Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

O que nos resta?

Ao ler o editorial Tudo pela reeleição (16/9, A3), ficou claro para mim que as características amorfas da sociedade brasileira e seu espectro de Macunaíma, de tão enraizados, dão pouquíssimas esperanças de chegarmos a ser reconhecidos como um país sério. É certo que há muitos outros países que também se debatem em problemas idiossincráticos e alguns têm costumes bizarros para os tempos atuais – faz parte da biodiversidade humana. Entretanto, talvez nenhum outro país tão vasto e visível quanto o Brasil seja visto internacionalmente como essa excrescência socialmente desigual, politicamente caótica e com perspectivas tão sombrias. É de ficar atônito.

NELSON SAMPAIO JR.

N.SAMPAIO@HOTMAIL.COM

CURITIBA

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‘Surpreendido’ pela imprensa

Para o transtornado sr. Jair Messias Bolsonaro, asseclas e militontos, sempre que a notícia for desfavorável ao governo, a culpa será dos malditos mensageiros – no caso, emissoras de televisão, de rádio e jornais. Está para nascer um populista diferente. O custo disso será muito alto e, infelizmente, todos nós vamos pagar.

SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS

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Chapéu alheio

Não importa o apelido, seja ele auxílio emergencial, Bolsa Família ou Renda Brasil, eles usam o nosso próprio dinheiro para fazer política!

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Na frigideira

O presidente desautorizou seus colaboradores que falarem sobre o Renda Brasil – por ele enterrado no âmbito Executivo – até o fim de seu governo, em 2022. Qualquer menção, mesmo partindo da equipe econômica, disse ele, levará seu autor a receber “cartão vermelho” – como fez com Sergio Moro na temerária reunião ministerial de 22 de abril. E dessa forma o ministro da Economia, Paulo Guedes, vai sendo fritado. Mesmo assim, permanece apegado ao cargo, alegando que o dito presidencial não se referia a ele. De qualquer modo, há, no mínimo, uma imensa falta de diálogo no governo federal.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Se sair, pior

O ministro Paulo Guedes merece todo o nosso respeito por resistir a sair do governo, pois, sem dúvida, se sair a situação ficará pior. Seja como for, é pena que, no processo de fritura a que vem resistindo, Guedes esteja perdendo importantes peças de sua equipe. Por pressões semelhantes já saíram do governo os gabaritados ex-ministros Sergio Moro e Luiz Henrique Mandetta. Moro saiu por não aceitar atuar em prol de maior “liberdade” para a família e os amigos do presidente e Mandetta, porque estava tendo grande realce técnico e político pelas medidas que tomava contra a covid-19, o que ofuscava o presidente. Ao considerar a saída desses dois ex-ministros, chega-se à conclusão de que, não fossem as forças econômicas da Nação, o ex-posto Ipiranga também já teria sido “saído”.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Depenando os gansos

Considerando as “garfadas” sucessivas a que foram submetidas as aposentadorias acima de um salário mínimo, a medida proposta pela equipe econômica e abortada ante a justa indignação causada por seu teor, resta comentar que o refresco causado pela iniciativa presidencial não chega a entusiasmar. Não há nenhuma novidade em afirmar que para as aposentadorias – do setor privado, vamos deixar claro – vale, desde sempre, a ideia de Jean-Baptiste Colbert: “Arrancar o máximo de penas dos gansos provocando o mínimo de grasnidos”. Os gansos que contribuíram paciente e docilmente viram suas penas sendo arrancadas impiedosamente nas últimas décadas. A correção restabelecida – sabe-se lá em que proporção – para os próximos dois anos, longe de ser uma conquista, não transformará os gansos em pavões.

ALEXANDRU SOLOMON

ALEX_SOL@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Devastação ambiental

Em defesa da Amazônia

Numa frente inédita, 230 ONGs e entidades do agronegócio formaram um coalizão e enviaram ao governo seis propostas para deter o desmatamento na Amazônia. A lamentar só a demora para que isso fosse feito. Falta o general Mourão apresentar um projeto para o desenvolvimento sustentável da Região Norte. A sociedade deveria manifestar todo o apoio a essa iniciativa.

HARALD HELLMUTH

HHELLMUTH@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Prejuízo comercial

Até o agronegócio, que vem sendo beneficiado por Bolsonaro desde que tomou posse, está exigindo providências urgentes do governo contra o desmatamento. É que, como todo brasileiro de bom senso, o agronegócio já entendeu que o atual desmatamento desregrado pode causar enormes prejuízos econômico-financeiros nas relações com países que são nossos parceiros comerciais.

MARCOS BARBOSA

MICABARBOSA@GMAIL.COM

CASA BRANCA

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Fogo no Pantanal

É hábito tradicional dos fazendeiros do Pantanal queimar o capim nativo ao final do inverno para que rejuvenesçam as pastagens, pois o capim velho fica duro para o gado comer. Mas a maneira correta de fazer isso tem ciência, como bem sabem os verdadeiros pantaneiros. Deve-se queimar o campo somente logo após a primeira boa chuva da primavera, geralmente em setembro. Nesse momento a raiz da grama está energizada, pronta para brotar, e na semana posterior à queima o campo estará todo vigorosamente verdejante. Queimar no meio da seca, além do potencial de causar tragédias como a que estamos vendo, mata o pasto, em vez de rejuvenescê-lo.

JOHN CONINGHAM NETTO

MARIA.CONINGHAM@GMAIL.COM

CAMPINAS


AS RAIAS


Não vou tratar, aqui, das raias peixes, aqueles vistosos e elegantes animais que parecem estar voando em seu mundo submarino. São outras as raias que quero abordar. As notícias de ontem na imprensa davam conta de que os políticos brasileiros atingiram as raias da extrema sem-vergonhice. O principal político do País é ambíguo no seu comportamento: com vergonha de sancionar uma isenção sem-vergonha para as igrejas, posto que, como afirma o editorial do Estado O evangelho bolsonarista (15/9, A3), “não é preciso ler a Bíblia para saber que se trata de uma imoralidade – além de uma ilegalidade”, o presidente vetou essa tramoia, mas não teve a menor vergonha (pasmem) de recomendar à sua base evangélica no Congresso Nacional que derrube o seu próprio veto. É possível uma coisa dessas? Em manchete, o mesmo jornal noticiou, ainda, que os sem-vergonha do Ministério da Economia propunham congelar aposentadoria para criar Renda Brasil, cujo único objetivo é ajudar na reeleição do chefão. Mas qual aposentadoria seria congelada? A dos funcionários públicos, a dos congressistas, a dos ministros do STF e outros tantos apaniguados que pertencem ao governo? Claro que não! Quem pagaria essa conta seria o aposentado do INSS que ganhar acima do salário mínimo (R$ 1.045,00), ou seja, os coitados que tentam sobreviver com a merreca que recebem. E aí veio outro presidente, desta feita o da Câmara dos Deputados, dizer, sem o menor resquício de vergonha na cara, que “congelar os benefícios previdenciários para quem ganha acima do mínimo abriria espaço (no Orçamento) de aproximadamente R$ 20 bilhões em 2021 e R$ 40 bilhões em 2022”. Para quê? Para eles se locupletarem? Em seguida, o mesmo político veio informar com a maior cara dura que está propondo (não promovendo) “o corte de 1 mil cargos efetivos e outros 500 comissionados que atendem aos gabinetes” de Suas Excelências. Não informa, no entanto, quantos cargos efetivos e comissionados permanecem recebendo (e eventualmente rachando) vencimentos que, como a mesma notícia apresenta, ganham em média R$ 28 mil (ou seja, 26,8 salários mínimos) e que não serão congelados. Esta é a lama em que o País está chafurdando. O mais triste é que a esmagadora maioria dos brasileiros continua demonstrando com relação a esta pouca-vergonha uma atitude que parece ter atingido as raias da aceitação, do conformismo e da passividade. É o que podemos chamar de “passividade de rebanho”.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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CONSPIRAÇÃO OU ESQUIZOFRENIA?


Para os amantes de teorias conspiratórias, o episódio Renda Brasil/congelamento do reajuste dos aposentados é o enredo perfeito: irritadíssimo com as manchetes dos jornais, Jair Bolsonaro tem rompante em público proibindo definitivamente o uso da “palavra Renda Brasil”, acusando ainda o autor da ideia do congelamento de não ter “o mínimo de coração” para com os aposentados. Bingo! Votos para ele! Mas o episódio está mais para comunicação esquizofrênica dentro do próprio governo do que para conspiração eleitoral. O presidente exige da equipe econômica um projeto mágico para beneficiar os pobres e paupérrimos, mas quando – como é de esperar – o projeto pega mal, pois em economia não existe mágica, Bolsonaro diz que não é com ele e ainda dá bronca na equipe. Se o ministro da Economia, Paulo Guedes (agora rebaixado à condição de ex-superministro), quiser preservar seu bom nome, deveria se afastar do governo.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CARTÃO VERMELHO


O capitão do time dá cartão vermelho à “equipeconômica”, técnico Paulo Gomes fez cara de paisagem e olhou para Waldery Rodrigues, que estava na marca do pênalti. Banco de reserva se movimentando. O Posto Ipiranga, sem combustível, vai perder mais um frentista. Os bancos que bancaram a campanha do capitão não têm bancada da Faria Lima no Congresso nem votos no Nordeste, como as bancadas da bala, do boi e da Bíblia. Extrema direita e liberalismo capitalista são como água e azeite. 

      

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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CADA UM TEM O SEU


A ex-presidente Dilma tinha o “Waldecy, cadê o papel?”, e o presidente Bolsonaro tem o “Waldery, acabou o Renda Brasil!”. Sempre tem alguém sendo usado para mascarar a incapacidade de um governante e seus asseclas.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


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PROPOSTA INDECENTE


Realmente, está difícil de ter esperanças no Brasil. Obter recursos para o Renda Brasil tributando dividendos de empresas e com a criação de mais duas faixas de renda no IRPF são alternativas impensáveis. Mas propor financiá-lo com o congelamento dos benefícios das aposentadorias era uma proposta que só poderia resultar de mentes doentias, sendo merecedora do prêmio “estupidez do ano”.


Alberto Mac Dowell de Figueiredo amdfigueiredo@terra.com.br

São Carlos


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ISENÇÃO FISCAL E TRIBUTÁRIA


O governo estuda anistiar e isentar de qualquer tributação as igrejas. Antes de tomar qualquer medida nesse sentido, deve atualizar e corrigir a tabela de descontos do Imposto de Renda na fonte. Quer criar o Renda Brasil e não sabe de onde tirar a verba? Muito simples, acabar com as verbas de gabinete, reduzir o número de senadores, deputados e vereadores. Reduzir o número de partidos e outros benefícios aos servidores públicos e políticos. São medidas sensatas e que serão bem-vindas. Não é necessário ser PhD em Economia para chegar a essa conclusão.


João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo


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O VETO QUE NÃO É VETO


O presidente vetou o perdão das dívidas das igrejas evangélicas, um jabuti dentro de outra votação que não dizia respeito a isso. Vetou, mas publicou nas redes sociais pedindo que esse veto caísse no Congresso. Não há perdão de dívidas de cidadãos com o fisco. As igrejas recolhem dízimo, seus pastores têm recebimentos. Por que favorecer igrejas que devem quase R$ 1 bilhão em detrimento da sociedade? Se cair o veto pelos parlamentares, a única solução é fundarmos igrejas.


Lucia Helena Flaquer lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo


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PERDÃO


Perguntar não ofende, tenho uma dúvida: se eu deixar de pagar o imposto da minha residência, serei perdoado? Gostaria que o presidente Bolsonaro esclarecesse a minha dúvida e de muitos brasileiros.


Sidney Cantilena sidneycantilena@bol.com.br

São Paulo


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NÃO PAGAMENTO DE IMPOSTOS?


É simplesmente imoral e antiético o não pagamento de impostos pelas igrejas, sejam elas quais forem. Em primeiro lugar, desprezam o que disse Jesus Cristo: “Dê a Cesar o que é de César”. Jesus disse isso porque sabia que no atendimento dos cidadãos os governos têm despesas e é necessário contribuir para elas. Em segundo, pleiteiam o não pagamento sem considerar que muitos dos impostos são essenciais para garantir atendimento de segurança social e de aposentadoria aos empregados das próprias igrejas. Nesse sentido, não são “impostos de uso geral”, mas sim “pagamentos antecipados de uso definido”, em benefício de seus empregados. Não contribuindo com essas despesas sociais, as igrejas jogam o atendimento de seus empregados para a população em geral. Estão dizendo: “Se virem”.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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CIDADANIA


Fosse o povo brasileiro pouco mais cioso de suas verdadeiras obrigações eleitorais e religiosas – e, assim, de sua cidadania responsável –, a tal da bancada evangélica, que defende a isenção tributária total para as igrejas, jamais se reelegeria, mas por aqui, parece, as aparências são muito mais importantes que o conteúdo do caráter.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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TORMENTAS A SUPERAR. COMO?


Estamos à deriva num oceano revolto, sem comando nem porto à vista. Um simples capitão (que não é o mais importante oficial superior da Marinha, o capitão de mar e guerra) aventurou-se a comandar sozinho um transatlântico de centena de milhares de toneladas, com mais de 200 milhões de vidas em seu bojo, na base do “aqui quem manda sou eu”. Tal capitão ascendeu ao comando após 4 comandos (ou 16 anos) em que campearam o mensalão e o petrolão, devidamente expurgados por uma plêiade de corajosos brasileiros do Poder Judiciário. Assim, o sol voltou a iluminar o horizonte com a ascensão do capitão ao comando da nave Brasil. Para que isso acontecesse, escolheu competentes subcomandantes, aos quais delegou carta branca nas suas áreas de atuação, indispensáveis para o comandante-mor orientar-se, mormente em momentos de tormentas, como o que vivemos. Mas os percalços inerentes a uma travessia transoceânica obnubilaram o capitão, fazendo-o jogar ao mar alguns dos competentes subcomandantes, enquanto aprisionava outros no porão do transatlântico. E agora, qual será o destino desta nave, que ainda se debate na tormenta do mar revolto, agravada com a “Tormenta das Citocinas”, responsável por mais de 133 mil mortes de infelizes e indispensáveis marinheiros?      


Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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MILITAR NA SAÚDE


Nada melhor para ganhar a “guerra” contra a covid-19 que efetivar o general Eduardo Pazuello na pasta as Saúde mesmo que este, não sendo médico, acredita que a cloroquina trata, talvez protege, contra a doença. Não faltarão militares para ganhar as outras guerras de desemprego, desigualdade social, desequilíbrio das financias públicas, entre outras. O presidente Jair Bolsonaro poderia aproveitar para trocar o atual “pelotão” do Conselho Nacional da Amazônia Legal, pois estamos revoltados contra o vergonhoso descaso com as queimadas, cada vez em ritmo acelerado, além de ter de respirar a resultante fumaça e fuligem.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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O PANTANAL PEDE SOCORRO


Clamam por socorro “o Pantanal, a maior planície alagada contínua do mundo, considerada pela Unesco como patrimônio natural mundial e reserva da biosfera; a fauna de 650 espécies de aves, entre elas a arara-azul, tuiuiús (ave-símbolo do pantanal), tucanos, periquitos, garças-brancas, beija-flores, socós, jaçanãs, emas, seriemas, papagaios, colhereiros, gaviões, carcarás e curicacas); as mais de 1.100 espécies de borboletas; mais de 124 espécies de mamíferos, entre eles a onça-pintada, capivara, lobinho, veado-campeiro, veado-catingueiro, lobo-guará, macaco-prego, cervo-do-pantanal, bugio-do-pantanal, caititu, queixada, tamanduá-bandeira, cachorro-do-mato, anta, bicho-preguiça, ariranha, onça-parda, quati, tatu, etc.; as 263 espécies de peixes, entre eles piranha, pacu, pintado, dourado, traíra, barbado, cachorra, cachara, curimbatá, piraputanga, jaú e piau; uma infinidade de répteis, entre eles o jacaré (jacaré-do-pantanal e jacaré-coroa), cobra boca-de-sapo (Jararaca), sucuri, jiboia-constritora, cobra-d'água, cobras-água, lagartos (iguana, calango-verde) e quelônios (jabuti e cágado); a exuberante flora, como por exemplo a vitória-régia, gramíneas, angico, ipê, aroeira, palmeiras, orquídeas, figueiras, carandá e paratudal” (Wikipedia). Sim, o Pantanal pede socorro.


Carlos Bobadilla Garcia carlosbobadillagarcia@gmail.com

Campo Grande


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INCÊNDIOS NAS MATAS


O vice-presidente, Hamilton Mourão, disse que há pessoas contrárias ao governo e que insistem em só fornecer notícias negativas sobre os incêndios, mas que desconhece quem são essas pessoas. Ora, será que Mourão acredita nas fotos tiradas pelos satélites do Inpe, da Nasa e de outros órgãos que se preocupam com os incêndios nas matas brasileiras e que agora recebem apoio inédito de ONGs, agro, bancos e empresas preocupadas com o meio ambiente, ou irá Mourão dizer que as fotos foram editadas pelo software Photoshop?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DISCURSO NA ONU


Quando o presidente Bolsonaro fizer seu discurso na ONU, explicando a situação dos incêndios no Brasil, bastará que ele cite o valor em dinheiro que o governo empenhou, R$ 3,8 milhões, pouco mais de US$ 700 mil. Esses números certamente irão assombrar o mundo e deixarão bem clara qual é a real disposição do governo Bolsonaro em relação à preservação da natureza.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO


Começaram as indicações e composições políticas para a disputa da Prefeitura de São Paulo. De uma forma ou de outra, os partidos compõem-se, exceto o PT, do qual todos fogem. Por que será? Falta de credibilidade seria a principal causa, adicionada a outras como a falta de dinheiro, que minguou depois da saída do poder e com a Operação Lava Jato. Outras coisas podem ter influenciado o abandono, começando com o próprio Lula, que não tem a expressão que tinha, apoiado por parte do partido que lhe deve favores, mas com a intransigência adicionada à megalomania de continuar julgando-se o mais “honesto” dos homens, inclusive rebaixando seus fanáticos seguidores. É o preço que o PT está pagando pelos governos corruptos e por continuarem iguais e sempre os mesmos.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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CHAPA INVERTIDA


Marta Suplicy será a vice do prefeito Bruno Covas. Como se vê, é uma chapa invertida, mas o objetivo é muito parecido com as intenções de João Doria. Quem quer a Martaxa de volta vota na dupla, pois, caso o prefeito tenha de se afastar, ela será a prefeita. O sonho de Doria era Joice Hasselmann, ideia defendida publicamente em dezembro de 2019, mas como política é igual nuvem, cada minuto está num lugar, Marta, que foi derrotada por Doria, agora é ideal para a prefeitura. A cidade de São Paulo vem sendo muito mal administrada e, com os candidatos que aí estão, corremos sérios riscos.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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SÃO PAULO E BRASIL


Na disputa pela Prefeitura de São Paulo nas eleições que se avizinham, de um lado Covas-Doria e, de outro, “Russonaro”, um balão de ensaio de olho em 2022, entre Bolsonaro e Doria. Façam suas apostas...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

  

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CARTAS NA MESA


Seguiram até ontem (16/9) as convenções partidárias. A maioria das agremiações já escolheu seus candidatos a prefeito e vereador. Em muitas localidades – até nas grandes – nomes completamente inviáveis insistem em concorrer à Prefeitura. Estão tentando alavancar a chapa de vereadores dos respectivos partidos, que agora não podem fazer coligação no pleito proporcional, ou querem “fazer nome” para futuras eleições. Em todo lugar é fácil de identificar os postulantes com condições de liderar e, nas maiores, irem para o segundo turno. O resto é mera figuração. A grande incógnita, no entanto, está em como vão repercutir para os prefeitos candidatos à reeleição as medias de suspensão de atividades, isolamento da população e até penalização que aplicaram por conta do coronavírus. Os que não explicaram tudo convenientemente podem ter perdido o eleitorado. E ainda correm o risco de novos prejuízos, se seus concorrentes conseguirem explorar o tema de forma competente. O eleitor, nunca é demais lembrar, deve escolher o concorrente que lhe pareça melhor. Se votar no candidato errado, estará abrindo pelo menos quatro anos de desacertos. 


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

            

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PROPAGANDA NO TOPO DE EDIFÍCIOS


Já não bastassem as toneladas de anúncios na TV para nos atormentar, surge a ideia genial do chifrudo de nos perseguir na hora do sono com imensas telas iluminadas piscando em frente de nossas janelas. Fellini foi genial em seu filme sobre jovem de maiô tentando um morador extremamente religioso que abria e fechava a cortina sem parar diante do anúncio luminoso. Hoje, provavelmente, será de um biquíni engolido. Ideia de jerico!


Eduardo José Daros daros@transporte.org.br

São Paulo

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