Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo e para o Portal estadao.com.br deste domingo

Fórum dos Leitores, O Estado de S. Paulo

11 de outubro de 2020 | 03h00

Desgoverno Bolsonaro

No país das maravilhas

O País amanheceu com céu azul, as matas preservadas, a Floresta Amazônica intacta, protegida pelo governo federal da ação maléfica dos caboclos, índios e ONGs estrangeiras, que só queriam levar nossas riquezas naturais para outros continentes. Apesar de o governo ter dado mundos e fundos ao pessoal do Centrão, não temos mais corrupção no governo, motivo de o presidente ter acabado com a Lava Jato, antes tão importante e venerada. Certo que ainda existem rachadinhas na família Bolsonaro, mas nada que preocupe a Nação. Nada que uma simples intervenção ou nomeação não possa resolver. Nesse seu mundo delirante de falácias, só falta o presidente anunciar que não há mais desemprego no País e que os 13 milhões de brasileiros que estavam sem trabalho agora estão todos empregados e com carteira assinada. Bom, o fim do analfabetismo fica para depois das eleições de 2022, antes é necessário manter essa gente longe dos livros e da informação.

Rafael Moia Filho

rmoiaf@uol.com.br

Bauru

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Centrão manda a conta

Não é recomendável cantar de galo, menos ainda para um presidente da República que diz não ter corrupção no seu governo e por isso até acabou com a Lava Jato. Pois o presidente que se cuide com o Centrão. Esse grupo político, com vários de seus membros investigados pela força-tarefa, já mandou a conta de seu apoio ao Planalto: quer mais ministérios. E pressiona Bolsonaro a recriar as pastas da Indústria e do Trabalho, áreas que hoje estão sob o comando do Ministério da Economia. Além de aumentar as despesas do governo, já sem recursos, mais ministérios podem se tornar indesejáveis canais de desvios de verbas públicas. Mesmo porque esse governo perdido e mal administrado que está aí não terá como controlar as habituais peripécias vis do Centrão. O que fará o presidente? Ele não tem muita escolha, já que se aproximou do Centrão basicamente para evitar o impeachment. Tal como Lula da Silva fez em 2006, no fim do seu primeiro mandato, quando, também ameaçado de impeachment pelo mensalão, entregou de porteira fechada estatais e ministérios a esse mesmo Centrão. E deu no que deu...

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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Bons velhos tempos

O Centrão está com saudades dos 35 ministérios do governo Lula. Havia muito mais cabides de empregos e cofres para guardar dinheiro vivo.

Luiz Frid

fridluiz@gmail.com

São Paulo

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Sucesso absoluto

Temos de aplaudir ações de sucesso neste país. Na área política, o Centrão é referência de sucesso absoluto. O êxito é de tal monta que um presidente se distanciou de seus correligionários mais fervorosos em detrimento dos entendimentos havidos com esse grupo. E o que caracteriza o Centrão? A união em torno de um objetivo: o poder. Então, por que, dispondo de tão atuantes membros, não nasce daí um partido político? Porque para isso eles teriam de ter um programa, uma posição ideológica, um balizamento ético. O Centrão é melífluo, adaptável às circunstâncias, às situações. Assim como apoia, deixa de apoiar, caso anteveja algum risco. É de ressaltar que grande parte de seu contingente tem questões a resolver com a Justiça, daí a Lava Jato ser um dos seus pontos cruciais de embate. Membros do Centrão são vigorosos defensores de obras de infraestrutura de valor vultoso, permissivas à execução por empresas pertencentes a correligionários e amigos, que vencem as licitações por mérito, digamos, nem sempre muito claro. Mas um país onde hoje se prende com provas que amanhã são desconsideradas, e onde cidadãos altamente comprometidos com o ilícito vivem em liberdade, é terra fértil para florescerem movimentos dessa natureza. E viva o Centrão...

Sergio Holl Lara

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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Pelos novos amigos

Um dia, em campanha para a Presidência, o candidato Jair Bolsonaro prometeu uma “nova política”, combater a corrupção e proteger a Lava Jato, até buscou para seu governo o principal ícone dessa luta, o juiz Sergio Moro. Agora, com riso falso, diz ter acabado com a Lava Jato por não haver corrupção em seu governo. Mas ainda há muitos investigados pelas forças-tarefa e vários deles estão abrigados no Centrão, para onde pulou o presidente da República. Se na reunião de 22 de abril o presidente dizia querer mudar a Polícia Federal para proteger sua família e seus amigos (Fabrício Queiroz tem muito a dizer), agora parece que sua missão é acabar mesmo de vez com a Lava Jato para escudar seus novos correligionários ameaçados. E o povo enganado, de cabeça baixa, dirá amém?

Eni Maria Martin de Carvalho

enimartin@uol.com.br

Botucatu

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Medo da concorrência

Por mais que se esforce, Bolsonaro não tem competência para acabar com a Lava Jato. O procurador-geral da República, Augusto Aras, fez de tudo para acabar com ela e, como prêmio, ser guindado ao Supremo Tribunal, mas, como se diz popularmente, deu com os burros n’água. Bolsonaro, na verdade, quer mesmo é acabar com a força da “marca” Lava Jato, que está fortemente ligada a Sergio Moro. Ele não consegue esconder o medo de que Moro se candidate ao Planalto em 2022. 

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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Devastação ambiental

Bois bombeiros

A respeito da declaração da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, acerca da maior presença de gado no Pantanal como fator para evitar ou reduzir os incêndios, a única diferença, a meu ver, nessa tragédia, que a presença de maior rebanho na região poderia provocar seria a queima desses animais juntamente com o bioma.

Abel Pires Rodrigues

abel@knn.com.br

Rio de janeiro

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VOO SIMPLES

Durante evento de lançamento do Programa Voo Simples, o sr. Bolsonaro declarou “a esta imprensa maravilhosa ter orgulho de não querer acabar com a Lava Jato”. Em seguida, emendou dizendo: “Eu acabei com a Lava Jato, porque não tem mais corrupção no governo”. Pelo menos uma vez disse a verdade, pois simplesmente não temos governo no País. Aliás, cada dia fica mais claro que, sim, temos corrupção e o seu núcleo está na família do presidente, com a colaboração de uns políticos suspeitos e de uns togados indecentes. Este “voo simples” deve ter como destino o manicômio.

Nelson Penteado de Castro

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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CINISMO

O cinismo das palavras do sr. Bolsonaro, “imprensa maravilhosa” e sobre acabar com a Lava Jato, nos lembra que só não consegue acabar com a corrupção familiar e explicar os R$ 89 mil na conta da sra. Michelle.

Tania Tavares

taniatma@hotmail.com

São Paulo

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SOBERBA & JACT NCIA PRESIDENCIAIS

Pois é. “Acabei com a Lava Jato porque não existe mais corrupção no governo.” Então tá!...

A.Fernandes

standyball@hotmasil.com

São Paulo

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PARA QUE LAVA JATO?

Bolsonaro disse que no governo dele a corrupção no Brasil acabou. Só rindo...

Virgílio Melhado Passoni

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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UNIVERSO PARALELO

Não percam a última da série Acredite se Quiser. O presidente Jair Bolsonaro disse: “Acabei com a Lava Jato porque não tem mais corrupção no governo”. Ele deve estar vivendo em tal universo paralelo.

Omar El Seoud

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

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E FORA DO GOVERNO?

A afirmação do presidente Bolsonaro de que ele acabou com a Lava Jato pois no seu governo não tem mais corrupção não passa de justificativa rasteirinha e esfarrapada direcionada a seus fiéis seguidores. Entretanto, supondo que seja verdade que não há mais corrupção no governo, a sociedade anseia e merece explicações quanto às acusações de corrupção envolvendo seus filhos e o depósito de R$ 89 mil na conta da primeira-dama. Ou será que uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa?

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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A VERDADE

Antes de o presidente Bolsonaro dizer, sem corar, que acabou com a Lava Jato e com a corrupção no governo, é necessário que sejam esclarecidos de vez o famigerado imbróglio das rachadinhas do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) e os 21 depósitos que somam R$ 91 mil feitos por Fabrício Queiroz na conta da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. O Brasil aguarda que a verdade dos fatos venha à tona.

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

  

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FIM DA CORRUPÇÃO

Para acabar com a corrupção no governo, o presidente Bolsonaro deveria decretar que as rachadinhas são legais, o parlamentar pode, sim, receber o salário dos assessores. A regulamentação da corrupção no governo poderia avançar e abranger a tradicional roubalheira nas obras públicas, o superfaturamento das obras passaria a ser taxado, a criação do IP, o imposto sobre propina, traria bilhões aos cofres públicos. Bolsonaro poderia, ainda, anistiar o caixa 2 de todos os partidos políticos, isso injetaria trilhões de reais na economia, dinheiro que hoje está escondido e circula timidamente. Se cada político corrupto pudesse usufruir do dinheiro público roubado com o suor do rosto, iria faltar espaço nos aeroportos, cada parlamentar teria seu próprio jatinho, seu iate, sua amante russa, etc., e o PIB seria o dobro do que é hoje. O Brasil é um dos países mais corruptos do planeta e deveria capitalizar em cima da corrupção.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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FREUD

O presidente Bolsonaro disse que matou a Lava Jato porque em seu governo não há corrupção. Talvez Freud explicasse essa tentativa patética do presidente Bolsonaro de querer matar seu alter ego, o seu outro eu, talvez aquele que em campanha para as eleições presidenciais prometia lutar juntamente com a Lava Jato contra as corrupções diversas. Ou talvez, dentro da melhor atualidade das chamadas pós-verdades, tenha o nosso presidente o seu espelho mágico em que, mirando-se nele, indague: espelho, espelho meu, existe nesta República alguém mais honesto que os meus?

Marcelo G. Jorge Feres

marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro

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ASSUMINDO ERROS

Eu sempre achei que o sr. Luiz Inácio Lula da Silva fosse a autoridade campeã nos quesitos bravatas, mentiras, fanfarronice e corrupção. Acho que errei. Surgiu um adversário à altura: o sr. Jair já está, no mínimo, empatando nos três primeiros quesitos. O sr. Jair Messias Bolsonaro não é fraco, não, como fica evidenciado no caso da Operação Lava Jato. Vamos torcer para que o presidente não fique motivado e venha provar que ele é imbatível em tudo.

Sérgio Barbosa

sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais 

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BOLSONARO TEM RAZÃO

O presidente está certo. Não precisa de Lava Jato procurando corrupção, pois ela já está toda com ele. Missão cumprida!

Luiz Antonio Ribeiro Pinto

brasilcat@uol.com.br

Ribeirão Preto

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PODEM DANÇAR!

Declarou Bolsonaro à imprensa que ele acabou, mesmo, com a Lava Jato, porque no seu governo não há corrupção. Mas pode haver. Então, doravante, os candidatos a corruptos e ainda ocultos em seu governo poderão colocar as mangas para fora, ou seja: podem dançar, que o leão é manso.

 

José Carlos de Carvalho Carneiro

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

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SEGUNDA TURMA

Fux esvazia frente anti-Lava Jato na Segunda Turma. E ficaram três inconsoláveis viúvas: Lewandowski, Toffoli e Mendes.

  

Robert Haller

robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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COMBATE À CORRUPÇÃO

Quero, aqui, cumprimentar o presidente do STF, que inicia seus trabalhos de forma exemplar e de acordo com os anseios do que pensa a população que apoia a Lava Jato. Ao tirar decisões das mãos da segunda turma, protege todo um trabalho de anos de milhares de pessoas envolvidas, Polícia Federal, Ministério Público, juízes, entre outros. O combate à corrupção não deve parar por causa de um governo que até o momento não teve casos comprovados de corrupção. Há muito ainda a ser feito, e o ideal seria a criação de órgãos investigatórios em todos os Estados e municípios, pois sabemos que o Ministério Público tem muitas limitações para agir, principalmente nos municípios. E, infelizmente, nosso país carece de credibilidade no meio político em todas as esferas, sem exceção.

Eduardo Cavalcante da Silva

cavalcante_1000@hotmail.com

São Paulo

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A PANDEMIA E OS INTOCÁVEIS

Tanto a política atual como seus políticos estão perdendo a credibilidade, o que seria missão ao entrar na política, para representar e lutar pelas necessidades de uma comunidade. Agora é “meu bolso e meus interesses primeiro”. Nesta pandemia, roubaram tanto, desviaram tanta verba pelo Brasil afora que já virou estrutural, faz parte. Ledo engano achar que a corrupção acabou. Assalto atrás de assalto, o sr. Doria, por exemplo, resolveu suspender o décimo terceiro do funcionalismo, e agora está descontando uma contribuição previdenciária dos aposentados – e a culpa é da pandemia. O lobos do governo não querem perder os privilégios, e, como a matilha é grande e faminta, atacam sem dó o povo, presa fácil. Não temos a quem recorrer. Uma dúvida: se na Constituição está escrito que somos todos iguais e temos os mesmos direitos, por que os que fazem parte do Judiciário, do Supremo, do Senado e das Assembleias são intocáveis? Se cortassem as mordomias dos “deuses intocáveis”, não seria necessário sacrificar os aposentados e o povo em geral. Ah, lembrei-me! Na matilha há uma hierarquia, e lobo não devora lobo. Como brasileira e aposentada, sinto-me humilhada e desrespeitada.

Therezinha Stella Romualdo

there.stella@hotmail.com

Santos

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O PIX E A CPMF ELETRÔNICA

PIX é o novo sistema de pagamentos lançado pelo Banco Central para diminuir as transações com dinheiro vivo e sem as taxas atuais cobrada pelas instituições financeiras nos pagamentos por meio eletrônico. Por trás desta revolução tecnológica está a implantação da também CPMF eletrônica. A bondade vai ter preço. Imposto Ipiranga à vista, a não ser que o Posto seja deposto. 

Paulo Sergio Arisi

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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CPMF

Num passado nem um pouco distante, ouvi um debate na rádio sobre a nova CPMF, e um comentário dizia “sou a favor da CPMF, pois pobre não tem conta corrente” (?!). O.k., vamos imaginar que caiu um meteoro na Terra plana e todos os pobres deixaram de ter uma conta corrente – pois acho que só assim esse comentário faria algum sentido. Eu pergunto: o pobre deixaria de pagar a CPMF? Provavelmente não. A ideia de que só os ricos vão arcar com este imposto me faz lembrar os contos infantis, daqueles que nossas mães contavam, do tipo “o velho do saco vai te pegar”, mas vivemos no mundo da cloroquina, não? Vamos imaginar o agricultor, como ele vai vender o produto dele? Por acaso o comprador vai bater à sua porta com um saco de dinheiro igual àqueles dos desenhos animados com a estampa de um cifrão e uma corda amparada em sua ponta, ou ele vai fazer uma transação bancária? Se você respondeu transação bancária, parabéns, a Terra não é mais plana! Muito bem, o agricultor pagou a CPMF por essa transação, agora o pulo do gato: o agricultor vai ser patriota o suficiente para arcar com a CPMF ou vai repassar esse imposto para o consumidor final? Se você respondeu que este custo vai ser repassado para o consumidor final, parabéns novamente, agora a cloroquina perdeu seu poder de cura contra a covid-19. Bom, o custo chegou ao consumidor final – eu, você, seu vizinho, inclusive o pobre que perdeu sua conta corrente devido ao meteoro que caiu no início deste texto. Ou seja, a nova CPMF vai cair não só para o rico, e sim sobre todos...

Rodrigo Ibraim

rodrigoibraim@gmail.com

Taboão da Serra

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SEQUELAS

Dizem que a covid-19 pode deixar sequelas duradouras. Será que afetou a cabeça de Bolsonaro? Há alguns dias ele declarou que “não tomei conhecimento” quando indagado sobre o sistema PIX. Entretanto, em 24/2 ele postou que o sistema traria “mais agilidade e menos custos ao cidadão”, e mais recentemente, em 15 de agosto, indicou que os registros no sistema começariam em 5/10. Esqueceu? Preocupante... O que mais a “gripezinha” terá sequelado? Veremos um agravamento do já conhecido comportamento errático? 

Sandra Maria Gonçalves

sandgon46@gmail.com

São Paulo

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