Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

15 de setembro de 2020 | 03h00

Devastação ambiental

Crimes contra o Pantanal

Além de todos os crimes que vêm sendo cometidos contra a Floresta Amazônica, presenciamos o desastre no Pantanal, onde já foram destruídos mais de 17% das reservas florestais e da riquíssima biodiversidade, sem paralelo no mundo. Tudo isso sob a vista do desgoverno federal, que somente após três meses do início desta temporada de incêndios devastadores aparenta dar sinal de oferecer uns tostões para auxílio à compra de combustível para algum avião de socorro. Qualquer governo responsável teria desde o começo desta crise horrenda coordenado e mobilizado todos os recursos no âmbito federal e estadual, de outros Estados também, para debelar os principais focos de incêndio, auxiliar no resgate possível da fauna e providenciar suporte humano para os voluntários que estão corajosamente lutando para salvar esse bioma. Os recursos humanos e de logística das Forças Armadas deveriam ter sido postos à disposição dos órgãos de proteção ambiental nesse combate, esse, sim, de importância vital para preservação dos nossos mais importantes biomas. Mas em se tratando do atual Ministério do Meio Ambiente, não se poderia esperar nenhuma ação positiva. Como esperar do mundo civilizado consideração e respeito por um governo que demonstra tamanha inércia e tanta incompetência?

TOMÁS ARRUDA

TOMASARRUDA@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Tudo em chamas

Tristeza, choque e revolta são as emoções despertadas pelas imagens expostas no Estado de ontem. Agonia dos animais, prejuízos para os fazendeiros e perdas ecológicas incalculáveis. E onde está o governo federal? O presidente sorridente viaja pelo País fazendo política por sua reeleição. Assim como não agiu com relação à pandemia, ausenta-se também no tocante aos incêndios que assolam o País. Deve pensar: “Não sou bombeiro”. Até onde vão a incompetência, o despreparo e, principalmente, a irresponsabilidade e a falta de qualquer sentimento de solidariedade dessa pessoa? Pobre Brasil...

HELEO POHLMANN BRAGA

HELEO.BRAGA@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO

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Dolorosa resignação

Ontem, lendo sobre esse outro desastre que caiu sobre o nosso País, fiquei com lágrimas nos olhos pela expressão de fé em Deus – “que seja feita Sua vontade” – de um velho fazendeiro cercado pelo fogo e impossibilitado de salvar o seu rebanho.

MIKA KROK

MIKAKROK@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Economia

Visão do produtor

Atribuir alguma responsabilidade ao produtor rural pela alta sazonal do arroz é miopia. Nunca é demais lembrar que o agricultor também é consumidor e nos últimos anos foi castigado com repetidas secas, custos elevados e margens baixas, cada vez mais apertadas pela extensa cadeia até o varejo. Com rentabilidade no vermelho, a área plantada recuou. A alta do dólar favorece as exportações e, nesse sentido, o caminho do grão está seguindo apenas as regras naturais de livre mercado, com o produtor tendo a chance tão somente de recuperar parte das perdas acumuladas. Soma-se a isso o aumento do consumo interno neste período de pandemia, que se fez refletir nos preços. Há décadas a produção nacional garante a oferta doméstica e simultaneamente gera excedentes exportáveis. O reequilíbrio dos preços virá com o ingresso da nova safra, que começa a ser plantada. O problema não é de política agrícola, mas, sim, macroeconômica.

CESARIO RAMALHO DA SILVA, produtor rural, presidente institucional da Abramilho

RO.LUIZ.MENDES@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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O negócio da fé

Milagres

Milagre no Executivo: o presidente Jair Bolsonaro veta o perdão de dívidas de igrejas com a União. Milagre no Legislativo: parlamentares podem derrubar o veto de Bolsonaro. Milagre para as igrejas: continuar com a mamata das isenções. Milagre para os fiéis: continuar pagando, rezando e esperando.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Livres de impostos

Sugestão para os brasileiros cansados de pagar impostos e mais impostos e ver poucos privilegiados isentos: abram uma pessoa jurídica com a atividade de igreja e coloquem todos os seus bens e rendimentos nela. O Legislativo isentou, o presidente vetou, mas sugeriu ao Congresso a derrubada do veto!

MOYSES CHEID JUNIOR

JR.CHEID@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em São Paulo

Retomada verde

Muito se tem falado sobre a retomada verde da economia pós-covid, mas nas discussões e nas plataformas eleitorais não se vê menção à substituição acelerada da podre frota de ônibus da cidade de São Paulo por veículos elétricos. Todos sabem que os ônibus a diesel são responsáveis por parcela desproporcional da poluição do ar na capital. E com um ponto de ônibus terminal plantado pela Prefeitura em frente de nosso prédio residencial posso atestar que também são responsáveis por tremenda poluição sonora, acima do aceitável. Que candidato a prefeito terá coragem de defender essa mudança?

FABIO OLMOS

F-OLMOS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Crack na Paulista

Venda e consumo de álcool e drogas, por menores de idade, em plena luz do dia, naquele que já foi um dos mais charmosos espaços da Avenida Paulista, entre a Augusta e a Consolação. Uma nova cracolândia se forma no túnel J. R. Fanganiello Melhem, de acesso à Dr. Arnaldo. Lixo e dejetos humanos depositados por passantes, usuários e moradores de rua trazem o triste cheiro do descaso e da decadência da região. Mas quem se importa? Enquanto os órgãos públicos e a população paulistana fazem vista grossa, o monstro se agiganta...

ROGÉRIO ADAS AYRES DE OLIVEIRA

ROGERIO.ADAS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


MALANDRAGEM


Como aceitar que Jair Bolsonaro engane o povo mais desinformado, fingindo que veta parte do perdão de R$ 1 bilhão de dívidas de igrejas e templos, de pastores milionários, enquanto de forma malandra afirma que, se fosse deputado ou senador, derrubaria o veto (Estado, 13/9)? Ele pode tapear seus adoradores, que pouco se importam com sua ética distorcida ou a falta dela, mas como explicar essa atitude para aqueles que pagam seus impostos, direta ou indiretamente, sem perdão da Receita Federal? Que coisa lamentável! A que ponto de flacidez moral este governo chegou, porque isso é uma afronta a um povo inteiro que paga impostos escorchantes para sustentar este tipo de privilégio exatamente para mercadores da fé, fariseus que se dizem “terrivelmente cristãos”. Mas tudo tem um limite, senhor presidente! Muitos estão cegos, mas há uma parcela enorme da população que enxerga e não perdoa.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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SALVOS


Conforme decidiu, após consultar sua equipe de governo, o presidente Bolsonaro vetou o maroto projeto que concedia perdão às dívidas previdenciárias e tributárias de igrejas e templos, aprovado pelo Congresso. Mas Bolsonaro disse que, se fosse parlamentar, votaria para anular o próprio veto, deixando claro que antes do bem para o País estão seus interesses pessoais, ideologia e crenças religiosas. Além das sugestões com ar de cretinice, graças ao verdadeiro Deus fomos salvos de que seja pendurada na conta da dívida pública mais essa pesada dívida privada, a providencial Lei de Responsabilidade Fiscal.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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DESEQUILÍBRIO TRIBUTÁRIO


Sobre a matéria Igrejas querem usar reforma tributária para ficarem imunes a mais tributos (Estado, 9/9), numa democracia, as instituições formam um todo constitucional. Há um equilíbrio entre direitos e deveres. Mas as diversas igrejas tentam desequilibrar.


Fausto Ferraz Filho faustoferraz15@gmail.com

São Paulo


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NÃO SOU EU QUEM DIZ


Bolsonaro veta parte de perdão às igrejas, mas estimula derrubada do próprio veto (Estadão, 14/9). “Esquizofrenia: 1. MEDICINA designação genérica de um conjunto de transtornos psíquicos caraterizados por alterações importantes do pensamento, das emoções e do comportamento, conducentes à desagregação da personalidade e à perda de contato com a realidade e expressas por uma sintomatologia variada (delírios persecutórios, alucinações, desorganização do pensamento, etc.). 2. figurado comportamento ou situação marcada por elementos contraditórios ou antagónicos” (Porto Editora – dic.).


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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NÃO ASSUME NADA


O presidente Jair Bolsonaro tem a mania de não assumir suas posições, especialmente as mais cabeludas. Sempre joga a culpa no colo de alguém. Agora, ao invés de se posicionar literalmente contra o perdão da dívida das igrejas, da ordem de R$ 1 bilhão, prefere pôr a culpa no risco de impeachment, caso ocorresse o perdão. Aliás, na reforma da Previdência, no aumento salarial dos militares e na exclusão do Judiciário da reforma administrativa, também não assumiu a responsabilidade, agindo de forma temerária, para não ser alvo dos descontentes. Ora, Bolsonaro, essa não é a posição de um “estadista”, como pretende ser visto por todos. Mais coragem e assuma suas posições!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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IDEIA FIXA


O presidente Bolsonaro governa com ideia fixa de se reeleger ao cargo que ocupa atualmente. Todo programa de governo está voltado para aumentar o seu prestígio, ou seja, aumentar o número de eleitores a seu favor. Para tanto, o programa Renda Brasil está em primeiro lugar, custe o que custar. Isso faz me lembrar de um político de outrora que dizia algo como “posso quebrar o Brasil, mas me reelejo”. Esse perigo já existe, e é bem aparente. A economia do Brasil pode quebrar, e o ministro Guedes sabe disso.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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O SONETO, A EMENDA E A VERGONHA


Até dois anos atrás, eu me perguntava como o povo da Venezuela havia chegado a um presidente como Nicolás Maduro. Hoje eu me pergunto como chegamos a um presidente como Jair Bolsonaro, legitimamente eleito. No caso, tenho a resposta. Por negligenciarmos há anos a hora de depositar o nosso voto nas urnas. Estamos vivendo momentos difíceis demais, com os membros do governo Bolsonaro dando um vexame atrás do outro. A tentativa tacanha de produzir um vídeo para contrabalançar com as reportagens reais sobre os incêndios e desmatamentos na Amazônia foi humilhante. Claro, me refiro à trapalhada do vice-presidente e do ministro do Meio Ambiente, de incluírem no vídeo um mico-leão dourado na Amazônia – uma espécie que só existe na Mata Atlântica. Contudo, a tentativa de emenda agravou mais ainda situação, quando o vice-presidente tentou justificar o injustificável, alegando o seguinte: “Da mesma forma como eu falei, aqueles grupos que consideram que nós não estamos tratando direito da questão amazônica fazem o trabalho de propaganda deles. Nós temos de fazer a contrapropaganda. Isso faz parte do negócio”. O que as reportagens da imprensa nacional e internacional vêm mostrando não é propaganda, são retratos da triste realidade. Muito menos é um negócio. E a vergonha por essa lambança é de todos nós. Em sua tentativa de salvar as aparências, o vice-presidente piorou a situação, pois se esqueceu de que o aquecimento global é real, reconhecido pela grande maioria dos cientistas brasileiros e internacionais. Que a Floresta Amazônica é o principal instrumento da nossa civilização, para evitar as catástrofes que irão nos atingir, se não interrompermos esse processo. Cumpre destacar que a importância é da floresta, não o todo daquele bioma. No mundo globalizado e servido por inúmeros satélites a nos espionar, imagens falsas, montadas pelo computador, não enganam mais ninguém. Ademais, o objetivo internacional é preservar a Floresta Amazônica, e, se o governo atentasse para essa realidade, poderíamos receber aportes de capital apenas para a preservarmos e explorá-la com a biotecnologia, cujo potencial é ainda inédito.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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QUEIMADAS


Se as imagens nítidas e inquestionáveis do desmatamento ilegal da Amazônia e do Pantanal feitas por drones e satélites ainda não convenceram o negacionista governo Bolsonaro, quem sabe se o forte cheiro e a densa fumaça das queimadas que já alcançam as Regiões Sudeste e Sul do Brasil possam causar efeito em seu nariz e olhos? Basta!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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CALAMIDADE


Querem quantificar a eficiência daqueles agora responsáveis pela calamidade que ocorre no Pantanal e na Amazônia: enumere o pessoal pego por eles. Eu não conheço ninguém, quando muito, multas astronômicas que futuramente se transformarão em rachadinhas. Pobres Brasil e o clima do planeta.


Itamar C. Trevisani itamartrevisani@gmail.com

Jaboticabal


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BRASIL SEM LEI


As queimadas e o desmatamento desenfreados que o país está vivendo são consequências da visão do presidente Jair Bolsonaro. O governo chegou a anunciar o fim do Ministério do Meio Ambiente, afirmou que iria acabar com as multas e punições para os crimes ambientais, Bolsonaro sempre deixou muito claro que quer desmatar a Amazônia e os demais biomas para promover a expansão da fronteira agrícola. Diante da gritaria mundial, o governo teve de fingir que recua, faz um teatrinho para mostrar que combate às queimadas, mas na realidade Bolsonaro está perfeitamente feliz, está acontecendo exatamente o que ele queria que acontecesse. Os milhões de hectares queimados hoje serão os novos milhões de hectares disponíveis para a criação de gado e para o plantio. Aqueles que estão promovendo as queimadas e os desmatamentos serão premiados pelo governo com a posse das terras destruídas, ninguém será punido ou multado, nenhum palmo de floresta queimada voltará a ser o que era. Assim funciona o Brasil na gestão miliciana de Jair Bolsonaro, como nas demais ações da milícia as coisas são resolvidas à margem das leis.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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O BRASIL E O FOGARÉU


Cientistas internacionais afirmam que a onda de incêndios que têm ocorrido em todo o planeta, especialmente no oeste norte-americano, são consequência do aquecimento global progressivo que vem ocorrendo há décadas. Dados publicados pelo Estadão, referentes ao ano 2014, sobre emissões de gases do efeito estufa, mostram que os maiores poluidores do globo são a China (23,7%) e os Estados Unidos (12,9%), muito mais responsáveis que o nosso Brasil (2,8%) pelo referido e destruidor aquecimento global. Quem tem de reduzir a poluição? O Brasil? Ora essa.


Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

Itu


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CARGO DE PRESIDENTE DA REPÚBLICA


Há poucos dias, Jair Bolsonaro, referindo-se à Presidência da República, comentou: “(...) este cargo não é para qualquer um”. Concordo plenamente, ele é a maior prova disso.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça


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VEXAME


Jair Bolsonaro acaba de ser enquadrado pelo decano do STF, ministro Celso de Mello. Este determinou que o presidente deponha pessoalmente sobre sua suposta interferência na Polícia Federal (PF), como denunciado pelo ex-ministro Sergio Moro, que para este depoimento poderá enviar perguntas para Bolsonaro responder. Ora, entre outras baixarias, Bolsonaro praticamente confessou sua intenção de interferência na PF naquela fatídica reunião ministerial no Planalto, no mês de abril, quando todo o Brasil teve a oportunidade de assistir ao vídeo em que o presidente disse não iria esperar “foderem” alguém de sua família (como o filho Flávio Bolsonaro, que é investigado) ou amigos seus. Na realidade, agora Bolsonaro colhe o que de mal planta na sua gestão.  É um vexame: após a redemocratização do País, Bolsonaro se torna o único presidente investigado obrigado a depor pessoalmente à PF. E não adianta o presidente ficar irritado com essa justa decisão do decano Celso de Mello, porque neste país ninguém está acima da lei e da Constituição.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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RARA SÍNDROME


O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), prestes a deixar o cargo, em mais um arroubo de poder, determinou que Jair Bolsonaro, presidente da República, preste depoimento pessoalmente ao Ministério Público, tratando-o ao mesmo nível que um réu que responde a um processo por furto de galinhas. Celso de Mello, atualmente em licença médica, vem sofrendo de uma rara síndrome ao pressentir que brevemente, após mais de 30 anos, deixará uma cadeira poderosa que lhe ofereceu serviçais de toda ordem, carros oficiais e, até mesmo, lagostas e vinhos premiados. Sua forma messiânica de falar, seu narcisismo e a predisposição de ver o mundo como um lugar para sua autogabação não o farão entrar para a História. Entretanto, sua qualificação por Saulo Ramos não o deixará ser esquecido, infelizmente.


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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APENAS CONSTRANGIMENTO


No passado, ao votar contra Sarney em processo que envolvia o ex-presidente – candidato a senador –, Celso de Mello quis mostrar isenção, afinal foi Sarney que o levara ao STF. Pura mentira: último a votar, o seu voto não tinha efeito sobre o resultado já estabelecido, favorável ao ex-presidente. Explicou-se com Saulo Ramos, seu patrono, que o chamou de “juiz de merda”. Agora, ao exigir que Bolsonaro deponha presencialmente sem qualquer efeito prático senão constranger o presidente (pior ainda, estando afastado por razões de saúde quando, tecnicamente, não deve manifestar-se em qualquer processo), quer que todos ouçam o seu canto do cisne. Continua valendo o que dele disse Saulo Ramos.


Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)


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ELEIÇÃO 2020


Oficializada a candidatura de Jilmar Tatto (PT) à Prefeitura de São Paulo. O inexpressivo candidato petista sonha com a presença de Lula da Silva para alavancar a disputa, mas o ex-presidente autodeclarado inocente e honesto parece não estar disposto a se envolver numa candidatura que nasceu moribunda.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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PROVA DE VIDA INSS


Devido à minha idade, me esqueci de fazer a prova de vida para o INSS. Indo ao banco para fazê-la, como era costume, a prova não foi aceita devido ao atraso. Precisei agendar na minha agência do INSS, o que foi feito em junho, para 9/9/2020. Mas a agência estava fechada. Indo à agência ontem, data prevista para a abertura, novamente houve fechamento da agência. É impossível resolver essa questão pela internet, pois sempre aparece meu agendamento para aquele dia. A solução para meu caso – e certamente o de milhares de pessoas que estão sem receber o benefício de aposentadoria – é o INSS permitir que façamos nossa prova de vida, mesmo atrasada, em um banco. Se essa prova, dentro do prazo, pode ser normalmente feita em um banco, por que no caso de atraso temos de ir a uma agência do INSS, e ainda quando estão todas fechadas, sem prazo para reabrir?


Sonia Annette Lanz Setzer sosetzer@gmail.com

São Paulo


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CIÊNCIA NÃO É DEMAGOGIA


O artigo de Fernando Reinach A brutal realidade dos fatos (12/9, A20) é primoroso muito mais pela explicação clara e objetiva de como se realiza uma pesquisa científica séria do que pelo assunto em si. Ciência significa formular uma hipótese teórica sobre determinado assunto (por exemplo, verificar a eficácia de um medicamento, vacina ou exame de laboratório), delinear a metodologia da pesquisa para comprovar ou refutar a hipótese e analisar correta e honestamente as conclusões. Tentativa e erro, é nisso que se baseia a ciência. Agora, afirmar pura e simplesmente que uma droga, vacina ou exame funcionam, sem obediência aos princípios científicos fundamentais, pode ser demagogia, propaganda enganosa, interesse político ou desinformação. Ciência é que não é.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CIÊNCIA NÃO É SÓ VACINA


A crise da pandemia – turbinada pela falta de conhecimento da população em relação ao significado do verdadeiro trabalho da ciência como um todo e seu real escopo e importância – está contribuindo lentamente para incrementar a falsa impressão nas camadas populares de que a atividade científica hoje consiste primordialmente no desenvolvimento de pesquisas médicas com ênfase na descoberta de vacinas contra o coronavírus. Cabe aos nossos órgãos de comunicação disseminar o trabalho que vem sendo desenvolvido nas salas de aula e nos laboratórios dedicados a outros campos de estudo, no sentido de alargar a visão do cidadão comum sobre os vários e fundamentais setores de estudo e seu progressos, como o da Química, da Física, das técnicas agrícolas, dos avanços dos métodos de engenharia e materiais e das teses em Economia e Administração, entre tantos outros necessários ao aprimoramento e capacidade de inovação do País, com benefícios diretos e indiretos à sociedade, tão importantes como os provenientes da produção de vacinas.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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