Fórum dos leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

05 de outubro de 2020 | 03h00

REPETE-SE A TRAGÉDIA

A eleição para escolha do prefeito da cidade de São Paulo tem 14 candidatos. Lidera a corrida um apresentador de TV que se destacou no meio televisivo ao filmar sua esposa morrendo dentro de um hospital paulistano. A segunda posição pertence ao atual prefeito, que, após a experiência da vereança, está apresentando uma gestão sem muito brilho gerencial. Em terceiro lugar temos um candidato se aproveitando da herança petista, já que o indicado pelo mandachuva desse partido não caiu no gosto dos partidários. Em quarto, um candidato que é herança dessas alianças partidárias espúrias. Em quinto, um deputado estadual, também conhecido pelo pseudônimo de Mamãe Falei, empatado com uma ilustre desconhecida até ser eleita no furacão extremista do atual presidente da República. Seguem-se oito candidatos, dos quais pinçamos um que é o exemplo perfeito da algazarra político-partidária deste país: é eterno presidente de um partido (sic) inexpressivo, porém, onde está filiado o atual vice-presidente da República. Esse quadro representa a síntese dos pretensos candidatos a prefeito deste Brasil afora. É uma tragédia sem fim.

Honyldo Roberto Pereira Pinto

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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O PRIMEIRO DEBATE

Triste ver o debate dos candidatos à Prefeitura de São Paulo, na semana passada. Como se não bastassem os postes de Lula, agora temos o poste de Doria. Bruno Covas está prefeito, mas todos sabem quem o conduz. Alguns nem esquentaram suas cadeiras e partem para o desgaste de se candidatar a um cargo que exige conhecimento da cidade, seus problemas, suas deficiências e muita capacidade de gestão, neste caso Andrea Matarazzo se destaca. O que esses candidatos fizeram em seus mandatos que mereça aplausos? Só quem economiza o dinheiro do cidadão tem moral para apontar os erros de seus concorrentes. No mais, debates servem para confrontos, em que um aponta o erro do outro e, depois, saem abraçadinhos para o café. Eleitor, fique atento. A maioria ali está ávida pelo poder, alguns nunca trabalharam, 17 bilhões em mãos incompetentes vão deixar São Paulo como está hoje, um caos.  

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICA E CORAGEM

A coragem é a virtude principal dos homens e, principalmente, dos homens públicos, asseverava o Dr. Ulisses. E demonstra que é seu atributo, provavelmente genético, um prefeito metastasiado, que não interrompe suas atividades e passa a residir improvisadamente no prédio da Prefeitura neste momento da covid-19. Passa a vencer a outrora invencível patologia, que compromete o funcionamento de todos os órgãos corporais pelo câncer devastador. Essa qualidade já justifica a opção eleitoral pela reeleição do jovem alcaide da metrópole paulistana.

Amadeu R. Garrido de Paula

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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SOPA DE LETRINHAS

Ao ouvir as propostas dos candidatos a prefeito de São Paulo, senti asco pelo atrevimento de alguns pretendentes. Sei que esses desaforados se apresentam apenas para usufruir das verbas públicas que são colocadas à disposição de cada candidato. Uma jabuticaba nacional, engendrada pelos parlamentares do Centrão em Brasília, de tal magnitude que provocou uma situação ridícula, expondo o País ao nível de uma República das Bananas. São tantos os partidos que a lista dos candidatos parece mais uma “sopa de letrinhas”. Quanto às justificativas ideológicas que cada uma delas aponta, são poucas as que realmente atendem à definição do quesito. O debate na TV Bandeirantes mostrou muito bem isso. Como é sabido, o chamado Centrão é formado por um conjunto de partidos de menor expressão e que se unem basicamente para sugar cargos e verbas públicas. Estas passam a ser o principal item dos estipêndios dos caciques desses partidos. Ao nos referirmos a eles como Centrão, deixamos de identificá-los pelas suas denominações oficiais, o que lhes é bem conveniente. Essa patranha já passou dos limites e faz-se necessário dar um fim a tamanha desfaçatez. Teremos oportunidade de reagir agora, nas próximas eleições de novembro, não votando em nenhum candidato pertencente a um dos partidos que formam o Centrão. Seja para vereador, seja para prefeito, inclusive até nos casos em que o vice-prefeito pertence ao Centrão, embora o cabeça da chapa não seja. Temos de começar a divulgar quais são os partidos que compõem o Centrão, divulgando à exaustão as suas siglas, tais como PP, PR, PL, PSD e muitos outros. Também é fundamental pesquisar se as propostas dos candidatos não são mentirosas, principalmente aquelas que prometem auxílio monetário para as pessoas que ficaram com ou nenhuma renda devido à pandemia. Essa não é uma atribuição de uma da prefeitura, e sim do governo federal. As prefeituras, sem exceção, já não têm recursos suficientes para atender as necessidades da população que são da sua competência, portanto não pode nem deve usar verba municipal para fazer o que é encargo da União. Assistência social é dever municipal, mas abrange outro campo de auxílio. Nesse campo, um dos candidatos em São Paulo vem prometendo o que não poderia prometer jamais, além de se identificar como o amigo do “rei”.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PITANGA PIRAMIDAL

Costumeiro defensor dos direitos dos consumidores, Celso Russomanno vê sua família envolvida num esquema fraudulento conhecido como “pirâmide” financeira. Sua filha e genro usaram e abusaram do parentesco famoso e presumidamente ilibado para ganhar dinheiro à custa do povo. Em seis de 18 ações a Justiça já julgou procedente a reclamação das vítimas que tomaram, até agora, um prejuízo calculado em R$ 4,5 milhões. Candidamente, Russomanno se disse “triste” com o que chama de ataque pessoal, e que seu genro apenas tem problemas financeiros como milhões de brasileiros. Ele não cita sua filha, tentando tirá-la disso tudo, mas eu só quero lembrar que debaixo da pitangueira não cai jabuticaba... só cai pitanga, mesmo. E, para mal dos pecados dos paulistanos, ele está em primeiro lugar nas pesquisas para a prefeitura. Acorda, gente! Sai dessa! 

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÃO NO RIO DE JANEIRO

Indignação de extensão histórica: é sério, são estes os candidatos que vão melhorar a cidade do Rio de Janeiro? De novo? Será que algum dia o eleitorado teve, mesmo, alguma opção de voto? Mais do mesmo é vício ou faz parte de um sistema falido medido pela incompetência? Quem quiser outro postulante, se mata hoje ou espera a posse? O pior de tudo é que não é piada, já tem até pesquisa de intenção de voto... Meu Deus!

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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PAÍS DO FUTURO

Paira no ar a sensação de que a crise provocada pelo coronavírus reconduziu o Brasil à triste condição de país do futuro. Apesar de o nosso ministro da Fazenda, Paulo Guedes, anunciar recorrentemente a ocorrência da retomada em V, fica difícil para o cidadão comum, mesmo ainda vivendo um dia a dia restrito, provocado pelo distanciamento social, concordar incondicionalmente com o chefe da Economia, diante de dados oriundos de órgãos oficiais, dando conta, entre outros cenários, da triste marca de mais de 13 milhões de desempregados, da retração de investimentos, dos números do avanço da fome e do fechamento de inúmeras empresas ligadas a setores gravemente atingidos, como o turismo e as artes, de um modo geral, muitas delas com diminutas probabilidade de recuperação a médio prazo. Ao cruzar os dedos para que sua previsão esteja correta, só  nos resta torcer para não precisar administrar uma retomada em W que fatalmente ocorrerá se formos vitimados por uma segunda onda da pandemia.

Paulo Roberto Gotaç

pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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COBERTA CURTA

O governo precisa de dinheiro para obras – criar empregos com renda, ativar a economia, reduzir o desemprego estatístico e o oculto, diminuir a pobreza – e para subvencionar a sobrevivência dos mais pobres. Não encontra no orçamento, assim como está: a coberta está muito curta. Não há espaço para aumento de impostos nem de dívidas. E dinheiro não dá em árvores. Uma possibilidade é a venda de ativos para conversão em novos ativos, a exemplo do saneamento público. Renderão pouco. Esperneia e continuará esperneando enquanto não se fizerem as reformas administrativa, racionalizando processos, cortando privilégios como penduricalhos, reduzindo vencimentos, etc.; e a reforma política, reduzindo o número de senadores, deputados e vereadores, reduzindo os privilégios de todos eles, eliminando municípios que não sustentam as próprias administrações, etc. Ocorre que essas medidas óbvias são indesejadas na “corte de nobres” instalada no Congresso. Do lado do governo, temem-se efeitos eleitorais e bloqueios de ações/propostas do governo; no limite, uma chantagem de impeachment.

Harald Hellmuth

hhelmuth@uol.com.br

São Paulo

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PROTAGONISMO DO CONGRESSO

O Congresso Nacional tem de assumir o protagonismo das reformas necessárias ao País. Afinal, se depender de Jair Bolsonaro, que entregou o governo ao Centrão, nada avançará, a não ser o seu projeto de reeleição. A ideia é tratar Bolsonaro como café com leite e deixá-lo brincar de presidente. Caso contrário, o Brasil permanecerá estagnado como agora, com projetos duvidosos e impraticáveis. Que cada qual faça a sua parte para o bem do País. Muda Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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BRIGA NO VESTIÁRIO

No governo Bolsonaro, a ideia de um abrangente programa social, visionário para 2022 e que deixe o Bolsa Família ridicularizado, é consenso. Mas cada um integrante tem uma proposta para de onde deve vir os recursos, sem se importar se fere a lei ou seja imoral. Numa linguagem muito comum ao presidente Bolsonaro, o time do qual ele é o técnico está brigando já no vestiário, antes de a bola rolar.

Abel Pires​ Rodrigues

ablrd13.ar@gmail.com

Rio de Janeiro

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BAIXARIA PALACIANA

Desde o início desta gestão Bolsonaro, há exatos 22 meses, este desgoverno vem promovendo baixarias palacianas que envergonham a Nação. E, como demonstração inequívoca de um governo perdido e sem competência para apresentar projetos, dois ministros na sexta-feira fomentaram mais um show de horrores. O ministro Rogério Marinho, seguindo as ordens de Bolsonaro, sugere ao relator da proposta do empacado Renda Cidadã, Marcio Bittar, que fure o teto dos gastos. Um crime fiscal de pedalada pura! E, em resposta, o desmoralizado ministro da Economia, Paulo Guedes, que nada entrega de suas promessas, disse que Marinho é um colega despreparado, desleal e fura-teto. Estamos, literalmente, órfãos de um governo. 

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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RENDA MÍNIMA X TARIFA ZERO

A dispendiosa construção, manutenção e operação da infraestrutura rodoviária urbana e interurbana consomem recursos inimagináveis dos orçamentos públicos federais, estaduais e municipais. Enquanto outros meios de transporte – ferroviário, aquaviário, aéreo – estão cada vez mais absorvendo os custos de construção, manutenção e operação da infraestrutura necessária à circulação de seus veículos. No passado, o grande problema era o de aferir os custos envolvidos pela circulação dos veículos que circulam nas rodovias. Pensar em cobrar tarifas de trânsito proporcionais ao tamanho e peso desses veículos e, principalmente, calculadas pelos quilômetros rodados, era um sonho dos economistas. Hoje é possível e recomendável fazê-lo. Se continuarmos investindo em infraestrutura rodoviária como se ela fosse uma necessidade vital e de interesse público para que automóveis particulares circulem, liberando-os de pagar tarifas em função de distâncias corridas e variáveis conforme o horário de circulação – mais altas durante congestionamentos e mais baixas quando ociosas – é demonstração clara de prioridade. Acaba-se com a vergonha nacional de ricos subsidiados com recursos públicos e pobre passando necessidade por falta de recursos públicos. É importante chamar a atenção que cobrar essas tarifas não é furar o teto. Tampouco de aumentar impostos. É cobrar de quem deve pagar a conta.

Eduardo José Daros

daros@transporte.org.br

São Paulo

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PESCA

Sendo nosso presidente tão religioso, não entendo por que ele não segue as palavras de Cristo “não dê o peixe, ensine a pescar”. Poderiam distribuir dinheiro em troca de serviços, como na construção de casas populares, limpeza em áreas públicas, cuidar de jardins, limpeza de hospitais públicos, etc.

Jussara Renaux

jumarenaux@gmail.com

São Paulo

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RENDA CIDADÃ

Bolsonaro pegou a mesma doença de Lula. Descobriu que auxilio social rende voto. Daí insistir no Renda Cidadã. Verba para Educação só pode aumentar, reduzir, nunca. Sugestão: já que o Renda Cidadã é de suma importância, é fácil resolver, retire da dotação das Forçar Armadas.

Humberto Schuwartz Soares

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES) 

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A COVID NA CASA BRANCA

A covid-19 não pede passaporte. Ataca na China, na Europa, no Brasil. Ataca os precavidos, os insensatos, os incautos. Não há salvo-conduto. Não importa se é morador de Paraisópolis ou da Casa Branca. Não importa se recebe Auxílio Emergencial ou se burla o Imposto de Renda. Boa recuperação para todos. Boa recuperação a Donald Trump!

Lauriberto Duarte

lauriberto@uol.com.br

São Carlos

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CONTRA A COVID

Donald Trump está se automedicando com hidroxicloroquina, vermífugos e ozônio no fiofó?  

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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OBSESSÃO PRESIDENCIAL

Na lista dos remédios que Trump está tomando para combate à covid-19, mostrada pela Casa Branca, não constam cloroquina ou hidroxicloroquina. A FDA (administração de alimentos e medicamentos americana) já havia revogado a autorização para uso desses medicamentos contra a covid-19, por considerar sua ineficácia. Entretanto, por aqui, apesar da extrema admiração e subserviência do presidente aos EUA, o mesmo continua a propagar o uso desses remédios, e a novidade do discurso é que agora Bolsonaro agradece a Deus por nos tê-los enviado, como se fosse mesmo um milagre sua eficiência “comprovada” no combate à doença. O que estaria por trás dessa estranha obsessão presidencial?

Eni Maria Martin de Carvalho

enimartin@uol.com.br

Botucatu

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DIA D

O governo Bolsonaro quer criar o Dia D, com pompa e circunstância, e distribuir, mesmo sem eficácia comprovada, o kit covid-19 com cloroquina, hidroxicloroquina, azitromicina e ivermectina. Sugiro incluir confete e serpentina.

Carlos Gaspar

carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

Como cidadão brasileiro, causa-me profunda indignação saber das razões jurídicas pelas quais o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acolhendo liminar pedida em ação pela OAB, suspendeu a ação que investigava advogados da Fecomércio do Rio de Janeiro – entre eles, defensores do ex-presidente Lula –, impedindo, inclusive, que o juiz Marcelo Bretas, da 7.ª Vara Federal do Rio de Janeiro, tome qualquer nova decisão no caso. Ora, a nossa Constituição federal coloca como princípio maior o maior e melhor interesse público que o interesse privado, segundo qualquer exegese e hermenêutica, e simplesmente escusar-se no princípio de uma legalidade absoluta elevada ao grau de princípio maior – o do interesse privado, não é defensável neste caso sob análise. Ora, qual é o maior, o Direito ou a Justiça, quando, para o Direito, cabem interpretações diversas de suas leis abertas e, para a Justiça, cabendo apenas as impunidades dos maiores corruptos deste pobre país legalista, hipócrita e inoportuno?

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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MUITA IMPUNIDADE

Até quando o ministro do STF Gilmar Mendes vai ter este absurdo poder de decidir monocraticamente quem pode ou não ter privilégios judiciais?

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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AS PALESTRAS DE LULA

A juíza Gabriela Hardt, da 13.ª Vara Federal de Curitiba, substituta do ex-juiz Sergio Moro, acaba de reconhecer a legalidade das 23 palestras de Lula, alvo de cinco anos de investigações da Lava Jato. Como se sabe, os cachês do palestrante condenado pela Justiça foram regiamente pagos pelas famigeradas construtoras Odebrecht, Camargo Corrêa, UTC, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e OAS, todas envolvidas do térreo até o último andar nos esquemas bilionários de corrupção durante os desgovernos cleptolulopetistas, de lamentável memória. Ora, se resta claro que os R$ 9,3 milhões depositados na conta da LILS Palestras e Eventos, firma aberta por Lula para promover suas falas Brasil afora, tiveram como origem a assinatura de empreiteiras condenadas pela Lava Jato, causa espécie a decisão da juíza de inocentar o palestrante de qualquer culpa no cartório. Vá entender a Justiça do Brasil...

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo 

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ESTRANHAS ESCOLHAS DE BOLSONARO

Escolhas de Bolsonaro, desde o seu primeiro ano de mandato, tem “colocado em xeque” o projeto de reconstrução do Brasil nas bases sólidas de um país “passado a limpo” pelo esforço no combate à corrupção. Podemos relatar uma sucessão de decisões do presidente que têm colaborado para o enfraquecimento da Lava Jato, maior frente de combate à corrupção da nossa história. Bolsonaro, por exemplo, conferiu ao então superministro da Justiça e Segurança Púbica, o dr. Sergio Moro, muito pouca autonomia em suas decisões, bem diferente da “carta branca” a ele prometida, sem apoio e uma estrutura adequada para dar andamento às investigações dos indícios de corrupção no País: retirada do Coaf de seu comando; ameaça de retirar também o seu comando da Polícia Federal, cogitando separar os Ministérios de Segurança Pública e Justiça; substituição do comando da PF sem uma razão plausível e, agora, uma escolha rápida, incongruente e estranha para o substituto do ministro Celso de Mello, que deixará o STF nesta semana, o desembargador Kássio Nunes Marques. Se, para proteger seu o filho Flávio, Bolsonaro necessita sacrificar a Lava Jato e o processo de assepsia do Brasil, essencial à nossa recuperação, sugiro ao presidente Bolsonaro, se não existe nada a temer, deixar o seu filho ser investigado e provar a sua inocência, do contrário, caminha para uma sucessão de erros para tentar poupar seu filho, perdendo-se e seu filho também, e o que é pior, comprometendo o projeto de reconstrução do Brasil, em bases limpas, e sem o velho toma lá dá cá, e, como disse Jesus: “Se alguém quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz, e siga-me; Porque aquele que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, e quem perder a sua vida por amor de mim, achá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma? Ou que dará o homem em recompensa da sua alma?” (Mateus 16: 24-26).

Silvia Rebouças P. de Almeida

silvia_almeida7@hotmail.com

São Paulo

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VAGA NO STF

Bolsonaro não conhece o Brasil! Não seria: regada a “muita cajuína”?

Paulo Tilelli de Almeida ptilelli@gmail.com 

São Paulo

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ELEIÇÃO 2022

Sr. Bolsonaro, o senhor não colocou o ex-ministro Sérgio Moro no Supremo Tribunal Federal (STF), como havia prometido. Porém o povo brasileiro vai colocá-lo (Moro) na Presidência da República em 2022.

Jeanete Luísa Santinon

santinonjeanete@gmail.com

Valinhos

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A CONTA NÃO FECHA

Vamos supor que você ganhe R$ 600,00: o valor da cesta básica em São Paulo é de R$ 539,95 e você gasta essa parcela para comprar seus alimentos básicos. Sobram deste valor R$ 60,05 para pagar água, esgoto e luz. Pouco, né? Ainda tem o remédio para comprar! Mas tudo bem, você consegue apertar e encaixá-lo no orçamento. Ah, mas tem outras despesas que não são mensais: roupas, calçados, corte de cabelo e uma e outra conta, como um transporte de emergência ou uma lâmpada que queimou. Como você consegue? Tudo é feito, na sua casa, com muita prudência e responsabilidade, para caber no orçamento. Entre um mês e outro, sobra um dinheirinho, uma reserva: em um mês, talvez, sobre arroz da sua cesta básica e não vai precisar comprar no próximo mês; ou sobre feijão, pois sua família comeu menos ou pegou uma boa promoção no supermercado; ou você, ainda, economizou água e luz, reduzindo o tempo do banho. E assim vai-se levando... e sua família consegue sobreviver mês a mês, apesar da dificuldade. E com o dinheiro que sobra desse orçamento estrangulado você consegue comprar um chuveiro novo, quando necessário; cortar seu cabelo a cada três meses; e ainda pegar uma nova peça de roupa.  Sei que isso é difícil, mas essa é realidade de muitas famílias brasileiras. Porém, quero trazer essa realidade para nossas universidades estaduais e Fapesp. Essas instituições têm um gasto gigantesco com folha de pagamento, incluindo os aposentados, e pesquisa, respectivamente. Só isso chega próximo, ou às vezes, ultrapassa os 100% do valor repassado pelo Estado, que seria superior à porcentagem do valor da “cesta básica”. As universidades, ainda, precisam espremer o orçamento para pagar as contas básicas: água, luz, internet e telefone, além de, às vezes, realizar serviços não previstos... E a Fapesp? Esta precisa ter recursos emergenciais para investir em ciência para desenvolver vacinas e tratamentos, como para covid-19. Tanto universidades como a Fapesp ainda têm de levar em consideração as oscilações da arrecadação, que pode ser menor ou maior em diferentes meses. Ou seja, não é R$ 600,00 todo mês! Pode ter meses de R$ 400,00 e outros de R$ 800,00. Mesmo assim, elas conseguem sobreviver, não fecham deixando seus estudantes na mão e não param suas atividades ou pesquisas, por deixarem de pagar contas básicas ou de repassar verbas a pesquisadores. Como as universidades estaduais e a Fapesp fazem, então, para sobreviver? Elas também fazem uma gestão muito prudente do seu orçamento e têm muita responsabilidade nos seus gastos. Às vezes, elas conseguem economizar um dinheirinho entre um mês e outro para os meses difíceis, ou seja, de baixa arrecadação. Elas conseguem contrabalançar o repasse do Estado, que não é fixo e que é dependente da arrecadação do ICMS e, das flutuações nas suas contas básicas. Porém aí vem o governo, com um tal PL 529, e resolve confiscar essas economias (agora imagine as suas dos R$ 600,00 sendo confiscadas), que são essenciais para o funcionamento dessas instituições, e diz: só estamos tirando as reservas, não vamos prejudicar as universidades e pesquisas. Só estamos tirando o valor não utilizado! Temos muito apreço por essas instituições e sabemos da sua importância! O que digo é: a conta não fecha!

Prof. Dr. Marcio V. B. Dias, Instituto de Ciências Biomédicas, Universidade de São Paulo

mvbdias@usp.br

São Paulo

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