Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

21 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Prêmio IgNobel

Acabou o jejum! O presidente Jair Cloroquina Bolsonaro vem de ser agraciado com o Prêmio IgNobel, juntamente com Donald Trump, Boris Johnson e Narendra Modi, da Índia, atribuído pela revista satírica Anais da Pesquisa Improvável, na categoria de “Educação Médica”. A justificativa dessa “honra”? É que tais líderes usaram “a pandemia de covid-19 para ensinar ao mundo que políticos podem ter um efeito mais imediato na vida e na morte do que cientistas e médicos”. A avaliação foi feita antes das queimadas na (já carbonizada) Amazônia e de declarações do tipo “o Brasil está de parabéns pela forma como preserva o meio ambiente”. Ficam para o prêmio do próximo ano as declarações de Pinóquio sobre a destruição do nosso meio ambiente.

OMAR EL SEOUD

ELSEOUD.USP@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Notáveis

Algumas figuras, especialmente políticos, precisam – é questão de sobrevivência – estar em evidência. Seja para o bem, seja para o mal. Neste mês, dois ícones deste continente foram agraciados com o IgNobel, pela forma catastrófica como trataram a pandemia em seus países. Dizer o mais quê desses ridículos líderes?

JOSÉ PERIN GARCIA

JPERIN@UOL.COM.BR

SANTO ANDRÉ

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Pompeo em Roraima

Vamos à guerra? Não se trata de julgar ou não o regime da Venezuela. O que aconteceu foi declaração de beligerância por uma potência estrangeira em fronteira de terceiros países, apoiado pelo anfitrião, que assim também a declara. Isso vai ficar na História como manifestação de temor servil a uma potência. Ernesto Araújo envergonhou o Brasil e manchou a nossa História.

EMILIO BORSAR ASSIRATI

ASSIRATI42@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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País meia-boca

Fala sério, é bem difícil, quase impossível acreditar que um dia este país sairá do Terceiro Mundo. Não bastasse a exportação de petróleo bruto e a importação de derivados, agora ficamos sabendo que importamos... etanol! Governos anteriores nos prometeram que iríamos inundar o mundo com nosso etanol de cana-de-açúcar e, agora, importamos etanol de milho, que garantiam ser de produção incomparavelmente mais cara do que a de cana. De quem é a culpa? Da ineficiência dos empresários do setor sucroalcooleiro ou do governo, que não os incentiva? Ou de ambos? Mais uma vez o cavalo está passando arreado e nós nem sequer sabemos como montá-lo, considerando que o etanol como combustível automotivo é uma tecnologia brasileira que está sendo usada em países desenvolvidos. Sem falar que a pesquisa de outros produtos derivados do etanol é inexistente no País.

NESTOR RODRIGUES PEREIRA FILHO

NESTOR.FILHO43@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Reclamações

Não adianta reclamar do presidente. Ele não mudará. Têm de reclamar dos desavisados que, como eu, votaram nele.

CÁSSIO M. DE REZENDE E CAMARGOS

CASSIOCAM@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

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Congresso Nacional

Vilania

Fiquei animada com o ato da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que fez apenas o óbvio: tirou o auxílio-mudança de R$ 33 mil de deputados reeleitos ou que vivem em Brasília. Só que alegria de pobre dura pouco: no dia seguinte revogaram o ato. No mesmo dia em que as manchetes anunciavam 13,7 milhões de desempregados, isso não é apenas uma imoralidade. É uma vilania.

TEREZA MARIA SAYEG

TEREZA.SAYEG@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Pandemia

Segunda onda

Estado tem abordado a possível ocorrência de uma segunda onda de covid-19 no Brasil em precavida análise do futuro, enquanto ainda estamos na fase decrescente de casos da onda inicial. As observações tomam por base a segunda onda de adoecimento europeu, com 300 mil novos casos na última semana, o dobro do que se vinha verificando. Surpreende positivamente o fato de a letalidade pelo coronavírus estar agora muito reduzida na Europa, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o que indica muito mais o acometimento de pessoas com maior resistência ao vírus do que a melhora no tratamento médico. Nesta hipótese, as pessoas mais suscetíveis foram acometidas na fase inicial da pandemia, com maior letalidade. De fato, a redução da mortalidade pela covid-19 teve apenas impacto marginal da medicação e das outras medidas de suporte médico entre as duas ondas virais, como mostram as publicações científicas sobre variadas drogas. Assim, nossa perspectiva da segunda onda pelo Sars-CoV-2 deve ser assemelhada à europeia – exceto se uma vacina segura e eficaz nos proteger antes do próximo outono.

BERNARDO EJZENBERG

BERNARDOEJZENBERG@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Vida no campo

Os neorrurais

A valorização do rural, do meio ambiente, e a degradação da vida urbana provocaram, desde a década de 1970, na Europa, o início de um fenômeno moderno, que é o êxodo urbano, incrementado a partir dos anos 1980. A cidade tornou-se cada vez mais cara, caótica e violenta. A pandemia de covid-19, conjugada às aglomerações e à ignorância que ainda prevalece a esse respeito em grande parte da população completam os motivos pelos quais, em especial nas Regiões Sul e Sudeste do Brasil, têm surgido os chamados neorrurais. São pessoas que buscam um novo estilo de vida no campo, num movimento que se contrapõe ao êxodo rural, especialmente no século passado, que teve como resultado o inchaço das zonas urbanas, com favelas, na busca por trabalho e melhores condições de vida. É como a lei da física, a cada ação encontramos uma reação em sentido contrário...

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

MARIONEGRAO.BORGONOVI@GMAIL.COM

PETRÓPOLIS (RJ)

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REABERTURA DAS ESCOLAS

Escolas privadas podem demitir funcionários quando perdem alunos. Na escola pública é diferente, funcionários ditam as regras porque têm estabilidade. Está ai a armadilha para as aulas não voltarem. A Organização Mundial da Saúde (OMS) finalmente assumiu que crianças são menos afetadas pela covid-19 e pede retorno às aulas, pois, segundo ela, não há nenhuma evidência científica para que as escolas sejam fechadas. E agora, os governos, atendem à OMS ou aos sindicatos? Para quem acompanha essa disputa, fica cada vez mais explícito que a Educação não é prioridade neste país. Tudo pode, menos a criança na escola.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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COMO SERÁ?

Estamos vendo um espetáculo deprimente com o (não) retorno dos funcionários do INSS ao trabalho. E agora, depois de seis meses paradas, como as crianças serão recebidas nas escolas? Tudo limpo, banheiros com papel higiênico e papel-toalha, lanches adequados, material de papelaria em ordem? Creio que teremos mais um vexame do poder público cujos burocratas têm interesses e preocupações muito distantes do que é interesse dos brasileiros.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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VOTO DE CONFIANÇA

Este é um momento no qual tomar decisões enquanto a covid-19 ainda está ativa é algo bastante difícil, para não dizer angustiante. No tocante às escolas, então, por estarmos tratando de crianças e professores(as), cujo know-how não pode ser perdido, é algo que aumenta em muito as dúvidas sobre o acerto das escolhas. Quero dar a minha contribuição trazendo a minha sugestão para ajudar nas escolhas. Acho que devemos dar um voto de confiança aos cientistas que fazem um esforço gigantesco para descobrir vacinas que nos livrem do vírus, todas elas já em um estado bem avançado de testes. Se já estamos com as vacinas no horizonte, por que não esperar mais um pouco?

José Carlos jcpicarra2019@gmail.com

São Paulo

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FAMILIAR?

Palavras traduzidas do prefácio do conhecido livro Why Nations Fail (Por que as nações fracassam), de 2012, autores Daron Acemoglu e James Robinson, atribuídas à então muito jovem egípcia Noha Hamed, ativista do movimento que em 2011 derrubou o ditador de seu país Hosni Mubarak: “Estamos sofrendo com corrupção, opressão e péssima educação. Vivemos em meio a um sistema corrupto que precisa mudar”. Que seu brado continue a ecoar e sirva de alerta aos governos que, mesmo sem configuração ditatorial, insistem em negar a seu povo um bom nível de educação e um ambiente de honestidade e correção na condução da administração pública. Soa familiar?

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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ELEIÇÃO EM SÃO PAULO

Nas eleições que se avizinham para a Prefeitura de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro decidiu apostar no “cavalo paraguaio” Celso Russomanno (Republicanos), que, como nas vezes anteriores, larga na frente nas pesquisas de intenção de votos. A se repetirem os fracassos das eleições das quais participou até hoje, JB terá jogado fora seu dinheiro. A ver...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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O NOVO PREFEITO DE SÃO PAULO

Seja lá quem for, se tiver o apoio de Lula ou Bolsonaro, jamais receberá o meu voto.

Ricardo Fioravante Lorenzi ricardo.lorenzi@gmail.com

Sao Paulo

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CANDIDATOS

Vendo os nomes dos candidatos à Prefeitura de São Paulo este ano, sinto nojo. Cruz credo!

Edmar Augusto Monteiro eamonteiroea@hotmail.com

São Paulo

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VERACIDADE E FAKE NEWS

Celso Lafer nos brindou ontem com um belo e utópico texto (Democracia, veracidade e ‘fake news’, 20/9, A2)! Demandar ao homem público um compromisso com a verdade é ir contra o instinto humano que leva a pessoa a fazer qualquer coisa para se proteger e aos seus próximos. É só olhar a História para constatarmos quantos mentirosos chegaram aos mais altos cargos de poder e uma olhadinha no presente só confirma, não? Aqui, no país tropical, pencas de mentirosos em todos os cargos do governo e pencas de seguidores que se veem impelidos a mentir junto: a mentira contamina. Invocar a vacina da moral e da ética é nobre, mas não é eficaz.... às vezes, é exitosa na educação familiar. Sergio Moro resolveu falar a verdade, do que adiantou? Nem seus próprios pares fecharam com ele! Muito até o lançaram na fogueira. Conviver com a mentira é o preço que pagamos para ter governantes enquanto vamos cuidar de nossa vida, de nossos afazeres e de nossas profissões. Não tenho a mínima expectativa de que isso vá mudar.

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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HOMENAGEM A RUTH CARDOSO

Nesta falência de líderes e de pessoas públicas éticas no Brasil, não deixa de ser um respiro a homenagem com pauta de debates sobre o legado deixado pela antropóloga e ex-primeira-dama Ruth Cardoso, que faleceu em 2008 e faria 90 anos no dia 19, como informou o Estadão (Legado de Ruth Cardoso pauta debates, 15/9). Durante a gestão de FHC, Ruth enfatizou o terceiro setor, criando o Comunidade Solidária para combater a desigualdade social, assim como foi a idealizadora do Bolsa Escola, hoje Bolsa Família. Ruth Cardoso faz muita falta para este nosso Brasil, hoje infelizmente depreciado também pelo atual comandante do Planalto.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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A REFORMA DA CÂMARA

Em reportagem de 15 de setembro (B4), Câmara propõe poupar R$ 400 mi com reforma, nos dados sobre os comissionados não está claro quantos comissionados a Câmara dos Deputados tem no momento, no entanto, dá para saber os limites mínimos e máximos de “funcionários comissionados”, que podem ir de 4.104 a 12.825, e os gastos com eles estão limitados a R$ 116,67 mil por mês. Uma simples análise sobre a proposta da reforma administrativa na Câmara mostra que é uma proposta para iludir. Salvo melhor juízo, deveria ser proposto um limite de no máximo dez comissionados e cortar a verba pela metade. Quanto aos efetivos, temos, pelos dados da reportagem, que cada deputado tem seis efetivos. O fato positivo na proposta é um acerto nos valores salariais dos efetivos.

José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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INICIATIVA LOUVÁVEL, MAS É PRECISO MAIS

A iniciativa de reforma administrativa na Câmara federal é uma iniciativa louvável e deve ser replicada no Senado e nos Legislativos de Estados e municípios, contudo entendo que dá para buscar mais. A verba de R$ 111 mil para contratação da equipe do gabinete precisa ser gerida pela administração da Câmara e reduzida. O indício de peculato praticado com manobras como as rachadinhas muito provavelmente não se limita geograficamente ao Rio de Janeiro. Não podemos generalizar, mas se forem investigar a fundo não seria surpresa encontrarem até em mentores federais de vereadores cariocas. Óbvio que nenhuma empresa, ao contratar profissionais de alto escalão, os remunera com algo mais do que salário e benefícios, mesmo sabendo da necessidade de lhe prover equipe e recursos. Reservam-se a prover, avaliar, enfim, a gerir cada um dos gastos. Assim asseguram produtividade. Enquanto isso nós, eleitores, contratamos legisladores de forma temporária com salário bom, benefícios vultosos e ainda disponibilizamos verba astronômica para eles montarem equipe. Para piorar, nos limitamos a só os avaliar periodicamente, e apenas ao contratado. Nem nos damos conta da produtividade dos subcontratados, ou se estão ou não a serviço de gabinetes do ódio, se prestam o serviço ou dividem o butim. Isso é inaceitável. Sem o voto distrital puro com recall, ficamos à mercê de uma reforma administrativa mais profunda e inteligente. Caso os atuais deputados se sintam constrangidos a avançar nesta reforma, peço que se manifestem, para que estimulem uma proposta de iniciativa popular.

José Simões Neto Jsmantrareg@gmail.com

São Paulo

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PROTAGONISTA

O programa de reforma administrativa que será proposta pelo presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, dá alento ao povo brasileiro. Ora, segundo Maia, os salários de ingresso nas carreiras públicas terá uma redução de quase 45%, além de cortar mais de mil cargos efetivos e outros 500 cargos comissionados dos gabinetes. Maia também pretende assumir o programa Renda Brasil, enterrado por Bolsonaro. Na verdade, com as tímidas e inoperantes posições do presidente Jair Bolsonaro, Maia passou a ser o protagonista na busca por reformas melhores e mais abrangentes. Por outro lado e com cara de poucos amigos, Bolsonaro se sente incomodado com o possível sucesso de Maia, que visa claramente ao acesso ao Planalto do Palácio em 2022. Nada melhor do que uma sadia concorrência, para o bem do País, não é mesmo?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CORTE

Sugestões ao Congresso para redução de despesas: reduzir à metade o número de auxiliares e as verbas de suporte de despesas que têm cada senador e cada deputado, além da vigilância contra as rachadinhas. O ideal seria também reduzir o número de senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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É SÓ DESPESA

O economista francês Thomas Piketty, autor de O capital no século XXI, é defensor ferrenho de taxar altas fortunas e heranças como meio de diminuir a desigualdade. Enquanto isso, a Assembleia Legislativa de São Paulo aprovou projeto do governador João Doria que, a partir do próximo mês de outubro, punirá aposentados e pensionistas com descontos entre 10% e 14% nos parcos vencimentos e alguns aloprados do governo federal propõem deixar os aposentados pelo menos dois anos sem reajustes, para compor projeto social. Ferro no aposentado!

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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CARTÃO VERMELHO

Quando o ministro Paulo Guedes declarou que o cartão vermelho sobre o Renda Brasil vindo do presidente Jair Bolsonaro não foi para ele, realmente não foi. Paulo Guedes é liberal, e quero perguntar: qual o liberal neste planeta está preocupado com assistencialismo? O presidente desistiu da ideia e o ministro liberal aplaudiu...

Rodrigo Ibraim rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra

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PARA QUEM?

Paulo Guedes é um blefe, não entrega nada e não sabe liderar a equipe. Não conhece pobre nem quer conhecer. Está sendo frito aos pouquinhos e não larga o osso. Tirar do pobre para o paupérrimo o presidente não quer; prefere tirar de todos para dar para as igrejas amigas. Momento tenebroso estamos vivendo.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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POPULISMO

Quando o presidente Bolsonaro viu as denúncias da imprensa à atitude populista e prejudicial aos brasileiros na criação do Renda Brasil, recuou. É assim que deve funcionar uma imprensa livre. Os dirigentes não gostam de ser contestados, mas os cidadãos agradecem.

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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IMPORTAÇÃO DE ETANOL DE MILHO DOS EUA

O governo e os produtores americanos têm pressionado, a fim de o governo brasileiro renovar a importação do etanol de milho, concedendo a isenção das tarifas. Atualmente, a aludida isenção é para até 750 milhões de litros/ano: a partir dessa quantidade, a tarifa cobrada é de 20%; zerada a alíquota, será prejudicial ao Brasil. Tradicionalmente, os agricultores americanos gozam de subsídios consideráveis, em torno de US$ 6,2 bilhões, US$ 1,6 bilhão para o algodão, milho e soja. Em contrapartida, há a possibilidade do crescimento das nossas exportações do açúcar para aquele mercado, as quais não superam 1% das globais. Nas últimas safras o Brasil tem se destacado como o maior exportador mundial do açúcar. O consumo mundial do alimento está estabilizado em torno de 20 kg/ano, com a produção marcada pelo protecionismo e elevados subsídios.

Luiz Gonzaga Bertelli lgbertelli@uol.com.br

São Paulo

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LEILÕES FALSOS

Sou leiloeiro oficial há 40 anos, devidamente cadastrado na Jucesp/SP sob o n.º 230, e muitos bandidos formaram quadrilhas para fazer leilões via internet, especialmente de veículos. Se entrarem no Google e procurarem leilões falsos, descobrirão que mais de 50 sites foram organizados para esse tipo de leilão e mais de 52 mil pessoas foram lesadas acreditando neles. O poder público, até agora, se manteve inerte, infelizmente. Muitas vezes essas quadrilhas não colocam o nome de leiloeiro, mas algumas usam um nome de um leiloeiro de reputação ilibada, como eu, Santoro e muitos mais, para essa finalidade, ou seja, vender o que não possuem e nunca entregar, é evidente, e tomar o dinheiro de milhares de incautos. Os interessados em adquirir coisas via internet, especialmente via leilões, deveriam, antes, se informar e ver se o que estão pretendendo comprar via leilão é verdadeiro e se o site é confiável. Basta consultar as Juntas Comerciais de seus Estados. Chega de enriquecer bandidos usando a boa-fé dos brasileiros. Já não chegam os políticos? Ou não?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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EMPREENDEDORES

Nos últimos meses, perdemos alguns expoentes do nosso empresariado nacional. Nonagenários, ao longo de sua vida, muito contribuíram nos seus segmentos de atuação e no desenvolvimento do País: José Eugênio Farina (móvel planejado), Ricardo Coimbra de Almeida Brennand (vidro, cimento, aço, açúcar), Nevaldo Rocha (têxtil, vestuário, varejo), Raymundo da Fonte (limpeza doméstica, higiene pessoal, condimento), Luigi Bauducco (panetone, pão, bolacha), Aloysio de Andrade Faria (banco, seguradora, hotelaria). Que nossos jovens busquem inspiração nesses grandes empreendedores.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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