Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2020 | 03h00

Momentos de decisão

Dia difícil


Hoje teremos uma quarta-feira que pode ser para esquecer. Dois eventos estão previstos. Um, o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) de liminar do ministro Luís Roberto Barroso que afasta o senador do dinheiro na cueca, alvoroçando senadores com contas a prestar à Justiça. Corporativismo puro, até do presidente do Senado, em campanha pela reeleição. Esperemos que a sessão da Corte seja serena, sem os arroubos que vimos, com muita tristeza, no julgamento do “ilustre” André do Rap. O outro, a sabatina do candidato à vaga no STF acusado de plágio e de mentir sobre cursos de doutorado e pós-doutorado em seu curriculum vitae. Em sendo isso verdade, falta-lhe o requisito da conduta ilibada. Outra tristeza, esta endossada pelo senador Eduardo Braga. O ideal para o Senado seria suspender a sessão e pedir ao postulante que esclareça as acusações antes de sabatiná-lo, demonstrando seriedade e independência. Caso contrário, a sabatina será uma piada.


ANTÔNIO DILSON PEREIRA

ADVDILSON.PEREIRA@GMAIL.COM

CURITIBA


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Palavra honrada


De fato, na semana que passou fomos surpreendidos por dois acontecimentos inéditos e estarrecedores, protagonizados por pessoas em quem deveríamos confiar nossos destinos e que deveriam retribuir-nos com determinação e lisura. Um juiz e um senador, pela posição que ocupam, não poderiam deixar dúvidas nem despertar suspeitas. No entanto, ambos falharam em suas ações, que não escapam ao menor senso crítico, à mínima avaliação conceitual, à torpeza e à sordidez. Será difícil de aceitar que haja compreensão e entendimento daqueles que ainda preservam a ética e a firmeza de caráter. Por falar nisso, quem ainda ouve, hoje em dia, alguém exclamar: “Dou a minha palavra de honra!”?


REGINA ULHÔA CINTRA

REGINA.CINTRA@YAHOO.COM.BR

SÃO PAULO


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Em nome da ética


O professor da USP Bruno Caramelli aborda em seu artigo Os currículos de Leonardo e de Kassio (20/10, A2) questões importantes sobre a habilitação do indicado para o STF pelo presidente Jair Bolsonaro. Lembrando apenas um aspecto, o das denúncias de fraudes no currículo apresentado pelo postulante, o articulista cita Leonardo da Vinci, que aos 30 anos, solicitando um cargo público para executar obras necessárias em Milão, enviou um currículo invejável e, acima de tudo, honesto e verdadeiro. Evidentemente, não dá para comparar Kassio e Leonardo, mas é bom lembrar que a Constituição exige, para ser ministro do STF, notável saber jurídico e reputação ilibada. Seria bom e até pedagógico que o Senado, que vai sabatinar o candidato, considerasse com muito rigor, em nome também da ética, o peso de um currículo não totalmente correto.


JOSÉ ROBERTO DE JESUS

ZEROBERTODEJESUS@GMAIL.COM

CAPÃO BONITO


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Currículos ‘fake’


Esclarecedor o artigo do dr. Caramelli sobre a existência, sabida e recorrente, do mais novo currículo fake. O famoso jeitinho brasileiro não passa mais despercebido aos olhos de quem se responsabiliza por prestar contas à comunidade acadêmica e social. Parabéns!


ANTONIO GERASSI

GERASSI@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Pandemia

Vacina politizada


Louvável a posição do Estado expressa no editorial A politização da vacina (19/10. A3). Inadmissíveis os comentários críticos sobre a Coronavac e o fato de o governo central não contribuir para sua compra, sem nenhum critério técnico-científico, com base apenas em posições ideológicas e preocupado com sua produção em São Paulo, por motivos políticos. A vacina seria comunista – ou voltamos à rivalidade futebolística paulistas x cariocas. O Butantan e o Adolfo Lutz são exemplos de qualidade e outras vacinas podem e devem ser testadas e produzidas no País. O Butantan é um grande produtor de vacinas e a técnica chinesa, já testada, é realizada com vírus morto, o mesmo processo que o instituto paulista utiliza há décadas, com excelentes resultados, fator importante para acelerar a produção no Brasil. A fase 3 de testes, para ser mais rapidamente completada, deve ser realizada onde se verifica maior número de casos, e não onde a pandemia está controlada, por isso em nosso país, não na China. Vamos parar de politizar a pandemia e colaborar para seu controle com a adoção de medidas preventivas pelas pessoas responsáveis, principalmente os dirigentes.


JOSÉ PAULO CIPULLO, médico

J.CIPULLO@TERRA.COM.BR

SÃO JOSÉ DO RIO PRETO


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Eleições municipais

Decepcionados


Sobre o elevadíssimo índice de indecisos, conforme noticiado pela mídia, não se trata, a rigor, de indecisões. Mas de eleitores que não se decidiram por ninguém em razão da total decepção com a qualidade dos candidatos. É bem diferente de o eleitor ficar indeciso entre dois, ou mais, bons candidatos.


LUIZ RAPIO

LRAPIO@YAHOO.COM.BR

RIO DE JANEIRO


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Na Bolívia

Vitória de Evo


A vitória do socialista Luis Arce mostra a força política e o capital eleitoral de Evo Morales, com seus programas sociais. Evo não deveria ter tentado o quarto mandato, ao arrepio da lei, no ano passado, além de que a paralisação da contagem de votos levantou suspeitas sobre a lisura do pleito. E não teria havido a grave crise política que se instalou na Bolívia se, em vez de tentar quebrar a norma constitucional, o ex-presidente tivesse apoiado seu ministro da Economia, como fez agora, e poderia ter vencido já em primeiro turno, sem a polarização e radicalização do debate sobre o quarto mandato. Enfim, o resultado de agora foi muito claro e contundente, tendo Arce como cabo eleitoral um ex-presidente no exílio e pronto para retornar ao país.


LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

LRCOSTAJR@UOL.COM.BR

CAMPINAS


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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



A VAGA NO STF


As vagas do Supremo Tribunal Federal (STF) são preenchidas após sabatina e aprovação, pelo Senado Federal, do ou dos indicados pelo presidente da República de plantão. No atual caso, em que o indicado por Jair Bolsonaro, Kassio Nunes Marques, tomou tubaína com o presidente, fica explícita a intenção de o Executivo querer preencher a vaga com alguém “amigo”, assim mesmo, com intenção explícita para todos os segmentos da sociedade poderem malhar, diferentemente das posições veladas e nem sempre politicamente bem intencionadas de anteriores presidentes da República. Para mim, é um avanço nos costumes políticos, deixando a hipocrisia para os hipócritas.


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

Nazaré Paulista


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SABATINA NO SENADO


Eis que somente no governo de Floriano Peixoto o Senado da República reprovou candidato ao STF. De lá para cá, infelizmente, a aprovação é automática, porque as tratativas são feitas antes. A sugestão será, então, participarem dos questionamentos e dos votos: a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e as associações dos magistrados e dos membros do Ministério Público. Quem passar passou, mesmo, e não atravessou pela vontade do dono da caneta. Kassio Nunes Marques passaria? O STF não pode ser composto por amigos do presidente da República de plantão. Os que passassem numa sabatina como sugeri acima não seriam muito bons? E poderiam, então, até ser amigos do presidente.


José C. de Carvalho Carneiro jcdecarvalhocarneiro@hotmail.com

Rio Claro


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VELHO DITADO


Tem uma música antiga que diz “cabeça grande é sinal de inteligência” e nela é citado Rui Barbosa, senador pela Bahia, um dos raros humanos que honrou o Senado e o Brasil. Eis que agora Bolsonaro tira da cueca o nome de Kassio para ser ministro do STF. Este cabeção confirmará aquele velho ditado “de onde não se espera nada é que não sai nada mesmo”. Não é juiz de carreira, é um beneficiário de quem indica. O STF até o merece. Mas o Brasil, não. É desgraça demais. Temos esperança de que algo de bom ainda aconteça.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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DESATENÇÃO


O parecer do relator Eduardo Braga (15/10, A6) sobre Kassio Marques diz coisas muito esquisitas e acusa o leitor que se apega às inconsistências de seu currículo como querendo lhe impingir “críticas vazias de conteúdo”. De uma coisa ele com certeza é culpado: desatenção com a letra, pois no mínimo nem leu o currículo que publicou. Fiquei receosa: uma pessoa tão desatenta poderá assinar os votos que deverá proferir enquanto ministro da Corte Magna? Entrelinhas nos votos do STF são fundamentais, bem o sabemos – ou, melhor, bem o sofremos!


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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CONFUSÃO SEMÂNTICA


Eduardo Braga, da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, diz que o plágio, a mentira acerca do currículo de Kassio Marques foi confusão semântica, políticos usando a gramática semanticamente de maneira como convém.


Marcos Barbosa micabarbosa2607@icloud.com

Casa Branca


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LETRA MORTA


Sobre o “caso” Kassio Marques, o artigo 101 da Constituição dispõe que “a reputação inquestionável (ilibada, nas palavras do constituinte) é condição necessária para ser ministro do STF”. Há uma segunda condição, “notável saber jurídico”, que se fez letra morta desde a chegada de Dias Toffoli ao tribunal.


Marcelo Melgaço melgacocosta@gmail.com

Goiânia


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CHICO NA BERLINDA


O senador Chico Rodrigues (DEM-RR) pediu seu afastamento de suas funções pelo período de 121 dias. Como perguntar não é ofensa, será que o senador Chico irá continuar recebendo seu salário mensalmente? Num país onde a milhões de pessoas falta até o básico, presumo que, quando comprovada a origem do dinheiro que foi encontrado na cueca dele, o senador, além de ficar sem receber seus vencimentos, deveria ressarcir a União.


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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DINHEIRO SUJO


A defesa do senador afirmou que o dinheiro encontrado nas “partes íntimas” (?) se destinava “ao pagamento dos funcionários de empresa da família do senador”. Portanto, supondo que a trinca de advogados Ticiano-Pedro-Yasmin esteja mesmo dizendo a verdade, o resumo da ópera é que Chico Rodrigues costuma pagar os empregados da empresa familiar (?) com dinheiro sujo que ele guarda bem na saída do esgoto. Então, se é mesmo que o nobre senador está sendo linchado, certamente não é “por ter guardado seu próprio dinheiro”, e sim pela inadequação do local do cofrinho, fato que deveria envolver a Justiça do Trabalho, o Ministério da Saúde e a Anvisa.


Nelson Sampaio Jr. n.sampaio@hotmail.com

Curitiba


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OFENSA À HONRA


Dinheiro duplamente sujo, por origem e invólucro, é caso de comediante de circo. Quando se trata de um senador da República, é caso de cassação imediata de mandato, pois não é apenas uma questão legal, mas um perfeito exemplo de ofensa à honra do Senado brasileiro. E com divulgação internacional! Nunca poderia ser tratado com risadinhas e palmadas nas costas, como parece ser a tendência de alguns colegas (incluindo o presidente...) do Senado.


Luiz Antonio Ribeiro Pinto Brasicat@uol.com.br

Ribeirão Preto


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A PENA DOS CUEQUEIROS


O senador Chico Rodrigues foi flagrado pela Polícia Federal numa situação vexatória, com dinheiro na cueca. Ele é o articulador de Davi Alcolumbre para a reeleição à presidência do Senado. O senador era quem batia de porta em porta pedindo votos para Alcolumbre. Vão cassá-lo? Ora essa, Renan Calheiros que o diga. E o deputado José Guimarães, que, segundo a revista Veja, em 2005 foi flagrado com US$ 100 mil na cueca, qual foi a pena? Foi eleito deputado federal. Basta uma pesquisa e veremos o quão corporativo é o Congresso Nacional. Quem governa com esses demagogos?


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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BARRA LIMPA


Ao que tudo indica, a “ficha limpa” não vai mais ser usada para a punição de políticos envolvidos em corrupção. Unidos, os políticos acabaram de lançar a “barra limpa”, em que nenhum amigo do rei pode ser afastado, humilhado ou ter a cueca abaixada.


Carlos Gaspar carlos-gaspar@uol.com.br

São Paulo


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ALTO E BAIXO CLEROS


Após a prisão do senador Chico Rodrigues e analisando os precedentes, já é possível afirmar com toda a segurança que o baixo e o alto cleros se distinguem pela forma de esconder o dinheiro de que se apropriam. Os primeiros só guardam tais proventos na cueca e os segundos, em malas e até em apartamentos.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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PUNIÇÃO MORAL


Parece que o fato do vergonhoso flagrante do dinheiro escondido na cueca do senador Chico Rodrigues terá como resposta dos seus pares a observação de que foi uma atitude muita feia e que ele deve evitar repeti-las. E la nave va...


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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OS CANALHAS


Os canalhas têm dado imenso trabalho e grandes despesas à Polícia Federal para capturá-los e indiciá-los para responderem a processos. E sempre ouvimos as mesmas respostas: “Vou provar minha inocência”; “vou aguardar o processo para me manifestar”; e vai por aí. O pior ainda é saber que eles vão pagar os honorários a advogados caros e caríssimos, com o dinheiro roubado (não quero atingir os advogados, pois o seu trabalho deve ser remunerado; mas o incrível é que o dinheiro sujo anda sem interrupção). É impressionante a quantidade de apreensões nos endereços destes canalhas, quase diariamente, sejam eles políticos ou traficantes, ou criminosos sob todos os aspectos; pior ainda é seus pares fazerem vistas grossas e acobertarem os erros por corporativismo ou amizade. É vergonhoso que a imagem do nosso país cada vez mais se deteriore por estes atos e fatos, com consequente lentidão da apreciação judiciaria, e em grande parte dos casos acabem em nada, preservando a impunidade reinante. O descaramento é tão grande que esta gente chegou ao cúmulo de desviar verbas destinadas ao combate da atual pandemia, sem nenhum escrúpulo no ato vil praticado. E o povo? Alheio a tudo, acaba por aceitar, e no caso de políticos segue por reelegê-los, sem memória dos malfeitos. Quando um caso semelhante acontece em países como Coreia, Cingapura, Tailândia, por exemplo, o povo sai às ruas e não aceita a tolerância de autoridades: diferentemente do Brasil, onde se usa o fato para fazer piadas as mais diversas que se possa imaginar.


Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo


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VACINA POLÍTICA


O presidente Jair Bolsonaro disse que qualquer vacina precisa ter comprovação científica e ser aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e que não fará isso “a toque de caixa”. O que será isso? O presidente Jair “cloroquina” Bolsonaro finalmente rendeu-se às evidências da razão e da ciência? Não. Bolsonaro está apenas fazendo uso do expediente dos “dois pesos, duas medidas” de acordo com o oportunismo político do momento. Sejamos justos: tanto aqui como em outros países não são poucos os que aguardam o surgimento de uma vacina eficaz para fazer uso político dela, politização esta que vem sendo amplamente criticada, inclusive pelo Estado. Verdadeiro desrespeito aos mortos pelo coronavírus que precisa ser devidamente respondido nas urnas.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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O DIA DEPOIS DE AMANHÃ


O presidente Bolsonaro deveria fazer uma análise das probabilidades antes de governar na base do achismo. Com tudo o que já se sabe sobre a vacina chinesa, qual a probabilidade de ela funcionar? Se a vacina de João Doria funcionar e salvar a pátria, qual a probabilidade daqueles que foram contra ganharem a eleição? A vitória acachapante na eleição da Nova Zelândia foi atribuída em grande parte à excelente gestão da pandemia feita pela sua governante, não é exagero algum afirmar que a próxima eleição no Brasil será também decidida pela gestão da pandemia. Doria irá apresentar a vacina salvadora e Bolsonaro irá apresentar o quê? A cloroquina? Falta um fiapo de inteligência ao governo Bolsonaro, incapaz de elaborar qualquer coisa parecida com uma estratégia, segue aos trancos e barrancos, mente em tempo integral. Não é à toa que a carreira de Bolsonaro no Exército foi curta e malsucedida.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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DORIA X BOLSONARO


O presidente Bolsonaro criticou o governador Doria, chamando-o de “médico do Brasil”, por sua verdadeira convulsão em oferecer uma vacina à população contra a covid-19 com prazos que a medicina legal não pode ainda oferecer. Bolsonaro afirmou que uma vacina deverá mostrar comprovação científica antes de ser validada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e oferecida gratuitamente pela rede pública, o que está corretíssimo. Mas é exatamente o mesmo procedimento que Bolsonaro, outro “médico do Brasil”, tentou impor, e ainda não desistiu, com o uso da cloroquina. Num país com tantos problemas para serem resolvidos, os nossos governantes parecem achar que foram eleitos para prescrever remédios salvadores da pátria.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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VACINAÇÃO


É vergonhosa a atitude de Jair Bolsonaro criando obstáculos para a vacina chinesa porque, para ele, o que importa é a eleição de 2022. Está se lixando se essa atitude vai provocar mais mortes. “E daí?” é o que está pensando.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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VACINA CHINESA


A China não devia cobrar por suas vacinas, certo como é que culpa in vigilando e in custodiendo, ou seja, a “culpa na vigilância” e “na custódia do vírus” é dela, que deixou escapar o vírus de seu laboratório.


Fernando de Oliveira Geribello fernandogeribello@gmail.com

São Paulo


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COMITÊS


A infecção inicial pelo Sars-Cov-2 já completou um ano e alcança hoje no mundo índices semanais estáveis de 2 milhões de casos novos com 36 mil mortes. Esta constância numérica esconde um sobe e desce caótico na incidência em diferentes países, por vezes nos diversos Estados de um mesmo país, e mesmo em diferentes bairros da mesma cidade, com mostrou o Estado. O fato é que a grande capacidade infecciosa do vírus tem se mantido ao longo do ano, considerado o mundo todo, e não dá sinais de decréscimo. Isso ocorreu na pandemia de influenza de um século atrás, que durou três anos. A infectividade do coronavírus tem superado as medidas protetivas adotadas pela nossa espécie, até o momento. Portanto, é hoje incontroverso que a única perspectiva mundial favorável e próxima é a utilização em larga escala de uma vacina efetiva e segura. Algumas vacinas terão suas avaliações de desempenho da fase mais importante e final – a fase 3 – nos próximos meses. Desde já, deve ser constituído comitê de especialistas independentes e reputados no Ministério da Saúde, para que pressões de qualquer tipo não se sobreponham ao interesse da coletividade.


Bernardo Ejzenberg bernardoejzenberg@yahoo.com

São Paulo

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