Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

30 de setembro de 2020 | 03h00

Devastação ambiental

Boiada no matadouro

Absolutamente retrógrada e destrutiva decisão do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) de desproteger restingas e manguezais e permitindo a queima de lixo tóxico em fornos industriais. Restingas e manguezais são berçários naturais de 80% das espécies de importância econômica, atenuam a erosão, protegem o litoral, servem de filtro biológico e para a retenção de sedimentos e combatem o aquecimento global. Já a derrubada de uma regra de 1999 proibindo a queima de lixo tóxico em fornos usados para a produção de cimento contraria recomendação da Organização Mundial da Saúde, que estabelece que ela seja feita em ambiente controlado para evitar danos à saúde da população. Desnecessário ser especialista para saber que a região dos fornos que queimarem lixo tóxico serão contaminadas, causando prejuízo às empresas e a seus funcionários. É incompreensível que a sociedade brasileira e suas instituições permaneçam alheios à destruição de nossas maiores e mais valiosas riquezas, apenas para permitir que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, passe a boiada. Em última análise, somos nós a boiada e caminhamos para o abatedouro, liderados pelo presidente Jair Bolsonaro, com sua sanha destrutiva, que nenhuma vantagem traz ao Brasil.

DANIEL MARQUES

DANIELMARQUESVGP@GMAIL.COM

VIRGINÓPOLIS (MG)

*

Insensibilidade atroz

Alguém poderia explicar o que mantém Ricardo Salles como ministro do Meio Ambiente? Não contente em ficar conhecido pela frase, no mínimo grotesca, na reunião de 22 de abril, “vamos aproveitar o covid para passar a boiada” enquanto o povo está distraído, ele agora quer destruir restingas e manguezais, que levam séculos para se desenvolver e têm uma biodiversidade invejável, produzindo meio de vida para ribeirinhos e levando fartura à mesa dos necessitados. Salles é de uma insensibilidade atroz! Resta perguntar a que interesses ele atende e por quê. Não é mais possível que Jair Bolsonaro continue fingindo que nada vê.

SILVIA TAKESHITA DE TOLEDO

SILVIATTOLEDO@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Cartão vermelho

Repetindo termo usado por um ministro dos idos de 1990, digo que manguezais e restingas são imexíveis! Mas Ricardo Salles não é e, aparentemente, enlouqueceu ao estar de acordo com extinguir regras que põem em risco o meio ambiente, em especial áreas de preservação permanente em locais do litoral e que são verdadeiras incubadoras da vida marinha. Que tal passar a ele o cartão vermelho e expulsá-lo do campo, presidente?

MARA MONTEZUMA ASSAF

MONTEZUMA.SCRIBA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

Vontade do presidente

O ministro Ricardo Sales, ao fazer passar a sua boiada, fez a vontade de Bolsonaro de transformar Angra dos Reis num Caribe brasileiro e entregar a orla para a especulação imobiliária. Também atendeu aos ruralistas que entendem poder dispor dos recursos hídricos à vontade. E outras atrocidades mais. Pobre meio ambiente.

EUNICE SUMI

NINISUMI@GMAIL.COM

SÃO PAULO

*

‘Bolsanaro’

Governo caloteiro

Renda Cidadã significa dar o calote nos credores do governo federal e tirar dinheiro da educação. A imaginação não tem limites, como está comprovado por essa estúpida ideia. A reação do mercado financeiro foi imediata, fazendo a bolsa de valores cair 2,4%. A imbecilidade impera no Executivo. O Brasil está quebrado e precisa urgentemente de capital estrangeiro. Quando os investidores externos ficam sabendo de uma idiotice desse tamanho, eles recolhem o seu dinheiro e procuram algum mercado mais sério, estável e confiável. Paulo Guedes era um ilustre desconhecido e de repente virou o salvador da pátria. Mas como ministro da Economia não fez nada de útil até o presente. Não incentivou as obras de infraestrutura tão necessárias para criar empregos e fazer a roda da economia girar. O Brasil está parado, esperando um toque mágico do ilusionista Guedes, que só encontra desculpas esfarrapadas na pandemia. Perdemos quase dois anos desse governo mentiroso, cheio de promessas de campanha, mas sem um plano de ação consistente.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

JCSDC@UOL.COM.BR

BELO HORIZONTE

*

Em São Paulo

Theatro Municipal

O Theatro Municipal de São Paulo é um patrimônio da cultura da cidade e do Brasil. A frase é um clichê evidente, mas verdadeira. Sua história recente, porém, tem sido recheada de percalços. Nos últimos dias a administração municipal propôs novo certame para a escolha da Organização Social (OS) que vai dirigi-lo nos próximos cinco anos. A discussão sobre a substituição antecipada da OS, cujo contrato não se esgotou, se deu justamente por alegações de inconformidades diversas. Os problemas foram levantados há mais de um ano e desde fevereiro se anuncia a divulgação de novo edital para a seleção da substituta. Mas só em 10 de setembro o edital foi lançado, e com escassa divulgação. O edital e o termo de referência somam 60 páginas. A minuta de contrato, outras 48. Além disso, é preciso analisar um quadro de metas com dezenas de itens e elaborar detalhado orçamento. O prazo esgota-se em 1.º de outubro e as contestações já começaram. A pressa não é uma boa estratégia. O Theatro Municipal é importante demais para se tornar alvo de disputas menores. O prefeito Bruno Covas prestaria grande serviço à cultura se cancelasse esse edital, antes de novas contestações, e aproveitasse para aperfeiçoá-lo, ouvindo em primeiro lugar a classe artística e os produtores culturais. Debatidas amplamente, as regras dificilmente sofreriam contestações. A sociedade paulistana com certeza apoiaria essa iniciativa e a cultura paulista sairia engrandecida.

JÚLIO MEDAGLIA, maestro, ex-diretor do Theatro Municipal


THEATRO MUNICIPAL EM QUESTÃO


O Theatro Municipal de São Paulo é um patrimônio da cultura da cidade e do Brasil. A frase é um clichê evidente, mas é também profundamente verdadeira. Nos últimos 119 anos passaram por ele os maiores nomes das artes e dos espetáculos do mundo. Seu palco, em mais de um século, abrigou as mais diversas manifestações de todos os estilos. Ana Pavlowa, Isadora Duncan, Nijinky, Margot Fonteyn, Pietro Mascagni, Enrico Caruso, Maria Callas, Brailovsky, Rubinstein, Sir J. Barbirolli, Leonard Bernstein, Toscanini, Benamino Gigli, entre os muitos astros internacionais que visitaram a cidade. E os brasileiros Villa-Lobos, Guiomar Novaes, Francisco Mignone, Camargo Guarnieri, Bidu Sayão, por exemplo. Além das artes chamadas eruditas, também se apresentaram no Municipal uma infinidade de nomes de brasileiros e estrangeiros como Elizeth Cardoso, Manuel Bandeira, Vinicius de Moraes, João Gilberto, Pixinguinha, Paulo Autran, Procópio Ferreira, Duke Ellington, Vittorio Gassman, Ella Fitzgerald, Ravi Shankar e dezenas de outros. A lista é propositadamente extensa para demonstrar o peso desse passado. Foi também no Theatro Municipal que se deu, e não por acaso, a Semana de Arte Moderna em fevereiro de 1922. Não existe espaço que represente São Paulo e a sua cultura tão bem como o nosso querido teatro. A sua história recente tem sido recheada de percalços. Num mau momento acabou fazendo parte da pauta do jornalismo investigativo e policial, e não de artes e espetáculos, o seu território próprio. Nestes últimos dias, a administração municipal vem propor um novo certame para a escolha da organização social (OS) que irá dirigir a instituição pelos próximos cinco anos. A discussão em torno da substituição antecipada da OS, cujo contrato ainda não se esgotou, se deu justamente por alegações de inconformidades diversas. Os problemas foram levantados há mais de um ano e desde fevereiro se anuncia a divulgação de um novo edital para a seleção da substituta. Apenas no dia 10 de setembro o edital foi lançado com escassa divulgação. Quando seria de esperar que a Secretaria Municipal de Cultura e o próprio prefeito fizessem um anúncio formal convocando a imprensa especializada, se deu o contrário, e levou alguns dias para que o público tomasse conhecimento da abertura do certame. O edital e o Termo de Referência somam 60 páginas. A Minuta de Contrato, outras 48. Além disso, é preciso analisar um quadro de metas com dezenas de itens e elaborar um detalhado orçamento. O prazo se esgota no dia 1.º de outubro. As contestações já começaram, conforme os jornais noticiam. O Theatro Municipal é importante demais para São Paulo para se tornar alvo de disputas menores, ainda mais que a próxima administração do espaço terá a missão de centralizar as comemorações dos 100 anos da Semana de Arte Moderna, um dos grandes eventos da história da cultura brasileira, no ano em que se comemorará também o bicentenário da Independência. A pressa não é uma boa estratégia. O prefeito Bruno Covas prestaria um grande serviço à cultura de São Paulo se cancelasse esse edital, antes de novas contestações, e aproveitasse esse período para aperfeiçoá-lo ouvindo, em primeiro lugar, a classe artística e os produtores culturais, que muitas contribuições poderiam dar para assegurar ao Theatro Municipal um destino à altura da sua importância histórica. Debatidas amplamente, as regras dificilmente sofreriam contestações. Um novo edital poderia então ser lançado, ainda nesta administração, com um prazo largo e razoável para que os interessados se inscrevessem, estudassem as regras e apresentassem suas propostas. Isto à vista de todos. A sociedade paulistana com certeza apoiará essa iniciativa e a cultura paulista sairia engrandecida.


Júlio Medaglia, maestro, ex-diretor do Theatro Municipal maestrojuliomedaglia@gmail.com

São Paulo


*

QUE FIGURA É ESTA?


Presidido pelo já famoso ministro Ricardo Salles, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) aprovou a extinção de regras que protegem nossos manguezais e restingas. Ilustrando a notícia da página A16 do Estado de ontem (29/9), uma foto encantadora de um mangue próximo a Cananeia. Este cidadão, na fatídica reunião ministerial de 22 de abril, demonstrou seu primoroso caráter. Abriu a porteira, “passa tudo”. Lembram? Repugnante!


José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André


*

RICARDO SALLES


O ministro do Meio Ambiente (sic) comete um crime de lesa pátria contra os manguezais e as restingas. Se as autoridades, a sociedade civil organizada e ONGs ambientais se calarem diante deste descalabro, iremos permitir que se destrua o Brasil.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


*

MANGUEZAIS E RESTINGAS


“Onde passa um boi passa uma boiada.”


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


*

A BOIADA DE SALLES


A boiada marcada a ferro pelo ministro Ricardo Salles acaba de arrombar a porteira, e por ela foi passando tudo em detrimento do meio ambiente. Não há mais órgão competente para zelar pelos interesses da Nação. Tudo foi desmantelado de sorte a garantir os interesses daqueles dedicados à destruição desordenada e predatória para substituir nossos manguezais por áreas de especulação imobiliária em detrimento dos ecossistemas brasileiros. A reação dos investidores mereceu a devida contrapartida, com a fuga de capitais e negativa de compactuar com essas medidas de degradação a que fomos relegados pelo governo brasileiro.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


*

O CRIME CONTRA O MEIO AMBIENTE


O que vem acontecendo com o meio ambiente no governo Bolsonaro é um verdadeiro crime contra os interesses nacionais. Não foi por acaso que o presidente escolheu Salles para ser o titular daquela Pasta. Já estando condenado em primeira instância, por unanimidade, pelo crime de falsificar processo de conservação ambiental, Salles não poderia estar exercendo este cargo. Só pode exercê-lo por ter recorrido à segunda instância contando com a morosidade da nossa Justiça. Porém Bolsonaro, que se elegeu sob a bandeira de combate à corrupção, ao escolher um réu em tal crime para o cargo que ocupa hoje, foi exatamente para fazer o que vem fazendo e no que é eficiente. Toda essa destruição se deve a um misto de ignorância crassa do meio ambiente com uma ganância suicida. Na segunda-feira, 28/9, o Conama liberou mais destruições ambientais. O Legislativo já pode ser considerado conivente com este crime ambiental. Bolsonaro já deu carradas de razões para sofrer uma destituição, enquanto o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, alegou, em 3/8, que não encontrou nenhum tipo de crime atribuído a ele. Daquela data até agora, seria bom o deputado Maia analisar quanto das nossas florestas já foi destruído. Para recuperar os danos ocorridos no Pantanal, graças às ações dessa dupla nefasta, serão necessários pelo menos 50 anos, além de ter de cuidar das araras-azuis, privilégio do Brasil, cujo habitat foi destruído, assim como as suas fontes de alimentação. Já na Amazônia, onde o estrago foi ainda maior, nem temos condições de estimar quantos anos serão necessários para a sua recuperação. Em plena luta da humanidade contra o aumento da temperatura média da Terra, para a nossa sobrevivência, os líderes das demais nações não vão assistir passivos a esta destruição insana dos biomas de maior importância para frear o aquecimento global. Já começamos a sofrer represálias, e com certeza serão cada vez maiores. Não tem nada que ver com ideologia e muito menos com partidarismo. Já se tornou uma questão econômica de primeira relevância, e não é a CPMF que vai resolver.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


*

META


Ricardo Salles, por incrível que pareça, ministro do Meio Ambiente, toma atitudes com se um deserto fosse uma boa meta para o Brasil.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


*

OLHANDO O PROBLEMA NOS OLHOS


Segundo um pensamento recentemente difundido nas redes sociais, a culpa das críticas feitas à política ambiental do Brasil é das nações europeias. Afinal, a linda Europa teria cometido toda a sorte de crimes ambientais e agora quer expiar os seus desastres inomináveis condenando o Brasil a ser uma nação de aborígenes silvícolas. Feito uma criança de primário pega numa traquinagem, o Brasil aponta o dedo para o coleguinha e anuncia que ele fez primeiro, como se isso fosse uma licença incondicional para que fizesse o mesmo ou, pelo menos, o livrasse do puxão de orelha. Importante lembrar que não existe consideração nem lembrança quanto à perspectiva histórica nem ao estágio de desenvolvimento tecnológico, jurídico e social dos criticados, tudo é trazido a valor presente, sofrendo com juros, correções e câmbio em seu mister, não econômica ou financeiramente. Pessoas com antepassados oriundos do velho continente patrioticamente assumem uma atitude de amaldiçoar as navegações, os descobrimentos, o desenvolvimento científico e humano, colocam-se a uma enorme distância de suas origens, assumindo a natureza de um nativo, porém, desses nativos também distante, e muito mais do que de seus ancestrais. Por conveniência, ou desvio comportamental, decidem ignorar evidências e passam a se defender de ataques por si próprios perpetrados, criando literalmente uma cortina de fumaça, tanto enganosa quanto enganadora, em lugar de arrumar a casa e seguir adiante com suas virtudes e vantagens naturais. Criam teorias conspiratórias e farta documentação para desinformação e confusão, um velho método aprendido dos ancestrais amaldiçoados. Acreditam no inacreditável, refutando evidências tangíveis, apoiam-se em dogmas como inquisidores, julgam e condenam sem o apoio das cortes, assim se aproximando do que criticam, se afastando das reais conquistas e glórias dos criticados. Renegando o melhor de suas origens, repetem seus erros, em proporções maiores e mais duradouras. Ou aprendemos com nossos erros e abraçamos a excelente legislação existente, separando os aproveitadores dos produtores, valorizando nossas riquezas e a modernidade de uma agropecuária realmente sustentável, ou nos condenaremos a párias do comércio internacional, os vendedores da xepa.


Alberto Amorim, engenheiro agrônomo (Esalq-USP), produtor rural, foi secretário executivo das Câmaras Setoriais da Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo (2015-2018) e integra a Câmara de Cafeicultura da Sociedade Rural Brasileira abamorim62@gmail.com

São Paulo


*

‘FIM DA LINHA’


Sobre o artigo Fim da linha, de Ana Carla Abrão (29/9, B6), a promoção por antiguidade permite aos menos capacitados também chegarem aos postos mais elevados da administração pública. A regra consiste em dividir as vagas para promoções em uma por antiguidade e outra por merecimento. Diante dessa métrica, aquele que nada fez e somente esperou o tempo passar é tão merecedor quanto o que se dedicou e foi promovido por merecimento. Todo o meu respeito aos que foram promovidos por antiguidade, que muitas das vezes tinham, sim, condições de serem galgados aos postos mais elevados por merecimento, porém as vagas eram de apenas 50%. A promoção por antiguidade deve ser banida do serviço público, como medida salutar para uma nova administração.


Dagoberto de O. Franco dagoberto@oliveirafrancoadv.com.br

Araras


*

O BRASIL NO LIMITE


Cumprimento a sra. Ana Carla Abrão, pelo artigo de ontem (29/9, B6), Fim da linha. Exemplo de jornalismo: perseverança em assuntos vitais para o nosso país. Comentando cada vez de um ângulo. Importante para nós, o povo.


Cesar Eduardo Jacob cesared30@gmail.com

São Paulo


*

INADMISSÍVEL


O povo não pode mais aceitar sustentar uma casta cheia de privilégios, seja no Executivo – vejam as mordomias, quantidade imensa de funcionários, seguranças, cartões corporativos com dinheiro à vontade para ser usado e abusado; no Legislativo, com mil penduricalhos, verbas exorbitantes e desnecessárias; e no Judiciário que nem se fale, com tantos privilégios, e tudo isso num país com contingente enorme de gente em situação precária. É inadmissível! Enquanto isso, nos países desenvolvidos e ricos tal excrecências não existe. Certa vez, alguns anos atrás, fui assistir a uma sessão no Senado americano, lá no Capitólio, aquele prédio magnífico! E observei, com ponta de inveja, que os senadores estavam chegando com seus próprios carros dirigidos por eles mesmos. Tudo muito simples e sem nenhum luxo especial. Já aqui, esta elite de privilegiados tem carros com motoristas, blindados, um sem número de assessores e moradia grátis que nós pagamos! É o fim! A gente vê em Brasília como vivem feito nababos! Sem contar os militares graduados com privilégios que nenhum de nós seria capaz de ter, que se estendem às filhas, que basta não se casarem no civil para receber a pensão dos pais até o fim da vida. Quanto isso não custa para o povo brasileiro? E, assim mesmo, Guedes está pensando em obter do Congresso o aval para criar um novo imposto para que o sr. Jair possa dar a ajuda aos pobres. É bom dizer que ninguém se opõe a que haja proteção social. Isso é fundamental. Mas que ela seja arcada por toda sociedade igualmente e não recaia sobre o ombro de quem menos pode, através do efeito cascata. Mentem ao dizer que os pobres não pagarão. Vão pagar, sim, através do imposto que recai até sobre o pãozinho que comem, no macarrão ou biscoito, ovos ou arroz com feijão, que, por sinal, estão pelos olhos da cara! Este país precisa tomar jeito. Na vida não temos muita escolha: ou crescemos como adultos ou morremos indulgentes, passivos e pobres como país, por causa do infantilismo de que estamos acometidos, incapazes de exigir mudanças nesse sistema injusto. Essa é a realidade!


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


*

SEM CPMF


Ao que parece, a reforma tributária vai ressuscitar a CPMF com outro nome, ao invés de emagrecer a máquina pública para reduzir despesas. A pesada carga tributária é suficiente, mas precisa saber administrar sem novos impostos.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


*

INSISTÊNCIA COM A CPMF


Tributar é fácil e cômodo. Pagar o tributo, na atualidade, é impossível. A reunião do Planalto com líderes partidários, na segunda-feira, 28/9, serviu para sepultar a CPMF. Eis que a vontade de Bolsonaro e de Paulo Guedes de criar tributo nos moldes da CPMF não prosperou, atuando bem o Congresso Nacional. A vontade dos governos voa com o vento, mas o bolso dos contribuintes não pode mais suportar o desejo tributário do governo de plantão. O povo deseja redução de gastos e não mais tributo, porque já carrega nas costas uma carga tributária considerada uma das maiores do mundo, considerados os nossos custos e benefícios.


José C. de Carvalho Carneiro jcdecarvalhocarneiro@hotmail.com

Rio Claro


*

MÃOS SEBOSAS


Impacto da pandemia tira até um quarto do rendimento dos trabalhadores no País (Estadão, 28/9, B1). E nosso Messias e seu impostor Ipiranga querendo meter ainda mais as suas mãos sebosas no bolso do povo, com a nova versão ainda mais nefasta e maior da CPMF. Em 2019, Marcos Cintra foi demitido por levantar a mesma rota e esfarrapada bandeira. Era balão de ensaio e, diante da reação popular contrária à ideia, serviu como boi de piranha. Agora, bem, agora os fins sujos (compra de votos) para os quais se destina esta excrescência fiscal justificam sua ressureição. Não vou lembrar todas as promessas de campanha deste mequetrefe (entre elas a não criação de mais nenhum imposto), porque é uma total inutilidade lembrar a este indivíduo que palavra dada deve ser cumprida, custe o que custar. Honra, honestidade, moral e ética até podem fazer parte de seu vocabulário, mas jamais de seu ideário.


Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo


*

QUEDA DE RENDA NA PANDEMIA


Como destacou a manchete do Estadão de 28/9, Renda de trabalhadores tem queda de até 25% com pandemia. É o que indica o IBGE, na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Covid. Essa pesquisa engloba resultados do trimestre entre maio e julho. No mês de maio, período dos mais críticos desta pandemia, trabalhadores sem instrução, com ou sem ensino fundamental completo, e com ou sem ensino médio completo, tiveram queda na renda de até 25%. Já para os com superior completo ou com pós-graduação a queda foi menor, de 14%.   Porém, na queda média dos três meses, ou seja, considerando os 18% em maio, 17%, (junho) e 13% (julho), a queda de renda no trimestre citado foi de 16%. Provavelmente essa defasagem média de queda de 16% na renda do trabalhador tenha sido minorada, ou até coberta, para efeito de consumo geral das famílias, com as três parcelas do auxílio emergencial criado para a pandemia, de R$ 600 mensais para 65 milhões de trabalhadores. Isso representou um aporte extra total do governo em torno de R$ 150 bilhões. Porém muito preocupa é que, em função desta pandemia, que segue devastadora, e sem uma vacina, a recuperação da renda do trabalhador deverá ser adiada. Já que temos também, infelizmente, a acentuada queda da atividade produtiva, com milhares de empresas fechando as portas. E as quatro novas parcelas do auxílio emergencial, até dezembro, serão de apenas R$ 300 mensais. O cobertor continuará bem curto.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


*

RENDA CIDADÃ


De pois é em pois é, agora o Bolsa Família transmutou-se em Renda Cidadã, e o messias é seu novo patrocinador. Ah, e a “grana” será retirada do Fundeb. Ou seja, criou-se um moto-contínuo: recursos menores na Educação para manter e aumentar os que não são agraciados pela Educação e, assim, manter cativos os desassistidos como eleitores gratos ao grande, ao enórmico salvador dos pobres. Nem Lula pensou nisso. Qual será a próxima mágica do pequeno cirquinho cínico JMB & seus JMBminions?


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


*

REFORMA


O governo está quebrando a cabeça para obter recursos para a criação da Renda Cidadã e arrecadar mais. Por que não diminuir as mordomias? Reduzir o número de políticos e acabar com as verbas de gabinete? Apenas um senador por Estado, dois deputados federais por Estado e 3 vereadores por município. Por que 11 ministros do STF? Bastam 7. Nenhum aumento de impostos sem corrigir a tabela do Imposto de Renda na fonte!


João Ernesto Varallo jevarallo@hotmail.com

São Paulo


*

FUNDOS


Dentre as possíveis fontes de financiamento do novo Bolsa Família, poderia ser ponderada a possibilidade de usar um porcentual dos Fundos de Desenvolvimento Regionais, a saber: da Amazônia (FDA), do Nordeste (FDNE) e do Centro-Oeste (FDCO). Da mesma forma, também um porcentual dos Fundos Constitucionais do Nordeste (FNE), Norte (FNO) e Centro-Oeste (FCO)? Seria um reforço para aquelas regiões. Alternativamente, esses fundos também poderiam ser investidos para programas habitacionais voltados para a baixa renda.


Milton Córdova Júnior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)


*

PEDALADA


A proposta para financiar o programa Renda Cidadã está sendo considerada como pedalada fiscal. Especialistas, incluindo técnicos, analistas do mercado financeiro e parlamentares, divergem, e mais: aumenta a desconfiança sobre o controle das contas públicas. Como interpretar este procedimento dos também especialistas do governo?


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


*

SURREALISMO


O que Franz Kafka e os mestres do surrealismo diriam sobre a nossa realidade socioeconômica, política e cultural? Até no “absurdo” este país tem as suas singularidades. Eu cansei de procurar entender isso faz tempo.


Amilton Moreno sailor1908@gmail.com

São Paulo


*

‘UM GUIA BRASILEIRO, SUPERLATIVO E INCONTESTE!’


A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) tomou ciência com contentamento do artigo Um guia brasileiro, superlativo e inconteste! (29/9, A2). O texto, assinado por membro desta sociedade, o dr. Antônio Carlos do Nascimento, encontra-se em total concordância com a Nota de Repúdio à Nota Técnica n.º 42/2020 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), divulgada pela SBEM e outras sociedades médicas no dia 17 deste mês. Esta nota de repúdio registra que a alimentação inadequada é um dos principais fatores para o desenvolvimento de Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNTs) no Brasil e que a promoção de uma alimentação saudável para a população é dever do Estado. O Guia Alimentar para a População Brasileira do Ministério da Saúde de 2014 traz a recomendação de uma alimentação baseada em alimentos in natura ou minimamente processados. Além disso, reforça a importância de evitar alimentos ultraprocessados, mais aprazíveis e palatáveis, mas com excesso de ingredientes críticos (açúcar, gordura e sal), com potencial de levar a um consumo exagerado e consequentes danos à saúde. Sendo assim, a SBEM reforça a sugestão da nota de repúdio de que o Mapa deveria investir no estímulo do consumo de frutas, verduras e legumes, direcionando esforços para melhorar o acesso a alimentos básicos como arroz e feijão, alimentos saudáveis que constituem a base da população brasileira e que atualmente apresentam um custo incompatível à renda de grande parte dos brasileiros. 


Rodrigo O. Moreira, presidente da SBEM (gestão 2019/2020) rodrigo.moreira@endocrino.org.br

São Paulo

MAESTROJULIOMEDAGLIA@GMAIL.COM

SÃO PAULO

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.