Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2020 | 03h00

Justiça e crime

Deboche x ordem pública


Excelente, esclarecedor e estarrecedor o levantamento do Estado que constatou que, além de André do Rap, outros 20 presos que obtiveram liminares concedidas pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), com base no recente critério que torna ilegais prisões preventivas não reavaliadas a cada 90 dias, estão sendo procurados pela polícia. Mais estarrecedoras ainda são as respostas de dois advogados quanto à possibilidade de reapresentação de seus clientes, acusados por tráfico: um disse que quando se der o trânsito em julgado do pedido de habeas corpus a apresentação do traficante, “em tese, é uma opção” (!); o outro afirmou que só depois de julgamento de recurso poderá discutir eventual reapresentação (!). Isso, sim, é que é debochar da Justiça, como bem ponderou o presidente do STF, Luiz Fux. Marco Aurélio parece viver num mundo onírico onde basta pedir a criminosos de alta periculosidade que se reapresentem às autoridades e eles o farão, com o maior espírito colaborativo, sem a menor resistência. Pelo visto, não somente os criminosos que foram soltos representam ameaça à ordem pública.


LUCIANO HARARY

HARARY@HOTMAIL.COM

SÃO PAULO


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Busca da correta Justiça


O julgamento pelo plenário do ato do presidente do STF, Luiz Fux, que cassou liminar monocrática concedida em habeas corpus pelo ministro Marco Aurélio, teve duas virtudes processuais: 1) a correta dimensão dos poderes do presidente, um “coordenador de iguais” nos assuntos jurisdicionais, e 2) o dedo na ferida que dilacera os tribunais, a distribuição dos processos. A clássica fórmula universal é a distribuição livre, por sorteio, supervisionada pelo presidente da Corte e fiscalizada pelos advogados das partes; e a distribuição direcionada por prevenção, quando determinado magistrado se torna competente por já ter analisado questão direta ou indiretamente relacionada ao novo processo. Não pode ficar a critério de servidores, assim investidos de um sumo poder. A propósito, alguns talvez tenham percebido uma narrativa contraditória sobre tal procedimento, no rumoroso caso de soltura do mafioso André do Rap: enquanto Marco Aurélio sublinhou que o habeas corpus foi a ele livremente, por sorteio, a ministra Rosa Weber afirmou o oposto, que o processo foi direcionado ao ministro por prevenção. Os cidadãos brasileiros jurisdicionados têm o lídimo direito de conhecer a verdade, que ficou envolta em preocupante sombra.


AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Corrupção

Panos quentes


O procedimento lamentável do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que teve o desplante de desviar recursos públicos que seriam destinados ao combate à pandemia de covid-19, tem sérios desdobramentos: atinge o conceito da classe política, levando em conta até onde ele guardou o dinheiro; e aliados e amigos no Congresso buscam formas de manter seu mandato, contestando decisão de um ministro do STF que determinou seu afastamento por 90 dias. É uma situação que está a exigir ações imediatas, isto é, que não sejam adotadas medidas protelatórias. E, principalmente, que todo o dinheiro desviado seja devolvido.


URIEL VILLAS BOAS

URIELVILLASBOAS@YAHOO.COM.BR

SANTOS


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Já vimos esse filme


O ministro Luís Roberto Barroso determinou o afastamento do senador Chico Rodrigues, flagrado com propina na cueca, e aguarda-se se o Senado vai acatar ou não a ordem judicial. Ora, lá atrás o ministro Marco Aurélio Mello determinou o afastamento do então presidente do Senado, Renan Calheiros, que não cumpriu a liminar e ainda debochou da decisão. Na verdade, pelo andar da carruagem, mais uma ordem do Supremo Tribunal vai ser desrespeitada. O brasileiro já viu esse filme. Muda, Brasil!


JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

JROBRISOLA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Dinheiro na cueca


Cartão de débito ou crédito nos protege das infectadas cédulas. Infelizmente, as urnas não nos livram de políticos corruptos.


LUIZ C. BISSOLI

LCBISSOLI46@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Grotesco


Não há arma mais poderosa para destruir a reputação de um ser humana do que o ridículo. Principalmente quando é causado pela doença da ganância.


VERA AUGUSTA VAILATI BERTOLUCCI

VERAVAILATI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Operação mãos sujas


Na Itália, a Operação Mãos Limpas, que investigou e condenou políticos e empresários corruptos, aglutinou os envolvidos e seus defensores e acabou sendo desbaratada, com danosas consequências. No Brasil, juízes que sempre demonstraram contrariedade e ojeriza à Operação Lava Jato, imitando a atitude grosseira de um ministro de Estado, aproveitaram o grave momento da pandemia para abrir a porteira e deixar passar a boiada de todos os atos e firulas jurídicas para desqualificar os promotores e juízes que investigaram e condenaram, em mais de uma instância, políticos e empresários corruptos, que lesaram a Nação. Está muito evidente que alguns componentes de corporações e representantes dos Poderes constituídos, associados em defesa de interesses pessoais e partidários, pretendem anular processos e condenações. A mídia independente e a população esclarecida não se podem omitir diante dessa descabida ação para proteger os culpados.


JOSÉ PAULO CIPULLO

J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO


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Pandemia

Segunda onda


Tomara que eu não esteja certo. Mas na questão da covid-19, olhem a Europa, esperem dois meses e depois olhem o Brasil...


MÁRCIO ROBERTO LOPES DA SILVA

MARCIOPED.ITU@GMAIL.COM

ITU



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



DINHEIRO DE SENADOR


Os senadores têm razão em criticar o Supremo Tribunal Federal (STF) por ação precipitada contra o vice-líder do governo Chico Rodrigues (DEM-RR) e não ter permitido o contraditório, como alertou Angelo Coronel (PSD-BA), do Conselho de Ética do Senado (Coluna do Estadão, 16/10). Qual o problema de um senador da Republica usar seu dinheiro (não do governo, como ressaltou o presidente Bolsonaro) como papel higiênico? Era muito? Não era proporcional ao que tinha feito? O prestígio do senador garante que não era a ficha política dele que precisava ser limpa.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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OPERAÇÃO DESVID-19


Muito justo o presidente Messias acabar com a Lava Jato, pois, conforme anunciado por ele, já não há espaço para corrupção em seu governo. Só se esqueceu de combinar com o nada criativo e vice-líder do governo, o senador Chico Rodrigues (DEM-RR). Ainda bem que a cueca deve ser tamanho PP, pois, dos aproximadamente R$ 100 mil encontrados pela Polícia Federal na casa do senador, “somente” R$ 33 mil estavam descansando na zona do rego do ilustre parlamentar. Quanta saudade de Sergio Moro!


Eduardo Foz de Macedo efozmacedo@gmail.com

São Paulo


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SUJEIRA


Enquanto o presidente Jair Bolsonaro gabava-se de a Operação Lava Jato ter acabado porque em seu governo não havia mais corrupção, o vice-líder e amigo antigo (um quase parceiro em “união estável”), senador Chico Rodrigues (DEM-RR), era pego com a mão na botija, ou melhor, com as partes íntimas cheias de dinheiro, no caso, R$ 33 mil escondidos, supostamente produto de esquema criminoso de desvio de recursos públicos para o combate à covid-19 em Roraima. Aliás, a mesma doença que Bolsonaro continua dizendo que está sendo superdimensionada, apesar dos mais de 152 mil mortos. Como se vê, em termos de desgraça, despreparo, crise institucional, desmandos e mentiras, poucos governos têm sido tão sujos como o de Bolsonaro.


João Di Renna  joao_direnna@hotmail.com

Quissamã (RJ)


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LAVA CUECA


Já que acabaram com a Lava Jato, pois se tornou desnecessária, visto não existir mais corruptos no governo, não seria o caso, agora, de criar a Lava Cueca?


Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí


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POBRE LOBO!


Nisso de sujar dinheiro o senador roraimense esbanja expertise. Sujou duas vezes o lobo guará: gatunando-o e escondendo-o nas nádegas.


Joaquim Quintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga


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NÃO SABIA


Como disse Bolsonaro, não precisamos mais da Lava Jato. O Brasil não tem mais corrupção. E o dinheiro na cueca? Mais uma vez o brasileiro tem de conviver com presidentes que não sabem o que fazem em Brasília.


Alexsandro Gonsales agonsalesadm@gmail.com

São Paulo


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DINHEIRO SUJO


“Não tem mais corrupção neste governo.” Tem promiscuidade de corrupção. Que dinheiro sujo este, não, sr. presidente? A Lava Jato é mais imprescindível do que nunca. Não basta dinheiro na cueca. Eu não sabia de nada... Era só o que faltava: saber que tinha dinheiro na cueca. As aberrações não cessam. Quanta perversidade.


Alice Arruda Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo


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BATOM NA CUECA


O episódio da quinta-feira envolvendo o vice-líder do governo no Senado desmente o presidente em sua alegação de que havia extinguido a corrupção no seu governo. E, por mais que o senador de Roraima afirme que a Justiça reconhecerá sua inocência, deve-se relembrar que dinheiro na cueca em nada difere de batom na cueca, ou seja, não tem escapatória.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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RABO PRESO


Senador Chico Rodrigues, com rabo preso por uso indevido como cofre de poupança de corrupção. Haja cueca para guardar R$ 20 milhões roubados da saúde da população de Roraima, além de incentivador da grilagem para mineração de ouro na Amazônia.


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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AS PRÁTICAS NÃO MUDAM


Quando um político é pego com a boca na botija, ou (err...) com a grana na cueca, os “amigos” se afastam no ato, o próprio partido o isola e a ele só restam as desculpas esfarrapadas, dizendo que vai provar sua inocência. É muita pretensão, diante do fato escancarado. As práticas não mudam com os governos. Quem defende político, uma hora, fica sem discurso. A Polícia Federal continua seu trabalho, meno male.


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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DUPLAMENTE ESCATOLÓGICO


A escatologia é a doutrina sobre o fim dos tempos, ou seja, o apocalipse, como também o tratado sobre excrementos. O governo Bolsonaro conseguiu a façanha de ser escatológico nos dois sentidos. Primeiro, porque é apocalíptico e catastrófico, como provam a destruição sistemática de direitos, as queimadas sem controle e o desprezo pelos 150 mil mortos na pandemia. Segundo, porque seu vice-líder foi flagrado pela Polícia Federal com dinheiro de corrupção escondido no ânus sujo.


Túllio M. Soares Carvalho tulliocarvalho.advocacia@gmail.com

Belo Horizonte


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RETRATO


O senador líder do governo flagrado com dinheiro sujo na cueca imunda é o retrato perfeito do pior governo que o País já teve. Jair Bolsonaro sempre se contentou em roubar pouco, afinal são 30 anos contando o dinheirinho da rachadinha, não faz nada de útil e está destruindo o Brasil num ritmo alucinante. O Brasil espera que esse governo corrupto, incompetente e destrutivo siga logo para a abarrotada lata de lixo da nossa história.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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MISERICÓRDIA!


“Diga-me com quem tu andas e te direi quem és”, ou “não se deixem enganar: as más companhias corrompem os bons costumes” (1 Coríntios 15:20), ou, ainda, “aquele que anda com homens sábios será sábio, mas um companheiro de tolos será destruído” (Provérbios 13:20). Que o digam o Pastor Everaldo, Fabrício Queiroz, Wilson Witzel, Capitão Adriano, Dr. Wassef, Sara Giromini, Donald Trump e, agora, o senador de Roraima flagrado com a cueca cheia de dinheiro. Com a palavra, a família religiosa de Bolsonaro!


Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo


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CONFIANÇA NO JUDICIÁRIO


O senador Chico Rodrigues, pilhado com dinheiro na cueca, afirmou que “tem confiança no Judiciário”. Ele tem razão, com a rapidez do Judiciário, que irá concluir este processo só daqui a uns 25 anos, ele terá toda a confiança de que não tem de se preocupar com essa questão.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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RENOVAÇÃO NO STF


Bem diz o ditado que não há mal que sempre dure, e isso parece ser verdade com a aposentadoria da Celso de Mello (já era) e de Marco Aurélio Mello (infelizmente, só em meados de 2021). O primeiro, que já foi tarde, vivia no período da aristocracia, em que a forma importava muito mais que o conteúdo. Sentenças com centenas de páginas para absolutamente ninguém ler. O segundo se diverte em se mostrar diferente, do contra, atrapalhando os julgamentos sobremaneira e dotado de pensamento esdrúxulo, incompreensível. Acaba de mandar soltar um bandido que jamais poderia ter sido solto. Já desapareceu, claro, caçoando do Poder Judiciário do Brasil, que realmente é ridículo.


Ademir Valezi adevale@uol.com.br

São Paulo


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‘A LEI NÃO É O PROBLEMA’


Meu xará, o leitor sr. Nelson Mattioli Leite (Fórum dos Leitores, 15/10), acertou no ponto. Sabe-se como em geral são feitas as escolhas para indicação de juristas para o STF – a depender do presidente “de plantão” essas escolhas podem ir de excelentes (Celso de Mello é um exemplo, Teori Zavascki outro) a convenientes, além da posterior aprovação do Senado. Haja vista o advogado sindical Dias Toffoli e a excrescência da vez, o tal Kassio Nunes. Não é apenas no Brasil que por vezes as escolhas do Executivo são medíocres ou mal-intencionadas – vide a recente de Donald Trump, o Bolsonaro que fala inglês. Gostei de sua ponderada carta ao Fórum. Infelizmente, estamos em tempos bicudos planetários e o bom senso tem sido moeda raríssima. Acho que é ​possível consertar isso e uma dessas possibilidades seria responsabilizar todos os candidatos a cargos políticos a responder criminal e civilmente por “promessas estelionatárias” ou impossíveis de cumprir. Seria acertar o Código Eleitoral de maneira simples e cirúrgica, porém isso depende das raposas que tomam conta do galinheiro. Uma esperança de escassa probabilidade. Outra forma é ter uma educação básica de alta qualidade e inclusiva, como fez a Coreia do Sul depois da guerra nos anos 50; hoje a Coreia ultrapassou a Finlândia e está em 1.º lugar no Pisa. Porém isso é coisa para décadas de trabalho sério, firme e incansável, não está no sangue brasileiro. Enquanto isso, aqui há alguns milhões que passam fome, outros milhões que votam em sei lá quem, outros de espertalhões, etc. A ver até quando este navio consegue não adernar com tantos furos no casco...


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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ADVOGADOS EXULTANTES


A singularidade da posição do desembargador Kassio Nunes Marques, indicado ao STF, favorável à cadeia após a condenação em segunda instância “dependendo do caso”, deixa os advogados de bandidos endinheirados entusiasmados! A oportunidade de se consagrar essa posição em próximas decisões do Supremo agradam Lula e Bolsonaro (Sônia Racy, 10/10, H2) e deixam exultantes o PT, o Centrão, denunciados na Lava Jato e a OAB. Tudo sob as bênçãos de Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e toda a “ladroagem de raiz”, como disse J. R. Guzzo no seu preciso Do ruim ao péssimo (4/10, A7), referindo-se ao próximo STF.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

São Paulo


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KASSIO NUNES MARQUES


Sobre os cursos não realizados e plágios nas dissertações de outros autores, só nos resta saber se nos pareceres no STF acompanhando o voto do relator, seria uma forma de “plágio” por não ter condições técnicas sobre determinados temas?


Idoardo Santos idoardo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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TUBAÍNA


Tanto o presidente Jair Bolsonaro tem falado desse refrigerante ultimamente, que o fabricante deve estar rindo à toa com tanta publicidade nacional gratuita. As vendas devem ter aumentado bastante. Será que as geladeiras do palácio estão abastecidas de tubaína para servir aos moradores e visitantes?


Roberto da C. Manso Vasconcellos vetrobertocmv@uol.com.br

São João da Boa Vista


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SERÁ?


Será que Rodrigo Maia vai “trair” o Centrão e colocar no plenário da Câmara a votação da prisão após condenação em segunda instância?


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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ESPIONAGEM


Consta que agentes disfarçados pertencentes à Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e ao Gabinete de Segurança Institucional (GSI) fizeram parte da delegação brasileira que foi participar, em Madri, da Cúpula do Clima das Nações Unidas e COP-25. Parece-me muito estranho, mas como se trata de assunto que eu e a grande maioria dos brasileiros desconhecem, acho oportuno que autoridades de governos anteriores se manifestem, com o objetivo de sabermos se isso é normal ou não. Afinal, num governo paranoico, que vê inimigos e comunistas até dentro de casulo de borboleta, tudo é possível.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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28 ANOS DE IGNORÂNCIA


O presidente Jair Bolsonaro, que está na política desde 1991, até agora não tomou conhecimento da Constituição federal do Brasil. Não sabia que não podia doar, como pessoa física, valores acima de R$ 1.064,10, mas mesmo assim doou ao filhote Carlos R$ 10 mil. Também não sabia que a estatal TV Brasil é proibida de elogiar o presidente da República em suas transmissões. Desdenha das queimadas e do garimpo ilegal na Amazônia e no Pantanal. Confronta quem usa máscara e o distanciamento social, entre outras extravagancias. E, com a maior cara de pau, só pensa na reeleição, quando nem mesmo começou a exercer seu mandato. Muda, Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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BRASIL X PERU E A DEMOCRATIZAÇÃO DAS COMUNICAÇÕES


Faltava menos de uma hora para o começo da partida Brasil x Peru, na última terça-feira, quando a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Empresa Brasileira de Notícias (EBN) anunciaram a sua transmissão pela TV Brasil. O ocorrido é parte das acomodações posteriores aos escândalos de propinas e irregularidades cometidas por cartolas mundiais do futebol. Os direitos de transmissão, que eram da Federação Internacional de Futebol (Fifa), hoje são das federações dos países anfitriões e, no caso de Brasil x Peru, a Rede Globo não chegou ao acordo com a entidade peruana. O uso da TV Brasil pode representar o encontro de uma finalidade à estação pública, diferente da original que, ao que parece, era apenas o empreguismo dos aliados dos governos que a criaram. Na transmissão, ela chegou a 3 pontos de audiência em São Paulo e a 8 em Brasília, marcas nunca antes alcançadas. Talvez possa ser a opção para, no futebol e em outros esportes, quando não houver interesse de emissoras comerciais. Com internet, redes sociais, lives e streamings, as comunicações passam por uma revolução. É preciso garantir o seu melhor uso e evitar os exageros que podem configurar crimes.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

        

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TV BRASIL


TV Brasil, na transmissão do jogo Brasil x Peru: “Aquele abraço, Bolsonaro!”. Pode isso, Arnaldo? A TV Brasil, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), emissora oficial do governo federal – vulgo “TV traço”, em razão da baixíssima audiência de sua programação –, fez parte da campanha presidencial do candidato Jair Bolsonaro, que prometeu fechá-la e demitir seus milhares de funcionários contratados como cabide de emprego. Uma vez eleito, a “TV Lula” passou a ser a “TV Bolsonaro”, que nesta semana foi a única TV aberta do País a transmitir ao vivo o jogo da seleção brasileira contra o Peru. A canarinho ganhou a partida, e o Brasil, uma TV verde-oliva-amarela, nos moldes das famigeradas TVs oficiais das ditaduras mundo afora. O perigo está no ar...


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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TV ESTATAL EXALTA BOLSONARO


Causou-me estranheza o fato de alguns especialistas acusarem gestores da rede estatal TV Brasil de crimes de responsabilidade e improbidade, alegando promoção de agente público. Diante disso, fica a dúvida: a TV Cultura aqui, em São Paulo, seria enquadrada em quê? É notório o uso dela pelo sr. governador João Doria nas suas encenações semanais sobre a pandemia, cuja pauta já nem reflete mais sobre a doença e já superou mais de 100 exibições de um espetáculo de fazer inveja às melhores produções.


Mauro Sergio Silveira prof.mauro@hotmail.com

Santos


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ESPORTE E POLÍTICA


Não vejo consistência em determinados assuntos abordados. A atleta subir ao pódio e gritar “Fora Bolsonaro!” pode. O locutor da TV Brasil mandar “um abraço ao presidente Bolsonaro!” não pode? Tenho certeza de que, se isso acontecesse sob as asas do PT, a atleta estaria errada e o locutor, certo. Está na hora de a imprensa brasileira e os brasileiros serem mais coerentes?


José Hermínio Scachetti herminio.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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