Fórum dos Leitores

Cartas de leitores selecionadas pelo jornal O Estado de S. Paulo.

Fórum dos Leitores, O Estado de S.Paulo

24 de outubro de 2020 | 03h00

Pandemia

Contra o povo


Mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro demonstra seu  egoísmo, só pensando nos seus interesses. Prejudica todo o povo brasileiro ao tentar retardar a aprovação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) da vacina Coronavac só porque o governador de São Paulo saiu na frente e fechou acordo entre a Sinovac e Instituto Butantan. Das vacinas em estudo, essa é a que está mais adiantada. Que vergonha Bolsonaro alegar falta de estudo científico, justo ele, que vive recomendando a cloroquina, sabidamente ineficaz, e que nunca deu a menor importância aos estudos científicos sérios!


HEITOR PORTUGAL P. DE ARAUJO

HEITOR.PORTUGAL@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Punição


Se forem comprovadas as suspeitas de a Anvisa estar dificultando a importação de insumos para a vacina que está sendo testada pelo Instituto Butantã contra a covid-19, não existem leis neste país que possam punir o governo federal por tamanha irresponsabilidade?


LUIZ FRID

FRIDLUIZ@GMAIL.COM

SÃO PAULO


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Capitão cloroquina


Fosse o Brasil um País minimamente sério, Jair Messias Bolsonaro já teria sido defenestrado, pelas vias legais, do Palácio do Planalto. Comportando-se claramente como uma pessoa desequilibrada, o presidente, seja por ciúme, maldade, ignorância ou insensibilidade diante das mais de 155 mil famílias que perderam seus entes queridos, tenta impedir a importação da vacina chinesa produzida em parceria com o centenário e respeitado Instituto Butantan, enquanto mais de 85% dos brasileiros estão dispostos a se vacinar contra a covid-19. Bolsonaro pensa apenas na reeleição e, para isso, às favas com a saúde pública. Quando pensávamos que nada podia ser pior para o Brasil depois dos desastrosos anos petistas, agora nos vemos num mato sem cachorro comandados por um capitão de araque.


ARNALDO LUIZ CORRÊA

ARNALDOCORREA@HOTMAIL.COM

SANTOS


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Politização da vacina


Se Jair Bolsonaro, infelizmente, não perdeu o cargo após a terrível reunião ministerial de 22 de abril, poderia deixar de ocupar a Presidência após as eleições municipais que se aproximam. Em nome da decência e do já tão sofrido povo brasileiro.


MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

MLUCIA.RJORGE@GMAIL.COM

PIRACICABA


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Tenham compostura


A ignorância, a insensibilidade, a intolerância, o ciúme, a inveja e a sede de poder não têm limites para alguns seres humanos, especialmente se forem políticos. Estamos diante de uma doença ainda desconhecida, que a cada dia é capaz de mostrar facetas diferentes, sintomas novos,  numa verdadeira corrida contra o tempo por um tratamento eficaz, uma vacina. Como se não bastassem os horrores da doença, as consequências quanto a saúde, às questões sociais, somos obrigados a assistir a pessoas leigas dando palpites e tomando decisões verdadeiramente equivocadas, inaceitáveis, como no caso da vacina chinesa ainda em testes e de medicamentos comprovadamente ineficazes. Óbvio que as autoridades sanitárias do mundo todo só vão liberar qualquer vacina ou medicamento – a não ser em situações compassivas – que se mostrarem eficientes do ponto de vista científico. Então, os srs. políticos que permaneçam no mais absoluto silêncio, aceitando a ciência como base única e correta, seguindo todo o rigor necessário para as pesquisas, e torçam, não importando a ideologia, para a mais pronta solução.


LUIZ NUSBAUM

LNUSBAUM@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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No óleo quente


Depois do episódio Pazuello, uma coisa fica absolutamente clara no Executivo federal: os ministros não ministram, todos são “ministrados”.


HUGO JOSE POLICASTRO

HJPOLICASTRO@TERRA.COM.BR

SÃO CARLOS


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Desgoverno Bolsonaro

90% menos para SP


O governo Bolsonaro vai ser muito lembrado pelos brasileiros de São Paulo nas próximas enchentes, especialmente na região de Aricanduva. Afinal, esse governo reduziu em 90% os recursos federais para São Paulo e as obras de proteção contra enchentes foram fortemente atingidas (Sob Bolsonaro, cai 90% repasse de verba para SP, 23/10, A4).


JOSÉ ELIAS LAIER

JOSEELIASLAIER@GMAIL.COM

SÃO CARLOS


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Federação


Um país cuja Assembleia Nacional Constituinte deu apenas umas pinceladas na estrutura federativa, como se essa fosse matéria de segunda ordem, e à vista da redução de 90% dos aportes financeiros para São Paulo no governo de Jair Bolsonaro, faz-nos invejar os pais fundadores americanos Alexander Hamilton, Thomas Madison e John Jay, ao exporem de modo minudente os seus princípios em Os Federalistas, que até hoje estão plantados no solo dos EUA. As finanças públicas deveriam fluir de maneira uniforme e sob critérios adrede estabelecidos pela Constituição, para  as idiossincrasias políticas não abaterem desproporcionalmente e por interesses medíocres e enviesados um determinado Estado da Federação e seu povo.


AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

AMADEUGARRIDOADV@UOL.COM.BR

SÃO PAULO


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Educação

Ensino superior


Como ressalta o editorial Os números do Enade (23/10, A3), importa a qualidade da educação superior e para isso ela precisa ser encarada como missão, não como mero negócio. A qualidade de vida está relacionada à qualidade da formação das pessoas. Objetivo compartilhado, da boca para fora, por todos os governantes, sua concretização depende de recursos e planejamento. Quantos aceitam esse desafio?


PEDRO PAULO A FUNARI, professor titular da Unicamp

PPFUNARI@UNICAMP.BR

CAMPINAS



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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



MORTE POR ASFIXIA


O presidente Bolsonaro está matando as instituições que deveriam cuidar do meio ambiente no Brasil. Ibama, ICMBio e o Ministério do Meio Ambiente caminham para morrer de inanição, de asfixia. Os recursos que deveriam ser usados para cuidar e proteger o meio ambiente estão desaparecendo, até o Fundo Amazônia foi jogado no lixo, com o intuito de sufocar completamente as instituições ambientais brasileiras. O mesmo mecanismos de asfixia está sendo usado para matar a vacina contra a covid-19: a Anvisa não irá repassar recursos para o Instituto Butantan desenvolver a Coronavac. Bolsonaro não quer que essa vacina seja usada porque foi uma iniciativa do governador de São Paulo, seu adversário político. Essa estratégia criminosa do presidente Bolsonaro está destruindo a Amazônia e o Pantanal em ritmo nunca visto. A ambição política de Bolsonaro vai matar milhares de brasileiros, com o atraso ou mesmo a não utilização da vacina que o Instituto Butantan poderia desenvolver. Jair Bolsonaro precisa ser apeado imediatamente da Presidência da República e responder pelos crimes de lesa pátria que ele está cometendo.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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FOGO


Enquanto a Amazônia e o Pantanal queimam em labaredas, com o beneplácito do governo Bolsonaro, o repasse de R$ 30 milhões do Ministério ao Ibama não poderá ser usado. Nenhuma surpresa no maior destruir do meio ambiente brasileiro de todos os tempos.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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QUEM GOVERNA O BRASIL?


É inacreditável a maneira como o presidente Jair Bolsonaro vem pretendendo governar o Brasil, um dos gigantes do nosso planeta em extensão e recursos naturais – atualmente ainda mais solicitado, pela sua importância no combate ao aquecimento global. Manchete do Estadão desta semana anunciou que Sob pressão da ala ideológica, Bolsonaro rejeita a vacina chinesa. Fomos informados, ainda, de que o presidente desautorizou o ministro da Saúde nas redes sociais. Eu, que trabalhei na administração pública, coloquei o meu cargo à disposição por muito menos. Um presidente que se manifesta pelas redes sociais, em lugar de fazê-lo pelos meios oficiais, se iguala a qualquer pessoa que possua um computador e, por consequência, perde a autoridade e a majestade do cargo. Ademais, quem seriam os componentes da chamada “ala ideológica”, que se acham no direito de interferir na política de Saúde do País, sem nenhum preparo acadêmico sobre um assunto de tamanha importância, em plena pandemia? O presidente disse que não abre mão da sua autoridade, mas me parece que quem governa o País não é ele, e sim a “ala ideológica”. Também, por oportuno, cabe salientar que a autoridade maior de um presidente vem da sua conduta moral e da sua competência em saber conduzir a Nação, para um futuro melhor para a sua população. Tanto na faculdade como no serviço público pude constatar que os extremistas, sejam de direita ou de esquerda, não nos conduzem a lugar nenhum, quando não a um desfecho trágico. Também não sou nenhum ingênuo que não tenha percebido que as verdadeiras motivações do presidente com essa decisão absurda são a sua reeleição e o seu embate contra o governador de São Paulo. Podemos até conjecturar que, do seu ponto de vista, se ocorrer um número maior de mortes do nosso povo, será apenas um dano colateral.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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A VACINA CHINESA


O insigne presidente deste abençoado país veio a público mais uma vez para anunciar que o general seu ministro da Saúde não estava autorizado a comprar nenhuma vacina contra a covid-19,  principalmente aquela oriunda da China. Sua Exa. entende que os chineses não são suficientemente habilitados para produzir nenhuma vacina e quiçá qualquer outra coisa, por serem comunistas. Assim agindo, está automaticamente ignorando o prestígio de que goza nosso Instituto Butantan, associado aos chineses para aqui fabricarem a Sinovac, vacina desenvolvida para enfrentar a covid-19. Provavelmente o presidente não faça ideia do que significa nosso instituto, reconhecido mundialmente.


Lairton Costa lairton.costa@yahoo.com

São Paulo


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COMUNISTA NÃO!


Era bom demais para ser verdade o anúncio de que o governo federal ia comprar a vacina comunista chinesa por intermediação do terrível Instituto Butantan, de São Paulo, fonte principal do SUS para 6 vacinas (hepatite B, raiva, influenza, difteria, tétano e coqueluche), além de 13 soros. Fiel ao seu estilo de confrontação e sempre de olho na sua reeleição, o presidente Jair Cloroquina Bolsonaro mandou cancelar tudo, pelo menos por enquanto, talvez para mostrar que ele é o presidente que não abre mão da sua autoridade. É isto aí, presidente, não queremos esta vacina comunista disfarçada de paulista para que o João Doria se aproveite dela, queremos a outra, do Tio Sam. A única dúvida é se vai sobrar o suficiente para nós comprarmos.


Omar El Seoud elseoud.usp@gmail.com

São Paulo


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ENREDO BOLSONARISTA


Não é possível acreditar que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, tenha dado os certeiros passos que deu na direção da compra da vacina chinesa sem a anuência do presidente Bolsonaro, sabendo, melhor que qualquer outro membro do governo, que a cegueira ideológica do seu mentor não permitiria qualquer passo na direção de uma solução que viesse das ações do seu mais provável adversário em 2022, o governador de São Paulo, João Doria. Nesse sentido, não se sabe em que circunstância Bolsonaro permitiu que seu fiel cumpridor de tarefas neste ministério desse os passos que deu na direção da compra da vacina. Mas o restante da história segue o enredo bolsonarista já conhecido: o ministro da Saúde foi humilhado e desautorizado, com a costumeira reafirmação, contundente e midiática, da autoridade máxima do presidente Bolsonaro, e após se recuperar da covid-19, que inevitavelmente o contaminou, e na melhor hora possível, voltará às suas funções como se nada tivesse acontecido.


Abel Pires​ Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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GENERAL HUMILHADO


Mesmo autorizando seu ministro da Saúde para que fizesse acordo para a compra de 46 milhões de doses da vacina chinesa coronavac com o governo de São Paulo e o Instituto Butantan, Jair Bolsonaro não digeriu a repercussão positiva deste fato importante para o País, e desgraçadamente cancelou este acordo e humilhou em público o general Eduardo Pazuello, ministro da Saúde que foi elogiado pela forma republicana com que dialoga com dirigentes de Estados e municípios – diferentemente do presidente, que não odeia só a imprensa, mas também aqueles que não comungam de suas ideias, normalmente estapafúrdias. Jair Bolsonaro decepciona ao contrariar o povo brasileiro, que tinha a expectativa de que, com esta vacina, a imunização contra o coronavírus pudesse começar entre dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Este é o presidente do Brasil, que, como capitão, foi expulso do Exército por grave ato de indisciplina, e agora, mais uma vez, desrespeita membros dessa instituição. Assim como, sem motivo justo, demitiu o general Alberto Santos Cruz e escanteou até que deixasse o cargo o ex-porta-voz do Planalto general Otávio Rego Barros – só porque pela manhã ele tomava café com jornalistas –, Bolsonaro, soberbo e autoritário, exige colaboradores serviçais, e não competentes que galgam boa visibilidade e servem bem a Nação. Como não mediu esforços para tirar do seu caminho também o falecido Gustavo Bebianno e Sergio Moro, será que Pazuello vai engolir esta dura humilhação?


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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HIERARQUIA


Como pode um capitão desautorizar um general? Se fosse na hierarquia militar, o capitão iria para a prisão; na vida civil, seria bom um impeachment.


Manuel Pires Monteiro manuel.pires1954@hotmail.com

São Paulo


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BRASIL MACUNAÍMICO


Depois de ter sido desautorizado de forma ríspida e grosseira pelo presidente Bolsonaro diante de toda a imprensa no imbróglio da vacina Coronavac, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse que as coisas são simples assim: um manda e o outro obedece. Só mesmo neste macunaímico e surreal país de cabeça para baixo um ex-capitão do Exército dá ordens a um general da ativa. Pode?!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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VACINA COVID-19


Ministro, está mais do que na hora de honrar o uniforme que está no armário.


Élio Domingos Morando eliomorando666@gmail.com

São Paulo


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UM MANDA E O OUTRO OBEDECE


Ministro Pazuello, o capacho do presidente.


Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo


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MINISTRO DA SAÚDE


Pensei que eu tinha um ministro da Saúde no comando, mas percebi agora que tenho um serviçal da Saúde.


Isac Reismann isac.reismann@gmail.com

São Paulo


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PATENTE$


General obedecendo cegamente um inapto capitão? Se ele mandar pular no abismo, o sr. pula?


Tânia Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo


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A VACINA E A CLOROQUINA


Ao desautorizar em público o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, o presidente Jair Messias Bolsonaro fez críticas à coronavac. Como perguntar não é ofensa, será que se o ministro tivesse sugerido a compra da cloroquina a reação de Bolsonaro teria sido a mesma? Presumo que não...


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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CAVALEIRO TRESLOUCADO


A esperança voltou quando o ministro da Saúde falou que a vacina contra a covid-19 coronavac, desenvolvida inicialmente na China, mas fabricada pelo Butantan, motivo pelo qual poderia ser chamada de “brasileira”, depois de chancelada pela Anvisa, seria distribuída por todos os Estados brasileiros. Entretanto, no dia seguinte chegou o recado do cavaleiro tresloucado: “Não compraremos a vacina chinesa”, enganando, misturando fatos, fingindo estar preocupado com a saúde dos cidadãos. Por que age assim o presidente da República? Talvez porque para ele, acima da vida dos brasileiros, está a política, sua luta contra o governador paulista. Por isso vale a trama, valem os enfrentamentos, as mentiras, tudo para alcançar o papel principal. Mas já foram mais de 150 mil os mortos pelo coronavírus no País! “E daí?”, já disse uma vez Bolsonaro quando indagado sobre isso.


Eni Maria Martin de Carvalho enimartin@uol.com.br

Botucatu


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A REDE SOCIAL


Como pode um presidente que não pensa em seu povo? Numa hora, quer ter a vacina, depois, por força de sua rede social, o que é uma besteira total, desiste. Uma garota de 17 anos lhe manda uma mensagem pela rede social pedindo para ele não comprar a vacina porque ela ainda quer viver muito. Se ela não tomar a vacina, ela não vai viver muito para contar... O que sabe ela da vida? Nada. E ele a responde dizendo que não vai comprar nada. Isso é um jogo político dos mais sujos, só porque o governador de São Paulo vai ficar com a vacina da China. Senhor presidente, pense um pouco no seu povo e pense menos na eleição.


José Claudio Canato jccanato@yahoo.com.br

Porto Ferreira


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‘TÂNATOS’


Excelente o artigo de Vera Magalhães de quarta-feira (21/10) vinculando Jair Bolsonaro à pulsão de morte de Freud, e não apenas no tocante às suas ações durante a pandemia, mas como defensor da tortura, das ditaduras, do negacionismo, da descrença na ciência. Subjugado por Tânatos, o presidente da República esquece que Eros, a pulsão de vida, é uma força fundamental da psique humana empenhada na consolidação da democracia e da fraternidade.


Edgard de Assis Carvalho edgardcarvalho@terra.com.br

São Paulo


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AUTORITARISMO


O ex-capitão do Exército, que por um golpe de sorte tornou-se presidente da República, herdou uma obediência cega e respeito à hierarquia típica dos militares. O presidente sou eu, eu que mando, o presidente manda e o subordinado cumpre são falas costumeiras do capitão cloroquina. Enquanto isso, o vírus vai surfando e fazendo milhares de vítimas.


José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré


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PRESIDENTE VOLÚVEL


O sistema jurídico brasileiro, no meu conceito, provocou uma anomalia: falar a verdade ou mentir, dá na mesma. O nosso sistema político é pior que o jurídico. Qualquer que seja a palavra do presidente da República, não se sabe qual será o seu prazo de validade. O ocupante do palácio é tão volúvel que não temos condições de saber se as palavras de ministros têm ou não validade. Só não sabia que seria assim quem não atentou para o histórico de 1986/1988 e, principalmente, ao período em que nós pagamos para que fosse um sabotador na Câmara federal. Tudo muié de sordado.


Sérgio Barbosa sergiobarbosa19@gmail.com

Batatais


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SENADO FEDERAL


As regras institucionais do sistema político são feitas para impedir os eleitores de decidir sobre os parlamentares do Legislativo no Brasil. O senador Chico Rodrigues, de Roraima, foi flagrado com dinheiro na cueca. Ele não vai renunciar e os eleitores do Estado, simplesmente, também não podem convocar um referendo revocatório para tirá-lo do cargo. Todos debatem o mandato dele: a imprensa, o Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Federal e o Conselho de Ética. Uma licença e a posse do suplente servem apenas para esfriar as coisas e esperar que o assunto caia no esquecimento depois de quatro meses. Como tomou posse no ano passado, o senador tem ainda mais de 6 anos de mandato pela frente. No Rio de Janeiro, o falecimento do senador Arolde de Oliveira levou à posse definitiva do suplente, sem votos pessoais, que exercerá o mandato até 1.º/2/2027. Novamente, os eleitores são impedidos de escolher um novo senador para o cargo. Situação comum de vacância nos Estados Unidos, onde não há suplente. A morte encerra o mandato, assim como a renúncia para assumir cargo no Executivo. O governador pode nomear um senador provisoriamente pelos meses restantes até a primeira eleição seguinte (mandato de 6 anos com renovação pelo terço a cada 2 anos), com o cargo sendo novamente disputado entre candidatos.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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EXPLICAÇÃO ILÓGICA


A negativa de um acusado de corrupção, quase sempre, é o maior indício de que ele é culpado. As explicações apresentadas pelo senador Chico Rodrigues (DEM-RR) não convencem a mais ingênua criatura. Até o assessor do deputado petista José Guimarães, flagrado com dólares na cueca, apresentou justificativa de que tentava transportar grandes valores sem a devida declaração – atitude mais lógica do que afirmar a colocação de dinheiro entre as nádegas para que funcionários não ficassem sem salário. Senador, use os 121 dias de licença para entabular uma desculpa melhor. Não subestime a inteligência alheia!


Jomar Avena Barbosa joavena@terra.com.br

Rio de Janeiro


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TESTE DA CUECA


O suplente do senador Chico Rodrigues, que vai assumir, será seu filho Pedro Arthur Rodrigues. Na minha opinião, será preciso fazer o teste da cueca: se é folgada igual às cuecas do papai ou é justinha. Assim saberemos se os hábitos familiares são os mesmos, ou não. Vamos aguardar!


Arcangelo Sforcin Filho

São Paulo


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‘BUTTOCKS’ E CUECA


Pela primeira vez tive vontade de chorar lendo uma crônica de Luis Fernando Verissimo (22/10). Porque é assim que me sinto, com uma tristeza imensa, continental, amazônica. Este Brasil não tem mais graça, não é mais folclórico nem somos mais tão simpáticos. Cadê aquele Brasil promissor e cheio de humor? E a frase Brasil, país do futuro tomou um sentido tão pejorativo que essa tristeza imensa deve atravessar a eternidade e chegar até Stefan Zweig, esteja ele onde estiver.


Elisabeth Berlowitz Buny bethbuny@uol.com.br

Cotia


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VEXAMES


O grande escritor Luis Fernando Verissimo, falando sobre dinheiro na cueca (Estado, 22/10), afirma que os vexames na nossa política começaram com o governo Bolsonaro. E os 16 anos de desgoverno petista, com petrolão, mensalão, Pasadena, empréstimos a fundo perdido para países falidos e também dólares na cueca? Já se esqueceu?


Wagner José Callegari wagcall@terra.com.br

Limeira


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INDUMENTÁRIA


Num julgamento por videoconferência, ao se levantar da mesa de trabalho, um ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) mostrou que usava toga, mas não usava calças. Além de fashion, é o modelito mais apropriado para julgamentos de políticos cuequeiros...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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MINISTRO SEM CALÇAS


Sempre digo que a hipocrisia campeia solta no meio jurídico com as falas empoladas e muito fingimento. Vivem no mundo da mentira, e a mentira é um ato de roubar a verdade e quem rouba, pouco ou muito, é ladrão e o ladrão rouba conforme a oportunidade. Estes são os julgadores das nossas vidas. São os profissionais que sabidamente mais ingerem bebida alcoólica. A falta das calças podem ser por muitos motivos; eu fico com a possibilidade do deboche sobre a população, total desdém, colocam capa de super herói e estão nus, na verdade estão moralmente nus! Exercem o poder pois têm a prerrogativa da força física, mas jamais moral.


Guilherme Pacheco e Silva guilherme@tagua.com.br

São Paulo


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ACÚMULO DE SALÁRIO


Ex-ministra, Luislinda Valois vai receber parte do salário que havia sido retida, manchete de alguns jornais na época. Segundo consta, a ex-ministra pretendeu recebeu sua remuneração do cargo que exercia, independentemente do recebimento de seus proventos de aposentadoria como desembargadora do Tribunal de Justiça da Bahia. Isso foi considerado, à época, um escândalo, e a encrenca a cuspiu do cargo. Tenho observado os currículos de integrantes da administração federal e fico na dúvida: será que tem alguém na mesma situação dela, inclusive acumulando salários/proventos com a remuneração dos cargos que ocupam, sem falar dos conselhos das estatais?


Antônio Dilson Pereira advdilson.pereira@gmail.com

Curitiba


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E O TRABALHO DOCENTE, SENADOR?


Muito interessante a ampla análise apresentada pelo senador José Serra (PSDB-SP) no artigo Frear a deterioração educacional (22/10, A2). Do texto, destaco a menção à avaliação dos professores por meio de cursos online obrigatórios no Amazonas, tida pelo autor como uma experiência bem-sucedida. Contudo, em relação à carreira e/ou à formação de professores, não há outras menções no texto, o que demonstra um (intencional?) esquecimento de que uma educação de qualidade passa também, e muito, por uma atratividade maior da profissão docente, planos de carreira mais consistentes e investimentos materiais na própria escola. No Estado de São Paulo, embora se observe uma lenta expansão do Programa de Ensino Integral, muitas escolas ainda contam com uma ampla ausência de professores. A respeito disso, algo que é sempre importante questionar é: que jovem hoje quer seguir a profissão docente? Sabemos que são poucos. E isso não é à toa, nem acontece por causa de uma pretensa falta de “dom”, basta olhar as condições de trabalho, a precariedade dos contratos temporários e a própria deterioração simbólica da imagem do professor, vastamente e constantemente atacada publicamente por políticos e ideólogos. A qualidade da educação passa por uma maior valorização dos professores. Desconsiderar tal fato, não somente no texto, como na própria atuação, especialmente quando enfatiza a necessidade de uma educação de qualidade, é pura demagogia.


Mateus Henrique do Amaral amaralmateush@gmail.com

Piracicaba


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23 DE OUTUBRO


Belíssima data, Dia do Aviador, nossos bravos e operosos homens no ar, heróis que juraram defender a Pátria com o sacrifício da sua própria vida! Em reforço alusivo à data, há 80 anos, nascia um outro herói, não menos bravo, que, voando nas alturas de nossos campos e arenas de futebol, com sua magia, talento e arte, encantou o mundo, que logo lhe concedeu um título de nobreza: Sua Majestade “Pelé”, o rei do futebol! Um predestinado, humilde e abençoado filho de Dondinho e dona Celeste, aos quais o mundo agradece pelos feitos do nosso ídolo. Muito me orgulho de nossos aviadores e do nosso verdadeiro e único Rei Pelé. O Brasil sempre lhes será grato. Parabéns!


Celso David de Oliveira david.celso@gmail.com

Rio de Janeiro


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PELÉ, 80 ANOS


O tricordiano Edson Arantes do Nascimento, nascido em 23 de outubro de 1940, virou Pelé e o Brasil foi campeão do mundo em 1958. Pelé se tornou rei e seus súditos são todos os terráqueos. Vida longa ao rei do futebol!


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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O jornal O Estado de S. Paulo publicou, em sua edição de sexta-feira (23/10), quatro páginas (mais meia primeira página) de Esportes. Único assunto abordado nessas 4,5 páginas: os 80 anos de Pelé. Absolutamente nenhuma outra informação esportiva mereceu uma única linha sequer do centenário e prestigiado diário paulistano. Uma verdadeira aula de jornalismo. Obrigado!


Sérgio Miranda Paz sergio.m.paz@gmail.com

São Paulo

 

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