Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

22 de outubro de 2020 | 03h00

Pandemia

Muita mesquinharia


É inacreditável a mesquinhez do presidente Jair Bolsonaro, fazendo pouco-caso da vacina Coronavac pelo fato de ela, em tese, beneficiar um rival político, João Doria, e por causa do país de origem. Denota pequenez política e xenofobia infundada contra o maior parceiro comercial do Brasil. O presidente brinca com a vida de milhões de brasileiros, frita mais um ministro da Saúde e joga para a sua claque, cada vez mais esvaziada politicamente.


CALEBE HENRIQUE B. DE SOUZA

CALEBEBERNARDES@GMAIL.COM

MOGI DAS CRUZES


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Capitão humilha general


Só no Brasil, mesmo! Quer dizer, só com esse governo (?)... Depois de o ministro da Saúde informar que seriam adquiridos 46 milhões de doses da vacina Coronavac, que se somarão a tantas outras visando a imunizar a população brasileira contra o novo coronavírus, o presidente sindicalista/corporativista/ideológico informa para a sua torcida: “Não será comprada”. É brincadeira?! Depois de despachar dois ministros da Saúde, será Eduardo Pazuello o terceiro? Se tiver um mínimo de dignidade, o general pedirá para sair. E a História registrará para sempre o nome do maior responsável pelos enormes danos causados por essa pandemia aos brasileiros.


ÉLLIS A. OLIVEIRA

ELLISCNH@HOTMAIL.COM

CUNHA


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Delírios bolsonaristas


O capitão cloroquina desautoriza e desmoraliza o general da Saúde, que está doente com a covid-19. Mais um ministro da Saúde na prancha da nau dos insensatos a ser lançado ao mar. No Brasil de Bolsonaro a realidade supera a mais delirante ficção política.


PAULO SERGIO ARISI

PAULO.ARISI@GMAIL.COM

PORTO ALEGRE


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Ditadorzeco


Ao dizer que “a vacina chinesa não será comprada”, o presidente Bolsonaro confirma que está distante de ser um estadista. Decide o que, como e quando quer, sem ouvir seus liderados, esquecendo que governa um país que não é só dele.


CARLOS GASPAR

CARLOS-GASPAR@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Malignidade


Não sei se é doença ou maldade, mas o sr. Jair Messias Bolsonaro não é uma pessoa normal. Não tem a mínima lógica fazer o ele vem fazendo ao longo da difícil fase da pandemia por que passa o mundo. Não é necessário relembrar todos os casos, mas este último precisa de uma tomada de decisão de toda a sociedade. Falo do episódio da Coronavac, vacina a ser produzida em parceria do Instituto Butantan com a empresa chinesa Sinovac, em que ele humilhou o Ministério da Saúde, que havia anunciado a compra da vacina, com o infeliz “já mandei cancelar”. O desenrolar de tão estúpida decisão pode provocar muito mais mortes do que as já contabilizadas. Portanto, é crime, melhor, são vários crimes. Misturar saúde pública com política (é o caso) e com ideologia (ultrapassada) é crime de lesa-pátria. Um país que tem 1,4 bilhão de habitantes não sabe cuidar da saúde da sua população? Só em mentes deformadas.


SÉRGIO BARBOSA

SERGIOBARBOSA19@GMAIL.COM

BATATAIS


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Vacina paulista


Prestes a comemorar 120 anos de existência, parece-me absurdo ignorar o Instituto Butantan no processo de criação da vacina anticovid-19. As referências específicas à vacina como exclusivamente chinesa ignoram toda a história de um dos mais importantes institutos de pesquisas do País.


EUCLYDES ROCCO JR.

EMTEATROTECA@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Nazismo


O tifo epidêmico grassou em sociedades em colapso durante a 2.ª Guerra Mundial. Antes disso, Napoleão Bonaparte perdeu 20% de sua tropa para o “general tifo”, apelido dado à doença pelo líder militar francês. Mesmo com o desenvolvimento da vacina contra o tifo pelo biólogo polonês Rudolf Weigl, na década de 1920, os nazistas resistiram à imunização, Hitler alegava tratar-se de ciência judaica que envenenaria o puro sangue ariano... Qualquer semelhança com o Brasil atual não é mera coincidência.


TÚLLIO MARCO SOARES CARVALHO

TULLIOCARVALHO.ADVOCACIA@GMAIL.COM

BELO HORIZONTE


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Indicado ao STF

Sabatina no Senado


Assisti pela televisão a parte da sabatina do candidato ao Supremo Tribunal, o desembargador Kassio Marques. Tergiversou ao responder a algumas perguntas que entendo da máxima importância. E deixou-me a pior das impressões porque não foi categórico ao enunciar suas posições. Destaco as perguntas sobre “garantismo”, prisão em segunda instância e Lava Jato – vitais para um Brasil minimamente civilizado, onde a lei valha para todos, incluindo os endinheirados compradores de consciências. Estendendo-se em citar sua obediência às leis, choveu no molhado, pois o que nos interessa é a interpretação das leis em estrita coerência com os possíveis efeitos antissociais oriundos de interpretações, a meu ver, míopes, que nos custaram a liberdade de criminosos, como observamos recentemente – e isso passa longe do garantismo penal. Omitiu-se quanto à prisão após condenação em segunda instância, passando a bola para o Congresso. Mas há um ano foi o STF que impediu a prisão em segunda instância, o que permitiu a liberdade de corruptos e criminosos perigosos, ao validar uma jabuticaba – inciso LVII do artigo 5.º da Constituição – que demole o caput, cláusula pétrea: “Todos são iguais perante a lei”. Logo, criminosos ricos jamais irão para a cadeia. Finalmente, nem mencionou a Lava Jato, limitando-se a enfatizar a importância da investigação. Sinal inequívoco de que sua indicação, aliada à de Augusto Aras, veio para acabar com a prisão de poderosos e comparsas responsáveis pelo roubo de dinheiro público.


ANTONIO CARLOS GOMES DAS SILVA

ACARLOSGS@UOL.COM.BR

SÃO PAULO



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



ESCÁRNIO PRESIDENCIAL


Ministério da Saúde anuncia que vai comprar 46 milhões de doses da vacina chinesa CoronaVac. Em reunião virtual com os 27 governadores na terça-feira (20/10), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou o acordo e ressaltou que a “vacina do Butantã será a vacina brasileira”, ao lembrar que o imunizante, mesmo tendo sido desenvolvido na China, será produzido integralmente na fábrica do Butantã, em São Paulo. “Já fizemos uma carta em resposta ao ofício do Butantã e essa carta é o compromisso da aquisição dessas vacinas que serão fabricadas até o início de janeiro. Essas vacinas servirão para iniciarmos a vacinação ainda em janeiro” (Estado, anúncio do Ministério da Saúde, de Eduardo Pazuello). Bolsonaro, no dia seguinte, diz que mandou cancelar compra de vacina chinesa: “O povo brasileiro não será cobaia de ninguém”; “presidente sou eu”; “estamos perfeitamente afinados com o Ministério da Saúde, trabalhando na busca de uma vacina confiável. As vacinas têm de ter comprovação científica de sua eficácia, diferente do que foi feito nesta aí, tem de ter sua eficácia. Não pode inalar numa pessoa e o malefício ser maior que o benefício. Fora isso, é tudo especulação, um jogo político. Lamentável este governador, parece que só sabe fazer isso” (Estado, desmentido de Jair Messias Bolsonaro). O Estado, entendido como o conjunto das instituições que controlam e administram a nação brasileira, não representa mais o povo brasileiro. Tanto o Executivo quanto o Legislativo e o Judiciário são a decepção da Nação, trabalham (ou roubam) em benefício próprio ou em conluio entre si para adquirir o poder pelo poder. Aos diabos o povo, por eles considerado mero instrumento para aquisição de poder e alimentar seu ego. Decepção total. Cansei!


Filippo Pardini filippo@pardini.net

São Sebastião


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O BRASIL VAI PERDER A VEZ


O Brasil vai perder a vez na disputa mundial pela vacina, todos os países querem compra-la, e os fornecedores não vão perder tempo com o Brasil, que está usando a vacina como arma de disputa política. Quando Bolsonaro mudar de ideia sobre a vacina chinesa, ela já terá sido vendida para outro país e nós iremos para o fim da fila. Jair Bolsonaro segue fazendo estragos irreparáveis no Brasil: é contra a vacina, contra a saúde, contra a educação, contra o meio ambiente, contra a cultura, contra a ciência, contra a economia, contra o País, contra o mundo, contra a humanidade. Milhares de brasileiros morrerão de covid-19, quando poderiam ser salvos pela vacina. Urge que se abra um processo de impeachment de Jair Bolsonaro, por agir frontalmente contra os interesses nacionais, colocando seus interesses políticos eleitoreiros acima da vida dos brasileiros.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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BOLA NAS COSTAS


O presidente Jair Bolsonaro é craque em levar bola nas costas. Agora, desautorizou seu terceiro ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, por dizer que compraria a vacina chinesa – aquela que João Doria, seu concorrente ao Planalto, quer usar. Também disse que “ninguém será obrigado a se vacinar, e ponto final”, mas quem vai decidir a questão é o Supremo Tribunal Federal. Na verdade, Bolsonaro, pensando só na reeleição, quer ser sempre o protagonista das ações, mas só acaba levando bola nas costas, mesmo.


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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‘PRESIDENTE SOU EU’


Tornou-se comum ao presidente Jair Bolsonaro, quando se esgotam os seus argumentos racionais para defender atos e atitudes controversos, afirmar simplesmente “presidente sou eu”. Sim, de fato ele o é, porém só o é, entre tantas outras coisas, pelo simples fato de ter mentido durante a sua campanha eleitoral, como quando, por exemplo, afirmou que incrementaria a Operação Lava Jato em sua luta contra as corrupções. E, ainda, em seu discurso na ONU, agora já eleito, quando, para mais um exemplo de suas veleidades éticas, mostrou Bolsonaro novamente que mentiras são uma característica básica sua, mentindo então sobre os incêndios na Amazônia e sobre os índios terem sido a maior causa desses incêndios. Agora, sobre o cancelamento do protocolo de intenção de compra da vacina chinesa CoronaVac, voltou o presidente Bolsonaro a afirmar: “Presidente sou eu”. Correto, presidente, mas tomara que não continue a sê-lo em 2023.


Marcelo G. Jorge Feres marcelo.gomes.jorge.feres@gmail.com

Rio de Janeiro


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BOLSONARO E O ‘PONTO FINAL’


Três categorias de pessoas utilizam frequentemente a expressão “falei, e ponto final”. São, frequentemente, indivíduos imbecis, psicopatas ou corruptos. Nosso presidente faz jus a todas elas.


Marize Carvalho Vilela marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo


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PSICOTÉCNICO


Já está passando da hora de o presidente fazer exame psicotécnico, como é feito para motoristas. Aliás, esse exame deveria ser exigido de todos os candidatos a cargos eletivos.


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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PEDRAS NO CAMINHO


No meio do caminho da vacina havia duas pedras: a primeira, Jair Bolsonaro, que com sua gripezinha, “não vai morrer nem 800 pessoas”, seu negacionismo fanático, deixou de agir em tempo, trocou ministros da Saúde em plena pandemia, e morreram mais de 150 mil pessoas. Do outro lado, um governador que foi eleito com o apelido sugestivo de BolsoDoria, após largar a prefeitura de São Paulo, que faz uso político de uma vacina que ainda não tem eficácia comprovada. Ambos são da mesma estirpe, e pouco estão preocupados com a população, mas sim com os ganhos políticos.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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BATALHA POLÍTICA INSANA


É um absurdo que, em meio a uma pandemia que já infectou milhões de brasileiros e ceifou milhares de vidas, dois políticos, o presidente da República e o governador de São Paulo, coloquem seu ego e suas ambições políticas acima de tudo e de todos, discutindo sobre o que fazer com vacinas que nem mesmo foram cientificamente certificadas e efetivamente não existem. É provável que o objetivo principal da querela seja desviar a atenção dos eleitores para que não questionem situações obscuras e nada republicanas de ambos, em passado recente.


Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo


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SOMAR, MAS USAR MÁSCARA TAMBÉM


Acerta em cheio o infectologista Sergio Cimerman ao criticar no artigo Vacinas: somar e não dividir (Estado, 21/10) a politização imoral da vacina contra o coronavírus e clamar às autoridades e a população a unir esforços no que tange às estratégias de vacinação. Só faltou um detalhe importante: enquanto a vacina não vem, e mesmo nos primeiros meses após o início da aplicação em massa, é imperativo a continuidade do uso das máscaras e a manutenção do distanciamento social. Não são poucos os que acreditam que o início da vacinação será o sinal verde para o retorno à “normalidade” pré-pandemia. Engano fragoroso que precisa ser esclarecido desde já: não há previsão de quando e por quanto tempo a tão almejada imunidade de rebanho será alcançada, com ou sem vacina. Enquanto isso, deixar de usar a máscara ou menosprezar o distanciamento é e continuará sendo alto risco de contaminação por coronavírus por um bom tempo ainda.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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GANÂNCIA


Como obrigar um cidadão a ser vacinado? Existem pessoas que não podem ser vacinadas por motivos médicos, outras que simplesmente não desejam a vacina ou não sentem confiança, enfim, várias são as razões pelas quais não se pode impingir o seu uso. A politização da defesa contra o vírus maligno exacerba uma disputa inócua e que não traz nada de bom para a população. Mais uma vez os políticos prejudicam o País com sua ganância pelo dinheiro e pelo poder. Trata-se de um pecado mortal que nem uma confissão no Vaticano os livraria de arder no inferno per omnia saecula saeculorum.


Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Petrópolis (RJ)


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A REVOLTA DA VACINA


A Revolta da Vacina foi uma rebelião popular contra a Lei de Vacina Obrigatória ocorrida em novembro de 1904, no Rio de Janeiro. Em 16 de novembro foi decretado o estado de sítio e a suspensão da vacina obrigatória. No total, foram 30 mortos e 110 feridos. Só esperamos que hoje não cheguemos a esse extremo.


Arsonval Mazzucco Muniz arsonval.muniz@adv.oabsp.org.br

São Paulo


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VACINA OBRIGATÓRIA


Num país com mais de 5 milhões de casos confirmados e cerca de 155 mil mortes em razão da pandemia da covid-19, a polêmica discussão sobre a obrigatoriedade ou não da vacina parece descabida e despropositada. Parodiando Fernando Pessoa, viver é preciso, vacinar é preciso. Vacina, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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MARIA VAI COM AS OUTRAS


O sr. Russonauro honra o início da sua trajetória jornalística ao declarar (Estado, 20/10, A5) que é contra a vacinação obrigatória para combater o coronavírus, sem qualquer embasamento científico. Frase lapidada, em época de campanha eleitoral, somente para agradar seu atual mestre. Essa postura negacionista quanto à vacinação expõe o caráter deste político pé de chinelo. Descuidar da saúde da população é uma das formas de mantê-la dependente do Estado, é aumentar o número de habitantes portadores de dificultose mental e engrossar o exército de analfabetos funcionais. A classe política não cuida de quem vota. Cuida, tão e simplesmente, de seus próprios interesses. Lamentável.


Alberto Penteado pentha20@gmail.com

São Paulo


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POLÍTICO NÃO GOSTA DE MATEMÁTICA?


Não confio nem o dedinho do pé em candidato a zelador e síndico da cidade que menospreza a realidade dos números. Em entrevista ao Estadão (20/10, A5), Russomano “enganou-se” várias vezes: disse que a dívida de São Paulo com a União está em R$ 57 bilhões e que ele vai renegociar com Bolsonaro – na verdade, a dívida atual já é fruto de renegociação desde 2015 e é atualmente de R$ 25 milhões. Não tem como ele tirar verba daí para cumprir sua promessa da tal “renda popular”. Apresentou dados oportunistas e imprecisos sobre a menor letalidade por coronavírus na população de rua e na classe média. Enganou-se pela terceira vez subestimando os números: a cidade recebeu R$ 1,37 bilhão para o enfrentamento da pandemia, enquanto ele afirmou que eram R$ 600 milhões. É do tipo que erra o CV, como Kassio Marques.


Sandra Maria Gonçalves sandgon46@gmail.com

São Paulo


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PERSONALIDADE


Na devida proporção, Russomano está para Bolsonaro como Bolsonaro está para Trump. Uma vergonha!


Luiz Frid fridluiz@gmail.com

São Paulo


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AS ELEIÇÕES E OS CANDIDATOS FAKE


Na eleição de prefeitos, raramente existem mais de dois (ou três) candidatos com real possibilidade de vencer. Mas, em muitas cidades, registraram-se mais de uma dezena de concorrentes, boa parte sem capacidade para conquistar mais do que o próprio voto, que podem ser chamados candidatos fake. Dos 5.568 municípios que elegem prefeito, 2.272 (41%) neste ano têm mais, 1.955 (35%) o mesmo número e 1.341 (24%) menos postulantes ao posto do que nas eleições de 2016. Sete localidades de grande porte (a maioria capitais) têm 16 concorrentes e outras cinco registram 15. Na outra ponta, mais de cem terão candidato único. A profusão de candidatos decorre do elevado número de partidos políticos autorizados a funcionar. Atualmente, existem 33 partidos registrados e outros 77 oficialmente fundados e aguardando registro no Tribunal Superior Eleitoral. O País carece de ampla reforma eleitoral que limite o número de partidos (os nanicos sendo absorvidos pelos grandes da mesma ideologia) e crie mecanismos para descartar antes do registro as candidaturas inviáveis que, em vez de favorecer, só comprometem e desmerecem as eleições. Não podemos continuar com números superlativos de partidos e candidatos, pois isso é contraproducente.


Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    


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ÚLTIMA ESPERANÇA


Será um repeteco de 2016. Pesquisas indicam derrota fragorosa dos candidatos petistas nas eleições municipais. Atrelado a isso, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou por unanimidade sete recursos do condenado Lula da Silva envolvendo a Operação Lava Jato. O PT pretende usar o horário eleitoral gratuito para pressionar o Supremo Tribunal Federal (STF) a apressar o julgamento da suspeição do ex-ministro Sergio Moro, já que Lula da Silva é a última esperança dos aloprados.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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CHICANA NO STF


Decisão de Fux mira manobra para escolher relator no STF e O homem que enganou o PCC e o Supremo foram chamadas da primeira página do Estado de 16/10/2020. Não acredito ser André do Rap o cabeça da facção criminosa. Pergunto, então: como é possível um marginal que vive na clandestinidade ou na prisão manter uma organização criminosa com tanta eficiência? Devem existir pessoas mais importantes no pedaço, não alcançadas pelos radares da Polícia e da Justiça. A chicana que os advogados do presidiário usaram foi distribuir e desistir de medidas até que uma caísse com o ministro certo – se era isso que buscaram, é um absurdo e exige uma reflexão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), sem corporativismo. Tal jogada revela divisão do tribunal entre legalistas e não legalistas. Pergunto: algum ministro age contra a lei? Afinal, a Corte deve ser composta por julgadores, todos comprometidos com a aplicação da lei? Pergunto, também, quando teremos uma interpretação, despida de corporativismo, do § 1.º do artigo 2.º, do artigo 31 e do artigo 32 do Estatuto da OAB?


Antônio Dilson Pereira, advogado advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba


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DECISÕES MONOCRÁTICAS


Do lado de cá, essas decisões individuais de autoridades, especialmente no que tange a habeas corpus, soam muito mal. As que mais nos revoltam são as que beneficiam meliantes ricos, particularmente os mais perigosos, porque sempre paira no ar um cheirinho de propina. É muita grana em jogo e ninguém é de ferro. 


Jota Treffis jotatreffis@outlook.com

Teresópolis (RJ)


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5G NO BRASIL


A mídia informa que os Estados Unidos ofereceram US$ 1 bilhão de financiamento para que o Brasil adote o 5G com companhias que não sejam a chinesa Huawei. Pensando bem, isso é “dinheiro de pinga” para um investimento desse porte. Jair Bolsonaro adora Donald Trump, parece mulher de malandro que gosta de apanhar, porque só foi maltratado nesses quase dois anos de mandato e continua amando aquele que é o pior presidente que passou pelos EUA. Afinal, queremos ser espionados pela China ou pelos Estados Unidos? Temos de decidir pelo que mais interessa ao nosso país, e não pelo namoro de nosso presidente.


Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo


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O SILÊNCIO DO PAPA


Por que o papa Francisco está omisso em relação à perseguição que cristãos estão sofrendo em vários países? Por que o silêncio diante das igrejas queimadas no Chile e a destruição de seu próprio país, a Argentina, por um governo corrupto de esquerda?


Andre L. Coutinho arcouti@uol.com.br

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