Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2020 | 03h00

Meio ambiente

Pantanal ameaçado

Triste a foto da onça sendo socorrida por ter sido atingida pelo incêndio que devasta a região do Pantanal (13/9, A1). Mas ver o empenho e a coragem de uns poucos em salvá-la nos dá um fio de esperança de que nem tudo está perdido e a tragédia que envolve a preservação de nossas riquezas naturais, que há muito se vêm esvaindo, será um dia revertida. Só esperamos que não seja tarde demais 

Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

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Fumaça das queimadas

Estava na cara que ia sobrar para nós, que moramos longe dos desmatamentos e das queimadas: as nuvens de fumaça, deletérias para os pulmões de milhões de crianças, jovens, adultos e idosos brasileiros – e também dos países que fazem fronteira com a pátria amada –, vão nos atingir aqui, no sudeste e quiçá nos Estados do sul. Não bastasse a gritante incompetência em lidar com a pandemia, os sábios brasilienses não têm a menor ideia do que fazer com a criminosa ação de grileiros, mateiros e que tais. A seca já é permanente, com a falta de chuvas em grande parte do Brasil. A nuvem de gafanhotos ficou com a Argentina, que pelo jeito se livrou dela com galhardia. Mas esta outra nuvem... Quem viver verá.

Hermann Grinfeld hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo

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Sigam as madeireiras

Roga-se ao sr. vice-presidente da República que, na Amazônia, ponha seus satélites e seu pessoal focados nas madeireiras. Veja onde se instalam e de onde são tirados os troncos de árvores. Sem elas não há desmate e sem desmate as queimadas ficam reduzidas às áreas já desmatadas e sob cultivo.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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Economia

Culpa do gafanhoto

Alegam plantadores de arroz que a alta de preços do produto é culpa da praga dos gafanhotos, que “derriçaram” as plantações que estavam no caminho deles. Acreditei.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

Garça

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Alta do arroz e do feijão

Só para lembrar: nos tempos da “pandemia petralha” tivemos uma alta expressiva do arroz e do feijão, quando Dilma Rousseff doou o nosso estoque regulador a Cuba.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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Subserviência

EUA acima de tudo e Donald Trump acima de todos. E aí, o capitão entregou os pontos? Os produtores americanos poderão vender até 187,5 milhões de litros de etanol sem pagar imposto no Brasil, por mais 90 dias. E quanto à isenção para o açúcar brasileiro? Ficou só na promessa. Jair Bolsonaro fala tanto em patriotismo. Onde estará ele agora? 

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo horizonte

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Promoção social

Renda Brasil

Então, não é que agora vem o líder do governo propor a incorporação do Renda Brasil à nossa Constituição...?! Pelo amor de Deus, os srs. congressistas não engessem ainda mais a nossa Carta Magna! Desde a sua promulgação, em 1988, sabemos que a nossa Lei Maior tornou o País refém das crises fiscais e ingovernável na área econômica. O Renda Brasil ou quaisquer outros programas de distribuição de renda são essenciais num país como o nosso, mas têm de fazer parte do programa do governo de plantão. Ponto e basta!

José Roberto dos Santos Vieira jrdsvieira@gmail.com

São Paulo

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Desenvolver para igualar

“O Brasil é desigual demais para se desenvolver”, pontifica o economista francês Thomas Piketty (13/9, A1). Mas a tese contrária é a que predomina e prega que o Brasil precisa desenvolver-se para eliminar as desigualdades. Como todo economista de esquerda e heterodoxo, acentua que o País deve criar o imposto sobre grandes fortunas, sem conhecer o sistema e a carga tributária do País. Ora, é histórico que os altos impostos sobre heranças determinaram o fechamento de muitas empresas e eliminaram negócios mundo afora. Pela baixa arrecadação, foram eliminados em diversos países. E na França socialista, como foi?

José Carlos de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

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Pandemia

Ciência brasileira

Todos sabem que o Brasil está no epicentro da covid-19, mas raros cientistas, no Brasil, sabem que a ciência brasileira fez descobertas fundamentais para serem utilizadas no tratamento dessa doença. Mauricio Rocha e Silva, médico, professor da USP, descobriu a bradicinina, em 1949. Essa substância, liberada nos pulmões pelo vírus, provoca uma monstruosa inflamação, causando a morte do paciente. Pesquisadores do laboratório do professor Rocha e Silva descobriram um membro de uma família de enzimas entre as quais está o receptor do coronavírus, sua porta de entrada. Essas são peças essenciais para desenvolver a vacina e/ou produzir remédios para tratar doenças. Um desses remédios, nos anos de 1980, enriqueceu multinacionais farmacêuticas por ser um poderoso anti-hipertensivo. Outro, descoberto no final de 1990, está sendo desenvolvido (fora do Brasil) para o tratamento da covid-19. Como sói acontecer, o País pobre fica com o ônus de reconhecimento e financeiro e o rico, com o bônus.

Antonio Carlos Martins de Camargo, médico, pesquisador aposentado da USP antonio.camargo37@gmail.com

São Paulo

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Eleição municipal

Prefeitura paulistana

A esquerda aparentemente nada aprendeu com as eleições na maior capital do Brasil: total desunião. A direita não fica atrás. Parece que o comando da cidade mais uma vez vai ficar nas mãos dos tucanos.

Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra

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FEIJÃO COM ARROZ

Com a escalada vertiginosa do preço da cesta básica neste ano, o feijão (+30%) com arroz (+19,25%) nosso de cada dia acabou virando uma iguaria gourmet só para quem pode. A que ponto chegamos!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CESTA MUITO BÁSICA

Sugestão de receita econômica para a cesta básica do brasileiro. Duas xícaras de arroz (ou 250 g de macarrão), 2 copos cheios de feijão, 3 colheres de óleo, 2 ovos, meio pacote de farinha de rosca, pedaços de frango, alho e sal, ainda a gosto. Cozinhar com bastante água e fogo baixo. Receita para família de 4 pessoas sem cargo público.

Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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PATRIOTA

A alta nos preços dos produtos nos supermercados tem se constituído num grande e embaraçoso problema para o presidente Bolsonaro, que tenta frear a ganância dos supermercadistas apelando para seu patriotismo. O que não falta nesta hora é a desculpa de sempre, como queda de safra, pressão entre fornecedores e revendedores, lei de oferta e procura, etc., como se o povo brasileiro não conhecesse o caráter de quem, efetivamente, se aproveita da situação para jogar nas costas da população o abusivo preço daquilo que ela mais precisa, o alimento. A função do presidente da República está muito coerente com a posição que ele deve tomar, principalmente partindo de alguém bem intencionado e patriota, ao contrário de quem só visa ao lucro e ao enriquecimento. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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SOLUÇÃO & PATRIOTISMO

A alimentação está mais cara. As “soluções” para o problema se repetem. A História registra. “Se não há pão, comam brioches.” E o problema está solucionado. Aqui, “troquem o arroz por macarrão.” Por “patriotismo”, temperado com cloroquina...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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AUTORITÁRIO E POPULISTA

Lendo o editorial do Estado Inflação e populismo (11/9, A3), é lamentável perceber que, em face da alta de alguns produtos básicos nos supermercados, o presidente arma seu circo para pedir patriotismo e lucro “próximo de zero” aos donos dos supermercados. Sem conhecimento das regras de mercado, autoritário que é, Bolsonaro pediu ao ministro da Justiça para que em cinco dias produtores e comerciantes explicassem essa alta de preços. Se fosse um verdadeiro estadista, teria recorrido à sua eficiente ministra Tereza Cristina, da Agricultura, encontraria a resposta sobre essas altas em alguns produtos básicos e teria evitado este carnaval fruto exclusivo de sua desprezível demagogia. É bom lembrar que, se estamos convivendo com histórica queda da inflação, que neste ano poderá ficar pouco acima dos 2%, graças às prudentes medidas adotadas na gestão de Michel Temer, é porque produtores e comerciantes respeitam as regras de mercado, a concorrência, e não exploram ou tratam seus clientes como idiotas – como, infelizmente, parece fazer o presidente da República.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TUDO ERRADO

O ministro da Justiça, André Mendonça – aquele terrivelmente evangélico –, notificou supermercadistas para que forneçam, em cinco dias, informações sobre o aumento exagerado do preço do arroz. Sabendo dessa providência, integrantes do Ministério da Economia, em uníssono, disseram: Que coisa maluca! Agora é só escalar os “fiscais do Sarney” – digo, de André Mendonça, que só falta ficar de genuflexão diante do pajé Jair Bolsonaro. A que ponto chegamos. Está tudo errado!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FISCAIS

Estamos avançando tanto que já, já teremos os “fiscais do Bolsonaro”. Como diria o ex-presidente Sarney.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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NO BOLSO

Engraçado: as mesmas pessoas que reclamam tanto do alto custo do arroz nunca as vimos reclamarem do preço da cerveja. Por que será?

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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ECONOMIA NA PANDEMIA

Estão reclamando do preço da comida? Ué, não estou entendendo. Quando diziam “fechem tudo, a economia a gente vê depois”, todos batiam palmas. Pois é. O depois chegou. Continuem batendo palmas. Nem economias sólidas aguentam tanto tempo fechadas, que dirá a do Brasil, que é frágil, um país faminto, miserável, com desemprego, subemprego, sem moradias para a população mais carente, sem saneamento básico, com precário sistema de saúde e outras mazelas. Demagogos, cínicos e hipócritas. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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ESTÃO ESCONDENDO A VERDADE

O preço exorbitante do arroz e a desculpa oficial de que os produtores estão exportando o produto para a China, sem ter um estoque regulador e os cuidados para manter o abastecimento interno, causam estranheza. Dizem alguns especialistas que a China exporta muito arroz para os EUA. Logo, como podemos estar vendendo arroz a quem é exportador do produto? E por que comprarmos, agora, dos EUA se eles são parceiros dos chineses na compra de arroz? Talvez nosso arroz esteja sendo comprado por chineses e revendido aos EUA sem que nosso valioso arroz viaje ao Oriente... Não duvido, diante da incompetência deste governo.

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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UM PEDIDO

Relevem que eu sugira aqui à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) que se empenhe junto aos bancos, seus filiados, que têm pagamento a fazer àqueles clientes que tiveram perdas na caderneta de poupança por ocasião dos planos econômicos anti-inflacionários de 1987, 1989 e 1991, para que o façam o mais rapidamente possível.

Euclides Rossignoli clidesrossi@gmail.com

Ourinhos

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UM ESCÂNDALO POR DIA

É impressionante o que aconteceu e continua acontecendo no Rio de Janeiro. Presos ou alvos de investigações por crimes sérios de colarinho branco são ex-governadores, os atuais governador e prefeito da capital e os secretários municipais das importantíssimas pastas de Educação, Saúde e Transporte. Desanima, porque a corrupção não é um caso isolado no Rio de Janeiro. Acontece, em grau variável, nos demais Estados, como se fosse por “força do destino”. Quando todos os brasileiros resolverão dar um basta nesta situação? Pois são eles, seus filhos e netos, que financiam toda esta sem-vergonhice. Acorda, Brasil!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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ATÉ QUANDO, RIO?

Rio de Janeiro, a mais bela cidade do mundo e também a mais corrupta. O que é exceção, no Rio, é regra: o histórico de corrupção de prefeitos, governadores, secretários e burocratas de todos os níveis. São estarrecedores os escândalos de corrupção permanente na política carioca, desde sempre. Recentemente, tivemos quatro ex-governadores e o que estava no cargo presos por grossa roubalheira. Um governador, condenado a 240 anos de cadeia, por ter roubado meio bilhão de reais, é emblemático do mundo criminoso que domina a administração do Estado e da cidade, que têm 25% de sua população vivendo em territórios dominados por milícias de bandidos oriundos de suas polícias. Até quando a população do Rio vai tolerar e suportar tanta bandidagem dominado sua vida?

            

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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OPERAÇÃO POLICIAL NO RJ

Sob suspeita de receber propinas, Cristiane Brasil se entrega à Polícia no Rio (Estado, 11/9). Tal pai, tal filha!

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo 

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O RIO EM REBULIÇO

O Rio de Janeiro acordou, na quinta-feira passada (10/9), em rebuliço. Forte operação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro, com agentes cumprindo 22 mandados de busca e apreensão na sede da prefeitura do Rio, no Palácio da Cidade, na Baixada Fluminense, na região serrana, nos domicílios do prefeito Marcelo Crivella, de empresários e de políticos influentes na prefeitura da cidade. Desdobramento da Operação Hades, de março de 2020, que apura esquema de corrupção de empresários e agentes públicos da prefeitura do Rio. Com menor espetáculo da mídia regional, paralelamente, duas outras intervenções corriam à solta. A Polícia Federal, pela Operação Sovrapprezzo (Sobretaxa), executando 25 mandados de busca e apreensão na sede da Petrobrás, no Rio, demandados pela Operação Lava Jato do Paraná. E o Ministério Público do Distrito Federal cumprindo 46 mandados de busca e apreensão no Rio e em outros Estados, na Operação Gotemburgo, decorrentes de fraudes na Saúde do DF, desde 2015. A pergunta que está no ar: pelo exponencial crescimento dessas operações, podemos inferir que a qualquer momento nossas briosas e operativas polícias, federal e civil, chegarão à fadiga operacional e material, em razão das descobertas de tantos rabos corruptos? Assim ocorrendo, qual a vacina efetivamente testada e aplaudida pela sociedade para dar peso e auxílio às instituições policiais e investigativas no combate à corrupção sistêmica que nos assola, à Garantia da Lei e da Ordem (GLO) e apoio à população nas catástrofes e fenômenos naturais, aos programas sociais e nas emergências de toda hora? Seguramente, essa vacina se veste de verde e amarelo e jurou defender-nos com o sacrifício da própria vida. Cartas para a redação.

Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro

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OS SAQUES NA PETROBRÁS NÃO PARAM

Realmente, a Operação Lava Jato incomoda e mostra que os saqueadores da Petrobrás não param. A bola da vez é o Banco Paulista, que teria intermediado operações de 2008 a 2011, no valor de R$ 7,7 bilhões, da estatal. Segundo o procurador Alexandre Jabur, as investigações revelaram que funcionários da Petrobrás tiveram evolução considerável no patrimônio em razão das operações fraudulentas. Com a finalidade de encobrir o enriquecimento ilícito, esses funcionários compraram imóveis, com dinheiro vivo e por meio de empresas offshore no Panamá, e, pior, há lavagem de dinheiro registrada até 2020. A pergunta que não quer calar: por que o presidente da Petrobrás não faz uma auditoria e não acaba com esta pouca-vergonha? Por que não privatizar? Para continuar alimentando a fome voraz desses saqueadores? Até quando vamos suportar essa roubalheira?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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A VOCAÇÃO DA LAVA JATO

A bandeira da Justiça está hasteada no mastro milenar dos princípios revelados por Ulpiano, há mais de 2 mil anos: “Viver honestamente; não prejudicar o próximo; dar o seu a seu dono”. Sobre esses fundamentos assenta-se o império da Justiça. Tudo nela se resume e estreita nesses princípios. Li há dias que o objetivo exclusivo da Operação Lava Jato nem é pregar a moral, nem mesmo objetivar a “caça às bruxas”, que, unicamente, investigar e condenar corruptos. Objetivamente seria isso. Ledo engano. A Lava Jato é muito mais que um simples capta-corruptos. Ela é, sem dúvida, o maior feito dos nossos tempos, pérola nascida na própria Justiça, escola onde são forjados aqueles ânimos fortes com o propósito de combater o maior mal da humanidade: a corrupção. Tal como a Escola de Sagres, fundada pelo Infante D. Henrique, no Algarve, que mudou e inovou a navegação, donde saíram os maiores navegadores e descobridores, assim a Lava Jato tem por mister formar uma escola que molde os novos juízes e procuradores  imbuídos do propósito de, pelos rumos inarredáveis do justo, combater o maior de todos os males, a corrupção, pondo-lhe o machado à raiz. Se necessário for, cortar na própria carne (juízes, promotores, servidores, advogados corruptos). Pois a corrupção não pode conviver com a Justiça, com ser-lhe antípoda, porque é essencialmente desonesta, prejudica não só o próximo, mas até seus próprios familiares; rouba o pão da boca do miserável, saqueando-lhe até as migalhas, sem pudor algum, pondo a Pátria e a honra por debaixo dos pés! A Lava Jato, portanto, não é apenas um veio investigativo da Justiça, mas uma escola que se abre em seu seio, dando-lhe novos propósitos e mais eficazes rumos. Que os ventos benfazejos a levem a bom termo.

Antonio B. Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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BONS VENTOS NO STF

É no mínimo animador saber que teremos nos próximos dois anos um ministro com eme maiúsculo a presidir o tribunal mais importante do País. Seu discurso de posse, na quinta-feira passada, nos encheu de esperança de que a luta contra a corrupção – que infelizmente ainda grassa no País, e mais especialmente em alguns Estados como o Rio de Janeiro – não terá trégua, apesar do desejo de uns poucos beneficiados e seus antiéticos defensores, mais preocupados com os polpudos recursos do que com a tese e os crimes cometidos por seus pacientes, para usar o juridiquês. Enfim, tenhamos fé de que haja efetivamente justiça e que os brasileiros de bem, que são a grande maioria desta nação, se sintam verdadeiramente representados pelo ministro Luiz Fux e parte de seus pares. Só para mostrar o contraditório, na quinta-feira (10/9), ainda sob a presidência de Dias Toffoli, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que deveria julgar e punir juízes venais, aprovou mais um penduricalho a ser pago à categoria, em plena crise econômica. Imoral e vergonhoso! Temos de tirar o controle do queijo dos ratos de plantão.

Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo

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BOA SORTE AO MINISTRO

Ao assumir a presidência do STF, o ministro Luiz Fux, um dos poucos juízes de carreira da Suprema Corte, manifestou em seu discurso o reconhecimento de que o Poder Judiciário se ocupou de atribuições reservadas apenas aos poderes constituídos por mandatários eleitos, concorrendo para o declínio da credibilidade dos tribunais. Que tais palavras não sejam fruto apenas da eloquência de um discurso. Boa sorte, ministro Luiz Fux.

Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro

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UMA CORTE CONSTITUCIONAL

Que o ministro Luiz Fux traga à presidência do Supremo Tribunal Federal a necessária coerência e o respeito à Constituição federal.

Tânia Tavares taniatma7@gmail.com

São Paulo

 

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