Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2020 | 21h00

POBRES BRASILEIROS

As evidências de traição aos eleitores que votaram em Jair Bolsonaro, como eu, na esperança de uma política que sepultasse os velhacos costumes de uma republiqueta de banana, acumulam-se dia a dia. Em manchete, o Estado de 1/10 jogou uma pá de cal na esperança daqueles que ainda acreditavam na sinceridade de propósitos do então candidato Jair Messias Bolsonaro (Bolsonaro acena a Centrão e ala do STF com escolha para a Corte). Assim pensávamos: novos tempos hão de vir, nos quais a corrupção, a principal e fatídica chaga do Brasil, será combatida com rigor. Minha desconfiança começou com a indicação de um procurador-geral da República, ligado ao PT, que acabou revelando sua intenção de demolir a Operação Lava Jato. Continuou com as sucessivas derrotas do ministro Sergio Moro e com a união ao ex-advogado petista Dias Toffoli (os extremos se tocam), então presidente do Supremo, para paralisar o Coaf. Culminou na indicação para o Supremo de um juiz “garantista”, certamente aprovado por Gilmar Mendes, que tomou conhecimento disso numa reunião em sua casa, patrocinada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, com a presença de Dias Toffoli. Para finalizar este corolário de boas notícias para um povo pagador de elevados impostos, tudo indica que o Supremo terá facilitada a tarefa de anular uma das condenações do ex-presidiário Lula da Silva, o mentor dos maiores projetos de roubo de uma nação, o mensalão e o petrolão. Assim, os pobres brasileiros pagadores de elevados impostos terão comprovada a prevalência de uma casta privilegiada de amigos e parentes do rei (apud Bolsonaro).

Antonio C. Gomes das Silva

acarlosgs@uol.com.br

São Paulo

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A TURMA

A turma dos anti-Lava Jato ganhou um reforço poderoso! Nada menos que o presidente da República que, por apoiá-la, foi eleito. Jair Bolsonaro prossegue em sua caminhada, pisoteando aliados e promessas em busca de mais poder e proteção à sua família. Aos poucos, vai delineando um quadro de polarização bem definido em 2022, já no primeiro turno.

Luiz Antonio Ribeiro Pinto

brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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JAMAIS VOTO EM BOLSONARO

Estou de pleno acordo com o artigo de José Neumanne no Espaço Aberto de 30/9 (A2), A eterna volta do Brasil ao futuro prometido. Os brasileiros, em geral, têm memória curta. Lembro-me perfeitamente do dia em que o Congresso decidia sobre o impeachment de Dilma Rousseff. Cada deputado chegava ao microfone e rapidamente proferia seu voto. Nosso insigne atual presidente, naquele dia, declarou bem alto seu voto e, a seguir, puxou novamente o microfone e gritou: “Viva a ditadura!” Tomei, então, ciência de que o ilustre desconhecido deputado adorava a ditadura. Eu estava certa, então esse deputado não seria jamais meu candidato para coisa nenhuma. Agora vemos o resultado do que acontece, com um presidente rodeado por militares – até, pasmem, ministro da Saúde – e que só pensa em reeleição. Que Deus proteja o Brasil!

Viviana Gemma Toni

gianna.toni@gmail.com

São Paulo

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OLHO VIVO

De olho vivo e bem aberto em 2022, o presidente Bolsonaro acabou indicando o desembargador Kassio Nunes Marques (Centrão) para ocupar no STF a vaga do decano ministro Celso de Mello. Em vez de “terrivelmente evangélico”, como anunciado anteriormente, o escolhido é um político católico “terrivelmente nordestino”, que será grato a JB pelos anos vindouros. Pobre Brasil...

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

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E DAÍ?

O presidente Bolsonaro, ao defender o desembargador Kassio Marques, que autorizou a compra de lagostas para o STF, afirmou que, se os ministros gostarem de alimentos sofisticados, qual o problema? Nenhum, desde que pagassem com o próprio dinheiro. Os brasileiros que não conseguem comprar nem pescoço de galinha não devem gostar de pagar essa conta.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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‘NÃO!’

Esta é a única opção de resposta dos senadores não alinhados com a velha política e a favor da Lava Jato à indicação de Kassio Marques para o Supremo Tribunal Federal. Se o presidente da República não pensa no Brasil, o dever de correção de rumo é do Senado. O Brasil estará atentamente acompanhando o comportamento dos senadores. 

Oscar Thompson

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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O INDICADO AO SUPREMO

Não sei nada sobre o sr. Kassio Nunes Marques, indicado pelo presidente Bolsonaro para compor a Suprema Corte. Cabe ao Senado avaliar se ele cumpre as determinações constitucionais de saber jurídico e reputação ilibada, assim como outras que o importante cargo requer. Parece que é um juiz produtivo, o que o Brasil está a merecer. O decano Celso de Mello perdia-se em firulas e arrazoados intermináveis, tudo o que não precisamos. Coisa que ninguém jamais demonstraria disposição para ler, quando o mundo hoje requer justiça, mais que erudição aristocrática.

Ademir Valezi

valezi@uol.com.br

São Paulo 

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CHEGA DE BRIOCHES!

Vamos acabar com estes cafés da manhã, almoços e jantares à nossa custa de presidente, ministros, líderes de partido e deputados para negociarem decisões e verbas. Todos deveriam ter apenas uma cesta básica mensal e cumprirem suas funções em horário comercial, batendo cartão e sendo descontados em faltas e ausências de segunda a sexta-feira. Cafezinho? Só naquelas máquinas pagando com moedas próprias, sem verba de correios e pagando suas contas telefônicas particulares. Parentes devem procurar o SUS em casos de doença. Chegou a hora de todos compartilharem as dificuldades e se conformarem que todos os brasileiros são iguais perante a lei. 

Carlos Gaspar

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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PRIVILÉGIOS

Nós, o povo brasileiro, gostaríamos de saber por que o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, não põe em votação a PEC 10/2013, de autoria do senador Álvaro Dias, aprovada no Senado em 2013, e que extingue o foro especial de julgamento para autoridades dos Três Poderes e do Ministério Público. Já está na Câmara há mais de três anos e ainda insistem em manter o famigerado foro privilegiado, que contraria e quebra o princípio de que todos são iguais perante a lei. Nenhuma justificativa merece ou deve ser considerada para continuarmos com essa aberração, com essa indiferença, com essa desfaçatez, com esse desrespeito, numa afronta ao povo brasileiro. Basta!

Mario Miguel

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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O BEM DO PRÓXIMO

Durante a inauguração de uma adutora de abastecimento de água em Pernambuco, o presidente Jair Bolsonaro pediu que os eleitores caprichem para escolher prefeito e vereador em novembro, pedindo que os eleitores escolham gente que tenha Deus no coração, que tenha na alma o patriotismo e queira a liberdade e o bem do próximo. Mas, assim dito, não sabemos exatamente a qual bem do próximo o presidente Bolsonaro se referiu como sendo desejoso se querer, se o bem de forma abstrata ou os bens concretos que se podem tomar de outrem por esquemas de rachadinhas, por arquivamentos de investigações sobre corrupções ou, ainda, por desvio de finalidade de doações destinadas à aplicação de testes de covid-19, por exemplo.

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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ATÉ A ÚLTIMA ÁRVORE

O presidente Jair Bolsonaro sempre deixou bem claro que iria acabar com a pasta do Meio Ambiente e iria promover exatamente tudo isto que está acontecendo: desmatamentos e queimadas batendo todos os recordes, fim da fiscalização e das multas ambientais, liberação do garimpo criminoso na Amazônia, fim das reservas indígenas. Bolsonaro está cumprindo todas as suas promessas. A última jogada foi a tentativa de retirar a proteção das áreas de manguezais e restingas, com o escancarado objetivo de liberar a especulação imobiliária em Angra dos Reis e transformar a região numa espécie de Cancun, ideia que foi amplamente anunciada por Bolsonaro. O presidente da República jamais se conformou com o fato de ter sido multado pescando ilegalmente numa área de reserva em Angra, Bolsonaro já se vingou demitindo o funcionário que lavrou a multa, o mesmo aconteceu com fiscais que autuaram garimpeiros ilegais, foram todos demitidos e os garimpeiros criminosos tratados com deferência. O primeiro passo para salvar a Amazônia e o Pantanal é o Brasil se livrar do seu presidente da República. Com Bolsonaro no poder o fogo na floresta só vai apagar depois de queimada a última árvore. Além da destruição ambiental, há motivos de sobra para o impeachment de Jair Bolsonaro.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MANGUEZAIS E RESTINGAS

Ao ler a notícia de que, sob comando de Ricardo Salles, o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) havia revogado resoluções que protegiam manguezais e restingas, custei a crer que mais esta agressão e desrespeito ao nosso meio ambiente pudesse ter ocorrido, e, o que é pior, por decisão de servidores públicos a quem caberia zelar por nossas riquezas. Estão faltando conhecimentos básicos de Ecologia, já que os danos causados à natureza podem ser irreversíveis e os lucros rápidos que hoje são o sonho de alguns poderão amanhã ser a miséria de muitos.

Vera Bertolucci

veravailati@uol.com.br

São Paulo

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PERDEU O JUÍZO

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, perdeu o juízo. Tentou liberar o mangue para uso generalizado, num grave crime contra a natureza. O mangue é sagrado, é de suma importância a sua preservação, é a maternidade e berçário de inúmeras espécies.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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ABSURDA DECISÃO

No Rio de Janeiro, entre a Barra da Tijuca e o Recreio, há na orla uma enorme área de 7 km lineares chamada de Reserva que é cobiçada por muitos e, de certa forma, já está sendo ocupada. Quando prefeito, Eduardo Paes lançou um balão de ensaio através de um plano de construir um parque ecológico de 800 mil m2 para “preservação da fauna e flora” da região. Sem dúvida, ao fazer o parque utilizando uma pequena parte da área total, um belíssimo “pedaço” ficaria disponível para a construção civil e outras coisas. Vem, agora, o ministro Salles com esta absurda tentativa de liberar geral. Não sou contra o presidente Jair Bolsonaro, mas precisamos olhar com rigoroso carinho a natureza brasileira.

Joao Paulo de O Lepper

jp@seculovinteum.com.br

Cabo Frio (RJ)

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BOIS & BOIADAS

Com Amazônia e Pantanal virando cinzas, a “boiada” do governo prossegue sua jornada em direção às restingas e manguezais. À frente do rebanho, a rês-madrinha é a política da irresponsabilidade. Já o boi-de-piranha, costumeiro, é o meio ambiente...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

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PAU MANDADO

Ninguém percebe que o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, é pau mandado de Bolsonaro? Como a vergonha é pouca, só obedece, mesmo sabendo o que deveria fazer ao certo. Ele e Bolsonaro são gênios do mal.

Cecilia Centurion

ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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GRAVES CONSEQUÊNCIAS

Acredito que o descrédito em relação ao País não venha de embates entre o Executivo e o Congresso, o debate é próprio da democracia, mas das atitudes absurdas do senhor ministro Salles, dos ataques à Floresta Amazônica, ao Pantanal, às restingas e mangues, da autorização da queima de pesticidas em fornos de indústrias de cimento, enfim, contra tudo o que têm sido os avanços tecnológicos desde a década de 1970. O senhor ministro Salles, respaldado por muitos deste país, demonstra não somente brutalidade, ignorância e desrespeito, gerando não somente descrédito, mas o repúdio da comunidade internacional. São extremamente graves as consequências das atitudes do senhor ministro Salles, vai empobrecer o País, vai aumentar o êxodo de pessoas de áreas rurais para áreas urbanas, vai reduzir a produção de alimentos, vai aumentar os ataques de pragas e doenças nas áreas agrícolas, vai reduzir a atratividade do turismo ao País, vai gerar pobreza, miséria, vai aumentar a violência urbana e rural.  

Maria C. Cordeiro Dellatorre

cristina.cordeiro1414@uol.com.br

Itatiba

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MEIO AMBIENTE

Políticas ambientais têm que ver com sustentabilidade da natureza, e não com posturas à direita, esquerda, vou ver!

Francisco José Sidoti

fransidoti@gmail.com

São Paulo

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POLITICAMENTE CORRETO

O politicamente correto é o caminho mais rápido para uma besteira, uma injustiça e até uma fanfarronice. Vem lá um cara e diz que política e religião não se discute. Cada uma tem a sua. Partindo dessas premissas, muita barbaridade são cometidas. Uma recente é do ministro da Educação, pastor presbiteriano, que afirmou que o homossexualismo é proveniente de família desajustada. Psiu. Não discutir política e respeitar as cagadas, cito alguns exemplos: em São Paulo, elegemos Quércia, que quebrou o Estado. Não satisfeitos, elegemos o seu “poste”, e daí arrebentamos com o Estado e perdemos um banco. Psiu. Para mais um caso estadual, nem vamos relatar as consequências do não discutir política: Rio de Janeiro. Psiu. E, no Brasil, foi inteligente e politicamente correto elegermos Lula/José Alencar 2 vezes? A liberdade de eleger e reeleger a poste de Lula também se enquadra no politicamente correto? E eu, que não sou dedicado a assuntos religiosos, mas sabedor das posições de Bolsonaro quanto a tortura, pena de morte e condições de presidiários e ciente das suas decisões e conduta enquanto militar e deputado federal, devo candidamente baixar minha cabeça e acatar o politicamente correto? Se este tal de politicamente correto é o que deve pautar o que ocorre na sociedade, em política e religião, afirmo, sem nenhuma dúvida, que quem usar o direito de pensar não mais conseguirá viver no Brasil. Tome cloroquina. Psiu. Lembrando: parte da sociedade errada e todos nós pagaremos, menos os militantes engajados e de carteirinha.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais

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A HORA DE ELIMINAR OS MAUS POLÍTICOS

Todas as narrativas que surgem a favor ou contra o governo merecem nossa atenção e reflexão. Isso nos leva a acreditar cada dia mais no futuro, não só do Brasil, mas do mundo. O corte da História demonstra que, por mais narrativas, interesses subalternos e enganações que possam dar o tom dos acontecimentos num tempo, nada se pereniza sem a existência de bases sólidas. Não devem os políticos reinventar a roda e, se o fizerem, na hora de funcionar, o reinvento mostrará suas fragilidades. O Brasil, mercê de seus recursos naturais e do empreendedorismo dos brasileiros (natos, naturalizados ou simplesmente chegados), conseguiu colocar-se entre as dez maiores economias do mundo. Mas não soube distribuir socialmente essa renda. Que o digam as periferias e as favelas eufemisticamente chamadas de “comunidades”. O século 20 perdeu-se no proselitismo e na luta ideológica. Direita e esquerda digladiaram-se e usurparam o foco da cena social. Multidões foram para a ideologia em vez de trabalhar em beneficio próprio. O quadro que hoje se apresenta já não tem como prioridade a crença político-ideológica. Seria muito bom se o eleitorado, que agora começa a ser abordado por candidatos a prefeito e vereador, só decidisse o voto depois de conhecer os candidatos e chegar à conclusão dos que servem e dos que não servem. Só com essa consciência popular, um dia, conseguiremos nos livrar dos maus políticos.

Dirceu Cardoso Gonçalves

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo    

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