Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

07 de outubro de 2020 | 03h00

Bolsonaro e o STF

Escolha sob suspeição


Ficam cada vez mais claras as intenções de Jair Bolsonaro na escolha do desembargador Kassio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal (STF), que, agora se sabe, também se deu por aproximação e indicação do advogado Frederick Wassef, que dispensa comentários, com o apoio de Flávio Bolsonaro. Mesmo que Kassio fosse um suprassumo jurídico, a escolha estaria, por si, comprometida. Porque, antes de mais nada, um membro do STF, como de qualquer outro tribunal, precisa ser respeitado moralmente, até mais do que tecnicamente. No caso em tela, sendo o indicado desembargador, é de supor que tenha bons conhecimentos de sua área, que sempre poderão ser aprimorados. Mas, em se tratando de caráter, aí a coisa se complica. É preciso não haver dúvidas de que o motivo da escolha de Kassio tenha sido o “notório saber”, e não possível favorecimento pessoal ao presidente e sua família, todos muito enrolados com rachadinhas e com dezenas de compras suspeitas de imóveis pagos com dinheiro vivo. Sem falar na existência fantasmagórica de Fabrício Queiroz, figura-chave nesse imbróglio, que está um tanto submerso, mas sempre pronto para emergir. Para o Messias, contudo, acima dos interesses da Nação é preciso pensar nos interesses da família. Por esse motivo, o meio jurídico e os senadores deveriam opor-se a essa nomeação, que não convence os cidadãos ávidos por uma Justiça cega. Ou ele ficará no STF por 30 anos!


ELIANA FRANÇA LEME

EFLEME@GMAIL.COM

CAMPINAS

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Prisão em segunda instância 


O candidato indicado à vaga no STF conhece a opinião do povo brasileiro pela prisão após condenação em segunda instância. Então, se o candidato diz que alguns réus estariam fora dessa possibilidade, eis aí outro forte motivo por que os senadores devem recusar a sua indicação. Simples assim.


ITAMAR C. TREVISANI

ITAMARTREVISANI@GMAIL.COM

JABOTICABAL

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O tempo é o senhor da razão


No convescote que reuniu o presidente Bolsonaro e seu escolhido para o STF, Kassio Marques, com Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Davi Alcolumbre, mais José Múcio Monteiro e ainda Augusto Aras, fico pensando em quanto o Brasil já perdeu de compostura política. Uma vergonha exposta publicamente! Aliás, as últimas decisões de Bolsonaro mostram com muita transparência que os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Sergio Moro estavam cobertos de razão. Nem as redes sociais dos bolsonaristas estão conseguindo justificar a conduta do “mito”. E pensar que ainda faltam dois anos para nos livrarmos deste presidente terrivelmente incompetente.


LUIZ FRID 

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO

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Seduzido e abandonado


O procurador-geral da República, Augusto Aras, é outro que se deu mal com Bolsonaro. Nocauteou a Operação Lava Jato para agradar ao chefe e, em troca, ser ministro do STF, mas ficou a ver navios, Kassio Marques é o escolhido. E ainda ficou queimado com a opinião pública.


HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

HS-SOARES@UOL.COM.BR

VILA VELHA (ES) 

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Corrupção

Ladrões da pátria


São de estarrecer as notícias sobre a roubalheira de dinheiro público destinado a combater a pandemia de covid-19. São governadores, prefeitos, vereadores, políticos ladrões sem um mínimo de caráter, quase todos envolvidos na mais sórdida forma de corrupção. São eleitos para governar e, uma vez alçados ao poder, só pensam em roubar, sem nenhum escrúpulo ou temor, sabendo que contam com a impunidade proporcionada por uma Justiça fraca, cheia de instâncias, lenta, emperrada. O Brasil é um país rico, porém muito empobrecido por essa corja. “Não havendo Justiça, o que são os nossos governantes senão um bando de ladrões?” (Santo Agostinho).


CARLOS DOS REIS CARVALHO

BIGCHARLES020@GMAIL.COM

AVARÉ

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Amazônia 

Diminuindo rapidamente


Quando o vice-presidente da República disse que iria levar representantes de governos estrangeiros para ver como a Amazônia está preservada, ele deixou claro que este governo considera como Floresta Amazônica a área ainda intacta a oeste de Manaus e se estendendo pelo norte do Pará, pela Colômbia e pelo Peru. Para o atual governo, a área do Pará a sul do Rio Amazonas e outras estão fora da Amazônia, deixadas para o “desenvolvimento” e o “aproveitamento econômico pelos milhões de habitantes que ali vivem”. Enquanto passa o tempo, derrubadas de floresta estão sendo oficialmente autorizadas no Pará, em Rondônia, no Acre, no Amapá e outros locais. O caso do Amapá é emblemático. Apesar de haver mais de 25 mil quilômetros quadrados de savanas úmidas cobrindo todo o setor sudoeste do Estado, incluída Macapá, está em execução um programa de distribuição de “lotes” sobre 11 mil quilômetros quadrados de floresta nativa, a maior parte em áreas de difícil ocupação humana. Além disso, com suporte na Lei 11.284/06, estão sendo dadas concessões de mais de 30 anos para abate de vastas áreas de florestas, a título de “desenvolvimento sustentável”. O efeito dessas concessões já é visível em imagens de satélite: apareceram grandes clareiras no meio da floresta. O órgão do governo do Estado que controla essas concessões informa que em apenas uma dessas áreas, a UPA-1, se prevê “produzir” 55 mil metros cúbicos de madeira em 2020, e não dá informação alguma sobre replantio nas áreas desmatadas. Está óbvio que o governo do Amapá, juntamente com o governo federal, quer a venda das toras de madeira, não importa como será o clima para nossos descendentes.


WILSON SCARPELLI

WISCAR@TERRA.COM.BR

COTIA

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Devastação ambiental


O que será deste país com Bolsonaro e Ricardo Salles? 


SÉRGIO C. ROSA 

SERGIOROSA@UOL.COM.BR 

BELO HORIZONTE 


Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


RENDA CIDADÃ


Para criar a Renda Cidadã, 17,4 milhões de declarações de Imposto de Renda estão em vias de ter sua carga elevada devido ao cancelamento do desconto padrão de 20%. A outra alternativa será cancelar despesas médicas e educacionais, também na declaração de IR, como se o contribuinte intencionalmente pagasse despesas médicas e educacionais para abater no Imposto de Renda. Todos os brasileiros querem assistência médica e educacional pública de qualidade, mas só na cabeça de Lula um SUS é de Primeiro Mundo – mas é atendido no Sírio-Libanês às nossas expensas (para Lula o Sírio é o SUS dele). É ridículo o limite educacional para efeito de Imposto de Renda, pois o dispêndio real é muito maior. É voz corrente que a máquina pública é um cabide de empregos, temos 28 ministérios, quando no máximo uma dúzia seria suficiente, penduricalhos em profusão nos Três Poderes (Executivo, Legislativo e Judiciário), basta reduzir a máquina, cancelar os penduricalhos e sobrará recurso para minimizar a dívida pública, investir e criar a Renda Cidadã. A tabela do IR, tungando os contribuintes, está defasada em mais de 100%, mas ninguém cogita de corrigi-la. A classe média não é culpada pela má administração pública, mas é culpada ao eleger políticos que agem pensando “o que eu posso obter do meu país?”, em vez de “o que eu posso fazer pelo meu país?”. Daí a dívida pública beirando 90% do PIB e precárias obrigações básicas (segurança, educação, saúde, infraestrutura, transportes...), apesar da elevada carga tributária. Chega de impostos!


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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BANANA


Não acredito que alguém de bom senso pensa em acabar com a declaração simplificada do IR e, consequentemente, com o desconto que a acompanha. E, em substituição, permitir desconto de despesas com saúde e educação. Pois, como se sabe, a grande maioria da população ou não faz a declaração anual por não atingir o mínimo necessário para ser obrigada a fazê-la ou faz a simplificada. Isso porque, para tratar da saúde, vai necessariamente ao SUS, pois não tem dinheiro para ter planos de saúde, e só pode frequentar escola pública pelo mesmo motivo. Por favor, pensem nisso antes de tornarem mais difícil ainda a vida do povo. Ainda que isso fosse o bastante para solucionar o problema da “bolsa ainda sem nome e sem solução encontrada”, o prejuízo para a classe mais necessitada seria maior que o desconto com as despesas com saúde e educação. Para ela, quase sempre inexistente. Seria excluir o benefício e, em troca, mostrar uma banana para o povo. Informo anualmente que sempre declarei pela declaração completa e paguei o imposto devido.


José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

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TIRO NO PÉ


Bolsonarismo quer extinguir desconto do Imposto de Renda (IR). Será mais um tiro no pé?


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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META


No governo do Jair, o desconto de 20% do Imposto de Renda da classe média vai financiar a “renda cidadã”. Daqui a pouco, todos seremos pobres!


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

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COVARDIA


Todos os governos federais que tivemos, e em especial o atual, se esforçam ao máximo para obter dinheiro à custa dos mais pobres, pois estes não têm voz no Congresso Nacional, apesar de todos os políticos serem exímios falantes e ótimos tratantes ao pedirem, sempre, o voto dos que, em falácias, dizem irão representar. E agora, como os grupos privilegiados, todos, têm suas bancadas de representantes parlamentares, e como o governo precisa de dinheiro para manter seus benefícios sociais e políticos, nada de tributar o primeiro andar, mas pensa-se em tudo para poder retirar dinheiro, de modo cruel, dos mais pobres, para dá-lo aos mais pobres, em verdadeiro artifício de preservar os anéis nos dedos dos mais poderosos e amputar os dedos dos mais indefesos. O nome dessa política tupiniquim varia sempre, e muito, mas o intento é o mesmo, também sempre, qual seja: o de fazer parecer bondade aquilo que é covardia, hipocrisia e corporativismo dos de barrigas e bolsos cheios para simplesmente enganar aqueles que os consideram pessoas de boa índole e honestas intenções.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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SUPERSALÁRIOS X RENDA CIDADÃ


O financiamento da Renda Cidadã pelo corte em supersalários é uma ideia magnífica, que merece aprovação calorosa de toda a população. Resolve dois problemas de um só golpe. Cada corte em um excesso de salário absurdamente alto vai viabilizar um pequeno salário de subsistência para mais de cem brasileiros necessitados. Traz, também, uma possibilidade maravilhosa: com o fim da pandemia e recuperação dos empregos, pode-se readequar a despesa da Renda Família sem permitir a volta das absurdas vantagens hoje existentes no serviço público. Só há um probleminha para concretizar essa medida maravilhosa: quem deverá votar pela redução das vantagens são exatamente os atuais beneficiários delas! Vai ser necessário muito apoio popular para chegar a essa aprovação. Acho que uma forma bem eficaz para obter esse apoio e pressão popular seria divulgar essa matemática ao povo, de forma intensa e bem didática. Como exemplo, poder-se-ia expor os mil maiores ganhos mensais totais de superfuncionários, mostrando ao lado o correspondente número de potenciais beneficiários (é só dividir por R$ 300). Posso apostar que o ministro Paulo Guedes saberia cumprir essa tarefa com a maior alegria e competência. As iniciativas acima teriam um grande subproduto: traria de volta ao presidente Bolsonaro o apoio que perdeu de muitos de seus eleitores.


Bernardo Leal Costa blcosta@uol.com.br

Rio e Janeiro

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VAI DAR BODE


Quando políticos, ministros e juízes se reúnem em Brasília, numa segunda-feira à noite, para comer guisado de bode, com o intuito de “serenar os ânimos e pedirem desculpas mútuas”, pode crer, vem coisa ruim por aí. Como sempre, vai dar bode para a população, pois esta turma nunca – ou quase nunca – coloca os interesses do País em primeiro lugar. Ela pensa sempre – ou quase sempre – em se locupletar de tudo o que o cargo, o mandato e, claro, o dinheiro podem alcançar. Regado ou não a guisados, lagostas, vinhos caríssimos, champanhes e tudo o mais que os recursos públicos podem comprar, pois para eles o que vale é continuar a “farra do boi” (com abóbora), o “meu pirão primeiro”, o “Mateus, Mateus...” e com as “boas intenções”, das quais o inferno está cheio.


João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)

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O PAVIO DE PAULO GUEDES


Considerando a personalidade lutadora de Paulo Guedes e de não levar desaforos para casa, e, pior, desaforos que estão vindo de dentro da própria cúpula do governo federal, a possibilidade de um pedido de demissão de Paulo Guedes assusta o mercado financeiro, pela situação financeira do Brasil. Já foi até ofendido, chamado de Rolando Lero. Até quando aguentará?


José Luiz Abraços octopus1@uol.com.br

São Paulo

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PLATAFORMA


Avaliem que excelente plataforma eleitoral para vencer uma eleição presidencial o FMI nos dá: “O Brasil precisa fazer a reforma tributária, finalizar acordos com a União Europeia e ‘continuar a priorizar a luta contra a corrupção e lavagem de dinheiro’”. Só falta incluir a reforma administrativa e prometer investimentos em saúde, educação e segurança. Fácil, não? Independentemente de qualquer partido.


Henrique Boneti hboneti@uol.com.br

São Paulo

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NOBEL DE MEDICINA


A láurea à descoberta e pesquisa com o vírus da hepatite C mostra a importância da consolidação de informações na ciência. O Prêmio Nobel em Medicina foi conferido 30 anos depois dos estudos iniciais porque era necessária essa confirmação científica ao longo do tempo. A covid-19 pode ser uma candidata no futuro, pela velocidade com que as boas respostas foram dadas numa situação de emergência e movimento negacionista de governantes premiados, paradoxalmente, com o IgNobel.


Adilson Roberto Gonçalves prodomoarg@gmail.com

Campinas

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NOBEL DE FÍSICA


Se o Prêmio Nobel de Física 2020 é “sobre os mais escuros segredos do universo” e “descoberta de objeto supermaciço em nossa galáxia”, o juiz Sergio Moro deveria ser o premiado com seus estudos sobre os escuros e profundos segredos do PT, Petrobrás, construtoras e os outros responsáveis pelo buraco negro em nossa economia e a supermaciça corrupção nunca vista na galáxia.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo

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TUBAÍNA COM MORO


Seria uma saída de mestre: Bolsonaro convidar Sergio Moro para uma Tubaína. Daí poderia nomeá-lo para o Supremo Tribunal Federal (STF), sem medo, porque possui notável saber jurídico e conduta ilibada. Ainda ficaria seguro de que Sergio Moro não mais seria candidato à sua atual cadeira. Essa história de amigo do peito ainda vai dar o que falar, porque o STF não é depósito de camaradagem nem de amigo invisível.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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A BÊNÇÃO DE GILMAR E TOFFOLI


Pois é, falharam as previsões que apontavam alguém do trio de cupinchas de Bolsonaro para ocupar a vaga de Celso de Mello no STF. Valeu mais a indicação do Centrão, mas, antes de anunciar o nome do felizardo, o presidente levou o escolhido, Kássio Nunes Marques, à casa de Gilmar Mendes para receber as bênçãos dele e de Dias Toffoli. Por aí, fica evidente que quem manda no País são os dois ministros.


Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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ESCANCARADO


A foto de Bolsonaro abraçando Dias Toffoli no Estadão de 5/10 escancara o que tem acontecido em reuniões regadas a tubaína e jogos de futebol entre Bolsonaro, Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Davi Alcolumbre e o ungido para o STF Kassio Nunes. Certamente, não é nada favorável ao combate à corrupção, uma das principais bandeiras de Bolsonaro em 2018.


Alroger Luiz Gomes alroger-gomes@uol.com.br

Cotia

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A CORRUPÇÃO COM FÔLEGO NOVO


Agora, com o advento de Kassio Marques para o Supremo Tribunal está completa a “partidinha”, e coroa-se o propósito de calcinar a Lava Jato. A fórmula maquinada pelo governo e Cia. é, no mínimo, lamentável aos brasileiros que se sentem órfãos, e de fato as lautas promessas de “combate à corrupção” viraram nas mãos do povo um punhado de cinzas. A prova disso está no estardalhaço das manchetes quando os corruptos, livres e soltos, a pleno pulmões e copo de caipirinha às alturas, cantam: “Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!” Esse fato de indizível horripilante desprezo aos que sofrem com o coronavírus: o desvio da verba para a Saúde chega a quase R$ 1,5 bilhão, o valor de contratos investigados pelas Polícias Federal e Civil e pelo Ministério Público nos Estados, cuja roubalheira está por trás de compras e contratos assinados para enfrentar a pandemia. A soma dos valores suspeitos, segundo o noticiário, atinge a cifra de R$ 1,48 bilhão, mais de 13 vezes superior ao rombo atribuído à máfia dos sanguessugas. Essa é a nossa sina, brasileiros humildes, tratados como paspalhos, os morrendo pelas calçadas, e os corruptos, com as bênçãos do Supremo, levantam loas e brindam o fim da Lava Jato. Já há tempos Balzac disse: “Les lois...” As leis e a moral são absolutamente impotentes na casa dos corruptos, é lá onde só uma força prevalece e comanda: a fortuna; brote ela de onde brotar, ela – a ultima ratio mundi, mesmo que aos pobres somente reste a foice da morte.


Antonio Bonival Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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CATÁSTROFE ANUNCIADA


Um dos piores legados deixados pelos presidentes da República são os juízes que eles nomeiam para o Supremo Tribunal Federal. O Brasil vem de uma catastrófica sequência de péssimos presidentes: Sarney, Collor, FHC, Lula, Dilma, Temer e, agora, o pior de todos, Bolsonaro. Os presidentes nomeiam quem eles bem entenderem, sempre péssimas escolhas, ocorre uma sabatina de faz de conta e o País terá mais uma nulidade na mais alta Corte, por décadas. Bolsonaro vai nomear juízes que tomem cerveja com ele – sim, isso mesmo – e, além disso, os nomeados terão a nobre missão de manter Bolsonaro, sua família e seus amigos fora da cadeia. Essa catástrofe está acontecendo, em câmera lenta, bem debaixo do nariz do País inteiro, e não há absolutamente nada que se possa fazer, dentro da sacrossanta normalidade democrática. Mudar este péssimo processo só com uma revolução.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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O MEDO DO PT


Bolsonaro domina o Ministério da Justiça, a Procuradoria-Geral da República, agora quer o Supremo Tribunal Federal. Ainda disse que o PT aparelhou o governo. Tudo isso para dominar a eleição de 2022. Ah, só esqueceu os cidadãos brasileiros e a vida que estão levando. Realmente, o medo do PT fez milagres...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo

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PÁRIA DO MUNDO


“Justiça lenta é injustiça”, este será o mote da campanha do comitê “Lula livre” para pressionar o STF a finalizar o processo de suspeição do ex-juiz Sergio Moro. Caso Lula da Silva, que responde a inúmeros processos, consiga sua anistia total, ampla e irrestrita, e Sergio Moro seja penalizado, o título do Brasil de pária do mundo será confirmado.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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O INVERSO DA RAZÃO


Em que tempo vivemos? É o que venho me perguntando com frequência ao saber de fatos sem pé nem cabeça, como o que o Estado noticiou ontem acerca da grita (ação judicial) da Defensoria Pública da União contra a empresa Magalu, que optou por priorizar a seleção de candidatos negros para seus quadros. Ora, além de merecer aplausos pela iniciativa, a empresa – privada – tem autonomia para decidir quem e como recrutar. Chega de atraso!


Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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VOLTA ÀS ESCOLAS


Não sei se o Fórum é apropriado para a minha manifestação, mas apreciaria dizer que o fotógrafo Tiago Queiroz foi muito feliz ao colher o instantâneo que o Estadão publicou ontem (página A13). Sua foto conseguiu captar e transmitir algo que não sei bem o que é. Vejo-a e a revejo com admiração. Infância: alegria, felicidade? Muito obrigado. Seja sempre feliz na sua profissão.


Ariovaldo Santini Teodoro asanteo@hotmail.com

São Paulo

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