Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

19 de outubro de 2020 | 03h00

Poder Judiciário

O recato da toga


Desde sempre se esperou um comportamento discreto e recatado de quem julga. No entanto, há tempos os membros da nossa mais Alta Corte são manchete nos jornais, em aberturas de programas de TV e nos motes travessos em redes digitais. A exposição de seus julgamentos em TV própria não só estimulou egos ministeriais, como também resultou em longos acórdãos e, consequentemente, mais tempo de exposição na mídia. Para nós, brasileiros, esses eventos nada acrescentam de positivo, muito ao contrário, corroem a credibilidade do Judiciário, já há muito em progressão de descrédito. Seus pronunciamentos emanados antes decisões em plenário permitem que advogados joguem até ganhar, artifício agora ceifado pelo atual presidente da Corte. Simbolicamente, podemos dizer que nos últimos tempos o Supremo Tribunal Federal (STF) se compara a uma arena romana onde 11 bigas em recorrente disputa justificam os embates, por vezes até distantes do respeito aos colegas, como entendimentos pessoais da Constituição. E nesse deplorável cenário se esvai o recato da toga.


HONYLDO ROBERTO PEREIRA PINTO

HONYLDO@GMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO


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Moralidade


O fato de advogados procurarem ludibriar a distribuição de pedidos de habeas corpus, para caírem nas mãos de ministros de interesse de criminosos no STF, não contraria o juramento na sua formatura e os princípios de honestidade e moralidade da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)? Com a palavra seus dirigentes.


LUIZ FRID

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Traficante foragido


Sobre a questão entre os ministros Marco Aurélio e Luiz Fux acerca do traficante André do Rap, como diriam os antigos, “de que adianta agora catapora se você já teve rubéola?”.


FRANCISCO JOSÉ SIDOTI

FRANSIDOTI@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Sabatina


No próximo dia 21 o Senado vai sabatinar o candidato a ministro do STF. O parecer do relator a ser apreciado pela Comissão de Constituição e Justiça, um primor floreado de baboseiras, cita Rui Barbosa para comparar o pensamento desse jurista insigne com o do candidato ao cargo, dando a entender que Rui não lia, apenas refletia. O trecho citado fora do contexto da explanação de Rui, da famosa Oração aos Moços, está disponível no site da Fundação Casa de Rui Barbosa, órgão insuspeito para saber o que ele dizia e como pensava. Ora, se não é preciso ler para refletir, como o relator transmuta o pensamento de Rui, é de questionar como o candidato fez tantos cursos “pós” sem ler. E não tendo lido o necessário nos inúmeros cursos que fez, como absorveu conhecimentos, de que fala Rui, e adquiriu capacidade jurídica para assimilá-los (apenas “refletindo”?), e assim saber aplicar a justiça numa Corte Constitucional? Como vamos supor que ele tenha alto saber jurídico, a primeira das cláusulas para ser aceito como integrante da Corte? Ainda que o tenha, mas tendo declarado que fez os cursos que não fez, incide negativamente na posse da outra cláusula, a da reputação ilibada. Se disse meia-verdade, tem reputação ilibada? Em tempo: o relator poderia ter acrescentado, da mesma Oração, o seguinte trecho: “Estudante sou. Nada mais. Mau sabedor, fraco jurista, mesquinho advogado, pouco mais sei do que saber estudar, saber como se estuda, e saber que tenho estudado. Nem isso mesmo sei se saberei bem”. O candidato sabe se sabe bem?


PAULO MARIO B. DE ARAUJO

PMBAPB@GMAIL.COM

RIO DE JANEIRO


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Letra morta


O artigo 101 da Constituição, que exige “notável saber jurídico” dos postulantes a ministro do STF, é letra morta desde 30/9/2009, quando Dias Toffoli foi aprovado pelo Senado para assumir uma das 11 cadeiras puxadas pelos “capinhas”.


MARCELO MELGAÇO

MELGACOCOSTA@GMAIL.COM

GOIÂNIA


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Desgoverno Bolsonaro

Abin na COP25


A presença de arapongas “vigiando maus brasileiros” na Cúpula do Clima representa a mesma forma de repressão usada por países dominados por ditadores, como Cuba e Coreia do Norte, entre outros. É inacreditável que mais de 50% da população esteja cega pelo fanatismo a ponto de não ver para onde caminha o Brasil. Como se diz, o presidente e seus asseclas, começando pelos filhotes 01, 02, 03 e demais agregados, estão “comendo pelas beiradas” nossa frágil democracia. E os demais Poderes, Judiciário e Legislativo? Como diz o ditado, pior cego é o que não quer ver.


HELEO POHLMANN BRAGA

HELEO.BRAGA@HOTMAIL.COM

RIBEIRÃO PRETO


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Eleições municipais

Campanha milionária


Um nobre vereador prevê gastar R$ 2,4 milhões na campanha eleitoral. Com um mandato de 48 meses, isto custaria R$ 50 mil por mês, sem juros. Será o salário de vereador maior do que isso? Não é estranho esse gasto todo na campanha?


MILTON BULACH

MBULACH@GMAIL.COM

CAMPINAS


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Pelo Dia do Médico, 18/10

‘Respiro e vivo'


“Minha alma é livre e eu sou feliz/ E se ainda posso sonhar com/ O amanhã, é porque alguns/ Médicos muito por mim fizeram./ ‘Srs. Médicos, eu amo a vossa profissão.’/ Como é bom viver, amar, olhar as estrelas/ E sonhar, e ainda poder dizer/ Aos Srs, Médicos muito obrigado pelo/ Vosso trabalho, obrigada pela vossa/ Dedicação e paciência./ ‘Eu amo a vossa profissão.’/ E mais uma vez dentro do/ Meu coração onde minha almazinha/ Se aquece, ela e todo este sentimento,/ E em um só suspiro se expressa./ ‘Srs. Médicos e Médicas/ eu amo a vossa profissão./ A todos os Srs. Médicos e Médicas/ Que tratam da saúde do ser humano,/ meus Parabéns?/ Por essa profissão tão sublime./ ‘Eu amo a vossa profissão.’”


MAMP, 85 anos

ANDREIAPANTALENA@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



ESTADISTA EUFÓRICO


O presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que ele mesmo levou, em mãos, ao Congresso, tamanho o interesse nacional. Como uma criança diante de um sorvete, Bolsonaro ficou eufórico com o aumento da pontuação para perda da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), para 40 pontos, e da validade da CNH, e saiu para tomar uma tubaína com seus amigos. Diante dessa valorosa vitória, só vetou que motociclistas diminuam a velocidade entre os carros, pois, afinal, como ele também é um motociclista, o motoboy “tem de seguir o seu destino e cuidar da própria vida dele, pô (sic)”. Este é o estadista eufórico do Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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CÓDIGO DE TRÂNSITO


Num país que tem milhares de mortes por ano nas estradas, o presidente Bolsonaro, numa decisão totalmente despropositada e irresponsável, sancionou a Lei de (In)Segurança do Trânsito. Um verdadeiro crime contra a vida humana.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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ÉTICA NO SENADO


Os partidos Rede e Cidadania irão ao Conselho de Ética pela cassação do senador Chico Rodrigues (DEM-RR), aquele que tinha caixa 2 encaixado no seu fundo privado. A pandemia muito nos ensinou sobre higiene pessoal e sobre assepsia com alimentos, utensílios e afins. Constatada a presença de coliformes nos recursos apreendidos pela Polícia Federal e nas roupas íntimas do senador, como se haverá o instado Conselho de Ética? Por descarado corporativismo, “tirando o sofá da sala”, visando a mascarar as digitais do colega em situação futura, recomendará o uso de álcool em gel e luvas no manuseio de recursos clandestinos, independentemente da qualidade da assepsia dos fundos que os agasalharem, aplicando, por isonomia, o protocolo aos demais parlamentares que dispuserem de recursos de igual origem em outros escatológicos buracos, malas, colchões, cuecas etc. Ou, em réplica à intromissão inconstitucional do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que afastou por 90 dias o parlamentar poupador, demandará o arquivamento dos autos, por entender que ao supremo ministro, ainda que salvaguardando o sigilo das provas colhidas, caberia apenas, curto e grosso, despachar: “Aqui por engano. Nádegas... ops... nada a declarar. À Câmara Alta para os fins regimentais. Publique-se”.


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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COFRE POPULAR


Parece que os senadores querem proteger Chico Rodrigues porque estão com medo de descobrirem a marca da cueca.


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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DESMORALIZAÇÃO


O “novo Senado” está cada vez mais desmoralizado. O senador flagrado com dinheiro nas nádegas é notável membro da venal e hipócrita “nova política” apregoada pelo governo Bolsonaro e aliado de primeira hora do senador Davi Alcolumbre. Para fechar com sucesso o script da imunda e explícita política, falta reeleger o nefasto presidente daquela Casa.


Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília


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O DESVIO DE VERBA DA SAÚDE


Apesar de alguns senadores se sentirem ofendidos porque a carapuça lhes atingiu, a decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, apesar da injusta revolta deles, certíssimo está o ministro na sua atitude, pois ao juiz também cabe o poder de polícia; as vaidades e as sedas têm de ceder passo diante da grandeza, da magnitude do crime praticado pelo senador e o despudor de sua atitude, ao atirar não só o dinheiro, mas a própria honra, para a cueca. O dinheiro deverá ser devolvido à Saúde. A honra, esta deverá ficar lá, perdida, onde o senador a destinou. A rapina e a rapinagem desviando verba da Saúde é crime dos mais ignominiosos, pois arriba às raias do “latrocínio” pelo assalto e morte anunciada dos pobres, à míngua de verbas públicas, desviadas a meio caminho. O fato bem lembra e se casa aos dizeres do profeta Ezequiel: “Os chefes (entenda-se: senadores, deputados e toda a cadeia de servidores corruptos) são como lobos que despedaçam a presa, derramando sangue e destruindo vidas, semeando lágrimas e plantando dor nos lares, pelo único objetivo: o lucro criminoso” (Ezequiel, XXII, 27-28).  Perguntamos, conhecendo o ministro como se conhece, dormiria ele tranquilamente, não tivesse tomado as medidas de polícia que lhe cabem por ofício, e a justiça obriga? A atitude, suaviter et firmiter, de alguns homens públicos começa a devolver  esperanças num Brasil melhor.


Antonio B. Camargo bonival@camagrgoecamargo.adv.br

São Paulo


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DINHEIRO NA CUECA


Este tipo de tipo de transporte de dinheiro era “Genoino” do PT e, agora, DEMocratizou-se. Ou seja, a desonestidade é endêmica entre os políticos brasileiros, sem distinção de credo, cor, raça, partido ou marca de cueca.


João Manuel Maio clinicamaio@terra.com.br

São José dos Campos


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DAQUI NÃO SAIO


O que ocorreu com Chico Rodrigues, pego com dinheiro na cueca, foi um repeteco do ocorrido com assessor de deputado do PT. Foi pego e propriamente acabou com a carreira política, se assim pode ser chamada. Renunciar? Jamais, afinal a mamata é boa. Se quiserem que saia, que o mandem para casa, lembrando a aposentadoria que deverá receber. Pobre país.


Mario Cobucci Junior maritocobucci@gmail.com

São Paulo


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PÚBLICO E PRIVADO


Muitas atitudes e comportamentos de nossos políticos (nota fiscal fria, dinheiro vivo sem explicação, entre outras muitas) são razões de demissão na iniciativa privada. Quem está errado?


Marcelo de Moura mdemoura@globo.com

São Paulo


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A VERDADE E A VERGONHA


O Brasil merece assistir ao vídeo do senador com o dinheiro nas nádegas. O País precisa conhecer como as coisas funcionam. Precisamos saber por que o País que mais cobra impostos no mundo tem tão pouco a oferecer ao povo. O Brasil precisa ver aonde vai parar o dinheiro – no caso, o dinheiro que deveria ser usado para combater a pior crise de saúde pública da história.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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ESQUEMAS


Com deputados, o dinheiro vinha da rachadinha. Já com o senador, a grana saiu do rachadão...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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NOTAS DE R$ 200?


Chico Rodrigues tinha R$ 15 mil entre as nádegas, diz PF. Já pensou se fossem notas de R$ 200? As dentadas do Lobo Guará iam fazer um bruta estrago!


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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NÃO ERA UM CELULAR?


Acertou o agente da Polícia Federal em pensar que o objeto carregado pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo no Senado, era um celular, cujas dimensões são, tipicamente, de 15 x 7 x 1 cm. São muito parecidas com as do pacote de 179 notas, cada de R$ 100, que o senador carregava, 15,6 x 7,5 x 1,8 cm. Cabe à sociedade pressionar para restringir a imunidade parlamentar à liberdade de expressão política, não incluindo envolvimento em crimes de todo tipo, assassinato, corrupção, tráfico de influência. Chega de sem-vergonhice!


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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ELEIÇÕES MUNICIPAIS 2020


As eleições municipais trazem o dilema de sempre: em quem votar? A maioria dos candidatos não apresenta projetos concretos do que pretendem fazer em seus municípios; eles usam estratégias vãs, sem conteúdo e com imagens abstratas como a cor da pele, o gênero a que pertencem e demais características sem importância para mostrar suas intensões e capacidades laborativas. Acrescente-se a este fato a pandemia da covid-19, que atemoriza os eleitores que querem evitar as aglomerações. Em suma: prevê-se a ausência de candidatos sérios e capacitados para dirigir os municípios e também de grande parte da população desestimulada pela situação sui generis.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)


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IGNORÂNCIA E ATREVIMENTO


Rui Barbosa disse muito bem: “a ignorância é a mãe do atrevimento”. Desde quando a falta de banho pode tornar-se defesa contra a covid-19, como afirmou na semana passada o candidato a prefeito de São Paulo Celso Russomanno? Russomano precisa tomar mais cuidado com as suas observações. Aliás, os juristas citam muito o seguinte brocardo jurídico, em atenção à ignorância: ignorantia legis nemine scusat. A ignorância da lei não perdoa ninguém. Por isso, políticos desejosos de altos cargos não podem ser ignorantes.


José Carlos de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro


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BARBARIDADE


Apoiado por Jair Bolsonaro, o candidato à Prefeitura de São Paulo Celso Russomanno, que se mantém líder nas pesquisas iniciais, diz uma aberração a envergonhar a classe médica e todos os cientistas do universo. Tal qual seu amigo Bolsonaro, despreza a ciência. O sempre candidato derrotado para este cargo majoritário disse que moradores que vivem o tempo todo nas ruas não se infectam com covid-19, já que são mais resistentes porque não tomam banho. Barbaridade! Mais ou menos repete o que disse seu apoiador Bolsonaro, no início da pandemia, que o brasileiro pobre que vive sem saneamento pula esgoto e não pega o coronavírus. Isso além de dizer que não é “coveiro” e “E daí?” para as, hoje, mais de 150 mil mortes. Ou seja, mal acompanhado, Russomanno não tem nível algum para ser prefeito, menos ainda da nossa querida capital. Urna não é penico...


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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COMER OU GUARDAR O BOLO


Há um ditado popular que diz que “não dá para comer o bolo e guardar o bolo” ao mesmo tempo. Ou um ou outro. O principal editorial de 15/10 do Estado (A3), Ignorância como ativo eleitoral, afirma que “a política também perde o sentido quando a ignorância é elevada à categoria de ativo eleitoral” e que nossos políticos usam e abusam do “(...) elogio do obscurantismo, o que deveria escandalizar os cidadãos brasileiros e custar votos. Mas não (...)”, pois quanto mais um candidato assume posições negacionistas e obscurantistas sua popularidade aumenta e sua posição nas pesquisas de intenção de voto sobe. Ora, esse fato decorre do sistema democrático puro vigente no País, onde qualquer ignorante pode votar ou, o que é pior, se candidatar e, pior ainda, ser eleito para cargos importantes na Nação. Se para tentar resolver isso alguém sugere a elitização do eleitorado afastando a grande massa de ignorantes das eleições (“comer o bolo”), os políticos e meios de comunicação imediatamente se revoltam contra o que consideram um ataque à democracia e exigem a manutenção do sistema eleitoral vigente (“guardar o bolo”). O que faltou ao editorial foi apresentar sua sugestão prática para resolver essa aberração política e que levaria a uma “democracia saudável”, como o texto se encerra.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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O TITANIC BRASIL E SEU TIMONEIRO MALUCO


O espantoso não é os candidatos a cargos eletivos mentirem durante as campanhas eleitorais – políticos, assim como a maioria esmagadora dos seres humanos, também mentem. O inacreditável é que o Código Eleitoral continue a ser uma peça de pura ficção, pois lhe falta um simples e imprescindível artigo: vedar quaisquer promessas, declarações, comentários e similares (tanto verbalmente como em qualquer tipo de propaganda escrita e divulgada em meios de comunicação) que não sejam absolutamente verdadeiras, especialmente promessas “para ganhar eleitor”. Existisse tal dispositivo simples e claramente especificado, além da devida consequência por descumprimento (que seria perda imediata do respectivo mandato, além de indenizar os prejudicados por perdas e danos, etc.), é de crer que Jair Bolsonaro já não seria mais presidente desta República de bananas. Mas, com o vício de falta de seriedade incrustado “na gentil alma brasileira”, evidentemente continuaremos a navegar como um Titanic, à espera de um iceberg e sem ter a consciência disso. Infelizmente, na prática, não acho que tal simplicidade legal (sem rococó à Luís XV) “pegaria” por aqui, um país de antológica superficialidade política, muita falação e pouquíssima ação positiva e bem estruturada. Mas, como dizem em algum lugar por aí, não custa falar e acreditar em coelhinho da Páscoa. E mesmo que o gigante talvez não desperte jamais, ao menos saberemos que Duque Estrada previu isso na letra do nosso ufanista “ouviram do”.


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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A ESQUERDA DIVIDIDA


Se o PT tivesse um mínimo de bom senso, e depois de ter sido varrido nas últimas eleições, realmente quisesse aquela tal refundação de dizem, já estaria conversando com Guilherme Boulos ou mesmo com Marcio França para as eleições de São Paulo.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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PREFEITO NACIONALIZA CAMPANHA


Não me considero um cabo eleitoral do sr. prefeito de São Paulo, mas concordo com ele quando diz que o presidente virou as costas para São Paulo. Não compactuo com nenhum tipo de bairrismo, que considero um retrocesso, mas devo admitir, como paulista que sou, que pela primeira vez estou sentindo vergonha de sê-lo. O presidente não virou as costas para São Paulo, virou as costas para si próprio e suas origens.


Vera Bertolucci veravailati@uol.com.br

São Paulo

 

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