Fórum dos Leitores

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

12 de outubro de 2020 | 03h00

Nobel da Paz

Pandemia da fome

É isso que preveem a ONU e seu programa de combate à fome, contemplado com o Prêmio Nobel da Paz de 2020. Isso num século de altíssima tecnologia, em todos os níveis, abalado pela pandemia sanitária, em cujo quadro a pobreza aumentou e os ricos ficaram ainda mais abastados. Previa-se – e é a maior frustração para o mundo – que em 2030 a fome estaria totalmente erradicada do mundo. Mas temos mais de duas centenas de milhões em regime de fome, que os poucos donos da riqueza mundial nem sequer imaginam como ela se abate de maneira terrível sobre os seres humanos. Muito perto de nós, o Largo de São Francisco, em São Paulo, paradoxalmente em frente à Faculdade de Direito, é ocupado por balcão improvisado de entrega de alimentos para que nossos irmãos não pereçam sob a mais pérfida ignomínia do mundo atual. É uma nova Idade Média, dos andrajos da maioria e dos bordados luxuosos da aristocracia, das mortes por inanição e dos faustosos banquetes.

Amadeu R. Garrido de Paula amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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Desgoverno Bolsonaro

O éden 

Tenho muita inveja, admito, das pessoas que moram no país de que o sr. Jair Messias Bolsonaro diz ser presidente. Explico: toda vez que o ouço falar desse país, eu me transporto e imagino como deve ser maravilhoso viver num lugar onde governantes, políticos, autoridades só pensam em trabalhar em benefício da população, principalmente da mais pobre, sem nenhum outro interesse senão o de bem servir. Onde a palavra corrupção foi riscada do dicionário porque lá não há mais corruptos, a polícia só prende inocentes. Nesse país a Justiça é tão eficiente e rápida que, preso um condenado, ela imediatamente manda soltar, pois lá a lei é igual para todos, sem privilégios ou privilegiados. E o que falar do seu sistema de saúde, tão eficiente no combate à tal da pandemia de coronavírus que até prescindiu de um ministro, pois lá é só uma “gripezinha” e morreu quem quis, por não tomar o medicamento recomendado pelo presidente. A educação, então, é referência para o mundo, eis que lá não há analfabetos e alguns menos letrados até são nomeados ministros. Enfim, sua população vive na maior felicidade por morar nesse paraíso bolsonarista.

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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Desenvolvimento

Fundos parados

Os fundos de desenvolvimento regional do Norte, do Nordeste e do Centro-Oeste têm R$ 5,7 bilhões sem nenhuma aplicação. Estão engavetados em algum lugar das salas refrigeradas do Tesouro Nacional. Esses recursos poderiam estar criando empregos e renda, alavancando a economia brasileira. Uma proposta seria investir a maior parte desses recursos na área habitacional, para todas as faixas de renda, nas respectivas regiões, em cumprimento do disposto no artigo 43, caput, e no artigo 170, inciso VII, da Constituição da República (redução das desigualdades regionais). A construção civil habitacional é das atividades de maior impacto nos demais setores da economia. 

Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

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STF

Voto de despedida

Cumprimentos pelo editorial A lei é para todos (10/10, A3), que analisa o voto do ministro Celso de Mello no último julgamento de que participou antes de deixar o Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo sabendo que ninguém é insubstituível, registro que teremos saudade do ilustre e corajoso ministro, que sempre soube pautar-se pelo primado da lei. É uma pena que seu possível substituto deixe dúvidas quanto ao requisito de conduta ilibada, o que não se alcança tomando tubaína ou cerveja com o presidente da República. A esperança é que o Senado acorde e cumpra a sua missão.

Antônio Dilson Pereira advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba

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Que reputação? Que futuro?

Chega uma hora em que ficamos tão indignados e tão desanimados que não conseguimos nem protestar mais. É assim que me encontro neste momento. Mas ao ler o editorial A reputação e o currículo (9/10, A3), respiro fundo e me atrevo a escrever para o Estado, um bastião de eficiência no intuito de fazer entender, explicar e se contrapor ao que está acontecendo no Brasil. Depois de nos livrarmos do domínio petista, vemos um festival de ignorância, banalidades, más intenções, amoralidades e, principalmente, falta de nobreza, de caráter, de educação. Enfim, falta de tudo o que é fundamental para o dirigente de um país. Impossível enumerar todos os absurdos que temos visto e ouvido nos últimos quase dois anos. Todo dia uma besteira, um absurdo, uma ofensa, uma deselegância, ou mais de uma, gravadas e propaladas na mídia. Mas aturar a indicação de uma pessoa que frauda seu currículo em várias partes, plagia textos de terceiros e com isso ganha um dos cargos mais importantes do País é demais. Se tivermos um juiz no STF com currículo fraudado aprovado pelo Senado, o País se tornará escória e alvo de desprezo do mundo. Quem vai acreditar e investir num país que aceita ter na sua mais alta Corte uma pessoa desse naipe? Como aceitar as decisões de um tribunal que tem um participante cuja palavra não é confiável? Ouso dizer que a segurança institucional se enfraquece consideravelmente se isso se concretizar. Não há como não protestar. O País está com graves problemas fiscais, econômicos, educacionais, de saúde, etc., etc. Que futuro os nossos jovens podem vislumbrar diante desse panorama?

Maria Tereza Centola Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Devastação ambiental

Queimadas

A continuar o atual estado de coisas, o “boi bombeiro” da ministra terminará como churrasco, pela indiferença das sorridentes hienas de Brasília.

A. Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESEMPREGO

Dados divulgados recentemente dão conta de que o desemprego tende a crescer com a retomada da economia após a pandemia. Ora, o cidadão comum, ao se deparar com um prognóstico como este, é tomado por certa perplexidade, pois, para ele, o desemprego só conseguirá retornar a índices semelhantes aos que vigoravam antes da pandemia – que já eram altos – se o País restabelecer o funcionamento gradual de sua máquina produtiva, tudo levando a crer ser esta a única solução para diminuir a angústia dos que se encontram sem trabalhar. Caso não seja tentada tal recuperação, torna-se impossível o alívio desta aflitiva taxa, ensejando, aí sim, como consequência, seu sensível aumento, pois deve levar-se em consideração os que estão tentando ingressar no mercado de trabalho e encontram a economia travada. Esta parece ser a evolução natural dentro de uma postura de bom senso. Em suma: sem retomada, mais desempregados. Por outro lado, com ela há uma esperança de que tal número diminua. Essa é a lógica. Tudo indica, no entanto, que a economia pode ter razões que a própria lógica desconhece.

Paulo Roberto Gotaç pgotac@gmail.com

Rio de Janeiro

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PRIORIDADES E PRIORIDADE

A classe médica e os hospitais nos deram magnífico exemplo de como tratar esse tema quando a covid-19 se tornou uma grande ameaça e exigiu decisões difíceis, mas necessárias: cirurgias programadas, mas não emergenciais, ficaram adiadas. Casos de cirurgias são sempre prioridades, mas havia A PRIORIDADE. Realidade com crescente ameaça obrigou a essa decisão drástica para quem esperava há meses. Não fosse tomada essa decisão, os efeitos da covid-19 seriam mais drásticos para todos nós. Qual é A PRIORIDADE para o Brasil hoje, real e que ameaça milhões? O desemprego. Quais ministérios, secretarias estaduais e municipais têm condições de criar empregos já, sem furar o respectivo teto constitucional? Que programas têm cada um desses órgãos para atender à prioridade? Todos têm prioridades para resolver com orçamentos já apertadíssimos – mas muitas dessas prioridades não têm efeitos imediatos para atender a esta maior prioridade, gerar empregos já. Pode parecer ingenuidade minha ou total ignorância – sou pós-graduado, leio jornal diariamente, acompanho os acontecimentos no mundo –, mas o que está claro é que o Poder Executivo do País, dos Estados e dos municípios têm suas próprias prioridades pessoais; não dão diretrizes claras para a prioridade, deixando para o noticiário revelar a disputa vaidosa de busca pelo poder e holofotes nos respectivos locais de atuação.

Luis Tadeu Dix tadix@terra.com.br

São Paulo

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INVISÍVEIS

Piada do ano: só agora Jair Bolsonaro, Paulo Guedes e sua trupe descobriram a quantidade de invisíveis que existem no Brasil!

Aline Foz fozlili@uol.com.br

São Paulo

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SUPERSALÁRIOS

Paulo Guedes resolveu acertar, agora: para financiar o Renda Cidadã, o governo pensa em limitar os ganhos do funcionalismo ao teto de R$ 39,2 mil. Com os supersalários, esperar liberar cerca de R$ 2 bilhões. Se isso passar, os caras ainda vão ganhar muito bem. Mas o que prova que Deus é brasileiro. 

Sérgio C. Rosa sergiorosa@uol.com.br

Belo Horizonte

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FORTUNAS PESSOAIS

Mas por que nenhuma das tantas propostas para obter fonte para financiar o novo programa social do governo incluiu a taxação pesada de fortunas pessoais – pessoais! – de pessoas físicas, dando-lhes uma camada de proteção de isenção para a incidência deste novo imposto de, por exemplo, R$ 100 milhões?

Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro 

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TAXAR OS RICOS

A afirmação tirar dos pobres para dar aos paupérrimos está fundamentalmente errada. O certo sempre será tirar dos ricos para dar aos pobres, como já dizia o querido lendário Robin Wood. Sem a menor dúvida, Jair Bolsonaro deverá taxar, e taxar bem, os riquérrimos do Brasil. Afinal, qual a diferença de ganhar R$ 1 milhão ou R$ 900 mil? Calaria a boca das esquerdas alucinadas que mais se preocupam em prejudicar o governo do que ajudar aos pobres.   

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

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CAMINHO DA ROÇA

Aqui, no interior, utilizamos a expressão “tomar o caminho da roça”, no sentido de voltar para casa, às suas origens. É isso que o ministro da Economia, Paulo Guedes, deveria fazer. Voltar ao mercado financeiro, onde ele sabe ganhar dinheiro, muito dinheiro. Sua passagem na administração pública vai deixar um legado: a comprovação de que o pensamento liberal, definitivamente, não se aplica num governo populista.

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

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TOUREAR BOLSONARO

Paulo Guedes não pode ser adjetivado como virtuoso só por ter fidelidade e resiliência, pois estas não são qualidades em si. Dependem de “a quem” e “a que” são dirigidas. Em numerosos casos, tais atributos são classificados como cumplicidade. Perigoso, não, ministro?

Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo

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BOM E JUSTO CAMINHO

Um bom e justo caminho para a obtenção de recursos para o Renda Cidadã seria acabar com as mordomias em todos os Estados. Começando pelos Legislativos estaduais e municipais, verdadeira vergonha de tantos veículos custeados pela sociedade, junto com outros penduricalhos, se assim podem ser chamados. O fim dessa vergonha automobilística seria um bom caminho para a obtenção de recursos extras e, mais ainda, se juntassem os federais, deputados e senadores. Ganham muito, trabalham pouco, fazem bobagens e nós, contribuintes, pagamos por seus erros. Eles pouco se importam, e pensam na reeleição. Normalmente, começam o mandado sem nada e saem abonados. Somos o campeão mundial em mordomias que nos envergonham e, mesmo com promessas e mais promessas, o tempo se esvai e tudo fica igual. E aí, presidente Bolsonaro, seu governo tem coragem de acabar com esta vergonha caríssima em nível federal e dar exemplo? Ou o Centrão não permite?

Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES 2020 – VEREADORES

Consultando o Diário Oficial da cidade de São Paulo, constatei que até o dia 6/10 foram sancionadas 872 leis, sendo 8% propostas pelo Executivo e 92% de iniciativa dos vereadores. Dentre as leis emanadas do Legislativo, tivemos 20,6% que eram de interesse do município e dos munícipes. As demais leis propostas pelos vereadores se limitaram às denominações de vias (7,8%); de praças (23,8%) e equipamentos públicos (1,6%); datas e eventos comemorativos (35,0%); cidades irmãs (0,3%); e, por fim, acrescentando um nome aos já existentes (3,3%). Cabe salientar que no porcentual maior de suas iniciativas temos o suprassumo do desperdício da verba pública. Criar datas comemorativas, como o Dia do Opaleiro (Lei n.º 17.128), do vereador Rodrigo Goulart (PSD), ou seja, admiradores do automóvel Opala; ou Dia dos Volvistas (Lei n.º 17.394), do vereador Eliseu Gabriel (PSB), para os aficionados dos veículos da Volvo, não podem ser assunto sério. A volúpia dos nossos vereadores em se dedicar a assuntos de nenhuma importância foi tanta que esgotaram todos os recantos e cantos da cidade, com nomes de pessoas aparentemente para agradar um ou mais correligionários, e passaram a acrescer mais um nome ao existente, dupla denominação (3,3%). Também encontrei mais duas leis que estão fora da curva. Lei n.º 17.350, do vereador André Santos (Republicanos), denominando como praça “a extremidade de um canteiro central de uma avenida”. Lei n.º 17.269, do vereador Toninho Paiva (PL), declarando Belmonte, em Portugal, e São Paulo cidades irmãs. “Cidades irmãs” é um programa internacional, sério, de cooperação entre cidades, geralmente com características semelhantes, como demográficas, por exemplo. Ocorre que Belmonte, apesar de ter todo o nosso respeito, é uma cidade com cerca de 7 mil habitantes e com território de cerca de 120 km². Não por acaso, a meu ver, os vereadores autores dos exemplos acima pertencem aos partidos que fazem parte do Centrão no Congresso Nacional. Não podemos mais votar num candidato sem analisar o seu currículo ou nos informarmos pelos veículos da imprensa, pois não tem sentido confiar nas redes sociais sem conferir.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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BONS ELEITORES

Os políticos, salvo raras exceções, são considerados astutos, mentirosos, dissimulados, entre outras coisas. Mas ninguém fala sobre grande parte dos eleitores, também igualmente dissimulada, enganadora, promete seu voto para vários candidatos, só vota pensando no seu próprio umbigo e que se permite corromper, em troca de promessas. Também podemos afirmar que muitos políticos, principalmente os novos, são ingênuos, acreditando em determinados “apoiadores” e em alguns “formadores de opinião” que, além de custarem caro, não agregam nenhum voto. Já vi candidato achar que qualquer sinal de simpatia é uma declaração de apoio. É comum ouvir a frase “fulano está fechado comigo” e, quando os votos são apurados, caem na realidade. Por falar em eleições, neste ano, em São Caetano, teremos mais de 300 candidatos a vereador, entre os quais excelentes candidatos, que sem dúvida merecem não apenas o nosso voto, mas a nossa militância para elegê-los. Uma novidade neste pleito é que pela primeira vez teremos ao menos dois candidatos enfermeiros – em outras eleições a categoria foi representada por técnico de enfermagem. O ano de 2020 foi escolhido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como o ano da enfermagem, profissão que foi e está sendo fundamental nesta epidemia, em que muitos profissionais perderam a vida para salvar tantas outras vidas. Espero que tenhamos bons eleitores, que possam reconhecer quem realmente está comprometido com a população, votando em bons candidatos, contribuindo, assim, para uma cidade cada vez melhor.

Roberto Canavezzi robertocanavezzi@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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CANDIDATOS EM SP

Pois é, se debater com cinco candidatos já é difícil conhecer suas plataformas, imagine com mais de uma dezena? Muitos ali não servem para ser síndico de um edifício de médio porte. Concordo com a leitora sra. Izabel Avallone (Fórum dos Leitores de 5/10) quando diz que o candidato Andrea Matarazzo se destaca. Eu o testei quando foi coordenador das Subprefeituras, e o que relatei foi atendido com rapidez e um agradecimento dele, dizendo que é o munícipe que sabe o que precisa e falta no seu bairro. Então a mídia devia fazer um levantamento de quem realmente conhece a cidade de São Paulo e será capaz de governá-la. Não esquecer que as calçadas da Avenida Paulista foram refeitas e sinalizadas completamente de acordo com as necessidades e inclusão de todos os transeuntes por Andrea Matarazzo e com ajuda da senadora Mara Gabrilli, que, por ser cadeirante, sabia o que devia ser feito, e bem feito.

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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BRASILEIROS EM RISCO

Para nos protegermos da covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e as autoridades sanitárias determinam a utilização de máscara de proteção, evitando manipular a máscara após sua colocação, uma vez que o vírus presente na máscara entrará em contato com a pessoa, podendo contaminá-la. A resolução 23.631 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina que o eleitor pode ser obrigado a retirar a máscara facial para possibilitar sua identificação no momento de votar. §1.º No momento da identificação do eleitor, o mesário poderá lhe solicitar que abaixe a máscara rapidamente, caso indispensável para afastar dúvida quanto à identidade do eleitor. Fica evidenciada a dificuldade de identificação do eleitor, que estará usando máscara. Essa situação invalida ainda mais a realização das eleições, uma vez que ou se abre mão de identificar o eleitor corretamente ou haverá a imposição do risco de ficar sem máscara na seção e manipular a máscara indevidamente. Mesários, candidatos, eleitores e servidores estão com medo pela sua vida e a de seus familiares, muitos deles idosos. Os mesários terão de se expor durante todo o dia nas seções eleitorais. Os servidores estão sendo obrigados a trabalhar presencialmente, amontoados e sem condições de higiene. Os candidatos estão se expondo à doença, com medo de perder eleitores. A população está com medo de comparecer às urnas por medo de ficar doente. Não se pode arriscar a vida de mesários, candidatos, eleitores e servidores em nome democracia. A democracia não deveria ser uma forma de governo para atender às necessidades do povo? Por que, então, Executivo, Legislativo e Judiciário estão obrigando a população a um risco que ela não aprova? Imprensa e sociedade não podem deixar que esse absurdo aconteça. Não existe justificativa para a manutenção de uma eleição quando a pandemia ainda não está controlada e não existe vacina. Precisamos evitar essa tragédia.

Pete S. interbrba@gmail.com

São Paulo

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VOTO OBRIGATÓRIO

Que tal liberar a população com comorbidades e os com mais de 60 anos da obrigatoriedade do voto? Vamos preservar vidas. Vamos vender essa ideia. A vida acima de tudo.

Carlos Avino carlosavino.jaks@hotmail.com

São Paulo

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O NOVO NORMAL DA ECONOMIA E DO TRABALHO

A covid-19 trouxe e apressou a evolução. Com ela, os empresários descobriram que é mais barato manter parte da equipe em home office; comerciantes encontraram a venda virtual; e as escolas acharam o formato das aulas à distância, que podem chegar ao aluno pelo computador, tablet, celular e smart TV, ou, ainda, por pen drives e cartões. Essas e outras modernidades apressadas pela impossibilidade da presença de trabalhadores e clientes nos locais de prestação dos serviços – queiram ou não os imobilistas e saudosistas – vieram para ficar. Se não ficarem por bem, ficarão por mal, mas ficarão. Finda a pandemia, cada setor vai se acomodar da melhor e mais econômica forma. Mas existem coisas antigas que ainda continuam atuais e, para o bem geral, devem ser observadas. A principal delas é o conselho que ouvi, anda jovenzinho, do chefe do meu primeiro emprego: não falte ao trabalho, porque o patrão poderá chegar à conclusão de que você não faz falta. Professores e outros servidores públicos e privados que têm feito o máximo, inclusive recorrido à Justiça, para não trabalhar precisam pensar nisso. Se a máxima do meu primeiro chefe for lembrada, eles poderão, mercê do avanço tecnológico, ter sérios problemas. Mais sérios do que podem imaginar.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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CASO CAROL SOLBERG

Relator nega participação de entidades no caso de Carol Solberg no STJD (Estado, 9/10). O caso Carol Solberg e a negação da participação de entidades se enquadra no atual momento que vive o País, o enaltecimento da ditadura militar e seu modus operandi, contra a democracia estabelecida no País e a liberdade de expressão preconizada na Constituição federal.

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

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SEM ECO

Diferentemente de outros países, aqui, no Brasil, ou se é campeão ou ganhador de medalha de ouro, se não, é relegado a plano secundário e esquecido. Para a atleta do vôlei de praia Carol Solberg, medalha de bronze, que gritou “fora Bolsonaro” durante uma entrevista ao vivo, para ter crédito, tem de ser ouro, senão o grito não tem eco.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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É O REGULAMENTO

O comentarista de esporte Walter Casagrande detonou a denúncia contra a atleta Carol Solberg pelo Superior Tribunal de Justiça Deportiva (STJD) por críticas ao presidente Bolsonaro. Alguém precisa dizer para ele que a atleta descumpriu o regulamento. Este regulamento das competições é antigo e todos os atletas o assinam, logo, o conhecem e concordaram com os seus termos. Se tolhi a liberdade de expressão dos atletas, é outra história. Mude-se o regulamento, mas, convenhamos, não é ético você criticar o governo que financia o desporto, ainda mais na arena da competição e uniformizada. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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OPINIÃO

Parabéns a esta garota, que tem a quem puxar, Carol Solberg, do vôlei de praia.  Ela simplesmente deu sua opinião de momento. E não deve ser punida pela Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) nem por alguma autoridade, pois estamos ou não numa democracia? Ela falou tudo aquilo que nós, seres normais, estamos vendo todos os dias, e não aquilo que os puxa-sacos do cara veem.

 

José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira

 

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