Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

27 de setembro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

Aprovado por 40%

Jair Bolsonaro é aprovado por 40%, aponta pesquisa. Por que razão? Que fez o presidente para atingir esse índice de aprovação? Ora, são os R$ 600 mensais para uns e R$ 1.200 para outros, evidentemente. Quando parar com essa ajuda, naturalmente a aprovação vai cair substancialmente. Bolsonaro sabe disso. Sua única preocupação é a reeleição. Como manter a ajuda até outubro de 2022? A única maneira de ser reeleito é comprar o eleitor. Cada povo tem o governo que merece. Já tivemos Lula e Dilma e deu no que deu. Agora temos um presidente totalmente despreparado para o alto cargo, apesar de ter estado na vida pública por mais de 28 anos. Nas últimas eleições presidenciais votei nisso que está aí. Também, não havia opção: era ele ou o PT. Ah, se arrependimento matasse...

José Carlos de Castro Rios castroriosjosecarlos@gmail.com

São Paulo

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O bolso e o voto

Das pesquisas sobre o governo podemos tirar uma única conclusão: o brasileiro é mercenário. Se o governo dá dinheiro ao povo, ele é aprovado, se não der, é rejeitado.

Renato Maia casaviaterra@hotmail.com

Prados (MG)

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Popularidade

Imaginem se o discurso na ONU fosse realizado após a divulgação dessa popularidade... Melhor não!

Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo

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Quem aproveita?

A quem interessam pesquisas sobre eleição presidencial que se dará daqui a dois anos, num momento em que convivemos com graves problemas de saúde pública e econômicos?

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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Futuro incerto

Perto de dois anos de mandato, o presidente Bolsonaro está deixando o País queimar ambientalmente e quebrar economicamente. Qual será o saldo depois de mais dois anos?

Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Para ficar na História

Ações e atos que vão ficar na História do Brasil: 1) pronunciamento de Bolsonaro na ONU; 2) entrevista do ministro da Educação ao Estado, com suas evasivas; 3) palavras do general Heleno sobre críticas às queimadas, afirmando que querem derrubar o governo; 4) ausência de resposta do presidente sobre o depósito de R$ 89 mil na conta de Michelle Bolsonaro; 5) luta sem limites de Bolsonaro para ajudar os filhos; 6) manutenção de um general como ministro da Saúde; 7) ligações com o advogado Frederico Wassef; 8) como a pregação da não reeleição durante a campanha deu lugar à reeleição a qualquer custo; 9) como foi fácil esquecer tudo quanto prometeu a Sergio Moro; e 10) o “posto Ipiranga’ sendo fritado (por quê?).

José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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Tutelado

Paulo Guedes virou um ministro tutelado num governo que é tudo menos liberal. No campo econômico consolida-se a certeza de que o governo caminha para o populismo fiscal. Assim como transformou os generais em ajudantes de ordens, Bolsonaro faz o mesmo com Paulo Guedes, obrigando-o a esquecer Chicago e assumir a política econômica da Barra da Tijuca.

José Tadeu Gobbi tadgobbi@uol.com.br

São Paulo

Para que serve o MEC?

O ministro da Educação diz que não tem nada que ver com o retorno das escolas. Diz também que nada tem que ver com as crianças que não têm acesso às aulas digitais: “O Brasil é assim”. E diz ainda que o MEC não tem nada que ver com a desigualdade da educação, não dá para fazer nada. Só não explicou para que serve o MEC. Mais uma prova da administração hedionda de Jair Bolsonaro.

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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Mais uma tragédia

Depois da tragédia do Weintraub, que se mandou para os EUA, o atual ministro da Educação demorou para falar, mas quando abriu a boca... Pastor de formação, em entrevista ao Estado Milton Ribeiro atacou a homossexualidade, principalmente dos jovens, dizendo que ela se manifesta nas famílias desajustadas! Esse é o ministro da Educação (!) do Brasil.

Jose Pedro Naisser jpnaisser@hotmail.com

Curitiba

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‘Famílias desajustadas’

O ministro da Educação, Milton Ribeiro, acertou quando disse que adolescentes que andam no caminho do “homossexualismo” (sic) são de famílias desajustadas. Nós, pais de filhos gays, somos, de fato, desajustados: não estamos em conformidade com o preconceito; não estamos em harmonia com a falsidade; não estamos em concordância com a indiferença. Nós não combinamos com a mediocridade; nós rompemos com a ignorância; nós não nos encaixamos no pernicioso modelo machista; nós não nos harmonizamos com os execráveis moralistas; nós não nos unimos aos nefastos autoritários; nós não nos afinamos com os violentos; nós não nos ajustamos à hipocrisia, ao disfarce de que tudo é só uma brincadeirinha, uma piadinha. Nós, pais, mães e nossos filhos gays, somos famílias ajustadas ao amor, ao respeito, à admiração recíproca, à compreensão de que somos todos iguais. E de que todas as vidas importam!

Mariza Muzy Villela Andrigueti izandrig@uol.com.br

São Paulo

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Prêmio Nobel

Permitam-me sugerir um movimento para indicar ao Prêmio Nobel o nosso Serviço Único de Saúde (SUS) e seus heroicos colaboradores, cuja dedicação salvou milhares de vidas neste período de pandemia de covid-19. Em contraste com o chefe do Poder Executivo, que vem de ser distinguido com o prêmio de IgN0bel.

João Paulo Garcia jotapege39@gmail.com

São Paulo

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JE M’EN FICHE

A edição de 24/9 do Estado chamou minha atenção pela reportagem de Adriana Fernandes e Bruno Pires sobre a promoção, de cambulhada, de 606 procuradores federais da Advocacia-Geral da União (AGU) ao topo da carreira. A promoção foi suspensa no dia seguinte, mas imagino que o objetivo fosse só para pôr mais uma grana no bolso deles, já que, pelo que transpareceu na reportagem, a promoção em si nada significaria, porque lá só tem chefes. Como a matéria informava que os advogados públicos federais receberam R$ 590 milhões (uau!) de honorários de sucumbência em 2019, valho-me do artigo de Zeina Latif, na mesma edição, em que ela pondera que “servidores de Estado mostram-se indiferentes ao sofrimento da população” e que “falta espírito público a um grupo que deveria servir à sociedade e conta com estabilidade laboral”, para lembrar aqui a frase atribuída aos cortesões de Luiz XIV, je m’em fiche, que pode ser traduzida como não me interessa (servir à sociedade?); não quero saber (dessa história de espírito público?); ou não me importa (o sofrimento da população?). Tudo isso justo no dia de Nossa Senhora das Mercês, padroeira da libertação (?) dos escravos (nós, é obvio).

Helio Divino de Carvalho helio.sg.go@gmail.com

Aparecida de Goiânia

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SOB PRESSÃO

AGU suspende promoção. Ainda bem, pois seria uma afronta!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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AVILTANTE DESIGUALDADE BRASILEIRA

AGU promove em um só dia 606 procuradores ao topo da carreira, com salário de R$ 27,3 mil (manchete do Estado de 24/9). A farra com o dinheiro dos contribuintes continua, e, pior, paga, entre outros, pelos miseráveis do auxílio emergencial (65,3 milhões) por meio do imposto (17,24%) sobre o arroz e feijão de cada dia, entre outros impostos sobre o consumo. Então vejamos, vamos fazer uma conta aproximada considerando um auxílio emergencial por família de duas pessoas: uma família de 2 pessoas consome aproximadamente 5 kg de feijão (R$ 42,50) e 5 kg de arroz (R$ 25,00) por mês, o que gera um imposto de 17,24% (R$ 11,64) sobre R$ 67,50 por mês, ou R$ 139,68 por ano. Considerando os 65,3 milhões citados, temos a bagatela de R$ 760.092.000,00 (760 milhões e 92 mil reais) por mês ou R$ 9.121.104.000,00 (9 bilhões, 121 milhões e 104 mil reais) por ano.

Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião

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REFLEXO

A AGU suspendeu a promoção de 606 procuradores federais que seriam beneficiados com um reajuste salarial expressivo que, por certo, teria reflexo nas aposentadorias. Cabe, então, a indagação: por que os servidores públicos se aposentam levando em conta a remuneração que estão recebendo? Por que a mesma coisa não é proporcionada aos trabalhadores da iniciativa privada e estatais? A recente reforma da Previdência atingiu apenas estes.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DE VOLTA AO ASSUNTO

Como bem assinalaram grandes jornais Brasil afora, apenas com uma canetada advogados da União receberiam uma promoção ao último posto e, em consequência, um senhor aumento salarial. Mas não me lembro de tal reação contra a canetada de Dias Toffoli à sua saída do Conselho Nacional de Justiça. Não seria interessante voltar ao assunto?

Paulo Roberto Santos prsantos1952@bol.com.br

Niterói (RJ)

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O BRASIL DE UNS E O DE OUTROS

O Brasil é um dos países que tiveram o maior aumento do custo de vida neste período de pandemia. O número de panelas sobre o fogão diminui a cada dia. As famílias já estão tendo dificuldade para levar para casa arroz, feijão e o óleo. O indispensável está se tornando impossível. E não duvidemos de que em breve algum político venha a dizer isso é bom, pode contribuir para diminuir o número de obesos no País. Ah, por falar em político, lembrei-me do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), vice-líder do governo no Senado. A imprensa vem noticiando que o parlamentar ofereceu, na noite de 22 de setembro, em plena pandemia, um jantar para um grupo de senadores no salão de um clube de Brasília.  Cadeiras e mesas unidas e convidados ombro a ombro. Não estava proibido cochichar. É a vida. Uns com dificuldade de conseguir o básico para acalmar seu estômago e outros empanturrando-se de paella. Me hizo água la boca. Um dia eu quero experimentar este trem. Com uma paella à frente, grupo de risco é conversa fiada. 

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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A IMAGEM DO BRASIL

Perfeita a análise de William Waack De quem é a culpa (Estado, 24/9), sobre os prejuízos que o Brasil irá enfrentar pelo desgaste da nossa imagem internacional quanto aos cuidados com o meio ambiente. Desinformação se enfrenta com ações e informações. Enfrentamento agressivo, como é característica de Bolsonaro, só nos trará mais prejuízos.

Marcos Almeida Prado lefevre.part@hotmail.com

Curitiba

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FOGO NA FLORESTA

Os governos FHC e Lula também foram objeto de artigos quando o assunto era política ambiental. Em 1998, a Folha trouxe artigo do jornal Le Monde que acusava FHC dizendo que os índios de Roraima passavam fome devido a incêndios na Floresta Amazônica. Em 2009, a BBC Brasil, por meio da ONG Greenpeace, acusava o governo Lula de financiar indiretamente a distribuição de terras para criação de gado em áreas desmatadas ilegalmente. Dizia que o governo era sócio de grandes empresas financiadas pelo BNDES. A visão sempre foi a mesma com relação ao meio ambiente, mas parece que o responsável pelo fogo é o governo Bolsonaro.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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EXPLICAÇÕES

Certamente, o presidente Bolsonaro não é o culpado pelas queimadas na Amazônia e no Pantanal, ele apenas poderia ter feito muita coisa para diminuir o tamanho delas e a dimensão da repercussão negativa dessa tragédia ambiental, afetando a imagem do Brasil mundo afora e provocando a fuga de investimentos estrangeiros tão necessários. Mesma situação com relação à pandemia que levou tristemente milhares de vidas de brasileiros. Ele não é o culpado pela entrada do vírus em nosso país, mas poderia ter feito muita coisa para reduzir a sua propagação. Nem, tampouco, pode ser muito criticado pela aproximação com o Centrão, já que, infelizmente, com os políticos que temos, essa é a única maneira de governar o Brasil, desde o tempo dos governos do PT, que oficializaram a nefasta prática. Pode e deve, porém, ser responsabilizado pela não explicação do envolvimento de sua família nas rachadinhas, nos cheques suspeitos depositados em suas contas e outras coisas mais, que desmentem o seu discurso de candidato de combater sem trégua a corrupção instalada em nosso país.

Luiz Rapio lrapio@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

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QUEIMADAS

No quesito incêndio, o Pantanal lembra a Roma de Nero. Mal comparando, lá, pelo menos, o irresponsável tocava lira...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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O FUTURO DO BRASIL

Quais são os planos do Brasil para que a temporada de incêndios do ano que vem não seja pior que a deste ano? Quais ações o Ministério do Meio Ambiente pretende adotar para proteger os biomas brasileiros do fogo e do desmatamento? Alguém foi punido? Algum caboclo ou índio que “tocou fogo” na sua roça e destruiu o País recebeu alguma punição? Se nada for feito, o ano que vem teremos mais incêndios do que este ano, e nesse ritmo de destruição o Pantanal será extinto em quatro ou cinco anos. O que o governo Bolsonaro pretende fazer a respeito?

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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DISPUTA ACIRRADA

Num desgoverno em que o Ministério da Saúde nega e ignora a gravidade da mortífera pandemia da covid-19, em que o Ministério do Meio Ambiente se omite em meio à maior temporada de queimadas da Amazônia e do Pantanal, não surpreende que o Ministério da Educação tenha como titular o pastor presbiteriano Milton Ribeiro, que passa a disputar com seu antecessor, Abraham Weintraub, de quem são as declarações mais absurdas, despropositadas e esdrúxulas (Volta às aulas no País e acesso à internet não são temas do MEC, diz ministro, Estado, 24/9). Pobre Brasil...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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UNIÃO GOVERNADA POR PILATOS

Governo da União inepto, absenteísta e oportunista. É sua correta qualificação, dada pelo editorial do Estado de 25/9 Um governo irrelevante. Depois de o STF definir que a crise do coronavírus deveria ser combatida em conjunto e harmonicamente pela União, Estados, municípios e Distrito Federal, o estrábico e aproveitador governo federal interpretou “competências concorrentes” como competências que se excluem. Em consequência, o ônus fica para os entes federados, enquanto a União lava as mãos, primeiro no combate à crise, agora em relação à educação, dizendo seu respectivo ministro, Milton Ribeiro, que o problema é dos Estados e municípios. Se os constituintes de 1988 vislumbrassem que um dia seríamos governados por um presidente míope e inculto como Jair Bolsonaro, teriam, ad cautelam, substituído a expressão “competências concorrentes”, do texto constitucional, por “competências cumulativas”, porquanto para aproveitadores as normas jurídicas precisam ser as mais simples possíveis.

Amadeu Garrido amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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DESEDUCAÇÃO

A entrevista do ministro da Educação, o pastor Milton Ribeiro, publicada no Estadão de 24/9, é um festival de preconceitos, omissão e burrice. Um show de horrores. Pobre Brasil, vai continuar deseducado.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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BRASIL SOFRIDO

A sabedoria popular ensina que “um barco é tão bom quanto sua tripulação”. Como esperar coisa boa para o barco Brasil com uma tripulação chefiada por capitão que sempre se exime de suas responsabilidades e briga constantemente com a própria tripulação e a dos demais barcos, latino-americanos, europeus e asiáticos? O que se pode esperar de Hamilton Amazonas é problemão Mourão e de tripulação do calibre de Ricardo boiada Salles; Damares das cores Alves e, agora, Milton famílias desajustadas Ribeiro? O trágico é que há um contingente que acha isso tudo bárbaro!

Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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NAS MÃOS DO CONGRESSO

Mais do que nunca, o futuro próximo do Brasil está nas mãos do Poder Legislativo, necessitando da aprovação mais rápida possível da extinção das reeleições presidenciais (promessa eleitoral de Jair Bolsonaro) e do aperfeiçoamento do sistema de escolha de candidaturas ao Supremo Tribunal Federal (STF), já em tramitação na Câmara. Senhores deputados e senadores, tirem os olhos da barriga e encarem suas responsabilidades. Por amor ao Brasil.

Luiz Antonio Ribeiro Pinto brasiicat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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NIGUÉM MAIS AGUENTA

O povo brasileiro não aguenta mais as mesmas manchetes postadas na mídia, diariamente. Uma hora é Jair Bolsonaro faltando com a verdade no seu discurso na ONU; em outra é Flávio Bolsonaro fugindo da Justiça para não explicar as rachadinhas; depois é Eduardo Bolsonaro querendo fechar o Supremo Tribunal Federal com um cabo; depois é Carlos Bolsonaro que compra imóvel em dinheiro vivo. Infelizmente, não para por aí. Começa a despontar Renan Bolsonaro, que apoia tudo isso. Esta é a famiglia que não representa o Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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FILHOS PRÓDIGOS

Apesar da pandemia, que já matou mais de 149 mil brasileiros e vem provocando a maior crise financeira, o Brasil pode surpreender o mundo. Isso se o presidente Bolsonaro tiver coragem e peitar a Constituição, mais uma vez, nomeando um de seus três filhos como ministro da Pasta que detém a chave do cofre do governo. Melhor: colocando Flávio, Carlos e Eduardo à frente da Fazenda e dando uma “rachadinha”, digo, uma “boquinha” a cada um, no caso, deixando o Planejamento, a Previdência e a Receita Federal – e até o Comércio Exterior – que ficaria com o filho-pegador 04 – em família, o que seria uma forma de incentivar a meritocracia, pois nada mais justo que reconhecer que seus “garotos” sabem fazer milagres com dinheiro, haja vista a multiplicação imobiliária que fizeram em tempo recorde.

João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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HARD TIMES

A polêmica a respeito da responsabilidade pelos danos provocados pela pandemia já se assemelha a rusgas de crianças quando uma ofende a mãe da outra. Em reunião do Conselho de Segurança da ONU, realizada na quinta-feira (24/9), o representante chinês, munido do mais expressivo beicinho, disparou, a respeito da acusação formulada pelo presidente Donald Trump dando conta de que a China foi responsável pela disseminação do vírus, posição reiterada pela embaixadora Kelly Craft, representante dos Estados Unidos na reunião: “Já chega! Já criaram problemas suficientes no mundo!” (sic). As vítimas e suas famílias, sem saber em quem acreditar, constituem a parte trágica das consequências do presente flagelo sanitário que está ceifando vidas e extinguindo empregos, com a consequente destruição das economias, principalmente as ocidentais. Lembrando o título de famoso romance do grande Charles Dickens, Hard Times (tempos difíceis).

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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