Fórum dos Leitores

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Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Novo titular da Saúde

O general Eduardo Pazuello, de comprovada incompetência e ineficiência na área em que tem atuado nos últimos três mesas, será o novo ministro da Saúde. Não há nenhum risco de ele incomodar o presidente Jair Bolsonaro, pois não tem nenhum dom para o protagonismo, nem para atuar como um bom titular da pasta, visto não ter nenhum conhecimento do assunto. Será simplesmente mais um apagado e fraco participante desse ministério, já tão contaminado de elementos sofríveis. Precisamos aguentar, são só mais dois anos e pouco.

CELSO BATTESINI RAMALHO

LETICIALIVROS@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Tudo o que o chefe mandar

O normal seria que Bolsonaro nomeasse um médico para o Ministério da Saúde. Mas nosso infeliz presidente quer se meter onde não deve, orientar o ministro sobre como deve agir, e um médico consciente das suas responsabilidades jamais acataria essa interferência indevida, como já duas vezes se verificou. Por isso Bolsonaro nomeia um militar que não discute e faz tudo como ele quer.

JOSÉ CARLOS DE CASTRO RIOS

CASTRORIOSJOSECARLOS@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Bem que tentou

Mas como não conseguiu um médico, vai de general mesmo.

JOSE WILSON GAMBIER COSTA

JWILSONLENCOIS@HOTMAIL.COM

LENÇÓIS PAULISTA

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Receita de ministro

Auxiliar de Bolsonaro cuja experiência tenha sido implacável, fiel e harmoniosa com seu projeto reeleição, o único objetivo que o move, e nada questione à luz da razão, a exemplo do general Eduardo Pazuello. E a saúde? Ora, a saúde... Não há como, em certos momentos, olvidar aquela célebre frase de Rui Barbosa que já se tornou arquetípica: “De tanto ver crescer as nulidades (...), o homem chega a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. Que o resultado das próximas eleições presidenciais, no mínimo, seja politicamente justo.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Negócio da fé

Isenção total de impostos?!

A ostentação de alguns dirigentes de igreja$ demonstra que elas estão bem financeiramente, não precisam de isenções. Bolsonaro vai dar-lhes isenção em detrimento dos mais pobres, que pagam impostos sobre qualquer comida que compram? Tudo pela reeleição?

TANIA TAVARES

TANIATMA@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Em nome de Deus

Parece óbvio a quem interessam a isenção de impostos e o perdão da dívida milionária de templos e igrejas com a União, haja vista que os donos das principais denominações ditas evangélicas possuem algumas das maiores fortunas pessoais do Brasil. Isso está em consonância com nossa História: neste país os que mais têm mais querem e os que menos têm assim devem permanecer. Mas tudo bem, é em nome de Deus.

MARCELO GOMES JORGE FERES

MARCELO.GOMES.JORGE.FERES@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO

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Desserviço público

INSS fechado

Bancos, farmácias, supermercados e outros serviços essenciais se organizaram para atender sem interrupção ao longo de toda a pandemia. Já os burocratas do INSS não se preocuparam com nada. Ficaram em casa recebendo pontualmente seus salários e, chegado o momento de atender idosos, doentes e pessoas que podem estar passando fome, negociaram uma liminar com outro burocrata (do Judiciário) para fecharem as portas na cara dessa população desamparada. Mais uma vergonha nacional.

ALDO BERTOLUCCI

ALDOBERTOLUCCI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Desiguais

É um absurdo que médicos não tenham ido trabalhar no INSS. Escolas podem funcionar, de forma precária e mesmo sem condições ideais de higiene sanitária e de segurança, mas repartições públicas, não? A classe médica da Previdência, serviço público essencial, está acima das urgências da população?

GEDER PARZIANELLO

GEDERPARZIANELLO@YAHOO.COM.BR

SÃO BORJA (RS)

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Correios

Morto-vivo

Desde 17 de agosto os funcionários dos Correios estão em greve. E ninguém, nem mesmo a imprensa, deu destaque ou importância ao fato. Antigo orgulho nacional e símbolo de eficiência, neste mês de paralisação oficial (porque paralisados os Correios estão desde o primeiro mandato do escroque-mor da República) ficou mais do que confirmado que, além de ineficiente, um cabide monumental de empregos e um fardo econômico paquidérmico para o País, a empresa é dispensável, não faz falta nenhuma.

RENATO OTTO ORTLEPP

RENATOTTO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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Planejamento urbano

Propostas aos candidatos

Como entidades realizadoras do documento Propostas aos Candidatos à Prefeitura de São Paulo, foi gratificante ver boa parte de nossas ideias para a produção de uma São Paulo mais funcional, inclusiva e amigável contemplada no editorial Os desafios do planejamento urbano (13/9, A3). Com certeza, o editorial se constitui em convite para que os candidatos às próximas eleições, não apenas à Prefeitura, como também à Câmara Municipal, destinem especial atenção ao documento que elaboramos com foco no bom planejamento urbano, capaz de abrigar dignamente as pessoas, incentivar a economia criativa, enfim, promover a prosperidade comum. Como bem sintetizou o editorial, “‘cidade’ e ‘cidadania’ não podem estar unidas apenas pela sua raiz etimológica”.

LUIZ FRANÇA, presidente da Abrainc, GLAUCO CEZAR HUMAI, presidente da Abrasce, HENRIQUE MÉLEGA RE, presidente da AsBea, EDUARDO LAFRAIA, presidente do Instituto de Engenharia, BASILIO JAFET, presidente do Secovi-SP, e ODAIR SENRA, presidente do SindusCon-SP

PRESIDENCIA@SECOVI.COM.BR

SÃO PAULO


IDEIAS DE UM GOVERNO INCAPAZ


Por Renda Brasil, equipe econômica quer congelar aposentadorias e pensões (Estado, 15/9). Governo vai propor isenção total de tributo para igrejas (Estado, 15/9). Judiciário, Legislativo e Executivo também seriam atingidos pelo congelamento das aposentadorias e pensões? Duvido! Mesmo que sejam, congelar altas aposentadorias não tira o caviar e o champanhe da mesa de ninguém. Em compensação, tirar dos rotos para dar aos esfarrapados sem, evidentemente, mexer nos altos privilégios do serviço público nem nas mamatas das igrejas (base de apoio do messias à reeleição) que espoliam os rotos e esfarrapados parece ser a solução para Messias et caterva.


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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CONGELAMENTO


A proposta da equipe econômica do governo de congelar aposentadorias por dois anos para financiar o Renda Brasil cabia perfeitamente naquilo que o presidente já disse: é tirar do pobre para dar ao miserável. Fazer novo pacto federativo sem incluir os Poderes Legislativo e Judiciário, os campeões de mordomia, é perder tempo. Minha sugestão é congelar os salários de todos os membros destes dois poderes por dois anos para financiar o Renda Brasil.


Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)


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ASSALTO ÀS APOSENTADORIAS


Indecente e imoral a proposta de congelamento das correções nas aposentadorias do INSS. Tenho vergonha de ser brasileiro, onde homens públicos que deveriam se preocupar com a nação e com a população em geral só cuidam de seus interesses pessoais. Existem milhares de funcionários públicos, políticos, etc. que ganham salários incompatíveis com a realidade brasileira, sem contar com os inumeráveis e imorais benefícios, como, para citar apenas um, férias de dois meses. Estes brasileiros indignos não deram sacrifícios na pandemia e querem ainda assaltar os aposentados para financiar a campanha de reeleição de Jair Bolsonaro, desculpe, o Renda Brasil. Tirar 10% dos ganhos dessas pessoas por dois anos não os afetaria significativamente e poderia ser um caminho. Mas não, no Brasil a distribuição de renda segue na contramão. Tira-se dos que mais precisam. Vergonha.


Mário Corrêa da Fonseca Filho mario@mariofonseca.com.br

São Paulo


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GENIALIDADE OBTUSA


A grande sacada para turbinar o Bolsa Família e chamá-lo de Renda Brasil será tirando de aposentados? Congelar aposentadorias, uma sacada de genialidade obtusa, totalmente fora de sintonia com a realidade. Tirar de idosos, quando o que recebem mal dá para pagar medicamentos necessários à cura de moléstias desta fase da vida. Não se pode dizer que a atitude surpreenda, já que quem não se emociona nem se sensibiliza com 130 mil mortos por covid-19 acaso iria se bater por velhos com perspectivas de morrer no curto e médio prazos? Não. A gente parece que já viu tudo, e sempre é surpreendido por uma torpeza criativa maior! Nós, mortais eleitores desta gente de vista míope, enxergamos espaço enorme em cortes de salários, benefícios e assessores de quem vive numa casta à parte. Qual será o espaço dessa economia em bilhões?


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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HIPOCRISIA


A proposta de congelar por dois anos minha mísera aposentadoria que mal dá para pagar o plano de saúde, que aumenta todo ano, é simplesmente revoltante. Que tal congelar uma das inúmeras benesses dos senhores deputados e senadores? Afinal, são apenas dois anos...


Christine Born christineborn@uol.com.br

São Paulo


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SOBREVIDA


Causou-me mal estar, enjoo e ânsia ler a manchete do dia 15/9 do Estado dizendo que o governo proporia o congelamento por dois anos dos salários de aposentados e pensionistas. Sou servidor público estadual da área de educação, vivo com meus pais octogenários e já tenho meus rendimentos congelados até o final de 2021. Com o aumento diário do custo da alimentação, de remédios e da energia, mais os descontos de empréstimos consignados que não pararam de ser debitados durante a pandemia, quanto tempo nós teremos de sobrevida? Minha vida acabou no momento em que nasci neste país. Talvez a morte possa ser a libertação.


Amilton Moreno sailor1908@gmail.com

São Paulo


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VESTIR E DESVESTIR SANTOS


A área econômica do governo cogitava de congelar as aposentadorias e pensões por dois anos, para que o governo pudesse introduzir em 2021 o programa Renda Brasil, o substituto do Bolsa Família. Em suma, o governo pretende desvestir um santo para vestir outro, mas não pode se esquecer de que congelar aposentadorias e pensões é muito mais grave que dar vantagens tributárias a igrejas, bem como valorizar aposentadorias de militares. Os trabalhadores brasileiros vão sempre se lembrar de que trabalharam muitos lustros para terem a sua aposentadoria. Assim, agradecem o reconhecimento do Planalto.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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APERTO CONTRA POBRES E APOSENTADOS


“Governo quer decreto para cortar R$ 10 bilhões de carentes” e “Ministério defende que aposentados fiquem dois anos sem aumentos”. Pergunto: quanto custarão nos próximos anos os aumentos dos militares e dos funcionários públicos federais, os gastos com reajustes e penduricalhos dos magistrados e funcionários da Justiça? E o nosso Congresso contribuirá com quanto dos seus gordos gabinetes para que não seja necessário adotar os propósitos acima? Simples, não? Mas será que estou sonhando ou os que votaram no “mito” com qualidades de maníaco estarão colaborando por fora para atender a estes propósitos? Ih, acordei! Como aposentado, já estou vendo que nos próximos anos terei menos condições de melhores dias. Nota: minha irmã está esperando há três meses pela liberação da pensão do falecido marido, mas os marajás do INSS estão em quarentena, porém com o salário em dia.


Arnaldo Vieira da Silva arnaldosilva1946@gmail.com

Aracaju


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PORTAS FECHADAS


INSS continua um caos. Serviço do Instituto continua uma vergonha nacional.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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RENDA BRASIL


As aposentadorias já vêm sendo reduzidas ano a ano. Agora, querem congelá-las por dois anos para criarem o Renda Brasil. Os aposentados receberão o Renda Brasil ou será criada a faixa de renda P, pobre aposentado?


Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas


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LEVIANDADE


Mais uma leviandade em curso sendo planejada pelo governo, e com o aval do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Socialismo de direita? Tirar dos aposentados para bancar o programa Renda Brasil. A ideia foi lançada e, se os aposentados não se manifestarem, estará aberto o precedente para que esta sofrida classe de trabalhadores aposentados seja tungada, toda vez que o governo esteja de bolsos vazios. É inacreditável a imaginação destes burocratas que vivem na ilha de fantasia chamada Brasília.


Valberto de Oliveira Cavalcante valberto@uol.com.br

São Paulo


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AFASTA DE MIM ESSE CÁLICE


É bem conveniente ao presidente vetar o perdão das dívidas de igrejas e sugerir a derrubada do veto pelos congressistas, alegando que, caso viesse a vetar, poderia sofrer um impeachment. Como retrata a letra da música de Chico Buarque, Como é difícil acordar calado/Se na calada da noite eu me dano/Quero lançar um grito desumano/Que é uma maneira de ser escutado. Os congressistas escutarão o apelo do presidente da República que, para não se danar, solicita o veto que beneficia igrejas com uma face e, na outra, congela os benefícios previdenciários de milhões de brasileiros por dois anos? Realmente, só um ser divino para conduzir tal situação...


Fernando Antonio Godoy de Souza fergodoy@terra.com.br

São Paulo


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QUEBREMOS, POIS


Paulo Guedes afirma que a União vai quebrar se pensões, aposentadorias e salário mínimo não se desvincularem da inflação, necessitando, pois, congelar tais proventos e recebimentos, os dos mais pobres, por dois anos. Talvez fosse melhor, mesmo, quebrar e, assim, os mais pobres deixariam de sempre financiar, e salvar, os mais ricos.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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REFORMA ADMINISTRATIVA RESOLVE


Se o governo prometer inflação zero por dois anos, a proposta de congelamento do reajuste de aposentados e pensionistas para viabilizar o programa Renda Brasil até que pode ser pensada. Mas há outra alternativa mais imediata e efetiva: uma reforma administrativa bem feita, que atinja, entre outras coisas, os atuais e absurdos privilégios de funcionários públicos, conseguirá bancar não só este, como outros programas sociais.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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PIORAMOS


Esta equipe econômica de Paulo Guedes, quando não vem com uma (lembrem-se da nova CPMF), vem com outra. A bola da vez é esta: não dão aumento a pensionista e aposentados durante dois anos, e a receita vai para o novo projeto do Bolsa Família (do pai do pobres Jair). Voltei em Jair para tirar Lula, e ficou pior ainda...


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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MENINO DOS RECADOS RUINS


É lógico que o congelamento do reajuste de aposentadorias e pensões do INSS pensado pelo Ministério da Economia para bancar o Renda Brasil jamais passaria no Congresso, pelo certeiro impacto negativo que provocaria em milhões de eleitores. O ministro Guedes é o menino dos recados ruins para esta população que vive destes benefícios, nas tentativas desesperadas de Bolsonaro viabilizar o eleitoreiro programa, sem se expor, pelos mesmos motivos dos nossos atentos parlamentares.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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BOA IDEIA


Aposentados e pensionistas estão otimistas. Juntarão suas economias para mandar Paulo Guedes morar em Vênus.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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NO CONGRESSO


Não devemos esperar da equipe econômica capitaneada pelo ministro Paulo Guedes uma proposta séria para criar fonte de renda do novo Bolsa Família. O Congresso Nacional deve assumir isso. Por que não aproveitar a proposta apresentada pelo Projeto de Lei (PLP) 183/2019, de autoria do senador Plínio Valério (PSDB-AM)? O projeto prevê a criação do Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF) para quem tem patrimônio líquido superior a R$ 22,8 milhões, estabelecendo alíquotas entre 0,5% e 1%.


Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim


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POR ONDE COMEÇAR


Mais uma vez o caminho sugerido visava a bater numa classe já nocauteada por sucessivas medidas de arrocho. Anualmente, nós, aposentados pelo INSS, somos surpreendidos por reajustes que ficam muito aquém da realidade, e nos calamos. Ora, temos, sim, de criar mecanismo para auxiliar os mais necessitados do País, e aí cabe a estes pseudorepresentantes do povo, nossos congressistas, definir de onde sairão os recursos, mas eles só legislam em causa própria. Lamentável! Seguem algumas sugestões: corte de todos os penduricalhos de políticos e funcionários públicos (moradia, planos de saúde desproporcionais, transporte, alimentação, auxílio-creche, etc., etc.); aposentadoria dos funcionários públicos e políticos nas mesmas condições do contribuinte do INSS, desde que tenham contribuído; enxugamento da máquina; tributar grandes fortunas; recuperação de fortunas fruto de corrupção; e muito mais.


Robinson Bicchi bicchi2010@hotmail.com

São Paulo


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REFORMA TRIBUTÁRIA


Na discussão sobre a reforma tributária, o governo não fala mais nada sobre a tributação de dividendos com redução do Imposto de Renda das empresas. O que houve, o gato gordo dos bancos comeu a proposta?


Radoico Câmara Guimarães radoico@gmail.com

São Paulo


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UNIVERSIDADES PÚBLICAS ESTADUAIS


O professor Vahan Agopyan, reitor da Universidade de São Paulo, fez importante esclarecimento sobre as atividades das instituições públicas paulistas de ensino e pesquisa (Em defesa da autonomia das universidadesEstado, 15/9, A2). É preciso insistir nessa comunicação à população, pois a forma articulada como está sendo promovido o desmonte do patrimônio público é notória. Gente é o maior ativo e o maior produto que temos. No mais, restou informar que no cômputo das despesas estão os hospitais universitários, sempre importantes e cuja atuação é realçada nesta pandemia.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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FILME SEM FINAL FELIZ


A Operação Lava Jato segue seu trabalho e apresenta nova denúncia contra Lula. É a primeira vez que Lula é acusado por lavagem de dinheiro? Entre 2013 a 2014 R$ 4 milhões da Odebrecht foram repassados ao Instituto Lula. A origem do dinheiro eram contratos da Petrobrás, fraudados em licitações. Se até hoje nada ficou esclarecido, passados mais de seis anos alguém acredita que vai dar em alguma coisa? Em breve, estaremos estarrecidos com as fraudes em contratos sem licitação por ocasião da covid-19. Até a denúncia, investigação e possível punição, os crimes estarão prescritos. Assim os filmes se sucedem no Brasil, sem final feliz para aqueles que pagam a conta da roubalheira.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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O ‘HONESTO’


A força-tarefa da Lava Jato denunciou Lula, Palocci e Paulo Okamotto pelo recebimento indevido de dinheiro da Odebrecht, direcionado ao Instituto Lula. É uma penca de processos envolvendo Lula da Silva. Nunca antes neste país houve um homem tão inocente quanto Lula da Silva, mas quem está sendo julgado por suspeição é o ex-juiz Sergio Moro. Nem Freud explica!


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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AGORA VAI


Com a efetivação do ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, o presidente resolveu entrar “de vez” no combate à pandemia. Na verdade, Pazuello e Bolsonaro comemoram a bem-sucedida política “suicida-homicida”. A dupla exorta a prescrição médica para uso – quase obrigatório – da cloroquina, o desrespeito ao uso de máscara e ao distanciamento social. Ora, com tamanho sucesso, os trapalhões já conseguiram que o Brasil chegasse ao primeiro lugar em mortes por milhão de habitantes. Afinal, entendem que agora vai!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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QUEST


O Ministério da Saúde parece com aqueles jogos de RPG, em que os participantes fazem provas para subir de nível. Quando o Brasil registra 135 mil mortos, o ministro interino é efetivado...


Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra


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ENFIM, MINISTRO


Eduardo Pazuello, que é um general de divisão do Exército brasileiro, tomará posse como ministro da Saúde nesta quarta-feira. Pazuello, que nunca frequentou uma faculdade de Medicina, substituiu o ex-ministro Nelson Teich em meados do último mês de maio. O Brasil já acumula 3,5 milhões de casos confirmados de covid-19 e 132 mil óbitos. As ciências médicas se baseiam em estudos e evidências. As normativas técnicas são escritas por médicos. Não há evidência científica para nenhum medicamento para o tratamento da covid-19 até a presente data. Insegurança, medo e angústia surgiram junto com o vírus e continuam importunando o povo brasileiro, que espera por uma vacina milagrosa e ainda não conhece a logística que será utilizada para imunizar 212 milhões, neste vasto território. O desorientado governo federal lavou as mãos e passou toda a responsabilidade para os Estados e municípios, com o apoio da Suprema Corte. Só nos resta desejar sucesso ao general Pazuello, que tem uma missão das mais intrincadas em suas mãos nestes tempos de pandemia.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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IDÓLATRAS E SEUS FANTASMA


Li no Estadão, em artigo do cientista político europeu oriental Ivan Krastev (Líderes autoritários estão perdendo a guerra contra o vírus, 9/9, A17), uma interessante conclusão sobre líderes autoritários. Vejam como descreve bem o feitio de gentes como Bolsonaro e Trump, além de Maduro e outros: “Os líderes autoritários só desfrutam das crises que eles mesmos fabricam. Eles precisam de inimigos para derrotar, não de problemas para resolver. A liberdade que eles mais valorizam é a liberdade de escolher quais crises merecem resposta. É essa capacidade que lhes permite projetar uma imagem de poder divino”. No caso de Bolsonaro, o inimigo a derrotar são comunistas que nem existem mais. Existem democratas de esquerda, centro e direita. Mas comunistas que idolatrem Stalin, Lenin, os falecidos Fidel Castro, Mao Tsé-Tung... onde estão eles na política brasileira nos dias de hoje? Mas os idólatras do presidente juram que eles existem. Fazer o quê? Cada qual com seus fantasmas de estimação.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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‘E SE JOE BIDEN VENCER?’


Eliane Cantanhêde tocou no calcanhar de Bolsonaro: E se Joe Biden vencer? (Estado, 15/9, A5). Biden deve e precisa vencer a eleição presidencial norte-americana, para que o mundo se livre do vírus Trump e Bolsonaro fique órfão de seu pai ventríloquo, de quem é simples boneco. Após dez meses de pandemia, neste terrível ano em que vivemos em perigo, o mundo e, principalmente, o Brasil servil do clã Bolsonaro merecem se livrar do parasita Donald Trump, a pior influência que um presidente americano já exerceu sobre um governo brasileiro, que prioriza os interesses econômicos dos Estados Unidos em detrimento dos interesses do Brasil e não sofre impeachment por traição nacional. 


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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