Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Procon nele

Contra toda a lógica, pelo que ele fez até agora, o governo Bolsonaro vem tendo crescente aprovação da população. Isso se dá principalmente porque o próprio presidente Jair Bolsonaro fala incessantemente das maravilhas – que só ele vê – de seu governo, ao mesmo tempo que reclama de todo e qualquer ato de oposição, que ele atribui a inimigos da Nação, petistas, comunistas ou terroristas. Qualquer um que não o apoie é inimigo a ser aniquilado. Suas promessas de campanha, como o combate à corrupção, foram para o baú do esquecimento. O povo, com pouco acesso a informações corretas e recebendo insistente carga de mensagens elogiosas ao governo e de falsidades dirigidas à oposição, acaba acreditando nele. Na realidade, o que temos não é um governo, mas um produto comercial vendido por propaganda enganosa. Contra esse governo temos de apelar ao Procon.

WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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De novo a CPMF?!

E lá vem o governo, mais uma vez, empurrando o resultado de sua incompetência em organizar as finanças públicas para o nosso colo. Volta a falar no famigerado imposto sobre movimentação financeira. A justificativa é que, como precisa desonerar a folha de pagamento das empresas, tem de repor uma eventual perda de receita. Mas como a preguiça – ou a incompetência – é grande, a solução mais fácil é, uma vez mais, enfiar a mão grande no bolso da população. Mas eu não quero! Não é minha obrigação financiar empresas, mesmo porque não compro nada produzido por grande número delas – armas, por exemplo.

R. F. FANTONI

RFFANTONI@IDENTIDADESEGURA.COM.BR

SÃO PAULO

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Transações eletrônicas

Na Itália serão incentivadas as transações eletrônicas mediante um sistema de cashback para quem as realiza. O valor da devolução chegará a até 300 euros por ano para cada usuário. O objetivo é aprimorar o rastreamento dos fluxos financeiros, assim inibindo a evasão dos impostos. No Brasil, o ministro da Economia, para aumentar a receita fiscal, quer taxar as transações eletrônicas. Estas serão desencorajadas, a vida dos cidadãos vai piorar, a chamada bancarização da população será desestimulada, a possibilidade de rastreamento cairá e a evasão será assim facilitada, contrariando o objetivo declarado. Que tal o ministro Paulo Guedes ter uma conversa com o seu par lá na Itália?

FRANCO PORTA

FRNCPRT@OUTLOOK.COM

SÃO PAULO

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Defesa

Caças suecos

Após vários anos da encomenda, muita celeuma, denúncias de propinas e o escambau, chegou ao Brasil o primeiro dos caças Gripen encomendados por Lula da Silva. Já não eram de última geração à época da encomenda e só agora veio o primeiro de 36. Quando chegarem os demais, esse tipo de avião já pode estar ultrapassado. Se fossem americanos, decerto já estariam todos aqui. Uma lástima o PT no governo.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

CEB.RODRIGUES@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

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INSS

Desburocratização dos laudos

Já passou da hora de desburocratizar o serviço de perícia do INSS. A seleção de peritos autônomos que atendam em consultórios externos, após aprovados em concurso, a serem credenciados e remunerados por valor predeterminado pela autarquia, poria um ponto final no que hoje é feito com a população de baixa renda, relegada ao infortúnio pelos atuais peritos do INSS. O agendamento continuaria a ser feito pelo INSS, que escolheria um entre os credenciados da região onde o interessado reside para fazer o exame. O pagamento seria efetuado após a realização do serviço e o sistema de controle da prestação efetiva se concretizaria de forma a evitar a prática de atos inadequados pelos habilitados. Uma sugestão a ser considerada consiste na entrega do laudo executado com os dados do exame realizado e a identificação do examinado em formulário contínuo distribuído pelo instituto federal, a ser assinado no ato de realização do exame pelo perito e pelo segurado. Finalmente, não haveria nenhum vínculo empregatício do perito habilitado com o órgão público e o credenciado que viesse a prevaricar seria automaticamente afastado, sem direito a remuneração ou indenização. Quanto aos peritos atuais, continuariam a trabalhar quando quisessem, como já é de praxe, até requererem a aposentadoria, já que gozam de estabilidade e inamovibilidade, que só a eles aproveitam e são referendadas pelos tribunais.

LAIRTON COSTA

LAIRTON.COSTA@YAHOO.COM

SÃO PAULO

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Eleições 2020

Muito do mesmo

A primeira prévia de votação para a Prefeitura de São Paulo não surpreende. Sem participação de político de densidade eleitoral do PT, as esquerdas ficam com Guilherme Boulos. O objetivo de Boulos é ganhar musculatura para eleições futuras, mas em política nacional bocas falam mais que ações, de modo que tropeços em candidaturas com maior potencial de votação podem ser esperadas, para seu benefício. Já a direita faz uma prévia das eleições presidenciais. Bolsonaro apoia Celso Russomanno e o governador João Doria avaliza o atual prefeito e candidato à reeleição, Bruno Covas. Planos, projetos serão os últimos a ser informados à população. Nada de novo no front político.

SERGIO HOLL LARA

JRMHOLL.IDT@TERRA.COM.BR

INDAIATUBA

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Novidades

Graças ao uso obrigatório de máscara, nesta próxima campanha eleitoral não veremos a cara de pau de muitos candidatos que tentarão a reeleição, nem os passeios daqueles que gostam de pegar criancinhas no colo, abraçar e beijar quem nunca viram antes nem verão mais se eleitos.

CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO

COMO COMPREENDER O BRASIL?


Avaliação positiva de Bolsonaro sobe de 29% para 40% em nove meses, mostra pesquisa CNI/Ibope (Estado, 24/9). A única conclusão possível é que essa amostragem da pesquisa (se retrata, mesmo, uma realidade nacional) mostra que, talvez inconscientemente, grande parte dos brasileiros incorporou o realismo mágico sul-americano em sua mente e, por consequência, quanto mais se mente para o povo, mais essa massa informe se mantém em transe e se comporta como zumbi. Como este “presidente” é um fantoche de si mesmo (e povo é povo), as perspectivas apontam para uma espécie de fim de mundo exótico e que poderá ser qualquer coisa que se consiga imaginar, mas nada bonitinho. Realmente, a incógnita é uma grande interrogação, assim como a mentira passou a ser uma grande verdade e o futuro, um passado distante. Ou não. Talvez? Talvez sim. O zumbido continua, o atraso é o futuro. Inês é morta? Ou Inês nunca foi viva? Será que Inês sabe do que acontece neste anão gigantesco? O idioma brasileiro perdeu toda a razão do belo idioma Português? Será que nos comunicamos em sânscrito e eles pensam que é em brasileiro? Será que o “penso, logo existo” de Descartes se aplica aos brasileiros? Ou aqui basta existir um capitão ensandecido que “pense” por todos os zumbis e Inês ressuscitará?


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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DEPOIS DO AUXÍLIO


O presidente Jair Bolsonaro conseguiu melhorar o seu índice de aprovação perante o povo brasileiro, especialmente entre os mais vulneráveis. A fórmula exitosa foi o auxílio emergencial pago à grande maioria dos necessitados durante a pandemia. Agora, o problema a ser enfrentado por Bolsonaro é a decretação da morte deste auxílio pela equipe econômica do governo, daqui a alguns meses. Mais um pepino para Bolsonaro descascar.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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IBOPE


A pesquisa do Ibope, encomendada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), diz que 40% dos brasileiros consideram o governo ótimo ou bom, subindo 11 pontos em relação à verificação anterior, de dezembro. O número de ruim e péssimo, nesse mesmo período, caiu de 38% para 29%. É o maior índice da gestão de Jair Bolsonaro, cuja avaliação pessoal elevou-se de 41%, em dezembro, para 50%, atualmente, número próximo aos 51% aferidos em abril de 2019 (Estadão, 25/9, A11). Mesmo com toda a carga de críticas, intolerâncias e revezes sofridos e da pandemia da covid-19, que envolveu o presidente e governadores numa indigesta discussão político-administrativa, os números são favoráveis ao governo e ao governante. No regime democrático, a crítica é admitida, desde que de fonte identificada e não constitua crime (pelo que o autor pode ser processado). A oposição consciente é bem-vinda. Os que criticam construtivamente ajudam na correção de rumo e na colocação do País na linha do desenvolvimento. Já os que criticam apenas por criticar acabam caindo no vazio da falta de credibilidade. Bom seria se todos os envolvidos na cena política deixassem o presidente, os governadores e os prefeitos trabalharem. Fizessem observações pertinentes e saneadoras, deixando o embate frontal só para o período eleitoral. E os demais – especialmente artistas e desportistas – para ser mais bem sucedidos, evitassem tomar partido, pois lhes é mais lógico conviver bem com toda a população, e não apenas com a parcela contra ou favorável ao governo. Em vez de manifestação política, aprimorassem seu trabalho para atrair plateia, não precisando recorrer a dinheiro do cofre público para se sustentar. 


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

                

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O GOVERNO BOLSONARO E A PANDEMIA


Oportuníssimo e direto ao ponto o editorial Mendacidade na ONU (23/9, A3), relativo ao discurso do presidente Jair Bolsonaro na ONU, um amontoado de mentiras ditas com a maior desfaçatez e sem pestanejar. Um dos pontos mais alarmantes é a enésima repetição de que o Supremo Tribunal Federal (STF) teria supostamente retirado da União poderes de enfrentamento da pandemia para entregá-los aos Estados e aos municípios, na tentativa de lavar as mãos quanto à clamorosa responsabilidade dele, chefe do Executivo federal. É uma balela flagrante e grotesca e sobre a qual, porém e salvo a pontual exceção do ministro Gilmar Mendes, ninguém de peso e de autoridade no Legislativo e no Judiciário se manifestou. Há que denunciar com veemência esta covarde tentativa de se eximir de culpa quanto à grave pandemia, posto que a decisão que houve foi de que União, Estados e municípios são todos responsáveis na área de saúde, em pé de igualdade, apenas não podendo um interferir ou desfazer decisões tomadas por outros; apenas isso, sem retirar poderes do Executivo, como está literalmente na decisão e que qualquer pessoa alfabetizada pode verificar. Até quando as autoridades máximas do Congresso e do Supremo vão se omitir? De Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre é difícil de esperar algo mais do que notas anódinas de protesto, porém a situação do STF é particularmente grave: ao permitir que haja deturpação deliberada do teor de uma decisão tomada pelos seus ministros, a Corte se apequena, perde autoridade e respeito e se coloca em posição de inferioridade e de subserviência ante o Executivo. Imploro ao ministro Luiz Fux, que sempre entendi ser homem de bem, digno e decente, que ponha um fim a este absurdo, convocando uma coletiva de imprensa e declarando do modo mais cabal possível o real e verdadeiro significado daquela decisão, mostrando a todos as mentiras do presidente da República. Chega de endossarem mentiras, chega de se fazerem de surdos. Se os demais Poderes da República seguirem pusilânimes, tíbios perante a sistemática degradação da nossa democracia (ainda) liberal, um tenebroso dia poderão não mais ter espaço de atuação nem voz.


Flavio Calichman ibracal@uol.com.br

São Paulo


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O MESMO DE SEMPRE


Esteja onde quer que seja, o sr. Jair Messias Bolsonaro é coerente: omite-se, mente, coloca culpa nos outros e foge de suas responsabilidades.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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LIVE


Para a live do discurso de Bolsonaro na ONU ser perfeita, só faltaram a camiseta de time de futebol e a sandália havaianas. A família Bolsonaro tem de distribuir mudas da árvore de dinheiro vivo que mantém no quintal. O povo brasileiro teria todos os seus problemas resolvidos, sem precisar aumentar impostos.


Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo


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BIZARRO E DESASTROSO


Por um lado, a fala assertiva – tem tom de comando militar – de Bolsonaro na ONU impressionou positivamente uma parte da audiência nacional – em particular a afirmação sobre o cristianismo. A popularidade do presidente não será afetada. Por outro lado, a fala não foi um pronunciamento gerencial; não agregou clientes. O dirigente de um projeto de desenvolvimento não pode apresentar dados viciados nem ilusões. Ele sabe que “não se consegue enganar a todos o tempo todo”.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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DISCURSO ELEITOREIRO


É evidente que o discurso de Jair Bolsonaro na ONU, cujo conteúdo não foi nenhuma surpresa, não foi dirigido à organização e ao mundo propriamente, mas sim à parcela da população que, assim como ele, acredita que o desmatamento na Amazônia e os incêndios no Pantanal são falácias de comunistas e que a pandemia do coronavírus, que já matou mais de 138 mil pessoas no Brasil e 970 mil no mundo, é mera gripezinha. É este público cativo que conduzirá Bolsonaro ao segundo turno das eleições presidenciais de 2022, e ele, sabendo disso, está pouco se lixando para seus detratores tanto aqui como no exterior.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O MEC NA PANDEMIA


Difícil até de começar a comentar a entrevista do ministro da Educação, Milton Ribeiro, para o Estadão de 24/9 (A12). Digo isso porque, por diversas vezes, o ministro foi questionado sobre assuntos pertinentes à educação brasileira. Até entendo que ele seja de uma formação tradicional, pastor presbiteriano, vem de uma educação que não admite, por exemplo, o homossexualismo (que o ministro considera que “surge de famílias desajustadas, pais ou mães que não conseguem dar uma boa educação”). Já sobre a educação na pandemia, diz o ministro que o MEC irá enviar direto às escolas R$ 525 milhões para que os diretores e equipe preparem as escolas para os alunos voltarem com segurança para a escola. Ao mesmo tempo, questionado sobre o abandono do MEC durante a crise da covid-19, ele comentou que a lei é clara e que quem tem jurisdição sobre as escolas são os Estados e os municípios. Mas diz que vai soltar um protocolo de biossegurança para a escola básica. E acrescenta que não cabe ao MEC se posicionar sobre a volta às aulas. Achei muito confuso o posicionamento do ministro – falou sobre educação sexual, mas não sobre uma orientação sexual que deveria permear as discussões para os jovens, principalmente na entrada do ensino médio. Questionou um dos maiores pensadores, reconhecido no mundo todo, Paulo Freire. Penso que somos um país gigantesco e que é preciso que o senhor ministro ouça os Estados e conheça a nossa realidade. Para entender a nossa realidade, é preciso estar presente e, quem sabe, visitar os Estados para entender melhor o mecanismo da educação brasileira. Enfim, o ministro precisa repensar alguns posicionamentos para a educação brasileira ganhar. Sobre a revisão da Base Nacional Comum Curricular, diz ele que é um ponto urgente para ser atacado, mas lembrando que é preciso ouvir os interessados, alunos, professores e especialistas da educação de todos os Estados. Caso contrário, iremos na contramão da nossa história.


Elisiário dos Santos Filho elisantosfilho@uol.com.br

São Paulo


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ENTREVISTA AO ‘ESTADO’


Excelentíssimo sr. Milton Ribeiro, terceiro ministro da Educação no governo Jair Bolsonaro, perdeu a chance de ficar calado, de novo (como não fez o chefe dele)... Ia ser muito melhor para o Brasil. Vida que segue...


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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MEC IRRELEVANTE


Se fosse apenas irrelevante, como afirma o editorial Um governo irrelevante (25/9, A3), este governo não agravaria o mal que causa. As ações do MEC e de seus ocupantes são deletérias desde que Bolsonaro assumiu, que vão desde o desmonte das estruturas e programas educacionais até e a homofobia criminosa e impune. Seria demais esperar que responsabilidade e colaboração, citadas no editorial, fossem ações deste governo e do ministério. Mas há que ressaltar que o principal culpado por este crime continuado não ser barrado é Rodrigo Maia, presidente da Câmara, que ignora dezenas de pedidos de impeachment do presidente. Porém, a política de balcão fala mais alto do que os interesses da Nação.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas


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O MENINO E O LOBO


Na edição de 24/9 do Estado foi publicada uma matéria em que o governador João Doria afirma que a vacina chinesa é eficiente. Lembrei-me da história que minha avó contava sobre o menino e o lobo. Numa aldeia havia um menininho que, para chamar a atenção e se divertir enganando os outros, foi para o mato e começou a gritar “olha o lobo! Olha o lobo!”. Todos os homens da aldeia correram armados para salvar o menino, mas, chegando ao local, viram o garoto às gargalhadas, e não havia lobo algum. Esse menino repetiu a mesma mentira durante várias vezes, e sempre havia alguém que acreditava, cada vez menos pessoas, mas sempre havia alguém que caía na mentira dele. Um belo dia, todos da aldeia ouviram gritos de pavor deste menino (“olha o lobo! Olha o lobo! Olha o lobo!”) e, depois, silêncio. Todos da aldeia começaram a rir, achando que desta vez ninguém havia caído na brincadeira dele e que ele aprendeu a lição. Começou a escurecer, e nada de o menino voltar. Resolveram procurá-lo e encontraram os restos do menino morto, estraçalhado pelo lobo. Nosso governador, quando candidato a prefeito, prometeu publicamente que ficaria na Prefeitura até o fim do seu mandato. Foi eleito e deixou o cargo para se candidatar a governador. 


Maria Gilka  mariagilka@mariagilka.com.br

São Paulo


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ESTOURO DA BOIADA


A longa espera pela vacina salvadora é o mote que se apresenta ao cidadão brasileiro que gosta de trabalhar, de produzir e de não se sentir inútil. As notícias sobre o desenvolvimento das vacinas contra a covid-19 são acompanhadas com a ansiedade natural de todos, creio que de toda a humanidade. Creio que a correria que certamente haverá quando se disponibilizar sua aplicação será parecida com o estouro da boiada: Deus salve quem não for pisoteado pela patuleia em êxtase. Eu rezo para que os políticos fiquem fora desta. Como assim? Pedir milagres é normal para quem reza e acredita neles.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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CAIXA DE PANDORA


Com a decisão da Volkswagen de finalmente reconhecer seu envolvimento com o regime de exceção da ditadura militar (1964-1985) e pagar mais de R$ 6 milhões a ex-trabalhadores da empresa presos, perseguidos e torturados depois de denunciados por sua diretoria, está aberta a caixa de Pandora, que deverá trazer à luz o nome de um bom número de empresas e entidades que colaboraram de forma direta, intensiva e financeira com o governo repressor e autoritário dos anos de chumbo, de lamentável memória. É hora de a sociedade brasileira saber a identidade e a verdade dos fatos. A ver...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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A VOLKS E OS MILITARES


A Volks vai pagar uma indenização de milhões a perseguidos e torturados pelo regime militar, o.k.? A questão, agora, é como os nossos patrióticos militares hoje encastelados na cúpula do atual governo vão reagir. A Volks é uma empresa comunista? É uma empresa mentirosa?


José Portes josepccesar@gmail.com

São Paulo


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‘O DILEMA DAS REDES’


O artigo Enredaram a humanidade, de Eugênio Bucci (Estado, 24/9, A2), ao comentar o filme O dilema das redes, faz uma excelente colocação: “Conglomerados globais controlam o fluxo de informações. Se isso não for invertido, babau”. Recordo-me de uma frase citada por Albert Einstein, e o dia que ele temia chegou: “Eu temo o dia em que a tecnologia ultrapassar a interatividade humana. O mundo terá uma geração de idiotas”.


Claudio Baptista clabap45@gmail.com

São Paulo


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O MAL EM ESCALA GLOBAL


Gostaria de lembrar a Eugênio Bucci, que se mostrou tão aterrorizado com o efeito das redes sociais (24/9, A2), que o ser humano ao longo da História nunca precisou de redes sociais nem da imprensa para publicar suas “paixões baixas”, como ele denomina: ódio, fúria, inveja, sentimentos violentos. Manipulação, controle, influência, sedução, desinformação e violência já foram descritos por Homero. Ainda usando os seus termos, o “conglomerado monopolista” chamado “Igreja”, só para citar um exemplo na história da humanidade, é especialista no assunto e comete seus pecados sem precisar das redes – é boca-a-boca, mesmo. Religiões “prescrevem” condutas (o que comer, o que fazer, como usar a sexualidade, etc.) por meio da oratória de seus luminares. Nem precisam da web. A única novidade no filme é a que um dos próprios entrevistados apontou: a tecnologia tem a capacidade de trazer à tona o pior da sociedade em escala global. Concordo, o mal é mais facilmente disseminado. Mas o bem também, não? Lúcifer era anjo. Assim, eu penso que caberia às pessoas do bem e que são lidas por muitos não disseminar meias-verdades. Ou eu deveria dizer meias-mentiras?


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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IGUALDADE


Tomei conhecimento, há alguns dias, de que em seu programa espacial a Nasa pretende retomar as viagens à Lua e que, pela primeira vez, uma mulher pisará o seu solo. Achei lindo, isonômico, igualitário e imparcial. Para atingir o “ótimo”, penso que, brevemente, deverá, também neste caso, ser estabelecido um sistema de cotas. Todos ficarão satisfeitos!


Décio Antônio Damin deciodamin@terra.com.br

Porto Alegre


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EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS NÃO VAI BEM


É lamentável o que vem ocorrendo com a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, que foi muito bem conceituada no passado com o serviço que presta e cobra da população. E o cidadão que paga se vê prejudicado pelas dificuldades de enviar e receber a correspondência e as sua encomendas, sem a possibilidade de reclamar na própria empresa pelo descumprimento do que foi contratado como consumidor. O portal da empresa (http://www.correios.com.br/), muito bem apresentado, não funciona, a não ser nos campos que admitem venda de produtos e arrecadação. A despeito da greve, que é direito constitucional, as agências funcionam normalmente, vendendo serviços que não cumprem ou cumprem parcialmente. Mas não aceitam reclamações de forma presencial, informando ao usuário para acessar o portal eletrônico. Outra decepção. Tente acessar o Fale Conosco – O que você tem a dizer é muito importante para nós – Registre um atendimento. Não funciona. Lá vem escrito “Não é possível acessar esse site apps2.correios.com.br demorou muito para responder.” Acesse Minhas importações. Funciona. Abrem-se dois campos; o terceiro, não: “Sua encomenda não chegou?”. A seguir, outro campo que não funciona: “Registre sua manifestação no Fale Conosco”. Lá vem a frase irritante: “Não é possível acessar esse site apps2.correios.com.br demorou muito para responder.” Você apela para a Ouvidoria. Entusiasmo. Lê-se: http://www.correios.com.br/fale-com-os-correios/ouvidoriaMais de 99% das reclamações e recorrências são solucionadas por intermédio dos nossos canais regulares de atendimento a reclamaçõesPara acessá-los, clique aqui. Você clica e lê: “Não é possível acessar esse site apps2.correios.com.br demorou muito para responder. Ou ligue para a Central de Atendimento dos Correios: 0800 725 0100”.  Ao ligar para esse número, ouve-se, por causa da pandemia, uma mensagem sobre a redução da equipe, o que pode demorar o tempo de espera. E simplesmente desligam. Você vai para “Para solicitar a intervenção da Ouvidoria, clique aqui.” Ao clicar, abre-se a janela com estes dizeres: “Se você deseja que a Ouvidoria dos Correios interceda no caso de uma manifestação (Protocolo) já registrada no Fale Conosco, preencha os dados do quadro a seguir. Protocolo de atendimento do Fale Conosco: (apenas números); e-mail cadastrado para o protocolo:...; Sua manifestação:...; Enviar. Como você não pode registrar a sua manifestação e não obteve o número do protocolo, não consegue enviar. Para arrecadar, funciona bem: “Cálculo de preços e prazos de entrega – http://www2.correios.com.br/sistemas/precos; Minhas importações – http://www.correios.com.br/enviar-e-receber/importacao/ambiente-minhas-importacoes; Correios Log -                         http://blog.correios.com.br/correioslog/ Pode vender. A gente entrega; Disque coleta. Qual a solução?


Ernesto Caruso caruso.caruso@outlook.com.br

Campo Grande (MS)


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CORREIOS


É inconcebível uma entrega de Sedex, em São Paulo, tratando-se de uma mesma localidade, demorar mais de uma semana. Falta gestão nos Correios e sobram funcionários que só querem greve e emprego, sem trabalhar. É urgente a privatização, para poder oferecer um serviço melhor, como se tem nos EUA. Quem não tem competência tem de dar lugar a quem tem. Faz muito tempo que esta empresa perdeu credibilidade. Faturas de cartão de crédito e assistência médica são enviadas por e-mail, pois as empresas não acreditam na eficiência dos Correios. Em qualquer pesquisa de satisfação, os Correios estão bem abaixo do esperado. Privatização já.


Joao Aurelio Cardoso jacard2001@gmail.com

São Paulo

 

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