Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Como nunca antes

O inacreditável pronunciamento do presidente brasileiro na abertura da Assembleia-Geral da ONU inverteu fatos e mentiu para o mundo. Por exemplo, sobre como desdenhou do coronavírus e nada fez para enfrentar a epidemia de covid-19, debochando das medidas recomendadas pelos médicos e por seus ministros da Saúde que por esse motivo foram demitidos. E teve a petulância de acusar índios e caboclos pelos incêndios na Amazônia, numa inversão da verdade sobre a brutal devastação da floresta por grileiros, mineradores, madeireiros, pecuaristas e ruralistas, explicitamente incentivados por inequívocos pronunciamentos dele e de seu ministro do Meio Ambiente, que só atuam para desmontar todas as instituições públicas de proteção ambiental. Muitos discursos de ódio e mentirosos já foram ouvidos em 75 anos da ONU, mas nunca assim de um presidente do Brasil.

PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE

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Do Planalto para o mundo

A fala de Jair Bolsonaro na ONU não passou de uma colagem de suas opiniões repetidas nos últimos seis meses. Até o falar em “soquinhos” manifesta a falta de hábito, como se estivesse lendo tópicos ordenados. Portanto, não deveria surpreender ninguém, dos mais atentos aos desavisados arrependidos que votaram nele sem olhar uma folha corrida de 28 anos. O que realmente surpreende é a falta de uma oposição atuante no Congresso, que a tudo assiste bovinamente. Onde estão os grandes tribunos com seus discursos indignados, já que não seria difícil contestar o analfabetismo funcional do capitão? O pleito de 2022 está logo aí e do jeito que a coisa vai teremos repetida a dificuldade de 2018.

ALBERTO MAC DOWELL DE FIGUEIREDO

AMDFIGUEIREDO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS

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Pobreza de espírito

Quem acompanhou o discurso que o presidente Bolsonaro despejou na plateia mundial deve imaginar que o Brasil vive com responsabilidade e qualidade o período de seu mandato, presumir que ele seja um ente especial – ele mesmo crê nessa condição, elevada ao quadrado. Mas para a população que acompanha diariamente a mixórdia vivida pelo País “graças” à sua atuação na Presidência Bolsonaro é só um político pobre de espírito elevado ao cubo.

LAÉRCIO ZANNINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA

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Xangrilá caboclo

Onde fica esse país que Bolsonaro reportou para a ONU? E onde posso solicitar o tal auxílio de mil dólares de que o presidente falou?

RODRIGO IBRAIM

RODRIGOIBRAIM@GMAIL.COM

TABOÃO DA SERRA

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Humilhação global

Creio que algum estafeta do presidente se esqueceu de avisá-lo de que haveria tradução simultânea para os representantes dos países que não falam a língua portuguesa.

GUTO PACHECO

JAM.PACHECO@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

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Mendaz

Usando uma palavra mais erudita, o editorial Mendacidade na ONU (23/9, A3) chama a mentira presidencial por seu nome. A vergonha não é alheia, pois o comportamento de Jair Bolsonaro é prejudicial para todos nós. A atribuição do IgNobel a ele e aos demais líderes negacionistas do mundo e as bobagens que falou na ONU mostram o quanto afundamos como país. Mas resistimos, ainda que o fracasso do presidente continue matando mais brasileiros e acabando com nosso patrimônio ambiental e estrutural.

ADILSON ROBERTO GONÇALVES

PRODOMOARG@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Escapismo e negacionismo

O fato inegável é que houve uma fuga recorde de cerca de US$ 15 bilhões de investidores estrangeiros no País este ano, em face da nossa realidade ambiental. O escapismo e o negacionismo dos governantes só agravam essa triste situação.

JOSÉ DE ANCHIETA NOBRE DE ALMEIDA

JOSEDALMEIDA@GLOBO.COM

RIO DE JANEIRO

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A verdade é para os fortes

Tudo já foi dito sobre Bolsonaro na fala à ONU: suas lorotas, a bajulação a Donald Trump e as distorções da realidade brasileira. Os que “sofrem” de lucidez sentem a aspereza do desconforto. Mas os cegos por não quererem ver se vangloriam e endossam as mentiras proferidas como se verdades fossem. Isso porque, para sair da caverna onde só se podem ver sombras projetadas nas paredes, é preciso ousar para ver as coisas como de fato são. Os mais corajosos ousam sair e ver tudo no entorno, claramente, enquanto os amedrontados – não me agrada chamá-los de covardes, porque o medo muitas vezes é fruto de traumas vividos com muita dor – preferem permanecer protegidos das desilusões e dar como verdadeiras as sombras que visualizam dentro da caverna. E tendem a criar mitos e lendas para ajudá-los a confirmar como verdadeiras as interpretações que dão às imagens formadas pelas sombras. Agarram-se às crenças por lhes ser insuportavelmente assustador viver sem narrativas que deem sentido ao que enxergam. Pobres almas, submetem-se aos embrutecidos e tiranos por temerem a luz do dia e o que ela mostra. Preferem o sono perene e a morte da verdade. O aprisionamento na caverna serve-lhes de abrigo. Fogem da liberdade, da vida como ela é. Pois que “a vida é luta renhida que aos fracos abate e aos fortes só faz exaltar” (Gonçalves Dias).

ELIANA FRANÇA LEME, psicóloga

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Degradação da República

Presidente fake pinta Brasil fake na Assembleia-Geral da ONU. O conceito do Brasil está no brejo, mas o Messias está feliz.

FILIPPO PARDINI

FILIPPO@PARDINI.NET

SÃO SEBASTIÃO

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No mesmo rol

Se até Dilma Rousseff já foi citada pela Time como uma das cem pessoas mais influentes do mundo, por que Jair Bolsonaro não seria?

J. A. MULLER

JOSEALCIDESMULLER@HOTMAIL.COM

AVARÉ


O VEXAME DE BOLSONARO


Infelizmente, o discurso anual de abertura da Assembleia-Geral da ONU não foi mais que um vexame de Jair Bolsonaro. Com um glossário imenso de mentiras, ele expôs o Brasil ao ridículo. Mentiu ao elogiar seu governo pelo combate à pandemia de covid-19, quando, na realidade, mandou às favas a ciência desde o início, incentivando o povo brasileiro a desrespeitar o isolamento social; e chamou a covid-19 de “gripezinha” e disse que, no máximo, o número de mortes chegaria a 700, tal qual no surto da Sars. A pandemia, que ele dizia ser fantasia da imprensa, até aqui já matou quase 140 mil brasileiros, e outros 4,5 milhões já foram infectados pelo vírus. Mas o presidente chegou a responder “e daí?”, quando questionado sobre o número de óbitos. No discurso na ONU, Bolsonaro defendeu, também, a política ambiental de seu governo, dizendo a barbaridade de que ele é de tolerância zero para crimes contra o meio ambiente. Sobre o recorde de desmatamento na Floresta Amazônica e as críticas internas e externas que recebe a respeito, o presidente se disse vítima de “brutal campanha de desinformação”. É muita apelação! Por fim, mentiu também ao dizer que pagou US$ 1 mil (R$ 5.400,00) de auxilio emergencial na pandemia a cada beneficiário, quando, somadas as sete parcelas até dezembro, o valor ficará em apenas R$ 3 mil (US$ 550,00); e ao dizer que no seu governo cresceram os recursos para investimentos diretos, quando, na verdade, houve queda de 30%. Mais uma vez, Jair Bolsonaro, demagogo, delira. E, falando como se todos fossem idiotas, prejudicou a imagem do Brasil neste discurso dos 75 anos da ONU.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DISCURSO MENTIROSO


Em seu discurso de abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Bolsonaro falou basicamente sobre as ações do seu governo na pandemia do coronavírus e sobre os incêndios que neste momento continuam devastando nossa Floresta Amazônica e o Pantanal, colocando a culpa nos caboclos, índios e numa mirabolante campanha contra seu governo. Bolsonaro inflou alguns números e reduziu outros, apropriou-se dos créditos e se eximiu dos débitos, enfim, fez um discurso mentiroso, delirante e suicida. Para os mal informados e fanáticos seguidores ideológicos, pode ser que Bolsonaro tenha convencido, mas já os bem informados chefes de Estado dos outros países participantes devem estar até agora perguntando a que oásis o tenso Bolsonaro, que desrespeita a ciência e agride o meio ambiente, estava se referindo.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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PRESSUPORTO PRESIDENCIAL


Bolsonaro mente descaradamente no seu discurso na ONU. Será que o presidente acha que o mundo é idiota?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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INFAME


Os caboclos e os índios são os principais responsáveis pelos incêndios na Amazônia, de acordo com o pronunciamento de Jair Bolsonaro, na ONU. Segundo o presidente da República, o Brasil soube lidar bem com a pandemia, mesmo contabilizando 138 mil mortes e 4,59 milhões de casos. Bolsonaro exaltou a ajuda humanitária aos vizinhos venezuelanos, esquecendo-se das centenas de favelas das grandes cidades brasileiras, onde a população vive em péssimas condições, sob o comando do crime organizado. O presidente destacou, também, que concedeu o auxílio emergencial de US$ 1 mil para 65 milhões de necessitados. Quando falou sobre a tolerância zero para os crimes ambientais, Bolsonaro ignorou o fato de que o nosso país tem um horrível sistema de saneamento básico, sendo comum a prática de descarte dos esgotos em praias, rios e lagos, sem o mínimo tratamento. A infame manifestação de Bolsonaro diante dos líderes mundiais foi um vexame para os brasileiros.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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REPULSA À VERDADE


O presidente Bolsonaro envergonhou todos os brasileiros com sua verdadeira aversão à verdade demonstrada no discurso de terça-feira na ONU. Sua insistência em indicar a hidroxicloroquina como bálsamo para a covid-19 é vexatória e revela ao mundo sua bisonhice e pouca experiência com os avanços da ciência, que não recomendam essa panaceia para a cura desta doença mortal. Na mesma trilha, inconcebível sua atitude de afirmar que as queimadas no Brasil sejam provocadas pelos índios e caboclos e sua presença atual seja exacerbada pelas nações europeias protetoras de seus produtores agrícolas, quando as imagens de satélites são incontestáveis.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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TIM-TIM!


Na Amazônia e no Pantanal, “caboclos e índios queimam seus roçados”. Em Brasília, entre uma dose e outra, a irresponsabilidade oficial brinda com cloroquina...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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SAUDADES


Jamais poderia imaginar que um dia iria sentir saudades da risível oratória da senhora Dilma Rousseff! Tivesse sido ela a autora do lamentável discurso na Assembleia das Nações Unidas este ano, hoje eu estaria dando risadas de suas bobagens proferidas, ao invés de estar envergonhado com tantas inverdades ditas ao mundo pelo nosso atual e temporário alcaide-mor.


Paulo Sérgio Pecchio Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo


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DISCURSOS NA ONU


A imprensa brasileira prefere atacar o nosso presidente e valorizar as metas inatingíveis dos chineses.


Fernando José Siqueira siqueirao@gmail.com

Ribeirão Preto


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CRIME AMBIENTAL


O governo Bolsonaro revogou decreto que limitava o plantio da cana-de-açúcar no Pantanal e na Amazônia. Essa atitude do governo deixa claro o real objetivo de tantas queimadas: abrir caminho para plantar cana na Amazônia e no Pantanal. Jair Bolsonaro governa de forma criminosa, estimula que toquem fogo no País, deixa tudo queimar sem combater os incêndios e, depois, premia os criminosos permitindo plantar nas áreas devastadas, que antes eram áreas preservadas. O Brasil precisa dar um basta à gestão criminosa do governo de Jair Bolsonaro. Não é possível tolerar que o País seja governado desta forma bandida, isso tem de acabar. Há motivos de sobra para o impeachment de Bolsonaro, quem continuar apoiando este governo criminoso vai cair junto com o pior bandido que o País já conheceu.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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MAPA DAS QUEIMADAS


O mapa das queimadas na América do Sul na primeira quinzena de setembro de 2020, estampado na primeira página do Estadão de 22/9/2020, mostra nitidamente que a região da Amazônia é a menos atingida pelo fogo. A Floresta Amazônica praticamente não foi atingida. Por outro lado, a região do Pantanal e Cerrado foi bem castigada, como mostra o mapa. O mapa serviria como prova de que a bioma amazônico, excluído o Pantanal e Cerrado, está sob controle do governo brasileiro.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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NEGACIONISMO E DISPLICÊNCIA


O aumento do número de mortes pelo coronavírus na última semana no Estado de São Paulo não é nenhuma surpresa e não tem necessariamente que ver com o feriado de 7 de Setembro. Não pode tampouco ser atribuído exclusivamente à leniência do Estado, mas, sobretudo, à falta de conscientização de boa parte da população. Pois, desde os primeiros movimentos da flexibilização, o acesso às ruas, bares, parques e outros espaços públicos foi intenso e rompante. Além disso, e não menos importante, os encontros sociais, seja entre amigos ou familiares, seguramente contribuíram para o aumento do número de casos. O dever do Estado, seja em relação ao coronavírus ou outros assuntos, é informar, orientar e até mesmo punir, mas a colaboração do cidadão é fundamental. O preço cobrado pelo negacionismo e pela displicência sistemáticos em relação ao coronavírus pode ser muito alto.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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INACREDITÁVEL


O aumento do número de infectados pela covid-19 em São Paulo e no Rio de Janeiro nos últimos dias – com o consequente aumento de óbitos – coincide com a evolução desta virose, pois há três fins de semana de muito sol o distanciamento social foi mandado às favas. É simplesmente inacreditável que ainda existam indivíduos que, diante de evidências constatadas em vários países, tais como na China e na Nova Zelândia, rigorosos no “fique em casa”, ainda neguem a importância do isolamento social. Consequentemente, promovem aglomerações. Irresponsabilidade criminosa, coadjuvada pelo não uso da máscara, que atenta contra sua própria vida e a de seus semelhantes. Esses indivíduos precisam entender que o principal caminho existente para a multiplicação exponencial deste vírus é a contaminação de pessoa para pessoa. Na sequência, quando os contaminados resistem ao vírus, o destroem. Caso contrário, vidas serão perdidas, levando consigo o vírus para o cemitério. Pior ainda é a atitude de um presidente da República que promove tais aglomerações, não usa a máscara e, sem qualquer pejo, critica perante o mundo o isolamento social. De quebra, receita remédio comprovadamente inócuo para tratar as vítimas da pandemia, que, se cardíacas, têm seu risco de morte aumentado. Como médico, sinto-me revoltado e, como brasileiro, envergonhado.


Antonio Carlos Gomes da Silva acarlosgs@uol.com.br

São Paulo


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VOLTA AOS ESTÁDIOS


Embora proposta pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e aprovada pelo Ministério da Saúde, a volta da torcida aos estádios, mesmo limitada a 30% da sua capacidade, é um risco evitável. Conflita com o impedimento das aglomerações nesta fase em que o coronavírus ainda circula. O mais indicado é aguardar a vacinação, que, pelo anúncio das autoridades, começa já em outubro. Se for exigida, como protocolo, a comprovação da vacina como requisito para o ingresso às praças esportivas, evitaremos a temida reinfestação, que colocaria até os jogadores, patrimônio maior e razão de existir de todo clube. Bastam os casos de covid-19 já ocorridos nos plantéis. Como a vacinação será gradativa, com esse cuidado se impedirá a chegada abrupta da multidão de torcedores às arquibancadas e proximidades dos estádios. Fica a sugestão à CBF, aos clubes e às autoridades, para avaliar na reunião prevista para esta quinta-feira (24/9).


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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O ATENDIMENTO NO INSS


O governo deveria demitir sumariamente todos os médicos peritos que se recusam a voltar ao trabalho presencial no INSS (Justiça Federal no DF suspende volta ao trabalho presencial de peritos médicos e corte no ponto, Estado, 23/9). Na sentença, como se trata de colegas de servidores públicos, o corporativismo, mais uma vez, decidiu a favor dos colegas. Não é possível que isso ocorra ainda hoje. Os caras não são médicos? Eles que se protejam. Zero para a sentença da servidora que deu a sentença. Reforma administrativa já.


Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

         

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PERÍCIA MÉDICA


Como é possível o perito preocupado com as condições de trabalho, quando se trata do funcionalismo, e faz o trabalho em consultório particular ou de empresas privadas? Uma grande falta disciplinar – PAD – é bem-vinda neste caso.


Adilson Pelegrino adilsonpelegrino52@gmail.com

São Paulo


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SINUCA


Sobre a matéria Flávio Bolsonaro não vai à acareação com Paulo Marinho (Estado, 21/9), aposto que o crime de desobediência de Flávio Bolsonaro será visto pelo procurador-geral Augusto Aras apenas como um lapso. E a Lei Maior, onde fica?


Tânia Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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CHEGA DE DEBOCHE


Desde criança ouço o dito popular “quem não deve não teme”. Tem um provérbio português que diz “perca-se tudo, menos a honra”. Será que não está na hora de o senador Flávio Bolsonaro parar de fugir da raia e abraçar esse dito popular e esse provérbio português e lutar com afinco para provar a sua inocência diante das acusações que lhe são imputadas? Como homem público que é, o senador está dando um péssimo exemplo para a sociedade brasileira. Senador, ponha um fim nesta novela. Mostre ao homem comum o que é “conduta ilibada”. Estufe o peito e saia em campo para tirar as dúvidas dos brasileiros. Chega de deboche. 


Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)


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PLANO DO PT


Depois de causar uma gravíssima crise econômica pela imensurável devastação no erário em mais de 13 anos do mais corrupto dos desgovernos da história do Brasil, causa espécie que o projeto político do Partido dos Trabalhadores (PT) para 2022, lançado nesta semana, tenha como título Plano de Reconstrução e Transformação do Brasil. Com efeito, o caradurismo petista não conhece limites. Francamente!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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REFERENDO ITALIANO


Itália faz referendo para cortar número de congressistas. Mas não é que a democracia existe! E também o tal do poder originário do povo. E o Brasil bem que podia também seguir este caminho, hein? Só que, ao invés de cortar um terço dos congressistas e demais cargos políticos, como proposto na Itália, poderíamos inovar mais ainda e propor o corte de dois terços dos congressistas, pois assim talvez tivéssemos maiores ânimos e melhores exemplos a seguir.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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CHUPA-CABRAS


Na Itália, mais de 69,5% dos eleitores, via referendo, aprovou a redução do número de cadeiras do Parlamento em 1/3 de sua composição. Se o Congresso enviou insensíveis olheiros à nação amiga para acompanhar esse belo exemplo de democracia indireta, ao constatarem que por lá os bisnetos, netos, afilhados, filhos, esposas e afins não têm direito ad infinitum aos indecentes benefícios estatais e mordomias tupiniquins, que sangram o bolso do contribuinte, que não têm salários além do cronológico e generosos auxílios pecuniários diversos, como eles se sentiram? Como defender que os nossos parlamentares têm direito a elásticas folgas nos períodos de festas folclóricas e a vagabundos recessos de fim e meio de ano? “Isso aqui é Brasil! Jamais legislaremos contra os nossos bolsos e interesses. Os italianos vivem em outro mundo!”, será o ensaiado discurso de tribuna dos misteriosos chupa-cabras do erário, os de sempre, erradamente escolhidos pelo povo, que tem muito a aprender sobre a importância de seu voto. Com inteligência, desprovidos de interesses particulares, aprendamos a praticar a democracia em verde e amarelo, pois. Fora, chupa-cabras!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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REFORMA POLÍTICA


O Senado representa a Federação brasileira, como uma ONU local, onde os Estados têm direito de eleger três membros, independentemente de sua população. Roraima tem 330 mil eleitores. São Paulo tem cem vezes isso – 33 milhões de eleitores. Como cada estado elege três senadores, conclui-se que um roraimense é 100 vezes mais representado do que um paulista ao escolher seu senador. No caso dos deputados federais, essa desproporção cai para apenas nove roraimenses para um paulista. Que democracia representativa é esta? O Senado brasileiro foi copiado do modelo dos EUA, país que foi formado a partir de uma união de varias nações – daí o seu lema e pluribus unum (um só, a partir de muitos). Ora, o Brasil inteiro sempre foi uma colônia de Portugal, dividido em capitanias ou províncias – nosso lema seria semper unum. As atribuições privativas do Senado lhe foram atribuídas para justificar sua existência. Na verdade o que essa instituição nos entrega é um custo astronômico com suas incríveis regalias, aliado ao retardamento do processo Legislativo pelo requisito de aprovação bicameral. Devíamos extinguir o Senado e reduzir drasticamente o número de deputados, respeitando a proporção de eleitores por Estados. É óbvio que isso só seria conseguido após uma aprovação em plebiscito, com um novo Congresso Constituinte. Seria muita ingenuidade esperar que esse Congresso atual seria capaz de cortar seus privilégios, já que ele só faz dar sinais claros de que caminha célere na direção oposta.


Bernardo Leal Costa blcosta@uol.com.br

Rio e Janeiro


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FUNDO PARTIDÁRIO


Para aonde vão os recursos do Fundo Partidário que distribuiu R$ 900 milhões aos inúmeros partidos brasileiros? A maioria deles não quer que isso seja transparente porque, com certeza, o dinheiro serve ao enriquecimento ilícito de algumas lideranças e afastaria eleitores depois que a verdade fosse conhecida. Por isso muitas das propostas que chegam ao Congresso no sentido de maior transparência do uso do dinheiro público nunca saem do papel. Por que precisamos de mais de 30 partidos no Brasil? Que pluralidade ideológica é essa? Vivemos uma ditadura partidária financiada com dinheiro público. Os partidos falam mais alto que o senso de justiça e de democracia. Não querem ser controlados para que possam seguir na clandestinidade do uso desses recursos, comprar carros, imóveis, esconder dinheiro em malas e cuecas, bancar propinas, comprar votos. Se as cadeiras que ocupam fossem um problema, como alguns andam dizendo, porque querem reeleição e continuar sentados nelas? Parabéns a Matheus Lara pela matéria sobre este assunto no Estadão de 20/9 (Partidos resistem a dar transparência ao uso de recursos).


Geder Parzianello gederparzianello@yahoo.com.br

São Borja (RS)

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