Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

23 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Lorotas na ONU

Como de praxe, o presidente brasileiro discursou na reabertura das atividades da ONU, este ano de forma virtual. Pois Jair Bolsonaro inovou, mentindo ao longo do curto vídeo sobre vários assuntos que abordou. Disse que o Brasil é “vítima” de uma campanha “brutal” de desinformação sobre a Amazônia e o Pantanal e que os responsáveis pelas queimadas são “índios” e “caboclos”; que o óleo derramado no litoral brasileiro em 2019 era venezuelano, foi vendido sem controle e chegou à costa após derramamento “criminoso”; que as orientações para ficar em casa na pandemia “quase” levaram o País ao “caos social”; e ainda que o Brasil é um país cristão e conservador e a “cristofobia” deve ser combatida. Para arrematar sua coleção de lorotas, afirmou que os brasileiros receberam mil dólares de auxílio emergencial – na verdade, foram três parcelas de R$ 600 e deverão ser mais três, mas com valores menores. Ninguém recebeu R$ 5.400, como mentiu o presidente.

RAFAEL MOIA FILHO

RMOIAF@UOL.COM.BR

BAURU

*

Só rindo

O discurso de Bolsonaro na ONU, ontem, ficará no anedotário internacional. Segundo ele, a imprensa politizou a covid-19, que chamou de “gripezinha” e já matou quase 140 mil brasileiros. E mais: as queimadas no Pantanal e na Amazônia são “inevitáveis”, arengou. E para completar alegou ser vítima de agressões internacionais para derrubá-lo do poder.

VICENTE LIMONGI NETTO

LIMONGINETTO@HOTMAIL.COM

BRASÍLIA

*

Papelão

Assim como o papel, discurso aceita tudo. Fico lembrando os discursos de campanha eleitoral do presidente Bolsonaro. Algum foi verdadeiro? Será que os países que lutam por proteção ambiental e acreditam na ciência, na busca da cura da covid-19, acreditaram nele? Pouco provável. Azar o nosso. E, igual a Lula, Bolsonaro também se acha um perseguido político.

LUIZ FRID

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Descrédito

O presidente brasileiro falar na Assembleia-Geral da ONU é fácil. Difícil é ser ouvido e que alguém acredite no que ele diz.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

*

Em boca fechada...

Se Jair Bolsonaro ficasse calado, teria sido muito melhor para o Brasil.

SÉRGIO C. ROSA

SERGIOROSA@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

*

Subalternidade

Bolsonaro na ONU se torna um ator coadjuvante de Trump.

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Devastação ambiental

Crime contra a União

A fala do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e a do general Heleno, no questionamento feito pelo Supremo Tribunal Federal, deixaram claro o absoluto desinteresse do governo Bolsonaro em proteger o verde da bandeira brasileira. Nesses depoimentos o governo confessa crime contra a existência da União, uma vez que não foram empregados todos os meios disponíveis para combater os incêndios. Trata-se de crime de responsabilidade que configura motivo para o impeachment de Jair Bolsonaro, como está claramente expresso na Constituição. Na verdade, o general Heleno parece não se conformar com o fato de o Brasil ser um país democrático e que deseja legitimamente se livrar do pior governo que já houve em sua História. A gestão de Bolsonaro é catastrófica não apenas na área do meio ambiente, mas em todas as outras, como cultura, educação, saúde, economia... Tudo vai muito mal nesse governo. É melhor o general já ir se acostumando com a ideia de que quando acabar a pandemia o povo irá para as ruas demandar o fim desse governo, como foi feito para derrubar a péssima Dilma Rousseff, dentro da mais absoluta normalidade democrática.

MÁRIO BARILÁ FILHO

MARIOBARILA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO

*

Dos males, o menor

Melhor cair o governo do que derrubar as florestas.

MARCOS ABRÃO

M.ABRAO@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO

*

Imagens não mentem

A afirmação do general Heleno sobre as queimadas no Pantanal, de que os dados foram fabricados e manipulados, é, no mínimo, infantil. Trata-se de uma pessoa inteligente, mas que tudo faz e fala para agradar ao chefe. Como diz o ditado popular, o pior cego é o que não quer ver. As imagens dos satélites não mentem.

KÁROLY J. GOMBERT

KJGOMBERT@GMAIL.COM

VINHEDO

*

Biomas arrasados

Fogo e devastação em nossas florestas, na conformidade do Ministério do Meio Ambiente. Como queria o sr. Ricardo Salles, a boiada está passando.

HUGO JOSE POLICASTRO

HJPOLICASTRO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

*

Desencontros

No Brasil, governo e natureza não se encontram. O governo, irresponsável, está sempre atrasado. E a natureza, não podendo esperar, quase sempre vai embora...

A. FERNANDES

STANDYBALL@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Pandemia

Segunda onda

A verossimilitude de uma nova onda de coronavírus, para nossa infelicidade, decorre do que se verifica estar acontecendo em países europeus – Portugal, Espanha, Alemanha, etc. Aos governadores dos Estados responsáveis cabe reconsiderar as medidas de flexibilização e adotar todas as cautelas possíveis. Pois, se a “gripezinha” voltar a atacar, nenhuma medida de prevenção é razoável esperar do governo federal.

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


UMA ‘LIVE’ NA ONU


Bolsonaro rebate críticas na ONU. Rebater, é isso? Que tal propor, somar, fechar, buscar convergências, dar exemplos? Tantas riquezas no Brasil e, no entanto, o nosso presidente vai à ONU rebater críticas. Uma plataforma global sendo usada de forma mesquinha, periférica. O Brasil é um país maravilhoso, porém carente de uma liderança que nos represente à altura. Confundir a ONU com uma live é muito medíocre. Na live, uma camiseta de um time qualquer, o presidente humilde. Na ONU, de cromo alemão apertado, alinhado. Nas duas situações, a bílis, o ódio, reflexos das redes sociais.


Leandro Ferreira silvaaleandro619@gmail.com

Guarulhos


*

REPERCUSSÃO


Depois da gafe com Al Gore e da gestão errática, inclusive no quesito meio ambiente, dificilmente o discurso de Jair Bolsonaro na ONU terá boa repercussão.


Maria Lucia R. Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba


*

RESPONSABILIDADES


Vejo na televisão enchentes incontroláveis na França; seca no lado oeste dos Estados Unidos; seca no Centro-Oeste do Brasil. As chuvas são incontroláveis e há problemas sérios quando caem em grande volume num mesmo local ou quando faltam por um tempo longo, como um terço de todo um ano. São mais de 100 dias sem água caindo do céu. A consequência é a secura do solo, das gramíneas, dos arbustos e parte das folhas das árvores. Tudo vira combustível. Se o fogo se iniciar, será impossível contê-lo. As imagens são terríveis, tanto da água quanto do fogo, e mostram o quão pequeno é o ser humano. Será que é possível evitar essas catástrofes? Creio que sim em pequenos espaços, limpando o que estiver seco e isolando este material de forma segura. Contudo, em grandes extensões territoriais é impossível. Foi impossível em 2020 nos Estados Unidos da América, a nação mais rica do planeta, foi impossível nos incêndios na Europa (Portugal, Grécia e Espanha) nos últimos anos. O que dizer sobre o Brasil, um país continental e na bancarrota, com incêndios no meio de uma pandemia? As perguntas que cabem a quem conhece como se combate fogo são: quais materiais serão necessários para um combate efetivo de incêndios nestas proporções? Qual seu custo? E, principalmente, qual sua efetividade? As perguntas a serem feitas ao Legislativo e ao Judiciário são: quem deve fazer a prevenção de incêndios, os prefeitos, os governadores dos Estados ou o governo federal? Afinal, o Brasil é um Estado federativo, tem uma Constituição que deixa claro que há uma união indissolúvel entre a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios, que, sendo autônomos entre si, ainda não são soberanos. Assim, urge que tenhamos claras as competências de cada ente federativo, para que possamos fazer as cobranças na porta certa. Vejo comentários na empresa de forma geral e aqui, no Estadão, na forma escrita, sem a clareza necessária sobre as responsabilidades. Li no Estado de 18/9, no Espaço Aberto, o artigo do jornalista Fernando Gabeira, a quem admiro, mas infelizmente o achei confuso. Também o mesmo se repete em outras matérias escritas sobre as catástrofes, por vários dias. Vejo nestes espaços um viés político tentando envolver, mesmo que de forma velada, o presidente da República. Será que é na mesa deste senhor que deve ser colocada a responsabilidade? Onde estão os nomes dos governadores? De minha parte, não cito seu nome, para não parecer que o defendo. Aqui, somente coloco as perguntas acima para que, por minha ignorância, eu possa aprender. Por outro lado, na periferia do tema, observo que, quanto mais falarem no nome que deixei de citar, melhor será para ele em 2022. É o famoso lema “falem bem ou falem mal, mas falem em mim”.


Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo


*

PANTANAL EM CHAMAS


A manchete de primeira página do Estado de ontem era Pantanal tem maior número de incêndios em duas décadas. O texto, que dava conta de que há nada menos que 16 mil focos de incêndio somente este ano e 1,7 milhão de hectares queimados na maior planície inundável do planeta (150 mil km²), foi ilustrado com fotos registradas pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Como diante de números, fatos e fotos não há argumentos, causa espécie a fala do ministro do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, que, além de minimizar a alta dos desmates, disse que os focos de incêndio são fenômeno natural e que os números apresentados nos relatórios são fabricados e manipulados para apresentar o Brasil como vilão. E ainda teve a cara de pau de atribuir as críticas do mundo todo a uma tentativa de derrubar o governo Bolsonaro. Francamente!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

POLÍTICA AMBIENTAL


O general Heleno afirma que as denúncias internas e internacionais contra a política brasileira para o setor ambiental são para derrubar o presidente Bolsonaro. Gostaria de saber quem e como o fariam, antes das eleições de 2022. Não consigo enxergar, infelizmente, esta possibilidade.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

CARA DE PAU


O projeto da lei do saneamento definiu a revisão das normas que abrem o setor para a iniciativa privada, com reflexos nos próximos dez anos. Ricardo Salles, em depoimento em audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) para explicar a não utilização de R$ 350 milhões para combater o desmatamento e as queimadas na Amazônia e no Pantanal, alegou que estava esperando a homologação desta lei, que nada tem que ver com o assunto em discussão. É muita cara de pau, mais uma marca deste governo irresponsável que está tornando o Brasil um pária do mundo.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


*

LUCIANO HUCK


“Eu estou aqui”, diz Luciano Huck (Huck fala em desejo de ‘liderar uma geração’ na política; ‘Estou aqui’, diz sobre 2022Estado, 21/9, A4). Eu até o levaria a sério, se ele defendesse que uma das medidas para diminuir a perversa desigualdade social que tanto o comove é propor aumentar a tributação de sua própria renda e a de todo o outro 0,2% que ganha acima de R$ 375 mil e paga somente 7% de imposto, enquanto a média nacional é de 19%. É propor tributar seus próprios lucros e dividendos e o dos outros privilegiados; é propor taxar as grandes fortunas. Enquanto eu não ouvir isso, escutarei o que ele fala como mais uma mera conversa para boi dormir.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


*

HUMILDADE


Eu humildemente recomendaria mais humildade ao Luciano Huck. Ele poderia ser definido neófito como Witzel, Trump ou até mesmo Dilma? Se candidate a deputado federal, viva o Congresso, em democracia ninguém governa sem ele, depois saia na sua nobre função de consertar o Brasil, tarefa que lhe parece bastante promissora pela reportagem. Confesso que estou cansado de Trumps, Witzels e Dilmas. Se é esquerda ou direita, é o que menos me importa.


Márcio Costa Rodrigues marciocr.go@hotmail.com

Macapá


*

REDUZIR DESIGUALDADES


Sobre a conversa entre Luciano Huck e o economista francês Thomas Piketty (Estado, 13/9), “o interesse de longo prazo do País é a eliminação da pobreza”, através das iniciativas empreendedoras privadas, tornadas viáveis por estruturas adequadas para “garantir a paz, debelar a fome, assegurar postos de trabalho e a educação” (Karl Popper).  Está aí o grande equívoco em definir o objetivo de longo prazo das políticas socioeconômicas do Brasil: “eliminar a pobreza”. A pobreza e sua crescente prevalência na evolução social do nosso país nada mais é que a resultante da falta de formação de uma classe média sólida e estável que dê apoio ao crescimento contínuo e sustentável da economia e do progresso social. De nada adianta combater diretamente a pobreza por programas de assistência social e de apoio à formação profissional, se não melhorarem as condições de criação de empregos, que constituem a “porta de saída” das “bolsas” e dos BPCs da vida, e que são da iniciativa dos empreendedores da classe média. Esses empregos não serão criados pela desoneração das folhas de pagamento, como sustenta a equipe econômica. Esses empregos somente seriam criados se tiver demanda crescente por bens e serviços que os justifiquem. E essa demanda crescente depende de uma classe média forte e preponderante na economia nacional. A classe média, que constitui o sustentáculo do crescimento da economia, foi ao longo dos últimos 30 anos, mesmo durante o curto período de recuperação no primeiro governo PT, minada por um agravamento da política tributária desde os anos 90, que priorizou a tributação indireta no consumo de bens e serviços, sobre a tributação direta das rendas. A lembrar o argumento escapista do então presidente Sarney para manutenção do teto da tabela do Imposto de Renda (IR) progressivo em 27,5%: “por ser mais fácil de calcular”! A criação da Cofins em 1991 para financiar a Seguridade Social, criada pela Constituição de 1988, a reforma tributária de 1995, que isentou do IR os dividendos e a capitalização de lucros, a criação da CPMF e o seu posterior turbinamento, junto como o da dupla PIS/Cofins, todos esses fatores tornaram a estrutura tributária do País altamente regressiva, com o resultado de minar a capacidade de crescimento da classe média e da economia. Nenhum governante nestes últimos 30 anos, e muito menos as poderosas federações das indústrias deste país, perceberam que o IPI sozinho foi responsável pela decadência da indústria nacional, por pesar entre 10% e 15% na formação dos preços finais de todos os produtos. A simples eliminação desse tributo burro, anacrônico e até jurássico, resultaria pelo resultante aumento na demanda por produtos industrializados, junto com sua compensação por outros tributos indiretos, com a criação de centenas de milhares de empregos em todos os setores da economia. Felizmente, temos hoje à frente do Congresso Nacional lideranças corajosas, aptas e dispostas a enfrentar este nó górdio representado por uma reforma tributária ampla e profunda, que transfira parte relevante da tributação indireta para tributação direta das rendas e destrave o crescimento sustentado da economia nacional, criando empregos e reduzindo a pobreza. 


Elie R. Levy elierlevy@gmail.com

São Paulo


*

BRASIL ESCOLHEU SER POBRE


O Nobel de Literatura Mario Vargas Llosa, em seu artigo no Estadão de 20/9 (Os dois modelos), com muita propriedade, diz que “pela primeira vez na história da humanidade países podem escolher ser pobres ou ricos”. Desgraçadamente, em quase oito décadas de vida, continuo vendo nosso amado Brasil escolhendo ser pobre. Com exceção da gestão de FHC, em que houve avanços estruturais importantes, inclusive sociais – por exemplo, com a criação do Bolsa Escola, para receber o benefício, as crianças deveriam estar estudando; assim, com sucesso, conseguiu colocar 97% delas nas escolas –, o Brasil teve parcos avanços, com destaque para o agronegócio. Prova desta literal incapacidade de administrar avanços é o que divulgou o IBGE, e foi atestado em editorial do Estado: que entre 2017 a 2018 a insegurança alimentar atingiu 36,7% dos domicílios. Ou seja, há famílias passando fome mesmo com o País sendo um dos maiores produtores de alimentos do mundo. E ainda passamos o vexame de termos mais de 50% da população sem serviços de saneamento básico. Mas, como diz Llosa, “no mundo globalizado bem se sabe quais são as políticas que criam empregos e fortalecem o país em termos econômicos”. Assim, perseguiram e conseguiram sucesso econômico e social a Alemanha, a Coreia do Sul, etc., porque, sem privilégios para os que estão ligados ao poder, oferecem educação e serviços públicos de qualidade e privilegiam exclusivamente o bem comum. Já no Brasil, nossas instituições facilitam a atuação dos corruptos e até fazem o diabo para acabar com uma operação como a Lava Jato. E, com desprezo pelos recursos do contribuinte, o presidente Jair Bolsonaro, demagogo e populista, sem preocupação com o insustentável déficit público, pensando somente na sua reeleição, não demonstra interesse em cortar benefícios crônicos e abusivos dos servidores públicos federais na reforma administrativa que enviou recentemente ao Congresso. Na realidade, a situação do Brasil é tal qual a da vizinha Argentina, que, também se curvando a uma ditadura, escolheu ser pobre e corrupta, com a leniência do Judiciário e do Congresso. Ou seja, boa perspectiva, nenhuma! Mas uma triste constatação é que não será com este governo de alma autoritária que vamos dar passos para, um dia, quem sabe, o Brasil se transformar numa Alemanha.    


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

‘ZEITGEIST’


Por um novo Zeitgeist – espírito de uma época – para o Brasil: sem corrupção, por rejeição e vergonha; sem desflorestamentos nem queimadas, por amor à natureza e à biodiversidade; sem classe de políticos e funcionários privilegiados, por justiça social; sem pobreza nem analfabetismo e com pleno emprego, por respeito aos seres humanos; com orçamentos equilibrados, por juízo na gestão; sem esquerda subversiva, por caráter/honestidade política; com sociedade consciente e engajada, por responsabilidade pela nação e pela humanidade. Então teremos produtividade, economia dos recursos e Estado de bem-estar social.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


*

VOTO DE CABRESTO


Havendo vontade política do Estado e participação efetiva da mídia com vistas a combater o tão maléfico “voto de cabresto”, seria possível atenuá-lo em muito e até evitar o seu uso. As eleições com votos proporcionais para o Poder Legislativo permitem que legendas de aluguel acolham forasteiros da política por serem famosos do ramo celebridades ou donatários de redutos submetidos. Assim, a partir do rateio do excedente de seus votos, outros aventureiros também são eleitos. Houvesse a adoção do voto na legenda, observadas normas eleitorais para composição das nominatas partidárias, as escolhas do eleitor seriam muito mais pelas causas sociais em benefícios de todos, e não por injunções impostas por carreiristas de plantão.


Antonio Francisco da Silva anfrasilva@terra.com.br

Rio de Janeiro


*

BRUNO COVAS E A PANDEMIA


A matéria de 21/9 falar em 54% de aprovação da gestão Bruno Covas no combate à pandemia é, no mínimo, querer tirar um sarro do cidadão paulistano (Ibope: Atuação de Covas contra covid-19 é aprovada por 54%). Foram, segundo a pesquisa, ouvidas pouco mais de mil pessoas, de um eleitorado de mais de 9 milhões de pessoas na cidade de São Paulo. Melhor, venham fazer esta mesma pesquisa na porta do Hospital Municipal Tide Setubal, ou no Hospital Santa Marcelina, ou no Hospital do Tatuapé. Não na porta do Hospital Sírio-Libanês. Que a elite queira manter essa mentira e manter um dos piores prefeitos, se não foi o pior, no cargo, que não queiram induzir os eleitores. Nunca – repito, nunca – recebi uma ligação de pesquisa. E não conheço ninguém que recebeu. São Paulo está há quatro anos abandonada, loteada para vereadores que bandeiam apoio para quem liberar verba. Uma vergonha. Em tempo: não sou petista, antes que me rotulem.


Reinaldo de Miranda  mirandareinaldorodrigues@gmail.com

São Paulo


*

O VÍRUS E AS URNAS


Com certeza o próximo processo eleitoral vai nos revelar em qual medida o vírus também infectou as urnas.


Francisco José Sidoti  fransidoti@gmail.com

São Paulo


*

SENHA


O anúncio do governador de São Paulo de que pretende ter toda a população do Estado vacinada até fevereiro de 2021 foi a senha que faltava para os apoiadores da ideia de volta às aulas presenciais só no ano que vem. É incrível como João Doria não perde uma oportunidade para não se desviar de sua estratégia eleitoral. Se certa ou errada, as urnas começarão a se manifestar em outubro.


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


*

MIKE POMPEO EM RORAIMA


Consta que seis ex-chanceleres brasileiros divulgaram nota de apoio a Rodrigo Maia, que por sua vez criticou duramente a visita de Mike Pompeo à Operação Acolhida em Roraima, considerando-a como uma suposta provocação e agressão à Venezuela. Na referida nota, o presidente da Câmara dos Deputados é considerado por eles como “o intérprete dos sentimentos do povo brasileiro”, como se este apoiasse as críticas. Trata-se de mera falácia, que em nada condiz com a verdade. Experimentem fazer uma pesquisa sobre o caso com o povo brasileiro e verão que os sentimentos do povo em relação ao assunto são diametralmente opostos, muito desfavoráveis ao ditador venezuelano Nicolás Maduro. Mais adiante, a nota fala em “tradições de autonomia e altivez da nossa Política Externa”. É mesmo? Onde estava essa altivez quando Celso Lafer, um dos signatários da nota, em 31/1/2002, subservientemente tirou os sapatos em aeroporto norte-americano para ser revistado? Onde estava a altivez quando o cocalero boliviano Evo Morales invadiu e ocupou a Petrobrás em 2006? Onde estavam a autonomia e a altivez da então covarde política externa brasileira, nos idos de 2002, quando o embaixador brasileiro José Maurício Bustani foi afastado do comando da Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq), da ONU, por pressões dos EUA, abrindo caminho para o ataque ao Iraque, um ano depois? Pois é...


Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


*

LAMENTÁVEL


A presença de um representante do governo Trump no Brasil e sua declaração em relação à Venezuela é lamentável. E nitidamente tem relacionamento com as próximas eleições americanas.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

VENEZUELA


Uma semana depois de a ONU considerar em relatório que o governo venezuelano é um governo criminoso, por matar, assassinar e violentar, entre outros crimes, sua população, todos os esforços para a derrubada deste tipo de governo tem de ser aplaudida. Entendeu, sr. Rodrigo Maia?


Eduardo Cavalcante da Silva cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo


*

PRAÇA MARECHAL DEODORO


Sou morador do entorno da Praça Marechal Deodoro e é revoltante ver todos os dias a omissão do poder público quanto à zeladoria do espaço entre a Avenida Angélica e Pirineus, que está sendo tomado por gente alheia à região. A imundície campeia. Onde era um parquinho, destinado às crianças, há um indivíduo que, ao que parece, usa a área como atividade comercial e junta material para cozinhar. O lugar é um verdadeiro lixão e essa pessoa impede o acesso dos funcionários da limpeza. Em 26 de agosto de 2019 foi protocolada na Subprefeitura da Sé um procedimento de n.º 6056.2019/ 0009264-8 com 1 mil assinaturas de munícipes da região, mas até hoje não temos conhecimento de nenhuma ação concreta das autoridades. Dia a dia, vemos este logradouro tradicional ficar cada vez mais deteriorado.


Antônio Pereira Lambert aplambert46@yahoo.com.br

São Paulo


*

ELEIÇÕES E BURACOS


O governador e o prefeito de São Paulo devem imaginar que eleições se ganham fazendo e tapando buracos. O exemplo dos Jardins é emblemático: há um mês e pouco passou uma concessionária da Sabesp e fez buracos ao longo das calçadas. Uma vala na frente de cada residência, portanto milhares delas ao longo dos Jardins América e Europa. Algo muito estranho, posto que as ditas não correspondiam às entradas dos canos da Sabesp. Passados quase dois meses, hoje (22/9), uma caminhonete com logotipo grande da Sabesp e a frase “Estamos atendendo a Sabesp para atender você”, em letras miudinhas o nome da firma “construtami” (sem maiúscula), passou com homens, areia e cimento tapando as covas. Simples assim, uma equipe passa abrindo valas nas calçadas e vem outra equipe e tapa as mesmas valas. Quando inquirido, um dos trabalhadores disse que “posteriormente” viriam os canos da água. Por volta de 2024, perto das futuras eleições, deverão vir outras turmas, sabe-se lá de quais concessionárias, cavando e tapando novos fossos. A finalidade é “fazer obras públicas”. Este tipo de serviço depena as finanças públicas desde a chegada de Cabral (o mestre navegador, não o político carioca do PMDB).


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.