Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Show de horrores

Depois de quase quatro meses como interino, o general Eduardo Pazuello tomou posse como ministro titular da Saúde. Indigna e estarrece que Pazuello, seguindo o seu chefe, tenha criticado o “fique em casa”, que todos os cientistas e renomados médicos do mundo recomendam como forma de impedir o avanço da covid-19. O general parece não ter aprendido nada nos 120 dias como interino. Quando assumiu, o número de infectados no País era de 218 mil e hoje passam de 4 milhões; os casos de morte, que eram menos de 15 mil, na sua gestão chegam aos 135 mil. Para completar esse show de horrores, não poderia faltar a fala do presidente Jair Bolsonaro, que voltou a criticar seu ex-ministro Henrique Mandetta, o isolamento social e, para não variar, voltou a sugerir o uso da cloroquina para a cura do coronavírus, mesmo sabendo que sua eficácia não foi comprovada em nenhum estudo científico. Mais uma vez ficou claro que temos um presidente que não se preocupa com as vidas em risco e um ministro que age como serviçal de um irresponsável.

PAULO PANOSSIAN

PAULOPANOSSIAN@HOTMAIL.COM

SÃO CARLOS

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Febeapá

A posse no Ministério da Saúde me fez lembrar o Febeapá, o Festival de Besteira que Assola o País, de Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta. Ao criticar as medidas iniciais do “fique em casa”, o isolamento social preconizado por todos os órgãos sérios e responsáveis do mundo para diminuir a disseminação da pandemia, o ministro talvez o tenha feito só para agradar ao presidente. Já o mandatário-mor, imbuído de seus conhecimentos científicos e médico-epidemiológicos, continuou a propagar o uso da cloroquina, dizendo que seu uso pode ter diminuído a letalidade. E, como sempre, arrumando algum bode expiatório. O que estamos verificando é ao “empoçamento” da medicina e da ciência.

JOSÉ PAULO CIPULLO

J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO

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Amarelada

O presidente Bolsonaro foi ao seu PGR pedir socorro porque nos arroubos ele sempre dá uma de valentão, mas agora, na hora do vamos ver, deu uma amarelada e não quer prestar depoimento pessoalmente no caso sobre a interferência dele na Polícia Federal. Então, o sr. Augusto Aras pede ao Supremo Tribunal deferência ao presidente, como foi feito com o ex-presidente Michel Temer, para que responda por escrito às perguntas. Macho man, pero no mucho.

AGNES ECKERMANN

AGNESECK@GMAIL.COM

PORTO FELIZ

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Corrupção

Tradição familiar

A se confirmar que a atuação do então deputado federal Jair Bolsonaro, no período de 1991 a 2018, incluía a rachadinha, geralmente praticada por parlamentares do baixo clero, revela-se a origem familiar dessa mesma sistemática exercida pelo ora senador Flávio Bolsonaro em seus tempos de deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, ele igualmente assessorado nessa espécie de “atividade” pelo especialista Fabrício Queiroz. Tal prática é atribuída também ao vereador carioca Carlos Bolsonaro. Isso explicaria a desesperada insistência do líder do clã familiar em permanecer no comando do Executivo nacional, cujo objetivo maior seria procurar impedir o prosseguimento das investigações envolvendo a sua prole nesse “derivativo” da função parlamentar.

LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Reforma administrativa

Macondo

O dr. Modesto Carvalhosa, como sempre com artigos maravilhosos que buscam retratar a triste realidade da nossa trágica e infindável divisão de castas, raças, gêneros ou CEP nesta nossa triste Macondo subequatoriana, eternamente conduzida pelo nosso Coronel Buendia de plantão, mostra-nos que a reforma administrativa em análise caminha conduzida por olhos atentos para não deixar escapar nenhum privilégio adquirido de seus atuais detentores (17/9, A2). Entretanto, os que no futuro ficarem fora da casta que os detém, poderão, eventualmente, ter seus direitos reconhecidos por algum supremo ato judicial.

WALDYR SANCHEZ

WALDYRSANCHEZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Trapaça

Modesto Carvalhosa foi primoroso na descrição do engodo que atende pelo nome de reforma administrativa. Por não concordar com o arremedo encaminhado ao Congresso, o secretário que concebeu a proposta original da reforma, Paulo Uebel, deixou o governo no início do mês de agosto. Homem sério, não se sujeitou a se acumpliciar com uma trapaça.

HERMAN MENDES

HERMANMENDES@BOL.COM.BR

BLUMENAU (SC)

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Desserviço público

Sombra e água fresca

Médicos, clínicas e quetais estão trabalhando dentro das normas de segurança, sem problemas. Ah, mas os médicos do INSS, ui, ui, ui, não podem trabalhar por causa do coronavírus. Rua com eles, dispensa a bem do serviço público! Aproveitem para fazer uma limpa na turma que só quer sombra e água fresca, paga pelo povo.

MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Sempre o INSS

Nenhum serviço ou empresa pública neste país parece estar a serviço dos interesses, das necessidades e dos direitos dos cidadãos/contribuintes, e sim dos interesses dos políticos. Os trabalhadores deveriam ter o direito de optar por contribuir para o INSS ou para um banco ou empresa privada visando à sua aposentadoria. Se isso fosse possível, os valores dos benefícios seriam muito maiores que os atuais da Previdência Social e o desgoverno não teria o direito de congelar os valores pagos aos aposentados, após dezenas de anos de contribuição. Pátria mamada, Brasil.

MÁRIO A. DENTE

ETICOTOTAL@GMAIL.COM

SÃO PAULO


A REABERTURA DAS ESCOLAS


Entusiasmei-me ao abrir o Estadão ontem e ver um artigo de Priscila Cruz e Olavo Nogueira Filho, do Todos pela Educação, sobre a reabertura das escolas (A difícil, mas possível, equação da reabertura das escolas, 18/9, A2). Pensei: estes superespecialistas conseguiram uma solução! Fui com muita sede ao pote... Frustrei-me. Mas cumprimento-os, pois se ativeram à realidade e à verdade, sem bravatas, sem gritos de guerra e sem mágica. Não falaram para o eleitorado: falaram para quem tem cabeça para pensar por si mesmo e chegar às suas próprias conclusões.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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URGÊNCIA NA EDUCAÇÃO


A educação é um direito constitucional e um serviço essencial que vem sendo negligenciado desde sempre no Brasil. A atitude de prefeitos que deixam esse relevantíssimo serviço por último na lista de prioridades de reabertura é alarmante. A importância da educação deveria, por si só, ser suficiente para autorização da volta às aulas. Mas existem muitas outras razões, como: as crianças estão desenvolvendo transtornos de ansiedade; para muitas crianças vulneráveis, a escola significa um refúgio à violência física, sexual e moral que sofrem; o tempo de exposição a telas aumentou exponencialmente na pandemia e não se sabe ainda o impacto disso para a saúde das crianças; quanto mais tempo as escolas ficarem fechadas, maior será a taxa de evasão escolar; para muitas crianças, as refeições servidas nas escolas garantem uma alimentação saudável e balanceada. As crianças estão sendo privadas disso e engordando; em muitos lares, as mães estão sendo obrigadas a abrir mão de seu emprego para cuidar dos filhos, que, sem escola, não têm onde ficar. Ou seja, está aumentando a desigualdade de gênero. A abertura requer logística e cuidados? Sim. Mas não enfrentá-los sob o cômodo e fácil argumento da contaminação, após seis meses, é um atentado às crianças e adolescentes, que não podemos permitir. Prefeito, aguardamos autorização para retomada das aulas em São Paulo o quanto antes.


Renata Lange Moura renatalangemoura@hotmail.com

São Paulo


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APAGUEM 2020 DO CALENDÁRIO ESCOLAR


Meus três filhos são PhD professores universitários com pós-doutorado no exterior e tenho cinco netos alunos em diferentes níveis. Quando estudava no primário, tirei primeiro lugar no quarto ano e, como prêmio, fui dispensado de cursar o quinto ano de admissão. Fui direto para o primeiro ano do curso ginasial. Acabei rodando no segundo ano. Perder um ano, quando se é uma criança ou adolescente, não significa nada e pode ajudar a chegar em melhores condições de aprendizado ao próximo ano, principalmente se existe uma razão superior e que atingiu a todos. Faltam três meses para o dia 15 de dezembro, fim de ano letivo. Reforcem o que os alunos cursaram em 2019 e encerrem este teatrinho de abre ou não as aulas presenciais de 2020.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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REABERTURA DAS ESCOLAS DE DANÇA


Fiquei impressionada com as informações da matéria Escolas de dança reabrem com as devidas precauções (16/9). As escolas de dança estão muito evoluídas e tomando todos os devidos cuidados. Eu consegui perceber que, na escola de dança citada no texto, eles desenvolveram muito a dança individual, que antes da pandemia não era muito usada. Todos os procedimentos adotados fizeram com que eu, leitora, me sentisse bastante segura em frequentar tal escola de dança. Eu gostei muito deste texto e, após lê-lo, fiquei me perguntando: que tipo de ação falta nas escolas de ensino fundamental para que as autoridades incentivem sua reabertura?


Carolina K. Boaventura, 13 anos carolk.boaventura@gmail.com

Santo André


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ATENDIMENTO NO INSS


A recusa dos peritos do INSS em voltar ao trabalho precisar ser analisada sob a justa e devida perspectiva. A alegada falta de condições higiênicas para o atendimento, como a falta de pia nos consultórios, não tem nada que ver diretamente com a covid-19, pois é uma questão anterior à doença. Quanto à segurança, vale lembrar que diversas consultas ambulatoriais, após breve pausa no início da pandemia, foram retomadas na medida em que houve entendimento de que as doenças crônicas seguem seu curso com, sem e apesar da covid-19, e os portadores dessas doenças não poderiam ficar desassistidos por muito tempo. Para tanto, essas consultas foram e têm sido realizadas com o uso de máscara tanto pelo médico quanto pelo paciente, o que proporciona a mínima segurança necessária para o atendimento. São perfeitamente factíveis, portanto, as avaliações periciais sob essas condições. O que é absurdo, isso sim, é deixar de atender 1 milhão de pessoas que aguardam perícia para receber o benefício.


Luciano Harary, médico lharary@hotmail.com

São Paulo


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PERITOS DO INSS


Uma das maiores demonstrações de desprezo, covardia, impunidade e pura sem-vergonhice tem sido oferecida pelos médicos peritos do INSS, recusando-se a voltar ao trabalho por alegado medo de contágio pela covid-19. E a imprensa por alguma razão não os critica. Muito estranho.


Ademir Valezi valezi@uol.com.br

São Paulo


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BIOMAS EM CHAMAS


Até quando os brasileiros serão desrespeitados pelo governo de Jair Bolsonaro? Os brasileiros não são idiotas. O Pantanal é um cemitério a céu aberto. E o que V. Exa. fez e está fazendo para prevenir e combater as queimadas no Pantanal e na Amazônia? O que V. Exa. fez e está fazendo para salvar seres vivos – humanos e animais? Até quando? Até quando os brasileiros e todos os animais silvestres serão humilhados, desrespeitados e ignorados pelas autoridades que demonstram querer destruir a Amazônia e o Pantanal para abrir a porteira e “deixar a boiada passar”, como disse o sr. Ricardo de Aquino Salles, ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro, na indecente e repugnante reunião ministerial de 22 de abril de 2020? Além do “passar a boiada”, há o garimpo ilegal e criminoso que está rolando solto na Amazônia.


Silvana Barbanti silvanabarbanti@yahoo.com

São Paulo


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BOLSONARO NÃO ESTÁ PRA BRINCADEIRA


O presidente Jair Bolsonaro mostrou que não está pra brincadeira, falou que iria acabar com o meio ambiente e acabou mesmo. Nunca tantos queimaram tanto em tão pouco tempo! Fogo para todo lado, o País inteiro queimando, milhões de hectares livres do mato e prontos para receberem o gado e a soja. Punição zero, como prometeu Bolsonaro, absolutamente ninguém foi nem será punido por tocar fogo no País. Nesse ritmo, 20% de desmatamento por ano, Bolsonaro irá limpar completamente o Pantanal até o fim de seu mandato, a Amazônia vai demorar um pouco mais, o Cerrado e a Mata Atlântica já foram completamente desmatados, só sobraram alguns morros mais íngremes e os parques nacionais, que logo mais serão privatizados e desmatados também. Bolsonaro aprendeu na milícia carioca que lei, Constituição, tudo isso é coisa de gente frouxa, não precisa mudar lei nenhuma, faz e pronto. Todos os órgãos de controle e fiscalização estão inutilizados e logo mais serão extintos. Afinal, o “mito” já disse: não estamos aqui pra brincadeira!


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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INDIGÊNCIA INTELECTUAL


Disse o sr. Jair Messias Bolsonaro: o Brasil é o país que mais protege o meio ambiente. Não bastasse a inverdade, demonstrou indignação por ser criticado no quesito meio ambiente. Bem, lógico que ele não é o único culpado pelo caos no saneamento básico, sabe, aquela história da não destinação correta do esgoto de aproximadamente 50% da população brasileira. É, mas nada encontrei que ele fizesse para mudar isso, nem mesmo nos 28 anos em que esteve na Câmara dos Deputados. Faz alguns meses que começaram as queimadas na Amazônia, quando ele incentivava o desbravamento daquela região. Os aproveitadores estavam atentos, mas para o transtornado presidente era alarde da “pirralha”, referindo-se a Greta Tintin Eleonora Ernman Thunberg, isso em 10/12/2019, quando ela tinha 16 anos. Posso estar mal informado, mas nada foi feito quanto ao saneamento básico, e os incêndios são hoje muito maiores do que eram, tanto na Amazônia quanto no Pantanal. Que o homem tenha problemas sérios todos sabemos, mas acreditar nas mentiras dele tem uma grande distância. É preciso ter esperança, e que a indigência intelectual tenha cura.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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BURRICE


Fernando Gabeira (As chamas da negação, 18/9, A2) tem razão: as chamas da negação e as gargalhadas diante do fogo no Pantanal revelam a pobreza da mentalidade dominante. Quer dizer não só do presidente. Este se irrita com os termos de uma carta de países da União Europeia, nossos clientes. Fazemos o papel de vilão no problema do aquecimento global e de tolos que destroem a própria riqueza de que se orgulham, sem por ela ter algum mérito: é obra da natureza – de Deus. Assim não nos aceitarão como confiáveis parceiros de tratados/negócios.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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A CONTA CHEGOU


Há tempos, cientistas, jornalistas e mesmo nós, leitores do Estadão, estamos insistindo com o governo Bolsonaro para desistir de tratar a Amazônia como uma região destinada ao extrativismo, quando a política mundial sobre o meio ambiente é a da conservação das florestas, em especial a Amazônia. Não adianta mais a discussão se o aquecimento global existe ou não. Já está comprovado pela grande maioria dos cientistas do planeta, incluindo os nossos, que o problema é real e a Terra já vem dando mostras disso há tempos. O vice-presidente, Hamilton Mourão, não encontra argumentos válidos para refutar o irrefutável. Não adianta querer fazer excursão aérea sobre a Amazônia. Todos nós, terráqueos, já vimos tudo pelas imagens dos satélites e das reportagens das TVs do mundo inteiro. O presidente Bolsonaro e o seu ministro do Meio Ambiente seguem firmes no propósito de devastar as florestas. Agora, oito países europeus cobraram o vice-presidente, não com ameaças, mas simplesmente informando que os seus empresários não querem mais fazer negócios com quem destrói as florestas. A devastação chegou a tal ponto, sob as bênçãos de Salles, que até um grupo formado por organizações que defendem o meio ambiente e empresas de ponta do País, como Klabin, Natura, Unilever, JBS e muitas outras, se uniram em defesa das florestas que estão sendo devastadas. A culpa é do presidente Bolsonaro, que está preso aos conceitos do século passado e não quer atualizar-se. Cumpre, também, criticar o Poder Legislativo, que até agora não mexeu uma palha em defesa do nosso meio ambiente, preocupado que está em só arrumar verba pública para as suas campanhas. Está, assim, sendo conivente com este crime. O governo, antes de mais nada, tem de exonerar o ministro do Meio Ambiente, para começar a mostrar para o nosso povo e ao mundo que vai haver mudanças. Como alternativa, o Congresso Nacional pode começar um processo de impeachment do presidente, por danos abissais e irreversíveis ao meio ambiente. Os partidos do Centrão não terão nenhum proveito em apoiar o governo, se as florestas continuarem queimando e o País sofrer severas sanções internacionais. Os eleitores erraram ao eleger Jair Bolsonaro para presidente, contudo o povo não pode pagar com uma hecatombe por tal erro. Exagero da minha parte? Creio que não! A população do Pantanal já está tendo uma amostra disso.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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POR QUE A DEMORA?


Há tempo já se verificou que um funcionário do Planalto, pago por nós, se dedica às mensagens do ódio. Aliás, esse senhor que acompanha Bolsonaro desde a Câmara federal, também pago por nós, viajou hoje a Mato Grosso, não se entende para quê. Dá para saber o que a Polícia Federal e o STF estão esperando? Fica-se com a impressão deprimente de que todo mundo é bom para levantar poeira, mas nada acontece para punir os bandidos.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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DISTRIBUINDO SENHAS


O ex-juiz e ex-ministro Sergio Moro já está com sua carteira de advogado em mãos e pode iniciar suas funções no próximo mês. Na verdade, Sergio Moro precisará ativar o sistema de entrega de senhas aos futuros clientes, haja vista a fila que, certamente, fará na porta da sua bancada. Aliás, Moro não pode se esquecer de que o brasileiro de bem aguarda ansioso pela sua candidatura ao governo federal em 2022. O Brasil merece!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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HIPOCRISIA


O presidente Bolsonaro afirmou que seu ex-ministro da Justiça Sergio Moro foi uma farsa. Depois de ficar cinco minutos gargalhando, fiquei com vontade de chorar. Quanta hipocrisia!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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BYE BYE, LAVA JATO


Se alguém tem alguma dúvida de que a Lava Jato está nos seus estertores, pode acreditar: ela está, realmente, no fim. Vários acontecimentos vêm, paulatinamente demonstrando isso. De lembrar, por exemplo, a estranha mudança de entendimento de Gilmar Mendes que, em 2016, manifestou-se expressamente a favor da prisão após condenação em segunda instância, portanto favorável à Lava Jato, porém logo depois passou a se apresentar como seu ferrenho atacante. Outro fato significativo aconteceu no julgamento do impeachment da ex-presidente Dilma, cujo protagonista foi o ministro Ricardo Lewandowski, que, em compadrio com Renan Calheiros, preservou-lhe seus direitos políticos, ao arrepio da expressa disposição do parágrafo único do art. 52 da Constituição federal, que, em absoluto, autoriza isso. Merece destaque, também, o comportamento de Dias Toffoli em omitir, deliberadamente, sua suspeição jurídica e, portanto, imparcialidade no julgamento de José Dirceu, seu ex-chefe e correligionário. E o que dizer de Jair Bolsonaro que, enquanto candidato à Presidência, declarou apoio total à Lava Jato, mas, uma vez eleito, parece ter se esquecido disso, não só desprestigiando Sergio Moro, mas também nomeando para procurador-geral da República Augusto Aras, um personagem que, visivelmente, não morre de amores pela Lava Jato. Por tudo isso e mais alguma coisa, não há dúvida, vão ficando cada vez mais longínquas as esperanças do povo brasileiro de ver a extinção da corrupção que tanto infelicita e prejudica o progresso da nação brasileira.


Aurélio Quaranta relyo.quar@gmail.com

São Paulo


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A VOZ DO POVO


O operoso juiz Marcelo Bretas, responsável pela Lava Jato no Rio de Janeiro, por 12 votos a um, conforme determina a Lei Orgânica da Magistratura (LOM), foi punido pelo TRF-2 com a pena de censura (não poderá figurar em lista de promoção por merecimento pelo prazo de um ano, a contar da imposição da pena) porque participou de eventos políticos (?) ao lado do presidente Bolsonaro, em fevereiro de 2020, sem ter em momento algum discursado ou praticado gestos comprometedores à sua ética. Os desembargadores consideraram que o juiz federal praticou “autopromoção” e “superexposição de sua imagem”. Nada falaram se as cores de suas roupas íntimas eram chamativas! Pode isso, Arnaldo? O que falar dos supremos juízes que vivem à cata de microfones e holofotes, dissertando aos borbotões, fora dos autos, entre outras aberrações, sobre os efeitos ambientais do uso do penico em tempos de seca e dos limites das trajetórias orbitais dos planetas nas pandemias? E da participação em íntimos convescotes e festas de políticos partidários, de abastados amigos empresários indiciados/condenados e de seus advogados, “arroz de festa” no STF? E das conversas ao telefone com políticos bandidos, nunca presos, prometendo interceder pelo sobrestamento de seus processos? Se essa LOM não vale para os deuses supremos, quem poderá contê-los? Na carona de Nelson Sargento, o povo está a gritar: a Lava Jato não vai agonizar, tampouco morrerá! Estamos atentos.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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COMPLACÊNCIA COM A IMPUNIDADE


Inacreditável como a coisa mais natural do mundo, no Brasil, é a complacência com a impunidade de criminosos que, mesmo à frente de provas robustas dos crimes praticados, como imagens e sons gravados, porém sendo políticos em exercício de funções públicas, ganham o aval de outros políticos que decidem, estes, os que vão ser afastados de seus cargos e os que não vão. E, assim, o governador do Rio de Janeiro é afastado, mas o prefeito do Rio de Janeiro não, sendo que ambos cometeram crimes. E, ainda assim, um presidente da República tem o seu processo de impeachment aprovado pelos políticos e outro, não. E todas essas diferentes decisões com respaldo no quanto do mesmo dinheiro público será distribuído entre os políticos que decidem. Realmente, o Brasil não é para principiantes, é muito mais para os espertos e seus acólitos, todos representantes do que é o mais natural na política brasileira.


Marcelo Gomes Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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‘A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL E A ARCA DA PROVA PERDIDA’


O brilhante criminalista José Roberto Batochio se escandaliza com as espetaculosas operações policiais ocorrendo no raiar do dia em residências e palácios atrás de mais provas contundentes contra crimes envolvendo muito dinheiro público desviado por políticos poderosos, como mostra seu artigo A investigação criminal e a arca da prova perdida (16/9, A2). No país da impunidade dos poderosos, que tem na morosidade da nossa Justiça uma característica marcante, esses fatos recentes em nossa realidade realmente causam surpresa. Mais uma vez a forma, e não o conteúdo, é que fica em destaque. A pergunta ainda sem resposta é: por que a maioria dos nossos políticos poderosos envolvidos em escândalos financeiros de grande monta ainda não foram punidos nos fóruns privilegiados (STF e STJ)?


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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O OUTRO LADO


Ao escrever no O Estado de S. Paulo, na data de 16/9, sobre a investigação criminal e a prova perdida, o renomado dr. José Roberto Batochio, com a maestria de quem há décadas advoga em causas de relevância, parece ter esquecido de dar voz “ao outro lado”. Afirma que as autoridades da persecução penal exibem performance hollywoodiana; esqueceu de dizer como agem aqueles que burlam as leis do País. Alguns atuam de forma também espetaculares, ou até espetaculosas; outros nem sequer escondem, com ardilosa desfaçatez seus crimes, talvez certos da impunidade. Ainda bem que – como disse o próprio causídico – as buscas e apreensões não são feitas só em barracos, nas comunidades da periferia, mas, também, nas ricas vivendas e escritórios afluentes. Imparcialidade, sempre, meu caro doutor. Abusos não devem ser admitidos, partam de quem ou de onde partirem. Lembre-se, ao renomado dr. Batochio, da não menos indelével verberação do mesmo Rui por ele citado, que disse: “De tanto ver triunfar as nulidades (...)”. Finalmente, dr. Batochio, de que outro modo devem agir as autoridades da persecução penal? 


Jarim Lopes Roseira ipa.saopaulo@ipa-brasil.org.br

São Paulo


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ESTUPEFACIENTE


“Tenho muito desencanto pelo FHC, ele não conseguiu sobreviver com meu sucesso. Não fui um fracasso e ele não voltou nos braços do povo. Na Lava Jato em nenhum momento me defendeu, e ele sabe que sou honesto.” Palavras de Lula da Silva, pronunciadas em abril do corrente ano. Ao se deparar com tal frase, o cidadão comum tem a impressão de que vive num país que não existe como configuração real, constituindo somente uma animação de imagens virtuais formadas por um jogo de espelhos. Sem considerar o absurdo da declaração, fica a indagação que nunca foi muito bem decifrada: qual é o verdadeiro significado da relação existente entre o cacique intelectual que, hipocritamente, até já confessou ter cometido um erro histórico ao promover a sua reeleição, e o condenado walking dead político e amoral que considera válida qualquer manifestação, mesmo que irrelevante em face da verdade, desde que permita abertura de caminho para sua ressurreição. Estupefaciente! 


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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