da pandemia e das bobagens que diariamente são emitidas pelo Planalto, além da falta de capacidade de governar, das inúmeras acusações que pesam sobre nossos dirigentes e principalmente pelo seu objetivo primeiro: reeleger-se. Coisa não observada entre as qualidades de um estadista, que a meu ver deveria se ocupar com as reformas, de modo a diminuir as desigualdades sociais, e não demonstrar preferências por aqueles que já se tornaram um fardo para a nação e parecem ainda insaciáveis. Senhores parlamentares, membros do Judiciário e mais a quem a carapuça servir, acreditem, dia virá em que essa mamata vai acabar, e acredito que não está longe de acontecer, haja vista a movimentação da mídia e dos apoiadores anônimos que diariamente emitem opiniões mostrando sua irritação com essa situação. Lembrando ainda que nas últimas eleições ocorreu uma limpeza tanto na Câmara como no Senado federal, porém ficou muita coisa ruim para ser extirpada para trás, aproveito para convidar os brasileiros para nas próximas eleições acabar com esta gente que ainda permanece analisando em quem votar, pois somente pelo voto, limparemos a sujeira encontrada no Planalto.


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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INFLAÇÃO PERCEBIDA


O excelente jornalista Celso Ming diz, em sua coluna Inflação real e inflação percebida (Estado, 10/9, B2), que há distorção na percepção dos índices de inflação por darmos maior importância aos itens da cesta básica, nos esquecendo de outros que fazem parte da apuração, como aluguel, condomínio, condução e mensalidade escolar. Ora, meu caro, essa teoria está correta, mas me diga: qual ou quais desses itens tiveram baixa?


Luiz Antonio Amaro da Silva zulloamaro@hotmail.com

Guarulhos


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E AGORA, JAIR?


No seu linguajar chulo e escatológico, Jair Bolsonaro afirmou que, se um “bundão” da imprensa contrair o novo coronavírus, a chance de sobreviver é “bem menor” por não praticar esportes, como ele o faz. Infelizmente, morreu no dia 8/9, aos 53 anos, o general de brigada Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira, que não era jornalista, e sim chefe do Centro de Inteligência do Exército. Sob a ótica bolsonarista, teria sido o general Sydrião um não praticante de esportes? Ou apenas uma rima, na visão poética de Carlos Drummond de Andrade?  


Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo


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VÍTIMA DA COVID-19


Com a morte do ilustre general de brigada Carlos Augusto Fecury Sydrião Ferreira, contaminado com covid-19, o sr. Bolsonaro continua afirmando que só “bundões” são vítimas?


Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista


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HIPOCRISIA


A absurda Portaria 2.282/20 vai intimar, também, os locais que vendem pílulas anticoncepcionais e/ou outros contraceptivos, pois, afinal, são todos para impedir uma gestação (um aborto)? Ou não? Haja hipocrisia!


Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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TEMPOS ESTRANHOS


O Museu de História Natural de Londres segue uma tendência estranha. A pretexto do movimento black lives matter, quando o mais correto seria all human lives matter, Darwin está sendo “repaginado” e relegado ao ostracismo. Não se trata de um caso isolado. O bizarro pede insistentemente passagem. A continuar esta marcha da insensatez, daqui a pouco o Coliseu de Roma, as pirâmides do Egito e o nosso Monumento às Bandeiras serão sérios candidatos à demolição. Tudo isso por uma triste razão: na impossibilidade de consertar erros e injustiças do passado – quando analisado séculos depois –, a tendência é de soterrá-lo debaixo do politicamente correto, ou daquilo que no momento parece ser este tal politicamente asséptico.


Alexandru Solomon alex_sol@terra.com.br

São Paulo

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