Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

De corrupção


O ambiente tóxico no atual momento da política nacional parece ter produzido, entre outros comportamentos deletérios, falta de rigor na apuração das falas presidenciais, sobretudo quando o presidente lança palavras ao vento que são vendidas nas redes sociais como verdade absoluta. A de que acabou com a Lava Jato porque “não tem corrupção no governo” é a mais recente. Porém, forçando um pouco a memória, revisando alguns arquivos do Estado, constatei que em 13 de fevereiro o então ministro da Cidadania, Osmar Terra, deixou o posto abalado por denúncia de corrupção que envolvia a contratação de uma empresa de tecnologia da informação, a Business Technology (B2T). Segundo foi apurado, a pasta contratou em 2019 a B2T, contra a qual pesa acusação da Polícia Federal de ter sido usada para desviar R$ 50 milhões de dinheiro público entre 2016 e 2018. Essa empresa participou e venceu licitação no valor de R$ 6,8 milhões no período da gestão de Terra, sob forte contestação de outras participantes. Um pouco mais adiante, em março, o ex-ministro (de triste memória) da Educação Abraham Weintraub foi confrontado com assunto espinhoso quando o Estado revelou que a empresa Brink Mobil, suspeita de participar de fraude bilionária no MEC para compra de kits de robótica, estava sendo habilitada para o fornecimento de “kits escolares” para a pasta. Seguindo a linha cronológica, em maio veio a informação de que, num passe de mágica, mais de 73 mil militares receberam auxílio emergencial, algo em torno de R$ 44 milhões, que saíram dos cofres do governo. Assunto que evidentemente causou constrangimento, mas, ao que se sabe, até hoje não houve esclarecimento oficial sobre como a questão foi resolvida – se é que foi. Esses são fatos que chegaram até a opinião pública. Quem garante que não haja outros sendo prospectados e que ainda não vieram à tona? A conferir.


FERNANDO CESAR GASPARINI

PHERNANDO.G@BOL.COM.BR

MOGI-MIRIM


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Dinheiro vivo


Também a família Bolsonaro tem oferecido farto material para investigações por seu costume de comprar imóveis em quantidade e com dinheiro vivo. Como Jair, filhos e agregados justificam isso? O clã terá de explicar claramente a origem desse dinheiro e por que ele não transitou pelos bancos.


LAÉRCIO ZANINI

SPETTRO@UOL.COM.BR

GARÇA


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STF

Respeito à Lei Maior


O último voto no Supremo Tribunal Federal (STF) do ministro Celso de Mello, que está se aposentando, merece destaque especial. Disse ele que depoimento por escrito é “privilégio”, ou seja, o ocupante da Presidência da República também tem de obedecer à convocação para ser interrogado presencialmente no inquérito referente à interferência política na Polícia Federal. Traduzindo: a Constituição é para ser respeitada!


URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS


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Sabatina pra quê?


Conforme noticiado pelo Estado, o Senado já formou maioria para homologar o nome do desembargador Kassio Marques para o STF. Então, para que sabatiná-lo? Melhor programarem um churrasco de confraternização regado a tubaína, com a presença de Jair Bolsonaro, Gilmar Mendes e Dias Toffoli. E muitos abraços e apertos de mão – afinal, a pandemia é só uma “gripezinha”.


CELSO NEVES DACCA

CELSODACCA@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Processo seletivo


Qualquer candidato a uma vaga de emprego, por mais simples que seja o cargo, será excluído do processo de seleção em qualquer empresa minimamente séria se colocar informações incorretas em seu currículo. Os senadores sabem disso ou no STF é diferente?


ELY WEINSTEIN

ELYW@TERRA.COM.BR

SÃO PAULO


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Educação, de mal a pior


Não sou da área do Direito, mas se as explicações de Kassio Marques forem aceitas e as inconsistências em seu currículo forem perdoadas, isso não abre um precedente ou jurisprudência? Fiquei pensando nas dissertações de mestrado e nas teses de doutorado que estão sendo elaboradas no País para serem apresentadas às bancas examinadoras. Os examinadores passarão a ter dificuldade de discernir entre “plágio” e “coincidência”, entre “erro de tradução” e “informação fake”. Será um grande incentivo para estudantes desonestos correrem a fazer suas pós-graduações, pois contarão com o “kassismo” para serem aprovados... E a educação brasileira, já tão degradada, escoará de vez para o esgoto.


SANDRA MARIA GONÇALVES

SANDGON46@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Anos de chumbo

Ustra


Afirma o general reformado Hamilton Mourão, vice-presidente da República, que o falecido coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra era um homem de honra e que respeitava os direitos humanos dos seus subordinados. Nada disse sobre os direitos humanos dos presos pelo regime militar. Deu para entender. Lamentável.


SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS


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Argentina

O perigo mora ao lado


A demagogia populista do peronismo transformou a Argentina num lugar inviável. Citação mencionada por um argentino sobre o êxodo maciço em curso acelerado de seus cidadãos à procura de segurança e estabilidade econômica: “Muitos veem o empresário como o lobo a ser morto, outros como a vaca a ser ordenhada e muito poucos o veem como o cavalo que puxa a carroça” (Winston Churchill). Da maneira que as coisas vão, não vai sobrar quem puxe o país para a frente. A desesperança é tal que os argentinos estão perdendo até a capacidade de fazer piada e rir dos erros catastróficos de suas lideranças.


JORGE A. NURKIN

JORGE.NURKIN@GMAIL.COM

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



ELEIÇÃO EM SÃO PAULO


Russomanno diz ter apoio de Bolsonaro e Covas fala de crises em 1.º horário político em rádio e TV (Estado, 9/10). Começa bem, como em todos os anos anteriores, Celso Russumanno. Não vai chegar nem ao segundo turno. É como seu padrinho, Jair Bolsonaro, em 2022, diferentemente, estará em último nas pesquisas do primeiro turno.


Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte


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RENOVAÇÃO


Começou o período Pinóquio no rádio e na TV. Há tantos candidatos que prometem lutar pela saúde, pela educação, pelos direitos das minorias, que chego a ficar até arrepiado. Infelizmente, o canto da sereia é só para a eleição ou reeleição. Uma vez conquistado o cargo, os eleitos somem. Como elles não têm o menor interesse em mudanças, obviamente que não teremos uma reforma política que institua o voto distrital misto, que acabe com o pornográfico fundo eleitoral e que possa trazer alguma pálida transformação do momento circo com que seremos obrigados, mais uma vez, a conviver. É por isso que precisamos de movimentos como o Renova Brasil, que conseguiu – e oxalá o repita neste pleito – a eleição de políticos interessados em mudar o status quo. Vide a brilhante Tabata Amaral. Enfim, o processo começou, é lento, mas não podemos desistir nem esmorecer.


Renato Amaral Camargo natuscamargo@yahoo.com.br

São Paulo


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DINHEIRO VIVO


Hoje em dia, quem transaciona vultosas quantias em dinheiro vivo são os traficantes e os bicheiros, entre outros ligados a atividades criminosas. Agora, os políticos estão fazendo parte deste rol exemplificativo. O que mais chama a atenção, atualmente, são as notícias diárias publicadas pela mídia de que a famiglia Bolsonaro, já há tempos, se especializou em usar vultosas quantias em dinheiro vivo para comprar imóveis. O pior de tudo é que, mesmo descoberta, a famiglia permanece dizendo que “não sabe de nada”, como também dizia o condenado Lula da Silva.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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DOIS MITOS?


Dois mitos que deram certo no Brasil: primeiro, Lula, que acabou com a fome e a pobreza no Brasil; e, agora, o atual presidente, que acabou com a corrupção no governo. Em 2022, Bolsolula vem aí, vamos aguardar. Nesta toada, se o ex-juiz Moro não se precaver, vai passar de mocinho a bandido.


Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


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ESTELIONATO ELEITORAL


Estelionato eleitoral, este é o nome dado por diversos comentaristas políticos ao que o presidente Bolsonaro praticou em sua eleição para presidente. Prometeu, quando em campanha, um governo liberal e democrático, que lutaria com todas as forças contra as diversas corrupções que historicamente assolam o Brasil. Mas, uma vez eleito, e uma vez ventiladas corrupções praticadas por gente sua, tornou-se, o Bolsonaro agora eleito, um verdadeiro obstáculo ao combate às corrupções, opondo-se abertamente à Operação Lava Jato e, ainda, opondo-se às liberalidades aguardadas com anseio pelo livre-mercado e pela Economia.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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CONCLUSÕES PRESIDENCIAIS


Com certeza, o Prêmio Nobel da Economia em 2020 deve ir para Jair Bolsonaro, por ter acabado com a corrupção de décadas no Brasil, baseado nas suas próprias conclusões. Um exemplo para o mundo tecnológico e para países com milhões de pessoas passando fome e esquecidas.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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NOSSO DR. JACK


No livro O estranho caso de Dr. Jack e Mr. Hyde, publicado em 1886, o autor relata as façanhas do Dr. Jack, médico de boa índole, mas que à noite se transforma no Mr. Hyde, personificando o mal que existe em todo ser humano. Passado mais de um século, eis que aqui, não poderia ser diferente, elegemos o Dr. Jack como presidente. Para isso, ele nos disse que não concordava com reeleições, que acabaria com o toma lá dá cá na política, que faria a desestatização liberando recursos para obras, que implementaria a reforma fiscal e a administrativa e que lutaria sempre contra a corrupção. E, acreditando nisso, e como ferramenta para desalojar do poder uma verdadeira gangue que assolou este país, o elegemos. Mas, eleito, ele tem se transformado no Dr. Hyde. Uniu-se ao pior na política, o Centrão, buscando apoio para a reeleição e suporte contra um impeachment; a venda das estatais tem sido um sonho que não se realiza; as reformas não saem ou, quando acontecem, é por força do Congresso; e está enlameado pela suspeita de corrupção envolvendo seus filhos e depósitos suspeitos na conta corrente da sua esposa. Está indicando para o STF um amigo de Tubaína, cujo currículo está maculado com inverdades, e para obter o suporte para tal empreitada está se reunindo com o pior daquela Corte, na esperança de que ele e seus filho se livrem de processos. Se não bastasse tudo isso, e para o delírio de inúmeros investigados/condenados, agora se vangloria de ter acabado com a Lava Jato, pois no seu governo não existe mais corrupção! Durmam com esta. O desfecho do livro é trágico, como pode ser o futuro deste país, que está beirando a inadimplência fiscal, caso o presidente não volte a personificar a figura do Dr. Jack. Afinal, a esperança é a única que não morre.


Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos


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O CURRÍCULO DE KASSIO MARQUES


Como sói acontecer nas escolhas do presidente Bolsonaro, até o desembargador indicado por ele para ocupar a vaga a ser aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do decano Celso de Mello já ficou mal na fita, pego numa inverdade. O desembargador Kassio Nunes Marques afirmou em seu currículo ter realizado cursos de pós-graduação pela Universidade de La Coruña e doutorado e pós-doutorado pela Universidade de Salamanca. Entretanto, segundo reportagem do Estado, a Universidade de La Coruña não confirmou os cursos de pós-graduação, enquanto a de Salamanca confirmou a de doutorado, cuja tese foi defendida há apenas 11 dias, mas não confirmou a de pós-doutorado, que não teria sido possível em tão exíguo tempo. O desembargador, ao saber da notícia, disse no Senado, onde se encontrava, em sua defesa que, para assumir uma cadeira no STF, não há exigência de formação em Direito, mas sim reputação ilibada. Já à revista Isto É o desembargador afirmou que houve um engano, pois, ao anotar em seu currículo, ele teria utilizado a expressão em espanhol postgrad, que designaria qualquer curso realizado depois de uma graduação, inclusive um de 5 dias. Isso realmente não existe. Eu mesmo fim um curso de 3 meses na antiga Fundap e jamais disse que era uma pós-graduação, pois não era. Encontrei uma definição de reputação ilibada no site do Senado, publicada em 29/9/1999, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ): “Considera-se detentor de reputação ilibada o candidato que desfruta, no âmbito da sociedade, de reconhecida idoneidade moral, que é a qualidade da pessoa íntegra, sem mancha, incorrupta”. A meu ver, a apresentação de um currículo com afirmações não confirmadas costuma pôr em dúvida a reputação de qualquer pessoa.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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FAKE


Será que Kassio Marques é fake, como seus diplomas? E a reputação ilibada?


Tânia Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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CONSTITUIÇÃO


Sobre o caso Kassio Marques e, como lembrou o missivista sr. Luiz Sérgio de Souza, o artigo 101 da Constituição dispõe que “a reputação inquestionável (ilibada, nas palavras do constituinte) é condição necessária para ser ministro do STF”. Há uma segunda condição, “notável saber jurídico”, que se fez letra morta com a chegada de Dias Toffoli ao tribunal.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia


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‘A REPUTAÇÃO E O CURRÍCULO’


O editorial A reputação e o currículo (9/10, A3) analisa sem ressalvas o recente drama de autoridades com currículo maculado por inverdades. Neste caso, o fato se agrava muito mais por se tratar do currículo de alguém que busca uma vaga em nossa Suprema Corte. O que se espera, agora, é que o Senado da República não se transforme numa grande lavanderia com potentes alvejantes de roupa suja!


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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O QUE SOBROU?


É de pasmar! Não se trata mais de saber o que é fake no currículo do sr. Kassio Nunes Marques, mas o que sobrou de verdadeiro! Pensar que ele está sendo avaliado para substituir a vaga do decano Celso de Mello na mais alta Corte de Justiça do País. Mesmo uma empresa privada de porte pequeno suspeitaria do caráter de um pretendente a alguma vaga com tantas informações contestáveis no currículo. São plágios, doutorados estranhos, pós-doutorados inexistentes... E, assim mesmo, a vaga para o sr. Marques está praticamente garantida na comissão de Justiça do Senado. O quesito “notório saber” já foi para as calendas. O de reputação ilibada, a essas alturas, não entrou como condição sine qua non para ocupar tão importante missão por quase três décadas. Nunca a honradez no Brasil foi tão menosprezada como agora! E olhe que já passamos por momentos em que imaginávamos ter atingido o auge em termos de falta de princípios morais e éticos.


Eliana França Leme efleme@gmail.com

Campinas


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IRREALISTA


Não pareceu suficiente ao presidente frustrar a maioria da população brasileira indicando ao STF alguém desalinhado com valores conservadores, como prometido desde a campanha eleitoral. O chefe máximo do Executivo houve por bem indicar um nome aparentemente ligado ao Centrão, grupo que melhor representa o fisiologismo e encarna vícios que maculam a imagem do Poder Legislativo. Além disso, o indicado está sendo acusado de utilizar informações falsas em seu currículo: até aqui, um suposto curso de pós-graduação na Espanha e trechos plagiados em sua dissertação de mestrado defendida em Portugal. Com base em casos recentes, esperar uma sabatina decente no Senado não parece realista.


Hamilton Varela hamiltonvarela@gmail.com

São Carlos


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PLÁGIO


Dilma Rousseff, de triste memória, fez escola: plagiar teses, copiar trabalhos de pós-graduação dos que efetivamente trabalham e colocar no currículo publicações fictícias e títulos que não tem. Houve recentemente o caso de um candidato a ministro da Educação que foi indicado e desindicado em tempo recorde nos anais da República. Agora, aparece este senhor Kassio Marques, candidato a ser um magistrado da Suprema Corte de Justiça deste pobre país, que não tem a mínima vergonha em colocar no seu CV títulos e trabalhos que são ou inexistentes ou copiados de alguém certamente mais ético. Uma ousadia que só mostra a falta de caráter deste cidadão. A imagem da Nação só perde com uma indicação com esta.


Hermann Grinfeld hermann.grinfeld@yahoo.com.br

São Paulo


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COMO CONFIAR?


É inconcebível a eleição de Kassio Marques a ministro do STF, depois que seu currículo exibe graduações fictícias, sua tese de mestrado tem trechos idênticos ao de um artigo publicado por advogado e sabe-se lá mais o que aparecerá. Para fazer parte da mais alta Corte, exige-se, no mínimo, probidade. Como alguém que “turbina” currículo e copia texto de outro em sua tese tem peso para ocupar uma cadeira e dar sentenças, principalmente ocupar a cadeira do ministro Celso de Mello, que sempre se pautou na defesa da Constituição? Se começa assim, vamos ter confiança na lisura em seus votos proferidos? E vamos ter de aturá-lo por décadas! Infelizmente, um bando de senadores que se preocupam somente com se livrar o aceitarão, e nosso país continuará na escuridão. Que todos os brasileiros manifestem-se antes dessa aberração.


Lucia Helena Flaquer lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo


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SABATINA SUPREMA


Sem falar do currículo fake, inúmeros suspeitos e investigados de ilícitos penais irão verificar a “conduta ilibada” do juiz que poderá julgá-los num futuro próximo. É esquisito. E vai acontecer. Parece jogo combinado, de antemão se sabe o placar. Pode isso, Arnaldo?


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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ANÁLISE DE CURRÍCULOS


Doravante, com certeza, todos os brasileiros tomarão mais cuidado ao fazer seu currículo, porque o princípio da constatação e veracidade entrou em vigor a partir de Decotelli, quando nomeado ministro da Educação e exibiu falsidade em seu currículo, da mesma forma que Kassio Nunes Marques também apresentou dados irreais e faltou com a verdade no seu currículo. Este, no entanto, vai ter de se explicar perante o Senado da República, o que, na realidade, não fica bem para um ministro do STF. Mas Bolsonaro só pensa nele, na sua reeleição e em seus rebentos.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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NOTÍCIA DE BASTIDORES


Inconformado com o sucesso de seu brother Donald Trump na lida diária em busca do título The most stupid president on planet Earth ever, promovido neste ano de pandemia pela ONU, nosso chefe de Estado de calamidade Jairzinho Bolsomito, por sugestão do filósofo norte-americano Ó. de Carvalho, cogita de desistir da polêmica indicação de Kassio Marques e optar pelo nome de Marcos Willians Herbas Camacho (também conhecido como Marcola) para assumir a vaga do ministro Celso de Mello no STF. Segundo informação de bastidores, essa ideia de Olavinho foi analisada pela trinca 01-02-03 e deverá ser aprovada pelo 00. O Brasil pode não ser mais o “País do Futebol”, mas talvez seja o primeiro país a ganhar esse título criado pela ONU, especialmente neste estranho ano de vinte-vinte.


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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VIDA BELA


Crucial pergunta que não calará tão cedo: depois de indicar um major da Polícia Militar para ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Bolsonaro indicará para qual tribunal superior o almirante que ocupará a Secretaria-Geral da Presidência da República?


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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VENEZUELA


O Estadão de 8/10 mostrou a tragédia venezuelana (Era do petróleo chega ao fim na Venezuela). Resultado do “petismo” bolivariano que matou a PDVSA e o país, levando-o ao completo estado de miséria. Ainda bem que nos livramos dessa.


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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ESQUERDA


A Venezuela já foi, entre as décadas de 1950 e 1980, um dos países mais ricos da América Latina, via petróleo, cuja produção lá, no mesmo período, figurava entre as maiores do mundo. Sua economia, atualmente, encontra-se em estado cataléptico, sendo a debacle iniciada a partir da eleição de Hugo Chávez, conseguida graças à bandeira populista de nacionalização – tarefa mal conduzida que não gerou benefícios reais para a população –, ideologicamente prosseguida e radicalizada por Nicolás Maduro. A Coreia do Norte, governada por uma ditadura de esquerda que mais se assemelha a monarquia, na medida em que está sob o tacão da família Kim desde 1948, impõe a seu povo um regime de atraso e fome crônicos – cenário encoberto pela controladíssima imprensa – e forma um contraste chocante com o país vizinho, a Coreia do Sul, detentora de avançada tecnologia, com invejável renda per capita e governo orientado pelo capitalismo. Cuba, há mais de meio século sob o domínio do mesmo grupo que prometeu o paraíso na esteira de sua revolução, é hoje um país deteriorado e parado no tempo, com a sociedade refém de um modelo que lhe tira a mínima possibilidade de escolha de dirigentes. São estes talvez os exemplos mais marcantes mundo afora do fracasso da esquerda – sem contar a emblemática queda do muro de Berlim – que, em seu formato tupiniquim, ainda tenta hipocritamente iludir os eleitores por aqui.


Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro


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SINCERÃO


Lula da Silva concedeu entrevista ao jornal El Pais, por videoconferência no último dia 7, e disse: “Eu já vivi demais, eu já tenho idade demais, eu já tenho experiência demais e não vou enganar o povo outra vez”. Depois dessa fala, Lula renunciou ao título de cidadão mais honesto e inocente do Brasil.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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E DAÍ?


Perdi mais um amigo; mas e daí? Milhares perderam amigos, familiares; afinal, todos vamos morrer um dia; temos de tocar a vida. Esta pandemia escancarou a imbecilidade de um povo sem civismo, sem sentido de nação. Grupos digladiando-se em favor de seu político predileto num rompante de soberba como que se todo o conhecimento lhe pertencesse. O ódio cego, as reputações cassadas, as fakes reproduzidas aleatoriamente, a divisão impera. Dane-se a História, a Ciência. Danem-se a educação e a civilidade. E é exatamente isto o que querem os donos do poder: a divisão. Fica mais fácil a dominação e este povo segue qualquer poder que lá estiver distribuindo pão e circo – pode ser comunista, fascista, nazista, artista, centrista. Sim, somos um dos países mais ricos do planeta, mas uma nação pobre, sem projeto. Somos, na verdade, diversas nações sem rumo dentro de um mesmo território, com castas de milionários abastecidos pelo favelão nacional, que lhes transfere 40% de toda a riqueza produzida, sem ter o devido retorno. Mas vamos continuar a luta fraticida, obedecendo cegamente às ordens de charlatões. Cada um para o seu lado, como aqueles asnos (burros espertos) com a corda no pescoço tentando chegar ao seu monte de feno. Afinal, somos um país de maioria cristã onde, se houvesse novamente o julgamento de Jesus Cristo em Brasília, uma parcela significativa da população gritaria a favor de Barrabás, a depender do Pilatos do momento. Perdi um amigo; mas e daí? Lavo minhas mãos?   


João RobertoTagliaferro joao.tagliaferro@gmail.com

Artur Nogueira

 

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